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01:50Ficou para depois, a expectativa é que ela seja mantida ao longo desta semana a ver.
01:56Começo, então, girando esse assunto.
01:58Vou chamar a Luciana para a gente começar falando um pouquinho dessas mudanças todas.
02:04Lu, será que significa uma derrota, aí digo aqui para São Paulo, para o relator Guilherme de Ritchie,
02:10que é secretário licenciado da Segurança Pública aqui de São Paulo,
02:14essa retirada de trechos que eram importantes para ele, como o trecho que equiparava ao terrorismo, por exemplo,
02:20e a própria questão da Polícia Federal?
02:24Bia, eu entendo, primeiro boa tarde a todos, eu entendo que o grande problema ali é que a própria Constituição Federal,
02:30lá no seu artigo 127, trata da temática do poder que nós temos ali do Ministério Público.
02:36Esse é o primeiro ponto que eu vejo que tem uma certa inconstitucionalidade sobre o tema.
02:41Mas não é só isso.
02:42O derrite tem sido cotado aí nos últimos dias como um possível candidato ao governo do Estado,
02:49caso o governador Tarcísio se lance aí candidato a presidente da República,
02:54que é o que ninguém sabe se vai ou não acontecer.
02:57Falar em derrota, só se for uma derrota eleitoreira, para usar isso em face do atual governo,
03:04por todos esses problemas de segurança pública que nós estamos enfrentando.
03:08Eu acho que é mais uma derrota política do que uma derrota propriamente para o Estado,
03:13porque a gente tem ordenamentos jurídicos, existem regras que precisam ser seguidas,
03:18e mais do que nunca, neste momento, a gente não pode agir de uma certa forma populista
03:23na elaboração de leis para atender os anseios da sociedade,
03:28que é o que mais acontece no Brasil quando a gente tem algum problema, pensando nas eleições.
03:32Então, eu acho que o problema existe? Existe.
03:36Mas tem que ser tratado de uma forma técnica, de forma que beneficie o principal foco disso,
03:43que é a população que está cansada de tanta violência.
03:46Então, assim, falar em perda eu não vejo, só se for realmente lá votos na boca de urna,
03:52lá no dia das eleições.
03:53Caso contrário, eu entendo que as alterações não são tão ruins para o Estado de São Paulo, não.
03:59Claro que eu também quero debater essa questão e essa retirada com a Tânia,
04:04principalmente esse pedaço que retirava, então, algum poder da Polícia Federal, né, Tânia?
04:09Agora devolveu, depois de diversas críticas. Como que você vê essa alteração?
04:14Esse assunto, realmente, nos últimos dias, mobilizou diversos atores da área da segurança pública,
04:21dentre os quais a nossa categoria, delegado de polícia, né, e mais especificamente da esfera federal.
04:27Então, o que ocorre, né, tentando resumir um tema de tamanha complexidade e importância.
04:34Sempre que se modifica uma legislação, a expectativa é de que venham mudanças boas,
04:41que seja aprimorada a redação relativa ao combate ao crime organizado, né,
04:46e agora se fala muito das facções.
04:48Então, cada norma, cada diploma jurídico que vem nessa área tem que realmente atender aos anseios da sociedade
04:57e também ter efetividade.
04:59Senão não adianta nada um texto que repete o que já existe ou faz alterações cosméticas
05:05ou até mesmo, como foi o caso que aconteceu nos últimos dias, que tenha trechos desastrosos.
05:11Agora, eu penso muito que esses trechos problemáticos, vários, foram superados.
05:16Isso é positivo.
05:18O relator, depois, né, de tantos contatos e manifestações,
05:23e é importante que seja assim, de maneira democrática, ele corrigiu várias coisas.
05:26Mas o problema da pressa é justamente esse.
05:28São 40 páginas agora, né, 40 páginas de questões, assim,
05:33que se você mudar um fundo de segurança pública da esfera federal,
05:37você afeta o pagamento de diversas operações da Polícia Federal,
05:42dentre outras atividades que estão previstas na Constituição
05:45que são obrigatórias, né, da atribuição da Polícia Federal.
05:49E, assim, sucessivamente com relação a outros atores da segurança pública.
05:53Então, o problema da pressa, né, que até a gente vem conversando, falando com as pessoas,
05:58o problema é justamente esse.
06:00É importante, é urgente? Sim, tá certo.
06:02Mas não pode ter tanta pressa que você suprima discussões.
06:07Então, por isso que, quando a gente vê, por exemplo,
06:09bancada da bala discutindo esses assuntos,
06:11eles fazem audiências públicas, ouvem representantes de classe,
06:15ouvem aqueles que estão na linha de frente das diversas polícias.
06:18Então, é isso que está fazendo falta agora, nesse momento.
06:22Então, por mais que, eventualmente, se tenha uma boa intenção,
06:25mas o tema é extremamente complexo.
06:27Se você mudar uma coisinha que gere um efeito dominó,
06:30depois para sanear isso, é muito complicado.
06:32Então, por isso a preocupação de todos os envolvidos nessa área, né.
06:36Queria falar um pouco dessas mudanças cosméticas, né,
06:41que foram citadas e jogar para a Alessandra,
06:43para a gente tentar entender um pouco o cenário.
06:45Porque a gente sempre fala aqui no linha de frente
06:47que toda vez que a gente tem algo, um problema no país,
06:51alguma coisa muito forte, muito viral,
06:53começou toda essa discussão do PL Antifacção depois da operação no Rio de Janeiro,
06:58a gente vai lá para o Congresso e aprova leis.
07:01Algumas das meninas, principalmente advogadas aqui,
07:03já falaram que nem sempre isso é efetivo.
07:05Mas, para a população, Alessandra,
07:06isso gera uma sensação de que algo está sendo feito,
07:10mesmo que talvez efetivamente nada esteja, de fato, ali sendo alterado.
07:14O que dá para a gente analisar disso?
07:17Olha, Bia, dá para analisar o seguinte,
07:19que existe uma polarização.
07:21São grupos de pessoas que estão gostando desse endurecimento das leis
07:28e um outro grupo que já se sente criminalizado,
07:32que se sente exposto, inseguro quanto a todas as mudanças.
07:36Então, isso gera consequências de ansiedade, medo, vulnerabilidade,
07:42principalmente dessas pessoas que moram nas comunidades.
07:46Porque ali existe uma rotulação, um estereótipo,
07:53poxa, território de criminosos, de terrorismo,
08:00e isso acaba sendo ruim para essas pessoas.
08:03Então, existe essa polarização de opiniões aí.
08:07A gente separou também um trechinho de uma fala do governador do Rio de Janeiro,
08:12já que citei ele agora há pouco, Cláudio Castro,
08:14depois de uma das reuniões sobre esse assunto durante a semana.
08:17Vamos acompanhar.
08:19Nós não discutimos texto, ninguém discutiu texto.
08:23Nós discutimos problemas que nós temos
08:26e algumas soluções para esses problemas que nós achamos.
08:29E o presidente Hugo, então, entendeu, se sensibilizou com o nosso pleito
08:34e ficou de conversar com o relator e também com o colégio de líderes
08:40para tentar, então, dar esse prazo de 30 dias.
08:44E o que nós pedimos é que tanto o Poder Judiciário fosse ouvido,
08:49os governadores, secretários de segurança, operadores de segurança pública,
08:54e também tentar fazer uma conversa prévia com o Senado
08:58para que a gente tente sair com um projeto daqui
09:01que tenha, aí sim, uma tramitação rápida depois de acordado
09:07e que seja um projeto, que seja uma lei, efetivamente,
09:11que venha ao encontro daquilo que a gente precisa
09:15para ajudar no trabalho da segurança pública.
09:19Esse pedido de adiamento que a gente ouviu aí na voz
09:22de Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro,
09:24ele foi embasado, fomentado por outros governadores,
09:27como Romeu Zema, de Minas Gerais, Jorginho Melo, de Santa Catarina,
09:31Ronaldo Caiado, de Goiás, não teve ali no momento
09:34o reforço de Tarcísio de Freitas, aqui de São Paulo,
09:37que decidiu até não comparecer a essa reunião,
09:41mas depois, na quinta-feira, Tarcísio acabou dizendo
09:44que fazia sentido esse adiamento
09:47e que também faz sentido essa discussão com o Senado,
09:50justamente para já construir um texto
09:52que tenha poucas modificações para frente,
09:55e aí queria que a gente entendesse um pouco
09:56esse cenário, Maria, dos governadores,
09:59eles têm aparecido muito também com a união da direita,
10:02mas divergiram ali em um ponto,
10:04agora o discurso voltou ao normal,
10:07como que a gente enxerga essa situação
10:10e até mesmo os governadores de direita
10:13estarem ali sendo recebidos toda hora por Hugo Mota,
10:15que deu a relatoria para o The Hit,
10:17dá um panorama para a gente.
10:19Me preocupa um pouco, Bia,
10:21porque me parece aquele cenário típico
10:24de muito cacique para pouco índio.
10:27Veja, eu vou discordar de alguns pontos
10:30que as minhas colegas trouxeram aqui na mesa.
10:32O primeiro deles é quando a doutora Luciana falou
10:34a questão de derrota política.
10:36Eu acho que ainda é cedo a gente falar
10:37de derrotas políticas,
10:38porque justamente ainda vão ter muitas discussões
10:41pela frente, a própria extensão do prazo
10:44de aprovação desse projeto de lei.
10:47Não sabemos como vai ser o resultado final desse projeto,
10:49então ainda é cedo para falar
10:50se vai ser um tiro do pé na carreira do The Hit
10:53ou um tiro do pé no governo.
10:55E ambos os lados estão aí com os olhos grandes
10:58nesse projeto e aqui eu incluo também os governadores.
11:02Eu acho que a Tânia também falou
11:04sobre a questão da gente falar
11:06sobre um distanciamento,
11:08ter mais tempo para discutir esse projeto.
