00:00Uma pesquisa divulgada pela Febraban mostra uma melhora nas expectativas dos bancos em relação ao crescimento do crédito neste ano de dois mil e vinte e seis.
00:09Destaque agora do Misael Mainete.
00:12A maioria dos bancos prevê crescimento de nove vírgula dois por cento do crédito em dois mil e vinte e cinco, mas uma alta menor em dois mil e vinte e seis, de oito vírgula dois por cento.
00:23O levantamento da Febraban traz uma pequena melhora nas projeções em relação à pesquisa anterior de novembro, que apontava um aumento de oito vírgula nove por cento para dois mil e vinte e cinco e de sete vírgula nove por cento para dois mil e vinte e seis.
00:40Segundo a Febraban, o aumento pode ser explicado pela maior oferta de crédito às empresas e MEIs, sustentado pelos programas governamentais.
00:49Outro fator mencionado é a resiliência do crédito habitacional, que tem compensado a menor busca por crédito rural.
00:57A taxa de inadimplência, por sua vez, segue como um ponto de atenção.
01:02A projeção para dois mil e vinte e cinco permaneceu em cinco vírgula um por cento, enquanto para dois mil e vinte e seis passou para cinco vírgula dois por cento.
01:11Em relação ao produto interno bruto, o número de analistas dos bancos que projetam um crescimento de um vírgula oito por cento para o ano subiu de trinta e seis vírgula quatro por cento para cinquenta e cinco por cento.
01:24Por outro lado, caiu de quarenta e cinco vírgula cinco por cento para trinta por cento a proporção daqueles que esperam um crescimento inferior ao esperado pelo consenso do mercado.
01:36A pesquisa da Febraban também aponta que a maioria dos bancos acredita que o início do ciclo de queda da taxa Selic deverá ocorrer apenas na reunião do Copom de março.
01:48Com isso, a taxa Selic deve permanecer em quinze por cento ao ano na primeira reunião do comitê agora em janeiro.
01:55Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, avalia que a principal questão agora é saber a que velocidade o Copom conseguirá cortar os juros ao longo do ano.
02:07Por hora, segundo ele, as expectativas ainda são conservadoras e indicam uma trajetória moderada de corte dos juros, apesar do alto nível da Selic.
02:18O economista e professor da ESEG, Maurício Nacarrodo, diz que o cenário de queda gradual dos juros ajuda a atrair investidores de fora, mantendo a tendência vista em dois mil e vinte e cinco.
02:30Diante desse cenário de juros, nesse patamar de quinze por cento, por alguns meses a mais, e mais do que isso, no cenário de queda muito gradual dos juros, e ainda em termos de juros reais, juros reais muito elevados,
02:42há um incentivo aí para manutenção de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa no Brasil, aproveitando esses juros nominais e reais muito elevados, muito acima da média mundial, mesmo comparado a outros países emergentes.
02:58O levantamento mostra ainda que para cinquenta por cento dos participantes, a inflação em dois mil e vinte e seis deve seguir em linha com o consenso do mercado, ou seja, permanecendo acima da meta, devido aos estímulos fiscais e de crédito.
03:14Por outro lado, trinta e cinco por cento projetam uma inflação abaixo do consenso, sugerindo uma continuidade do viés de queda das projeções.
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