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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera fazer uma oferta para comprar a Groenlândia, apesar da rejeição da população local e do governo da Dinamarca. O republicano também se recusou a descartar o uso da força para assumir o controle da ilha, vista como estratégica no Ártico. Thulio Nassa comentou.

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Transcrição
00:00Bom, falamos há pouco da cobiça de Donald Trump a respeito da Groenlândia.
00:05A informação agora é de que a Casa Branca disse que Donald Trump considera fazer uma oferta para comprar a Groenlândia.
00:13Eliseu Caetano está de volta e tem os detalhes para a gente. Como que será feita essa oferta, hein, Eliseu?
00:21Pois é, Soraya. Olha, mas essa situação.
00:24Resta saber se os moradores da Groenlândia vão aceitar dinheiro em troca da soberania deles e como a Dinamarca também vai reagir a esse possível referendo que a Groenlândia pode fazer se quiser pensar na ideia de Donald Trump, viu?
00:41Muito bom dia novamente para você, para o Nonato e para todos que acompanham a programação da Jovem Pan.
00:45A gente volta a falar ao vivo, direto aqui dos Estados Unidos, 7 horas da manhã com 12 minutos na costa leste do país.
00:51Temperatura de momento no sul da Flórida, na casa dos 20 graus Celsius, na manhã desta quinta-feira.
00:56Donald Trump está estudando oficialmente, de acordo com as informações da Casa Branca, opções para adquirir a Groenlândia, território autônomo do reino da Dinamarca,
01:06em uma iniciativa que pode combinar aí diplomacia e considerações estratégicas, segundo as informações divulgadas pela Casa Branca.
01:16Essa questão voltou ao centro da política externa aqui dos Estados Unidos, após declarações do secretário de Estado, Marco Rubio.
01:24Ele disse ontem, durante um encontro que teve com parlamentares no Congresso, aliás, encontro esse que nós acompanhamos ao vivo aqui na programação da Jovem Pan,
01:33que o presidente Trump deseja, abre aspas, controlar o território, mas que prefere uma compra ao invés de uma invasão militar, fecha aspas.
01:45Essa informação, é claro, já repercute no mundo inteiro na manhã desta quinta-feira e segue sendo relatada aí por diversos veículos de comunicações
01:55lá na Europa, aqui nos Estados Unidos e, claro, também lá na Groenlândia.
02:00Trump e a equipe dele definiram a aquisição da Groenlândia como uma prioridade para 2026.
02:10E tem argumentado que a anexação da ilha é para garantir a segurança nacional dos Estados Unidos,
02:17garantindo, portanto, segundo a Casa Branca, uma posição estratégica no Ártico e também diante aí da crescente competição com a Rússia e também com a China.
02:30Agora há pouco eu trouxe um dado que já se ventila aqui nos Estados Unidos.
02:33A questão toda é a seguinte, a Groenlândia é uma área muito próxima dos Estados Unidos e também da Rússia.
02:39E o que acontece? As geleiras, por conta das mudanças climáticas, estão diminuindo muito rapidamente, drasticamente,
02:47abrindo já canais, rios mesmo, facilitando, segundo a Casa Branca, o acesso de outros países por mar aqui para os Estados Unidos.
02:58Então, para impedir um acesso mais facilitado e daí garantir a segurança nacional, que é, vou usar esse termo,
03:05a desculpa que a Casa Branca está dando para botar essa pressão em cima da Groenlândia e do reino da Dinamarca,
03:13é que eles estão com essa consideração para 2026.
03:21Segundo a Casa Branca, Trump tem diversas ideias em mente.
03:25Pode, por exemplo, propor uma compra e aí financeiramente, isso já até aconteceu há muitos anos atrás,
03:32os Estados Unidos ofereceram algo em torno de 100 milhões de dólares, pode tentar também oferecer uma associação,
03:38se anexem porque vocês querem e sejam um Estado nosso, ou até mesmo o uso das Forças Armadas,
03:46que, segundo a Casa Branca, é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe.
03:51Aliás, aspas essas que foram ditas ontem novamente por Marco Rubio, secretário de Estado.
03:58A gente vai seguir daqui acompanhando essas e outras notícias importantes.
04:01Soraya, Nonato?
04:03O Eliseu, enquanto isso, a Europa está preparando aí um plano para uma possível invasão norte-americana,
04:10ou seja, países da Europa, nesse momento, com a intenção de Donald Trump pela Groenlândia,
04:16podem se unir contra os Estados Unidos?
04:20Soraya, a situação é muito mais confusa do que a gente imagina.
04:24Confusa, inclusive, para explicar por que o que acontece.
04:27Os Estados Unidos fazem parte da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte.
04:31Eu sempre chamo a OTAN de clube para facilitar o entendimento.
04:34É como se fosse um clube com diversos países do mundo que assinaram um tratado,
04:40um documento para se defender em caso de ataque inimigo.
04:43Então, atacou um, atacou todos.
04:46Atacou a Groenlândia, todos os países vão se reunir para defender a Groenlândia.
04:52E aí é que está o problema. Por quê?
04:54Porque os Estados Unidos fazem parte da OTAN também.
04:57E daí, como é que você vai atacar alguém que faz parte do seu próprio grupo?
05:01Seria um ataque interno?
05:03Então, existem alguns caminhos, algumas possibilidades que os analistas pensam e divulgam por aqui.
05:10Caminho 1 é todo mundo atacar todo mundo e aí vai virar um pandemônio.
05:14O mundo realmente deixaria até de existir, possivelmente, provavelmente.