11:09Veja, eu acho válido,
11:11só que a gente está sentado há um ano
11:13nessa discussão sobre a PEC da segurança
11:15e nada foi resolvido,
11:17justamente porque o consórcio de governadores
11:19e com toda razão,
11:21porque os governos do Estado
11:22têm sim que ser consultados e ouvidos,
11:24afinal de contas eles cuidam da polícia militar,
11:27que é um órgão importantíssimo
11:28no combate ali frente a frente ao crime.
11:31Então eles têm que ser sim ouvidos,
11:32mas há um ano o governo federal está sentado
11:35na PEC da segurança pública.
11:37A mesma coisa também com a DPF das favelas
11:39e aqui eu incluo também o judiciário.
11:40Ou seja, faz um ano a morosidade
11:42da lei no Brasil
11:44não consegue acompanhar a rapidez
11:46do crime organizado,
11:48porque enquanto está aí todo mundo
11:49se degladiando para ver quem é o rei,
11:51quem ganha na disputa e na narrativa
11:54de quem combateu a questão
11:55da insegurança pública,
11:57o crime organizado está aí muito bem organizado,
11:59obrigado,
12:00trabalhando em cima de tecnologias
12:01e andando muito mais rápido
12:03que o nosso legislativo brasileiro,
12:05que é extremamente moroso e lento
12:07por conta de N razões
12:10e uma delas é essa disputa pelo protagonismo.
12:12Respondendo a questão da sua pergunta, Bia,
12:15eu acho importante os governadores
12:16estarem envolvidos nesse debate,
12:17como eu bem falei,
12:18temos nomes de peso,
12:20aí pelo menos citamos três presidenciáveis,
12:22então que bom,
12:23espero que todos estejam aí dispostos
12:25a arregaçar a manga
12:26e pensar num projeto de lei
12:27que não acabe virando uma anomalia
12:29com um monte de ideias
12:32que são eficientes
12:35para o combate ao crime organizado,
12:36mas que também na prática
12:37não vão solucionar o problema.
12:40Então eu espero que de fato
12:41arregassem as mangas
12:42pensando num Brasil,
12:43num combate à violência,
12:45num Brasil a longo prazo
12:46e não nas eleições de 2026,
12:49mas estou sendo um pouco idealista.
12:51Diga, Lu,
12:52também pediu a palavra sobre o assunto.
12:55O que eu entendo que é mais importante
12:57é que nós precisamos cuidarmos,
13:00debruçarmos sobre a pauta
13:01da segurança pública?
13:02Sim, com certeza.
13:03Ninguém aguenta mais a situação
13:05do jeito que está no país,
13:06principalmente depois
13:07do que aconteceu no Rio de Janeiro
13:08e o que está acontecendo
13:09no Estado de São Paulo.
13:11Mas tem que ser uma lei
13:12que ela cumpra,
13:14ela seja uma lei efetiva,
13:15uma lei que tenha viabilidade técnica,
13:18porque do jeito que ela foi colocada ali,
13:21afrontando a Constituição Federal,
13:23ela já nasce morta.
13:24Eu não posso ter uma lei
13:25cuidando de competência
13:27da Polícia Civil,
13:28da Polícia Federal,
13:29do Ministério Público,
13:30quando você tem a Constituição Federal
13:32que lá determina
13:34quem é competente para quê.
13:36Caso contrário,
13:37a gente apenas vai ser
13:38mais um ativismo legislativo
13:41feito num momento aí,
13:43como já aconteceu no passado,
13:44quando teve a Lei Carolina Dickmann,
13:46a própria Lei Maria da Penha,
13:48a Lei não sei do quê,
13:48e aí as coisas têm no papel,
13:51servem para concurso público,
13:52para estudante de direito
13:54passar na UAB
13:54que tem que decorar,
13:56e na prática não funciona em nada,
13:58em nada.
13:59Precisa ser feita as adequações,
14:01os governadores têm que sim participar,
14:03tem,
14:03mas não só os governadores,
14:05a própria polícia precisa ser ouvida,
14:07e ser ouvida dos dois lados,
14:09porque caso contrário,
14:10eu vou criar algo,
14:11vou colocar no papel,
14:13e que vai ser apenas
14:14para ganhar votos,
14:15sim,
14:16nas eleições,
14:17porque nós estamos em eleições,
14:18não é nem mais,
14:19antes eu falava em pré-campanha,
14:20agora eu digo que é eleições,
14:22independente de prazo,
14:23estabelecido no Brasil,
14:24para a justiça eleitoral.
14:25Mas você sabe,
14:26viu, Lu,
14:27eu acho que esse é um problema do Brasil,
14:29eu concordo com você,
14:30eu espero que não se torne uma anomalia,
14:31que foi o que eu disse na minha fala,
14:32mas esse é o problema do Brasil,
14:34o Brasil é amplamente conhecido,
14:35internacionalmente,
14:36como um dos países
14:37com o maior volume de leis.
14:39Temos leis para tudo,
14:40e essas leis,
14:41elas se degladeiam entre si,
14:43ou seja,
14:44estamos repetindo a nossa
14:45constituição social aí,
14:47com esse debate,
14:48e essa possível anomalia legislativa.
14:51Eu vou colocar aqui também
14:52uma outra declaração
14:54que surgiu no meio
14:55de todo esse debate,
14:57vou primeiro ler a declaração,
14:58abre aspas,
14:59olha,
14:59o crime organizado
15:01e o problema
15:02da segurança pública
15:03não vão ser solucionados
15:05do dia para a noite,
15:06apenas com a aprovação
15:08de uma lei,
15:08por melhor que sejam
15:10as intenções,
15:11ou o melhor texto
15:12que contém essa lei,
15:13fecha aspas.
15:14O autor dessa frase
15:16não é uma pessoa qualquer,
15:17trata-se do promotor
15:18Lincoln Gakia,
15:19um dos maiores especialistas
15:21no Brasil
15:22no combate
15:22a facções criminosas.
15:24Ele que foi ameaçado
15:25pelo PCC
15:26e vive constantemente
15:28sob proteção policial.
15:30Gakia cobra
15:30a maior presença
15:31do Estado
15:32nos territórios
15:33dominados pelo crime,
15:34além da integração
15:36entre as forças
15:37de segurança.
15:38Vou jogar
15:39para a gente falar melhor
15:40dessa frase
15:41para a Tânia,
15:42por favor.
15:43Essa frase
15:43é muito impactante,
15:45né?
15:45E eu acrescentaria,
15:47assim,
15:47que tem que ter investimentos
15:49e parece que eu estou falando
15:50de maneira classista,
15:52corporativista,
15:52mas não é.
15:53Porque a gente vê
15:54no dia a dia
15:55das diversas polícias
15:56a falta que faz
15:57um recurso
15:58para coisas mais simples
15:59como diárias
16:00dos policiais,
16:02indenização
16:03de sobreaviso.
16:04É que talvez
16:05as pessoas não se tenham
16:06tão familiarizadas,
16:07mas o efetivo,
16:08por exemplo,
16:09a Polícia Federal
16:10não é tão grande
16:11para a extensão do país,
16:12mas faz uma diferença
16:13danada, né?
16:14Na repressão a crimes
16:15e, sobretudo,
16:16o destaque que tem tido
16:17em Polícia Judiciária,
16:19nas operações
16:20das grandes investigações.
16:22Mas,
16:22para que esses trabalhos
16:24sejam bem elaborados,
16:26bem concluídos,
16:27não basta o sangue
16:28que cada policial,
16:29cada delegado,
16:30cada gente dá
16:30ali no seu trabalho.
16:32Tem que ter,
16:33realmente,
16:33um investimento.
16:34Se você chegar
16:34num ponto
16:35que você fica
16:36seis meses
16:36sem o pagamento
16:37de uma indenização
16:38de sobreaviso
16:39e o policial
16:39está trabalhando
16:40além do seu horário,
16:42você vai levar
16:42o esgotamento
16:43de alguém
16:43que depois
16:44pode ter até
16:44um problema
16:45de saúde mental,
16:47um burnout.
16:48A gente vê muitos casos
16:49e isso chega a ser
16:51a beira do desumano.
16:52E falando assim,
16:52parece que estou exagerando,
16:53mas é a realidade.
16:54Tem outras profissões também,
16:56mas é que,
16:56no caso específico
16:57do policial,
16:58tem a questão
16:58do sacrifício
16:59da própria vida.
17:00Enfim,
17:01então tem que ter
17:01um olhar também
17:02para esse indivíduo
17:03que está lá
17:03trabalhando,
17:03fazendo investigação,
17:05deixando de ter
17:06contato com a família,
17:08de ter descanso,
17:09porque está indo
17:10em diversas superações,
17:11fazendo várias
17:11investigações complexas,
17:12muitas vezes sendo
17:13até pressionado
17:14por desempenho
17:15e tudo mais.
17:17Enquanto isso,
17:18todos disseram
17:19que os criminosos
17:20estão lá
17:20em outro ritmo.
17:22Então,
17:22a gente vê
17:23essa operação
17:23do Rio de Janeiro,
17:24os caras tinham
17:24um drone e estavam
17:25ali jogando granadas
17:26em cima dos policiais.
17:28Então,
17:28a realidade,
17:29ela impõe
17:30muitas mudanças mesmo
17:31e os investimentos
17:32nos trabalhos
17:34realmente tem
17:35que acontecer.
17:36E isso não só
17:36na tecnologia
17:37como na estrutura,
17:38mas também o olhar
17:39para quem está trabalhando
17:40e reposição
17:41dos cargos
17:42com concursos públicos
17:43e tudo mais.
17:45Inclusive,
17:46eu queria,
17:46Alessandra,
17:47enquanto a Tânia falava,
17:48comentava aqui
17:49sobre burnout
17:50nessa área
17:51para os servidores
17:52e sobre toda essa ótica
17:54que a gente fala bastante,
17:55inclusive,
17:56citando não só
17:58o burnout,
17:59mas problemas mesmo
18:00psicológicos
18:01e falta de atendimento
18:02psicológico
18:03para profissionais
18:04da polícia
18:06de diversas esferas,
18:08né, Alessandra?
