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O Documento JP investiga os dois extremos da crise climática que atingem o Brasil. De um lado, enchentes históricas devastaram o Sul; do outro, a Amazônia enfrenta uma seca severa. A reportagem analisa como o país, que é sede da COP30, está lidando com as mudanças climáticas. Especialistas debatem o tema.

Assista à íntegra em:
https://youtu.be/AEVAwEoyYqM

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Transcrição
00:00Os danos mais profundos serão sentidos daqui a algumas décadas.
00:04Pouco a pouco, o meio ambiente tem perdido a capacidade de se regenerar sozinho.
00:10No Brasil, a floresta é fundamental para o regime de chuvas.
00:14O vapor d'água reciclado na Amazônia alimenta os chamados rios voadores,
00:20responsáveis por até 15% das precipitações do sudeste do país.
00:25A chuva cai, vai no solo, as raízes pegam a água, jogam para a folha, a folha transpira,
00:35o vapor d'água sobe de novo, forma de novo, nuvem, chove de novo.
00:39Cada molécula de vapor d'água que entra na Amazônia do Oceano Atlântico, pelos ventos alíquios,
00:46ela recicla 5 a 8 vezes, formando vapor d'água, condensação, nuvem, chuva, subir, vapor d'água de novo,
00:56e aí sai.
00:58Cerca de 45% desse vapor d'água que entra lá no Atlântico,
01:03ela sai para o sul, uma partezinha pequena vai para os antes,
01:08uma grande parte vai para o sul.
01:10Isso que explica grande parte da chuva do Cerrado, 15% da chuva do sudeste vem desse vapor d'água,
01:19que nós demos o nome de rios voadores, e também muito da Mata Atlântica,
01:25do sul do Brasil, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul,
01:29e também Uruguai, Paraguai e Norte da Argentina.
01:33Então, se nós passarmos o ponto não retorno da Amazônia, vai diminuir muito esse transporte de vapor d'água,
01:41um enorme risco, inclusive de desaparecimento do Pantanal,
01:44ele pode desaparecer entre 2070 e 2100,
01:48e mais de 50% do Cerrado vai se degradar, vai virar semi-árido, a vegetação da Caatinga.
01:57Então, esses são os enormes riscos se nós passarmos o ponto não retorno da Amazônia.
02:04Mas não é preciso olhar para o futuro para constatar que os eventos climáticos
02:08estão mais intensos e mais frequentes.
02:11Em 2024, na Europa, ondas de calor prolongadas mataram mais de 60 mil pessoas.
02:19Incêndios florestais bateram recordes em Portugal e também na Espanha.
02:24Queimadas devastaram vários estados do Brasil, que liderou o ranking de incêndios florestais.
02:35Fogo também atingiu biomas dos Estados Unidos e Canadá.
02:40Na Ásia, enchentes ultrapassaram marcas históricas.
02:44No Brasil, o Rio Grande do Sul viveu a maior tragédia climática de sua história.
02:52Em alguns municípios, choveu em poucos dias, o equivalente a um terço do que costuma chover em todo ano.
02:59Mais de 2 milhões e 400 mil pessoas foram atingidas.
03:04Centenas de cidades ficaram debaixo d'água e 183 pessoas perderam a vida.
03:11Enquanto isso, no outro extremo do país, a Amazônia enfrentou a pior seca em quatro décadas.
03:19Rios chegaram a níveis críticos, embarcações pararam e comunidades ficaram isoladas,
03:25sem água, alimento e energia.
03:28Para a pesquisadora e ex-presidente do painel climático da ONU, Thelma Krug,
03:34que participou das negociações do Acordo de Paris há 10 anos,
03:38os impactos já não podem ser mais ignorados.
03:41E a COP30 precisa avançar.
03:44O embaixador André, ele deixou muito claro que agora já não tem mais muita coisa a ser negociada na COP,
03:54que merece o consenso de todos os governos, os 196 governos,
04:00aliás, os 195 no Acordo de Paris.
04:03Mas ele entende que agora é a hora de acelerar a implementação.
04:10Eu acredito que, através da agenda de ação climática,
04:15onde você tem 30 objetivos do shopping,
04:19debaixo de seis pilares,
04:21eu acho que a gente vai conseguir avançar muito.
04:23O Brasil, sede da COP30, já viu e sentiu o que a falta de ação pode provocar.
04:31E viveu, ao mesmo tempo, os dois lados de uma mesma crise,
04:35excesso e ausência.
04:37As enchentes no sul e a seca na Amazônia são os dois extremos de um mesmo aquecimento.
04:44Os cenários se repetem com frequência maior e intensidade crescente,
04:49como explica Carlos Nobre.
04:51Então nós estamos já há 26 anos vendo isso acontecer.
04:56E esse experimento foi o que mostrou que todo o sul da Amazônia,
05:01mais de dois milhões de quilômetros quadrados,
05:05a estação seca está ficando muito mais longa.
05:10Uma, uma, uma, uma, uma, uma semana mais longa por década.
05:18A ciência reforça a todo momento.
05:23Não se trata de ciclos naturais.
05:28O planeta cobra respostas e todas as expectativas apontam para o Brasil.
05:34Depois de um ano marcado por tragédias climáticas e alertas científicos,
05:39o mundo volta seus olhos para a Amazônia.
05:42Para a pesquisadora, a escolha de Belém permite mostrar a escala da floresta em pé.
05:49Eu digo isso, apesar de eu dizer que essa cópia é na floresta,
05:54mas não é de floresta,
05:57eu sempre digo que é uma oportunidade interessante,
06:00porque as pessoas não têm noção, sabe?
06:02Elas não têm noção da grandeza que a nossa floresta amazônica é.
06:06Então, sobrevoar, ver grandes áreas extensas de floresta,
06:12nós temos ainda um grande percentual de floresta em pé,
06:16vai ser assim, eu acho que uma novidade, vamos assim dizer,
06:20para algumas dessas pessoas que estão vindo.
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