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A reunião entre representantes do Brasil e dos Estados Unidos para discutir o tarifaço, que aconteceria nesta semana, foi cancelada. Enquanto isso, o governo brasileiro acelera os detalhes de um plano de contingência para as empresas afetadas. Nos EUA, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a dizer que o governo americano pode adotar mais sanções contra o Brasil. Comentaristas: Mano Ferreira, Anna Beatriz Hirsh e Jota

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Transcrição
00:00Fata que Eduardo Nantes Bolsonaro não é presidente dos Estados Unidos,
00:03não comanda o Departamento de Estado,
00:06que ele exerce influência nesse momento com as articulações históricas
00:10que ele conseguiu costurar?
00:12Inegavelmente.
00:13Agora, o governo que tem a responsabilidade de responder pelo Brasil
00:18é realmente o governo, o terceiro governo do Luiz Inácio Lula da Silva,
00:22encastelado lá no Planalto,
00:24que parece cada vez mais preferir recorrer, né, Mano Ferreira,
00:27cada vez mais a esse tipo de provocação,
00:30bravata, birra e uma verdadeira mescla de falta de pragmatismo, né?
00:37Os termos americanos estão na mesa, amios ou odeios,
00:40eu acho que está na hora de lidar pelo menos frontalmente com os termos
00:42que estão postos, se não com termos fantasiosos
00:45que não necessariamente os americanos nem pediram,
00:47por exemplo, as terras raras que a gente falou aqui,
00:50que a gente até hoje não sabe se entrou ou não de fato na pauta.
00:52Nesse ponto eu discordo de você,
00:54porque não é que a gente tenha que tratar nos termos que os americanos colocaram,
00:58porque os termos que eles colocaram...
00:59Tratar é diferente de aceitar.
01:02Negociar.
01:02Os termos que eles colocaram, a gente precisa...
01:03Então vai ficar rodando em círculos e correndo atrás do próprio rabo.
01:06Não, a gente precisa buscar distanciar o aspecto político e o aspecto jurídico,
01:13que, aliás, o governo não tem qualquer controle,
01:17o poder é dividido numa democracia,
01:20então o governo federal não tem como fazer compromissos
01:25em nome da atuação do Supremo Tribunal Federal,
01:28isso é uma excrescência.
01:29Mas, justamente por isso, porque é preciso diferenciar o aspecto jurídico e político
01:37do aspecto comercial, que é inaceitável que o governo fique esticando essa corda
01:43e colocando Eduardo Bolsonaro como protagonista nessa história.
01:47O que a gente precisa é virar essa página e trazer pra mesa os aspectos comerciais
01:53que podem interessar os dois países.
01:56Estamos falando de uma relação de mais de 200 anos
01:59e que, não à toa, a imprensa americana e a imprensa britânica, inclusive,
02:06trouxe no Financial Times uma análise sobre essa situação
02:09que nós estamos vivendo entre os dois países,
02:13tratando como a pior crise diplomática em 200 anos
02:18da relação Brasil-Estados Unidos.
02:21E, com esse contexto, a informação no Washington Post, que saiu hoje,
02:26é que deve piorar, porque, segundo o jornal,
02:30o que vai acontecer é a publicação de um relatório pelo governo americano,
02:34um departamento de Estado, trazendo novas relações,
02:39um relatório de direitos humanos, onde se fala, mais uma vez,
02:44das violações na avaliação do governo americano,
02:47em relação à liberdade de expressão no Brasil
02:51por decisões do ministro Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal
02:55de banimento de redes sociais e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
03:00E que a gente sabe, são questões que têm um ponto de mérito,
03:06que a gente precisa discutir, como país soberano,
03:10como nós tratamos a liberdade de expressão.
03:12Mas, de um ponto de vista da relação bilateral e da relação econômica,
03:18a gente precisa separar essas questões,
03:21porque não é os Estados Unidos que devem ser o ombudsman
03:24de como funciona a nossa justiça.
03:27Nós somos um país soberano, temos que nos comportar como adultos,
03:31temos que ser capazes de debater aqui, com as nossas instituições,
03:35com o que é que o Senado está fazendo, por exemplo,
03:38para trazer de volta garantias de segurança jurídica
03:42a respeito da liberdade de expressão no Brasil.
