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TecnologiaTranscrição
00:00Sociedade Digital. Sociedade
00:06Digital no ar, a ponte aérea mais
00:07tecnológica do rádio, da TV e da
00:10internet. Vamos juntos nesta
00:12próxima meia hora falando sobre
00:14o setor financeiro, sobre a
00:16digitalização do setor financeiro
00:18e tendo esta conversa a partir
00:21da visão de um pioneiro, não é?
00:24São poucos aqueles que estiveram
00:27lá quando tudo ainda era mais
00:29mato e é mais ou menos um pouco
00:32disso o que nós vamos conversar
00:34aqui com o André Jateni, que é
00:36superintendente executivo do Banco
00:38Sofis. André, obrigado por estar
00:39aqui comigo no Sociedade Digital.
00:43Vocês fazem parte de um processo
00:45muito bacana da digitalização do
00:48setor financeiro brasileiro. Vocês
00:50são pioneiros, não é? Como
00:52entrantes em um mercado, quando
00:54ainda não tinha nem esse batismo
00:56meio de fintech, né? Banco digital.
01:00Vocês eram um desmembrado, um
01:03spin-off praticamente, não é? Do Banco
01:06Sofisa, que ia pra operar em um
01:11segmento completamente digital. Lá se
01:14vão 14 anos dessa história. E aí a
01:18minha pergunta pra você é a seguinte, é
01:21uma jornada que eu imagino não tenha
01:24acontecido sem dores, com muitas
01:28descobertas e transformações
01:31profundas. Eu acho que o banco
01:32imaginado em 2011 não é o banco que
01:35está hoje no mercado em 2025.
01:38Completamente diferente.
01:38Queria que você contasse um pouco
01:40dessa travessia. Primeiro obrigado
01:42mais uma vez aí pelo convite, um
01:43prazer estar aqui com você. Prazer é
01:45meu. E você tem razão no que você
01:47tá falando. Nós somos os pioneiros,
01:50pouca gente sabe disso, porque acho
01:52que a gente não se apropriou dessa
01:54marca de ser o primeiro banco
01:55digital com conta 100% gratuita, com
01:59o objetivo de democratizar
02:01investimento pro investidor brasileiro.
02:04Mas de fato, o banco que nasceu é
02:07completamente do banco que a gente
02:08tem hoje. Acho que vale salientar,
02:10Carlos, que nós somos um segmento de
02:13pessoa física dentro de um banco
02:16bastante tradicional e bastante
02:18analógico, digamos assim, que é o
02:20Banco Sofisa, que existe há mais de
02:2260 anos no país. E eu acho que é essa
02:26estrada do Banco Sofisa que permitiu o
02:30lançamento de uma plataforma e de uma
02:31aventura no banco digital. Então, nós
02:35fomos estudar tudo que tinha lá fora,
02:37tendências, pra lançar esse segmento.
02:41Com um grande objetivo, como eu te
02:44falei, propiciar uma experiência
02:46diferente pro cliente bancário. A gente
02:50sempre viu o banco tradicional funcionando
02:52com agência, com quando muitos sites,
02:57internet bank, e a nossa proposta foi
02:59revolucionar o mercado, trazendo mais
03:02agilidade, mais facilidade, mais
03:05possibilidade do cliente se relacionar com
03:07o banco. Ainda de uma forma humanizada,
03:11mas através de um canal, de um
03:13aplicativo, que ele pudesse ter a
03:16tranquilidade, a facilidade de
03:17transacionar com o banco, sem sair de
03:19casa.
