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UAI TURISMO RECEBE CARLOS ALTMAN PARA FALAR SOBRE O JORNALISMO DE VIAGENS

O novo episódio do podcast Uai Turismo, apresentado por Isabella Ricci, recebe Carlos Altman, coordenador da editoria de Turismo do Jornal Estado de Minas, para uma conversa inspiradora sobre os bastidores do jornalismo de viagens e as transformações do setor.

Com mais de 30 anos de carreira no jornal, Altman compartilha histórias de bastidores, desafios e curiosidades que viveu entre editorias, da fotografia ao turismo. Ele relembra como as experiências pessoais se transformaram em grandes reportagens e explica por que o turismo é a única editoria onde “o céu está sempre azul”.

“A proposta do turismo no Estado de Minas é mostrar o lado bom de tudo”, destaca Altman, ao comentar que até mesmo nas viagens com imprevistos, o olhar do repórter busca valorizar experiências positivas e inspiradoras.

Durante o papo, o jornalista reflete sobre o impacto da pandemia no setor e o despertar dos mineiros para destinos locais. “Muita gente redescobriu Minas, suas serras, a gastronomia e a cultura. Foi um aprendizado coletivo”, afirma.

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#UaiTurismo #CarlosAltman #IsabellaRicci #TurismoEM

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Viagens
Transcrição
00:00O sonho de muita gente é viver viajando e ainda receber por isso.
00:06Mas será que é tão simples assim?
00:08Hoje a gente vai falar sobre jornalismo de viagens no podcast Why Turismo.
00:17Nossa convidada de hoje é jornalista com MBA em mídias digitais
00:21e coordenador da editoria de turismo do jornal Estado de Minas.
00:25Ele atua há 30 anos aqui no jornal, gente.
00:28Por onde ele já passou em várias editorias.
00:32Fotografia, EM Digital e redes sociais.
00:34Hoje ele viaja o mundo afora para escrever sobre destinos turísticos.
00:38Um grande parceiro do Why Turismo.
00:40Bem-vindo, Carlos Altimo.
00:42Prazer estar aqui com você.
00:44Prazer enorme.
00:46Contar um pouquinho dessas histórias, né?
00:48Como que a gente viaja e quantas coisas que a gente tem para passar para as pessoas.
00:52Não só além do...
00:53É bom muitos bastidores, né?
00:55É, porque o povo só vê as pingas, ninguém vê o povo, né?
00:58Só vê que é dentro, maravilhoso, mas não sabe o que foi que passou ali por trás.
01:01O Altimo, mais 30 anos de jornal, né?
01:04Você tem muita história para contar que a gente vai tentar resumir aqui um pouquinho.
01:08Como é que foi essa transição da fotografia, de entender o mundo do jornalismo e agora com esse...
01:14Agora não, né?
01:15Já há alguns anos com esse recorte do turismo.
01:17Como foi essa transição?
01:18Foi assim...
01:20Fechando essa pergunta aí, eu vou precisar de você se aproximar de novo.
01:25Eu acho que no momento aí...
01:27O meu?
01:28O meu?
01:29Ou deu?
01:29Do dois.
01:30Mas deu pra captar?
01:31Não, deu pra captar ótimo.
01:32Só que eu acho que pra melhorar a qualidade mesmo, ficar 100% mesmo, tava tipo...
01:36Alô, alô, alô, alô.
01:38Alô, alô, alô.
01:39Então já pode continuar respondendo, né?
01:41Isso, já vai e já pode responder.
01:42Olha, essa transição começou da seguinte forma.
01:50Eu sempre fui apaixonado na fotografia desde a época da faculdade, formei na PUC, em
01:5494, mas ao mesmo tempo gostava muito de escrever.
01:58Então, assim, essa imagem de ter, ah, o fotógrafo não é jornalista, ou então o fotógrafo não
02:03escreve, isso nunca aconteceu comigo.
02:05Eu sempre escrevi, escrevi muito, né?
02:08E a forma, aí o que eu ia fazer?
02:11Quando eu fazia qualquer viagem, viagem pessoal, né, particular, eu aproveitava e oferecia
02:17pra editoria de turismo, né?
02:19Primeiro foi a Marliana, né, que foi a Marliana Tavares, que foi editora de turismo, e depois,
02:25né, dando prosseguimento, né, os outros editores que passaram pelo jornal.
02:30E a vantagem era o seguinte, eu falava isso, olha, eu quero escrever, mas sem comprometimento.
02:36Então, assim, deixa eu escrever um pouco do meu, essa coisa, assim.
02:39Teve algumas matérias que esteve na primeira pessoa, que eu falava, né, da minha ida nos
02:44lugares.
02:45Já sobre turismo, lá atrás.
02:47Sobre turismo.
02:48Tá, isso, né, quer dizer, eu entrei no jornal em 95, já em 2000, 2005, eu comecei a escrever
02:56muito pro turismo, e sempre isso, era uma viagem que eu fazia, uma viagem particular, e aproveitava
03:01e publicava no jornal.
03:02E aí, de repente, você realmente falou, agora o negócio vai ser turismo mesmo, largou
03:09as outras coisas, foi uma escolha sua, ótima?
03:12Ou foi acontecendo?
03:13Eu acho que a transição, porque antes de ir pra redação, antes de sair da fotografia,
03:17eu passei pelo AM Digital, que era uma proposta muito legal, porque o jornal tava colocando
03:21a versão, a versão impressa, dentro de uma plataforma que no início era o iPad e depois
03:28os outros tablets, né?
03:30Essa aí foi lá em 2010, e eu fiquei lá mais ou menos até 2014.
03:35Depois eu fui pra redes sociais.
03:37Mas, ao mesmo tempo, eu falei o seguinte, não é só isso que eu quero.
03:41Entendeu?
03:41E já tinha, já, a sedução do turismo, e chamando, vim, vão, vim cá, vamos escrever.
03:47Tudo pica, gente, não tem jeito, né?
03:49Não tem.
03:49Não tem, acredito, essa coisa do, a experiência, e uma coisa que eu acho muito engraçada,
03:55assim, tem um colega de São Gustavo Werneck, eu falava que o editoria de turismo é a única
04:00que sempre tá sempre o céu azul.
04:03A gente nunca publica as coisas ruins, né?
04:06Pelo menos assim, a nossa proposta, a proposta do turismo no Sardimismo, é sempre de mostrar
04:11o lado bom de tudo.
04:13Então, assim, podia ter chovido, aquele terror, aquela imagem...
04:16Não, mas a gente pega uma imagem, uma outra imagem, né?
04:19De uma outra, de uma assessoria, da prefeitura.
04:22Então, a gente não divulga aquela imagem ruim.
04:25A imagem, tô falando estética também da imagem local.
04:28E algumas experiências que a gente passa, né?
04:30Nessas viagens, né?
04:32De atraso de voos, a gente não publica também.
04:35A gente só coloca o lado bom.
04:36Até mesmo os hotéis.
04:38A gente chega no hotel, não é bem aqui.
