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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Segundo a publicação, os recursos do novo acordo petrolífero serão utilizados na compra de produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e de energia.

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Transcrição
00:00O destaque internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social, a Truth Social,
00:08que a Venezuela comprará somente produtos fabricados nos Estados Unidos com o dinheiro que receberá o novo acordo petrolífero.
00:18Essas compras vão incluir produtos agrícolas, medicamentos, utensílios médicos e equipamentos de energia.
00:24Após a queda do ditador Nicolás Maduro, esse acordo é que a Venezuela tenha os Estados Unidos como o principal parceiro comercial.
00:34Então esse anúncio foi feito há pouco, inclusive a nossa produção separou rapidamente a informação, acordo comercial com a Venezuela.
00:43Ou vocês aceitam ou aceitam, Dávila?
00:45O presidente Trump tem que rever imediatamente essa política protecionista que está prejudicando aquelas empresas manufatureiras
00:57que ele disse que veio para resgatá-las, para fazer com que elas voltem a crescer.
01:03Os números mostraram o seguinte, que as tarifas americanas fizeram o desemprego aumentar nas indústrias manufatureiras.
01:10Ou seja, estagnação econômica, queda do emprego. Por quê? Por uma razão muito simples.
01:18Pois é, a razão simples, o Dávila vai falar na sequência.
01:21Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos vão acompanhar a análise do Luiz Felipe Dávila,
01:26porque o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou um acordo comercial com a Venezuela.
01:31O dinheiro oriundo da venda do petróleo será destinado à compra de vários produtos.
01:38produtos norte-americanos, pelo menos nessa fase. Você, Dávila?
01:43Por quê, Caniato? Tarifa é imposto. Tarifa é imposto.
01:48Você aumentando tarifa é como se você estivesse aumentando imposto.
01:52E hoje, as economias estão interligadas.
01:55Política protecionista funcionou no século XIX porque não havia essa interdependência comercial que existe hoje.
02:03Hoje, os Estados Unidos estão totalmente ligados à China. Não dá para desvincular da China.
02:08Não dá. Não tem mais como. As economias, as cadeias globais funcionam.
02:13Ah, o protecionismo está fazendo o quê? Está diminuindo? Está diminuindo um pouco.
02:16Mas está diminuindo na margem. Você não consegue desfazer um sistema inteiro.
02:20Então, o que acontece? Cada vez que você aumenta tarifa, você aumenta custo.
02:25Você está aumentando imposto.
02:27Então, essa política protecionista que supostamente deveria beneficiar o setor manufatureiro,
02:32que é um dos que mais sofreram nos Estados Unidos, está prejudicando.
02:36Não gerou emprego. Não está gerando investimento.
02:40Está aumentando o custo de produção de produtos manufaturados.
02:44Por quê? Porque a taxa de juros está alta.
02:46Esse déficit americano acaba botando pressão na taxa de juros.
02:49E está ficando mais difícil para importar. Importar em sumo.
02:53Então, está na hora de Donald Trump mudar o livro.
02:57A fórmula que funcionou para os Estados Unidos no século XIX
03:00não funciona no século XXI, quando as economias estão demasiadamente interligadas.
03:08Pois é. Eu estou com um post aqui. Só vou ler um trecho.
03:11Acabei de ser informado. Donald Trump escreveu.
03:13Acabei de ser informado de que a Venezuela comprará somente produtos fabricados nos Estados Unidos
03:19com o dinheiro que vai receber do nosso novo acordo petrolífero.
03:24Essas compras vão incluir, entre outras coisas, itens agrícolas, medicamentos, dispositivos médicos
03:30e equipamentos fabricados nos Estados Unidos para melhorar a rede elétrica
03:34e as instalações de energia da Venezuela.
03:37Depois eu leio a segunda parte.
03:39Você, Mota, o anúncio de Donald Trump.
03:43Caniata, é muito difícil comentar essa notícia porque, do jeito que ela está sendo anunciada,
03:53ela não faz muito sentido.
03:55Precisa ver que acordo é esse, de onde é que vem esse dinheiro.
03:59Um acordo feito livremente entre dois países não tem problema nenhum.
04:04Um acordo de preferência de produtos americanos não tem nada demais nisso.
04:08Mas a gente precisa saber direito de onde vem esse dinheiro, que história é essa.
