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Em um dos discursos mais contundentes de seu mandato, Jerome Powell defendeu que o Federal Reserve deve permanecer imune a pressões políticas de curto prazo.

A declaração ocorre após o presidente Donald Trump e seus aliados no Congresso intensificarem as críticas à manutenção das taxas de juros em patamares restritivos. Powell destacou que decisões baseadas em conveniência eleitoral podem gerar inflação descontrolada e instabilidade nos mercados financeiros mundiais.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/sj6762zC3qU

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Transcrição
00:00O presidente do Banco Central americano reage ao anúncio da abertura de uma investigação criminal pelo Departamento de Justiça
00:07em meio ao fogo cruzado com Donald Trump. Correspondente, Eliseu Caetano.
00:13A equipe do presidente Donald Trump intensificou, e de forma inédita, a pressão contra o presidente do Federal Reserve, Jeremy Powell,
00:20ao levantar a possibilidade de um indiciamento criminal.
00:24Segundo a Reuters, aliados de Trump acusam Powell de ter fornecido informações falsas ao Congresso
00:31durante depoimentos sobre um projeto estimado em 2,5 bilhões de dólares para a reforma da sede do Fed na capital Washington.
00:39O Departamento de Justiça já enviou intimações à instituição, aprofundando o confronto entre a Casa Branca e o Banco Central americano.
00:46Powell rejeita as acusações, afirma que respondeu corretamente aos parlamentares e diz que a ofensiva tem motivação política.
00:53Em um momento em que Trump pressiona publicamente por cortes mais agressivos na taxa de juros para estimular a economia.
01:01A escalada gerou uma forte reação de economistas, ex-presidentes do Federal Reserve e parlamentares,
01:07inclusive do Partido Republicano, que alertam que a ameaça de ação criminal contra o comando do Banco Central
01:13representa um ataque direto à independência da política monetária do país, considerada um pilar da estabilidade econômica dos Estados Unidos.
01:22O embate já provoca efeitos nos mercados financeiros, com aumento da volatilidade, maior cautela dos investidores
01:30e preocupação crescente de que a disputa institucional possa comprometer a credibilidade do Fed
01:37e gerar impactos duradouros sobre a confiança na economia americana.
01:42dos Estados Unidos, Eliseu Caetano para a Jovem Pan.
01:46Ô, Denise, deixa eu chamar a Denise para falar sobre isso.
01:51Essa pressão do presidente Donald Trump no Banco Central americano
01:56passa muito ao largo do que o Lula pressionava o Banco Central lá atrás.
02:02Também o vice-presidente da República, José Lencar, lembra?
02:05Bolsonaro também, todo mundo, governantes não gostam de juros elevados.
02:09Agora, uma coisa retórica, é você reclamar, você falar mal, olha, está prejudicando a economia
02:13porque juros mais elevados, eles pesam na atividade econômica, no custo do crédito, essa é uma história.
02:19Agora, a outra é você tentar interferir.
02:21Desta vez, Jerome Powell se defendeu de uma forma mais contundente.
02:26Ele se manifestou colocando que isso fazia parte da pressão exercida por Trump,
02:31a pressão contínua do governo para tentar interferir na política monetária.
02:36Então, o Trump também, por aí, estaria ultrapassando uma linha formal
02:40que é a separação entre a política e política monetária.
02:44O Federal Reserve tem independência, tem autonomia para administrar, calibrar os juros
02:49de forma a obter dois resultados.
02:51É diferente daqui do Brasil, em que o Banco Central tem como foco o controle da inflação.
02:55Lá, o Fed tem que calibrar os juros de forma a garantir que a inflação fique próxima
02:59da meta deles, que é 2%, e, além disso, garantindo bons números no mercado de trabalho.
03:05E a própria política econômica, as iniciativas de Trump, tem trazido muita incerteza
03:09quanto ao andamento da economia lá dos Estados Unidos.
03:13Há preocupações quanto ao impacto na inflação, ainda por conta do tarifácio,
03:17preocupações com outras medidas que ele vem tomando, que podem acarretar, inclusive,
03:21mais desemprego.
03:22Os setores que ele tenta proteger não têm dado a resposta esperada em termos de geração de vagas.
03:28Então, tem muita coisa que pode interferir em custos e no andamento da economia dos Estados Unidos.
03:33Aí, quando ele tenta utilizar a justiça para pressionar o presidente do Banco Central
03:39para mudar essa política monetária, porque, em tese, seria isso, porque ele já tentou,
03:43inclusive, contra outra integrante do Comitê do Federal Reserve, a Lisa Cook,
03:48que ele, na época, argumentava, no mês de agosto do ano passado,
03:51que ela não teria prestado as informações adequadas em relação a hipotecas.
03:56E ela garantiu a continuidade dela no FED através da justiça.
04:00Então, hoje, a gente viu as manifestações contrárias.
04:03Todos defenderam a credibilidade do Banco Central.
04:05É o principal banco central do mundo.
04:06As decisões deles mexem com o mercado financeiro,
04:09comportamento de bolsas de valores, fluxo de investimento, aversão ao risco.
04:13E, hoje, ouro e prata bateram recordes, em boa parte, por conta dessa atuação de Trump.
04:19E, rapidinho, Denise, no fim do mês tem a primeira superquarta do ano, né?
04:22Juros aqui no Brasil e juros lá nos Estados Unidos.
04:25Se o ano mudar, o que vai acontecer, né?
04:27Pois é, nos dois casos se pensa em manutenção mesmo.
04:30As taxas nos Estados Unidos estão na faixa entre 3,5% e 3,75%.
04:34No Brasil, 15%.
04:36O relatório Fox saiu hoje, sinalizando que é isso mesmo.
04:39O mercado está contando com o início dos cortes aqui apenas no mês de março.
04:42Agora, só mais um detalhe, Tiago.
04:45Além de criticar o Federal Reserve em relação às taxas básicas,
04:50Trump quer reduzir a taxa do cartão de crédito nos Estados Unidos para a faixa dos 10%.
04:56Os juros lá, em média, são de 20% ao ano.
04:59A gente fica imaginando o que ele faria.
05:01Aqui no Brasil, que nós temos taxa média do cartão de crédito de mais de 400% ao ano.
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