05:18Uma outra questão. Todos os países da OTAN se reunirem para atacar os Estados Unidos, como a Aliança prevê.
05:25Quem vai assinar isso? Qual vai ser o primeiro país a dar esse passo, a fazer isso, a querer isso?
05:29Será que a OTAN sozinha tem condição de combater o principal e maior exército do mundo, que é o americano?
05:37Talvez não.
05:38Qual seria uma terceira opção?
05:40A dissolução da OTAN.
05:42A OTAN simplesmente deixar de existir.
05:44E a OTAN deixar de existir significa o avanço da Rússia e o avanço da China.
05:49Então, é um problema geopolítico mesmo.
05:52E por isso, líderes europeus estão trabalhando aí em possíveis planos de contingência,
05:57caso os Estados Unidos tomem aí medidas concretas para assumir o controle da Groenlândia.
06:03Essa iniciativa, obviamente, suscita aí profundas preocupações com relação à própria segurança desses países,
06:10que fazem parte da OTAN.
06:12Eu volto com você no estúdio.
06:13Obrigada, Eliseu, pelas suas informações.
06:16A gente vai seguir conversando ao longo dessa manhã.
06:18Deixa eu chamar o Túlio Nassa, né, para a gente tentar imaginar o que pode acontecer daqui para frente.
06:24Porque o interesse de Donald Trump pela Groenlândia, Túlio, não é de agora, a gente sabe, né?
06:29Isso vem desde lá seu primeiro mandato.
06:32Tem a ver com segurança, tem a ver com os minerais raros, as terras raras.
06:36Agora, tentar ter a Groenlândia para ele com uma oferta em dinheiro, é curioso, né?
06:45Pois é, Soraya.
06:46Para a gente entender os próximos passos, a gente precisa voltar um pouco e conhecer o passado, né?
06:52Conhece o passado para compreender o presente e projetar o futuro.
06:55Eu vou lembrar aqui de Charles de Gaulle, general francês que lutou no grande conflito na Segunda Guerra Mundial,
07:01conseguiu, depois do conflito, criar a Quinta República, que é a atual República Francesa.
07:07Ele é um herói hoje lá na França, inclusive dá nome ao aeroporto lá em Paris.
07:11Ele dizia o seguinte, nada mais teimoso que os fatos.
07:16Você quer ignorar os fatos, mas eles continuam ali.
07:20Eles são insistentes, eles não vão embora.
07:22O que está acontecendo?
07:23Olha só, os Estados Unidos, há 20 anos atrás, se desindustrializou.
07:28Ele se aproveitou da mão de obra barata dos países asiáticos, como China, Taiwan, Coreia do Sul,
07:34e acabou deixando todo o seu parque industrial para aquela região.
07:39Hoje, os Estados Unidos têm um déficit de um trilhão de dólares na balança comercial.
07:44E o que quer Donald Trump?
07:45Donald Trump quer fazer uma guerra econômica em relação ao mundo
07:48para poder se reindustrializar e para poder diminuir essa balança comercial.
07:55E o problema está em torno das terras raras.
07:57O que você colocou, Soraya?
07:59Por quê?
07:59Porque o futuro econômico e energético dos países depende desses minerais.
08:04Veja, para inteligência artificial, para baterias elétricas, para computadores,
08:09para condutores eletrônicos nas indústrias.
08:11Então, o que os Estados Unidos estão de olho é realmente nas terras raras da Groenlândia,
08:16que tem uma grande reserva.
08:17E não só na Groenlândia, também na Venezuela.
08:20Ali na Bacia do Orinoco, que é o rio ali venezuelano,
08:23tem uma área de 12 mil quilômetros quadrados cheio de terras raras.
08:27Inclusive, fazendo fronteira com o Brasil.
08:30É isso que está de olho, Donald Trump.
08:32E eu não sei até que ponto ele vai recuar.
08:34Agora, se ele acirrar muito essa disputa, nós corremos, sim, riscos de conflitos terríveis.
08:40Oxalá ele consiga só na base da negociação.
08:43Ô, Túlio, e numa dessas o Vladimir Putin deve estar vendo de camarote, né?
08:49Porque ele dizia, a OTAN se desintegrar, a política expansionista dele pode ganhar outros capítulos também.
08:55Meu caro, ele está vendo de camarote e o buraco é muito mais embaixo.
09:00Na verdade, hoje existe uma grande preocupação de que se acabe com os mecanismos multilaterais
09:06e a resolução de conflitos e nós estamos vivendo um novo tratado de Tordesilhas.
09:11Aquele de 1494, em que Portugal e Espanha dividiu o mundo, né?
09:17Dividiu entre o hemisfério norte e o hemisfério sul, com a benção do papo, inclusive.
09:22Hoje nós estamos assistindo um novo tratado de Tordesilhas, exatamente.
09:26Em que China, Rússia e Estados Unidos querem dividir o mundo e acabar com os organismos multilaterais.
09:32A China quer ficar ali com o Pacífico, aquela área estratégica e por isso que vai em cima de Taiwan.
09:37A Rússia quer ficar com uma área que se chama Heartland, que é aquela área ali do miolo caucasiano ali da Europa,
09:43onde há vazão ali para os oceanos e mares.
09:47E os Estados Unidos com a América.
09:48Então eles estão completamente ignorando as regras internacionais e estão colocando uma nova ordem mundial.
09:55É preciso muita cautela e muita estratégia para que o Brasil se posicione numa nova realidade geoeconômica e geopolítica.
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