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O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, comentou em entrevista exclusiva o anúncio de Donald Trump sobre o controle dos recursos energéticos da Venezuela. Trump afirmou que os EUA podem "governar a Venezuela e extrair petróleo por anos" para reconstruir o país de forma lucrativa.
Para Prates, embora a retórica seja agressiva, o mercado financeiro reagiu com pragmatismo: "o impacto no preço, no início, foi quase nenhum", explicou, destacando que o mundo já precificou a instabilidade da região.
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Para Prates, embora a retórica seja agressiva, o mercado financeiro reagiu com pragmatismo: "o impacto no preço, no início, foi quase nenhum", explicou, destacando que o mundo já precificou a instabilidade da região.
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NotíciasTranscrição
00:00O presidente Donald Trump avisa que os Estados Unidos podem controlar o petróleo da Venezuela por anos.
00:08E sobre esse assunto, o nosso entrevistado agora é o ex-presidente da Petrobras, ex-senador Jean-Paul Prates.
00:14Tudo bem, presidente? Como sempre, muito obrigado por atender a Jovem Pan nesse tema tão importante.
00:19Boa noite, bem-vindo, bom ano.
00:22Boa noite, Rodrigo. Bom ano a todos e todas que nos ouvem.
00:25Prazer estar com vocês aqui.
00:27Ô, presidente, primeiro eu queria perguntar, claro que tudo ainda é muita especulação,
00:32da forma como o governo americano deve tratar o petróleo da Venezuela.
00:37Pro mercado no geral, se o governo americano realmente controlar o petróleo por anos e anos,
00:45de que forma os Estados Unidos não só dominam o mercado, como é que fica a questão da China?
00:50São muitas as perguntas.
00:51É, bom, análise geral que nós temos feito desse processo,
00:57primeiro excluindo aqui a parte política, né, tirando isso da sala por um momento
01:02pra fazer essa análise meramente econômica que você tá colocando,
01:06é que essa intervenção não teve, em primeiro lugar,
01:10ela não teve como objetivo apenas a questão do petróleo.
01:13Quando você expõe demais um argumento muito óbvio,
01:18você tá escondendo alguma coisa que não está ali no discurso de abertura do processo.
01:23Então, quando o presidente Trump fala sete, oito vezes na palavra petróleo,
01:27quando tratou desse assunto,
01:30ele claramente estava tentando desviar a atenção,
01:33e a atenção tá toda, foi bem sucedido o processo,
01:37porque tá toda virada pra isso,
01:39para o petróleo.
01:41É claro que o petróleo é uma componente importantíssima desse processo,
01:45é claro que o uniútil é o agradável.
01:48Mas o que que é o agradável é o petróleo,
01:51porque é controlar o petróleo,
01:52não necessariamente produzir mais petróleo,
01:55mas controlar a produção,
01:57o ritmo de produção,
01:59e a comercialização,
02:00e nós já vamos voltar pra isso.
02:02Mas a outra coisa,
02:03ainda na superestrutura desse processo,
02:06é que a abertura de uma fronteira nova para investimentos
02:10e toda uma inauguração de uma mineração crítica lá,
02:16que tem um objetivo de longo prazo,
02:18essa sim,
02:19em virtude da digitalização e da eletrificação da economia global.
02:23Então, lá atrás,
02:24quando nós lembrarmos aqui daquele tarifácio,
02:28a primeira reação da China
02:30foi justamente dizer,
02:32olha, nós temos minerais críticos,
02:34todos vocês não têm como nós temos,
02:37e nós podemos atrapalhar muito a vida do mundo
02:40caso sejamos agredidos em outras coisas.
02:43O Trump guardou isso,
02:45e provavelmente agora está fazendo valer
02:48a vingança desse discurso,
02:50que é dizer, olha,
02:50agora eu estou também aqui com o seu petróleo,
02:53ou com boa parte do petróleo que vinha pra você.
02:57Afinal de contas,
02:58apesar de ser menos de 1% da produção mundial,
03:01o que não conduz absolutamente com o status de maior reserva do mundo na Venezuela,
03:07o que acontece é que 80, 90% dessa produção ia para a China,
03:13e agora ela está sob o julgo americano.
03:16Então, ele pode,
03:17de alguma forma,
03:18dificultar,
03:20ou até impedir mesmo,
03:21no caso extremo,
03:22esse petróleo de ir para a China.
03:24Isso preocupa muito a China.
03:25Muito bem.
03:26Em seguida,
03:26porque eles tomam conta do petróleo,
03:29começam a autorizar,
03:31como hoje fizeram,
03:32uma das tradings,
03:34mais,
03:35das maiores tradings do mundo,
03:37que é a Vitol,
03:39a fazer,
03:40já com licença americana,
03:4218 meses de licença preliminar
03:44para vender a produção de petróleo
03:46da Venezuela no mercado internacional.
03:49Em seguida,
03:50virão outras tradings,
03:51provavelmente,
03:51mais uma, duas ou três grandes
03:53vão entrar nesse jogo.