03:20A gente falava aqui, antes de começar a
03:21gravação, sobre exemplos, não só no
03:26setor financeiro, mas em outros, de
03:29empresas com histórias, com legados
03:32analógicos, vamos colocar dessa
03:36maneira, uma cultura ainda distante da
03:40mentalidade do mercado digital, e que
03:42optaram por fazer a transição
03:45internamente. Vocês escolheram um
03:49modelo diferente, em que vocês criaram
03:52uma unidade apartada do core principal
03:55do negócio, pra dizer assim, olha, vamos
03:59esgotar as possibilidades de teste aqui,
04:02vamos estressar os limites pra gente
04:05entender o que tem de resultado, o que é
04:09bom. Vocês criaram o que hoje, se fosse
04:12modelar produto, é um sandbox, vocês
04:15criaram uma área confinada pra não
04:16impactar a operação principal e tal.
04:20Essa escolha, ela foi uma escolha
04:22consciente, ou foi algo que surgiu
04:27naquele momento, como o caminho mais
04:29viável pra vocês dentro da operação.
04:31Eu acho que foram as duas coisas, foi
04:32uma escolha consciente, antes de se
04:35lançar nessa aventura, a gente
04:37contratou uma consultoria externa, que
04:39nos apoiou, e mostrou que tinha
04:42oportunidade de lançar um segmento
04:45diferente, com a característica de que
04:47a gente tá conversando aqui, e ao
04:50mesmo tempo a gente foi aprendendo ao
04:52longo do tempo. Agora, o que você falou
04:54é um negócio muito bacana. Dentro desse
04:56modelo, a gente pôde testar, e testar
05:00aquilo que dava certo, testar aquilo
05:02que não dava certo, sem machucar o
05:05resultado da operação. Então, é um
05:08ecossistema que convive muito bem entre
05:11o banco tradicional, o banco Sofisa, e um
05:13segmento de pessoa física, onde a gente
05:16conseguiu não competir uma coisa com a
05:19outra, e sim unificar dois grandes
05:22nomes pra que a gente pudesse levar pro
05:24mercado brasileiro uma condição
05:26diferente de mercado, Carlos. Em 2011, nós
05:29não estávamos discutindo inteligência
05:31artificial, da maneira como a gente tá
05:33discutindo hoje. Nós não falávamos
05:35sobre ativos digitais, da maneira como
05:38nós estamos falando hoje. Pix nem...
05:41Pix não passava, acho que nem pela mente
05:44dos criadores do Pix, nós não tínhamos
05:46ainda. Nós não tínhamos um índice de
05:50digitalização da população, pensando no
05:53Brasil, tão alto como a gente tem hoje.
05:57Não se discutia contratos inteligentes,
06:01blockchain, enfim, toda essa estrutura que
06:04hoje viabiliza a operação, não é, dos
06:07bancos, das fintechs e afins. Mas vivíamos
06:11um momento de transformação. Muitas
06:13perguntas, poucas respostas, talvez.
06:15Verdade, verdade.
06:16Quais foram os pontos-chave para a
06:20consolidação do produto, né, da marca
06:24naquele momento?
06:26Perfeito. Eu acho que o primeiro foi, você
06:28mesmo tocou, é conseguir permitir que o
06:32cliente conhecesse uma nova cultura
06:34digital. Ninguém estava acostumado com
06:37isso. Abrir uma conta 100% através de um
06:40aplicativo, 100% digital, tirando foto do
06:44seu rosto, digitalizando seus documentos e
06:48abrindo em dois minutos uma conta em um
06:51banco. Acho que esse foi uma grande
06:53barreira que a gente conseguiu vencer, foi
06:56mostrar para o cliente que era um
06:57processo completamente seguro e hoje no
07:00mundo digital que a gente está vivendo,
07:02segurança é um item fundamental para que
07:05a gente consiga sobreviver. O que o
07:07mercado financeiro está sendo atacado e
07:09você, conhecedor desse mercado, tem
07:11acompanhado bastante isso. Então a gente
07:14precisa se proteger bastante. Então acho
07:16que teve essa questão de orientação à
07:19população do momento digital que as
07:22empresas iam começar a viver e mostrar
07:24para ele que tinha segurança, que tinha
07:26transparência, que tinha facilidade, que
07:29tinha rapidez para que conseguisse
07:31evoluir nesse processo e principalmente
07:34que através desse nosso modelo a gente
07:37podia personalizar e customizar uma
07:41experiência muito melhor do que ele
07:43conhecia de bancos tradicionais, Carlos.
