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José Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ, explicou ao Morning Show como empresas brasileiras têm se movimentado para minimizar os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Ele detalhou estratégias de negociação e ações que buscam até mesmo anular os impactos sobre o comércio nacional.
Entrevistado: José Pimenta

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/L9Q6x9Op24Y

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Transcrição
00:00Já vem sendo feito para reverter os impactos do tarifácio imposto desde 1º de agosto pela Casa Branca.
00:06Essa é a pergunta que está posta. Claro que houve exceções, houve articulações recentes nos bastidores de titãs
00:13e também do setor de proteína animal brasileira ali dentro da Casa Branca.
00:17Muita gente atribuindo nos bastidores que pode ter sido esse contato,
00:19essa costura de parte do empresariado, do autoempresariado brasileiro junto ao entorno da Casa Branca
00:25que foi capaz de viabilizar o aceno, isso ninguém pode negar, o aceno de Donald Trump a Lula
00:31em público ali no plenário da 80ª Assembleia Geral da ONU.
00:36Mas claro, no momento que recebemos assim, de volta todo mundo que está nos ouvindo também pela rede Jovem Pan de rádio,
00:41o tema da vez Trump, Lula, Lula e Trump.
00:43Será que o encontro sai do papel finalmente ou será que vai ficar no céu das ideias, hein?
00:48Claro que para entendermos o que está posto, todos os riscos envolvidos, as articulações em curso,
00:53propõe que a gente converse nesse momento com o diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional,
00:58o José Pimenta.
01:00Tudo bem? Muito obrigado pela presença.
01:03Ao que tudo indica, eu acabei de mencionar aqui, mas eu queria confirmar a veracidade da informação,
01:07se empresários brasileiros haviam negociado brechas para amenizar essas tarifas recentemente,
01:13particularmente nos setores que permaneceram sancionados após o anúncio das exceções,
01:19que também já foram frutos das primeiras articulações, ainda que escassas, de ambos os governos.
01:24Dá uma bela atualizada aqui para a nossa audiência, por favor.
01:28Bom dia, Marinho. Bom dia a todos que nos escutam, nos ouvem pelo Brasil.
01:33É importante notar, Marinho, que essas conversas com o setor privado,
01:37setor privado americano, setor privado brasileiro,
01:40e ambos setores privados conversando com representantes em diversas escalas ali,
01:48também da área pública dos Estados Unidos, da Casa Branca, enfim, dos diversos departamentos,
01:54elas começaram a se intensificar justamente em abril.
01:57Então, a partir de abril, você já tinha um começo de conversa,
02:03isso foi intensificado ainda mais em julho,
02:05obviamente por conta do advento do tarifácio, aí sim para o Brasil.
02:10Então, é importante notar que ela não é um advento de agora,
02:13não é um fato de agora.
02:15Ela vem se intensificando já, não é de hoje, há alguns meses.
02:19E, obviamente, que isso tem uma correlação muito forte com o que está acontecendo nos Estados Unidos.
02:24Você tem setores da economia norte-americana, Marinho e telespectadores, nossos ouvintes,
02:29que dialogam e dependem da produção e dos produtos que vêm do mercado brasileiro,
02:39enfim, são produzidos pelo Brasil e exportados pelo Brasil e os Estados Unidos.
02:42Estamos falando de uma corrente de comércio de 80 bilhões de dólares,
02:46não é algo jamais para ser desprezado.
02:49E, obviamente, que você tem uma complementariedade produtiva muito forte.
02:52Então, a resposta é sim, essas conversas ganham cada vez mais esforço, foco,
02:59e tem claramente aí um viés para tentar mostrar para o governo norte-americano,
03:06sobretudo para a parte econômica, porque é importante notar isso,
03:09essas tarifas, essas listas, elas são analisadas e revistas justamente pelo Departamento de Comércio,
03:16sobretudo, à luz do que tem acontecido na economia norte-americana.
03:20Alguns setores já têm demonstrado uma crescente inflação,
03:24você tem setor privado, participantes representando o setor privado americano,
03:29conversando fortemente com a Casa Branca também, e aí não só em relação ao Brasil,
03:33mas porque as tarifas têm um efeito prejudicial para eles e para o consumidor como um todo.