03:54E não foi anunciado,
03:56por exemplo,
03:56uma abertura geral do mercado,
03:59com uma nova lei do petróleo,
04:01com novos contratos,
04:03uma convocação de licitação
04:04para que as empresas internacionais assumam.
04:07É basicamente uma tomada
04:10da produção em curso,
04:13principalmente.
04:14Então, nesse primeiro momento,
04:16eles tomam essa produção
04:17e dizem,
04:18olha,
04:18eu estou com a mão na torneira aqui.
04:20Se eu quiser,
04:21eu abro,
04:21se eu quiser,
04:21eu fecho,
04:22eu controlo isso aqui.
04:23A questão dos minerais críticos
04:26está subjacente a isso,
04:27mas é extremamente importante.
04:29Ela vai emergir ao longo do tempo,
04:31ela vai aparecer mais.
04:33E, evidentemente,
04:34a vingança
04:34de todo o processo,
04:37alega-se também
04:38que ele fica irritado
04:39com as dancinhas,
04:40as provocações,
04:42enfim,
04:42tudo aí é uma alegoria
04:44em torno desse processo.
04:46E o principal,
04:46evidentemente,
04:47é a infringência
04:48ao direito internacional,
04:50que essa nós vamos nos abster
04:51de comentar aqui,
04:52porque já está
04:52suficientemente comentada.
04:54O mercado de petróleo
04:55não deu sinais,
04:57pelo menos de curto prazo,
04:59de estremecer
05:00em função disso.
05:01Nem em função
05:01de uma maior produção
05:03que viria da Venezuela,
05:05nem em função
05:05de algum corte abrupto,
05:07como se tivesse ali
05:08havido uma guerra,
05:09um impedimento maior,
05:11uma sublevação,
05:12alguma coisa
05:12que impedisse
05:13a produção de petróleo
05:14de fluir.
05:14Ficou mais ou menos
05:15como está.
05:16Como eles sabem
05:17que aos Estados Unidos
05:18não interessa
05:19aumentar abruptamente
05:20a produção,
05:21tanto porque não quer
05:22alimentar a China,
05:23quanto porque não quer
05:24que o preço do petróleo
05:25caia muito,
05:26uma vez que os Estados Unidos
05:27é o maior produtor
05:28de petróleo do mundo,
05:30o que o mercado
05:30interpretou é
05:31alguém tomou conta
05:34de uma grande nova reserva
05:35e está começando
05:36a cuidar disso
05:38de alguma forma
05:38e jogar no mercado
05:40produção
05:41que antes iria para um
05:43e indo para o outro.
05:44Mas o volume
05:44continua o mesmo.
05:45Por isso,
05:46o impacto no preço
05:47inicialmente foi quase nenhum.
05:49Prátice,
05:50presidente da Petrobras,
05:51agora as perguntas
05:52das nossas comentaristas,
05:54começando por Dora Kramer.
05:55Dora?
05:57Boa noite, senador.
05:58Eu ainda vou
05:59para a política
06:01depois, tá?
06:02Eu sei que o senhor
06:02está dando sinais aí
06:04de que não está
06:05com muita vontade
06:06de falar de política,
06:07mas a gente
06:07vai falar.
06:08Não, é que a pergunta
06:09foi para o outro lado.
06:12Eu só tiro aí da sala
06:13porque as pessoas
06:13sempre vêm perguntar.
06:14Mas você não condena?
06:15Você condena?
06:16Então eu estou tirando
06:17isso por enquanto
06:17para analisar
06:18friamente a parte
06:19econômica.
06:21Só por enquanto.
06:22Vamos manter
06:22a economia por enquanto.
06:24Olha só.
06:25Qual é a possibilidade
06:26real?
06:27Eu quero voltar um pouco.
06:28Porque aí
06:29quando o senhor fala,
06:30quer dizer,
06:31o governo Trump
06:32fala
06:33de que ele
06:34apregou resultados
06:35fantásticos
06:36na exploração
06:37do petróleo,
06:38o senhor traz
06:39essa questão
06:40da exploração
06:42da nova fronteira
06:43de investimentos,
06:44qual é a possibilidade
06:46real
06:47disso ter
06:48o resultado
06:49que se espera
06:50num ambiente
06:52institucionalmente
06:54deteriorado
06:55ou institucionalmente
06:56incerto,
06:58melhor dizendo,
06:59e numa estrutura,
07:00num país
07:01com uma infraestrutura
07:02completamente
07:03deteriorada.
07:04Como é que se faz
07:05isso na prática?
07:07É muito difícil
07:08porque, na verdade,
07:09o que eu estou
07:10justamente dizendo?
07:10que eles não conseguirão
07:12fazer nada
07:13de grandioso
07:14no curto prazo
07:15por causa disso tudo
07:16que você mencionou
07:17e por falta
07:18de interesse econômico
07:19mesmo,
07:19como eu mencionei aqui.
07:21Então, agora,
07:22ao longo do tempo,
07:24e eu diria até
07:24daqui até o final
07:25do ano,
07:26terá que ser decidido,
07:28inclusive perante
07:28a comunidade internacional,
07:30como vai se fazer isso.
