00:00Gente, agora a gente vai trazer um dado preocupante que foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado.
00:05O AVC mata uma pessoa a cada seis horas aqui no Espírito Santo.
00:11É, de janeiro a agosto desse ano, mais de 900 pessoas morreram vítima dessa doença.
00:16A gente quer entender melhor como é possível evitar o derrame cerebral.
00:20Ao vivo, Manuela Machado tem as informações pra gente.
00:23Manuela está com uma médica, né Manu?
00:26Boa noite. Como é possível evitar essa doença?
00:30Boa noite, Isabela. Boa noite a todos.
00:34Quem vai esclarecer pra gente é a neurologista, a doutora Rúbia Sfalsini,
00:38que vai falar porque, olha só, é preocupante mesmo esse dado da César,
00:42porque são 993 mortes por AVC de janeiro a agosto deste ano, somente aqui no Espírito Santo.
00:48E tem uns dados em relação a internações, que são mais de 4.400 internações,
00:54um aninho de idade, cinco internações, de um ano a quatro anos, seis,
00:58de cinco a 14 anos, dez, de 15 a 49 anos, 570 e mais de 50 anos, 3.819 casos de internações,
01:09além dessas mortes, né?
01:10E doutora, boa noite, obrigada pela presença.
01:13Como evitar o AVC?
01:15Boa noite mais uma vez.
01:16Olá, boa noite a todos.
01:17Bom, essa é uma excelente pergunta, porque 90% dos casos de um AVC poderiam ter sido evitados.
01:24Justamente pelos controles de fatores de risco que nós temos, os modificáveis e os não modificáveis.
01:30Como você pode ver aí, a idade é um fator de risco não modificável.
01:34A gente não tem como alterar a nossa idade, não é mesmo?
01:36Mas nós temos os fatores de risco modificáveis, que são pressão alta, diabetes descontrolado,
01:42colesterol alterado, sedentarismo, tabagismo, que são fatores que a gente pode controlar e evitar, sim, um AVC.
01:52E, inclusive, em crianças, bebês, como a mãe, os pais, os responsáveis, podem perceber?
01:57Sim, esses dados são muito importantes, porque, como você pode ver aí, o AVC pode acometer qualquer idade,
02:03até mesmo bebês.
02:05E as causas são diversas.
02:06Nós temos causas desde as causas maternas até as causas do próprio bebê.
02:11Então, mãe com pré-eclâmpsia, diabetes, criança que teve um parto mais difícil, mais prolongado,
02:18algumas trombofilias, doenças hereditárias e algumas cardiopatias também que o bebê também pode apresentar.
02:26Então, no paciente mais jovem, nós temos algumas outras causas,
02:31inclusive nós temos as causas como diabetes, sedentarismo, hipertensão também aumentando nessa faixa etária dos mais jovens,
02:38mas também temos trombofilias e cardiopatias, ou seja, arritmia, onde a gente tem trombo dentro do coração
02:46e esse trombo acaba levando ao AVC isquêmico, por exemplo.
02:50É importante, né?
02:51É essencial aí o controle, procurar fazer um check-up pelo menos uma vez por ano
02:54e também atividade física, uma alimentação controlada.
02:57Isso. É super importante esse check-up, esse acompanhamento, por exemplo, com o médico,
03:06para saber porque muitas pessoas não sabem que são hipertensas.
03:10Então, ao fazer esse acompanhamento, você acaba conhecendo seus fatores de risco,
03:14como pressão alta, diabetes e esse controle, né?
03:18Somado à atividade física, não fumar e não beber, isso aí com certeza já evita praticamente 90% dos casos.
03:26O estresse também, né? O estresse também pode causar.
03:30Indiretamente, sim. Então, você controlando esses fatores e, por exemplo, fazendo atividade física,
03:35isso automaticamente tende a controlar o estresse.
03:38Bom, muito obrigada, doutora Ruber, pelas informações.
03:41Importante, né? Se cuidar mesmo, fazer esse check-up e ficar atento aos sinais.
03:45Volto com você, Isabela.
03:47Obrigada, Manuela, pelas informações. Agradeço a doutora também.
03:50Agradeço a doutora também.
03:51Agradeço a doutora também.
03:52Tchau.
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