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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que não há anormalidades nas fronteiras do Brasil após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Segundo o governo, não houve reforço de tropas em Roraima e não há registro de brasileiros entre possíveis vítimas da ofensiva em Caracas.

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00:00Vamos imediatamente a Brasília. O nosso repórter Igor Damasceno trará as atualizações ao vivo diretamente da capital federal. Seja bem-vindo, Igor.
00:10Muito obrigado, Caniato. Boa tarde a você. Boa tarde também a todos que nos acompanham nessa cobertura especial a respeito dessa tensão, esse conflito entre Estados Unidos e Venezuela.
00:20Eu falo ao vivo do Palácio do Itamaraty. Vocês acompanharam há pouco uma coletiva de imprensa do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e também da secretária executiva do Ministério das Relações Exteriores.
00:33Eles repassaram a seguinte informação. O ministro José Múcio Monteiro está em constante contato com o governador de Roraima para saber como que está a situação da segurança da fronteira que nós temos com a Venezuela.
00:47A informação que nós temos é que até o momento não há nenhuma anormalidade na fronteira com a Venezuela nesse momento.
00:56Eu acabo de receber uma nota do Ministério das Relações Exteriores resumindo uma reunião que houve há pouco aqui no Palácio do Itamaraty, uma reunião convocada pelo presidente Lula e considerada de extrema urgência.
01:09Nessa reunião, o presidente Lula participou por videoconferência e ele reforçou que repudia os ataques dos Estados Unidos na capital Caracas na madrugada deste sábado.
01:22O ministro das Relações Exteriores também relatou constante ataque ou constante contato que manteve com os homólogos nas últimas horas e indicou não haver momento de notícia de brasileiro entre as possíveis vítimas.
01:35Não há brasileiros entre as possíveis vítimas dessa ofensiva norte-americana que aconteceu nesta madrugada.
01:44Ele também informou que está em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna.
01:52E hoje à tarde deve haver uma outra coletiva de imprensa marcada para as 5 horas.
01:57Então, a todo momento, novas reuniões estão sendo feitas para discutir essa situação.
02:02A tensão que se formou aqui na América do Sul depois desse ataque na madrugada e uma nova coletiva de imprensa foi convocada para as 5 horas da tarde.
02:11Mas a informação que nós temos é que não tem brasileiros entre as vítimas.
02:14Não há nenhuma normalidade na fronteira do Brasil com a Venezuela.
02:18E José Múcio Monteiro continua mantendo contato com o governador de Roraima, é o estado mais próximo do Brasil na Venezuela.
02:25Agora, o presidente Lula, como eu disse, participou dessa reunião por videoconferência, mas pelas redes sociais ele já se posicionou em torno desse assunto.
02:34Nós até separamos um destaque de texto dessa publicação do presidente Lula.
02:38Vamos colocar no ar, então, esse destaque de texto.
02:41Eu peço licença a vocês para ler o posicionamento do presidente.
02:44Ele diz o seguinte, abre aspas.
02:46Só um minutinho.
02:51Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
02:58Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
03:07O presidente Lula continua o texto.
03:08Lula continua, a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
03:30A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona da paz.
03:40E o presidente Lula finaliza o texto dizendo que a comunidade internacional, por meio da ONU, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio.
03:49O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.
03:57Então, essa é a nota divulgada pelo presidente Lula na manhã de hoje, de acordo com a nota do Palácio do Itamaraty.
04:05Todas essas palavras no posicionamento que vocês viram, que eu acabei de ler, foram reforçadas pelo presidente na reunião que aconteceu aqui no Palácio do Itamaraty.
04:15Então, o governo brasileiro condena esses ataques porque, segundo o Lula, é um desrespeito à soberania da Venezuela.
04:22A gente vai seguir acompanhando todos os desdobramentos porque uma nova reunião e uma nova coletiva estão marcadas para a tarde de hoje.
04:30E, claro, a gente segue por aqui acompanhando os desdobramentos.
04:33Posso acionar vocês a qualquer novidade.
04:36Com certeza, prioridade para a nossa equipe de reportagem.
04:38Igor Damasceno ao vivo de Brasília.
04:40Até já, Igor.
