- há 5 semanas
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00:00Muito bom dia, começando mais uma semana juntinhos.
00:12Nós estamos preparando um Bem Você especial para o ano de 2026.
00:17Enquanto isso, a gente continua revendo os melhores momentos do programa.
00:23Você já olhou para o seu pai, para a sua mãe, para a sua avó, para a sua avó,
00:26ficou preocupada com alguns esquecimentos, né?
00:30Ou talvez conheça alguém na família que está passando por isso, esquecido e tudo mais.
00:35E a gente trouxe a doutora Alexandra Siqueira Campos, que é médica geriatra e paliativista,
00:41que vai esclarecer as principais dúvidas sobre essa doença que mexe com tantas famílias, né, gente?
00:47O Alzheimer afeta mais de um milhão de pessoas no nosso país e a cada ano são 100 mil novos casos.
00:53Mas a boa notícia é que o SUS oferece tratamento gratuito e completo com remédios que ajudam a controlar os sintomas
01:00e dar mais qualidade de vida para o paciente e para a família.
01:05A gente vai entender agora com a médica quais são os primeiros sinais que a gente deve ficar atento.
01:10Boa tarde, tudo bem? Seja bem-vinda.
01:12Boa tarde, Thaís. Boa tarde a todos que estão nos assistindo.
01:16Bem, a doença de Alzheimer, a gente precisa dizer que é uma doença, né?
01:22Porque as pessoas habitualmente falam que o esquecimento endoso é natural, é normal, normaliza aquilo que não é normal.
01:32Então, se existe um esquecimento mais relevante e mais outros sintomas que eu vou citar,
01:37precisa procurar ajuda para tentar ver se é uma demência e se dentro das demências é uma doença de Alzheimer.
01:44Eu tenho outros tipos de demência.
01:46Agora, antes de você falar os sintomas, eu só queria entender o seguinte.
01:49É a idade que a gente começa a ficar mais atento nesse esquecimento, né?
01:55Assim, com 50 anos a gente já fica, opa, tá esquecendo, tá estranho, tá diferente.
02:00Ou já é numa idade mais velha que o Alzheimer acontece?
02:04Uma excelente pergunta.
02:05Na verdade, a prevalência maior começa a partir dos 60 anos.
02:10Mas essa prevalência é variável.
02:13Então, entre 60 e 65 anos, em torno de 2% da população brasileira tem demência de Alzheimer.
02:21Mas isso aos 90 vai para mais de 40%.
02:26Isso quer dizer que um fator de risco que a gente não consegue mudar é envelhecer.
02:31Então, antes disso, 50, 60, é possível ter demência e especificamente de Alzheimer?
02:38Sim, mas é muito mais raro.
02:41Essa demência mais precoce é mais comum quando eu tenho uma história familiar de doença de Alzheimer
02:48ou até quando eu tenho outros tipos de demência que acontecem entre os 50 e 60 anos.
02:54Entendi.
02:55Então, quais são os sintomas aí que a gente deve ficar atento?
02:57Todo mundo sempre fala do esquecimento, né?
03:00E ele é importante.
03:01Então, aquele esquecimento que a pessoa se torna repetitiva porque não absorveu sua informação
03:07e tem pergunta de novo.
03:08Esquece compromissos.
03:10Isso começa a dificultar a manutenção de uma rotina familiar, uma rotina mesmo dele própria.
03:17Então, ele começa a esquecer de almoçar ou de tomar café, esquecer de tomar banho na hora certa.
03:25Isso são esquecimentos relevantes.
03:28Mas não é só isso.
03:30Então, eu também tenho dificuldade, por exemplo, de desorientação temporal e espacial.
03:35Então, eu posso ter um paciente que se perde, se perde na rua ou começa a ter dificuldade de lembrar datas.
03:41Aquela pessoa que sempre lembrava de todas as datas e agora ela não lembra mais.
03:46Além de dificuldade, por exemplo, de julgamento.
03:51Então, são pessoas muito vulneráveis a alguém aplicar um golpe.
03:55Porque fica com uma certa dificuldade de entender se aquilo ali é bom ou não mesmo.
04:01A agressividade também é um sintoma?
04:04Sim.
04:04Os sintomas comportamentais, eles são muito prevalentes.
04:08E eu posso ter desde a fase leve até a fase grave da doença.