04:39Esse turismo verdadeiro, né?
04:42Essa coisa, é uma ideia, é uma proposta que a gente tem realmente que passar.
04:48O que a gente vai passar pro nosso leitor?
04:50Então, mas deixa eu voltar lá nessa questão da transição, hein?
04:53Quando eu começo já no turismo, né?
04:55Aí já vai ser 2018.
04:58Eu comecei em turismo, né?
04:59Eu assumo a de turismo.
05:03E eu fico até 2020, porque aí chegou a pandemia.
05:07A gente teve que interromper tudo, parar, porque não tinha como.
05:10Eu tinha uma matéria pronta de Capitólio, só pra você ter ideia.
05:13A matéria tava toda, porque a gente tinha falado sobre...
05:17Isso já é...
05:19Já é pra ser publicado.
05:20Tudo pra ser publicado.
05:21A matéria tava lá fechada.
05:23Aí começou, foi o fechamento.
05:24Foi quando foi no dia, né?
05:25No dia 20, no dia 15, na verdade, de março.
05:29E a gente fecha o turismo.
05:31A cidade é fechada mesmo.
05:32E a gente não teve como publicar.
05:35Então, a gente ficou um tempo.
05:36Depois a gente volta, lá em 2021.
05:39Ah, bom, os casos estão diminuindo.
05:42A gente já consegue divulgar os destinos.
05:45Foi a mesma coisa.
05:46Teve uma última maféria que tava pronta, engavetada.
05:48Ó, tava pronta pra ser publicada.
05:51E aí, na hora que a gente...
05:54Aí eu volto e ligo pra cidade.
05:55E aí, como é que tá?
05:56Tá questão, os hotéis, ok?
05:58Carlos, a gente vai ter que fechar os números, os casos aqui de Covid.
06:01Eles subiram muito.
06:03E a gente vai ter que fazer e interromper todas as hospedagens aqui na cidade.
06:06Isso foi capitão?
06:07Não.
06:08Isso já foi...
06:12Távras Novas, né?
06:13Que foi lá em Lavras Novas.
06:14Era uma terra que tava deliciosa.
06:16Porque, assim, era uma questão de inverno, aproveitando.
06:19O turismo voltando, né?
06:21Lá pra isso, de Ouro Preto.
06:23E aí, eles falaram.
06:24Não tem jeito, a gente não tem como.
06:26Vai ter que fechar as pausadas.
06:27Com 14 fechadas, a gente não vai ter como liberar.
06:29Então, foi mais uma matéria que ela ficou engaventada.
06:33A gente guardou.
06:35Pra depois atualizar.
06:36Depois nós atualizamos e divulgamos ela.
06:38O período de pandemia, ele foi de muito aprendizado, assim, pro setor do turismo, né, Carlos?
06:43Porque eu acho que a gente aprendeu muita coisa também, né?
06:45Muito, muito.
06:46Acho que uma coisa que, assim, chamou muita atenção na pandemia foi a forma que o brasileiro,
06:52principalmente o mineiro, começou a conhecer seu estado.
06:54Verdade.
06:55Até então, você estava fazendo viagem internacional nas férias, você ia no janeiro pra Europa,
07:02no meio do ano você ia pros Estados Unidos, você estava sempre viajando pra fora, esquecendo
07:06que Minas tem um estado maravilhoso, com destinos belíssimos, e com uma riqueza cultural,
07:13gastronômica.
07:14E aí, o que eu acho que o mineiro começa a descobrir, opa, e outra coisa que aconteceu
07:21muito na pandemia, você acha que o aprendizado que é tanto pros destinos, foi muito que o
07:27destino bate e volta, assim, mesmo porque você chegava lá, a única coisa que estava
07:30aberta, eu era restaurante, mas sim, o hotel estava fechado.
07:33Mas então, é só sair pela zona, aquele desespero, porque eu não quero ficar mais dentro de
07:38apartamento, não dou conta mais, eu quero viajar, mas eu quero ir pra um lugar simples.
07:42Então, a Serra, vamos dizer, eu sou de Lagoa Santa, que é caminho da Serra do Cipó.
07:48A Serra do Cipó ficou lotada, porque teve muito camping.
07:51Porque tinha distanciamento, né?
07:52Tinha distanciamento, as pessoas ficavam no campo, ficavam quietinho.
07:55O motorhome, a gente não tem o hábito aqui, não tem, né, um histórico aqui em Minas.
08:00Virou, né?
08:00E virou também, muitas pessoas querendo comprar o motorhome.
08:03Ah, eu quero viajar, eu quero levar o hotel comigo.
08:06É.
08:07Eu quero levar a minha casa comigo, essa era a ideia.
08:09Você poderia estar em qualquer lugar, no motorhome, e isolado, né?
08:13Não correr no risco de contaminar e nem ser contaminar.
08:15Acho que o grande aprendizado foi, primeiro, o mineiro olhar para ir para o estado, descobrir
08:21as beijas, as cachorrias, a nossa gastronomia, a nossa cultura em si foi outra que foi muito
08:29prejudicada.
08:30Sim.
08:31Todas aquelas festas, elas não puderam.
08:35Restaurante, quem trabalhava com qualquer tipo de evento, né?
08:38E é uma cadeia enorme.
08:38Não, é uma cadeia, né?
08:39Não, é uma cadeia, assim, do transfer, do pessoal que trabalha dentro dos hotéis,
08:44as camareiras, alimentação, aquele produtor, aquele que fornecia para aquele hotel.
08:53Então, assim, impactou muito grande.
08:54E quando o turismo volta, né, que a gente retoma esse turismo, aí eu tomo uma decisão lá no jornal.
09:02Falei, olha, vamos fazer o seguinte, vamos divulgar Minas.
09:06Então, a gente passou, não, mesmo porque, assim, ainda estavam, alguns países estavam fechados.
09:11E o medo também de você viajar para fora, chegar lá e fechar de novo.
09:16Como teve pessoal que foi preso lá no aeroporto de Lisboa, não conseguiu voltar para o Brasil, no início da pandemia, né?
09:23Porque você não podia te voltar para o Brasil.
09:23A gente não sabia, né?
09:24A gente estava aprendendo o que ia acontecer a cada perrengue desses, né?
09:29E foi assim, foi longo, né?
09:30A gente achava, ah, vai durar um ano, dois anos, dois, três anos.
09:33E a gente ficou ali, né, com aquele, essa, como que a gente, como que isso foi tão impactante para esse setor.
09:41Que parece até sonho, quando a gente olha para trás, né?
09:44Não, muito.
09:44E, Álcio, mas falando de Minas, então, me conta, você, então, tipo assim, virou especialista em Minas.
09:50Por especialista, eu acho que sou embaixadora.
09:52Tanto que eu amo o Estado, e é tão engraçado, porque eu olhava para Minas, assim, divulgar Minas.
10:01Eu sempre divulgava, sempre...
10:02As mesmas cores.
