Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 meses
BOM POLÍCIA, MAU POLÍCIA ( DUBLADO EM PORTUGUÊS)

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00Ela estava dura como gelo. Tinha levado um tiro na nuca.
00:08Todo mundo é suspeito. Quem faria isso?
00:12Ficou muito claro que ela estava escondendo alguma coisa.
00:16Tinha marcas nos pulsos dela.
00:19Eu pensei, caramba, parecem feitas por algemas.
00:23Sou o delegado Gary McFadden. Fui investigador de homicídios por 20 anos.
00:31Trabalhei mais de 800 homicídios na minha carreira.
00:35Mas até mesmo para o investigador mais dedicado, não há ninguém mais difícil de prender do que um assassino com um distintivo.
00:41Policial bom, policial mau.
00:47Toledo, Ohio.
00:48Chegou uma ligação de uma companhia de táxis sobre um suposto roubo que estava acontecendo na Universidade de Toledo.
00:57A pessoa disse que houve um incidente e alguns tiros foram disparados.
01:05A atendente da emergência chamou as equipes policiais da Universidade de Toledo.
01:12A polícia universitária não encontrou nenhum taxista em Apuros.
01:16Mas decidiu fazer uma busca numa área arborizada ali perto.
01:26Eles iluminaram o local com as lanternas e encontraram um cadáver.
01:34Era uma mulher branca.
01:36Ela estava dura como o gelo.
01:39Seu rosto estava afundado na neve.
01:40A vítima foi encontrada atrás do prédio.
01:44Caída de bruxos com os braços ao lado do corpo e a palma das mãos virada para cima.
01:50Achei aquilo meio estranho, porque normalmente não se cai nessa posição.
01:57Ela estava usando um suéter azul e a calça estava parcialmente abaixada.
02:03E parte do seu corpo estava exposto.
02:05Eu vi ferimentos de bala na parte da pele que estava aparente.
02:14Ela também tinha levado alguns tiros na nuca.
02:17A primeira coisa em que pensamos é numa agressão sexual.
02:23Então, há vários elementos envolvidos.
02:26É preciso tomar cuidado com a análise do local do crime,
02:29mesmo quando ao andar, porque sempre procuramos fibras ou outras coisas
02:34que possam ter sido deixadas pelo suspeito.
02:36Mas isso se torna ainda mais importante numa agressão sexual.
02:40Não havia nenhuma identificação.
02:45Mas a polícia universitária tinha registrado uma queixa de desaparecimento dela
02:49feita pela colega de dormitório naquela noite.
02:55Ela foi identificada como Melissa Herstrom, uma aluna de 19 anos,
03:00membro da sororidade P. Betafi.
03:02A Melissa se destacava.
03:07Ela era muito bonita.
03:09Ela tinha um cabelo escuro, longo, cacheado.
03:12Uma das coisas que eu me lembro muito bem,
03:14eu lembro porque outras alunas sempre ficavam comentando isso,
03:19era o batom que a Melissa usava.
03:22Era um tom vermelho rosado que ressaltava os lábios dela.
03:28Ela tinha um sorriso que iluminava tudo.
03:32As meninas sabiam que a Melissa não tinha ido para uma reunião num domingo à noite.
03:40E por isso estavam fazendo de tudo para encontrá-la.
03:50Cheguei para trabalhar na manhã seguinte e fui informado da situação do local do crime.
03:57Fui treinado na unidade de investigações científicas.
04:01As delegacias mandavam policiais para serem treinados pela unidade.
04:05Era uma das melhores equipes de investigação do país.
04:09Quando amanheceu, eu disse, precisamos ir até o local.
04:15Tinha estojos de balas para todo lado.
04:19Algumas balas tinham atravessado o corpo e estavam enterradas no chão congelado.
04:23Por isso, decidimos escavar o chão.
04:28Encontramos algumas balas.
04:31Notamos um corte em uma das balas encontradas.
04:37Parecia que a bala tinha sido cortada bem no meio.
04:41No local do crime, numa lixeira, também encontramos um molho de chaves.
04:51Elas eram de um Ford Taurus.
04:54Os policiais encontraram um Taurus 91.
04:57O carro estava abandonado a 800 metros dali, num estacionamento.
05:05Os investigadores encontraram o carro que estava no ponto A.
05:09O ponto B era o local onde a chave foi encontrada.
05:13O ponto C era o lugar onde estava o corpo.
05:16Determinar como os pontos A, B e C se relacionavam era trabalho dos investigadores.
05:21Ela foi recolhida pelo Departamento de Medicina Legal e levada para a necropsia naquela manhã.
05:31Eu estava lá fotografando a necropsia e coletando as provas.
05:36De acordo com a necropsia, Melissa levou 14 tiros de uma arma 9 milímetros.
05:42Ela levou um tiro na nuca, caiu no chão.
05:45E então o suspeito descarregou a arma no corpo dela.
05:48Ele disparou nas costas até as pernas.