07:47Aí eu fico sempre curioso em segmentos
07:52como o financeiro, em como é a relação
07:56quando vocês tentam disruptar com o
07:59regulador. Eu não tenho as datas de cabeça,
08:04mas imagino que boa parte das discussões
08:06que a gente alcançou para forjar o
08:09ecossistema de fintechs, criar os
08:14instrumentos com o Bacen, com o CVM,
08:18enfim, com todos os reguladores que deram
08:20a musculatura, a estrutura para que essa
08:23operação acontecesse, sem que o sistema
08:25ruísse, vocês foram partícipes
08:28importantes disso. Na concepção, eu imagino,
08:32da legislação, a modernização do conjunto
08:35regulatório e tal. Como foi lá no começo
08:38esse processo de discussões e de limites
08:43para serem estabelecidos?
08:44Bacana. Você sabe que hoje um banco
08:46digital tem a mesma regulação de um
08:49banco tradicional. Eu sou exatamente
08:51igual, o que muda um pouco é para fintech,
08:53para startup, que tem modelos
08:55diferentes. Com limitações para onde
08:58operar. Perfeitamente. Banco é banco e ponto.
09:00Banco é banco e ponto. Então, como eu estou,
09:02de novo, eu sou um segmento ancorado
09:04dentro de um banco tradicional, a minha,
09:08meu compliance, a minha auditoria
09:11interna, auditoria externa, a minha, a
09:16minha interação com o Banco Central, com
09:18o CVM, com todos os órgãos reguladores,
09:21é exatamente a mesma. O que a gente teve
09:24que mostrar, e a gente sempre tem que
09:26mostrar para, para, para essa turma de
09:29reguladores, é, de novo, eu volto no tema
09:31de segurança. O quanto seguro é abrir
09:35uma conta em um banco digital? O quanto
09:37nossos sistemas estão protegidos para
09:40qualquer tipo de ataque? O como o
09:43cliente pode ficar tranquilo de operar
09:45conosco, de que as reservas dele estão
09:47garantidas? De que a gente consegue
09:50passar para ele um nível de informação e
09:53segurança, que ele acompanha a conta dele,
09:55aonde ele estiver, em qualquer lugar do
09:58mundo, através de, de, de um aplicativo.
10:01Então, é muito mais você, é, montar uma
10:04operação e demonstrar para o mercado a
10:07solidez que ela está, está, está embarcada,
10:10que é o nosso caso.
10:11Quando a gente fala sobre essas diferenças,
10:14né? Fintechs, os bancos e tal, e outros
10:17players, qual é a visão de vocês sobre
10:21esses, esses entrantes? Porque, no caso
10:25dos do Sofisa, não é um novo player. É, é o, o, o,
10:30como eu brinquei, um spin-off, não é, do, do, de uma
10:33marca já conhecida e super respeitada e tal, mas
10:36as fintechs, majoritariamente, sim, nascem de
10:40iniciativas esporádicas, com soluções, né,
10:43pontuais, o, o, o, o, o endereçamento da
10:45questão é, olha, temos este problema, conecto
10:49esta solução, nasceu uma empresa que tem três
10:52funcionários e começa, é, é, ganhar escala e é
10:55sempre as a service, né, plugada com, com, com
10:59outros grandes players e tal. Qual que é a tua
11:01visão do papel dessas startups para a
11:05digitalização do sistema financeiro? Eles
11:07foram verdadeiramente um, um boost, assim, no
11:09processo? Sem dúvida, sem dúvida. Primeiro
11:11que eu acho que hoje o mercado brasileiro
11:13está muito bem assistido no, no, no, no que se
11:17tange de atendimento a clientes e o cliente pode
11:19escolher aonde ele quer ser atendido, se num
11:21banco tradicional, se num banco digital, se
11:25numa fintech, se numa startup e o cliente tem um
11:28leque de opção e que no final do dia ele decide e