18:08Isso mesmo.
18:09Como a Tânia
18:10estava dizendo,
18:11tem que olhar
18:12para a saúde mental
18:13dessas pessoas
18:14que estão à frente
18:16desse trabalho
18:17que é desgastante,
18:19há um desgaste
18:20emocional e psicológico
18:21porque eles investem
18:23realmente
18:25o tempo deles
18:26no trabalho,
18:27porém,
18:28o que é investido
18:28em cada um deles?
18:30Na pessoa,
18:31no ser humano.
18:32então nós precisamos
18:34rever, né,
18:35tudo isso que envolve
18:36o trabalho,
18:38a carga emocional,
18:40a carga de trabalho
18:41também,
18:42tudo isso tem que
18:43se levar em conta,
18:45além também,
18:46claro,
18:46ali do salário,
18:47né,
18:47que acredito que,
18:49não sei,
18:49no estado de São Paulo,
18:50eu sei que está
18:51defasado nos outros
18:52estados também,
18:53né, Tânia?
18:55Há também
18:56essa questão salarial,
18:57então é uma
18:59complexidade
19:00que nós temos que ver
19:01o todo, né,
19:03desse funcionário,
19:04dessas pessoas
19:04que estão aí à frente,
19:06se desgastando
19:07emocionalmente,
19:08estão aí
19:09enfrentando
19:10esses criminosos,
19:11só que o que está
19:12sendo investido,
19:14né,
19:14para a segurança
19:15emocional
19:16da sua saúde mental,
19:18da sua qualidade de vida.
19:19E aí,
19:20Maria,
19:20também vou jogar
19:21para a gente
19:22ainda falar do Gakia,
19:23para você,
19:24tem uma outra frase dele
19:25interessante,
19:25que o Brasil precisa
19:26debater se quer uma
19:27legislação de guerra
19:28em tempos de paz.
19:29Nossa,
19:29sim,
19:31de fato,
19:31vivemos isso,
19:32né,
19:32dados já comprovam,
19:3430% do território
19:35brasileiro hoje,
19:36as pessoas estão
19:37sob o crivo
19:38do crime organizado,
19:39o crime organizado,
19:40eu sempre digo isso aqui,
19:41se fosse uma empresa,
19:42seria uma das que mais
19:43lucra no Brasil,
19:44com cerca de receita,
19:45que se sabe,
19:46de 60 bilhões de reais,
19:48fora que está presente
19:48em mais de 20 países,
19:50ou seja,
19:50também uma multinacional,
19:51exportamos produtos
19:53de qualidade,
19:53não é mesmo o Brasil,
19:55sendo muito sarcástico
19:56aqui para os nossos
19:57ouvintes,
19:57mais de fato,
19:59e aqui,
19:59Bia,
20:00eu destaco que o papel
20:01da inteligência
20:02nesse momento
20:03que a gente vive,
20:04ouvindo alguns
20:05especialistas falarem,
20:07e até próprio
20:08mencionar aqui
20:10os casos
20:10no combate local,
20:12o crime organizado,
20:13ele está nos locais,
20:14quem é que cumpra
20:15ali,
20:16é o local,
20:16por exemplo,
20:17a própria GCM,
20:18destacar o papel
20:19da municipalidade
20:20nesse contexto,
20:21né,
20:21a GCM que agora
20:22teve a questão do debate
20:24de virar polícia
20:25ou não,
20:26de qualquer maneira,
20:27está ali nas investigações
20:28com a troca do tráfico
20:30na Cracolândia,
20:31que também cessou
20:32a Cracolândia,
20:33enfim,
20:33a questão do local
20:34no combate
20:35às operações,
20:35então,
20:36é desenvolver um plano
20:37de inteligência
20:38que incorpore
20:38todos os nossos
20:39entes federativos,
20:40do municipal
20:41ao estadual
20:42ao federal,
20:43e também aqui
20:44mencionar a questão
20:45da operação
20:45carbono oculto,
20:47e como a operação
20:47também de inteligência
20:49e investigativa
20:50funciona
20:51para a gente
20:51conseguir ali
20:52ver o tipo
20:54de, assim,
20:56refinamento
20:57que o crime organizado
20:57chegou e combater
20:58de fato
20:59os bambambans
21:00do crime,
21:01as cabeças
21:02do crime,
21:02quem está lá
21:03no helicóptero,
21:04na Faria Lima,
21:05porque esses daí
21:05são os cabeções
21:06que conseguem
21:07pensar estrategicamente.
21:09Veja,
21:09o crime organizado
21:10já está
21:10diante de nós,
21:12já vivemos 30%,
21:13já faz parte
21:14de muitos
21:14do comércio legal
21:16que a gente nem
21:17faz ideia
21:17que é.
21:19E olha,
21:19no meio de todo
21:20esse impasse político
21:21que a gente está citando,
21:22de declarações
21:23e opiniões diversas,
21:24uma cidade
21:24do interior
21:25aqui de São Paulo
21:26vive literalmente
21:27no fogo cruzado
21:28entre facções.
21:30Rio Claro,
21:30que tem cerca
21:31de 200 mil habitantes,
21:33tem sido palco
21:33de disputas
21:34entre o PCC
21:36e o Comando Vermelho.
21:37Neste ano,
21:38de janeiro a setembro,
21:39a cidade teve
21:4024 assassinatos,
21:4226% a mais
21:43que no mesmo
21:44período do ano passado
21:45e uma taxa
21:46de homicídios
21:47quase três vezes
21:49maior do que a média
21:50do estado
21:51de São Paulo.
21:53Inclusive,
21:54eu de férias
21:55semana passada
21:55em Fortaleza
21:56ouvia dos moradores
21:58a seguinte frase
21:59de todo mundo
21:59que eu pegava
22:00transporte por aplicativo,
22:02outros servidores
22:03que eu conheci,
22:03que lá eles estão
22:04sentindo esse terror
22:06na pele.
22:06Eles falam que Fortaleza
22:07e no geral
22:08o estado do Ceará
22:10estão sentindo ali
22:11a guerra
22:11entre pelo menos
22:12três facções diferentes.
22:13Me lembrei
22:14desse relato agora
22:15da semana passada
22:16então nas férias.
22:17Aí, Lu,
22:17queria comentar um pouco
22:18com você.
22:19Também a gente
22:19está falando
22:20da situação política,
22:21mas tem a situação
22:22da população
22:23que vive
22:24ou sob uma facção
22:25só ou pior
22:26nesses casos
22:27que a gente citou agora,
22:28sobre esse medo
22:29ali de como lidar
22:30com uma situação
22:31como essa.
22:32A cidade específica
22:34de Rio Claro,
22:35ela não tinha
22:36até então
22:37um líder
22:38de uma das facções
22:39naquele local.
22:41Então,
22:41ela se tornou
22:42um ponto estratégico
22:43tanto para o PCC
22:44quanto para o Comando Vermelho.
22:46e a principal vítima
22:48ali,
22:49quem é?
22:49São a população,
22:52são as pessoas
22:52que residem no local.
22:54Eu resido
22:54numa cidade
22:54do interior
22:55onde,
22:57anos atrás,
22:57nós podíamos dormir
22:58com as janelas
22:59das portas abertas
23:00das casas,
23:01as janelas e portas.
23:04Hoje,
23:04nem num condomínio
23:05de alto padrão
23:06que tem aí
23:07uma das principais
23:08empresas
23:09de segurança
23:10do país
23:11que é
23:11administrado
23:13por israelenses,
23:14você tem segurança.
23:15Eu posso falar
23:15em causa própria
23:16porque houve
23:17dentro da minha casa
23:18um arrastão
23:19que envolveram
23:20quatro ou cinco casas
23:21com 14 homens armados
23:23com fuzis
23:24AR-15
23:25que entraram
23:25nas residências,
23:26renderam mulheres,
23:27crianças.
23:28Então,
23:28você não tem lugar nenhum.
23:29Aí você vai
23:30para uma cidade interior
23:31um pouco mais afastada
23:33onde você não tem
23:34um posto
23:34da Polícia Federal,
23:36você não tem
23:36talvez uma guarda
23:38municipal
23:38tão efetiva
23:39que sofrem,
23:41que são os que
23:41menos recursos
23:42têm no nosso país.
23:43a própria Polícia Militar
23:45então não tem
23:46uma fiscalização,
23:47eles não conseguem
23:48controlar.
23:49Hoje,
23:49você pega
23:50o crime organizado
23:51tem drones,
23:53a polícia
23:54dependendo da cidade
23:56não consegue
23:56ter uma arma
23:57de baixo calibre.
23:59Como que ela vai
23:59para o front
24:00com essas pessoas?
24:02Então,
24:02a gente vê hoje
24:03a população acuada,
24:05a polícia local
24:07acuada
24:08e o crime organizado
24:09crescendo.
24:10Então,
24:10nós precisamos
24:11de 20 anos
24:12para conseguir
24:12se equiparar.
24:13Agora,
24:14o desvio de dinheiro
24:15tem,
24:15nós temos aí
24:16mil situações
24:17sendo divulgadas
24:18na mídia
24:18de atos de corrupção,
24:20sendo que esse dinheiro
24:21poderia ser investido
24:23em educação,
24:24investido em saúde,
24:25investido na própria polícia,
24:27porque o policial
24:28sai,
24:29tirou a farda
24:30e ele vai para casa,
24:31ele tem medo
24:32de ser abordado na rua,
24:33ele tem medo
24:34de andar
24:35com a farda dele
24:36na rua.
24:37Um promotor de justiça
24:38quando se aposenta
24:39e ele é ameaçado,
24:41ele não tem escolta
24:42depois,
24:42um juiz
24:43a mesma coisa,
24:44um delegado federal
24:45piorou.
