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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atribuiu ao governo de Lula a responsabilidade pelo tarifaço e pelas sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades. Michelle criticou a condução da política externa do Planalto, afirmando que o ataque ao país se deu por conta da perseguição política contra seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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00:00Vamos fazer mais uma rodada então agora com os nossos comentaristas pra falar justamente aí agora da Michele Bolsonaro que reclamou da pressão sobre o marido Jair Bolsonaro para que o ex-presidente escolha um nome para representar a direita nas eleições presidenciais.
00:21Durante a entrevista à agência AFP, a ex-primeira-dama culpou o governo pelo tarifaço e sanções, afirmando que o Planalto atraiu as medidas dos Estados Unidos por estar permitindo a violação de direitos humanos e também princípios democráticos.
00:39Michele ressaltou ainda que Bolsonaro é e continuará sendo o maior líder da direita no Brasil, ressaltando que qualquer decisão em relação a sua possível candidatura passará por um debate profundo político com ele.
00:57Então foi uma entrevista por escrito que ela concedeu à AFP, claro que gera toda a repercussão já na imprensa brasileira e eu quero começar com você, Dávila, por várias vezes o Aldemar da Costa Neto, ele garante o seguinte, ele do PL, o Bolsonaro está afiliado ao PL, quem irá decidir é Jair Bolsonaro.
01:15Ele sempre repete isso, deu entrevista para nós e falou que a escolha ficará com ele e eles vão apoiar aquele que Bolsonaro evidentemente coloca.
01:24Claro que há muitos nomes aí na disposição hoje da direita, mas como é que você enxerga aí essa análise que é feita pela ex-primeira-dama, numa pressão neste momento, ou seja, pode ser até muito antecipada em relação à definição de um nome?
01:41Marcelo, é a entrevista de uma esposa do ex-presidente que evidentemente está ali preocupada com o seu marido, agora vamos falar da política que é importante, a política é o seguinte, Jair Bolsonaro provavelmente vai começar a cumprir pena em regime fechado, mesmo que seja uma prisão domiciliar, daqui a pouco, daqui a algumas semanas.
02:07Se Jair Bolsonaro não fizer essa escolha antes do início dessa prisão domiciliar ou prisão em regime fechado, vai começar uma boataria do que Jair Bolsonaro está dizendo quem é candidato ou não.
02:21Isso só vai ajudar a dividir ainda mais a direita.
02:24E quem dá graças a Deus que a direita está dividida, fragmentada, sem candidatura, é o presidente Lula, que é o único candidato hoje da situação, está aumentando a sua aceitação nas pesquisas de opinião e não há nada melhor do que ter um adversário frágil e dividido no momento.
02:50Então isso é muito ruim. O que nós precisamos hoje é a direita unida, coesa, pode não precisar ser um único nome, pode ser um, dois nomes, mas precisa estar marchando e apresentando propostas.
03:06Quais são as propostas que a direita está apresentando hoje?
03:09Ainda não tem proposta.
03:10O Brasil hoje tem 80 milhões de inadimplentes, 8 milhões de empresas quebradas ou em recuperação judicial, a maior taxa de juros no mundo, a segunda maior taxa de juros no mundo, inflação em alta, um governo que não consegue cumprir uma única meta de inflação.
03:29E nós não temos proposta.
03:32O que nós falamos aqui, o privatizar, abre economia, vamos aumentar a exportação, o Brasil representa hoje 1,3% do comércio internacional.
03:42Nós somos insignificantes.
03:43Então assim, não tem proposta, está dividido com lideranças fragmentadas, um atacando o outro.
03:50Isso é prato cheio para o presidente Lula, que está com céu de brigadeiro, já que não existe oposição do outro lado.
04:00Então a oposição precisa se organizar e aí não dá para esperar a virada do ano, não.
04:05Precisa começar a se organizar o mais rápido possível, porque nós precisamos saber quais são as candidaturas que terão tração ou não,
04:13que começam a crescer ou não nessa disputa, para que nós possamos ter um candidato competitivo nas eleições de dois mil e vinte e seis.
04:22Muito bem, nós estamos de volta para toda a rede Jovem Pan, analisando neste momento, nos pingos nos isas,
04:28a entrevista que foi concedida pela ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, falando da pressão em relação a ex-presidente aí,
04:35da indicação de um nome neste momento e agora quero ouvir o Roberto Mota sobre esse assunto.
04:41Eu tenho que dizer, Marcelo, que eu não concordo com essa visão da necessidade da união da direita
04:51e que Jair Bolsonaro, por não indicar o candidato, ou não se manifestar, está atrapalhando o grande plano da direita
05:00e por causa disso a esquerda vai ganhar.