11:31hoje, geralmente, um brasileiro tem conta em
11:35três, quatro bancos e ele vai fazer um mix do que ele
11:39precisa fazer em cada um desses bancos. Então, tem, tem
11:43bancos que ele concentra os investimentos, tem banco que ele
11:46concentra o recebimento dele, tem banco que ele prefere fazer
11:50os pagamentos porque tem uma capilaridade maior. Então, eu
11:53acho que esse ecossistema, Carlos, todo se, se, se junta. Mas as
11:57startups e as fintechs estão sempre provocando os bancos
12:01tradicionais e os bancos digitais em levar para o cliente
12:05sempre uma experiência mais inovadora e que permita com
12:09que a gente consiga atingir o nível de excelência para o
12:13cliente. Acho que a grande diferença, se a gente pudesse
12:16colocar aqui, é que o banco tradicional é um banco mais
12:21parrudo em termos de consolidação do que ele viveu nesse
12:24mercado esses anos todos. Para manter essa estrutura ainda
12:27de agências, por mais que já venha sendo diminuído ao longo
12:31do, ao longo do tempo, ainda é custoso. Então, tem um modelo
12:35de custos ainda bastante representativo. O banco digital
12:39já nasce num formato diferente, né? Hoje eu não tenho agência
12:42física. É estrutura mais enxuta? Uma estrutura bem enxuta e eu
12:45consigo reverter esse benefício para o cliente com zero taxa,
12:49zero tarifa e levando produtos muito mais interessantes,
12:53de retorno. E as fintechs, é o que você falou, eu acho que são
12:58concorrentes, mas não diretos, porque elas não têm uma plataforma
13:02de produtos e serviços para oferecer como o banco digital e como
13:05o banco tradicional tem. Muitas vezes é uma iniciativa de uma fintech,
13:09uma startup, que oferece um bom serviço de crédito ou um bom
13:13serviço de investimento ou um bom serviço de seguros, mas não
13:16tem a totalidade de produtos e serviços para oferecer para o
13:20cliente. Então, no final do dia, todo mundo, eu acho, que convive bem
13:24com as suas peculiaridades e quem ganha com isso é o cliente.
13:28O cenário para vocês, que define efetivamente o modelo digital,
13:37internamente, acho que para cada empresa é uma realidade, mas que define o modelo
13:44do digital versus o modelo do tradicional, vamos colocar dessa maneira,
13:48está justamente nesse descritivo que você faz, as agências, serviços
13:53customizados e etc. Dentro de casa, no back-office, a estrutura desse banco,
13:59ela é mais enxuta em quê? Vocês trabalham com outras metodologias
14:03para gestão de processos? O que muda dentro de casa para dizer assim,
14:08olha, é uma companhia diferente, apesar de ser uma coisa humana,
14:13de estar conectada ali com uma outra estrutura?
14:15Ótima provocação. Nossa estrutura é completamente diferente.
14:20em termos de ferramentas, modelo de aquisição de cliente, como eu faço a captura
14:29e como eu levo os serviços para o mercado. Então, é uma escala completamente
14:33diferente de um banco tradicional. Hoje, no Sofisa, é um banco focado em pessoa
14:39jurídica para abrir uma conta. Ainda é um processo mais burocratizado,
14:44onde o gerente vai conhecer a empresa, vai conhecer as necessidades que a empresa
14:49tem, oferecer um serviço para aquele determinado tipo de cliente.
14:55No nosso caso, não. Eu sou uma plataforma aberta, estou nas lojas de aplicativo
15:00do iOS, do Android, o cliente entra no meu aplicativo e começa por aí
15:06uma experiência diferente, totalmente digital, onde ele faz um processo de onboarding
15:11praticamente sozinho, de abertura de uma conta.