24:46Então,
24:47assim,
24:47o salário
24:48não é condizente
24:49com a segurança
24:50do próprio agente público
24:52ali na defesa.
24:53Foi falar
24:54da questão psicológica
24:55desses agentes.
24:56Gente,
24:57imagina você sair de casa
24:58e deixar a sua família
24:59sem saber o que volta.
25:00As imagens lá
25:02do Rio de Janeiro
25:02de policiais,
25:03de delegados feridos,
25:04gravemente feridos,
25:06é de cortar o coração.
25:08Eles caíram
25:08numa verdadeira emboscada.
25:09Então,
25:10assim,
25:11nós precisamos
25:11sopesar
25:12quem é que,
25:13nesse momento,
25:14merece respeito.
25:15É a população,
25:17é a polícia,
25:18junto com a população,
25:20ou é a bandidagem?
25:21Porque a bandidagem
25:22tomou conta do país.
25:23E concordo com a Maria
25:24quando ela fala
25:25que os bandidos
25:27estão na Faria Lima.
25:28Eu já falei aqui
25:29em outros programas
25:30que nós começamos lá
25:31com os contadores,
25:32contadores e advogados
25:34aliciados
25:35que assinam contratos sociais
25:37para aberturas de empresas
25:39que para lavagem de dinheiro.
25:41Então, de novo,
25:42nós temos complais
25:43que precisavam ser aplicados
25:44no país que não é aplicado.
25:46Nós temos um governo aí
25:47que mandou hoje,
25:50teve uma decisão
25:51com todo respeito.
25:53Uma delegada
25:53que é casada
25:55com um faccionado,
25:58dono de uma facção,
26:00vamos dizer assim,
26:01foi autorizada
26:02a assumir o cargo.
26:03Então, desmoraliza
26:04a própria categoria
26:05da polícia.
26:07Bom, e como a gente
26:08estava debatendo há pouco,
26:09a equiparação
26:10das facções criminosas
26:11com organizações terroristas
26:13foi retirada
26:14por The Hit
26:15do UPL Antifacção.
26:17Mas o que acham
26:17os brasileiros
26:18da proposta
26:19de igualar
26:20os crimes desses grupos?
26:22Bom, 73% deles
26:24acreditam
26:25que as facções
26:25e milícias
26:26devem ser consideradas
26:28terroristas,
26:29enquanto 20%
26:30acham que não devem.
26:32E ainda,
26:33em outra análise,
26:3486% avaliaram
26:36que a polícia
26:37prende bem,
26:38mas que a justiça
26:39solta,
26:40porque a legislação
26:41brasileira
26:41é fraca.
26:43Dados, então,
26:44de uma pesquisa
26:44que a gente colocou
26:45aí na tela
26:46para vocês.
26:47Aí vou chamar
26:48a Alessandra,
26:49que também estava
26:49agora há pouco
26:50já sinalizando
26:51que queria falar.
26:53Alessandra,
26:54analisa um pouco
26:54para a gente
26:55essa pesquisa também.
26:56Então, a população
26:57quer medidas
26:59mais duras?
27:00Dá para a gente
27:00entender isso?
27:02pela pesquisa,
27:04sim.
27:05Porém,
27:06como eu disse,
27:07essa questão
27:08do rótulo
27:09também dizendo
27:10que essas comunidades
27:11é de território
27:12terrorista
27:13também
27:14trazem consequências
27:16danosas ali,
27:18psicológicas,
27:19para quem convive,
27:20para quem é da comunidade,
27:21certo?
27:21Então,
27:22mas eu gostaria também
27:23de falar sobre
27:24o que a Luciana
27:25estava dizendo
27:25sobre as comunidades,
27:27as pessoas,
27:28a população.
27:29isso gera um trauma
27:30coletivo,
27:31que a gente chama,
27:32porque ali
27:33afeta até a economia
27:34dessa cidade,
27:36das comunidades,
27:37da população.
27:38Por quê?
27:39Porque sem saúde mental
27:40não há produtividade.
27:43Isso é certo.
27:44Então, as pessoas,
27:45elas começam a se isolar,
27:47a se cooperar menos,
27:48então,
27:49e isso afeta
27:50a produtividade delas,
27:51porque isso pode gerar
27:53até o TEPT.
27:54Se vocês não sabem,
27:54é um transtorno
27:55de estresse pós-traumático.
27:56Então,
27:57isso é uma evidência
27:59que acontece
28:00com essas pessoas
28:01que estão vivendo
28:03sobre violência,
28:05com medo
28:06e ansiedade,
28:07gerando esses transtornos.
28:09Então,
28:09é algo
28:10que a gente tem que falar
28:11sobre a questão
28:12da saúde mental também,
28:14porque isso afeta
28:15como um todo,
28:15todos nós,
28:16todas essas pessoas
28:17que estão aí,
28:18tanto em comunidades,
28:19como também
28:20em Rio Claro.
28:21O que nós estamos
28:22vivenciando hoje
28:23é muito sério
28:24nesse país.
28:25Maria,
28:25o que dá também
28:26para a gente tirar
28:27dessa pesquisa?
28:28Se a gente coloca ali
28:29que tem um percentual
28:30maior das pessoas
28:31a favor de igualar
28:34e agora a gente tem
28:35essa retirada
28:36por parte do relator,
28:38será que a gente consegue
28:39fazer uma relação
28:39do Congresso?
28:40Os governadores estão
28:41ouvindo ou não
28:41a população?
28:42Ou é momento ou não
28:43de ouvir a população
28:44nesse sentido?
28:44Precisa de um especialista?
28:46Sim.
28:47Você sabe que essa pesquisa
28:47também me lembrou
28:49uma pesquisa feita anteriormente,
28:50logo após a operação
28:52que teve no Rio de Janeiro
28:53há três semanas atrás,
28:54que vimos todas as imagens
28:55e tudo mais,
28:56que a população
28:57aprovou a ação.
28:59Ou seja,
29:00a população brasileira
29:01clama por mudanças.
29:03Se os nossos governantes
29:04estão atendendo isso
29:05da maneira ágil
29:06e necessária,
29:08não sei.
29:08Porque a população
29:09sente na pele.
29:10Minhas colegas na mesa
29:11descreveram aqui
29:12a situação do medo.
29:13Nós temos medo
29:14de sair de casa.
29:15Então, o crime,
29:16de fato,
29:17toma conta do Brasil
29:18e a situação
29:20está bem mais gritante
29:21do que a gente imagina,
29:23porque as respostas
29:24estão vindo muito demoradamente.
29:26Eu sou a favor
29:27da gente rever
29:28essa questão
29:29da classificação
29:30de uma facção.
29:32A gente não tem nem definição
29:33na lei do que é uma facção
29:34criminosa,
29:34veja bem.
29:35Então, eu sou a favor
29:36da gente equiparar, sim,
29:37com organizações terroristas.
29:40Eu acho que
29:41é um debate válido.
29:42países como a Colômbia
29:43e o México
29:44fizeram algo similar
29:45e conseguiram ali
29:47uma certa vitória
29:48em relação ao crime.
29:50Mas, infelizmente,
29:50o crime é um câncer
29:51e muito lucrativo.
29:53E não só no Brasil,
29:54como na América Latina,
29:55principalmente,
29:56o crime compensa.
29:57Então, é preciso
29:59que a gente tenha
29:59medidas duras.
30:00Por isso,
30:01a importância
30:01da gente equiparar
30:02ou pensar
30:03numa classificação
30:05que seja muito similar
30:06a uma questão terrorista.
30:08Porque, apesar de não ter
30:09motivação política,
30:10e aqui eu faço
30:11um adendo bem adendo,
30:12o Comando Vermelho
30:13surgiu como motivação
30:14política, tá?
30:15Então, aqui,
30:16só um adendo que eu quero dizer.
30:17Apesar de não ter
30:18100% uma motivação política,
30:20mas gera terror
30:21no território.
30:22E gerar terror é o quê?
30:24Você consegue
30:25coibir agentes públicos
30:27a agir de uma maneira
30:28que não seria
30:28se não tivesse terror
30:29no território.
30:30Então, sim, Bia,
30:31eu concordo aí
30:31com 73%.
30:32Eu espero que, assim,
30:35nesse debate
30:36para esse PL
30:36das antifacções
30:37seja considerado
30:39o exemplo dos países
30:40que eu citei aqui
30:41e que a definição
30:42não se torne
30:42uma anomalia.
30:44Mas eu queria
30:44só finalizar a minha frase
30:45dizendo que
30:46o governo
30:47não quer
30:48que a gente classifique
30:49como o terrorismo.
30:51E está na hora
30:51da esquerda
30:52entender
30:52que as ações policiais
30:54têm, sim,
30:55o seu valor
30:55e precisam ser valorizadas.
30:58Cânia,
30:58para você,
31:00essa opinião
31:00da população,
31:02de que a polícia
31:03prende,
31:03mas a justiça solta,
31:04ela reverbera
31:05no meio também?
31:06É uma coisa
31:07que vem vindo
31:08da própria categoria
31:09também?
31:09É, realmente,
31:11houve muitas mudanças
31:13legislativas
31:14que acabaram
31:14até dificultando
31:16que se fossem feitas
31:17prisões,
31:18por exemplo,
31:19preventivas.
31:20Então,
31:20tem tantos requisitos
31:22agora,
31:23isso foi naquele
31:23pacote anticrime,
31:24né?
31:24Teve tantas mudanças
31:26que até para você
31:27conseguir a prisão
31:28preventiva de alguém
31:29hoje já é mais complicado.
31:30E eu até estava,
31:31durante o nosso debate,
31:32que eu estava me recordando
31:33da lei de combate
31:34ao crime organizado,
31:35que ela foi fruto
31:36daquelas manifestações
31:37de 2013.
31:39Aquilo só saiu,
31:40só andou realmente,
31:42só saiu do Congresso
31:42Nacional com aquele
31:43clamor popular,
31:44aquelas pessoas
31:45lotando as capitais,
31:47as cidades,
31:47e principalmente Brasília,
31:49reivindicando que
31:50fossem feitas leis
31:51que efetivamente
31:52auxiliassem no combate
31:54à corrupção
31:55naquela época
31:56e ao crime geral.
31:57E vejam que hoje
31:57já o problema,
31:58né,
31:58que está mais envolvido
32:00nesse clamor
32:00não é relacionado
32:02à corrupção,
32:03mas agora o foco
32:03é a violência,
32:04as facções,
32:06lavagem de dinheiro,
32:07né,
32:08a corrupção também existe
32:09porque há agentes públicos
32:10que se envolvem
32:11com as facções,
32:13a política muitas vezes,
32:14não estou demonizando
32:15a política,
32:15mas muitas vezes há,
32:17né,
32:17como até conversamos aqui
32:18antes de começar o programa,
32:19há também com a mudança,
32:21a flexibilização
32:22que fizeram
32:22na lei da ficha limpa,
32:24há uma abertura
32:25muito grande
32:25para entrarem pessoas
32:26que acabaram de sair
32:27do cumprimento de pena
32:28para poderem se candidatar.
32:30Então,
32:31tem diversas situações
32:32bem complicadas,
32:34né,
32:34agora essa questão
32:35realmente é o clamor popular,
32:37as pessoas estão impactadas
32:38com tudo que aconteceu
32:39nos últimos dias,
32:40né,
32:41como se fosse a ponta
32:42do iceberg
32:42de tanta coisa
32:43que as pessoas
32:44estão acumulando aí
32:44com esses assuntos,
32:46mas aí tem que ter cautela
32:47também,
32:48porque é o que eu falei,
32:49se a gente mudar
32:49uma legislação
32:50e acabar causando
32:51uma instabilidade,
32:52uma insegurança jurídica,
32:54isso daí pode causar
32:55até revisão
32:56de execuções da pena
32:57e ao invés
32:57de você conseguir
32:58encarcerar
33:00e punir aqueles
33:01que estão realmente
33:02cometendo crimes
33:02muito graves
33:03e são cabeças
33:04de organizações,
33:04você causa até
33:05uma instabilidade jurídica
33:06que depois ele faz
33:07alguma delação,
33:08alguma coisa
33:09e é solto
33:10de maneira rápida
33:12ou arruma uma anualidade
33:13alguma coisa,
33:13então tem que ter muito cuidado
33:14da maneira como vai
33:14redir isso.
33:16E esse que é o problema
33:17de soltar um pacotão
33:18de 40 páginas,
33:19depois muda um pouquinho
33:20e tal,
33:21lógico,
33:21com todo respeito
33:22a quem está trabalhando
33:24com foco nesse assunto,
33:25mas tem que ouvir
33:27todos os atores
33:27e não é tanta gente assim,
33:29tem muita gente
33:31com conhecimento profundo
33:32que pode auxiliar
33:34na construção
33:35desses textos,
33:36então é importante
33:37a gente olhar a história
33:38mesmo,
33:38olhar para 2013,
33:39o que aconteceu
33:40quando a população
33:40estava totalmente
33:41insatisfeita
33:42com as leis,
33:44com o trabalho
33:45dos parlamentares
33:46principalmente,
33:47mas isso não justifica
33:48produzir um resultado ruim,
33:50naquela época
33:51saiu uma lei muito boa,
33:52que é a Lei de Combate
33:53a Crime Organizado,
33:54que auxiliou
33:54muitas investigações,
33:56deu ferramentas
33:56poderosíssimas
33:57para as investigações
33:59pelos delegados
33:59de polícia.
34:01Luciana,
34:02para a gente fechar
34:03esse tema,
34:04queria te perguntar
34:05também sobre uma crítica,
34:06uma possibilidade
34:07que vinha sendo feita
34:08a esse projeto,
34:09pelo menos a equiparação
34:10de possibilidade,
34:11inclusive,
34:12de intervenção
34:13norte-americana,
34:14dependendo do que mudasse
34:15aqui na legislação,
34:16né?
34:17A população,
34:18ela quer
34:19que seja aprovada
34:20como terrorista,
34:22só que,
34:23uma vez sendo classificado
34:25como terrorista,
34:26estaremos sim sujeitos
34:28a intervenções internacionais
34:29e tanto se foi falado
34:31nos últimos tempos
34:32sobre soberania,
34:34nós vamos abrir
34:35uma possibilidade,
34:37uma lacuna,
34:38para que amanhã
34:39haja uma interpretação,
34:40lá por parte
34:41dos norte-americanos,
34:42lá do presidente
34:43Donald Trump,
34:44que aqui no Brasil,
34:45como acontece na Venezuela,
34:46é um país
34:47que é coberto
34:48a terroristas.
34:49E aí,
34:50a gente vai colocar
34:51não só
34:52os terroristas
34:53traficantes,
34:55essas pessoas
34:55faccionadas,
34:56essas pessoas
34:57que compõem a máfia
34:58na mira
34:59dos norte-americanos,
35:01como também
35:01a população.
35:03Nós não podemos
35:04agirmos
35:05no impulso
35:06de querer mostrar,
35:07nós temos
35:08um tipo penal,
35:09uma tipificação penal
35:10nova.
35:11Foi muito bem colocado
35:12aqui pela doutora
35:13quando ela falou
35:13do pacote anticrime.
35:15O pacote anticrime
35:16foi aí
35:16muito bem colocado,
35:18elaborado.
35:19A gente pega lá
35:20o artigo terceiro,
35:22por exemplo,
35:22o terceiro A,
35:23se me falha a memória,
35:24que trata
35:25do juiz das garantias.
35:27O juiz das garantias
35:28não foi implementado
35:29por falta
35:30de estrutura
35:31no poder judiciário
35:32através de juízes
35:34concursados
35:34para atuar ali.
35:36E uma das funções,
35:37eu escrevi uma tese
35:38sobre o juiz das garantias,
35:39uma das minhas críticas
35:40é a seguinte,
35:41o juiz das garantias
35:42pode servir
35:43para acobertar
35:45gente criminosa,
35:47réu primário,
35:47que vai lá preso
35:48pela primeira vez,
35:49que não vai ficar
35:50encarcelado
35:50e ser colocado na rua.
35:51A mesma coisa
35:52pode ser feito aqui.
35:53Então,
35:54precisamos tomar
35:54muito cuidado
35:55com essa
35:56tipificação nova
35:58que pode trazer
35:59sim problemas futuros.
36:01Perguntei sobre
36:02a possibilidade
36:03de uma intervenção
36:04até e Maria,
36:05que adora falar
36:06dos Estados Unidos,
36:07já levantou a mãozinha.
36:08Então, Maria,
36:09rapidinho antes do intervalo.
36:10Eu mandei aqui
36:10um WhatsApp
36:11para o Donald Trump.
36:12Brincadeira.
36:12É o seguinte,
36:13brincadeiras à parte,
36:14eu acho que esse é
36:15um medo válido,
36:16doutora Lucena,
36:17mas eu acho que
36:18ele não deveria ser
36:19o principal escopo
36:20do debate.
36:21Vocês são advogados
36:22e vocês entendem,
36:24as leis,
36:25elas são móveis,
36:26elas se adaptam
36:26às demandas
36:27que a sociedade
36:28vive naquele momento.
36:29Então,
36:30se a gente tem definições
36:31de 2016,
36:32ou seja,
36:33cerca de 10 anos atrás,
36:35de 10 anos para cá,
36:36as coisas mudaram
36:37muito.
36:38A gente não tem
36:38a inserção criminosa
36:39que a gente tem
36:40hoje em dia
36:41na sociedade.
36:42Atualmente,
36:42eu vejo
36:43que a situação
36:43é gritante,
36:44alarmante
36:45e urgente.
36:46Então,
36:46eu vejo
36:47que é preciso
36:48ter sim
36:48uma renovação
36:49na definição,
36:51como eu disse,
36:51não tem uma definição
36:52na legislação
36:53de facção criminosa,
36:55então é preciso
36:55avaliar
36:56as circunstâncias.
36:57Claro que
36:58essa questão,
36:59a meu ver,
36:59essa questão,
37:01esse medo
37:01de uma invasão
37:02norte-americana
37:03é um populismo
37:04barato
37:05que querem vender
37:06para as pessoas
37:08temerem isso.
37:09mas também
37:10não digo
37:10que é 100%
37:11mentira,
37:12porque foi o que
37:12foi feito
37:13ali na Colômbia
37:14nos anos 80
37:15e 90
37:15quando o DEA
37:16conseguiu ali
37:17ter operações
37:18muito eficientes
37:19e minaram
37:20as operações
37:23de tráfico
37:24em Medellín.
37:25Quem aqui
37:25não assistiu
37:25o narco
37:26sabe o que aconteceu.
37:27Então, assim,
37:28dois pesos
37:28e duas medidas
37:29para quando a gente
37:29for apontar
37:30esse medo
37:31que as pessoas
37:32estão tendo
37:32de uma possível
37:33invasão do Donald.
37:34Se ele vier,
37:35que venha em paz.
37:37Uma pesquisa
37:37Quest indicou
37:38uma leve variação
37:40nas avaliações
37:41da população brasileira
37:42sobre o governo Lula
37:43entre outubro
37:44e novembro.
37:46Na Quest,
37:46como aconteceu
37:47na sondagem
37:48e também na Paraná
37:49Pesquisas,
37:50Lula parou
37:50de melhorar
37:51e registrou
37:52um recuo
37:52dentro da margem
37:54de erro
37:54que é de dois pontos
37:55percentuais.
37:57Vamos acompanhar agora.
37:58A aprovação
37:59do governo
37:59caiu de 48%
38:01para 47%.
38:02A desaprovação
38:04subiu
38:04de 49%
38:05para 50%.