05:04Eu também não concordo com essa leitura de que Eduardo Bolsonaro é o responsável pelo aumento da popularidade do governo,
05:11como se o governo não estivesse fazendo um milhão de coisas para criar e manter a narrativa
05:18de que ele tem preocupação com os pobres, que ele é um governo que tira dos ricos para dar para os pobres,
05:26como se o time da oposição não estivesse amarrado de mil e uma formas.
05:32Eu acho que Jair Bolsonaro, considerando-se a situação a qual ele está submetido,
05:40ele tem a estratégia dele.
05:43Quem não estiver satisfeito pode lançar o seu candidato.
05:46Eu não sei por que Jair Bolsonaro está impedindo que algum partido lance o candidato
05:52ou que algum candidato saia e coloque as suas ideias, coloque as suas propostas.
06:00Eu acho que a Michele Bolsonaro está numa situação extremamente difícil,
06:05assim como estão os filhos de Jair Bolsonaro.
06:09É uma série de processos, é uma série de investigações.
06:13Agora a gente viu recentemente, ontem ou hoje, que teve uma manifestação da Procuradoria-Geral da República
06:20para que se abra uma investigação que já tinha sido considerada, já tinha sido arquivada pela PGR passada.
06:29Então não há limite temporal, não há limite legal para o número de coisas que podem ser colocadas contra Jair Bolsonaro.
06:38E no meio disso tudo, muita gente espera que Jair Bolsonaro haja como se nada estivesse acontecendo.
06:46Como se ele estivesse na sua casa, em pleno gozo da sua liberdade.
06:50Não vamos agora examinar de uma forma isenta a política do Brasil.
06:55Vamos esquecer essa coisa de esquerda e de direita.
06:57Vamos pensar no bem do país.
07:00Eu acho que a gente precisa ter um pouco de senso de realidade.
07:03O que está acontecendo no Brasil hoje é uma situação absolutamente anormal.
07:10Então quem acha que a situação está normal, que é possível se levar adiante um projeto político
07:17como se nada estivesse acontecendo, que faça isso.
07:21Jair Bolsonaro não está impedindo ninguém de lançar candidatos.
07:25Se a direita quer se unir, é Jair Bolsonaro que está impedindo essa maravilhosa união da direita.
07:31Que lancem-se os candidatos, que façam-se a união.
07:35Agora, só não esqueça uma coisa.
07:38Tem uma eleição ano que vem.
07:41Uma eleição muito difícil e que vai ter um papel fundamental para o futuro do Brasil.
07:48Pensem nisso.
07:50Exatamente.
07:51Agora, Paulo, ninguém quer reabrir investigação nenhuma do Petrolão.
07:54Só tinha Inocente, evidentemente.
07:56Como disse o Mota.
07:58Agora, queria a sua avaliação, de fato, se em Brasília é isso.
08:02Quer dizer, há uma ansiedade na indicação.
08:05Há um sentimento de que, de fato, a esquerda avançou, seja com suas promessas.
08:12Como é que está hoje o Congresso?
08:16Olha, a gente precisa ter empatia pelas pessoas.
08:18Você imagina uma pessoa com 70 anos, foi presidente da República, sofreu uma perseguição danada,
08:27pega mais de 20 anos de cadeia.
08:31Como fica a cabeça dessa pessoa, desse ser humano?
08:35Como fica a esposa?
08:37É claro que isso destrói.
08:39E é claro que eu penso que a maior preocupação do ex-presidente Jair Bolsonaro é a sua liberdade.
08:47A maior preocupação, isso é natural, do ser humano.
08:50É inerente ao ser humano.
08:52A primeira preocupação do ser humano é se manter vivo.
08:54A segunda é a sua liberdade.
08:57E aí ele passa por tudo que ele passa e quer jogar toda a carga de responsabilidade em cima dele.
09:03Como o Mota falou, eu concordo com o Mota.
09:04Se a direita está desunida, não é culpa do Bolsonaro?
09:09Ele não tem que decidir absolutamente nada.
09:11No momento que ele achar oportuno, ele vai falar, o meu candidato a presidente é fulano de tal.
09:16E quem gosta do Bolsonaro e achar que tem que votar nessa pessoa,
09:20que ele indicar, que ele fizer uma aliança, que vote.
09:23Mas isso não significa que não tenhamos outros candidatos,
09:26que não vamos ter outros candidatos da direita, da própria centro-direita.
09:31Isso não significa isso em absoluto.
09:33Então, eu acho que, em primeiro lugar, a gente tem que ter respeito por essas pessoas.
09:37E é claro que a Michelle Bolsonaro está numa situação muito difícil.
09:42É só a gente se colocar no lugar dela.
09:44Eu vendo a minha esposa presa, com uma idade avançada presa.
09:49É complicadíssimo isso para ela.