15:13depois ele cai numa clusterização e customização para a gente entender que perfil de cliente
15:21que é e que comportamento de cliente para eu poder oferecer produtos e serviços que
15:26caibam para ele, que é completamente diferente do modelo tradicional.
15:31Então, hoje, ferramentas são diferentes. Até, Carlos, o time que hoje ocupa as cadeiras de um banco digital
15:41é diferente. É uma galera que hoje mexe com inteligência artificial, que mexe com agente de AI,
15:48que mexe com Gemini, que está antenado em tudo que está acontecendo no mundo de tecnologia,
15:56para poder transformar tudo isso em novas experiências. E hoje é um grande desafio que a gente tem.
16:03Tudo que eu estou te falando aqui serve para hoje. Amanhã já tem alguma coisa nova
16:08que eu tenho que estar estudando, que eu tenho que estar analisando para colocar em prol do meu cliente.
16:16Eu ouvi uma vez de um analista de uma dessas companhias, nessas consultorias,
16:22é a seguinte relação. Ao contrário de um banco, uma seguradora tem uma única chance para acertar.
16:35Porque o banco, o cliente acessa minimamente o serviço dele mais de uma vez ao dia.
16:41Sim.
16:42São inúmeros pontos de contato, interações e tal.
16:45Com a seguradora, você vai bater meu carro, você vai fazer a abertura de sinistro,
16:51e não é por uma razão boa. Não é assim, olha, estou muito feliz aqui porque estou entrando em contato.
16:57A experiência precisa ser moldada e construída ali.
17:00E esse é um raciocínio que está já preso em um determinado espaço do tempo.
17:08Quando a gente evolui para hoje, em tempos de hiperpersonalização do atendimento,
17:14o cliente está mais do que no centro. O cliente está em todo lugar, não é só no centro.
17:19Ele ocupa todos os espaços da dimensão.
17:24Mudou essa percepção também para o banco.
17:27E o banco digital foi o primeiro a conseguir corresponder de maneira efetiva a esse anseio.
17:33Ou seja, não é porque eu tenho muitos pontos de contato que eu me permito, em um ou outro,
17:37oferecer deslizes.
17:39Eu tenho que ser assertivo em toda essa relação.
17:41E aí, se você concorda com esse meu argumento, a pergunta é,
17:45como é que vocês fazem para garantir isso na ponta?
17:48Que bacana.
17:49Não só concordo, como sou defensor incondicional da tua colocação.
17:56Olha que bacana.
17:57E aí, vou te dizer que não é só uma cultura do Sofisa Direto, que é o banco digital.
18:02É uma cultura da casa.
18:03Hoje, todo colaborador da empresa, além das metas financeiras, é medido por NPS,
18:12que é uma medida de satisfação.
18:15Net Promote Score.
18:16Aquela pergunta que você faz, o quanto você recomendaria o Sofisa para um amigo, para um parente, para um vizinho.
18:22Então, não adianta eu só entregar uma meta financeira, se eu não entregar a meta de qualidade do banco.
18:32Então, de novo, reforça que o cliente está no centro da atenção e que todos os meus canais são medidos da mesma forma.
18:41Seja através do aplicativo, seja através do site, seja através do internet banking.
18:46Se, eventualmente, apesar de ser um banco digital, eu tenho uma estrutura física aqui em São Paulo,
18:54se o cliente quiser visitar a nossa operação, até nós somos vizinhos aqui, a gente fica na Alameda Santos.
19:01Se o cliente, pessoa física, quiser visitar, nós temos infraestrutura para atendê-lo.
19:06E aí, de novo, independente de qual canal, eu tenho uma métrica e tenho uma medida e um ponto de corte bastante elevado,
19:15que é com relação à qualidade.
19:18E aí, como é que a gente trata isso?
19:21Qualquer cliente que, depois de um atendimento, ele recebe uma pesquisa e me dá uma nota.
19:27Qualquer nota que seja abaixo de um patamar mínimo, ele é contatado e a gente tem que entender o porquê daquele problema
19:35para que a gente traga uma solução e traga uma resposta para o cliente.
19:40E é assim que a gente melhora a operação.
19:42E acho que, às vezes, isso é uma grande oportunidade, né?
19:45Porque o cliente que não fala nada, ele se desliga, vai embora do banco e não dá oportunidade
19:49da gente retomar aquele relacionamento e trazer.
19:53O cliente que conta alguma coisa, ele está te falando,
19:56olha, você tem um problema aí, me ajuda a te ajudar.
20:00Eu quero te mostrar onde está o problema para que você possa resolver.
20:04E isso, para nós, é uma retroalimentação de um sistema fantástico que permite a gente corrigir eventuais rotas.
20:13Mas o NPS, para nós, é a grande medida de satisfação em cada ponto de atendimento com o cliente.
20:19O caminho para esse relacionamento pelo digital, também para o setor financeiro, veio evoluindo.
20:29O Open Finance permitiu que a troca das informações acontecesse a partir do desejo do cliente.
20:37De novo, o cliente numa posição de destaque.
20:42As iniciativas todas de UX, a escolha, qual é o tipo do aplicativo, como é que a gente vai começar a modelar.
20:50Perfeito.
20:51Um produto, uma entrega, abordagem, a preocupação com a jornada, o caminho e tal.
20:59Tudo isso veio sendo amadurecido e desenvolvido ao longo desses 14 anos de história de vocês.
21:06Como é que é hoje a relação de vocês com essa perspectiva de um afunilamento e de uma construção?
21:14Ou seja, vocês vieram trabalhando, experimentando, testando e as coisas agora estão sendo materializadas de alguma maneira.
21:21Talvez antes fosse um anseio, hoje a tecnologia permite a realização disso e tal.
21:26É isso.
21:26Como que foi essa jornada em direção a esses elementos que hoje redesenham o ecossistema?
21:33Porque é, de fato, um momento novo para o setor financeiro.
21:36Eu estive no evento da Febraban e a gente vê as palestras, a turma falando e tal.
21:43Você percebe uma empolgação grande com tudo, uma preocupação enorme com segurança.
21:48Total.
21:49Mas, de maneira geral, do ponto de vista da experiência, hoje é um playground para vocês conseguirem criar e entregar o que quer que seja.
21:59Mas foi uma caminhada grande até aqui.
22:01Hoje, qual é o olhar de futuro, a visão de futuro?
22:06Bom, a gente acabou de lançar, faz dois meses, um novo aplicativo do banco.
22:13Por quê?
22:15Porque aquele que a gente lançou em 2011, ele já não acompanhava mais a velocidade e inovação e tudo que você trouxe aí de experiência do cliente.
22:26Serviu super.
22:28Na época, foi um aplicativo completamente disruptivo, propiciando que o cliente fizesse as transações dele.
22:34Naquele momento, quando a gente nasceu o banco, era um banco basicamente mais monoprodutista, um banco que tinha um produto de renda fixa, que era o carro-chefe de investimento.
22:47Hoje, nós temos um leque de produtos para oferecer para o cliente, não só de investimento, como crédito, seguros e outros.
22:55Então, a gente teve que ir adaptando essa necessidade.
22:59Agora, sempre com o olhar de UX para...
23:04Será que eu não posso mais desenvolver um produto, um serviço, um aplicativo olhando dentro de casa?
23:11Eu tenho que analisar o que o cliente quer, como que ele gosta dessa experiência.
23:15Então, hoje, o nosso aplicativo, ele é todo customizado.
23:19O cliente pode colocar o PIX na frente do cartão de crédito...
23:23De acordo com a experiência de uso dele.
23:25De acordo com o que ele gosta.
23:26E na próxima vez que ele se relacionar com o banco, dependendo de se eu faço um PIX para você de uma forma frequente,
23:35aquele dado vai aparecer já de uma forma recorrente para que o cliente não precise digitar de novo o seu CPF, a sua chave PIX.