04:14Porque Donald Trump tinha dito que seria gerada uma grande quantidade de riqueza
04:21através de investimentos americanos para aumentar a produção de petróleo da Venezuela.
04:27A Venezuela tem 17% das reservas mundiais de petróleo, mas a sua produção corresponde a menos de 1% da produção mundial.
04:39Então existe um enorme espaço para a produção da Venezuela aumentar.
04:44Mas para isso é necessário muito investimento.
04:48O elemento que sempre falta nisso é a segurança jurídica, é a estabilidade, é o respeito aos direitos,
04:57que é uma coisa que não existe na Venezuela.
05:00Então isso primeiro precisa ser restaurado em alguma medida,
05:06antes que essa prosperidade que Donald Trump consegue enxergar muito bem,
05:11antes que ela se torne realidade.
05:12Pois é, naquela entrevista coletiva de sábado, Donald Trump chegou a mencionar o investimento de empresas norte-americanas
05:19para melhorar a atividade petrolífera venezuelana, inclusive ele até chegou a mencionar
05:25é preciso atualizar a tecnologia porque poderia ter um desastre, um derramamento de petróleo
05:31e isso atingiria também a natureza, a costa venezuelana.
05:36Enfim, a nossa produção preparou inclusive a arte do post de Donald Trump.
05:40Só vou ler a segunda parte em que ele explica e justifica.
05:44Depois daquela primeira parte, dizendo quais seriam os produtos que seriam adquiridos da Venezuela,
05:51não, dos Estados Unidos, pela Venezuela, ele acaba explicando em outras palavras.
05:56A Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América
06:01como seu principal parceiro.
06:03Uma escolha sábia e muito benéfica para o povo venezuelana e para os Estados Unidos.
06:09Agradeço a sua atenção a este assunto.
06:12Você, Acácio Miranda, pessoas ficam desconfiadas quando lêem esse post de Donald Trump?
06:20Na sua origem, a palavra acordo pressupõe que duas partes atuam com liberdade
06:28para que elas cheguem a um consenso, cheguem a um ponto comum.
06:31E eu cito a palavra liberdade por duas razões.
06:35Primeiro, a Venezuela, até sábado, até menos de uma semana atrás, não lembrava qual era o conceito de liberdade.
06:45Em compensação, os norte-americanos são o berço do liberalismo no mundo.
06:50A economia norte-americana, os pais da Constituição e da nação norte-americana,
06:57talvez tenham sido os grandes entusiastas na instituição de uma economia liberal.
07:03E no momento que nós vemos o símbolo do liberalismo, que fará, salvo engano, esse ano ou nos próximos anos,
07:10250 aniversários, defendendo um protecionismo nesse sentido,
07:18e defendendo um protecionismo com quem ainda está um pouco inebriado sem saber o que é liberdade,
07:25eu confesso que me causa preocupação.
07:28É natural, diante do contexto, que os Estados Unidos ajudem a Venezuela,
07:33através de empréstimo, através até da cessão dos seus produtos,
07:38mas é um acordo onde os Estados Unidos devem ter a noção do seu tamanho
07:45e a Venezuela deve ter a noção do seu tamanho.
07:48E essa distinção, esse degrau existente entre os dois,
07:54obviamente deve ser levado em consideração para o estabelecimento dos termos deste acordo.
08:01No que diz respeito ao petróleo, ele obviamente demandará muito investimento.
08:05O petróleo venezuelano, a qualidade do petróleo, não sou especialista,
08:09mas li bastante nos últimos dias,
08:11demanda a utilização de alguns componentes ali que devem ser misturados
08:17para que ele alcance toda a sua qualidade.
08:19E além desse componente, a infraestrutura, para que ele seja extraído a contento,
08:26tudo isso demandará investimento e muito provavelmente
08:29esse investimento será feito pelos norte-americanos.
08:33Então todos estes termos precisam ser levados em consideração,
08:38sob pena de um protecionismo norte-americano,
08:43fazer com que a esperança de libertação que os venezuelanos tinham
08:49não venha dos próprios norte-americanos.
08:52Pois é, deixa eu passar para o Dávila.
08:54Dávila, não sei se você se recorda, mas no sábado,
08:58enfim, aquele pronunciamento barra entrevista coletiva,
09:02o Donald Trump trata de várias questões, né?
