Harmonia Funcional No vídeo é apresentado um exemplo do procedimento que deverá ser adotado para analisar uma dada música. Nesse estágio, são aplicadas somente tríades. Acordes e estruturas mais complexas são abordados em estágios posteriores do mesmo curso. Não basta, em dada análise, definir simplesmente o Campo Harmônico envolvido. De fato, esse será o primeiro passo, porém, temos também que estar a par dos outros campos que à tonalidade da música se assemelham. Verificar ditas semelhanças e diferenças. Deveremos fazer isso desde os primeiros estudos de análise harmônica. Tornando esse procedimento "orgânico", não haverá problemas ao evoluir para harmonias mais complexas relacionadas à monotonalidade e regiões da tonalidade. Ou seja, tudo ocorrerá de forma natural e progressiva. São dadas, no fim do vídeo, quatro justificativas relacionadas à importância de verificar, além da tonalidade da música propriamente dita, aquelas outras tonalidades que com ela apresentam "semelhanças".
01:00Esta música está em Dó maior, apresenta a sucessão 1 maior, Dó maior, 2 compassos, 6 menor, Lá menor, 2 compassos, 4 maior, Fá maior, 1 compasso, 5 maior, Sol maior, 1 compasso e 1 maior, Dó maior, 2 compassos.
01:27Esses 8 compassos repetem-se a música toda.
01:33Foram aplicados livremente movimentos horizontais e verticais, fazendo uso unicamente de tríades fechadas.
01:41Os modelos relacionados ao Caged foram vistos na aula 3 em Dó maior, ou seja, no mesmo tom desta música.
01:50A fórmula da página 14, para localizar as tríades em comum, aponta que as tríades do 1 maior, Dó maior, 6 menor, Lá menor e 5 maior, Sol maior, estarão contidas no campo de Sol maior, que é o 5 de Dó.
02:06Isto porque Dó maior será o 4 maior de Sol, Lá menor será o 2 menor de Sol e Sol maior será o próprio 1 de Sol.
02:17Também verificamos que as tríades do 1 maior, Dó maior, 6 menor, Lá menor e 4 maior, Fá maior, estarão contidas no campo de Fá maior, que é o 4 de Dó.
02:32Isto porque Dó maior será o 5 de Fá, Lá menor será o 3 menor de Fá e Fá maior será o próprio 1 de Fá.
02:41Já a fórmula da página 15, para localizar as tríades em comum, aponta que a tríade do 5, Sol maior, estará contida no campo de Ré maior, que está 2ª maior acima.
02:55Isto porque Sol maior será o 4 maior de Ré maior.
03:00Também concluímos que haverá apenas uma tríade em comum com o campo harmônico maior em Si bemol, que está 2ª maior abaixo.
03:10A tríade do 4, Fá. Isto porque Fá será o 5 de Si bemol.
03:17Você pode estar se perguntando, por que tenho que saber as tríades em comum?
03:24Para saber diferenciar um campo harmônico de outros que a ele se assemelham, de forma prática e rápida, no braço do instrumento.
03:32Ou seja, as tríades que não forem em comum, constituirão essa diferença.
03:37Se eu fizer aqui o campo harmônico maior em Dó, baseado na escala maior, modelo Sol.
03:50E aqui o campo harmônico maior em Sol, baseado na escala maior, modelo Ré.
03:55Eu vou perceber que as diferenças estão aqui.
04:08Para Dó, tem o Fá maior aqui.
04:12E para Sol, tem o Fá sustenido aqui.
04:15Fá sustenido menor com quinta diminuta.
04:17Repara que essas duas notas eu mantive propositadamente iguais.
04:20Só mudei o Fá para Fá sustenido.
04:25Aqui, se eu pegar Ré menor, tenho Ré menor para o campo harmônico maior em Dó.
04:31E tenho Ré maior para o campo harmônico maior em Sol.
04:35Olha a diferença daqui.
04:39E aqui, eu tenho Si menor com quinta diminuta.
04:44Para o campo harmônico maior em Dó.
04:46Mas para Sol, eu tenho Si menor com quinta justa mesmo.
04:55Para exercitar diferentes tonalidades em uma mesma região do braço do instrumento.
05:02Porque eliminados esses campos que possuem triades em comum,
05:07nenhum outro campo harmônico maior possuirá triades em comum com o campo harmônico maior
05:12utilizado como base de cálculo.
05:15Repare na tabela da página 6, triades sobre os graus da escala maior.
05:20Se eliminarmos os campos de Fá maior, que é o 4,
05:24Si bemal maior, que está a segunda maior abaixo,
05:28Ré maior, que está a segunda maior acima,
05:31e Sol maior, que é o 5,
05:33nenhum outro campo terá triades em comum com o campo harmônico maior em Dó.
05:39Porque iniciando esse estudo desde já,
05:42ele não será um empecilho, não será um obstáculo ao abordarmos as regiões da tonalidade aplicadas ao instrumento.
05:53O que eu vou te dizer agora, você não precisa decorar nada, você não precisa guardar nada.
05:57É uma mera justificativa.
05:59Sem saber, sem saber, você já está fazendo quatro regiões da tonalidade aí.
06:06Quando você considerou como tônica de um campo harmônico maior o seu quarto grau
06:12e fez desse quarto grau o primeiro grau de um novo campo harmônico,
06:17você estava, na verdade, fazendo a região da subdominante maior.
06:22Quando você fez a mesma coisa com o quinto grau,
06:26você estava fazendo a região da dominante.
06:30Quando você fez isso com o campo harmônico maior um tom acima,
06:34você estava fazendo a região da supertônica.
06:37E quando você fez com o campo harmônico maior um tom abaixo,
06:41olha aí, você estava fazendo a região da dominante e da mediante maior abaixada.
06:46Aí você fala, pô, que palavrão é esse?
06:48Não esquenta a cabeça.
06:49E te digo mais, essas regiões são algumas, são quatro as regiões.
06:54As regiões, na verdade, elas abrangem toda a gama cromática.
06:59Elas abrangem toda a gama cromática, mas nem adianta a gente falar disso agora.
07:02E uma outra coisa importante,
07:04não vai confundir regiões da tonalidade com funções harmônicas.
07:09As funções harmônicas poderão ocorrer de forma primária, secundária ou auxiliar,
07:17dependendo das regiões envolvidas.
07:22Não faz confusão.
07:24Isso tudo que eu falei aqui é para você entender que haverá uma utilidade prática,
07:30prática, dessa matéria.
07:32Você vai precisar dela e muito.
07:34Ela já vai te ajudar agora na definição dos campos harmônicos,
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