04:41Já que o Igor trouxe os destaques dessa nota, esse comunicado, o posicionamento do governo brasileiro,
04:47deixa eu passar rapidamente para o Manuel Furriello, nosso convidado.
04:49Professor, o que achou dessa posição do presidente brasileiro?
04:54Presidente que não faz tanto tempo tinha se colocado como alguém que poderia mediar a negociação entre Estados Unidos e a Venezuela,
05:01diante daquele posicionamento, há quem tenha feito a seguinte leitura.
05:05Talvez tenha sido um posicionamento exagerado.
05:08O que o senhor achou?
05:08Bom, a gente tem aí o governo brasileiro seguindo a linha do direito internacional clássico
05:15sobre a intervenção de um Estado, de um país no outro, passando por cima da soberania.
05:22A gente só tem duas medidas autorizadoras nesse sentido.
05:26Uma é por autorização do Conselho de Segurança da ONU.
05:29Não foi o que aconteceu na Venezuela.
05:31Os Estados Unidos, aliás, nem buscaram essa autorização.
05:33E, em outro caso, a Venezuela viesse a atacar os Estados Unidos e eles pudessem responder.
05:39Então, o governo brasileiro, ele passa para a posição, ou passa a posição,
05:45de que considere inaceitável uma intervenção militar,
05:47já que não haveriam essas justificativas internacionais.
05:51E o governo norte-americano vai justificar a medida,
05:54sob a prisma de ter que ter invadido a Venezuela
05:59para remover um governo que patrocina o terrorismo internacional via narcotráfico.
06:05Então, essa construção, o governo Donald Trump já tinha feito para justificar a invasão.
06:11A invasão dos Estados Unidos não é justificada, ao contrário do que muitos acreditam,
06:15para remover uma ditadura.
06:17O governo venezuelano não é uma ditadura, repeti aqui várias vezes,
06:21o governo é legítimo, persegue direitos humanos
06:23e todas essas características nefastas que qualquer ditadura tem.
06:28Mas não é essa a justificativa norte-americana,
06:30e sim a de preservação dos seus direitos e interesses
06:34contra um governo que patrocina narcotráfico e terrorismo internacional.
06:39Então, essa é a contraposição.
06:40Então, o governo brasileiro segue a linha de que seria inaceitável essa intervenção.
06:45Então, esse é o posicionamento.
06:47Mas o que eu acredito que faltou ao governo brasileiro especificamente
06:52foram medidas pós-eleição na Venezuela.
06:56O governo brasileiro acertou ao criticar o processo de apuração da eleição venezuelana,
07:04afirmando e cobrando o governo da Venezuela na apresentação das atas
07:08que seriam as comprobatórias da eleição de Nicolás Maduro.
07:12Isso nunca aconteceu, o governo brasileiro nunca reconheceu.
07:15Mas após essa decisão acertada do nosso governo,
07:19faltou ao governo brasileiro pressionar o governo venezuelano,
07:24cobrá-lo no sentido de medidas democráticas.
07:27Cobrá-lo no sentido de que seria inaceitável a sua permanência no poder,
07:32sob a prisma de não ter apresentado as justificativas eleitorais
07:36que qualquer eleição cobra ou permite com que sejam apresentadas.
07:41Então, acho que nesse aspecto faltou ao governo brasileiro uma presença como potência regional
07:48que é na América Latina em ter algum nível de assertividade sobre o governo venezuelano.
07:54E agora somente nos resta ter uma posição de análise do que fizeram os Estados Unidos.
08:02Então, a gente acabou ficando, acho que um pouco à mercê de decisão de terceiros,
08:07quando o Brasil deveria, sim, ter se posicionado.
08:11É nosso papel como potência regional.
08:14Então, acho que a análise tem que ser um pouquinho mais sob a nota apresentada.
08:17Mas, de qualquer forma, a letra do que foi dito, o governo brasileiro considera inaceitável,
08:23pois por não haver, aos seus olhos, justificativa internacional para uma intervenção desse gênero.
08:30Rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
08:35E dou boas-vindas a você que nos acompanha a programação da Jovem Pan em Cuiabá,
08:40no estado de Mato Grosso.
08:41Muito obrigado pela audiência.
08:42Cobertura especial aqui da Jovem Pan News.
