00:00O Tesouro Nacional prevê gastos de até 98 bilhões de reais em 2028 com precatórios.
00:08Os valores acima da meta fiscal devem começar a cair a partir desta data e devem ser zerados somente em 2036.
00:18O Alan Gani tá de volta e a gente sempre fala, né, Gani, sobre confiança do investidor, sustentabilidade da nossa dívida.
00:25Esse volume, né, mascara, de certa forma, engana um pouco o real déficit do país?
00:33Exatamente. Mascara, mas o investidor não é bobo. Por quê?
00:38Porque o Supremo Tribunal Federal autorizou a partir de 2023 que parte dos gastos com precatórios não entrem na meta fiscal.
00:48Acontece que o governo tá pagando do mesmo jeito e a dívida é crescente.
00:52E olha só a bomba fiscal que a gente tem pela frente.
00:57Em 2026, 57,8 bilhões de reais com gastos em precatórios, mas não entram na meta fiscal, na meta de resultado primário.
01:07Então o governo pode até falar, olha, batemos a meta, mas não importa, porque no final do dia a sociedade tá pagando.
01:13O dinheiro lá, o Tesouro tá pagando, que é o nosso dinheiro por meio de impostos.
01:19E aí, como não é suficiente, a dívida cresce, né? Esses impostos não são suficientes, o governo tem que emitir títulos da dívida.
01:25Se a gente olhar 2027, os gastos vão para 96 bilhões de reais.
01:31E aí, 2028, 98 bilhões de reais.
01:342029, 91 bilhões de reais.
01:37Grandes números.
01:37E 2030, 85 bilhões de reais.
01:40Então, é uma cifra gigantesca.
01:44Não dá mais para a gente postergar um ajuste fiscal nas contas públicas.
01:49Caso contrário, o gráfico mostra isso, a gente caminha futuramente para uma situação de calote com efeitos econômicos desastrosos para a população brasileira.
02:01Obrigada, Gany.
02:02Até.
02:03Até.
02:03Tchau, tchau.
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