04:13E eu digo que existe um livro de psiquiatra inteiro dentro desses sintomas comportamentais.
04:19Porque eu posso ter um paciente que fica deprimido ou choroso ou simplesmente não quer fazer nada com apatia.
04:26Mas eu posso ter aquele agressivo, agressivo para os outros, hipersexual, que é uma coisa que não se fala muito.
04:34Com alucinações.
04:37E isso, esses sintomas comportamentais é uma das coisas que mais trazem a sobrecarga para quem cuida.
04:44É verdade.
04:46Isso é importante.
04:47A pessoa que convive com um familiar que tem Alzheimer é muito difícil.
04:52Não é fácil.
04:54E a gente sabe que numa família, os pais, muitas vezes, são muitos filhos.
04:59Mas não são todos que cuidam dos pais.
05:02Mas acaba sobrecarregando um ou dois que vivem ali naquela vida difícil de luta, né?
05:07Cuidando do paciente com Alzheimer.
05:09E o tratamento?
05:11A pessoa foi diagnosticada com Alzheimer.
05:13Cura não existe, né?
05:15A gente sabe.
05:16Mas existe...
05:16Ainda não.
05:17Ainda não, né?
05:18Talvez seja um pouco perto de ter, né?
05:20Mas existe aquele tratamento para amenizar os sintomas.
05:23Quais são eles?
05:24A demência de Alzheimer, a primeira coisa, é muito importante a gente diagnosticar o quanto antes.
05:31Porque se eu diagnostico na fase leve, eu tento entender quem é essa pessoa, quem é esse ser biográfico através dele mesmo.
05:39Ele consegue me dizer do que gosta, do que não gosta, quais são os seus valores, o que faz sentido para melhorar a qualidade de vida dele.
05:46Mesmo que ele esteja meio confuso.
05:48Quando isso é lá na frente, é mais difícil.
05:51E os tratamentos que hoje a gente tem, assim, pelo SUS, muito difundido, são medicações sintomáticas.
05:59O que quer dizer isso?
06:01Eu consigo lentificar a doença.
06:04Lentificar aquela perda progressiva da memória e de outras coisas.
06:09Mas eu não consigo estacionar a doença.
06:12Entendi.
06:12E aí você me perguntou sobre, além disso, o que é que eu tenho, né?
06:17Quais são os avanços?
06:19Então, hoje se fala de uma vacina.
06:21Na verdade, existe a imunoterapia.
06:24Já foi aprovada aqui pela Anvisa o Dona Anemab.
06:28Mas assim, os resultados, ele foi aprovado, mas ainda com resultados modestos.
06:33Sobre a melhora da cognição, né?
06:37Da memória e de outros domínios cognitivos.
06:40É uma vacina que se toma, não para prevenir o Alzheimer, mas para quem já tem Alzheimer e diminuir os sintomas, né?
06:49Seria uma medicação que a gente chama modificadora do custo da doença.
06:53Ou seja, realmente tentar estacionar.
06:56Entendi.
06:56Mas eu ainda não tenho um resultado claro.
07:00Acredito que a gente precise de um tempo maior sendo tratado pessoas de vida real e não só nos estudos,
07:08para que a gente veja realmente qual é o tamanho do benefício que essa droga vai ter.
07:13Entendi.
07:13Droga caríssima.
07:15Caro, né?
07:16Caríssimo.
07:16Ainda...
07:17Mas olha, estamos no caminho, né?
07:19Estamos no caminho.
07:20De ter uma luz no fim do túnel, né?
07:22Para essa situação aí.
07:24Agora, olha, presta atenção você, tá?
07:26Mesmo que não tenha um paciente na família.
07:31Vê só.
07:32Vamos supor que eu tenho uma predisposição para ter Alzheimer.
07:34Não sei, né?
07:35Eu sou nova ainda, vou ter Alzheimer, se eu tiver, se eu tiver essa predisposição, daqui a um tempo.
07:41Ou se tiver um xórico na família, eu já fico ali alerta que posso ter.
07:45O que eu posso fazer hoje para retardar o aparecimento dessa doença, caso ela venha a aparecer?
07:53Essa é a pergunta 10 em 10 do meu consultório.
07:56Na verdade, é uma preocupação de todo mundo que convive com um paciente com doença de Alzheimer.
08:03Na verdade, a gente hoje tem vários estudos.