38:073%
38:08não souberam
38:09ou não quiseram
38:11responder.
38:12Em outro cenário,
38:1438%
38:15dos entrevistados
38:16avaliaram
38:17o trabalho
38:18do presidente
38:18como negativo.
38:2031%
38:21avaliaram
38:22a gestão
38:22como positiva.
38:24Já a avaliação
38:24regular
38:25ficou em
38:2528%.
38:28Vou começar
38:29então rodando
38:30um pouco
38:30com a Alessandra
38:32já para perguntar.
38:33Então,
38:34a gente retoma
38:35aquele debate.
38:35Todos esses assuntos,
38:36quando eles surgem
38:37eles mexem
38:38diretamente
38:39com a opinião
38:40da população
38:41sobre o governo.
38:43Tudo isso é sempre
38:44uma resposta
38:44bem rápida
38:45e direta
38:46que vem vindo,
38:46né, Alê?
38:47Sim,
38:48exatamente.
38:49Agora,
38:49nós estamos vendo
38:51aí a desaprovação
38:52já um pouco mais.
38:55Porém,
38:55as pessoas,
38:57no modo geral,
38:58se sentem muito
38:59sem voz,
39:00muito vulneráveis
39:01a tudo isso.
39:02Porque há tanta coisa
39:04acontecendo no país
39:05ao mesmo tempo,
39:06né?
39:07Então,
39:07é a questão
39:08da segurança
39:09pública,
39:11é a questão
39:11da política,
39:13é a questão
39:13do tarifaço,
39:15da economia
39:16e quando mexe
39:17no bolso
39:18da população
39:19e realmente
39:20eu acredito
39:22que seja
39:22a parte mais
39:24vulnerável
39:24do povo brasileiro.
39:26Então,
39:27a gente está
39:28num momento
39:28realmente
39:29de muita fragilidade
39:30e vulnerabilidade.
39:31Acho que a gente
39:32está falando,
39:32né, Maria,
39:33dos dois assuntos,
39:34assim, como a Alessandra
39:35colocou,
39:36mais frágeis
39:38para a população
39:38que a população
39:39mais sente.
39:40Bolso,
39:41dinheiro e segurança,
39:42né?
39:42Sim,
39:43exatamente.
39:43E de fato,
39:44todas as pesquisas
39:44mostram há mais de um ano
39:45que a segurança
39:46já se tornou
39:47a maior preocupação
39:47do brasileiro,
39:49já é sabido
39:50desde do ano passado,
39:52superando inclusive
39:52a educação e saúde,
39:54inclusive a educação
39:55tem saído
39:56entre as piores
39:57como título
39:58de preocupação
39:59e já dizia
40:00o próprio Clinton
40:01em sua assessoria,
40:02né,
40:03is the economy stupid,
40:04traduzindo para o português
40:05que é economia,
40:06o bolso é o órgão
40:07mais sensível
40:07do ser humano.
40:09Eu queria destacar aqui
40:10uns dados
40:11sobre essa pesquisa
40:11também, Bia.
40:13A maioria da população
40:14na pesquisa
40:15informou que preferia
40:17que Lula
40:17não deveria
40:18tentar uma reeleição
40:19e que
40:20um grande número,
40:22a maioria desses
40:23também
40:24que mais pontuou
40:25são os eleitores
40:26que não votariam
40:27nem Lula
40:28e nem Bolsonaro
40:28e é isso que
40:29muitos dos estudiosos
40:31dessas pesquisas
40:31têm dito,
40:32que tem um grande espaço
40:33aí em 2026
40:34para esse eleitor
40:35nem-nem,
40:37que é o eleitor
40:37que está ali
40:38no meio
40:39do campo,
40:40que não sabe muito
40:40se vai para a direita,
40:41muito para a esquerda,
40:42que está mais preocupado
40:43com o seu dia-a-dia
40:44e foi o que a Lê
40:45trouxe aqui.
40:45E o que mais se preocupa
40:46no dia-a-dia
40:47é quando ele vai na farmácia
40:48e vê os preços absurdos
40:49dos remédios,
40:50os preços absurdos
40:51dos alimentos
40:52quando ele vai ao supermercado.
40:53Então, de fato,
40:54o jogo ainda está muito incerto
40:57de como vão ser
40:58essas eleições de 2026.
41:00Certamente,
41:00a polarização vai permanecer.
41:02Lula ainda
41:03é o único candidato
41:05viável na esquerda
41:06e o único
41:06que consolida como.
41:08Afinal de contas,
41:09ele, apesar de ter
41:10baixado a sua aprovação,
41:12continua à frente
41:12dos demais
41:13que seriam
41:14seus contestantes
41:15e a direita
41:16ainda tem chance
41:17de crescer.
41:18Muita água vai rolar
41:19e espero
41:20que seja para melhor,
41:21que a gente consiga ter
41:22debates
41:23que discutam
41:24o Brasil
41:24em 2026
41:25de maneira inteligente
41:26e respeitosa
41:27que o que não foi visto
41:28nas últimas duas eleições.
41:29Não é mesmo?
41:30Bom, e teve uma outra pesquisa
41:32divulgada na quinta-feira
41:33também,
41:34Quest,
41:34que continuou mostrando
41:35o presidente Lula
41:37à frente
41:38em todos os cenários,
41:40principalmente de segundo turno,
41:41mas que mostrou também
41:42uma queda ali
41:44bastante grande,
41:44uma diminuição
41:45no espaço
41:47que tinha Lula
41:48com outros possíveis
41:49candidatos em segundo turno.
41:51E aí cito
41:51Tarcísio de Freitas,
41:53Ratinho Júnior,
41:54Michele Bolsonaro,
41:55então Lula
41:55tem diminuído
41:56a vantagem
41:57em meio a esse embate
41:59da questão
42:00da segurança pública.
42:02Inclusive,
42:03durante a semana,
42:03o governador de São Paulo,
42:05Tarcísio de Freitas,
42:06voltou a falar
42:07sobre esse assunto,
42:08tem voltado
42:09a falar
42:10sobre união
42:11de governadores,
42:12sobre 2026,
42:13algo que estava ali
42:14mais de canto,
42:16e disse,
42:16inclusive,
42:17que é preciso montar
42:17um time
42:18para o ano que vem
42:19para as eleições.
42:20a gente tem um trechinho
42:21dessa fala,
42:22vamos acompanhar.
42:23A eleição de 26
42:24falta muito tempo,
42:25eu acho que a gente
42:25tem que viver o mandato,
42:27acho que o gestor
42:28tem que gostar
42:28de ser gestor,
42:29então,
42:29primeira coisa,
42:30a gente não para
42:31um minuto com um time
42:32pensando,
42:33puxa,
42:33e a eleição do ano que vem,
42:34vamos fazer isso
42:35que vai ter uma repercussão
42:36eleitoral.
42:36Quando a gente pensa
42:37na eleição de 26,
42:39a gente tem que mobilizar
42:40um time que pense
42:42e seja apaixonado
42:43por o Brasil.
42:44O mais importante agora
42:45é a gente construir
42:46um projeto de Brasil
42:48que esteja calcado
42:48em pilares
42:49como o Paulo
42:49colocou aqui.
42:51Porque aí,
42:51independente do condutor,
42:53isso deixa de ser
42:53o mais importante,
42:55nós vamos ter sucesso.
42:56Nós temos o melhor povo,
42:58nós temos a melhor gente,
42:59nós sabemos o caminho,
43:00o que está faltando
43:02para a gente acertar?
43:03O que está faltando
43:04para a gente dar o salto
43:05que a gente merece?
43:07A gente tem que dar
43:08o salto de inovação,
43:09a gente tem que dar
43:09o salto de educação,
43:10a gente tem que trazer
43:10a novidade para o Brasil.
43:12E eu tenho certeza
43:13que a gente vai organizar
43:13esse grupo
43:14e nós vamos apresentar
43:15esse projeto para o Brasil
43:16e esse projeto vai ser bem sucedido,
43:18vai ser vitorioso ano que vem,
43:19que é o que o Brasil merece.
43:21E ainda nisso
43:21de trazer novidade,
43:23o governador de São Paulo
43:24continuou falando
43:25sobre esse assunto
43:26durante a semana,
43:28inclusive questionado
43:30sobre os resultados
43:30dessa pesquisa Quest,
43:32que mostram, então,
43:33essa pausa ali
43:34no crescimento de Lula,
43:35da popularidade,
43:37também nesse recuo
43:38ali da vantagem
43:39sobre os nomes de direita.
43:41Tarcísio relembrou
43:42que o governo do PT,
43:45o governo Lula,
43:46está à frente
43:47já do país
43:48há alguns anos
43:49consideráveis,
43:50ele citou ali
43:5120 anos,
43:51pulou algumas outras figuras
43:53que foram eleitas
43:54durante esse tempo,
43:55como o próprio
43:56ex-presidente Jair Bolsonaro
43:57ou até mesmo
43:58o tempo ali
43:59em que Michel Temer
43:59permaneceu
44:00à frente do Palácio do Planalto,
44:02por exemplo,
44:02mas disse que há 40 anos
44:03o Brasil
44:04pensa e fala de Lula
44:06e que,
44:07como a segurança pública
44:08chegou nesse ponto,
44:09para Tarcísio
44:10isso demonstra,
44:11e abro aspas
44:12para as palavras
44:12do governador de São Paulo,
44:13a incapacidade
44:15da esquerda
44:16de lidar com o tema
44:17da segurança.
44:18Então, ele disse
44:18que a população sabe
44:19que não vai ver
44:20nenhum tipo de resposta
44:21nesse tema
44:22a partir dali.
44:24Ele também foi questionado
44:25a partir disso
44:25como ele vê
44:26essa diminuição
44:27dessa vantagem
44:30de Lula
44:30nas pesquisas
44:31e uma melhora
44:31do nome dele mesmo,
44:32Tarcísio,
44:33que vinha dizendo
44:33até então,
44:34tinha recuado bastante
44:35e vinha afirmando
44:36apenas a posição
44:37na reeleição
44:38ao governo de São Paulo.