10:03A gente não, então, assim, era sempre cidade histórica, eu pegava sempre ouro preto, tiradense,
10:07e a gente começa a descobrir, e eu acho que é uma coisa que o governo também,
10:11eu acho que o governo do Estado, eu tenho que elogiar um pouco também,
10:15foi quando ele começa a criar as rotas.
10:17As várias rotas, né?
10:18Tirou só daquela coisa de cidade histórica.
10:21Isso aí.
10:22Aí deixa, opa, Minas tem muito mais que isso.
10:25Tem muito mais ouro preto, tiradense, diamantina.
10:28Que é muito legal, mas tem muito mais coisa, né?
10:30Muito.
10:30E eu falo o seguinte, eu já divulgo essas cidades em dois momentos que são cruciais.
10:35Carnaval é semana santa, semana santa nem se fala.
10:38Não tem jeito de não falar.
10:39Sempre falaram de cidades históricas.
10:42Aí eu começo a divulgar destinos que as pessoas não...
10:45Então eu nunca tinha imaginado, ai meu Deus, que lugar é esse, onde é que fica?
10:49Aí você pega São Romão, você pega Januária, você pega Peruassu, gente.
10:57Os mineiros não conhecem o Parque Nacional do Peruassu.
11:00E é uma coisa maravilhosa.
11:02Ele é gigantesco, ele é lindo.
11:04É um lugar que as pessoas precisam conhecer.
11:07Tem um lugar aqui em Minas,
11:09que eu falo que eu tenho que pedir licença para poder fazer uma matéria que eles não deixam.
11:12É mesmo?
11:14É.
11:14Qual que é?
11:16Estou até com medo de falar, assim.
11:18Agora fala.
11:19Apenas é.
11:21Apenas é.
11:21Fica lá em Santana do Riacho, perto da Serra do Cipó.
11:25É um lugar tão espiritual, tão forte.
11:27É uma energia tão vibrante que você tem lá.
11:29Você tem aquela pedra do breu, você tem aquela represa.
11:33É um lugar que para você chegar sem pedir licença.
11:35Entendi.
11:35Você pede licença, peraí, eu vou entrar aqui e tal.
11:39Você conecta com aquele lugar, conecta com aquela natureza.
11:43Então, toda vez que eu vou fazer matéria, eles viram para mim o seguinte.
11:45Eu sou muito espiritualista.
11:47Então, eles falam, não, não é o momento, não faça matéria.
11:50Porque teve uma vez que eu fiz uma matéria sobre...
11:54Essa foi uma situação também muito engraçada.
11:57Quando eu estava retomando o turismo,
11:59Eu falei da Prainha do Bananal, que fica lá no Parque Nacional da Serra do Cipó.
12:07Aham, no Parque Nacional da Serra do Cipó.
12:08É aqui na Leitlada 2, lá.
12:10E aí você vai pelo Rio Bocan, não sei o que, até chegar nessa prainha.
12:13É um lugar, assim, divino, maravilhoso.
12:16E quando eu estava lá, assim, eu tinha ido, tudo, tal.
12:19Eu estava acompanhando, foi muito legal, porque eu estava acompanhando um grupo de crianças com...
12:23São...
12:24Aqueles que são autistas.
12:25Os pais estavam levando para ter um passeio ao ar livre, para ter uma experiência.
12:30Pais e mães, essas crianças, levando para ter um...
12:33Olha, eu quero que vocês tenham contato com a natureza.
12:36Pise na água, sinta a natureza, sinta esse lugar aqui.
12:39E vocês vão ver que é um lugar maravilhoso.
12:41Beleza.
12:41Então, eu estava saindo.
12:43Eu não sei o que estava falando.
12:44Ah, quando é que saiu a matéria?
12:45Alguém virou para mim, não é?
12:46Quer dizer, do grupo.
12:48E aí, você vai sair a matéria?
12:49Você vai sair oi?
12:50Aí chega uma senhora...
12:52Senhora não, é até nova, é assim.
12:54Ela virou para mim, ah, moço, não divulga aqui, não.
12:58Esse aqui é um lugar nosso, sabe?
13:01É um absurdo, sabe?
13:03A gente quer preservar, a gente quer isso para mim.
13:05A gente não quer que tenha turismo demais.
13:08Sendo que na semana seguinte ia ter um feriado.
13:11Beleza, aí eu divulguei a matéria, né?
13:14Quer dizer, era para o segredo.
13:16E essa prainha virou...
13:17É um sucesso imenso.
13:19Eu disse na semana seguinte que foi para o Carnaval, né?
13:22Que era a véspera do Carnaval, a gente lotou o local.
13:24Me xingaram horrores, falando que eu fui culpado na minha matéria, que eu divulgui.
13:28Mas a gente, ao mesmo tempo, a gente fala, sabe?
13:32Esse lado, qual que é a função nossa como jornalista?
13:36Qual a função da imprensa?
13:38São lugares belíssimos que precisam ser, né?
13:41Tanto que na matéria eu falo, descuidado, você tem que ter, não pode levar churrasqueira, né?
13:46Não poder recolher todo o lixo.
13:49Então, assim, a matéria foi muito bem arrumada para...
13:54E muito bem a informação para que as pessoas não deixassem nenhum lixo, nada lá.
13:59Lá só mesmo para fotografar, curtir e voltar.
14:02E essa, e essa, e essa...
14:06Eu senti um pouco, sendo ela morada no local, eu pensei um pouco, opa, é meio de egoísmo, né?
14:11Assim, tipo...
14:12É, isso acontece muito, né, Álvaro?
14:14Mas, assim, isso depende também do destino se organizar.
14:16É.
14:17Porque gera renda para o local, né?
14:20O negócio é que não pode ser desorganizado.
14:21A gente tem no Brasil um exemplo belíssimo que é bonito.
14:24É.
14:25Né, que assim, até repetitivo falar, mas bonito é um exemplo de que dá para ser sustentável com regra.
14:34Realmente é um tíquete médio mais alto.
14:37Muito mais alto.
14:38E você chega, por exemplo, na Gruta Azul, não sei quantas pessoas que são lá, mas, tipo assim,
14:4230 pessoas descem por dia.
14:44Não descem 31.
14:45É, isso mesmo.
14:45São 30.
14:46Tá limitado.
14:47Então, é uma forma de preservar.
14:49É melhor que isso de Noronha, né?
14:50Também.
14:51Todas aquelas taxas que são cobradas em Noronha, a taxa nacional, a taxa federal, a taxa estadual,
14:57não sei o quê.
14:58É isso.
14:58Por exemplo, porque senão, é turismo de massa.
15:00Que é o risco que está acontecendo, né, com algumas cidades.
15:03E a gente cresceu também, né?
15:04Você lembra que nas novelas falavam assim, o progresso está chegando.
15:07Aí o progresso era o turismo e o turismo era devastador.
15:09E não é por aí, né?
15:11Não é por aí.
15:12Eu tive uma...
15:13Eu fiz uma matéria recente de Itabira e o prefeito de Itabira me falou uma coisa muito legal,
15:17assim.
15:18Ele sabe que a Vale vai sair da cidade, né?