07:31Porque depois nós vamos
07:32falar da parte política,
07:34mas veja,
07:34a parte política
07:35está toda sendo analisada
07:36hoje em dia.
07:37Quem vai condenar?
07:38Como vai ser feito isso?
07:40Como é que vai ser
07:40feito essa retórica
07:42ou essa narrativa
07:43de que não houve
07:45um golpe
07:45porque o regime
07:46acabou sendo mantido
07:48e a vice-presidente
07:49ficou
07:49e o processo
07:50é o mesmo,
07:51as mesmas pessoas
07:52estão ali
07:53controlando o país,
07:54entre aspas,
07:55mesmo que seja,
07:56mas o fato técnico
07:58é que,
07:58operacionalmente,
08:00a indústria da Venezuela
08:01está sucateada.
08:03Ela passou
08:03por muitos períodos
08:05onde a política
08:06influenciou muito
08:07esse processo
08:07da própria PDV,
08:08mas a PDV praticamente
08:10carregou o Estado
08:11venezuelano
08:11nas costas.
08:12Também não estou
08:13entrando no julgamento
08:14se é certo ou errado
08:16e nem se a dose
08:16foi de mais
08:17ou foi de menos,
08:18que há papéis de estatais
08:19e há limites
08:20para esses papéis
08:21estatais de petróleo,
08:23mas o fato
08:23é que você tem hoje
08:24o país
08:25que tem duas áreas
08:26operacionais importantes.
08:28Uma tradicional,
08:29antiga,
08:30de óleo leve,
08:31terrestre,
08:32lacustre,
08:32que é a área lá
08:33do lago de Maracaibo,
08:34o oeste da Venezuela,
08:35e a outra no leste
08:37que é a área
08:37que diria
08:38que é o futuro
08:39do processo,
08:40onde você tem
08:41uma reserva gigantesca,
08:43mas uma reserva
08:44difícil de ser
08:46viabilizada economicamente
08:47a um preço
08:48abaixo,
08:49diria,
08:50de 60,
08:5150 dólares.
08:52É uma faixa
08:53já perigosa
08:54para esse óleo
08:55da faixa do Orinoco.
08:57Além disso,
08:57você tem refinarias
08:58usando menos de um terço
09:01da sua capacidade,
09:02duas delas
09:03insignificantes,
09:04duas médias
09:05médio-porte
09:07e uma refinaria
09:08muito grande,
09:09que é uma das maiores
09:10do mundo,
09:11que é a de Paraguaná,
09:12não Paranaguá,
09:13mas Paraguaná,
09:15que é também lá no oeste,
09:16940 mil barris,
09:18totalizando um milhão
09:19e meio de barris
09:19de capacidade de refino,
09:21que ela poderia
09:22agregar valor,
09:23ela poderia vender
09:24esses pedaços
09:25do petróleo,
09:25que são os seus derivados,
09:27um valor muito maior,
09:28mas que não usa,
09:29porque não teve capacidade
09:30de manter
09:31e de fazer
09:32as paradas técnicas,
09:33manter essas refinarias
09:34atualizadas.
09:35Então,
09:35olha quanto investimento
09:36precisa fazer,
09:37fora,
09:38além de mais,
09:40da questão
09:40da tecnologia
09:44e dos insumos
09:45para produzir
09:46o óleo do Orinoco.
09:49Dora,
09:49lá na Venezuela,
09:51hoje,
09:51a Chevron
09:52já se encontrava
09:53produzindo,
09:54e todo mundo se pergunta
09:55como é que já estava lá
09:56produzindo
09:56com autorização
09:57dos dois governos
09:58que estavam praticamente
09:59em choque já,
10:00tanto da Venezuela
10:01quanto dos Estados Unidos.
10:02porque a Chevron
10:03era a única empresa
10:04que conseguia fazer
10:04o seguinte,
10:05levar componentes leves
10:07e petróleo leve
10:08dos Estados Unidos,
10:09do Texas,
10:10para a Venezuela,
10:12misturar e promover
10:14um processo
10:14de fluidação
10:17do óleo
10:18do Orinoco
10:19para depois
10:21levá-lo de novo
10:21para os mercados.
10:23Então,
10:23a Chevron
10:23era a única
10:23que conseguia fazer isso.
10:25Poucas empresas
10:26conseguem fazer isso
10:27e as que vão conseguir
10:28terão que fazer
10:29usando muita energia
10:31para esquentar
10:32o óleo,
10:32para ele correr.
10:33É um óleo
10:33que parece um asfalto,
10:35parece um piche.
10:36Ele não corre líquido
10:37normal.
10:38Ele,
10:38para passar
10:39no óleo adulto,
10:39precisa ser misturado
10:40com diluentes.
10:42E esses diluentes
10:42não tem na Venezuela.
10:44Então,
10:44tem mais uma questão
10:45difícil
10:46que tem que se superar
10:49em relação
10:49a essa produção.
10:50Portanto,
10:51não é nada fácil,
10:52imagina,
10:53colocar a produção
10:54da PDVSA
10:56em seus 3 milhões
10:58de barris,
10:59que é a capacidade
10:59que ela teria hoje
11:00de produzir
11:01quando está a menos
11:02de 1 milhão hoje.