03:38Então, sim, não dá para desprezar jamais o papel que o setor privado,
03:42não só brasileiro, mas também norte-americano tem,
03:45para que você tenha essa recomposição das tarifas aplicadas mundo afora e também para o Brasil, Marinho.
03:50Vou sonhando agora o Rava Macris para a próxima pergunta.
03:56Opa, boa tarde.
03:58Em cima de todas essas discussões sobre a atuação dos empresários junto à Casa Branca,
04:04eu queria saber se existe uma real expectativa com essa atuação,
04:11tirando a atuação possível do governo Lula,
04:14se existe a expectativa do Trump recuar em algumas das tarifas
04:18que ainda permanecem sobre os produtos brasileiros.
04:21O que está sendo conversado sobre isso?
04:25Rafael, o que você tem hoje, obviamente, com esse aceno,
04:29com essa possibilidade de conversa entre Trump e Lula,
04:33é um novo contexto na relação bilateral.
04:36É uma nova forma, talvez, de se conduzir muito incipiente ainda,
04:39não se tem uma lista do que vai ser conversado,
04:42ainda você não tem um cronograma daquilo que vai ser estabelecido.
04:46A gente está falando ainda de contatos telefônicos
04:48para depois você ter, talvez, evidentemente, uma conversa em loco.
04:53Então, são conversas ainda muito preliminares.
04:55Isso é uma coisa, o que vai ser o por vir.
04:57Agora, que está bem claro os efeitos para ambos os países,
05:01das tarifas elevadas,
05:03quando a gente fala de relação bilateral Brasil-Estados Unidos,
05:07isso está colocado para nós, no nosso caso,
05:09você tem aí diversas indústrias fechando as suas fábricas,
05:13destaco, sobretudo, as indústrias de imóveis,
05:15no Rio Grande do Sul, na parte sul do país,
05:18mas todo o Brasil, que tem fechado fábricas,
05:21que tem, evidentemente, colocado, feito lay-offs e despedido pessoas.
05:27Então, assim, é uma realidade muito triste para esse setor,
05:30especificamente, mas para outros também.
05:32A gente tem o setor de proteína, setor de frutas,
05:35enfim, próprio café, destaquei aqui o de imóveis,
05:38porque a situação é bem crítica,
05:39mas para o Brasil você tem essa condição,
05:42você tem essa realidade extremamente crítica,
05:46e para os Estados Unidos você começa a ter setores
05:49que também, como eu falei anteriormente,
05:51dependem das importações advindas do Brasil,
05:54máquinas, equipamentos, agro como um todo,
05:58partes e peças,
05:59que, evidentemente, também sofrem,
06:02porque não tem uma recomposição,
06:03não tem uma reposição dessas mercadorias
06:07advindas de outros países.
06:08Então, enfim, está muito claro para ambos os países
06:12os problemas a serem enfrentados.
06:14Agora, o que vai ser desse próximo capítulo,
06:17a gente espera que seja um desfecho,
06:18com mais exceções.
06:20Rafael.
06:20A ver os próximos capítulos,
06:23antes da gente partir para a pergunta final,
06:25aqui no Papo Importante,
06:26com o José Pimenta, esclarecedor como sempre,
06:28só fazendo mais uma convocação para todo mundo
06:30sintonizado na rede Jovem Pan de rádio,
06:31e também nos acompanhando aqui por imagens
06:32nas multiplataformas da nossa Jovem Pan,
06:35ao vivar-se aqui no Morning Show,
06:36deixe seus comentários aí,
06:37turbirem no chat,
06:38sempre frenético,
06:39sempre empiedoso,
06:39mas sempre democrático e aberto para todas as opiniões,
06:42e claro,
06:43os principais temas a gente vai estar recebendo também
06:45pela rota direta aqui no WhatsApp
06:46da produção do Morning Show no 11, 9, 13, 25, 80, 55.
06:52Agora sim,
06:53Jésio Peixoto,
06:54José Pimenta,
06:54Jésio Peixoto,
06:55qual é a próxima pergunta?