08:45Todos os detalhes em relação à ação norte-americana na Venezuela,
08:49a retirada de Nicolás Maduro, captura do ditador,
08:53que está sendo conduzido aos Estados Unidos, será julgado por lá.
08:56Chamar o meu amigo Bruno Pinheiro, jornalista, apresentador, repórter,
09:00fazendo parte dessa jornada especial.
09:03Bruno, seus questionamentos, sua reflexão para o professor Manuel Furriella, por favor.
09:10A gente estava acompanhando aqui essa entrevista coletiva,
09:14e eu conversava com alguns militares tentando entender por parte do exército,
09:18inclusive, como essa operação acolhida segue acontecendo na fronteira lá em Roraima.
09:25E aqui, professor, a gente vê uma divergência entre essa coletiva,
09:29a gente vê um esforço à vinda do presidente Lula,
09:33mesmo que remota nesta reunião, para tentar achar uma saída,
09:36para reforçar a segurança.
09:38Mas os militares nos dão uma resposta e um tom que está tudo sobre controle,
09:43que nós temos suporte para garantir uma segurança nesta região,
09:47e até mesmo num possível confronto um pouco maior na Venezuela.
09:52Qual é a situação nossa, justamente, de contenção,
09:55de reforço, de segurança,
09:57numa situação como essa que estamos vivendo neste final de semana?
10:01Porque até aqui não era esperado que fosse tão rápido,
10:04ou com tanta força, sim.
10:06Qual é a situação, de fato, das nossas forças armadas
10:09em uma situação de um conflito,
10:11numa região tão vizinha,
10:14cerca de dois mil quilômetros de fronteira?
10:17Bruno, prazer em falar contigo também.
10:20O que nós temos é que a Venezuela tem conosco uma fronteira complicada,
10:25uma fronteira grande,
10:27numa região onde o Brasil é menos povoado,
10:29região norte do país,
10:31e com estados que têm sofrido,
10:34por conta da sua infraestrutura,
10:36ter dificuldade em lidar com tantos refugiados ou imigrantes como queiram.
10:41Independentemente da classificação,
10:43a população venezuelana,
10:44sofrendo as consequências dessa terrível ditadura,
10:47acabou buscando o Brasil,
10:48muitos deles o Brasil como destino.
10:51Então nós já temos aí há bastante tempo,
10:53estados, principalmente o estado de Roraima,
10:55obviamente, de fronteira direta,
10:57sofrendo aí com ter que atender essas pessoas
11:01que necessitam, obviamente, de apoio humanitário.
11:04O questionamento não é sobre elas,
11:06mas sobre um governo que gera essa situação aos seus próprios cidadãos,
11:10como essa ditadura da Venezuela.
11:12De qualquer forma,
11:13em questão ou em termos de estratégia militar,
11:17o governo brasileiro,
11:18foi dito isso pelo ministro,
11:19e é verdade,
11:21já houve um deslocamento de forças
11:24em duas etapas para a região.
11:26Numa primeira,
11:27vindo já uma tensão dos Estados Unidos com a Venezuela,
11:31ainda no primeiro semestre do ano passado,
11:33e uma segunda,
11:35quando efetivamente os Estados Unidos
11:37fizeram um deslocamento expressivo
11:39das suas forças marítimas,
11:42militares marítimas,
11:44como eu já até mencionei,
11:45o deslocamento do seu maior porta-aviões para a região.
11:48Então nós tivemos já ali um alerta
11:50e um deslocamento de forças.
11:52Então eu acho que o Brasil atende
11:54essa questão do conflito
11:56entre Venezuela e Estados Unidos
11:58com esse deslocamento.
11:59Mas o meu receio
12:01é o subproduto de um conflito
12:03que possa ter no país.
12:05A Venezuela está sujeita agora
12:06a ter uma guerra civil.
12:08Você tem uma parte da população
12:10que ainda mantém apreço,
12:12não a Nicolás Maduro,
12:13até a gente percebeu que o ponto não é ele,
12:15mas é o seu regime
12:17pela forma como ele se enraizou
12:20na sociedade venezuelana.
12:22Então não é fácil desmontar
12:25uma estrutura como foi feita
12:27por décadas
12:29dentro da sociedade venezuelana
12:31e a maior parte da população
12:33que é evidente que está insatisfeita
12:34com esse governo.