15:20Tem essa previsão, assim, ainda nos próximos anos.
15:24Isso não vai demorar muito.
15:25É o estado inteiro, né?
15:26Tem data pra acabar, né?
15:27Tem data.
15:28E ele vira e fala.
15:29Ele fala que o turismo é a nova mineração.
15:33Mas graças a Deus.
15:34Quer dizer, eu acho que assim, ao mesmo tempo que a gente escuta muito das minerações
15:38chegando perto desses destinos turísticos, é ameaçando cachoeiras, ameaçando rios,
15:43os moradores, tem muitos quilombolas que moram ali naquela região, e aí você tem um prefeito,
15:51né?
15:51Que tá muito preocupado, falando isso.
15:53Ele quer, tanto que assim, por exemplo, Itabira tem 35 cachorros que ninguém sabe.
15:57Sabe, a cidade que não é só em poema.
16:00Poema, é linda.
16:02É, certos alves.
16:03Certos alves, né?
16:05E aí eu sou de Nova Era, a cidadezinha do lado.
16:07Eu comecei minha matéria com Nova Era e depois eu viro prefeito.
16:10Gente, é de Nova Era.
16:11Sou de Nova Era.
16:12Aí eu viro prefeito e disse, olha, eu sei que a cidade não tem cachoeira, né?
16:16Você tem só uma gotinha assim, que é uma foto.
16:20Tem uma coisa, vocês podem aproveitar, porque o rio é poluído, não dá pra você fazer.
16:24Mas tem uma matriz belíssima, nas beiras servas, né?
16:27E aquela igreja mais antiga, que é a igreja de Ouro Preto.
16:30Então assim, a história de Nova Era é interessante essa parte dos tropeiros chegaram, as bandeiras
16:35chegaram lá.
16:37Mas aí a cidade tá promovendo uma lagoa, a lagoa de São José, que fica acima da gruta
16:44de São José e que vai ser, tá passando por uma reforma e tal.
16:48Isso, eu acho que assim, toda cidade tem um lugar pra ser.
16:54Na verdade, não existe atividade econômica sem planejamento.
16:57O turismo não vai ser diferente, né?
17:00E aí você tá indo de Minas, indo lá pro norte.
17:03Você tem ido pra Belém direto que ninguém te acha mais aqui.
17:07O que que tá acontecendo em Belém, além da Copa 30?
17:12O que que tá cheirando tanto lá?
17:13Hoje em Belém eu tenho uma conexão com aquela cidade, uma coisa tão apaixonante.
17:18assim, Amazônia.
17:20Eu fico tão com tanta dó.
17:21As pessoas não conhecerem lá, a região.
17:23A gente gosta muito do lugar, a gente tem essa sensação, né?
17:25Que dó, mas eu não conheço.
17:27Sabe, eu acho uma pena.
17:28Porque as pessoas vão pra fora, vão pra Europa, planejam uma viagem enorme pra Europa,
17:33mas não pensam nem em uma semana.
17:35E são três horas e meia de viagem, né?
17:37Então assim, um voo não é tão longo.
17:38Pra quem tá indo pros Estados Unidos, dá pra fazer um stopover de dinheiro.
17:42Dá, com certeza.
17:43E eu falo que a Amazônia, assim, ela, agora, vai ganhar muita visibilidade por causa da
17:48Copa, a gente viu lá, a gente viu esses problemas da hospedagem, aquilo ali, né?
17:52Que eu critiquei muito, inclusive.
17:54Que é uma coisa absurda.
17:55Como é que você aumenta o preço, assim, em 5 mil por cento?
17:58Voltamos lá atrás.
17:59Falta de planejamento.
18:00Falta de planejamento.
18:01Falta de organização.
18:02E aí, tanto que eles não conseguiram, né?
18:04Quer dizer, os hotéis, vários são vazios por causa disso, porque as pessoas começaram
18:09a cancelar.
18:10Eu não, as comissões, não, eu não vou pra Copa, porque não tem como pagar uma hospedagem
18:14pra uma equipe aí de 40, 50 pessoas, num hotel, sendo que é dia, ó, teve lá, que
18:21são 11 dias, né?
18:22Era dia 6, era o hotel dia 25.
18:24Agora imagina, você pagar pra sua equipe 1 milhão e 300 mil no hotel.
18:30É muito dinheiro, gente.
18:32Entendeu?
18:32Assim, é muito dinheiro.
18:34E são, são problemas sistêmicos, né?
18:36O último que eu fiquei sabendo agora são os carros, o quê?
18:38Estão vindo as delegações internacionais, precisam de carro blindado, tem carro blindado
18:42lá.
18:42Não tem lá, é.
18:44É.
18:44Então, são vários os problemas.
18:47Eu acho assim, foi legal de colocar Belém, colocar Amazônia, parceirão, muito,
18:54porque, né, quando a gente tá falando do meio ambiente, é lá, no Brasil inteiro,
18:58é o único lugar.
18:59Mas eu acho que realmente faltam muitas coisas e acho que eu fiz planejamento.
19:05É, acho que talvez não é prematuro, não tinha maturidade suficiente, assim, eu fico
19:09com medo da imagem, né?
19:11Mas conta das coisas legais de Belém.
19:14Olha, eu tô indo a um convite de uma rede hoteleira, né?
19:17Que tem até aqui, aqui no Brasil, ó, aqui em Ouro Preto, em Minas.
19:22E esse lugar tá sendo muito legal porque era um antigo galpão que fica na região das
19:26docas, né, que ali da cação das docas, que é um lugar maravilhoso, um lugar turístico,
19:31já era turístico, já tem um tempo, né?
19:32Tenho cinco, seis anos e agora vai se consolidar mais ainda porque agora são mais dois museus
19:37e mais esse hotel, esse hotel de luxo que vai ser montado lá, de frente pra Baía do Guajará,
19:44Guajará, que é um galino por sol maravilhoso, não tem igual nenhum, mas eu falo o seguinte,
19:50as experiências que tem lá em Belém estão nas ilhas.
19:57Você tem que atravessar, tem que sair de Belém, tem que atravessar aquela...
20:01De barco.
20:02De barco naquele rio que ele é turvo porque é muita argila ali embaixo e você vai chegar
20:07do outro lado, que é a ilha, que é a ilha do Kumbu.
20:10Na ilha do Kumbu, você tem histórias de ribeirinhos, você tem a dona Nena, a dona Nena
20:16que é do cacau e que ela começou com, da forma muito simples ali, ela é uma ribeirinha
20:24que tem pés de cacau na casa dela e tudo e foi, ela ganhou notoriedade com o Matheus
20:32Castanha, né, que é o chefe de cozinha que passa, convida ela pra oferecer, porque ela
20:39faz daquele chocolate 100% cacau, aquele ali, que é o Nibs, pra receita, e o chocolate
20:44que tem pouquíssimo leite, é um chocolate, então, o chocolate é de 70% pra frente,
20:50e o chocolate da Amazônia, ele é muito marcante, né, tanto que assim, o Pará, hoje
20:57é o maior produtor de chocolate, mas rivaliza com o Ilhéus na Bahia.
21:01Então, eu fiz até uma matéria essa semana, o Ilhéus.
21:04Então, você tem Ilhéus, você tem a Bahia, no caso do Ilhéus, e você tem ali, e a região
21:09ali de Altamira, Betisland, que são os grandes produtores de cacau na região.
21:16As duas minhas viagens pra Belém, as duas primeiras, justamente foram por causa dessa,
21:22desse, foi um festival de chocolate que teve lá e eles mostrando os produtores e o que
21:27tem de beleza, e a gente sempre visita a Dona Nena, Dona Nena, a casa dela.
21:32Ah, é legal, isso acho legal de contar que as pessoas ficam com essa curiosidade, né,
21:36você falou, fui convidado por uma rede hoteleira, mas você foi conhecer a cidade, conta pras
21:41pessoas como é que é esse bastidor de uma viagem de jornalismo, isso eu acho que é bem
21:45legal da gente abordar, como é que se dá isso?
21:49O que eu acho legal, quando você tem uma pressa, onde que ela tem, ela não foca apenas
21:55naquele, no caso do hotel, tá, ela não foca apenas no hotel e falar do hotel, ela te
22:00oferece experiências que você tem no entorno do hotel, que é muito melhor, porque senão
22:05você vai falar o que vai ficar, acho que vai chegar, tudo bem, né, uma viagem, foi um
22:09convite desse, do hotel, mas o interessante mesmo é saber que esse hotel tá preocupado,
22:15que você conhece o entorno.
22:17Exatamente.
22:17Porque ninguém viaja pra um hotel, viaja pra um destino.
22:20Pra um destino, né, e a proposta é essa, destino de propósito.
22:24Então você vai pra qualquer lugar, nesse caso, o hotel te convidou, você vai ter
22:28uma experiência lá dentro do hotel, né, de alimentação, de recepção, de, né,
22:33dormir, do quarto e tudo mais, mas esse hotel, ele pensa no mais, ele quer, ele quer uma
22:39experiência a mais pros seus clientes, pros seus hóspedes, então ele vai oferecer
22:44isso, ele vai oferecer um passeio nessa ilha, conhecer esse produtor, conhecer um pescador,
22:50conhecer aquele, aquele produtor do açaí e você vai ver como é que é que o saí, né,
22:58como é que é feito o açaí, secagem, tudo, aí virar aquela fruta e aquele alimento
23:02que a gente é apaixonado.
23:04Que eles comem diferente da gente aqui, né?
23:05Total, que lá eles comem salgado.
23:07Olha, a primeira vez o paladar foi muito estranho, assim, gente, eu tô imaginando aquele açaí
23:15com, né, com licor de guaraná, eu tô imaginando o açaí com leitininho e aí na hora que você
23:24começa a acostumar, né, que o açaí com camarão, açaí com peixe, que é o, que é o, que chama?
23:35Vários peixes, né, a questão.
23:37E aí você percebe o seguinte, olha, a gente precisa também abrir, tirar um pouquinho
23:42do preconceito, né, e provar coisas novas.
23:45E reeducar nosso paladar também.
23:46O paladar é educável, né?
23:48E o que eu acho muito legal, porque assim, a comida paraense é a segunda, né, é conhecida
23:52e a segunda é a mais diversa, né?
23:54A primeira é mineira.
23:55Por que? Não tem jeito, né?
23:57Não tem jeito, né?
23:57Eu ia falar nada.
23:58Seja um tropeiro, né?
24:00Você tem aí aquele torreio, barrigo, todo, a gente tem uma coisa, tudo vindo para outra
24:08coisa, não tem jeito.
24:09E se chegar lá, você tem tacacá, você tem, né, você tem vários pratos totalmente diferentes,
24:14mesmo que é a base de peixe, né?
24:15Então, assim, a gente tá com uma alimentação rica e muita pimenta também.
24:21E muita pimenta, é igual a Bahia, tem que pedir, assim.
24:24Ah, não, você tem que pedir?
24:26Tem que pedir, pedir.
24:26Você tem prato, você tem que pedir só para, dá para não colocar, né?
24:31Porque aí, assim, o tacacá, por exemplo, é uma delícia, tem que pedir, porque senão
24:35vai colocar.
24:35É, eu gosto de algumas coisas, eu não gosto quando ela é muito líquida, assim, as comidas
24:39muito líquidas, mas eu gosto da comida paraense, as farinhas muito boas.
24:42E é isso, assim, eu acho que assim, uma coisa que eu percebi lá, assim, você tem o...
24:47o Paranacuia, né, que é um restaurante muito legal, que é tudo feito na cuia, você se
24:53alimenta ali na cuia.
24:54E é muito próximo dos caboclos, dos indígenas, dos ribeirinhos, é isso, alimento não é
24:58prato, é na cuia.
25:00E você...
25:01É cultural, você faz uma imersão na cultura mesmo, né?
25:04É diferente, você tem um restaurante bacana em São Paulo de comida paraense, a experiência
25:09que você vai ter lá é completamente diferente, né?
25:11Quando você vai para um restaurante indígena, né, você vai comer com a mão, você tem
25:15garfo ali, né?
25:17E come na cuia, é isso que é interessante.
25:20Mas o alimento, ou é um prato líquido que você vai tomar, né?
25:24Ou então, você vai comer com a mão.
25:26E isso é diferente, a gente, né, é uma novidade que a gente vê.
25:31Então, eu falo, quando nessas viagens, quando nós tivemos essa experiência fora, né, fora
25:39do que foi proposto, no caso, do Festival Chocolates, não foi somente a feira, a gente
25:43fez outros passeios.
25:45Em Altamira, por exemplo, a gente vai até, quer dizer, a gente vai na Belo Monte, a gente
25:50foi àquele salário de Cachoeira.
25:53E eu não conseguia entender como essa região plana, lá de Altamira, tem Cachoeira.
25:57E não conseguia, eu estava assim, a gente estava indo pelo Rio Xingu, de repente, e
26:04nada, aí eu imaginei, ah, sabe que é uma cachoeira que vai vindo, né, na margem, vai
26:07vai descer?
26:08Não, na verdade, não é bem uma cachoeira.
26:11É uma parte lá do rio, onde você tem uma ilha, e você tem umas pedras, então ela
26:18forma uma queda.
26:21Então, não é bem, a ideia, opa, peraí, estou lembrando dos nossos cachoeiros lá, né?
26:28Você tem que realmente abrir, o viagem tem que ir com a cabeça aberta, isso não é
26:31melhor nem ser de casa mesmo, né?
26:33É verdade.
26:34E aí a gente foi de Minas para Belém, falando muito desse turismo autêntico aí, visitando
26:39as comunidades, mas tem um outro movimento que a gente vê crescendo cada vez mais, que
26:44é o turismo de luxo.
26:45Isso.
26:46Né?
26:46Vamos falar um pouco sobre turismo de luxo, o que você entende por turismo de luxo?
26:50Ah, Altamira.
