00:00E por falar nos norte-americanos, Eliseu Caetano já vem com a informação completa pra gente
00:05a respeito de novidades envolvendo Donald Trump, pedindo justamente uma coalizão
00:10pra liberar o Estreito de Hormuz. Diga lá, Eliseu Caetano, a informação completa é contigo.
00:17Com aquele jeitinho, Donald Trump de ser o presidente dos Estados Unidos exige que pelo menos
00:23sete países formem uma coalizão para patrulhar o Estreito de Hormuz no Irã.
00:30Muito bom dia novamente pra você, Bia, Cine e claro pra todo mundo que acompanha o Jornal da Manhã
00:35aqui na Jovem Pan. A gente vem chegando ao vivo direto dos Estados Unidos porque o presidente do país
00:39intensificou nesse final de semana a pressão pra que outros países participem dessa chamada
00:45coalizão de segurança lá no Estreito de Hormuz no Irã.
00:49Essa rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo produzido no mundo inteiro.
00:55Trump disse ter procurado pelo menos sete países, mas não revelou oficialmente os sete nomes.
01:02Ao falar publicamente sobre o tema, ele citou e de forma explícita países como China, França, Japão,
01:12Coreia do Sul e também o Reino Unido como beneficiários diretos dessa rota e, portanto,
01:19como candidatos naturais a integrar essa coalizão.
01:22Esse apelo do Donald Trump vem exatamente nesse contexto de guerra, apesar de estar sendo tratado
01:28ainda como um conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e bloqueio também subsequente
01:35imposto por Teherã ao Estreito.
01:39O presidente americano tem argumentado ao longo das últimas horas que esses países que dependem
01:44do petróleo e também do gás que atravessam o Estreito de Hormuz devem ajudar e com meios navais,
01:50como, por exemplo, varredores de minas, escoltas e sistemas de defesa aérea,
01:56para tornar a passagem novamente aberta e segura para todos.
02:02Aliás, nesse final de semana, as respostas também começaram a aparecer, viu?
02:06Mas elas foram bem menos entusiasmadas, segundo os analistas políticos aqui nos Estados Unidos,
02:13como, por exemplo, o Japão, que disse que não planeja enviar navios neste momento.
02:18Aliás, por lá, essa declaração foi dada pela primeira-ministra, Sanei Taikaishi,
02:23no parlamento japonês, viu?
02:25Ela afirmou que Tóquio, abre aspas, ainda avalia o que pode fazer dentro de sua estrutura legal, fecha aspas.
02:33Numa referência direta aí, as restrições da Constituição japonesa,
02:39que é pacifista para, principalmente, missões militares no exterior.
02:44A Austrália também já esfriou a ideia, viu?
02:47A ministra Catherine King afirmou que o país não tem planos de mandar embarcações
02:51e que nem recebeu sequer um pedido formal para isso.
02:55A resposta australiana é muito importante neste momento,
02:58porque Canberra é um dos aliados militares mais próximos de Washington,
03:03lá na região do Indo-Pacífico,
03:05o que mostra que nem mesmo parceiros considerados estratégicos dos Estados Unidos
03:10estão dispostos a aderir automaticamente isso.
03:13Na Coreia do Sul, a posição também foi de prudência.
03:17Na Europa continental, a reação foi semelhante
03:20e o resultado político até aqui é claro.
03:22Trump pediu ajuda, mas ainda não teve resposta.
03:25Eu volto com vocês no estúdio.
03:27Muito obrigado. Foi o Eliseu Caetano.
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