Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Após a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, sete governadores se reuniram no Palácio Guanabara para anunciar o “Consórcio da Paz”, uma aliança entre estados para enfrentar o crime organizado. A iniciativa pretende fortalecer o intercâmbio de informações de inteligência e ações conjuntas entre polícias estaduais. Jesualdo Almeida e Monica Rosenberg opinaram.
Reportagem: Rodrigo Viga
Comentaristas: Jesualdo Almeida e Monica Rosenberg

Confira na íntegra: https://youtube.com/live/t-8B6mL6F5I

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#TempoReal

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Vamos voltar a falar da situação do Rio de Janeiro, porque governadores de direita se reuniram lá no Rio e anunciaram a criação do Consórcio da Paz.
00:09Vamos tentar entender melhor com o Rodrigo Viga, que chega ao vivo novamente com a gente.
00:13Viga, como é que vai funcionar esse consórcio?
00:16Tudo bem, Márcia. Boa tarde para você mais uma vez, para o Bruno, para o nosso ouvinte, espectador e internauta do Tempo Real.
00:22Vai funcionar da seguinte forma, a sede vai ser aqui no Rio de Janeiro e é uma espécie de consórcio que, na verdade, é uma cooperação mais próxima, mais íntima entre os estados que vão integrar esse consórcio da paz.
00:36Em princípio, ele foi instituído, criado por governadores do campo da direita, mas, segundo aqueles que falaram sobre a criação dessa iniciativa,
00:45não haverá veto, proibição ou alguma coisa do gênero em relação a qualquer um, ente federativo, qualquer estado, seja de um representante, de um governante da esquerda, do centro ou da direita,
00:59todos estão convidados para fazer parte dessa cooperação na área logística, na área da inteligência e até mesmo de tropas.
01:07É muito pouco provável, por exemplo, que o Rio de Janeiro, São Paulo, que tem um know-how, uma estrutura, uma logística, equipamentos de vanguarda,
01:17precisem, por exemplo, da ajuda em termos de equipamentos de Santa Catarina ou do Mato Grosso.
01:23Mas, é aquela história, em momentos de crise, tudo é bem-vindo, tudo é oportuno.
01:29Fizeram parte dessa reunião que aconteceu no Palácio Guanabara, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro,
01:35o de São Paulo, o de São Paulo, o Tarcísio de Freitas, que participou remotamente.
01:39Participaram ainda Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, potenciais candidatos à presidência da República no ano de dois mil e vinte e seis.
01:47O Eduardo Riedel, que é do Mato Grosso, além ainda do Jorginho Mella, que foi o autor dessa ideia, desse nome, né,
01:54Consórcio da Paz, e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
02:00Vamos ouvir, então, o que disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro,
02:03Embora isso tenha sido interpretado como uma espécie de iniciativa dos Estados,
02:09mediante a negligência, segundo os governantes do governo federal,
02:13vamos ouvir o que disse o governador Cláudio Castro, qual é a real intenção desse Escritório da Paz, desse Consórcio da Paz, melhor dizendo.
02:21Uma decisão que aponta um caminho claro de retomada de território, de integração, de financiamento,
02:29que é exatamente isso que todos nós desejamos.
02:33E que o Rio de Janeiro, através dessa decisão brilhante do Supremo Tribunal Federal,
02:39possa ser esse grande laboratório, já que ele hoje é o epicentro,
02:43que ele possa daqui pra frente virar o laboratório dessa que pode ser a ação que mude a história do Brasil.
02:51Rio de Janeiro tem um efeito farol, né?
02:55Fala com o Brasil e fala também com o mundo.
02:59É a cidade talvez mais conhecida em nível internacional junto com São Paulo.
03:05Então, quando o governador fala em laboratório, é que todas essas iniciativas e experiências em dando certo
03:10poderão ser reproduzidas e replicadas em cidades e estados brasileiros.
03:16Meus companheiros.
03:16Obrigada, Rodrigo Viga, direto do Rio de Janeiro.
03:20Agora a gente chama os nossos analistas mais uma vez, Mônica Rosenberg e Gesualdo Almeida,
03:26começando pela Mônica.