26:51Olha, eu falo que o turismo de luxo ele é muito inclusivo, na verdade não, ele é privativo,
26:59entendeu?
27:00Assim, ele priva, somente poucos podem frequentar tal lugar, né?
27:05Mesmo pelo preço, o custo é muito alto.
27:07Exatamente.
27:08Né?
27:08Você pegar um local onde que a diária é 3.500, até 12.500, né?
27:14Então assim, você já está, opa, selecionando um público muito selecionado.
27:18Ah não, tem lugar que é até 113 mil, o valor da diária.
27:21Sim.
27:22Né?
27:22Então, mas esse turismo de luxo, ele te oferece coisas que, né, no dia a dia você
27:30não vai ter.
27:30Que convencional você não vai ter.
27:31Não.
27:32Né?
27:32Quer dizer, ah, beleza.
27:34Você reserva, quando você reserva, eu estou falando assim, esse público milionário,
27:39milionário, que vai para os lugares e chega lá e fica assim, ele, ele talvez, ele não
27:48vai cobrar ali naquele momento, mas depois ele vai cobrar de alguma forma, entendeu?
27:52Ele vai fazer uma reclamação, não sei o que.
27:54Ele é um pouco muito exigente.
27:56Ele é muito exigente.
27:57Ele é muito, não pode sair nada do controle.
28:00Mas o turismo de luxo, uma coisa que eu percebo, são assim, a qualidade de tudo.
28:08Eu fui no hotel de São Paulo, que ele até, ele tem três estrelas, né, no Gui Michelin,
28:14que era uma novidade neste ano.
28:16É o nosso grupo, né?
28:17A chave, é.
28:18A chave, é.
28:19Agora são as chaves.
28:20São as chaves.
28:21E aí, você chega no hotel, no living do hotel, você tem uma livraria.
28:28Você caminha pelo hotel, você tem 380 obras de arte dentro de um hotel.
28:35Você chega no quarto, você tem um violão autografado pelo Gilberto Gil.
28:42E o quarto, ele tem 40 metros quadrados, assim, você fez, meu Deus, é maior que muitas casas,
28:49muitos apartamentos.
28:50Aquele quarto de grotesco.
28:52E aí, você tem essa, opa, é isso.
28:55Eles querem o conforto.
28:57Aí, você tem o cardápio de travesseiro, você pode escolher quantos travesseiros.
29:01Ah, não, esse travesseiro não é bom, quero mais.
29:03Então, você coloca 15 travesseiros na sua cama, porque você quer dormir com 15 travesseiros.
29:06Você quer dormir com 15, você está pagando por isso, né?
29:09Mas uma coisa que eu achei muito legal nesse, principalmente lá no Rosil,
29:12e é justamente, eu acho que é uma tendência, uma tendência muito da hotelaria de luxo para acontecer,
29:17que é o café da manhã à la carte.
29:19Então, assim, acabou aquela coisa do buffet, de você chegar e ir lá servir.
29:23Não.
29:24Você vai sentar na mesa, vai servir, né, primeiro o café, caputino, os pães, sei o quê,
29:31e depois você vai pedir um prato quente.
29:33E aí, você vai falar o quê que você quer.
29:35Esse café da manhã pode ser servido lá, no caso do restaurante Aro Le Jardin,
29:40onde o pessoal toma o café, ou então você pode ser no quarto.
29:44Isso já está incluso no valor da sua carteira.
29:46É uma usuridade de luxo, já está incluído para todo mundo, para todas as categorias de apartamento.
29:50Isso, quando você, detalhe, quando você coloca também, você quer o direito ao café da manhã.
29:56Agora, não, café da manhã.
29:57Você quer o café da manhã, você pode tomar nos dois.
29:59Entendi.
30:00Tanto no quarto, quanto no Le Jardin.
30:01E eu acho isso muito legal, porque eu vejo, em alguns lugares que já visitei, principalmente, o desperdício.
30:12Eu falo mineiro, eu falo brasileiro, vou falar mineiro, coitado.
30:15Acho que o brasileiro desperdiça muito.
30:18Você vai para o resort, então, o pessoal coloca muita coisa no prato no café da manhã,
30:23não dá conta de comer, aquilo ali é jogado fora.
30:26Não tem jeito de aproveitar.
30:27Não tem jeito de aproveitar.
30:29Então, essa proposta, quer dizer, mas resort, não dá para fazer isso, sei lá, Cátia.
30:33Não, não tem como.
30:33Como você vai ter?
30:35Uma coisa que você tem.
30:36Não é um hotel de luxo, né?
30:38Isso vai impactar numa luta diária.
30:41Não tem jeito, né?
30:42Porque quem acha que resort é caro é porque, assim, eu fui no...
30:45Eu tive em Chicago esse ano e eu fiquei no luxo lá também, que é o grupo de Península.
30:51Você deve conhecer.
30:51Porque é um grupo chinês, né?
30:53E tem nas principais capitais.
30:54A gente não tem o de Península no Brasil.
30:56E eu conversando com a diretora de marketing de lá, são 500 funcionários num hotel de
31:03300 e poucos apartamentos.
31:05Ou seja, tem mais de um funcionário por apartamento.
31:08E eu falei, e a maioria...
31:09E são três restaurantes e três restaurantes de alta gastronomia.
31:13Eu perguntei para ela, assim, e a maior parte dos funcionários estão no seu alimento e bebidas?
31:17Ela falou, na governança.
31:19Por quê?
31:21E para fazer aquilo gerar com luxo, e não é ostentação.
31:25Eu fiz uma matéria sobre isso.
31:26É diferente daquele luxo que a gente vê em Dubai.
31:28Eu não conheço Dubai, mas não é aquilo que ostenta.
31:32É o luxo que está no serviço.
31:33Eu acho que o luxo está muito mais no serviço do que na estrutura.
31:37Eu deixo o fio espalhado pelo quarto e eles amarravam com fita personalizada todos os meus cabos quando eu chegava à noite.
31:43Isso aí é...
31:45Custa.
31:45Porque custa uma pessoa dedicada a fazer isso.
31:48Uma coisa que eu achei muito legal nesse hotel foi o tanto de livro.
31:52Eu sou apaixonado pela literatura, amo ler.
31:56E aí você estava lá no hotel, você tem que...
31:58Eu não estou acostumado a ver que está de livro.
32:00Você pode pegar e ler.
32:01São vários livros.
32:03Uma média assim, de 12 a 20 livros por quarto.
32:08Livros novos, belíssimos, de história e história.
32:11Aí, detalhe, esse hotel, o que ele mais faz é...
32:14Ele aponta para você e fala o seguinte...
32:16Conhece o Brasil?
32:17Olha que legal.
32:18Ele te direciona a olhar para o Brasil.
32:21Ele te direciona a olhar para a cultura brasileira, para o mobiliário.
32:27Todas a madeira certificada que se transformou em uma cadeira.
32:33E aí, eles convidam o Felipe Stark, que trabalha com a Crito, para fazer móveis em madeira.
32:38E ele aceita.
32:39E ele faz isso em lugar nenhum.
