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A reforma do Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso Nacional, vai ampliar a isenção sobre o 13º salário. A proposta mantém o desconto separado, mas a mudança no valor da isenção passa a valer apenas em 2026. Reportagem: Julia Fermino.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/0eTdgnsjCdw

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Transcrição
00:00A proposta de isenção do Imposto de Renda aprovada pelo Congresso deve aumentar o valor final do 13º salário.
00:06Vamos entender como é que isso aconteceria com a nossa Júlia Fermino, que já está conosco aqui.
00:11Hoje, Júlia, prometemos e cumprimos que Júlia entraria no nosso 3 em 1,
00:16porque eu fui ameaçado na redação de que vários dias ela ficou esperando para entrar
00:20e o link dela caía justamente próximo do horário.
00:24Hoje eu falei para Demetrios Trindade que sim, Júlia entraria para que a nossa relação fosse pacificada.
00:30Então, Júlia, cumpri a minha promessa, conta para a gente aí, minha amiga, bem-vinda.
00:36Boa tarde, Vandra. Saudade de estar com vocês e com a audiência aqui do 3 em 1.
00:41Boa tarde mais uma vez, então, para você, para quem está nos acompanhando.
00:45É isso, essa mudança, então, no Imposto de Renda, que já foi aprovado pelo Congresso,
00:51deve aumentar o valor do 13º para os trabalhadores que ganham até R$ 7.350,
00:57mas isso vai acontecer de forma gradual.
01:00O projeto zera o imposto para todos os trabalhadores que ganham até R$ 5.000 salários mínimos.
01:06Isso muda porque hoje o que nós temos é a faixa de isenção até pessoas que ganham R$ 2.428,
01:16então passa a considerar aqueles que ganham até R$ 5.000 como salário.
01:21Agora, para aqueles que com renda de até R$ 7.350 por mês, será aplicada uma fórmula
01:28para amenizar o desconto de forma gradual, ou seja, aos poucos.
01:33E quem ganha mais do que R$ 7.000 não vai ter nenhum desconto,
01:37não vai ser contemplado, então, nessa redução do imposto.
01:40Essa mudança só vai ser sentida, Evandro, no ano que vem.
01:44Isso porque a mudança começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2023.
01:49Então, por hora, o 13º que vai ser pago ainda nesse mês, novembro, dezembro,
01:54isso vai continuar do jeito que está.
01:56Agora, a mudança passa a valer só mesmo no ano que vem.
01:59Só para a gente entender, então, recapitulando,
02:01quem recebe salário de R$ 3.036 até R$ 5.000,
02:06vai deixar de ter qualquer desconto do imposto de renda.
02:10Aqueles que recebem de R$ 5.000 a R$ 7.350 terão desconto parcial,
02:16que será gradual.
02:17E quem recebe mais do que esses R$ 7.350 não terá nenhum benefício.
02:24De acordo com os especialistas, essa mudança vem justamente para apoiar,
02:29dar um auxílio às famílias de renda mais baixa,
02:32que acabam gastando esse 13º justamente com contas básicas, contas mensais.
02:37Então, esse desconto vem para aliviar essas famílias
02:42e ajudar justamente no orçamento familiar.
02:45Volto com vocês no estúdio.
02:46Muito obrigado pelas informações, Júlia.
02:48Um abraço para você.
02:50Piperno, e aí?
02:52Reforma do imposto de renda.
02:54Reforma do imposto de renda, claro que era algo pretendido, prometido e necessário.
03:00Então, o Brasil, eu sempre sinto isso,
03:02até 31 de dezembro de 22, o Brasil cobrava imposto de renda
03:07de todo e qualquer trabalhador que recebesse acima de 1.6 salários mínimos.
03:13O que eu chamava de uma extorsão social, indecente.
03:17Dava lá, na época, R$ 1.900 e poucos reais.
03:20Então, agora vai para algo em torno de 3.1, 3.2 mínimos,
03:26porque a gente ainda não sabe exatamente qual vai ser o salário mínimo do ano que vem.
03:30É um salto. E veja, outro dia eu estava vendo, por exemplo, o salário mínimo do Equador.
03:35É muito maior que o do Brasil.
03:37Então, no Brasil isso ficou muito defasado ao longo do tempo.
03:41É óbvio também que não dá para abrir mão de algum gradualismo nessa recomposição.
03:49Agora, a recomposição tem que ser feita.
03:51Zé Maria Trindade, havia uma preocupação do governo ao apresentar essa proposta sobre a compensação.
03:57Essas medidas foram trazidas ali no projeto sem que haja nenhuma alteração,
04:02até por conta da pressa também que se tem.
04:05Como é que você avalia a maneira como as contas estão sendo apresentadas?
04:08Você acha que elas são críveis e vão conseguir suprir aquilo de arrecadação
04:12que o governo abrirá mão para conceder essa isenção para uma faixa maior?
04:17Tradicionalmente, há essa disputa entre governos e Congresso.
04:24O governo faz um orçamento, ele reduz a projeção de arrecadação, subestima a projeção de arrecadação,
04:35manda orçamento para o Congresso Nacional.
04:37Chegando no Congresso, os deputados e senadores superestimam a arrecadação
04:42para incluir as emendas e os projetos de interesses lá, setoriais e dos seus aliados, enfim, dos seus financiadores,
04:53e assim vai funcionando a vida.
04:55Então, o Congresso pega o orçamento, superestima a arrecadação,
04:59porque o orçamento tem que fechar, tem que ser igual.
05:01Então, sempre houve essa corrida aí de gato e rato entre Congresso e governo.
05:07Nesse caso do salário mínimo, o governo queria entrar em vários tipos de impostos novos e tal
05:13para recuperar o que vai deixar de arrecadar e chamado gasto tributário, né?
05:19Lembrando, e eu gosto de lembrar sempre, que essa é a maior fatia de arrecadação do imposto de renda.
05:24É um, vamos dizer assim, uma pirâmide, né?
05:27E a base da pirâmide, ela é muito maior, a base de arrecadação, a base real de arrecadação.
05:34Então, assim, é onde se concentra o maior arrecadação do governo.
05:40E lembrando que o imposto de renda, ele compõe ali a maior parte do FPM,
05:45Fundo de Participação de Estados e Municípios.
05:47E quem vai sofrer muito é municípios, porque ele vai ficar, o FPM será menor,
05:52porque a composição do FPM tem como base a arrecadação do imposto de renda à pessoa física.
05:57Esse debate foi para o Senado Federal e o Renan Calheiros, que foi o relator,
06:01queria incluir novas arrecadações.
06:04E aí o governo foi em cima dele e falou, olha, eu sei que você quer ajudar,
06:08mas esse projeto não pode voltar para a Câmara,
06:11porque a Câmara está em outro clima e pode piorar tudo.
06:14Aí o que ele fez?
06:17Apresentou o projeto sem mudança para ser aprovado assim
06:20e rapidamente liberado para sanção.
06:23E ele, o Renan Calheiros, disse que vai apresentar um projeto para aumentar a arrecadação.
06:29Isso aí vai ser perdido aí nas gavetas e nos escaninhos lá do Senado e da Câmara.
06:35Ninguém quer mais aumentar impostos.
06:37Mas essa é a história aí deste canhão político
06:41que é a isenção do impogênda até cinco salários mínimos.
06:45Haverá um ganho real, né?
06:46Até que enfim.
06:47E aí
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