03:27Mônica, essa iniciativa realmente é pra ajudar na segurança pública do Rio de Janeiro
03:33ou é pra proteger a imagem política de Cláudio Castro?
03:39Me parece que é a segunda coisa, né, Márcia?
03:41Aquela situação em que eles estão falando de paz, mas pra que haja paz, vamos fazer a guerra.
03:47Eu lembro daquela, quando eu era mais nova, teve aquela situação na China, lá na Praça da Paz Celestial,
03:53onde tinha aqueles tanques de guerra enfrentando aquele, uma pessoa sozinho.
03:57E aquilo foi muito irônico, porque era na Praça da Paz, os tanques de guerra dominando, estavam ali sozinhos.
04:03E me parece que é um pouco isso que eles estão planejando fazer esse consórcio da paz.
04:07Ele quer levar à frente uma guerra contra a violência, uma guerra contra o tráfico,
04:14uma guerra contra o narco-estado, uma guerra contra a falta de Estado
04:19e o domínio que nós estamos vendo das organizações criminosas dentro do Brasil.
04:25Faz sentido pra muita gente e esperamos que realmente eles procurem soluções que busquem a paz
04:30e que não sejam apenas de dar uma passada de pano aí político em uma situação de violência
04:37provavelmente desnecessária e abusiva e que comecem realmente a discutir propostas
04:43e que tragam os governadores dos outros lados ideológicos pra que a gente possa analisar
04:49o que deu certo em outros países, o que precisa ser mudado dentro do Brasil
04:52e como combater efetivamente o absurdo crescimento das facções e das organizações criminosas
04:59que hoje já saíram dos mercados ilícitos, estão nos mercados lícitos, estão nos combustíveis,
05:05estão no financeiro.
05:07Isso precisa ser contido para muito além simplesmente da lei penal.
05:10A gente segue com esse assunto, com essas repercussões, as análises de Jesualdo Almeida também.
05:18Jesualdo, eu sigo insistindo, já tem alguns dias, algumas horas que essa operação aconteceu.
05:25A gente viu essa articulação dos governadores, já se cria um consórcio então para falar sobre segurança.
05:32O governo federal já enviou seus ministros, estiveram lá em loco no Rio de Janeiro,
05:37mas a figura do presidente da república não se manifestou e não foi também,
05:42não se posicionou para de fato ir lá em loco, acompanhar ou para lamentar as mortes
05:47como os seus aliados estão fazendo e não tem esse tipo de posicionamento firme
05:53em ir lá, em se posicionar a figura do presidente da república.
05:57É uma estratégia assertiva de fato quando acaba se ocultando e colocando os seus aliados
06:03para atuar em uma situação de crise como essa que estamos enfrentando no Rio de Janeiro?
06:10É a politização da questão da segurança pública em especial desse evento no Rio de Janeiro.
06:15E vamos combinar, né? Esses governadores que se reuniram com o Cláudio Castro agora
06:19estão surfando na fama ainda que transitória do governador.
06:22Sejamos realistas, há uma semana atrás pouquíssimas pessoas sabiam o nome do Cláudio Castro,
06:29sabiam quem era efetivamente o governador do Rio de Janeiro e hoje o país só se fala dele.
06:34Ele alçou pelo bem ou pelo mal, mas ele alçou uma projeção que antes ele não tinha.
06:39E esses governadores tidos por direita, que tem como bastião, que tem como bandeira,
06:44defenderem de forma intransigente a segurança pública, se unem nesse momento que lhes é favorável.
06:50Basta ver que a opinião pública está de acordo com aquilo que foi feito.
06:53Não vamos discutir o mérito, se é bom, se é ruim.
06:55Mas a opinião pública parece estar de acordo com aquilo que foi realizado no Rio de Janeiro.
06:59E esses governadores de direita, que tem a mesma linha ideológica, parecem fazer o contraponto.
07:04Nós defendemos a população ao passo que o presidente da República não.
07:09Não veio aqui até agora, não levantou as vozes para dizer de forma favorável a essas operações.
07:15Pelo contrário, só criticou e não enviou o seu efetivo.
07:18É uma manifestação eminentemente política e que venha ao encontro dessa fama,
07:24talvez transitória, talvez efêmera, mas uma fama do governador do Rio de Janeiro.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado