Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 meses
Ricardo Feltrin explica por que o mercado de filmes adultos é um dos setores mais lucrativos do entretenimento e muito maior do que plataformas como Netflix e canais tradicionais.

Ele fala sobre números, bastidores, mudanças trazidas por OnlyFans e Privacy, a diferença entre a indústria no Brasil e nos EUA e os impactos de saúde e segurança para quem trabalha nesse meio.

Apoie o jornalismo independente. Assine o combo anual de O Antagonista e Crusoé com desconto utilizando o voucher ladoa10
https://bit.ly/ladoa10

Se você busca informação com credibilidade, inscreva-se agora para não perder nenhuma atualização!

🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.

Siga O Antagonista no X:

https://x.com/o_antagonista

Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.
Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.

https://whatsapp.com/channel/0029Va2S...

Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00que vai saber na minha vida
00:01que não posso saber. Talvez que eu tenha amizade
00:03com uma outra atriz pornô.
00:05Ah, vamos contar essa história.
00:07Vamos contar essa história.
00:09Não, mas é isso, é o máximo que vai fazer.
00:11Essa atriz pornô é aquela ainda ou é outra?
00:14Qual delas?
00:15Que você passou?
00:18Não, eu tô brincando.
00:19São amigas porque eu cubro...
00:20Vai, explica, amor.
00:23Eu cubro o mundo do cinema adulto
00:25porque ele movimenta 5 bilhões e meio por ano
00:28aqui no Brasil só.
00:29Nos Estados Unidos ninguém faz 10 e 5 bilhões
00:32eu tô falando
00:32sem incluir esses novos
00:35plataformas OnlyFans ou
00:37Privacy. Isso aí mudou
00:39completamente a estrutura. Então
00:41nos Estados Unidos isso é muito respeitado.
00:44Por exemplo, uma atriz pornô dos Estados Unidos
00:46é uma pornstar, ela é recebida com
00:47limusine. Aqui no Brasil
00:49que é diferente, mas é um mercado
00:51muito forte, né? O meu melhor amigo
00:53é dono da Brasileirinha.
00:55Inclusive, eu como não tem ninguém
00:57que mora no Brasil, eu sou aquelas pessoas que se eu morrer
01:00em casa, vai ser os vizinhos...
01:04Ai, que horror!
01:05Não, eu só tô, é verdade.
01:06Então eu tenho até um amigo que ele tá com procuração, ele faz tudo que precisar.
01:11Mas é um mercado muito importante que tem, por exemplo,
01:15a gente fica falando, ai, Netflix deu 20% de share, porque o YouTube, não sei o quê.
01:20Ninguém tá medindo o X-Vídeos.
01:23O X-Vídeos dá 10 vezes o que é o YouTube, dá 100 vezes a Globo News.
01:29Isso é comportamento, né?
01:31E tem que cobrir, eu só acho que sou o único que cobre isso.
01:34Mas o que você faz nessa cobertura?
01:36Dô números, eu que descobri, por exemplo, que teve casos de contaminação de HIV,
01:41eu continuo sendo jornalista.
01:43Eu consegui parar durante uma semana, 15 dias, toda a gravação de pornô em São Paulo,
01:49porque eu descobri casos de HIV, três casos.
01:53E isso nessa indústria é uma coisa muito, muito...
01:56Nos Estados Unidos pararia um mês, lá é um sindicato, é outra coisa.
02:01Aqui foi uma semana, porque aqui eles estão fazendo um comportamento super errado nesse mundo,
02:06que é o tal do PrEP e do PEP.
02:08Então como você tem condição de transar com uma pessoa sem camisinha
02:12e no dia seguinte você simplesmente vai ficar tomando um comprimido,
02:16todo mundo descambou.
02:19Com exceção, aliás, da Brasileirinhas, que é a única produtora do Brasil
02:22que não aceita fazer sexo sem proteção.
02:26E por causa disso mesmo o cara deixa de ganhar milhões,
02:29porque pra você exportar isso,
02:31você só exporta se tiver sem camisinha, por exemplo.
02:36Houve uma mudança nessa indústria, né?
02:38Porque era uma indústria que não podia fazer o filme sem preservativo.
02:42Até uma época.
02:44Não pode, não pode ainda.
02:46Ah, entendi.
02:46Não, não, hoje pode fazer sem preservativo.
02:48Não, sempre pode fazer sem preservativo.
02:51É que um caso, uma produtora falou,
02:52não, aqui é com preservativo, tem que fazer os exames todos, né?
02:56E é legal esse assunto, né?
02:59Pra estreia do...
03:00Mas aí você conhece...
03:05Eu cubro a área, né?
03:06Eu conheço quase todas as velhas e novas...
03:10Não, as novas não tanto, né?
03:11Porque no Brasil está ficando cada vez pior.
03:14Tem muito OnlyFans, né?
03:15E as pessoas não estão fazendo mais filmes.
03:17Agora, as grandes atrizes brasileiras não estão no Brasil.
03:20Elas estão na Hungria, estão na Europa Oriental.
03:22São recebidas...
03:24A minha amiga, por exemplo, a Stephanie,
03:26ela falou que ela chegou na Hungria,
03:28os caras foram buscar de limousine branca com champanhe.
03:31Então, é tratado, é outro tratamento.
03:33Aqui no Brasil é meia boca.
03:35Mas também porque eu acho que...
03:39Não há um posicionamento muito como indústria, né?
03:43Como assim?
03:43Acho que a questão de como o povo trata o sexo
03:46também influi nisso, não influi?
03:48O Sex Hot, por exemplo, inventou de fazer o pornô
03:52com a perspectiva da mulher.
03:55Perspectiva de gênero.
03:56Não dá risada.
03:57Não, não.
03:57Fala pra mim o que é isso.
03:59Você fazer o olhar, né?
04:01Como que chama?
04:02Eu esqueci como nome.
04:04Quando é point of view, né?
04:06Pay of view.
04:07View.
04:09Sempre é do homem na pornografia.
04:11Então, decidiram começar a fazer com o viés da mulher.
04:14A diretora.
04:15Procurar mais um prazer.
04:17Nenhuma mulher assiste.
04:18Não faz parte da cultura feminina, histórica, biológica, comportamental, psicológica.
04:25Assistir pornô.
04:26Então, você está fazendo filme pra mulher?
04:28Tem aquelas que assistem, tem.
04:30Mas não é a mesma coisa do homem.
04:32Porque o homem tem essa estrutura desde o Carlos Zéfero.
04:35Você já ouviu falar?
04:36Sim, que fazia as mulherzinhas peladas.
04:39Gente, aquele desenho que chamava catecismo.
04:43Mas isso que você está falando, por exemplo, de fazer a perspectiva feminina.
04:47Eu vejo isso como algo profundamente machista.
04:53Porque em vez de celebrar o que nós mulheres verdadeiramente gostamos,
04:59tenta fazer uma versão feminilizada de algo que é dos homens.
05:05Por exemplo, futebol feminino.
05:08Fica enchendo o saco que todo mundo tem que gostar de futebol feminino.
05:11Que mulher que vai ver futebol feminino?
05:13Gente, locutora mulher de futebol, eu falo assim, é tão chata quanto o homem.
05:18Não adianta querer forçar que é fulano, é maravilhoso.
05:20Não, não é.
05:22Aquela narra muito...
05:23Não, não narra.
05:24Ela é um homem...
05:25É igual ao narrador.
05:26Ela é um homem chato narrando com fósforo.
05:28Mulher.
05:29Exatamente.
05:30Não se chama agente misógino, lógico.
05:32O Cláudio Karsug, que falava que na hierarquia do jornalismo esportivo,
05:39você tem alfabetizados, semi-analfabetos, analfabetos e locutores.
05:49Que coisa louca.
05:50Porque o meu professor de educação física no Senai, ele dividia os alunos e falava assim,
05:56quem joga vôlei é o mais inteligente da escola.
05:58basquete é o mediano, handebol é a besta.
06:02Eu era handebol, né, goleiro.
06:04Falou, futebol é inclassificável, né.
06:08São os piores alunos.
06:09Futebol.
06:10Aquele cara que joga louco, futebol de salão, burro.
06:12Ele falou, não tem inteligência.
06:13Mas eu vi outro dia, eu não costumo ver jogo, mas meu filho vê.
06:17Aí ele estava vendo um jogo que é...
06:19Ai, desculpa, gente.
06:20Narradora.
06:21Narradora.
06:23Mas parecia que ela estava...
06:26De fulano.
06:30Parecia uma quadrilha de festa junina.
06:33Olha a cobra.
06:34Eu ouvi de longe.
06:35Eu ouvi de longe e falei assim, mas filho, você não ia ver o jogo?
06:39Mentira.
06:40Porque você não ia ver o jogo?
06:41O que você estava vendo?
06:43Era um jogo, cara.
06:44Tem até um meme machista, né, que se fala que o cara está assistindo TV e a mulher dele chega...
06:48Por que você está vendo o jogo sem a TV, sem o volume?
06:52Ele liga, é uma mulher.
06:53Porque, cara, bora com o fulano.
06:55Então, ela falou, entendi, devido a baixa.
06:58Então, porque assim, eu entendo que há mulheres que gostam de futebol.
07:04Ah, mas não é uma coisa que assim, é o predileto das mulheres.
07:09Eu sempre falo, né...
07:10Por que não fazer coisas legais que as mulheres gostam?
07:13Eu sempre falo, tem três coisas que não é assim comum numa mulher.
07:16Que é gostar de uísque puro, golza rodada e pordão.
07:22É difícil achar uma coisa.
07:24Eu acho que tem essa história da militância, né, da identitarismo.
07:29Tem que ter uma mulher...
07:31Eu não acredito até que se a gente falar um negócio desse, vai vir alguma fala, vocês são misóginos.
07:35Porque você tem que gostar que a mulher é narradora.
07:38Não, não tenho.
07:40Não vou gostar.
07:42E não é...
07:42E essa questão, assim, de...
07:45Também forçar a fingir que gosta, sabe?
07:48Ah, não.
07:49A questão do futebol feminino é a maior, cara.
07:52Porque a mulher não gosta, não são.
07:54Não, eu já vi cada golaço em Futebol Society de mulher.
07:59Você espetar gols da Marta também são...
08:01Mas eu não gosto de assistir esporte.
08:05Eu determo.
Comentários

Recomendado