09:51Vai concorrer ou não vai?
09:52Quando você concorre a algum cargo, principalmente o Senado e Poder Executivo,
09:58você tem a sua vida devastada.
10:01Eles te atacam de tudo quanto é jeito.
10:02E eu, num cargo bem menor, obviamente, de deputado federal, sofri isso na pele.
10:08Os opositores não respeitam absolutamente nada.
10:11Eles atacam a sua fé, eles atacam a sua família, eles atacam os seus filhos.
10:16Não se tem pudor nenhum.
10:18Até o meu pai foi atacado.
10:20Com 90 anos, foi atacado.
10:22Então, não se tem respeito.
10:23Agora, você imagine uma pessoa que vai concorrer a um cargo de senador,
10:28ou um cargo de governador, ou um cargo de presidente da República.
10:32Quero jogar essa carga em cima de um homem que foi condenado,
10:36no meu ponto de vista, injustamente,
10:38um homem de 70 anos que foi condenado a mais de duas décadas de cadeia.
10:42Não dá para isso.
10:43Ele não tem como se fosse, não.
10:44Hoje, o dia para você decidir quem vai ser o candidato vai ser esse dia.
10:48Então, tal dia, eu vou dar.
10:50A gente não sabe o que vai acontecer.
10:52Política é igual nuvem.
10:53Hoje está de um jeito, amanhã pode estar de outro.
10:55A popularidade do Lula cresceu um pouquinho,
10:57mas pode despencar amanhã novamente.
10:59A gente não sabe o que vai acontecer.
11:01Então, eu acho que agora o momento é de respeito com a família Bolsonaro,
11:05principalmente com a Michelle e com o próprio Jair Bolsonaro,
11:07e deixar que eles decidam aí, no momento oportuno,
11:11que eles acham que tem que falar,
11:13ou se tem que ficar quieto também, é direito deles,
11:15e a gente tem que respeitar.
11:17Pois é, né, Davila?
11:18Então, na sua avaliação, como disse o Paulo,
11:22é muito cedo ainda, e caberá também à direita se posicionar, se organizar.
11:28E, evidentemente, claro que um governador aí que não pode mais ser,
11:34ele pode ser candidato à presidência, com o apoio do Bolsonaro,
11:39ele é muito mais forte, seja do espectro da direita, evidentemente falando.
11:43Mas o momento ainda não é de definição,
11:46ou no seu entendimento é assim,
11:52ou agora é preciso já trabalhar em acordos,
11:56para que a gente possa fazer a nomeação futura, talvez,
12:00claro, não colocar agora para tomar a bordoada desde já,
12:03mas já ter uma saída.
12:04Bom, primeiro, já temos algumas pré-candidaturas, né?
12:10O próprio Ronaldo Caiado já se colocou,
12:13o Partido Novo já lançou Zema como candidato à presidência,
12:19falta ainda o PSD,
12:20que provavelmente vai oficializar a candidatura do Ratinho.
12:24Então, falta saber se Tacis de Freitas será candidato ou não,
12:28essa é a única incógnita.
12:29Então, as candidaturas estão sendo lançadas.
12:31Mas nós não podemos esquecer que a eleição de 2026
12:35não é apenas uma eleição presidencial,
12:37é eleição para o Senado,
12:39é eleição para o governo do Estado,
12:41é eleição para a Câmara Federal.
12:43Então, montar chapas,
12:46escolher pessoas para disputar essas posições majoritárias,
12:50é fundamental que tenha entendimento entre os partidos.
12:53Então, não é só o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro
12:58na candidatura presidencial.
13:00Tem que construir todos esses palanques.
13:02E não é uma coisa simples.
13:03Não dá para o dia para a noite começar a construir candidatura.
13:06Então, as candidaturas começam a construir.
13:08Mas o que mais me preocupa,
13:10muito mais do que esse endosso oficial
13:12de um nome para a presidência da República,
13:16é justamente a falta de propostas.
13:19Eu não vejo hoje...
13:20Se você fizer um enquete hoje,
13:23qual é a grande proposta da direita para o Brasil?
13:26Não tem.
13:28Não tem.
13:28Não está se debatendo isso.
13:29Então, esta discussão política,
13:32ela está, ao meu ver,
13:35atrapalhando uma discussão muito mais importante.
13:37O que nós vamos apresentar ao eleitor?
13:40Quem não vai apresentar às pessoas?
13:41Qual é a nossa ideia de país?
13:43O que a gente tem que fazer para o país?
13:45O Lula vai apresentar esse rol de ajuda
13:48que ele está dando.
13:49ProUni, Vale Gás, aumento...
13:52Agora, ônibus de graça.
13:54Fazer toda essa demagogia que ele está fazendo.