32:42Ele fez para aquele hotel em específico.
32:44E a vantagem que está ali do lado do MASP, você tem uma coisa que se chama Arte Concierge.
32:50Além de conhecer o que tem dentro desse hotel, você pode fazer um passeio até o MASP com...
32:56Guiado.
32:57Guiado.
32:57Guiado.
32:58Olha que legal.
32:58E ele vai te explicar cada obra.
33:00Olha a parcela.
33:02Você vai ter ali a história do modernismo brasileiro.
33:06Tudo dentro de uma...
33:06Detalhe.
33:08Sem fim.
33:08Sem precisar de frente à vila.
33:11Ah, e aí você dá uma prioridade também.
33:13Dá uma prioridade.
33:14É isso.
33:15O luxo, para mim, o luxo está muito ligado a isso.
33:16Ao serviço.
33:17Muito mais que a estrutura.
33:18Porque a estrutura, com dinheiro, qualquer um faz.
33:21É isso aí.
33:23Arquitetura, assim...
33:23Se você vem com uma coisa encaixotada, o turista, ele não...
33:28Tanto faz.
33:28Ele está aqui, ele está em São Paulo, ele está em Nova Iorque, ele está em Tóquio.
33:31Agora, quando você conta a história local e agrega serviço, é isso aí.
33:34Eu acho que a gente realmente está falando de turismo de luxo.
33:36E eu acho interessante também o seguinte...
33:38As bebidas são todas brasileiras, ele não aceita fim de fora.
33:41Olha que fantástico.
33:41Quer dizer, você tem.
33:42E é caro por isso, porque quem está lá está sendo bem remunerado por isso.
33:46Os quentes são todos mineiros.
33:47Olha que fantástico.
33:47Os quentes são todos de Minas que são servidos lá.
33:50E outra...
33:51E a responsabilidade social do hotel é muito grande.
33:54Eles trabalham com as comunidades, tanto que as hortaliças, todos que são servidos,
34:01vêm lá de Paraisópolis, da favela.
34:03Olha que legal.
34:04Da comunidade carente.
34:05Eles trabalham dentro da comunidade e eles fazem questão que você saiba disso.
34:12Entendeu?
34:12Mas não é para...
34:14Não.
34:15Tem uma história a ser contada ali.
34:17Porque eles falam...
34:18A gente está aqui para ajudar.
34:20A gente está aqui para mostrar que esse produto, esse alface, a couve, não sei o quê,
34:26porque tudo que essa cenoura que você vai comer, ela faz parte de um trabalho que a gente social.
34:33E de uma roda econômica também.
34:35Porque vão combinar que uma hortaliça de uma horta assim é completamente diferente da hortaliça do Seasa.
34:40O Clube Médio também faz isso.
34:41Eu acho muito legal.
34:42Só outro hotel também, outro resort também que faz a mesma coisa.
34:45Os grandes grupos têm começado a investir nessa parte autêntica mesmo que você estava falando antes, né?
34:50Que essa é luxo com autenticidade.
34:53Senão também não faz muito sentido, né?
34:54Nada nenhum.
34:55Perrengue.
34:56Me conta aí algum.
34:57Vou falar de perrengue, porque todo mundo gosta de saber, né?
35:00Quem viaja muito sempre passa por perrengue, né?
35:02Você tem algum que você lembra?
35:04Eu tenho assim, teve viagens que foram remarcadas, teve que ir no dia seguinte, porque o voo atrasou.
35:11Não, teve uma situação muito, até este ano, a gente estava indo para a Europa, né?
35:18Foi no dia, foi em junho.
35:21E aí, a gente chega no aeroporto, o pessoal, olha, nosso voo foi cancelado.
35:24O voo era às 15 horas da tarde, a gente estava lá desde 11, nosso voo foi cancelado.
35:30Não vai sair só à noite.
35:31E aí?
35:32Eu falei, vai sair, mas por que cancelou tudo e tal?
35:36Era o voo da TAP.
35:37O que aconteceu foi o seguinte, sabe que teve aquele furacão, ó, furacão, o vulcão na Sicília,
35:43entre o aeroportoão?
35:44Aquele vulcão impediu todos os voos, vários voos da Europa virem para o Brasil.
35:49Então, esse foi um dos motivos do atraso.
35:53Mas, sim, é lógico que a empresa é muito séria, ela colocou a gente dentro de um hotel, lá em Guarulhos, tudo,
36:00depois a gente volta à noite e fica.
36:02Agora, eu tenho vários outros ferrentes.
36:04Os meus são sempre aeroporto.
36:06Eu já te contei, né?
36:07Perdi três voos já na porta do avião.
36:10Se chegar no lugar e a reserva não foi feita, sabe?
36:14E aí você fica assim, mas, nossa, mas não é site, né?
36:19É isso que eu falo.
36:20Você tem plataformas que elas existem para que você utilize, porque lá é segurança.
36:26Você tem onde reclamar, né?
36:27Você tem onde reclamar.
36:28Eu acho que, ou com a agência, ou na plataforma, você tem que ter onde reclamar.
36:31E eles vão, não, gente, você liga para o 08, olha, eu cheguei no local, não tem, não tem aqui a hospedagem, não tem quarto, não tem nada disponível.
36:41O que você pode fazer?
36:42Eles vão, não, gente, porque você já pagou, você fez a reserva, você fez a reserva, você paga lá na hora.
36:46Mas já teve isso.
36:49A gente chegar, eu falei assim, não, tem um reserva.
36:52Eu olhei assim, mas como?
36:54E aí, principalmente o seguinte, eu falo, quando você vai fazer uma viagem grande, com grupos, não sei o quê, gente, contrata um guia.
37:05Ou então vá na agência, não faça por conta própria.
37:08Ou então assim, e o barato sai cá.
37:10Com certeza.
37:10Você vai fazer essa coisa de lugar, sai se você não conhece, né?
37:14E chega lá, poupar.
37:15Não tem isso.
37:16Eu acho que assim, tem perfis e perfis de viajantes.
37:18Pessoa que gosta de fazer sozinha, ela pode até fazer sozinha, mas faz em uma plataforma e contrata lá no lugar, um guia, um receptivo, porque faz toda a diferença para conhecer o lugar.
37:28Como você gosta de fazer a coragem dessa geração Z, eles viajam sem nada.
37:33Eles compram, passam, chegam no local, eles não vão lá.
37:35É, apasalho forte.
37:37Eles chegam lá com a mochila, chegam no local e vão procurar um hotel.
37:42Aí no segundo dia, eles já estão procurando emprego no hotel.
37:44Porque na verdade, eles não levam dinheiro para passar a banda.
37:48Eles ficam quase um ano naquele destino na Ásia.
37:52Eles fazem viagem assim.
37:53E você acaba não desfrutando o lugar, né, gente?
37:55É muito legal.
37:56Eu também não entendo muito.
37:58Eu acho muita coragem, eu acho muito legal você ir sem ter uma segurança por trás.
38:05Lógico que eles têm o seguro, eles fazem o seguro, pelo menos isso.