23:43Então, são experiências que a gente foi aprendendo ao longo do tempo, ouvindo o cliente, o que ele gostava, o que ele não gostava,
23:50para transformar o que a gente chama de uma experiência mágica no final do dia para o cliente.
23:57E é assim que a gente vai amadurecendo a nossa operação.
24:02O que é muito importante também, você escolher os parceiros certos,
24:06para que eles consigam também te trazer essa inovação, essas ferramentas que entendam esse nosso ecossistema,
24:15entendam esse nosso caminho e consigam se conciliar,
24:19para que a gente possa chegar no cliente final dessa forma.
24:22Você falou de plugar parceiros e aí me ocorreu a história da inovação aberta.
24:30E aí vou dividir a pergunta em duas aqui e vamos começar falando de inovação.
24:34Dentro de casa, como é que vocês fazem a gestão disso?
24:38Para muitas companhias, a inovação nasce como uma unidade, quase uma BU dentro da empresa.
24:46Olha, temos aqui, e você tem que piar, enfim, tem todo um processo ali para você entregar.
24:53Para outros, não.
24:55Se criou quase que uma estrutura em que as áreas de inovação estão...
25:04A inovação está na interoperabilidade entre as áreas e tal.
25:10Como é que vocês, desde o começo, ou desde o momento em que isso se materializou ali,
25:15trabalhem um processo de inovação dentro de casa?
25:19Hoje é exatamente como eu te falei.
25:21Hoje eu não consigo dizer que eu sou bom em tudo.
25:25Então eu vou buscar no mercado quem quer um parceiro que consiga me atender,
25:30que consiga servir, que converse com a missão do banco,
25:34que converse com a minha metodologia,
25:37que traga uma junção de inteligência, uma junção de dados...
25:42Para construir solução.
25:43Para construir uma solução para o cliente.
25:45Então hoje eu vou...
25:46Quem é que tem a melhor solução para essa necessidade?
25:50Quem é que pode me prover desse tipo de informação?
25:53Quem é a empresa de dados que me dá isso?
25:55E aí a gente faz essa amarração.
25:58Porque não dá para eu fazer tudo sozinho.
26:00Por mais que eu fosse bom, a gente não consegue.
26:03Então eu procuro achar parceiros que tenham
26:06o mesmo nível de satisfação que o Sofisa coloca para o cliente,
26:10o mesmo nível de relacionamento, transparência, sinceridade, maturidade.
26:15Tem que ter sinergia, vamos dizer assim, no propósito.
26:17Total.
26:18Se não tiver sinergia no propósito, não dá para trabalhar conosco.
26:21E aí depois vocês vão trazer isso para dentro de casa e...
26:24Então eu tenho equipes internas de desenvolvedores,
26:29eu tenho equipes internas que estão olhando tudo isso,
26:32e aí eu conecto uma coisa com a outra.
26:34E aí hoje, né, Carlos, com esse mundo extremamente conectado e com APIs,
26:39hoje está tudo muito fácil de você entender.
26:42Você faz alguns projetos, lógico, que garantam a segurança do sistema,
26:47testa, testa, testa, porque sempre testar é muito importante,
26:51mas depois a colisão disso fica muito simplificada.
26:55O mesmo vale para inovação aberta.
26:57Ou seja, é quase que um modelo sempre de inovação aberta.
26:59Sempre olhando para os lados para ver como pulgar a sua...
27:02E a agenda que nós estamos vivendo atualmente,
27:05e eu te diria que não é só no Sofisa Direto,
27:08é no banco Sofisa como um todo,
27:10é exatamente essa.
27:11Legal, somos um banco tradicional,
27:14mas o que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar daqui em diante.
27:17Os primeiros 60 não serão a base para os próximos 60.
27:21Então a gente está muito antenado numa agência de digitalização,
27:24transformar o banco de uma forma...