13:57Ele está dizendo, olha, eu estou fazendo isso.
13:59E aí?
13:59E do outro lado, está fazendo o quê?
14:02Entendeu?
14:02Então, assim, nós não temos propostas.
14:05Nós estamos tendo dificuldade de construir as candidaturas
14:08majoritárias, estaduais principalmente.
14:12Nós estamos esperando que a direita, de alguma forma,
14:19tenha um consenso mínimo em torno de ideias e candidaturas.
14:22E isso está prejudicando enormemente.
14:24Isso aí está abrindo um território franco favorito
14:28para o Lula fazer toda a demagogia que ele quer.
14:32E, na verdade, está com o céu de brigadeiro
14:34porque não tem oposição.
14:35A única coisa que a gente faz é isso,
14:36querer lançar a CPMI.
14:37Ah, vamos lá agora pegar na CPMI do INSS.
14:40Ah, vamos pegar aqui na CPMI do Correio.
14:42Cara, tudo bem.
14:43Isso aí é tática de guerrilha.
14:46Não resolve nada.
14:47Amanhã você vai mostrar o quê para a população?
14:49Que você é o campeão de CPIs no Congresso?
14:52Você não mexe no bolso, não mexe com a vida,
14:55não mexe com a perspectiva das pessoas.
14:57Então, hoje falta candidatura,
14:59falta discurso
15:00e falta uma união mínima
15:02em torno da definição
15:04das candidaturas majoritárias.
15:05O Mota, ainda disso que o Davila está colocando,
15:09outro dia me chamou a atenção,
15:11claro, a gente acompanha a política há muito tempo,
15:14e tinha uma imagem assim,
15:15estava tendo uma votação em uma sessão da Câmara
15:17e todos,
15:18e aí era no momento que vários
15:21mostravam uma imagem,
15:22os deputados se filmando lá e gravando.
15:25Vários.
15:26Era uma coisa assim que chamava muita atenção,
15:27estava acontecendo a sessão.
15:30De fato, se perde muito tempo
15:32com essa questão de lacrar na internet,
15:37e pouco se discute, de fato,
15:39o país,
15:40quer dizer, é uma coisa muito personalista,
15:43ou seja, eu vou fazer isso aqui
15:44porque isso aqui vai me dar voto,
15:46e o ano que vem eu tenho que ser reeleito,
15:48e se esquece toda essa discussão maior
15:51da direita, da esquerda,
15:53de como trabalhar justamente
15:55para ser um antagonismo
15:57em relação ao outro?
15:58Mais ou menos, Marcelo.
16:01Acho que aí dá duas coisas distintas
16:03que estão misturadas.
16:04Uma é a necessidade do político
16:07de se conectar com os seus eleitores,
16:12manter os eleitores motivados,
16:14porque o político vive de voto.
16:16Não acho que há nada errado nisso.
16:18O nosso sistema é baseado no voto.
16:21A gente não pode criar um sistema
16:23onde o político precisa de voto,
16:24vai se eleger,
16:25e depois fica reclamando
16:26que o político só pensa em voto.
16:28Vocês queriam que o político pensasse em quê?
16:30Então, o fenômeno das redes sociais
16:32criou essa dinâmica de comunicação.
16:36E é muito difícil você encontrar um equilíbrio.
16:39Isso não é só para político,
16:41é para todo mundo que tem uma voz pública.
16:43Às vezes você olha uma pessoa e diz,
16:45pô, esse cara está toda hora
16:47nas redes sociais,
16:48mostrando todas as coisas que ele faz.
16:50Isso é um monte de bobagem.
16:52Outras pessoas você gostaria
16:54que aparecessem mais,
16:55porque tem boas ideias.
16:57Então, isso é um equilíbrio difícil de se encontrar.
17:01Agora, eu discordo dessa avaliação
17:04de que a direita não tem ideias,
17:06de que a direita não consegue contrapor nada.
17:08É evidente que tem.
17:10A gente fala aqui todos os dias
17:13sobre uma das principais bandeiras da direita,
17:16que é o combate ao crime.
17:17Enquanto a turma da esquerda
17:19tem essa visão do bandido,
17:21vítima da sociedade,
17:23é um pobre coitado,
17:24trabalha para enfraquecer a lei,
17:27a direita tem uma posição firme
17:29de endurecimento da lei.
17:30Como é que pode haver alguma dúvida
17:32em relação a isso?
17:33A outra bandeira da direita,
17:35bandeira de quem realmente
17:37pensa com a cabeça da direita,
17:39é ter um Estado menor,
17:41mais enxuto,
17:42que gaste menos,
17:43que cobre menos impostos.
17:45Essas ideias são bastante claras.
17:49O que acontece
17:50é que a gente não está falando,
17:52meus amigos,
17:53de um embate de ideias.