38:07Mas tem doido para tudo, né?
38:08Tem uns que não fazem nada não, só vai.
38:10E aí chega num local, nem sabe se tem.
38:14E aí vão conhecendo, conhecem pessoas, conhecem.
38:16Ah, não, tem hotel tal, estão precisando, vamos lá.
38:20Mas é a vantagem da língua, né?
38:21Eles falam inglês desde cedo e tal.
38:24Tem uma situação que eu achei muito louca, que é o seguinte.
38:29A menina, ela foi para...
38:31Ela foi para o Vietnã, ficou um tempo lá.
38:34Depois ela foi para...
38:36Ela foi para a Malásia.
38:37Depois ela foi para Portugal, tudo.
38:40Aí eu falei assim, mas me conta, assim, e você...
38:45Né, quer dizer, como é que você pagou essa viagem e tudo?
38:48Não, assim, você fez uma reséria, não fiz nada.
38:51Chegava lá e dava uns dias de juntadinha para...
38:53Uns militares, né?
38:54É muito louco.
38:56É muito.
38:57Mas assim, mas eles têm uma coisa que é...
39:00Essa...
39:02É coragem mesmo.
39:03Eu acho que a geração é coragem.
39:06Coragem com uma dose de inconsequência, né?
39:08Total.
39:09E eles conseguem o seguinte.
39:11Não sei se tempo atrás, você lembra daquele...
39:13Tinha um site chamado Rent a Friend.
39:15De você alugar um amigo em algum país.
39:19Você já ouviu falar disso?
39:20Não.
39:21Isso aqui, Adan, acho que parou.
39:23Porque essa geração dele, eles conseguem fazer mais dois minutos.
39:26Mas era muito dessa...
39:27Da nossa geração.
39:29O que que era?
39:29Você alugava mesmo.
39:31Você entrar numa plataforma.
39:33E você alugava essa pessoa.
39:36Para ele te levar em lugares.
39:39Fora daquele turistão.
39:40Em lugares...
39:40Em lugares que o nativo conhece.
39:43Porque são coisas que não mudam, né?
39:45No perfil do viajante, é isso.
39:46Ele quer dizer, ah, eu quero que você me leve no Cebo.
39:48Eu quero que você me leve de um restaurante ali de...
39:51Onde os locais vão.
39:53Só eles que vão, entendeu?
39:54E é isso.
39:55Você está alugando um amigo, né?
39:57Para poder...
39:58E detalhe, ele vai falar sua língua.
40:00Mas você vai para a República Tchaca, vai para a Estônia, vai para um país onde...
40:04Onde...
40:04Que ele não fala inglês, né?
40:06E aí, sim, beleza.
40:08Você vai ter aquela pessoa que lá...
40:10Mas aí, você vai escolher, né?
40:11Que isso mesmo.
40:11Não acho que você aluga.
40:12Se você alugava esse amigo, você falava qual que é a língua que você vai conversar
40:16com ele, né?
40:17Ou português, ou inglês, não sei o quê.
40:19Muitas vezes, a pessoa já alugava com alguém que falasse português.
40:22Aham.
40:23A gente tinha essa opção de português ou espanhol.
40:25E aí, você alugava.
40:26E era um amigo ali.
40:28E é assim.
40:28Eu acho essa proposta de...
40:30Não é somente um guia.
40:31Ele é um amigo, viu?
40:33Ele vai fazer coisas que só...
40:34Ele está disponível.
40:35Porque ele vai ficar ali do tempo.
40:37Não é que você acorda.
40:38Ah, vou fazer pé.
40:39Aí vai.
40:40Você aluga por dia.
40:41Você aluga por hora.
40:42Você aluga por hora.
40:43O turismo, na verdade, para quem quer empreender, eu acho que você deu um bom gancho para isso.
40:47É isso.
40:48Não.
40:48É assim.
40:49São possibilidades inúmeras, porque o turismo, ele é uma atividade econômica totalmente
40:53aberta à criatividade, né?
40:55Ótimo.
40:55Para a gente finalizar aqui, de tudo que você já fez até hoje, se você pudesse escolher
41:03uma viagem que você ainda quer fazer, mas que fosse fora desse convencional aí, o que
41:08que você escolheria?
41:10Não pensa nem em orçamento, nem em tempo.
41:13Vamos considerar um cenário ideal.
41:16Olha, por que parece que eu queria muito visitar Angola.
41:20É mesmo?
41:21Angola.
41:22Eu queria muito nessa comunidade carente que eles têm lá, tem que ter muito esse turismo,
41:25esse turismo de você, de ser voluntário.
41:29Descomunitária mesmo.
41:30Ah tá, volunturismo.
41:31É o volunturismo.
41:32Você visitar e ajudar.
41:33É até um programa da ONU, né?
41:34É.
41:34E é isso aí.
41:35Estar, de participar desse turismo, de conhecer aquela comunidade, de ver o que eles, o que
41:40eles precisam, né?
41:42E poder levar um pouco, um pouco pra eles, assim, de humanidade, assim.
41:48E eu falo assim, ele não é um safado.
41:52Você não tá indo pra ver coisas diferentes.
41:53Não, eu tô indo pra...
41:55É imersão total.
41:56Eu quero sentir aquela realidade daquela comunidade, eu quero conhecer aquele lugar,
42:00e o que eu posso ajudar, e o que eu posso ajudar pra que essas pessoas consigam mais
42:04pessoas pra virem conhecer, entendeu?
42:06Então, assim, eles têm cantos, eles têm danças, o que eles fazem lá pra esses turistas?
42:12E é isso, é divulgar, não só, a ideia não é somente uma influência, mas, assim,
42:17é sentir aquele clima, sentir aquele lugar.
42:20Então, assim, eu já, duas vezes, eu já comecei a consultar, assim.
42:25Ah, você já tá, então?
42:26Já, já.
42:26É uma coisa que você pretende realmente fazer?
42:28Eu quero, eu quero.
42:29Ou Angola ou Managação, são dois lugares, assim.
42:32Eu quero África, porque eu não conheço a África, né?
42:34Então, a minha ideia é essa de te conhecer e a estúdia de base comunitária.
42:38Ai, maravilhoso.
42:39África, eu queria te agradecer muito.
42:41Eu que agradeço.
42:41Quero ser de primeira de muitas.
42:43Pode contar comigo, certo.
42:44Vou estar sempre contando nossos causos aí de viagem.
42:48Tem muita história ainda pra contar.
42:50Obrigada, África.
42:51Você, eu quero te convidar a conferir todo o conteúdo que o África escreve no em.com.br
42:58e convidar também pra seguir a rede social do Estado de Minas
43:02e, claro, do portal OITurismo, nosso conteúdo diário em turismo.ai.com.br
43:08compartilhado aí com esse grande parceiro que é o Estado de Minas
43:12e o Carlos Altmo.
43:13Eu te vejo no próximo episódio.
43:17Oi.
43:18Eu te vejo no próximo episódio.
43:38Eu te vejo no próximo episódio.
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