44:39A gente também tem
44:39um trechinho
44:40dessa fala,
44:40vamos ouvir.
44:41Ah, isso aí,
44:42não estou nem pensando nisso,
44:45sinceramente.
44:47A reeleição está muito longe
44:48e a gente está focado
44:49no trabalho aqui em São Paulo.
44:51Mas aí,
44:52chamo a atenção
44:53de que o governador
44:55não afirmou,
44:56ele falou que está focado
44:56em São Paulo,
44:57mas não afirmou,
44:58sou candidato
44:58à reeleição,
44:59como fez outras vezes.
45:01Então, são pequenas
45:02mudanças de discurso
45:03e já chamo até
45:04a Luciana
45:05para comentar
45:06esse assunto
45:07com a gente.
45:09que a gente pode ter ali
45:10então uma nova
45:11reviravolta, Lu.
45:13A gente tinha ali
45:14a direita mais à frente
45:15no começo do ano,
45:16no meio,
45:17com o tarifaço
45:18e com outras questões
45:18de condenação
45:19do ex-presidente.
45:20Isso mudou de figura,
45:21agora parece que a gente
45:22caminha para esse novo desenho,
45:24é isso?
45:25Eu acho que a direita
45:25finalmente encontrou
45:28o caminho
45:28que ela deve seguir.
45:30Lula tinha
45:30no segundo turno
45:31na última pesquisa
45:3245%,
45:33agora 41%.
45:35Tarcísio tinha 33%,
45:37agora cresceu
45:38para 36%.
45:39Ou seja,
45:40dos quatro pontos percentuais
45:42que o presidente Lula
45:43perdeu nas pesquisas
45:44referentes ao segundo turno,
45:46três foram destinados
45:47ao Tarcísio.
45:49Por mais que o governador
45:50fale que ele não é
45:51presidenciado,
45:52que ele não é
45:53candidato,
45:53que ainda é muito cedo,
45:55eu venho batendo nisso
45:56aqui faz tempo.
45:58Tarcísio é o principal nome.
46:00A direita,
46:01a caiada,
46:02o ratinho,
46:03todos sabem,
46:04Michele,
46:04que nós precisamos
46:06ter um nome.
46:07Nós temos aí
46:08um crescimento sim,
46:10eu acredito que
46:10esse crescimento
46:11vai prosseguir,
46:13por quê?
46:14Não temos picanha,
46:15temos café
46:16a 50 reais o quilo,
46:18em média,
46:19nós temos um alto
46:20índice de desemprego,
46:21que pese de ter falado
46:22que no mês de outubro
46:23houve um leve crescimento,
46:26nós não temos segurança,
46:28resultado que aconteceu
46:29no Rio de Janeiro,
46:30resultado que está acontecendo
46:31em São Paulo,
46:32capital,
46:32e no interior de São Paulo.
46:34E olha que São Paulo
46:34é um dos estados
46:35que mais tem feito
46:37pela segurança pública.
46:39Então,
46:40o presidente Lula
46:41não vai conseguir
46:42se manter.
46:43A esquerda,
46:44uma esquerda de 40 anos
46:45no Brasil
46:46com o único nome
46:47que não tem sucessor.
46:49Tentaram uma aproximação,
46:51Tabata do Amaral,
46:52o governador lá
46:53do Nordeste do Recife,
46:56prefeito do Recife,
46:57tentaram lançar
46:58alguns nomes
46:58aí da nova geração
47:00que ninguém vingou.
47:01e a direita,
47:02ao contrário,
47:03vem crescendo.
47:04É Tarcísio,
47:05é Ratinho,
47:06o próprio Caiado ali
47:07que fica ali,
47:08que a gente não entende
47:08muito bem
47:09que lado ele está tocando,
47:11mas a gente tem Nicolas,
47:12a gente tem inúmeros nomes,
47:13tem Romeu Zema,
47:14que faz um governo lindo
47:16no estado de Minas Gerais
47:17e que se posicionou
47:18muito bem
47:19nas pesquisas,
47:20não deixando nada
47:21a desejar
47:22no segundo turno
47:23em relação ao Tarcísio.
47:24Então o fato é,
47:25a esquerda no Brasil,
47:27se a direita souber
47:28trabalhar direitinho,
47:30os possíveis previdenciáveis
47:31vai caminhar
47:32para o seu fim,
47:34porque com a saída
47:35do presidente Lula
47:36do governo
47:36que consta com mais já
47:37de 80 anos de idade,
47:39não tem sucessor.
47:40Ou seja,
47:41a tendência
47:41é acabar
47:42esse monopólio
47:43do Planalto,
47:44que para mim
47:44isso é um monopólio
47:46que parece que tomaram
47:47conta de lá.
47:48Quando a gente escuta falar,
47:49né,
47:49pobreza energética,
47:51eu queria entender
47:52de onde saiu
47:52essa terminologia,
47:53porque não existe, né?
47:54Então a gente tem,
47:55bastasse pobreza alimentar,
47:58vulnerabilidade na saúde,
48:00agora fala em pobreza energética,
48:01ou seja,
48:02mostra-se
48:03qual é o nível
48:04dos nossos governantes,
48:06quem está à frente
48:07de uma nação
48:08que sempre foi vista
48:10como uma nação
48:11em amplo crescimento
48:12e que está indo
48:13cada vez mais,
48:14sabe, sei lá Deus,
48:15para que caminho
48:16e qual é a crise
48:17que nós vamos enfrentar
48:18no futuro.
48:18Agora, Maria,
48:19antes de eu rodar
48:21com as meninas
48:21o próximo assunto,
48:22queria te fazer
48:22mais uma pergunta
48:23ainda sobre especificamente
48:24o Tarcísio,
48:25essa desconversa
48:26ainda sobre presidência.
48:28Apesar disso,
48:29nas últimas semanas
48:29ele começou a mexer
48:30uns pauzinhos
48:31para contratar
48:32o marqueteiro
48:33para a campanha,
48:34que deve ser
48:35Pablo Nobel,
48:36que fez a comunicação
48:37da campanha dele
48:38lá em 2022.
48:39E aí o que eu ouvi
48:40é que está da seguinte forma,
48:41a princípio é uma campanha
48:42para a reeleição,
48:43mas tudo pode mudar.
48:45Então também isso,
48:46com essas falas
48:48que a gente ouviu
48:48agora há pouco,
48:49esse discurso de novo
48:50ganhando mais força
48:51contra o presidente Lula
48:52podem significar
48:53que tem alguma coisa
48:54vindo por aí, né?
48:55Certamente,
48:56eu acho que o campo
48:57está aberto.
48:57Como eu falei agora,
48:59a direita está muito ampla,
49:01o bolsonarismo
49:02vem perdendo força,
49:04o que significa
49:05que quem ganha força
49:06são os governadores
49:07aí presidenciáveis.
49:09Então o Tarcísio,
49:10de fato,
49:10concordo com a Alu,
49:11ele é o nome mais forte
49:13dentre esses governadores,
49:14é o nome que tem
49:14mais destaque
49:15nacionalmente falando,
49:17está aí com a influência
49:18extremamente alta
49:19na pauta do momento
49:20que é a segurança pública,
49:22lembrando aqui,
49:23o Derrite é secretário
49:24de quem?
49:24Do Tarcísio.
49:25Então se o Derrite
49:26fizer sim um bom trabalho,
49:28isso vai ser pontos
49:29para o Tarcísio.
49:30Então ele está aí
49:31fazendo um bom trabalho
49:32e estrategicamente falando.
49:34Muitas pessoas falaram
49:35que ele tinha se desgastado,
49:36outros lá,
49:37mas eu vejo
49:38com muitos bons olhos
49:39a posição que ele tem tomado,
49:40também uma posição
49:41de cautela
49:42para inclusive
49:42não queimar cartucho
49:43logo na largada,
49:45porque a gente sabe
49:45como está sendo
49:46o ambiente político,
49:48está muito inflamado
49:49e muito nocivo.
49:50Então ele está aí
49:51com cautela,
49:52avaliando as possibilidades,
49:54lembrando também
49:54que dentre os presidenciáveis
49:56que eu falei aqui
49:57dos governadores,
49:58Tarcísio é o único
49:59que tem aí
50:00o direito à reeleição.
50:02Portanto,
50:02ele tem muito mais
50:03a perder
50:04do que a ganhar
50:05se ele for à presidência.
50:06Então ele tem que pensar
50:07com muita cautela mesmo.
50:09Bom, olha,
50:09para a gente virar
50:10um pouco a página,
50:11a Arábia Saudita
50:13virou o principal obstáculo
50:15a uma das principais metas
50:16do Brasil
50:17como anfitrião
50:18da COP30,
50:19estabelecer um plano
50:20factível e realista
50:22de transição energética.
50:24O país,
50:24que é um dos líderes
50:25na exploração
50:26de petróleo,
50:27não quer avançar
50:28em novos acordos
50:29e alega
50:30que já há planos
50:31estabelecidos
50:32na área de energia,
50:34apesar da falta
50:35de metas claras
50:36para reduzir
50:37o uso
50:37de combustíveis fósseis.
50:39A COP só toma
50:40decisões por consenso,
50:42ou seja,
50:42se todos os participantes
50:44aprovarem a medida
50:45em debate.
50:46Na outra ponta
50:47está a China,
50:48que vem liderando
50:49a transição energética
50:51em veículos elétricos
50:52e é uma das maiores
50:54produtoras
50:55de placas solares.
50:57A COP ainda
50:58dura alguns dias,
50:59a gente vai seguir
50:59acompanhando
51:00por aqui.
51:02Aí chama um pouco
51:03a Alessandra
51:03para esse debate,
51:05para a gente falar
51:05um pouco disso.