11:03Eles vão fazer isso
11:04gradualmente,
11:06passimoniosamente,
11:07olhando para a China
11:08como potencial comprador
11:10e olhando para o preço
11:12do petróleo também
11:13como potencial risco
11:14para o seu próprio petróleo
11:16nos Estados Unidos.
11:17Presidente,
11:17agora,
11:18Denise Campos de Toledo.
11:19Senador,
11:20aproveitando toda a sua experiência
11:22nesse setor,
11:22eu queria falar mais
11:23do mercado
11:24de petróleo
11:25como um todo,
11:26porque há uma grande
11:27preocupação pelo fato
11:28dos custos serem levados
11:29para a Venezuela
11:30retomar todo o potencial
11:32de produção,
11:32o senhor falou
11:33das dificuldades,
11:34da qualidade do petróleo
11:36que tem as reservas
11:38da Venezuela.
11:39Agora,
11:39o que a gente tem visto
11:40é uma expansão
11:42da demanda
11:43que não acompanha
11:44a oferta do petróleo.
11:45Isso tem levado
11:46a uma queda
11:47da cotação,
11:48então,
11:49fica uma dúvida
11:49com todo o retorno
11:51do setor de petróleo
11:52no mundo,
11:53a médio prazo,
11:54inclusive por questões
11:56climáticas,
11:57embora o Trump
11:57e os Estados Unidos
11:58hoje não tenham
11:59a menor preocupação
12:00sobre esse aspecto,
12:01mas eu queria saber
12:02como é que o senhor vê
12:03as perspectivas,
12:03e aí considerando também
12:04a situação da Petrobras.
12:06Porque se fala,
12:07por exemplo,
12:07na possibilidade de ampliação
12:08da oferta global,
12:10de uma queda adicional
12:11dos preços,
12:11mas a Petrobras teria margem
12:13para trabalhar com isso.
12:15Então,
12:15ela conseguiria manter
12:16bom retorno financeiro,
12:18talvez não na mesma proporção.
12:20como é que o senhor vê
12:21a perspectiva do setor
12:22como um todo
12:23e do Brasil em particular?
12:26Olha,
12:26a transição energética,
12:27Denise,
12:28ela está em curso
12:29inevitável
12:30e inexoravelmente.
12:32Gostem ou não
12:33uns ou outros.
12:34Ela está acontecendo,
12:36mas ela acontece
12:37não só em narrativas
12:39e não só em projetos
12:40histriônicos
12:41mais importantes
12:43ou interessantes
12:44do ponto de vista
12:44de redes sociais,
12:46de comentários técnicos
12:47e até de estudos acadêmicos,
12:49científicos
12:50e até mesmo operacionais,
12:51investimentos de grande porte,
12:52plantas de hidrogênio,
12:54eletrificação de frotas,
12:56etc.
12:56Ela está acontecendo,
12:58sim,
12:58ela está acontecendo
12:59a olhos vistos.
13:00Basta você descer aí na rua
13:01e ver a quantidade
13:02de veículos elétricos
13:03que já circula em São Paulo,
13:05Brasil esse,
13:06que foi dos últimos países
13:08das grandes economias
13:09a iniciar
13:10uma eletrificação de frota
13:11e mesmo assim
13:12um pouco caótica,
13:13basicamente
13:13impulsionada
13:16pela chegada
13:16de veículos
13:17a preços competitivos,
13:18mas nenhuma política
13:19maior,
13:21mais impulsiva,
13:22pelo contrário,
13:23taxação,
13:23etc.
13:24que acaba equalizando
13:25um pouco esses preços.
13:27Outros países
13:27embarcaram na eletrificação
13:29imediatamente
13:31e a todo vapor.
13:33Por exemplo,
13:34a China.
13:35A China percebeu
13:36depois de um certo tempo
13:37que, olha,
13:38eu vou sempre lidar
13:39com produtores de petróleo
13:40e esses produtores de petróleo
13:41estão sempre querendo
13:42me ferrar,
13:43estão sempre querendo
13:43tirar o melhor do preço
13:45e me dificultar a vida.
13:47Então eu vou eletrificar
13:48tudo que eu puder.
13:50Aí alguém vai sussurrar
13:51e dizer,
13:51é, mesmo com carvão
13:53e com óleo leve
13:54e óleo pesado,
13:56sim,
13:56mesmo com nuclear,
13:57sim,
13:58eles estão interessados
13:59em colocar tudo no fio,
14:01tudo elétrico.
14:02Indústria,
14:03comércio,
14:04estrutura urbana,
14:06frotas,
14:07a vida do dia a dia,
14:09tudo eletrificado.
14:10Então,
14:11o que é que resulta?
14:12O que é que você
14:12está descrevendo aí?
14:13É uma nova polarização
14:15energética.
14:17Aqueles países
14:18que têm petróleo
14:20como parte importante
14:21da sua economia,
14:22dependem do petróleo,
14:24como produtores,
14:25principalmente,
14:26ou como agregadores
14:26de valor,
14:28vão tentar esticar
14:29ao máximo
14:29essa vida
14:31dos extertores
14:32aí,
14:32dessa,
14:33da era do petróleo.