08:05A cada 2 ou 3 anos, Livingston faz um estudo mostrando quais são os fatores de risco
08:11que eu posso controlar para diminuir o risco de ter a doença.
08:15E eu tenho vários, eu tenho 14 fatores de risco que eu posso controlar.
08:18Sim.
08:19Embora as pessoas não queiram, né?
08:21Sim.
08:21E que seriam muito essenciais e que conseguiriam reduzir em 45% o desenvolvimento da doença.
08:28E por que eu falo isso?
08:30Porque muitas pessoas ficam, será que eu não tenho como geneticamente estudar, ou no soro,
08:37tentar ver qual é, se eu tenho ou não, aquelas alterações da doença de Alzheimer?
08:44Até eu posso, uns 10 anos antes.
08:46Mas o que é que eu vou fazer com esse dado se eu não tenho nada de medicação?
08:51Sim.
08:51Então talvez seja um dado que acabe deixando você com espada aqui no meio da cabeça, preocupada.
08:56Então eu falo, foca nos fatores de risco, que seriam quais?
09:01Sedentarismo, etilismo excessivo, tabagismo, fumar demais.
09:06Ou seja, fumar, beber álcool, evita, né?
09:09Se é sedentário, evita também, vai fazer alguma atividade física.
09:13O cérebro, assim, aquela coisa de leitura, ler o livro todo dia.
09:17Estimular, né?
09:17Aprender um novo idioma.
09:19A gente já tem um paciente aqui do Nordeste com baixa escolaridade, isso já conta contra, né?
09:26Então eu preciso que ele se estimule.
09:28Nem todo mundo vai ler, mas ele pode ir fazer um curso daquilo que ele gosta, um curso de artes, um curso de língua.
09:34Ele tem que estar sempre fazendo a cabeça trabalhar.
09:38Então, se você ler, se você continua sempre estudando, isso vai te ajudar.
09:44Mas também lembrar de controlar bem suas doenças que vão levar a alterações vasculares.
09:50Pressão alta.
09:51Pressão alta, diabetes, colesterol, se você já infartou ou não, vai ter o cuidado.
09:58Tudo isso vai te ajudar.
10:00Mas eu acho que um fator que é muito importante a gente falar, que o idoso não gosta, é déficit visual e déficit auditivo.
10:09Ele não quer usar o aparelho auditivo e isso aumenta o risco dele ter demência.
10:14É, porque fica ali isolado no mundinho dele, né? E não fica socializando com outras pessoas, né?
10:20Doutor, olha, a gente está falando aqui de vários fatores, né?
10:23Que são importantes para retardar, né? Ou minimizar os impactos de um futuro Alzheimer.
10:29Atividade física é uma delas, né? Seja qual for, né?
10:32Natação, caminhada, corrida, que está na moda, né?
10:36Olha só, vamos acompanhar esse VT aqui agora, porque fazer atividade física é essencial para evitar, né?
10:42Ou retardar o surgimento de várias doenças, incluindo Alzheimer.
10:45A gente vai mostrar agora um grupo 60 a mais, gente, que optou pela dança como forma de manter a saúde em dia.
10:52O letreiro na parede deixa claro, aqui a vibe é boa, vibrante como a música que convida o corpo a estar em movimento.
11:02A dança é prazer e pode ser um benefício poderoso, ajudando no tratamento e na prevenção da doença de Alzheimer,
11:11fortalecendo o cérebro e evitando a perda de memória associada ao envelhecimento e à demência.
11:19Por que a senhora começou a dançar?
11:21Eu comecei a dançar, porque eu amo dançar, né?
11:24E eu comecei errando pra lá, entrou e o povo ia pra um lado, eu ia pro outro, mas fui indo e me adaptei.
11:30Eu acho que dá uma alegria muito grande.
11:32Quando a gente sai daqui, já sai transformada, cheia de alegria mesmo.
11:36Pronta pra enfrentar a semana, o dia inteiro.
11:39E me diga uma coisa, a senhora conseguiu perceber alguma melhora na sua saúde mental, na sua saúde física, depois que começou a dançar?
11:46É, sempre tem uma contribuição pra isso, não é?
11:51Porque a gente tem que acompanhar os passos, isso vai mexer na memória, não é isso?
11:54O que foi que ele trouxe aqui pra aula de dança?
11:58Foi que eu tinha problemas de depressão, ansiedade, vários problemas, né?