12:35Mas a gente pode ter um conflito
12:37na sociedade,
12:38a gente pode ter uma guerra civil,
12:41a gente pode ter repercussões,
12:42eu acho improváveis,
12:43de conflito armado
12:45Venezuela e Estados Unidos,
12:47acho que vai haver algum nível
12:48de acomodação,
12:50mas o meu ponto aqui
12:51é que pode ser que surja
12:54um fluxo muito grande
12:56de pessoas tentando buscar
12:59refúgio no Brasil,
13:01cidadão comum,
13:02ou até mesmo forças políticas
13:04pedindo asilo.
13:06Então a gente pode ter na fronteira
13:08alguma tensão relacionada
13:10propriamente a uma instabilidade
13:13que a Venezuela possa sofrer
13:15aí nos próximos dias.
13:17Então acho que esse tipo
13:19de atenção
13:20o principal que possa se ter.
13:22Ou esses grupos
13:23de narcotraficantes
13:24querendo cruzar a fronteira,
13:26vir ao Brasil,
13:27porque podem se sentir
13:29a partir de agora
13:30alvo de maior pressão
13:32pelos Estados Unidos,
13:34até mesmo pelo governo
13:35venezuelano que está se instalando,
13:37mas indesejáveis
13:39efeitos adversos
13:41da própria sociedade venezuelana
13:43que vai ter que se acomodar
13:45nesses novos cenários.
13:46Em relação aos Estados Unidos,
13:49ao conflito entre países,
13:51eu acho que a gente não tem
13:52que ter nenhum tipo
13:53de atenção,
13:54porque a decisão
13:56de Donald Trump
13:56foi pontual
13:57em relação a Nicolás Maduro.
14:00Ela não envolve
14:00outros países da região,
14:02acho que esse não tem que ser
14:03algum tipo de medo,
14:04de receio,
14:06ou de tomada
14:06de decisão militar,
14:07além do que já foi feito.
14:09O que foi feito
14:09atende cautelas
14:12que a gente possa ter.
14:14Questões improváveis,
14:15mas cautelas.
14:16Mas a instabilidade
14:18do país
14:19pode trazer muitos problemas
14:20ao Brasil.
14:21Acho que esse, sim,
14:23tem que ser um ponto
14:23de atenção
14:24das autoridades nacionais.
14:26Agora, professor,
14:26esse é um ponto importante, né?
14:28Se a gente pudesse aprofundar,
14:30o que a história nos revela
14:31quando a gente olha
14:33para ações de retirada
14:34de ditadores do poder?
14:36algo semelhante
14:37ao que aconteceu.
14:39O que é preciso considerar
14:40em relação a esse processo
14:41de transição?
14:42O senhor menciona
14:43a possibilidade
14:44de uma guerra civil,
14:46mas não poderia ter
14:47um processo
14:47no sentido contrário?
14:49Uma organização
14:50da oposição
14:51com a sociedade
14:51na intenção
14:53de promover
14:54uma transição pacífica,
14:56talvez com o auxílio
14:57dos Estados Unidos?
14:59Não dá para considerar isso?
15:00Vimos, inclusive,
15:01a Maria Corina Machado
15:02sendo agraciada
15:03com prêmios internacionais,
15:05uma figura que poderá
15:06ganhar algum tipo
15:07de protagonismo
15:08nesse momento?
15:09Enfim,
15:09são possibilidades, não?
15:12Sim,
15:13a oposição venezuelana
15:15ela vai tentar
15:16aproveitar essa oportunidade
15:18para buscar um diálogo
15:19para a realização
15:20de futuras eleições
15:21para que ela tenha aí
15:23chance
15:23de uma retomada,
15:25de uma conquista,
15:26melhor dizendo,
15:27do poder.
15:27Então,
15:28isso pode sim acontecer.
15:30Mas você tem
15:30esse cenário
15:32como provável,
15:32mas a ditadura
15:34de Nicolás Maduro
15:35ela deixa raízes
15:36na sociedade,
15:37infelizmente.
15:38Ela se perpetuou
15:40por muitos anos
15:40e ela construiu
15:42situações institucionais,
15:44não é à toa
15:44que promoveu
15:45dois mil generais,
15:46era justamente
15:47para ter um controle
15:48militar sobre isso.