14:34Aqueles que forem,
14:36primeiro,
14:37indo em direção
14:38à eletrificação,
14:39se sentirão
14:40indo no caminho certo
14:41e talvez até abraçando
14:42oportunidades mais rapidamente
14:44do que os que vão ficar
14:44para trás.
14:45Mas os que ficam
14:46para trás
14:47não acham que estão
14:48ficando para trás,
14:48eles estão simplesmente
14:49tirando proveito
14:50do resto
14:51que a humanidade
14:52ainda vai precisar
14:53do petróleo.
14:54Então,
14:54um exemplo típico
14:55é Guiana.
14:56Guiana não era nada,
14:57não tinha importância
14:58nenhuma no mundo aqui,
14:59sem detrimento
14:59à importância
15:01do país
15:01como ele.
15:02Mas,
15:03de fato,
15:04não tinha relevância nenhuma.
15:05De repente,
15:06está produzindo mais
15:07do que a Venezuela,
15:08que era um dos grandes
15:09produtores e membros da OPEP
15:10hoje.
15:11Vai produzir tanto
15:13quanto o Brasil.
15:14Tem reservas importantes
15:15no offshore,
15:16praticamente livres
15:17de questões tecnológicas
15:19desconhecidas.
15:21Toda a tecnologia
15:22de offshore
15:22já foi desenvolvida,
15:23todo mundo já sabe
15:24produzir,
15:25nem é tão mais caro
15:26quanto era antes.
15:27Lembre-se que,
15:28quando foi descoberto
15:28o pré-sal,
15:29dizia-se que havia
15:30vários patamares
15:31abaixo dos quais
15:33o petróleo do pré-sal
15:34não seria viável.
15:36Hoje ele é super viável
15:37a qualquer patamar
15:38bem inferior aos que
15:39estavam previstos antes.
15:40Então,
15:40a tecnologia correu atrás
15:42e o offshore hoje,
15:43mesmo em águas profundas,
15:45não é tão mais caro
15:46quanto,
15:47por exemplo,
15:47lidar com esse óleo pesado
15:50mesmo em terra,
15:51mesmo acessível até
15:52de caminhão ou de carro.
15:54Mas,
15:54para fluir,
15:55tem esses problemas.
15:56Então,
15:56as comparações
15:57que existiam
15:58da década
15:59de 20 anos atrás
16:00e até mesmo
16:01de 10 anos atrás
16:02não valem mais
16:03para hoje.
16:04O nosso petróleo,
16:05por exemplo,
16:05da margem equatorial,
16:06ao contrário
16:08de cair
16:08de competitividade
16:09em função
16:09de uma abertura
16:10potencial da Venezuela,
16:12ele ganha valor.
16:13Porque nós,
16:14todos esses episódios
16:16chamam a atenção
16:16da margem equatorial
16:18como um todo.
16:19E o Orinoco,
16:20a Venezuela,
16:21tudo isso
16:22fazem parte
16:22da margem equatorial,
16:23embora em terra,
16:24mas fazem parte
16:25do, digamos,
16:26da América do Sul
16:28equatorial, né?
16:29Então,
16:30todo esse conjunto,
16:31desde aqui
16:31do Rio Grande do Norte
16:32até Nambuco,
16:33até o Amapá
16:34e de ali em diante.
16:35Todas as Guianas
16:36e mais a Venezuela
16:37fazem parte
16:38de um lugar
16:38onde,
16:39de um lado,
16:40há grandes reservas
16:41de petróleo ainda
16:42e, do outro lado,
16:43no oposto,
16:44há grandes potenciais
16:46de energia renovável,
16:47solar,
16:48eólica,
16:48etc.
16:49Essa vai ser
16:50a grande disputa
16:51entre países
16:52e é o que vai
16:53caracterizar a geopolítica
16:55e é o que caracteriza
16:56essa queda de demanda,
16:57essa desaceleração
16:59da demanda
16:59e, às vezes,
17:01até não previsibilidade
17:02da demanda
17:03por petróleo
17:03no mundo.
17:04As pessoas apostarem
17:05mais ou menos
17:06na eletrificação
17:08através de outras frontes
17:10que não o petróleo.
17:11A China,
17:11como eu disse,
17:12vai aproveitar
17:13qualquer coisa
17:14que se mexa
17:15para gerar energia,
17:16mas vai querer
17:17colocar tudo
17:18em moeda única,
17:19energia elétrica.
17:20E os países
17:21produtores de petróleo
17:22vão querer cada vez mais
17:24puxar ainda,
17:25colocar um lastro
17:26para que isso
17:27arraste um pouco mais
17:28na linha do tempo
17:29e eles possam
17:30tirar proveito
17:30do recurso natural
17:32não renovável
17:33que é o petróleo
17:34que está no território deles.
17:36Senadora,
17:37a Dora não vai sossegar
17:37enquanto não fizer
17:38a pergunta de política
17:39que ela estava prevendo.
17:41Dora Kramer.
17:42Faz parte.
17:44Exatamente, senadora.