12:03E a dança me liberta.
12:06Eu já saio daqui, mesmo que eu venha bem pra baixo, quando eu saio daqui, já saio outra.
12:11E a dança, você consegue perceber que até a memória é ativada aqui na dança, porque tem que lembrar a coreografia, tem que lembrar o passo e lembrar qual é a música que tem aquela coreografia?
12:21Com certeza, é um treino mesmo pra que as coreografias com a gente lembrar, então é um treino de memória muito bom, muito bom mesmo.
12:29E divertido ao mesmo tempo?
12:30Com certeza, seis horas da manhã a gente já tá no mestre do pique.
12:33Tem o síndrome do pânico e a depressão.
12:36Aí, então, minha filha também é da área de saúde, de ginástica, ela é professora de ginástica, então ela me disse, mãe, vá pra academia, você vai se sentir bem, então.
12:46Aí eu vim pra cá, realmente, me senti muito bem, sou muito bem recebida.
12:50Outro dia eu passei mal, o pessoal me deu total acolhimento, sabe?
12:54E eu tô sempre que posso, eu tô aqui, tô sempre que eu posso.
12:57Quando eu não venho, eu fico me sentindo mal.
12:59A dança é uma forma de melhorar o seu humor, de melhorar a sua saúde, né?
13:02É muito, todo mundo assim, sabe?
13:04Eu sempre sinto uma outra família.
13:06É difícil de explicar, sabe?
13:08Assim, porque você se sente bem, porque esquece, sabe?
13:12Você fica se esquecendo dos problemas, você se esquece de outra coisa, porque um brinca, outro brinca.
13:17Tá entendendo? A gente ri com o outro.
13:19Eu tô aqui com o Pedro Silva, que é professor de ginástica de academia.
13:23Pedro, me diz uma coisa, por que a dança funciona tão bem, né?
13:27Nesse tratamento contra o Alzheimer, pra ajudar na memória, né?
13:32Ajudar o corpo de forma geral.
13:33Os benefícios da dança, né?
13:35Eles trazem muito da mente ao corpo.
13:38Então, justamente, uma força muscular, né?
13:40Um poder mais cognitivo de lembrar os passos,
13:43de fazer com que a gente lembre com frequência, né?
13:46Os passos e também a desenvoltura, o social, né?
13:50Trabalhar o coletivo junto com elas é muito importante, né?
13:53Elas estarem aqui no meio de outras alunas, é praticamente, assim, uma coisa muito boa.
14:03Olha aí, bacana, né, doutora?
14:06As pessoas se assentam mais aí, se exerciando, né?
14:09Indo em busca de manter a saúde em dia.
14:11Obrigada, viu, pela sua participação aqui.
14:13Volte mais vezes.
14:14Obrigada, eu que agradeço.
14:15Me chamar sobre qualquer assunto de envelhecimento é importante,
14:19e ainda mais a doença de Alzheimer que tanto angustia as famílias.
14:24Maravilha, tá bom. Muito obrigada.
14:26Olha, a gente faz rápido intervalo e daqui a pouco tem dicas de empreendedorismo no quadro Vitrinha.
14:31Já, já.
14:39Vamos embora.
14:40Aconchego da Lila, que lá dentro a gente vai falar com ela.
14:44Toda poderosa, toda poderosa, Dona Lila.
14:48Por isso uma força me leva a cantar, por isso essa força estranha no ar.
14:59Tudo bom?
15:00Que coisa boa ali conhecer, Dona Lila.
15:03Cheguei num bom momento.
15:05Ótimo.
15:06Você viu que eu tentei cantar, mas Deus não foi tão bom comigo como foi com a senhora.
15:10Que voz é essa, Dona Lila?
15:13Que voz linda.
15:15Uma voz que emocionou.
15:16Vou te dizer uma coisa.
15:18Eu toda a vida fui fã de Caetano.
15:20Sou fã de Caetano.
15:21Acho Caetano uma joia rara.
15:24Força Estranha é um clássico, uma música linda.
15:27E aí me diz uma coisa.
15:28Um amigo da senhora veio aqui no bairro, estava no dia.
15:33Li filmou cantando Força Estranha.
15:34Esse vidro chegou em Caetano Veloso.
15:37E o que é que ele fez?
15:38Me conta.
15:38Ele ficou muito emocionado.
15:41Chorou praticamente.
