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A fase final da South America League reuniu apenas equipes brasileiras em São Paulo. Rafael Queiroz, general manager da Team Liquid Brasil, explicou como o país se tornou potência global em audiência, patrocínios e estrutura competitiva.

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Transcrição
00:00E o Brasil recebe, nesta semana, a fase final de um torneio internacional de jogos digitais aqui em São Paulo,
00:07com todas as equipes finalistas formadas por jogadores brasileiros.
00:11Esse setor cresce com mais eventos presenciais, com novos patrocínios e também maior interesse do público,
00:18como mostram pesquisas de mercado.
00:20E sobre esse assunto, eu converso agora com o Rafael Queiroz,
00:25que é responsável pela operação da Team Liquid aqui no Brasil.
00:28Oi, Rafael. Bom dia para você. Uma ótima terça-feira por aí.
00:32E muito obrigada por aceitar nosso convite de participar ao vivo aqui do Real Time.
00:37Bom dia, Paula. Obrigado pelo convite. Foi um prazer falar com vocês.
00:40O prazer é o nosso em te receber.
00:42Rafael, a final da South America League acontece aqui em São Paulo, como eu disse,
00:47com cinco equipes disputando as últimas fases e essas equipes são brasileiras.
00:52O que esse momento diz sobre a força e a maturidade do cenário competitivo brasileiro?
00:58Na verdade, o Brasil está entre as três maiores audiências do mundo, do universo de esportes.
01:07E a gente acaba que eventos presenciais como esse mostram a força de como a gente consegue levar público
01:13para dentro das arenas, como o engajamento é grande, uma força econômica pujante.
01:19Então, acredito que eventos como esse só corroboram para aquilo que a gente já vê hoje no mundo digital.
01:26Como vocês enxergam o papel da organização na consolidação dos esportes aqui no Brasil?
01:33É fundamental, quando a gente fala de um universo competitivo, um pouco diferente dos esportes tradicionais,
01:41a gente brinca fazendo um paralelo com o futebol.
01:44O futebol não tem um dono da bola.
01:46No caso de esportes, as empresas que são publicadoras do jogo, geralmente elas têm os direitos dos jogos.
01:53Então, quando a gente tem um ecossistema que é promovido por uma empresa privada
01:59para poder fomentar ali novos jogadores e, enfim, movimentar essa economia de mercado,
02:08acaba que as organizações de esportes são um ponto importantíssimo,
02:12porque sem elas você não consegue construir o universo competitivo,
02:16que é uma principal ferramenta de marketing para que esses jogos competitivos cresçam
02:20e ganhem cada vez mais público e mais receita.
02:22A gente anunciou aqui também, Rafael, que, segundo a PwC,
02:27o mercado de esportes deve dobrar de tamanho até 2027 aqui no Brasil.
02:32Esse crescimento já é sentido na operação de vocês, da Liquid?
02:37E onde que estão, então, as maiores oportunidades hoje?
02:41A Liquid é uma organização global que tem um braço de operação aqui no Brasil.
02:47Já são oito anos aqui, localmente falando.
02:50A gente sente, obviamente, a gente brinca que esportes, apesar de ser algo extremamente novo,
02:56vamos colocar assim, ele é um bebê muito saudável, que vem crescendo a passos muito largos.
03:01E a gente sente essas diferenças, obviamente, não só com a entrada de marcas não endêmicas,
03:06que eu acho que esse é um ponto importantíssimo.
03:08Até três, quatro anos atrás, você olhava e você via, obviamente,
03:11sempre as marcas endêmicas ali promovendo, o que te dá um limite do que você consegue exercer
03:16e fazer dentro do mercado.
03:18Então, a entrada de marcas não endêmicas, um pouco mais de divulgação no mainstream também,
03:25acho que isso é super importante para que as pessoas, para que a gente fure a bolha do nosso universo.
03:30E, obviamente, aí a gente tem fontes de receita que vende desde patrocínio, venda de merchandising.
03:35A gente mesmo aqui no Brasil, a gente é líder nisso.
03:38A gente está crescendo 20%, 25% ao ano.
03:40Então, de fato, quando a gente olha para esse mercado oito anos para trás,
03:45a gente jamais imaginou que ia estar no tamanho que está.
03:47E, quando a gente olha para frente, a gente também fala que o potencial é gigantesco.
03:51Então, a gente acredita muito que a gente ainda tem bastante espaço para crescer.
03:57Aproveitando, inclusive, que você falou dessa oportunidade entre marcas não endêmicas,
04:02vocês têm trabalhado na expansão da base de patrocinadores.
04:05E o que essas marcas, justamente essas que você acabou de mencionar na sua resposta anterior,
04:10o que elas estão buscando no eSport e por que a Team Liquid é uma vitrine tão atraente?
04:17Eu acho que o principal é a conexão com esse público mais jovem.
04:22As gerações E, Millennials, acho que são pontos importantes porque eles se relacionam com o universo
04:29de uma maneira completamente diferente, por exemplo, da minha geração.
04:32Então, a gente, obviamente, tem um senso de comunidade muito grande,
04:37o que faz com que a gente converse com eles de forma extremamente genuína.
04:41Então, eu brinco que hoje você não consegue simplesmente lançar um produto,
04:44você tem que fazer parte do universo deles para que esse produto seja consumido.
04:48Então, quando a gente olha para o universo,
04:51esse universo que está chegando, que está ganhando mercado cada vez mais,
04:56se associar uma marca como a Team Liquid ou como outras organizações de esportes
05:00que estão aí no mercado fazendo um trabalho bastante sólido há bastante tempo,
05:05promovem, na verdade, essa conexão de uma forma bem genuína
05:08e a gente consegue, obviamente, apresentar, às vezes, marcas que não estão conectadas
05:12nesse mundo a esse mundo de uma maneira bem natural.
05:15Rafael, e vocês têm uma comunidade muito fiel já, né?
05:19Como que vocês transformam essa comunidade num ativo estratégico?
05:25Olha, é uma pergunta super interessante, porque é um dos maiores desafios, né?
05:28A gente tem, hoje, a maior receita vem do B2B,
05:30então a gente ainda está, obviamente, com essa relação do B2B
05:34numa base de proporção muito maior em termos de receita,
05:38mas a gente olha para o médio prazo, como a gente consegue, de fato,
05:41converter essa receita para cada vez mais para B2C,
05:44como é no esporte tradicional de maneira geral, né?
05:46Então, gerar receita de bilheteria.
05:49Hoje, a gente tem um ativo muito importante dentro dos jogos,
05:52que são os ativos digitais.
05:53Todos os times que fazem parte com as publicadoras, né?
05:57A gente tem infinites cosméticos dos times,
05:59que é uma receita direta que a gente consegue gerar também.
06:03Mas é um desafio que, conforme o mercado vai amadurecendo,
06:07essas pessoas que a gente conversa hoje vão amadurecendo ao longo do tempo,
06:10a tendência também é que essa curva vá se invertendo cada vez mais.
06:13Então, a gente entende que continuar o trabalho de cativando,
06:18e não tendo essa experiência com os fãs de uma maneira super positiva,
06:22vai resultar também em um maior ganho de receita lá na frente,
06:25principalmente no B2C.
06:26Com certeza, Rafael.
06:28Te agradeço muito pelos esclarecimentos por essa entrevista.
06:32Desejo muito sucesso para vocês.
06:34E você aí de casa acompanhou a entrevista com o Rafael Queiroz,
06:38que é general manager da Team Liquid.
06:40Muito obrigada e até a próxima.
06:42Obrigado. Até mais.
06:43Tchau, tchau.
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