51:07Apesar dessas dificuldades
51:08de negociação,
51:09Alessandra,
51:10é um assunto
51:11que também mexe
51:12com todo mundo,
51:13também mexe
51:13com a população,
51:14movimenta o país
51:15de modo geral.
51:16Com certeza.
51:18Tudo que envolve
51:19essas incertezas,
51:21que mexe com o bolso
51:23do brasileiro,
51:24mexe também
51:25com as suas fragilidades
51:26e vulnerabilidades.
51:28E aí, realmente,
51:30mais um assunto
51:31para as pessoas
51:32se preocuparem.
51:34E aí,
51:35trazendo tensões,
51:36ansiedade,
51:37medo,
51:38vulnerabilidade.
51:39E é isso
51:40que o povo brasileiro
51:41tem sentido
51:43aí na pele, né?
51:45Pois é, Luciana.
51:46E como que você vê
51:47essas negociações,
51:48então,
51:49que estão travadas
51:50por enquanto,
51:51aparentemente?
51:52O comportamento
51:53deles é normal.
51:55Eles vivem o quê?
51:56Com base
51:57na exportação
51:58de petróleo.
51:59Aí aparecem
52:00os chineses
52:01que estão investindo
52:02em energia limpa,
52:04energia alternativa,
52:06que estão dominando
52:07o Brasil.
52:07e nós temos
52:08uma rota bioceânica
52:09em Campo Grande,
52:10Peru,
52:11sendo construída
52:12para quê?
52:13Para atender
52:13os chineses.
52:15Então,
52:15é um toma lá,
52:16dá cá.
52:17Eu não quero
52:18a China
52:18como sendo
52:19o principal
52:21produtor
52:21de energia limpa
52:22através de carros
52:24elétricos,
52:24porque eu vou perder
52:25aqui com a minha
52:26produção de petróleo.
52:27Então,
52:29quando já tiveram
52:30um comportamento
52:30anterior,
52:31acho que foi na COP19,
52:33do mesmo sentido,
52:35não aprovaram
52:35e não vão aprovar.
52:36Então,
52:37ou seja,
52:38é uma guerra
52:38que vai ficar,
52:39não vai ser aprovado
52:40o texto nenhum,
52:41porque não vai ter
52:41apoio deles.
52:43Conclusão,
52:43mais uma vez,
52:45mais um ponto
52:45de insucesso
52:47num país
52:48que cedia
52:49uma COP
52:50com pobreza
52:52energética.
52:54Essa é a realidade
52:54do nosso país.
52:55A Maria também
52:56queria comentar
52:57esse assunto
52:57das negociações
52:58paradas,
52:59né, Maria?
53:00Eu queria comentar
53:00bem brevemente
53:01essa posição
53:03da Arábia Saudita,
53:04bem,
53:04bastante esperada,
53:06afinal,
53:06são dos maiores
53:07exportadores
53:07de combustível fóssil
53:08e apenas destacar
53:09que apesar
53:10da gente
53:10estar debatendo
53:11essa agenda
53:12de transição verde
53:13há mais de 20 anos,
53:1430 anos,
53:15COP30 significa
53:16que há 30 anos
53:17existem
53:17essa conferência
53:19das partes
53:20da ONU,
53:21ainda estamos
53:23presenciando
53:24uma maioria
53:25gritante
53:25de combustíveis fósseis.
53:27O que eu quero dizer
53:27hoje é,
53:2880% da matriz
53:29energética
53:30que circula no mundo
53:31é de combustível fóssil
53:32e há 50 anos atrás
53:34você acha que mudou muito?
53:35Era 84%.
53:36Ou seja,
53:37a Arábia Saudita
53:38tem todo o motivo
53:40para conseguir aí
53:40tentar manter
53:42a sua hegemonia
53:44nessa exportação
53:45porque afinal de contas
53:46se der ruim
53:46ela vai perder
53:47muito dinheiro,
53:48cerca de 80%
53:50da matriz energética.
53:52Bom,
53:52e para a gente
53:53caminhar para o fim
53:54aqui do Linha de Frente
53:55vamos mudar
53:56um pouco de assunto
53:57e falar da saúde
53:59do paulistano
54:00que está na emergência.
54:02Isso é o que revela
54:02uma pesquisa
54:03da Faculdade de Saúde
54:04Pública da USP
54:05que fez um raio-x
54:07a partir de mais
54:08de 5 mil pesquisas
54:09na cidade.
54:10Acompanhe esses dados.
54:12Um em cada quatro adultos
54:13tem pressão alta
54:14e 11%
54:16tem diabetes.
54:17Dois terços
54:18da população
54:19da maior cidade
54:20do país
54:20estão acima
54:21do peso ideal.
54:22A saúde mental
54:23também não vai bem.
54:2517%
54:26dos paulistanos
54:27sofrem com problemas
54:28como ansiedade
54:29e depressão.
54:31E um fator
54:31poderia ajudar
54:32em todos esses casos
54:34a atividade física.
54:36No entanto,
54:37só 45%
54:38admitem
54:38que se exercitam
54:39pelo menos
54:40uma vez
54:41por semana.
54:42Eu acho que vou começar
54:42essa rodada
54:43até perguntando
54:44quem se exercita
54:45pelo menos
54:45uma vez por semana.
54:46Tânia,
54:47você se exercita
54:47uma vez por semana
54:48pelo menos?
54:49Sim,
54:49consegui sair
54:50do sedentarismo
54:51fazendo pilates
54:52três dias por semana
54:54e quando dá
54:54tempo eu faço
54:55outras coisas.
54:56Muito bom.
54:57Maria,
54:57tá como aí pra você?
54:58Eu me exercito
54:59pelo menos
54:59uma vez por semana
55:00e eu busco
55:01fazer mais
55:02que uma vez por semana.
55:02Eu recomendo muito.
55:04Luciana?
55:04Diabético
55:05nem um dia da semana.
55:07Nem um dia da semana.
55:08Eu tento três,
55:10gente,
55:10mas nem sempre
55:10é possível.
55:11Quinta-feira,
55:12por exemplo,
55:12é um dia
55:13que eu nunca
55:13consigo fazer nada.
55:15E aí,
55:16Alessandra,
55:16a gente falou
55:17inclusive,
55:18em temas
55:19bastante sérios
55:21como esse da saúde.
55:22A gente falou
55:23sobre se a gente
55:24cuida da parte psicológica
55:27dos profissionais
55:28como um todo,
55:29tem que ter essa atenção
55:29no campo profissional,
55:30mas a gente precisa
55:31conseguir conciliar
55:32isso no dia a dia
55:33também pensando
55:34no profissional, né?
55:35Com certeza.
55:36Agora,
55:37interessante,
55:38Bia,
55:38você trazer
55:39esse assunto aí
55:40pra gente finalizar
55:41porque nunca
55:42se falou
55:43tanto
55:44em saúde mental
55:45nesse país, tá?
55:47Nunca se falou
55:48tanto sobre
55:48burnout,
55:50depressão,
55:51propósito,
55:52autoconhecimento,
55:53porém,
55:54em contrapartida,
55:55nunca se teve
55:56tantos casos
55:57de afastamento
55:58de trabalho
55:58por também
55:59depressão,
56:00ansiedade,
56:00burnout.
56:01Então,
56:02há aí
56:04muita contradição,
56:07né?
56:07Nós estamos
56:08realmente numa era
56:09onde falando
56:11muito sobre
56:11saúde mental,
56:12mas,
56:12em contrapartida,
56:13quase ninguém
56:14fazendo
56:15porque atividade
56:16física
56:17tem a ver
56:18com saúde mental
56:19e eu,
56:20você não perguntou,
56:21mas eu faço
56:22atividade física
56:23quase todos os dias,
56:24cinco vezes na semana,
56:25de segunda a sexta,
56:26porque se eu não faço
56:28o que eu falo,
56:30então,
56:31eu sou o quê?
56:33Dizem vocês.
56:34Não dá pra gente
56:35usar aquele
56:36que eu digo
56:37e não o que eu falo, né?
56:37Como alguns políticos,
56:38não é verdade?
56:40A gente tem que pregar,
56:42falar aquilo
56:43e fazer,
56:44né?
56:44dar o exemplo
56:45porque palavras
56:46já tem até um ditado
56:48arrastam,
56:48palavras convencem,
56:50mas os exemplos
56:51arrastam, né?
56:53Então,
56:53atividade física
56:55tem a ver
56:55com saúde mental,
56:56sim,
56:57e nós temos
56:57que cada vez
56:58mais falar
56:59sobre isso,
57:00fazer a prevenção,
57:01a intervenção,
57:02porque realmente
57:03tá aí os dados
57:04e até 2030
57:06estima-se
57:07que isso aumenta
57:08e que a depressão
57:09vai ser
57:10o maior causador
57:11de afastamento
57:12no trabalho
57:12no Brasil.
57:13Dica importantíssima,
57:15então,
57:15da nossa psicóloga
57:16aqui nesse final,
57:17nessa reta final
57:18do Linha de Frente.
57:19Sigam os exemplos
57:20das meninas,
57:21estão no Pilates,
57:22começaram a se exercitar
57:23três vezes por semana,
57:25a gente sempre tentando
57:26as atividades físicas
57:27diferentes
57:28e, por favor,
57:29acompanhem a gente também,
57:30já faço convite
57:31na semana que vem,
57:32seis horas da tarde,
57:33tem bancada feminina
57:34do Linha de Frente
57:35por aqui.
57:36Muito obrigada
57:36pela sua companhia,
57:37pela de vocês,
57:38meninas,
57:39e até o próximo sábado.
57:42Linha de Frente
57:44A opinião
57:48dos nossos comentaristas
57:49não reflete necessariamente
57:51a opinião
57:52do Grupo Jovem Pan
57:53de Comunicação.
57:58Realização Jovem Pan
58:00do Grupo Jovem Pan
58:02do Grupo Jovem Pan
58:03do Grupo Jovem Pan
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