15:43Disse que a minha voz era linda.
15:45E disse assim, vamos fazer Dona Lila famosa?
15:47E fez?
15:49E fez, sim.
15:50E fez.
15:50Eu quero agradecer a ele e ser muito grata a essa figura, a esse ícone, a essa pessoa maravilhosa.
15:58Dona Lila do 20 e 25.
16:14Vamos deixar Dona Lila famosa.
16:17Vamos?
16:19Vamos, sim.
16:20A gente tinha uma reunião em Paulista.
16:22E eu sempre ando com o meu filmmaking, né?
16:24E você está com o seu aqui?
16:26Estou, estou com o meu.
16:26A gente vai almoçar onde?
16:27Vamos almoçar lá com Dona Lila.
16:28Quando chegou aqui, ela ia almoçar.
16:31Já estava com o prato dela indo para a mesa.
16:33Aí eu chamei ele de nego.
16:34Nego, pede para ela cantar.
16:35Aí ela falou, mas rapaz, vou almoçar.
16:37Ela botou lá.
16:38Eu achava que ela não ia voltar para cantar nada.
16:39Ela botou o prato na mesa e foi para onde ela está ali agora.
16:43Quando ela abriu a voz, bicho.
16:44Eu, Léo e depois já viramos, começamos a gravar.
16:48A gente está muito emocionado, porque é questão de não faz nenhuma semana de toda essa repercussão,
16:53de toda essa mídia, tanto nacional como internacional, amanhã sendo reconhecido em Portugal, Reino Unido.
16:59Passa no bem você, velho, de Taicintra, de Tiagas Fora.
17:02Tem noção?
17:03Sou eu.
17:03Não tenho, não.
17:05Não tenho noção.
17:06Olha que delícia aqui no restaurante da Dona Lila.
17:08Afinal, aqui é um restaurante.
17:11O pessoal acha que aqui é uma casa de show.
17:13É os dois, né, Dona Lila?
17:14O restaurante e agora é uma casa de espetáculo também, né?
17:17É, quer dizer, o espetáculo só quem fazia era eu, né?
17:20Agora as pessoas estão convidadas a vir, né?
17:23Para fazer esse show junto comigo.
17:25O cavalo selado passou aqui na frente da PE, né?
17:29Aqui da rodovia e a senhora montou no cavalo.
17:32Esse cavalo vai para onde?
17:34Para onde é que a senhora quer chegar?
17:35Me diz.
17:36No infinito.
17:37Se esse cavalo for um cavalo alado e tiver asas, eu quero voar.
17:41A senhora já está voando.
17:42Ah, obrigada.
17:44Deus já lhe presenteou com esse recomeço, né?
17:47Que a senhora aproveite.
17:49Que a senhora faça valer esse dom que Deus lhe deu.
17:51Que tudo se transforme.
17:53Que a senhora receba mais bênçãos do que já vem recebendo.
17:56Desejo do fundo do meu coração muito sucesso.
17:59Que a senhora pegue seu cavalo selado.
18:01Voe para lugares que a senhora sempre sonhou.
18:04Amém.
18:04Fechado?
18:05Fechado.
18:05Me dá um abraço.
18:06Sim, com muito prazer.
18:09Deus te abençoe.
18:10Amém.
18:13Está contigo, Thaís.
18:15A gente está aqui agora com essa maravilhosa Maria Alice Lima.
18:18Tudo bem?
18:19Tudo bem.
18:19Da Maria Alice Atelier.
18:21Gente, olha, me conta um pouquinho sobre a tua história, sobre as suas peças.
18:25A marca existe há 11 anos.
18:27Eu estava no processo de querer fazer faculdade.
18:30E aí eu tenho a referência da minha avó, que é a costureira.
18:33Sim.
18:34Comecei a costurar, vi que realmente era um caminho para mim.
18:37Fiz a faculdade de design de moda.
18:39Sou formada como design de moda.
18:40E aí eu estou nisso há uns 11 anos, costurando.
18:43Ai, que maravilha.
18:45E você faz peças para criança.
18:48É, a gente lançou ali infantil, que são essas camisarias.
18:52Esse é um vestido infantil.
18:53Esse daí é um dos maiores clássicos da marca, que é um crope de flor.
18:57Lindo.
18:58Ele é, assim, realmente o carro-chefe da marca.