17:45E a minha pergunta
17:46é para o político.
17:48Qual deveria ser,
17:49na sua opinião,
17:50a conduta
17:51do governo brasileiro
17:52na cobrança
17:52ou não
17:54pela restauração
17:55da democracia
17:56na Venezuela?
17:57Olha,
17:59primeiro,
17:59a cobrança
18:00de restauração
18:01da democracia
18:01está acima de tudo.
18:03Houve um ato
18:04extremamente agressivo,
18:06embora muitos
18:07possam fazer o parênteses,
18:08claro,
18:08a Rassalva,
18:09de que havia um regime
18:10deteriorado
18:12em relação
18:14ao próprio Hugo Chávez,
18:15o governo da Venezuela
18:17e os de antes,
18:18etc.
18:18que a economia
18:19estava deprimida,
18:20que as pessoas,
18:21que havia presos políticos,
18:23que havia um discurso,
18:24uma retórica
18:25anti-americana
18:26provocativa,
18:27tudo isso,
18:27nada, evidentemente,
18:29supera o direito internacional.
18:31Porque se você
18:31se der a oligia
18:33da mesma forma
18:33à Ucrânia,
18:34é a mesma situação,
18:35a Ucrânia é a mesma coisa,
18:36alegar que tem vínculos históricos,
18:38que aquilo era
18:39a Rússia Branca,
18:40inventar qualquer desculpa,
18:41sair invadindo
18:42um país do outro,
18:43entrando porta dentro,
18:45seja
18:46sequestrando o líder,
18:49mesmo deixando o governo,
18:50ou invadindo mesmo
18:51na base da força
18:53e anexando o território,
18:55não é algo
18:56que o direito internacional
18:57respalde
18:59e vai respaldar
18:59em qualquer momento.
19:01Não há advogado
19:01que sustente isso
19:02no direito internacional.
19:04Então,
19:04a luta
19:06por colocar
19:07a democracia
19:08na pauta,
19:09de novo,
19:09já que um dos pretestos
19:10foi esse,
19:11tirar um ditador,
19:12etc.
19:13Ela é fundamental.
19:14E todos os países
19:15farão isso,
19:16o Brasil não estará
19:17longe disso,
19:17afinal,
19:18é um país que está
19:19próximo dali,
19:20a grande liderança
19:21do subcontinente
19:22sul-americano,
19:23que faz parte
19:24do continente americano.
19:25E os Estados Unidos
19:26respeitam isso
19:27e têm respeitado
19:28essas declarações,
19:29sabendo,
19:30claro,
19:31que tem razão.
19:32Eles podem ter
19:33o argumento,
19:34inclusive o próprio
19:35grupo mais próximo
19:36ao presidente Trump,
19:38de que,
19:39não,
19:39dane-se isso,
19:40é uma casa de emergência,
19:41cada um usou
19:41seu argumento.
19:42Agora,
19:43qual seria a postura
19:44seguinte a isso também,
19:46e que tem a parte
19:47pragmática nisso?
19:48É dizer o seguinte,
19:49olha,
19:50governo Trump,
19:51está tudo errado
19:52isso que você fez,
19:53esse processo vai ser
19:54julgado aí,
19:56tanto pelos canais
19:57específicos,
19:57quanto pela própria
19:58história,
19:59nós não podemos,
20:00nós não temos realmente
20:01condições bélicas
20:02de resistir,
20:03de chegar lá
20:03e defender,
20:04provocar uma guerra,
20:04não faz sentido,
20:05mas está errado.
20:06Agora,
20:07o segundo ponto é,
20:08nós temos que estar
20:09na mesa,
20:10nós precisamos definir
20:12o destino da Venezuela,
20:13o que vai ser feito lá,
20:15a partir desse ato,
20:17conjuntamente,
20:18nós queremos ser ouvidos
20:19e queremos participar
20:20desse processo,
20:21não quer dizer absolutamente
20:22que concordemos
20:24com a primeira etapa
20:25do processo,
20:26mas já que existe
20:27o fato consumado,
20:28nós precisamos ser ouvidos
20:30e ter assento
20:32nesse processo,
20:33porque somos
20:34o país vizinho,
20:35com a fronteira maior,
20:36e temos interesses
20:37no que acontece
20:38na Venezuela,
20:39inclusive porque
20:40alojamos várias pessoas
20:42da Venezuela
20:43que vieram para o Brasil
20:44na esperança
20:45de encontrar aqui
20:45uma economia pungente
20:47num país
20:47que está funcionando bem.
20:49Então,
20:49eu acho que essas duas coisas
20:52caminham paralelamente,
20:54embora não se encontrem,
20:55uma coisa não justifica
20:56a outra,
20:57mas elas precisam
20:57caminhar juntas.
