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O governo Lula (PT-SP) realiza nesta quinta-feira (08/01/2026) o ato "Democracia Inabalada" para marcar os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, mas a cerimônia será marcada por ausências de peso. Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, confirmaram que não participarão do evento no Palácio do Planalto.

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/EgPEIaW3JMA

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Transcrição
00:00Gira a reportagem aqui na Capital Federal falando do Congresso Nacional porque o presidente da Câmara, o deputado Hugo Mota e Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, já decidiram que não vão estar no ato amanhã, que acontece no Palácio do Planalto, na região, em relação aos ataques do 8 de janeiro.
00:21A Rani Veloso é quem vai conversar conosco e atualizar. Já tem uma justificativa de Alcolumbre e Hugo Mota? Por qual motivo eles não vão comparecer na agenda, Rani?
00:36Boa tarde, Bruno. A você e a todos que nos acompanham ao vivo e direto de Brasília. Sim, a apuração, inclusive, aqui da gente.
00:43De acordo com os interlocutores do presidente da Câmara, o Hugo Mota, ele não vai comparecer ao ato em alusão ao 8 de janeiro de 2023, amanhã, ao lado do presidente Lula no Palácio do Planalto, porque ele já tinha compromissos pessoais previamente agendados.
01:00A gente lembra que ele não compareceu também no ano passado, então, pelo segundo ano consecutivo, já nos bastidores, com quem eu conversei, de acordo com fontes, ele considera esse evento um evento político partidário, um evento do PT e um risco a mais, porque é ano de eleição.
01:19Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de acordo também com os seus interlocutores, ele permanece no Amapá, que é seu estado, onde ele também cumpre agendas de trabalho que já estavam marcadas.
01:34Ele também considera aí que é um evento em ano de eleição, então, portanto, pode sim atrelar a uma imagem ali de envolvimento nesse tema de eleições envolvendo o presidente do Congresso.
01:48Então, também, pelo segundo ano consecutivo, Davi Alcolumbre não participa, mesmo ele tendo o encontro com Lula antes do recesso do fim do ano.
01:58A gente estava naquela expectativa, inclusive, também, a gente falou aqui que esse encontro iria ocorrer em meio às rugas, em meio à indicação do Jorge Messias como ministro do Supremo Tribunal Federal e outros desentendimentos que os dois presidentes tiveram.
02:11Eles tiveram esse encontro antes do recesso para tentar restabelecer uma relação.
02:16Mesmo assim, Alcolumbre e Hugo Mota não vão comparecer, dando ali menos peso a esse ato, que, de acordo com o Palácio do Planalto, é para reforçar os valores democráticos.
02:27Eles não querem que o ato caia no esquecimento e, por isso, é importante manter viva aí essa memória, além de defender os valores também da instituição, valores dos poderes institucionais.
02:41Então, está previsto para amanhã, a partir das 10 horas da manhã, no Salão Nobre, no Palácio do Planalto, também vai ter um movimento na área externa do Palácio do Planalto, movimentos sociais através das frentes Brasil Sem Medo e outras frentes também populares vão estar presentes.
02:58Quem está organizando essa parte é o ministro Guilherme Boulos, responsável por essa articulação com esses movimentos sociais.
03:03E, Bruno, o que é esperado também é a assinatura do veto do presidente ao projeto de lei da dosimetria, que foi aprovado exatamente pelo Congresso Nacional.
03:13E até alguns ministros ali, próximos a Lula, aconselharam que ele não deveria assinar esse veto amanhã. Por quê?
03:20Porque eles estavam nessa expectativa dos presidentes da Câmara e do Senado participarem, mas eles não vão participar.
03:26E Lula, que já tinha essa intenção de assinar esse veto, agora, de acordo com uma fonte que eu acabei de falar novamente, ontem já tinha apurado, hoje de novo, que ele sim vai assinar, só não sabe o momento.
03:38Se durante a cerimônia ou se após a cerimônia, mas ele vai assinar o veto.
03:43A gente lembra que no café da manhã com os jornalistas, que eu também participei, Lula falou ali publicamente que irá vetar esse projeto de lei que reduz as penas aos condenados pelo 8 de janeiro e também pela trama golpista,
03:55que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
03:59E além disso, além do 8 de janeiro, da trama golpista, Lula também e seus aliados devem reforçar esse discurso que a gente está acompanhando agora,
04:08que tem como gancho a captura de Nicolás Maduro e também o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.
04:14Lula já tinha falado publicamente, após o ataque, que esse lembra um dos piores momentos de interferência na América Latina, interferência externa.
04:25E que pode ameaçar essa zona que é conhecida como uma zona de preservação de paz, que é a América Latina.
04:32Então, eles devem defender a soberania, a democracia e também a preservação da paz no continente.
04:40Volto com você, Bruno.
04:41Ok, Honey, muito obrigado pelas informações.
04:44Vamos acompanhar amanhã, durante o dia inteiro, aqui na Jovem Pan, essa movimentação aqui na capital federal.
04:50Quero ouvir o Emerson rapidamente.
04:52Emerson, em relação a essa confirmação da ausência, tanto de Alcolumbre e também de Hugo Mota,
04:58em um dia que há uma expectativa de veto de uma decisão que foi tomada no Congresso Nacional.
05:05Hugo Mota e Alcolumbre, estando lá, seria uma comprovação do esvaziamento das ações do Congresso Nacional?
05:12Pois é, Bruno.
05:12Na verdade, isso não é um gesto, né?
05:14Na verdade, é uma postura para não se tornar público qualquer tipo de questionamento quanto ao ato, quanto a si.
05:21E outra, isso pode gerar um desgaste também, essa parte da coalizão.
05:24É gerar um desgaste político no momento em que a gente lidera aí a parte da corrida eleitoral.
05:30Na verdade, é como eu disse, não é só um gesto, isso é muito mais estratégico do que propriamente obrigatório.
05:36Isso é sábio, né?
05:37Para dentro do mundo político, a gente sabe, porque você está próximo ao chefe do executivo,
05:42nesse ato, que é um ato extremamente sensível, que traz à tona um caso que se tornou público,
05:48de uma repercussão muito grande, isso pode comprometer, inclusive, quanto a um questionamento,
05:52possível questionamento de posicionamento, o que você acha, o que você não acha.
05:56Isso, sem dúvida alguma, poderia arranhar a pré-candidatura, até mesmo a postura e o cargo
06:01ao qual os presidentes acabam ocupando.
06:04Sem dúvida alguma, isso é uma estratégia política e aceitável para o presente momento
06:08e extremamente aceitável para o caso do encomento.
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