19:01Então a gente hoje costura para criança, para a gente chamar de miudinhos.
19:04Os miudinhos, os curumis.
19:06Sim.
19:07Costura para adulto também.
19:09É, unicense.
19:10Gente, olha que lindo.
19:11Bem estiloso, né?
19:12Gostei.
19:13E aí você desenha as peças, você costura.
19:16É, as estampas, elas são todas autorais.
19:18E aí tem tanto a referência do Nordeste, quanto da religião de matriz africana, já que sou do candomblé.
19:23Sim.
19:24Ah, me diz uma coisa.
19:24Você estava dizendo que você agora terceiriza, né?
19:27É.
19:27Cresceu, é equipe, a produção.
19:28Me conta.
19:29É, que bom, né?
19:29A gente está ampliando.
19:31É, boa parte.
19:32Uma parte ainda é o costuro, mas outra parte também a gente está começando a terceirizar.
19:36Então a gente já tem a costureira, que é a Mônica, que costura as camisarias.
19:39Tem Cristiane também, que ajuda a gente nas partes infantis.
19:42Tem a bordadeira, que é a Suzana também, que auxilia a gente.
19:45Sim.
19:45E a gente está aumentando essa produção para poder atender o maior público possível.
19:49Agora, deixa eu te perguntar uma coisa.
19:50Tu fez a faculdade de design de moda.
19:54Isso.
19:54Né?
19:54A graduação.
19:55E como é que foi para empreender?
19:57Porque essa coisa a gente não aprende na faculdade, não.
19:59É.
19:59Por mais que ensinem a gente, é no dia a dia, assim.
20:02Qual foi a tua luta, a tua dificuldade aí, nesse começo aí, lá atrás?
20:07Boa parte da minha família é empreendedora.
20:09Então, querendo ou não, eu tinha referência deles quanto empreendedor, autônomo também,
20:14que eles chamam, né?
20:14Autônomo, mas eles chamam hoje empreendedor.
20:16Sim.
20:16Mas, enfim, no começo foi bem difícil, até porque eu não tinha recursos financeiros para começar.
20:22Eu lembro que no começo foi minha tia que me ajudou, ela me deu uma máquina de presente.
20:26Segunda moto, hoje eu lembro, foi meu primeiro investimento, foi R$350, até hoje eu lembro desse valor.
20:30Sim.
20:31E aí eu comecei a costurar, boa parte dos meus clientes eram amigos da faculdade.
20:35E aí depois foram as professoras, minhas professoras, e aí depois eu comecei a ampliar maior a produção da marca.
20:41Ai, que maravilha.
20:42E aí vem seguindo essa jornada, nesse desafio, já crescendo, né?
20:46Já colhendo aí os frutos.
20:49E quem quiser comprar as tuas peças, como é que faz?
20:51A gente tem ponto físico, que é lá na MAP, que fica dentro do centro de artesanato, no Marco Zero.
20:55Sim.
20:56E no site também, que é a marialiceatelier.com.br.
20:59E aí vocês podem comprar por lá.
21:00E o Instagram?
21:02Marialiceatelier.
21:03Compre pelo Instagram também?
21:04Pode comprar.
21:05Pode falar com a gente, a gente geralmente encaminha para o site ficar mais prático, para o cliente escolher.
21:09Mas assim, muitos clientes, pelo primeiro contato, vai pelo Instagram para depois ir para o site.
21:13E quem tiver de passeio aí, passeando no fim de semana, no Recife Antigo, passa lá no centro de artesanato, né?
21:18Prova, escolhe.
21:20Porque essas peças são lindas, né?
21:22São autorais, é moda pernambucana, né?
21:25Muito bacana, viu?
21:26Obrigada, obrigada.
21:27Obrigada pela sua participação aqui no programa.
21:30Sucesso para você.
21:31Axé.
21:32Que você faça várias e várias coleções aí e cresça bastante.
21:35Que bom, obrigada pelo convite.
21:37Obrigada pelo carinho da sua audiência.
21:39Eu te espero amanhã às 8h35 da manhã, hein?
21:42Cheiro!
21:43Estou de volta para o meu aconchego
21:48Trazendo na mala bastante saudade
21:54Querendo, só riso sincero
21:59Um abraço para aliviar meu cansaço
22:03E toda essa minha...
22:05Eu te espero amanhã às 8h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da manhã às 9h35 da man