17:55Quando você chega para a população
17:56e diz, olha,
17:57eu vou dar gás de graça para você,
18:00qual é a ideia que está sendo discutida aí?
18:02Não tem ideia nenhuma.
18:04Quando chega um ministro e diz,
18:05olha, estamos pensando
18:07em dar ônibus de graça para todo mundo.
18:10Qual é a ideia que está sendo...
18:11Como é que você contrapõe isso?
18:14Não, agora vamos sentar aqui,
18:15e conversar sobre as vantagens
18:17do Estado enxuto.
18:18Não tem,
18:19isso é populismo barato na veia.
18:21Você tem a máquina do Estado,
18:23usa a máquina do Estado
18:24para criar mecanismo para se eleger.
18:27Agora, dito isso,
18:29eu lembro,
18:30há políticos que se dizem de direita,
18:34mas que acham muito simpáticas
18:35essas ideias da esquerda.
18:37Há políticos que dizem,
18:38não, eu sou de direita, conservador,
18:40mas aplaude o Estado grande,
18:42acha bacana,
18:43tem estatais,
18:44porque tem ramos
18:45que são estratégicos.
18:47Há políticos que se diz de direita,
18:49mas depois da eleição,
18:51no dia seguinte,
18:52está lá na fila
18:53esperando para pegar um carguinho,
18:55em qualquer lugar que aparecer.
18:57Então, a gente tem que separar essas coisas.
18:59Mas eu acho injusto
19:00dizer que a direita não tem ideias.
19:03Tem sim,
19:04tem ideias,
19:04eu diria para vocês,
19:06são as ideias que no mundo inteiro,
19:08hoje,
19:09estão em ascensão.
19:10basta olhar para os Estados Unidos.
19:12E como chamou a atenção
19:14o Mota,
19:15Palombo,
19:16as ideias estão colocadas aí,
19:18como muito se fala também
19:19desse fim da escala agora,
19:21seis por um,
19:22e aí a gente fica imaginando o seguinte,
19:24qual vai ser a parte do governo?
19:27Quer dizer,
19:27então,
19:28nós vamos encabeçar esse projeto,
19:30e o governo vai reduzir
19:31os encargos trabalhistas
19:33para propiciar novas contratações?
19:35Não,
19:35ele vai jogar,
19:36evidentemente,
19:37para os empresários.
19:38a questão do ônibus de graça também,
19:40como o Mota colocou,
19:41surge assim,
19:42e fica pairando no ar.
19:43Vai ter o auxílio gás
19:44para 17 milhões de famílias,
19:47o auxílio energia,
19:4817 milhões de famílias,
19:49e a gente multiplica aí
19:50dentro da família
19:51quatro,
19:52cinco pessoas,
19:53milhões e milhões,
19:54né,
19:55quer dizer,
19:55nós temos a área de Bolsa Família,
19:56Luas,
19:57BPC,
19:58então,
19:59essa questão mesmo,
20:00mesmo agora,
20:02se eu não conseguir o ônibus de graça,
20:04escala seis por um,
20:04mas no próximo mandato,
20:05talvez eu consiga,
20:06eu vou lutar para isso,
20:07e vou usar isso na propaganda e tal,
20:10é isso que o Mota chama atenção,
20:11quer dizer,
20:12essa narrativa vai ficando,
20:13né,
20:14de qualquer forma,
20:14né,
20:15Palumbo?
20:17E isso vai dar muito voto,
20:19basta você conversar com qualquer trabalhador,
20:22para quem tem dúvida,
20:23quando você chegar no seu prédio,
20:25pergunta para o porteiro
20:26se ele é a favor de acabar com a escala
20:28seis por um,
20:29só vocês perguntarem,
20:31vai dar muito voto,
20:32é populismo puro,
20:33mas o governo não está preocupado
20:35que essa carga vai sobrar
20:36para o empresário,
20:37que fomenta a economia,
20:39que gera empregos,
20:40que paga impostos excessivos,
20:42não,
20:42ele não vai se preocupar com isso,
20:44afinal de contas,
20:45precisa de 20 bilhões
20:46para sustentar uma empresa falida
20:48igual ao Correios,
20:49e da onde vem isso daí?
20:50Então ele não vai se preocupar
20:51com o empresário,
20:52o empresário vai ter que se virar
20:54para se manter ali vivo,
20:56né,
20:57de uma forma quase que impossível.
20:59Concordo com o Motto também,
21:00quando ele diz
21:01de políticos que falam que é de direita,
21:04não são de direita,
21:05são pseudos políticos de direita.