20:59A realidade é que
20:59houve uma intervenção
21:01na Venezuela,
21:02disse que o governo
21:03vai ficar,
21:04não se sabe por quanto tempo,
21:05não se fala
21:06em restabelecimento
21:07via eleitoral
21:09de um governo legítimo,
21:11etc e tal,
21:12passou a se falar
21:12na Venezuela
21:13como um mero negócio,
21:14como se fosse
21:15uma colônia econômica,
21:16dizendo o que vai fazer
21:17com o petróleo,
21:18o que vai fazer
21:19com os minerais,
21:21como é que vai ser isso
21:22ou aquilo,
21:22sequer,
21:23como eu disse,
21:23se fala em definir
21:25um novo marco legal
21:26para que outras empresas
21:27e outros países
21:27participassem
21:28dessas oportunidades,
21:29também não tem isso.
21:30Então, assim,
21:31está muito fechado
21:32esse processo,
21:33sabe-se também
21:34que há um tempo
21:35um pouco traumático ainda,
21:37ainda está muita gente
21:38ainda absorvendo
21:39todo esse processo,
21:40tentando entender
21:41e estudar como
21:42em saídas legais
21:43para isso
21:44e até institucionais,
21:45mas em algum momento
21:46Estados Unidos
21:48terá que conversar
21:50com o México,
21:51com o Brasil,
21:52com os países
21:52da América Latina
21:53em geral
21:54sobre o que vai fazer lá.
21:56Não quer dizer
21:56que ele vai atender,
21:57tá?
21:57Eu posso estar aqui,
21:59alguém vai dizer,
21:59não, você está sonhando,
22:01eles não estão nem aí
22:01para nós,
22:02mas a nossa,
22:03você me perguntou,
22:03qual é a nossa postura?
22:04A nossa postura
22:05tem que ser essa.
22:06Primeiro, dizer que está
22:07errado o que foi feito
22:08e segundo, dizer,
22:09agora nós temos que saber
22:10o que vai acontecer aí
22:12e nós temos que ter voz
22:13sobre isso.
22:15Na entrevista,
22:16Denise faz uma rápida pergunta,
22:18eu vou fazer uma última também.
22:19Denise, rapidinho.
22:20Eu sigo a mesma linha,
22:21mas hoje surpreendeu até
22:22o fato de o presidente
22:23da Assembleia na Venezuela,
22:25que é irmão
22:25da presidente interina,
22:27ter agradecido,
22:28entre outros políticos,
22:30o presidente Lula.
22:31se fala da possibilidade
22:32dele ter feito
22:33esse agradecimento
22:34pelo apoio dado
22:35pelo Brasil
22:36à Venezuela
22:37no momento da invasão
22:39e da captura de Maduro.
22:40O senhor acredita
22:41que o Brasil ainda possa ter
22:42um papel relevante
22:43nesse processo todo,
22:44mesmo com os embates
22:45que ocorreram
22:46com os Estados Unidos?
22:48Acredito muito,
22:50exatamente vai ao encontro
22:51do que eu estou dizendo aqui.
22:53E essa menção
22:54ao presidente Lula
22:55no discurso
22:56do presidente da Assembleia,
22:58que está indivamente
22:59vinculado à vice-presidente
23:01que está hoje
23:02fazendo o papel
23:03de dirigente do Estado
23:04venezuelano,
23:06é fundamental,
23:07porque é como se...
23:08Você está falando nisso agora
23:09porque ele falou.
23:11Então, assim,
23:12isso...
23:13Você não precisa saber
23:13necessariamente
23:14o que ele está agradecendo,
23:15se é o papel histórico
23:16da Venezuela e Brasil,
23:18das relações,
23:19se é os papéis mais recentes
23:21do Brasil e da Venezuela,
23:23se é ali durante a operação,
23:24que eu acho muito pouco provável,
23:26que o Brasil não teve
23:27participação nenhuma ali
23:28naquele processo em si,
23:29daqueles poucos segundos
23:30ali em que a operação aconteceu,
23:32ou se já é,
23:34e é o que eu acredito mais,
23:35uma espécie de apelo,
23:36de uma abertura
23:38de um hiperlink,
23:39de dizer,
23:39ei, Brasil,
23:40vem olhar,
23:41vem participar
23:41desse negócio aqui,
23:43não como negócio,
23:44mas dessa situação aqui.
23:46Então,
23:47acho que é mais por aí.
23:48Ele abria ali
23:49uma possibilidade,
23:50citar ali alguns países
23:51e alguns líderes
23:53que são importantes
23:54e que ele sabe,
23:55provavelmente,
23:56porque ele é um dos que
23:57dialoga diretamente
23:58com a administração Trump,
24:00ele e a vice-presidente,
24:02já desde o episódio,
24:05e ele deve saber
24:06que ali existe
24:06um certo caminho
24:07de respeito mútuo,
24:09embora haja discordâncias,
24:11claro,
24:11ideológicas,
24:12de lados políticos,
24:13tudo isso,
24:14mas ficou claro,
24:15inclusive nos encontros
24:15anteriores do presidente Lula
24:17com o presidente Trump,
24:18que há um respeito
24:18pelo Brasil
24:19e pela figura dele,
24:20presidente Lula,
24:21como líder.
24:22Então,
24:22isso foi conquistado agora.
24:25Então,
24:25há que se colocar agora,
24:27de alguma forma,
24:28e o Itamaraty,
24:29todas as nossas estruturas
24:31governamentais
24:31e até empresariais
24:33e a sociedade em geral,
24:35vai ter que se posicionar
24:36no sentido de ser firme.