27:27Acabar com as burocracias, digitalizar os processos,
27:31trazer mais agenda de inteligência artificial para dentro do banco,
27:35mais agentes de AI,
27:37como é que eu consigo pegar a automatização de processos.
27:42Então acho que essa é a palavra-chave.
27:44Acho que não só do Banco Sofisa,
27:46acho que todo mundo hoje passa um pouco por isso, sabe?
27:48Dessa agenda mais inteligente aí.
27:51E aí para a gente fechar,
27:53eu queria a visão de futuro.
27:56Você falou muito do cliente, produtos,
27:58as mudanças todas no mercado e tal.
28:03Nós estamos discutindo o DREX,
28:04estamos discutindo uma porção de iniciativas,
28:06temos um público mais maduro digitalmente.
28:10Para onde vocês estão olhando?
28:13Excelente pergunta.
28:14A minha bola de cristal está desligada agora.
28:17O exercício de futurologia é uma desgraça.
28:20E de novo, o que eu te falar aqui hoje funciona para hoje.
28:23Amanhã já não é a mesma coisa.
28:27Mas eu acho que é essa agenda que eu te falei.
28:28Hoje a gente precisa dar um passo muito grande
28:30na questão de inovação, de tecnologia,
28:33trazer serviços que o cliente se sinta atendido
28:39de uma forma humanizada,
28:41mas com mais inteligência artificial por detrás.
28:45Esse é o grande barato
28:48de você ter a história vivida
28:53e um caminho percorrido
28:55porque vocês conseguem tangibilizar
28:57o equilíbrio entre essas duas coisas.
28:59Talvez se fosse o surgimento de uma empresa agora,
29:02a IA dominaria 90% do espaço.
29:06E algum tipo de interface humano,
29:08algum toque humano
29:09que sustenta e viabiliza o exercício
29:11teria um peso menor.
29:13A caminhada para vocês está no encontro
29:15dessas duas coisas
29:16com uma grande serenidade.
29:18A gente está muito naquilo
29:21que alguns relatórios,
29:22algumas pesquisas têm mostrado
29:23sobre a maturidade das empresas
29:26e as implementações todas de A.
29:28Não é a tecnologia per si,
29:31mas é ela integrada
29:32num conjunto de iniciativas.
29:33Muito legal.
29:35Muito, muito, muito, muito bom.
29:38Quero agradecer o André Jateni,
29:41superintendente executivo do Banco Sofis.
29:43André, muito obrigado
29:45por ter estado aqui,
29:46pelo papo.
29:47Parabéns por esta jornada.
29:49Vão debutar no ano que vem, é isso?
29:51Vamos, vamos debutar.
29:5115 anos, debutando.
29:53Aí eu venho aqui de novo
29:54te contar essa história.
29:54Aí a gente vem para comemorar os 15,
29:56a gente vem bater um papo de novo.
29:58Está mais do que convidado.
30:00Até a próxima.
30:00Muito obrigado.
30:01Um prazer, uma simpatia
30:03para te conversar aqui com você.
30:05E vamos em frente.
30:06E para você que nos acompanhou até aqui,
30:09se você chegou pela metade,
30:11não tem problema.
30:12Esta entrevista na íntegra
30:13está disponível lá no Panflix
30:16ou no canal da Jovem Pan no YouTube.
30:19Você, claro, confere esta
30:21e outras entrevistas aqui
30:22no Sociedade Digital.
30:23Você sabe,
30:24nosso objetivo é investigar os caminhos
30:28e os descaminhos
30:29desta sociedade cada vez mais conectada.
30:33A gente se encontra na semana que vem.
30:34Eu te espero, hein?
30:35Tchau, tchau.
30:42Sociedade Digital
30:43A opinião dos nossos comentaristas
30:46não reflete necessariamente
30:48a opinião do Grupo Jovem Pan
30:50de Comunicação.
30:55Realização Jovem Pan
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