21:08Me lembro quando eu ganhei
21:09as últimas eleições,
21:10era vereador,
21:11ainda fui chamado no programa Pânico,
21:13e me perguntaram,
21:14agora o Congresso é todo direito,
21:15eu falei,
21:16não se iludam,
21:17não tinha nem assumido o cargo,
21:18não se iludam,
21:19a maioria lá vai se vender
21:21por emendas,
21:22por cargos,
21:23e por outros,
21:25outros benefícios
21:26que acabam recebendo,
21:28adoram um cargo,
21:30adoram colocar fulano
21:31e ficando em determinado local,
21:32porque vai trabalhar para ele depois,
21:34eles gostam disso,
21:35e infelizmente,
21:36a nossa população
21:38não tem a cultura
21:38de fiscalizar
21:39o que vota cada deputado,
21:42o que vota cada senador,
21:43e depois ainda tem a cara de pau,
21:45de ficar falando que,
21:47olha, errei o voto,
21:48desculpe,
21:49olha, tive um problema,
21:50eu errei o voto,
21:51não dá para a gente acreditar
21:53nesse tipo de desculpa
21:54esfarrapada,
21:56e a gente tem que parar
21:57com essas medidas populistas,
21:58fui contra, por exemplo,
21:59a PEC da blindagem,
22:01eu acho que o artigo 53,
22:02ele é tão claro
22:02quanto a luz solar,
22:04não precisa de uma PEC
22:04em cima de uma lei
22:05que já tem,
22:06dizendo o óbvio,
22:07que o deputado é inviolável
22:08por suas palavras,
22:09atos, votos,
22:10isso é tão claro
22:10quanto a luz solar,
22:12e avisei ainda,
22:13alguns colegas,
22:14conversei muito
22:15com o Marcelo Van Rato,
22:16falei,
22:16estamos dando tiro no pé,
22:17é um tiro no pé,
22:18depois do clamor público,
22:20o que o Senado fez?
22:21Saiu de bonzinho,
22:23né,
22:23olha,
22:23por unanimidade,
22:25nós enterramos essa PEC,
22:27só que a maioria
22:28daqueles mesmos senadores
22:29não tem coragem
22:30de sequer assinar
22:31um pedido de impeachment,
22:32ou seja,
22:33jogam para a galera
22:34o tempo todo,
22:36porque a população,
22:37lamentavelmente,
22:38não é nem culpa da população,
22:39isso é cultural,
22:40isso vai anos para mudar,
22:41talvez degra para mudar,
22:42não fiscaliza o seu político,
22:44então a pessoa vai
22:45numa rede social
22:45e o instrumento de trabalho
22:47de muitos políticos,
22:48o meu, por exemplo,
22:49é a rede social,
22:50eu dependo disso,
22:51eu não tenho cargo
22:51no poder municipal,
22:53no poder estadual e federal,
22:55então eu preciso
22:55da minha rede social
22:56para me comunicar
22:57com a população
22:58e como a maioria
22:58dos deputados
22:59também precisam,
23:00é um instrumento
23:01de trabalho,
23:01é a extensão
23:02do meu mandato,
23:04mas como é que você
23:05concorre, por exemplo,
23:06quando uma pessoa
23:07é base do governo
23:08e tem lá
23:09100 cargos
23:10em âmbito municipal,
23:12200 em âmbito estadual,
23:14300 em âmbito federal,
23:15como é que você concorre?
23:16É muito difícil,
23:17então a maioria
23:19dos políticos
23:20que se dizem
23:22realmente de direita,
23:24na verdade,
23:25são pseudos direitistas,
23:26não são,
23:27eles vão de acordo
23:28com a conivência,
23:30o que vai ser melhor,
23:31o que vai ser oferecido,
23:33ah, vai ter uma votação
23:34muito importante
23:35para a gente ver
23:36se acaba com o DPVAC,
23:37mas o governo
23:38não quer que acabe,
23:39quer que vote,
23:40ah, então peraí,
23:41quanto que vai ser
23:42de emenda?
23:42Aí fica a maioria
23:44dos deputados
23:45literalmente
23:46de chapéu atolado,
23:47vou falar a linguagem
23:47do povão aqui,
23:48chapéu atolado,
23:49sem saber o que está
23:50acontecendo,
23:51e no meio
23:51dessa votação,
23:53dessa discussão,
23:54a gente sabe
23:55pela imprensa
23:55que vai ser oferecido
23:57lá 2 bilhões
23:58de emenda,
23:59e aí o deputado
24:00vota e depois
24:01fala, olha,
24:01me desculpe meu eleitor,
24:03eu errei o voto,
24:04lorota furada
24:05para boi dormir,
24:06é a velha política
24:07que toma lá,
24:08dá cá, Marcelo.
24:09Sem dúvida,
24:09fica em duas canoas,
24:10vai vendo a mais
24:12vantajosa,
24:13e depois ele tira o pé
24:14daqui que vai afundar.