03:45Essa era a questão.
03:47Então, a gente precisa separar esses debates
03:49e manter a relação diplomática no campo da relação comercial.
03:54Eu acho que está lindo no papel, mas, de novo,
03:58parece que o ambiente está tão encardido e o debate está tão interditado
04:02e, ali, diretamente condicionado a, realmente,
04:07alguma composição mínima, algum reconhecimento
04:10dos termos que os americanos colocaram.
04:12Ou seja, de novo, o que o Mano falou aqui é o mundo ideal,
04:16mas acho que a gente tem que lidar frontalmente com o mundo real,
04:20amargo e difícil e complexo, por mais que ele possa ser.
04:23Jota, houve, de fato, essa repercussão no Financial Times,
04:26publicações também reforçando isso?
04:29Eu acho que o Mano está certo no seguinte aspecto,
04:31é que, de fato, o presidente Lula não tem autoridade,
04:34muito menos deveria intervir no julgamento em curso,
04:37mas também é de uma ingenuidade escandalosa
04:40não reconhecer que o governo de turno
04:43no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada
04:45tem, no mínimo, uma relação muito expressa
04:49com a grande parte do Supremo Tribunal Federal.
04:53E isso aí está expresso em os convescotes,
04:56a forma com a qual o próprio governo Lula
04:58seguiu ali defendendo, se solidarizando,
05:01e articulando logo após as imposições da Lei Magnitsky, por exemplo.
05:05Então, seria ingenuidade imaginar que não é possível
05:08que tenha um canal que poderia ser acionado nesse sentido.
05:11Senão, parece que não vai resolver nunca.
05:13É um tratado eleitoral que dura há quatro anos, né?
05:17É político, né?
05:17Dura há quatro anos essa junção entre o Poder Judiciário
05:20e o atual Poder Executivo, que está com os tempos contrados.
05:24Eu só discordo do Mano no ponto...
05:27Aliás, no mundo ideal, como bem colocou o André,
05:29eu concordaria.
05:30A intenção é que nós, brasileiros,
05:33resolvamos o problema das nossas instituições internamente.
05:37A grande questão é,
05:38quando essas instituições já não contam
05:40com a própria confiança,
05:43que é um termo que nós estávamos falando antes,
05:45de nós mesmos, não tem mais saída.
05:47Só que tem outro problema também, André.
05:48Quando nós estamos dependendo
05:50de agentes internacionais
05:53para que eles resolvam um problema interno,
05:54a gente passa a ser uma bolinha de lã.
05:56É uma desgraça.
05:56Uma bolinha de lã para o gato,
05:57porque em algum momento eles vão deixar
05:59de brincar com o Brasil,
06:00porque é assim que eles veem o Brasil,
06:01com uma moeda de brincadeira.
06:02Ah, vamos lá ajudar o Brasil, coitadinho.
06:04Eles estão precisando de...
06:05Quem tentou fazer isso há pouco tempo?
06:06Elon Musk.
06:07Eu não lembro do...
06:08Elon Musk veio para cá, né?
06:09Elon Musk veio para cá, se debruçou,
06:11não, vamos resolver todos os problemas
06:12envolvendo as polêmicas,
06:13envolvendo os problemas do Tribunal Federal.
06:14Chegou aqui, brincou um pouquinho com o Brasil,
06:15cansou, foi embora, deixou a mesma bagunça
06:18e a gente será lá o que estava.
06:18Então a gente não pode realmente contar
06:20e delegar toda a responsabilidade
06:22de resolver nossos problemas internos
06:24aos países maiores, né?
06:26Nós temos que ter a capacidade,
06:28a racionalidade de enfrentar,
06:30entender os nossos problemas,
06:31mas também que internacionalmente
06:33garantir minimamente a seriedade
06:35para estabelecer aquilo que nós precisamos
06:38para resolver internamente, né?
06:39É, e vamos ser sinceros aqui também.
06:42Essa...
06:42É importante, a gente só apontou aqui,
06:44essa exigência do governo americano
06:46só parece impossível para muitos,
06:49porque, enfim, seria necessário
06:51um recuo dessa aliança tácita
06:53entre o governo federal e o STF
06:55e isso representaria uma vitória indiscutível
06:57e de redenção máxima ao bolsonarismo.