09:05E aí ele fala uma coisa, daí numa outra resposta ele acaba trazendo uma informação adicional,
09:10e aí ele sugeriu reembolsar petrolíferas americanas que viessem a investir na Venezuela.
09:18Então o que muitos entenderam?
09:19Bom, ok, então sinal verde para que as empresas que atuam nos Estados Unidos
09:24fossem à Venezuela melhorassem ali o pátio de extração de petróleo
09:30e de alguma maneira essas empresas seriam reembolsadas.
09:33Nesse acordo você entende que os Estados Unidos acabam aparecendo como um player
09:40que vai fornecer produtos para a Venezuela em diferentes segmentos
09:46e aí a cadeia ficaria atendida, ou seja, o petróleo acabaria pagando também
09:52o governo norte-americano a partir dessa ponte com as empresas que iriam fornecer esses produtos.
09:58Dá para você entender mais ou menos como é que funcionaria esse acordo?
10:01Greto, todo governo que é feito por rede social tem um certo descuido com os números.
10:08Um estudo recente mostra que para a Venezuela recuperar a sua capacidade petrolífera
10:14é preciso investimento na ordem de 100 bilhões de dólares.
10:20Para o nosso público ter uma ideia, isso equivale a tudo o que os Estados Unidos investiram ano passado.
10:25Isso só para recuperar a capacidade de produção de petróleo ao longo do tempo.
10:31Segundo ponto importante, hoje tem uma super oferta de petróleo no mundo, o preço do petróleo está caindo, inclusive.
10:38Então assim, você vai investir 100 bilhões de dólares numa indústria que hoje tem excesso de petróleo
10:45e a tendência é aumentar, porque se o Brasil explorar aqui a margem equatorial, vai entrar mais petróleo ainda no mercado.
10:54E as reservas aqui são gigantescas.
10:57Então veja só, imagina lá o cara da Chevron sentado discutindo investimento, aí o que vai acontecer?
11:02Vai começar essa política brasileira.
11:04Não, olha Chevron, você investe na Venezuela que a gente reembolsa o seu dinheiro.
11:08E aí vai pegar o quê? Meter a mão no bolso do consumidor americano para pagar o benefício, o subsídio para a Chevron investir no petróleo da Venezuela?
11:17É algo complicadíssimo.
11:19Eles vão falando as coisas sem olhar números, sem analisar.
11:24É um governo do improviso.
11:26Isso é muito preocupante.
11:28Não é assim que nós vamos reconstruir a Venezuela.
11:30Aliás, ontem o Mota lembrou muito bem aqui o excelente artigo do professor colombiano Ricardo Hausmann,
11:38dizendo assim, nós precisamos voltar a acreditar na lei, nas regras do jogo.
11:41Nós precisamos voltar a ter estado de direito.
11:44Isso é muito mais importante do que ficar anunciando que vai investir não sei quantos bilhões
11:47e depois não aparece o bilhão ou aparece um dinheiro subsidiado.
11:51Aí não consegue investir em infraestrutura, porque uma das coisas que você precisa fazer,
11:55não é só infraestrutura, Caniato.
11:56Você precisa atrair os talentos que trabalhavam na indústria petrolífera na Venezuela,
12:01que foi tudo embora da Venezuela.
12:03Ninguém quer mais voltar para a Venezuela.
12:05Então falta capital humano, falta capital físico,
12:08falta perspectiva de mercado a médio e longo prazo,
12:10porque hoje não é um mercado muito bom.
12:14E você precisa convencer as empresas a fazerem esse investimento.
12:17Agora, se vai começar subsídio, ter subsídio cruzado para investir para a empresa,
12:21para poder comprar medicamento americano,
12:23bom, aí nós vamos entrar e chama o Guido Mantega para ser ministro da Fazenda lá.
12:27Leva o Guido Mantega para entrar no lugar do Scott Bassett lá,
12:30porque ele sabe fazer essa maracutaia aí.
12:33É um negócio inacreditável isso aí.
12:35Então, assim, isso não fica em pé.
12:38Por isso, é hora de deixar um pouco o X de lado
12:41e começar a olhar os números, os dados e evidências.
12:44E aí
12:49e aí
12:55e
12:57e
12:58e
13:01e
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