24:16Agora, Davila,
24:17de fato,
24:17então,
24:18toda essa questão
24:18que envolve,
24:19praticamente a gente
24:20está observando aí
24:21anúncios,
24:22anúncios,
24:22anúncios,
24:23e isso fica na mentalidade
24:24do eleitor,
24:24evidentemente,
24:25e a eleição é ano que vem,
24:26mas o trabalho já começou?
24:30Já começou,
24:30já estão costurando
24:33várias candidaturas,
24:34mas é que precisa
24:35acomodar os partidos,
24:36e aí é essa briga aí,
24:38como é,
24:38o Palumpo sabe melhor
24:39do que qualquer um
24:40de nós dois aqui,
24:41porque vive isso na pele,
24:42né?
24:42Como é que costura aí
24:43a candidatura
24:44para o Senado,
24:46para os governos,
24:47e até as chapas,
24:49até as chapas
24:50para o deputado federal,
24:51não é fácil não.
24:52Então,
24:52para o deputado estadual,
24:54né?
24:54Então,
24:55essa engenharia hoje
24:56depende muito
24:58dessas
24:59coligações
25:01nas eleições
25:02majoritárias.
25:03Aliás,
25:04o presidente do PSD,
25:06o Gilberto Kassab,
25:07disse que quer
25:08aprovar um projeto,
25:09gostaria de aprovar
25:10um projeto
25:10para acabar
25:11com as coligações
25:12majoritárias também.
25:13Aí o negócio é o seguinte,
25:14todo mundo tem que
25:15lançar candidato
25:16ou majoritário
25:17ou proporcional,
25:18porque hoje nós temos
25:19as coligações
25:21majoritárias,
25:22mas não existem mais
25:23as proporcionais.
25:24Agora ele quer,
25:25acha que tem que acabar
25:26um projeto
25:26para moralizar esse negócio,
25:28partido tem que apresentar
25:29candidato para o Senado,
25:31para o governador,
25:31para o presidente
25:32e tem que acabar
25:33de ter as coligações
25:34majoritárias.
25:35Mas enquanto existem
25:37as coligações majoritárias,
25:38como é o caso
25:38do próximo ano,
25:40exige esse entendimento
25:41dos partidos
25:42para os cargos majoritários.
25:44Então,
25:44o que eu vejo hoje
25:45é que a política
25:47está distante
25:48da realidade
25:49das pessoas.
25:50É só conversar
25:51com as pessoas,
25:52veja se eles acham
25:53que a política
25:53está fazendo alguma coisa
25:54para melhorar a vida deles.
25:56É isso aí,
25:56as pessoas estão
25:58olhando a inflação
25:59subir todo dia
26:00que vão ao supermercado,
26:01têm medo de sair às ruas
26:03porque estão sendo
26:04sempre afetadas
26:04pela violência,
26:06os seus filhos
26:07estão sendo
26:07pessimamente educados
26:09nas escolas públicas,
26:11como mostram
26:11os indicadores internacionais,
26:13e a saúde não está bem,
26:15e você tem fila
26:16para tudo que é operação,
26:17cirurgia que precisa ser feita,
26:19e aí é isso.
26:20E aí,
26:20o que você está falando
26:22para resolver um negócio?
26:23Não está nada,
26:24fica aí um discutindo
26:25um projeto ou outro lá.
26:26Então,
26:27assim,
26:28eu vejo a política
26:29descolada
26:30da realidade das pessoas,
26:31e quanto mais
26:32ela estiver descolada,
26:35pior para a democracia,
26:37para a defesa
26:38da liberdade,
26:39e dessas bandeiras
26:40que nós aqui
26:41tanto defendemos.
26:42Por quê?
26:43Porque começa a criar
26:44aquela ideia
26:45antissistema,
26:46eu quero um cara
26:46que vai acabar
26:47com tudo que está aí,
26:48eu quero uma pessoa
26:49que vai fazer uma coisa
26:50que não tem nada a ver com...
26:51E isso é péssimo
26:52para a política,
26:53a gente não está ajudando
26:54a melhorar a política.
26:56Nós estamos com essas atitudes
26:58cada vez mais sabotando
27:00a boa política,
27:01e os bons políticos
27:02vão tendo cada vez
27:03mais dificuldade
27:04de fazer a sua palavra
27:05chegar às pessoas
27:06e serem reeleitos,
27:07porque começa a ter
27:08generalização
27:09de que a política
27:11está dando as costas
27:12para a população.
27:14Tem salvador da pátria,
27:15Mota?
27:16Não, não tem salvador
27:21da pátria,
27:22e às vezes a gente
27:23tem até dúvida
27:24se há salvação,
27:25não é Marcelo?