06:59No fim, é tudo política,
07:00mas fica difícil também falar
07:01em independência da atuação
07:03do próprio judiciário
07:05e dos ministros do Supremo
07:06há muito bom tempo.
07:07E esse laço de confiança
07:09com os governados
07:10está completamente esgarçado.
07:12Eu discordo dessa lei.
07:13Eu também, eu também...
07:14O fato de haver eventualmente
07:16interesses em comum...
07:17O mundo cor de rosa à vontade.
07:18Não deve ser confundido
07:20com falta de independência.
07:21A gente sabe que o Supremo Tribunal Federal
07:23obviamente tem vida própria.
07:25No momento lá atrás,
07:26quando o ex-presidente Lula
07:28é que era o alvo
07:30de questões judiciais,
07:32o Supremo chancelou, inclusive,
07:33a prisão do presidente Lula.
07:36Então, não dá para ficar dizendo
07:37como se os alinhamentos momentâneos
07:40em função das circunstâncias
07:43fossem uma subordinação
07:45do poder judiciário.
07:46O poder judiciário brasileiro
07:48é independente do poder executivo.
07:50E tem uma outra...
07:51O próprio ministro atual presidente
07:53da Corte Mais Alta de Justiça
07:54do país, Luiz Roberto Barroso,
07:55se referiu à entidade que ele comanda
07:58como um poder político, recentemente.
08:00A gente não vai levar ao pé da lita
08:01o que o próprio presidente do STF fala?
08:03Não, André...
08:04Eis a questão.
08:05Eis a questão.
08:06Morrendo pela boca
08:06uma vez atrás da próxima.
08:08Então, é um longo rastro
08:10de confissões
08:11dessa atuação cada vez mais partidária
08:13que mostra que um julgamento técnico
08:15é bem ou impossível
08:16e cada vez mais politizado
08:17e ativista.
08:18A verdade é essa.
08:19Aninha, pode complementar.
08:20Tem uma questão aí
08:21que eu acho que é importante
08:23que diz respeito a
08:25como nós nos reconhecemos
08:28como país.
08:29Existe uma série de questões
08:32que envolvem o Supremo Tribunal Federal
08:34eu não estou aqui para passar pano
08:36eu entendo que haja aí
08:38uma série de elementos
08:40que demonstram talvez
08:42a desconfiança da população
08:44com relação ao Supremo Tribunal Federal
08:46mas aí a gente permitir
08:49que a constituição
08:52da nossa justiça
08:53que a constituição
08:55dos nossos poderes
08:56sejam orientadas
08:58por interesses internacionais
09:00é um passo muito distante
09:02daquilo que eu acredito
09:03que é correto.
09:03E uma outra questão
09:05que eu acho que ninguém
09:06leva tão a sério
09:07suponhamos que o governo
09:09brasileiro diga
09:10vamos acabar com o STF
09:12porque nós precisamos
09:14das relações com o governo americano
09:15tem duas questões aí
09:17a primeira é
09:18a gente não tem garantia
09:19nenhuma
09:20que o Trump vai voltar
09:21atrás com essas tarifas
09:22porque ele pode
09:23simplesmente falar
09:24não, mas agora eu gostei
09:24eu vou continuar
09:25dessa forma.
09:26segunda
09:27muda-se o governo
09:29e aí por exemplo
09:30a China vem
09:31com a mesma história
09:32ah é agora
09:33que a gente tem
09:33um governo de direita
09:34eu não estou gostando
09:35muito da forma
09:36como as coisas
09:36estão sendo feitas aí dentro
09:37ou seja
09:38o Brasil está se colocando
09:39numa posição
09:40de refém internacional
09:41que é muito perigosa
09:42e quando eu falo
09:43que a gente precisa
09:44mais do que nunca
09:45que o nosso governo
09:46atue
09:47de maneira
09:48a distanciar
09:50questões políticas
09:51de questões comerciais
09:52é exatamente
09:53porque eu temo
09:54que a gente vire
09:55sempre refém
09:56de algum parceiro
09:57importante comercial
09:58que a gente tem
09:59eu queria trazer aqui
10:00só uma
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