24:38Olha,
24:38nós queremos saber
24:38o que está acontecendo aí,
24:39o que vai acontecer,
24:41qual é o plano
24:41e queremos participar
24:42pelo menos com a nossa opinião.
24:44Se isso vai levar em conta
24:45ou não,
24:46é outra história.
24:47E se vai poder manter
24:48essa situação bélica,
24:50também é outra história.
24:51Mas, por enquanto,
24:52é o papel que a gente pode ter.
24:54Senador,
24:54para a gente terminar
24:55em um minutinho,
24:56um minutinho e meio,
24:58muito se fala
24:58do sucateamento
24:59da infraestrutura petrolífera
25:01da Venezuela.
25:02O senhor acha
25:02que isso pode ser
25:03um entrave
25:04para os Estados Unidos
25:05e 18 meses,
25:08tempo suficiente para isso?
25:09O que o senhor acha?
25:10Em linhas gerais,
25:12brevemente, por favor.
25:13Olha, Tiago,
25:14os 18 meses
25:15foram dados
25:15para usar,
25:17usufruir
25:19da produção atual.
25:20A produção atual está lá,
25:21está lá correndo.
25:22A Chevron tem as suas operações,
25:24está regular,
25:25está desde antes,
25:26continua como estava,
25:27pode haver incrementos e tal,
25:29mas investimentos
25:31que eu acredito
25:31vão ser mais
25:32na preocupação
25:33de devolver
25:34à economia venezuelana
25:35um certo giro.
25:37Por exemplo,
25:38eu falei da faixa
25:39do lado oeste,
25:40onde existem
25:41postos em terra
25:42muito simples de operar,
25:43mas existe um passivo ambiental
25:45muito grande
25:45por causa do sucateamento disso.
25:47Mas é petróleo leve,
25:48são oportunidades
25:49para operadores
25:50bem simples,
25:52nada muito complexo.
25:53Então,
25:54eu acredito,
25:54por exemplo,
25:55logo,
25:55logo vão anunciar
25:56e vai aparecer
25:57aquelas empresas
25:58independentes,
25:59texanas,
25:59do Oklahoma,
26:01ou até mesmo
26:01do Canadá,
26:02se deram chance.
26:03A gente que está
26:04acostumado ali
26:04a operar em terra
26:06com uma facilidade
26:07muito grande
26:07e que pode recuperar ali.
26:09Não é uma grande produção,
26:10não vai fazer
26:11uma grande diferença
26:12no mundo,
26:12mas faz uma grande
26:13diferença na economia local.
26:15Também vai haver
26:16investimento em outras áreas.
26:17Veja,
26:18ali todo o litoral
26:19da Venezuela
26:19é Caribe,
26:20não é ilha,
26:21mas é Caribe.
26:22E até tem ilhas,
26:23Isla Margarita,
26:23Dos Rocks,
26:24vários lugares
26:25que são importantes
26:26turisticamente
26:27e assim,
26:28como investimento
26:29imobiliário.
26:30E Trump é atuante
26:31nisso aí.
26:32Ele tem empreendimentos
26:33hoje,
26:33como presidente
26:34dos Estados Unidos,
26:36empreendimentos lá
26:37na Arábia Saudita,
26:38na Arábia toda,
26:39em todo o mundo.
26:40Então,
26:40eles vão trazer
26:41também os colegas
26:42todos de desenvolvimento
26:44imobiliário,
26:44de Will State,
26:45para aproveitar
26:47oportunidades
26:48e, digamos assim,
26:49colocar projetos ali.
26:51Então,
26:51a preocupação deles
26:52vai ser montar
26:53o chamado showcase,
26:54aquilo que ele disse
26:55que ia fazer.
26:56Diz,
26:56olha,
26:56eu vou provar
26:57que a minha intervenção
26:59é diferente
27:00das outras que aconteceram
27:01e destruíram os países
27:02ou transformaram países
27:03em caos.
27:04Nós vamos aqui trazer
27:05um conforto econômico,
27:07uma segurança aqui
27:08e não vai ser
27:09só com o petróleo.
27:10Então,
27:11o petróleo é mais difícil,
27:12o petróleo pesado
27:13é mais difícil,
27:14o petróleo leve
27:14mais fácil,
27:15vai haver controle
27:16da produção,
27:17esses oito meses
27:18são para isso,
27:18dezoito meses
27:19são para isso,
27:20mas vai haver
27:21outros tipos
27:21de investimento,
27:22inclusive para a venda
27:23de alimentos,
27:23comércio,
27:24uma série de coisas
27:24que andavam
27:26muito deterioradas.
27:27Perfeito,
27:28conversamos com
27:29o ex-presidente
27:29da Petrobras,
27:31ex-senador
27:31Jean Paul Prats,
27:32muito obrigado
27:33pela entrevista
27:33do senhor aqui
27:34à Jovem Pan,
27:34volto sempre
27:35e um excelente ano.
27:36Até a próxima.
27:38Obrigado para vocês também.
27:40Boa noite.
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