27:26Porque, francamente,
27:28a impressão
27:29que a gente tem
27:30é de que a gente
27:31anda em círculos.
27:32Para quem já observa
27:34a política brasileira,
27:36a sensação
27:37que a gente tem
27:37é de déjà-vu,
27:39é de que a gente
27:39está vendo coisas
27:41que a gente já viu
27:42muitas vezes antes.
27:43mas, infelizmente,
27:45como as redes sociais
27:48são uma invenção
27:49relativamente recente,
27:51a gente não tem
27:52esse registro à mão
27:53de tudo que já aconteceu
27:54no Brasil.
27:56Eu não acho razoável
27:58a expectativa
28:00de que a política
28:02seja a solução
28:03para os nossos problemas.
28:05Eu acho que o caminho
28:07para o progresso
28:08e desenvolvimento do Brasil
28:09está na cultura,
28:12está quando o cidadão comum,
28:16o homem médio,
28:17tiver algumas convicções
28:20formadas
28:21e, a partir dessas convicções,
28:24ele enxergar
28:25todo o resto da sua vida,
28:26inclusive a política.
28:28Eu acho que uma das principais
28:30convicções
28:31que a gente precisa ter
28:32é de que todo mundo
28:34tem capacidade
28:35de ganhar o seu próprio sustento
28:37e progredir na vida
28:39sem precisar de esmola.
28:41A gente precisa entender
28:43que o político,
28:44seja ele quem for,
28:45que aparece na sua casa
28:46te oferecendo
28:47coisas de graça,
28:49ele tirou o seu dinheiro
28:51para comprar essas coisas
28:53e depois te dar
28:54dizendo que são de graça.
28:57Porque a política
28:58não gera
28:59nenhum recurso
29:00a não ser através
29:02da cobrança de impostos.
29:03a gente olha
29:05para outros países
29:06no mundo,
29:08países que são
29:09um décimo,
29:10um vigésimo
29:11do tamanho do Brasil,
29:13que não tem
29:13nenhum recurso natural
29:15e que são países
29:17altamente desenvolvidos.
29:19Um exemplo
29:19é a Coreia do Sul.
29:20A Coreia do Sul,
29:22até 1985,
29:23tinha um PIB per capita
29:24menor do que o do Brasil.
29:27Aí a Coreia do Sul
29:28disparou
29:29e o Brasil
29:30ficou para trás.
29:30Mas olha o tamanho
29:31da Coreia do Sul.
29:32Foi arrasada
29:33na Segunda Guerra Mundial,
29:35depois na Guerra da Coreia.
29:37Um país que vive
29:38em situação
29:38de conflito potencial
29:40iminente
29:40a qualquer momento
29:41pode estourar
29:42uma guerra lá.
29:43Dá uma olhada
29:44no PIB per capita
29:45da Coreia do Sul.
29:46Outro exemplo
29:47mais gritante ainda
29:48é a China.
29:49Em 1990,
29:51o PIB da China
29:52era igual
29:52ao do Brasil.
29:54Hoje,
29:55é nove ou dez vezes
29:56maior que o do Brasil.
29:58Isso porque a China
29:59é uma ditadura comunista,
30:00mas resolveu
30:01fazer uma opção
30:01por um modelo
30:02de mercado
30:03de empreendedorismo
30:04limitado,
30:06sujeito
30:06a interferência
30:07governamental,
30:08mas ainda assim
30:09o modelo
30:10de empreendedorismo
30:12saiu quase
30:13de uma situação
30:13feudal
30:14para um PIB
30:16dez vezes maior
30:17do que o do Brasil.
30:18A gente continua
30:19aqui fazendo
30:20CPIs
30:21que parecem
30:22com os CPIs
30:23de vinte anos atrás.
30:25A gente vê
30:25personagens hoje
30:27no Congresso Nacional,
30:28parecem os anões
30:29do orçamento,
30:30parece aquele
30:31deputado
30:32que disse que queria
30:33uma diretoria
30:34da Petrobras,
30:35aquela diretoria
30:36que fura poço,
30:38foi essa diretoria
30:39que o presidente
30:40me prometeu.
30:41A gente continua
30:41escutando as mesmas
30:42coisas.
30:43Então,
30:44caro espectador,
30:45caro ouvinte,
30:46a saída
30:47para o Brasil,
30:48se existe alguma saída,
30:49e eu acredito
30:50que existe,
30:51não está nos políticos,
30:52está em você.
30:54Muito bem,
30:56vamos agora
30:57para uma rápida
30:58parada e já já
31:00voltaremos com mais
31:01informações aqui
31:02em Os Pingos
31:03nos Is.
31:03É rápido,
31:04eu aguardo você.
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