15:50E ela independe
15:51de Nicolás Maduro,
15:52esse é o ponto.
15:53Então,
15:53você tem grupos
15:54de interesse
15:55construídos
15:56durante essa
15:57ditadura venezuelana
15:58que eles não vão
15:59querer sair do governo.
16:00Então,
16:00isso vai ser
16:01um grande desafio.
16:02E eles têm
16:03poder militar
16:04no país
16:05e eles têm
16:06algum poder
16:07representativo
16:08na sociedade.
16:08Mesmo diminuído,
16:10uma parte
16:10da sociedade
16:12os apoia.
16:13Agora,
16:14em relação
16:14a paralelos
16:15internacionais,
16:16nós temos
16:16muitos casos.
16:18Alguns buscaram
16:19aí um paralelo
16:20com a retirada
16:20de Saddam Hussein
16:23do poder no Iraque.
16:24Acho que
16:24aquele caso
16:25é diferente.
16:27Os motivos
16:28que levaram
16:28a derrubada
16:29de Saddam Hussein
16:30são outros.
16:32A forma
16:32como os Estados Unidos
16:34atuaram
16:34numa intervenção
16:36militar direta
16:36é diferente.
16:37Eu colocaria
16:38em paralelo
16:39uma outra situação
16:40que é no caso
16:41de Noriega
16:42no Panamá.
16:44Então,
16:44nós tivemos
16:45no final
16:45dos anos 80
16:46uma intervenção
16:48direta
16:48militar
16:49americana
16:50por forças
16:51especiais,
16:53ou seja,
16:53um cenário
16:53próximo
16:54ao que nós
16:55temos agora
16:56na Venezuela
16:56onde foi
16:57capturado
16:58o chefe
17:00de Estado
17:01o Noriega
17:02e ele foi
17:02levado
17:03ao julgamento.
17:03Então,
17:04esse é o paralelo.
17:06Só que eu acredito
17:07que no caso
17:08da Venezuela
17:08a situação
17:09é muito mais
17:09complexa.
17:11No caso
17:12do Noriega
17:12o Panamá
17:13acabou se
17:13reconstruindo,
17:15acabou
17:15entrando
17:16numa trajetória
17:17democrática
17:18e apesar
17:19de alguns
17:19percalços
17:20que possa ter
17:21no caminho
17:21é um país
17:22que em termos
17:23latino-americanos
17:24é um dos mais
17:24organizados.
17:25Eu acho
17:25que ali
17:26não é um bom
17:27paralelo.
17:28A Venezuela
17:28tem um desafio
17:29maior,
17:30é um país
17:30mais complexo
17:31onde houve
17:32uma construção
17:33como eu mencionei
17:34institucional
17:35nefasta
17:36por parte
17:37de Nicolás
17:38Maduro
17:38e que aí
17:39vai ser um desafio
17:40para qualquer
17:41transição
17:42que se faça
17:42democrática
17:43a gente conseguir
17:44reorganizar a sociedade
17:46porque o
17:47regime dele
17:48permanece
17:50independentemente
17:51da presença
17:52dele.
17:52É algo
17:53diferente do
17:53Panamá.
17:54Então a operação
17:55tem um paralelo
17:56foi uma operação
17:57de captura
17:58situação idêntica
18:00mas as consequências
18:02posteriores
18:03no caso da Venezuela
18:04elas são mais
18:05desafiadoras.
18:06Agora o que a gente
18:07espera
18:08que a comunidade
18:09internacional
18:10toda apoie
18:11uma transição
18:12democrática
18:12e aí sim
18:13eu acho que
18:14apesar da gente
18:15ter criticado
18:16o Brasil
18:16na forma
18:17como lidou
18:18na permanência
18:21de Nicolás
18:21Maduro
18:22no poder
18:22agora o Brasil
18:23lidere um processo
18:25ou faça parte
18:26dos estados
18:27que vão
18:27reorganizar
18:28a redemocratização
18:29da Venezuela
18:31aí sim
18:31eu acho
18:32que a gente
18:33teria um papel
18:33muito bom
18:34de muito destaque
18:36que o Brasil
18:36poderia ter
18:37e principalmente
18:38seria o melhor
18:40cenário
18:40para a sociedade
18:41venezuelana.
18:42para a sociedade
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