06:56Então,
06:57quando a gente olha para setores afetados
06:59e potência econômica,
07:00a gente sabe que o agronegócio é a grande questão aí,
07:03é o grande motor do Brasil,
07:04e dentro disso,
07:05nós temos uma figura,
07:07que é o Joesley Batista,
07:08da JBS,
07:09que tem mais,
07:10nas suas empresas,
07:11mais de 70 mil empregados,
07:13pessoas que ele está empregando nos Estados Unidos,
07:15doou para a campanha de Donald Trump,
07:16cerca ali de 5 milhões,
07:18então assim,
07:19é uma pessoa com bom relacionamento,
07:20muita gente tem colocado,
07:22e foi confirmado já para o Fonte do Setor,
07:24que Donald Trump chegou a encontrá-lo,
07:27e aí a minha pergunta dentro deste encontro é,
07:29você acha que esta postura,
07:31principalmente pensando no agro,
07:33na carne,
07:33que é,
07:34querendo ou não,
07:34um fator ali de popularidade do governo,
07:37o café também,
07:38existe mais chance das tarifas retrocederem totalmente,
07:42ou na verdade existe uma chance grande
07:45de a gente conseguir incluir,
07:46nesses encontros do Joesley,
07:48de tantos outros,
07:49o café e a carne,
07:51como uma das novas exceções,
07:53as tantas exceções que já se tem no tarifácio.
07:57Bom diaz,
07:57excelente pergunta,
07:59o que eu costumo dizer,
08:00inclusive nessas entrevistas,
08:03enfim,
08:03o que eu tenho falado,
08:04é que no caso dos Estados Unidos,
08:06a economia está batendo a porta da política,
08:09então quando você cita especificamente esses dois setores,
08:13o setor de proteína,
08:14bovina,
08:16e o setor de café,
08:16você está destacando evidentemente dois setores que são muito complementares em ambos os países,
08:22não dá para cravar,
08:24obviamente,
08:26se ocorrer algum tipo de medida,
08:28o que ela vai ser,
08:28porque o Trump aí,
08:29ele tem um leque de opções,
08:31e sabe negociar muito bem,
08:33enfim,
08:34com base no que ele tem de pressão interna,
08:36também com base econômica,
08:38e também com,
08:39evidentemente,
08:40algum tipo de viés político,
08:42as tarifas ali,
08:43enfim,
08:43o que ele fala da química,
08:45o que ele fala da,
08:47alguns governantes em países,
08:50extremamente amigos dos Estados Unidos,
08:52ele fala disso,
08:52de partners e tudo mais,
08:54então ele faz um mix ali,
08:55para tentar negociar,
08:57o que ele acha que é um ponto ideal,
08:58um ponto ótimo para os Estados Unidos,
09:00não dá para cravar o que seria,
09:02se evidentemente houver uma negociação,
09:04mas,
09:05claro,
09:05que tendo em vista,
09:06tudo que está acontecendo nos Estados Unidos,
09:08em relação à inflação desses alimentos,
09:10em relação à pressão que há,
09:12de produtores lá,
09:14distribuidores,
09:15da cadeia varejista como um todo,
09:17a gente talvez não colocar uma tarifa,
09:20zerar essa tarifa,
09:21ou até 10%,
09:22mas talvez diminui-la um pouco,
09:24porque evidentemente o Brasil,
09:25no caso,
09:26uma tarifa de 50% para esse país,
09:29para esses produtos,
09:30vem sendo,
09:31vem sendo extremamente prejudicial,
09:33para a economia brasileira,
09:34e também norte-americana,
09:35então,
09:36de novo,
09:36dá para cravar,
09:37mas é claro,
09:37que se houver um recálculo,
09:39do que está acontecendo,
09:40talvez uma diminuição gradual,
09:42desses produtos e de outros também.
09:44A gente agradece a presença do José Pimenta,
09:47diretor de Relações Governamentais e Comerciais,
09:51ali da BMJ Consultoria,
09:52obrigado demais pela presença,
09:54agregou e muito,
09:54como sempre,
09:55portas abertas por aqui.
09:56Obrigado.
09:57Obrigado.
09:58Obrigado.
09:59Obrigado.
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