05:53Foi muito brutal.
05:56Uma violência exagerada.
06:00O patologista descartou a possibilidade de um estupro.
06:04Não havia sinais de relação sexual forçada.
06:08Mas, obviamente, era um crime sexual.
06:11Aparentemente, ela tinha sido tocada pelo assassino.
06:14O patologista também confirmou no exame toxicológico que não tinha vestígios de álcool nem de drogas no organismo dela.
06:23Ela estava sóbria quando o crime aconteceu.
06:25Havia marcas nos pulsos dela.
06:34Era um sinal claro de que ela tinha sido amarrada em algum momento.
06:41Eu estava no local e vi as marcas.
06:43Não fazia sentido.
06:44Mas quando vi a necropsia...
06:46Pensei, caramba, parecem que foram feitas por algemas.
06:55A primeira pergunta a fazer é...
06:57Quem usaria algemas?
06:59Podia ser um policial?
07:01Podia ser alguém fingindo ser um policial?
07:04Algemas são usadas principalmente para controle.
07:07Então o assassino era alguém que queria ter controle total sobre as suas vítimas.
07:13Eu lembro que eu pensei que todo mundo era suspeito.
07:20Quem faria isso?
07:23Quem pegaria essa bela jovem de 19 anos de idade...
07:28E a levaria para uma área isolada do campus?
07:32Todo mundo tinha uma hipótese.
07:35A notícia se espalhar rapidamente pelo campus.
07:38E eu tenho certeza que dentro de uma hora todo mundo já ficaria sabendo.
07:43A comunidade fica ainda mais apreensiva...
07:46Porque um dos alojamentos femininos, Magnum Hall...
07:50Havia sido atacado pouco antes do assassinato da Melissa.
07:54Foram disparados tiros na direção das janelas.
07:56Acho que foram seis disparos.
08:01Os projéteis eram balas de 9 milímetros que foram recolhidas das paredes.
08:05O ataque e o homicídio ocorreram próximos um do outro.
08:10E eram muito incomuns na Universidade de Toledo.
08:13Eles tinham que estar relacionados.
08:16Assassinato de estudante a bala campus.
08:18Esse tipo de coisa não acontecia.
08:21Um dos policiais me trouxe os estojos das balas do alojamento.
08:27Eles eram iguais aos que recuperamos no local do assassinato da Melissa Herström.
08:31Os investigadores questionam as amigas da Melissa sobre a noite em que ela desapareceu.
08:42A Melissa tinha saído com algumas amigas e decidiu ir para casa.
08:49Ela recebeu a ligação de alguém...
08:53...que disse que o JR, o namorado dela na época, tinha saído com uma outra pessoa.
08:58A Melissa ficou muito brava e resolveu ir até o estacionamento próximo do local onde o JR morava.
09:09Do estacionamento, ela poderia facilmente ver quando ele chegasse em casa ou o que estava acontecendo ali.
09:18Eu acho que foi por isso que algumas pessoas acharam que ele estava envolvido no crime.
09:23Muitas vezes o ciúme é motivo de assassinato.
09:33É comum que a investigação de um homicídio comece com as pessoas...
09:38...que eram mais próximas da vítima.
09:43Havia muitas emoções no caso.
09:45Tinha um namorado que a atraía e uma vítima que tinha ido atrás dele.
09:49Então, os investigadores precisavam encontrar esse namorado e tinha que ser rápido.
10:00A Melissa estudava enfermagem.
10:02Ela era muito popular, muito querida e não tinha problemas com ninguém.
10:08Ela queria fazer diferença no mundo.
10:11E foi impedida de fazer tudo o que queria de uma maneira absurda.
10:25Quando contamos para as garotas da sororidade, me lembro claramente de uma jovem gritando.
10:31Muitas delas disseram, é mentira.
10:35Quem?
10:36Como?
10:37Quem faria isso?
10:39Como isso aconteceu?
10:41Nada daquilo fazia nenhum sentido.
10:45Crime no campus atinge os desatentos.
10:48Precauções são necessárias.
10:50Algumas garotas ligaram para os pais, que vieram buscá-las e levá-las para casa.
10:55Tinha 30 jovens morando naquela casa.
10:58Como se sentir segura ali?
11:00As amigas da Melissa temem estar em perigo.
11:09Mas os investigadores acreditam que o crime foi pessoal.
11:14Por causa da natureza brutal do crime, 14 tiros foram disparados na Melissa.
11:23Parecia um crime que aconteceu em meio a um acesso de raiva.
11:26Todo homicídio tem um drama pessoal.
11:32Nesse caso, havia um namorado traidor, que seria o principal suspeito.
11:37Qual seria o envolvimento do JR no crime?
11:39Será que ele queria silenciar a vítima?
11:42Também era preciso saber se o JR estava fazendo aulas de justiça criminal para se tornar um policial.
11:47Lembre-se que as gemas foram usadas.
11:49Ele estava no campus e precisávamos saber o que ele estava cursando.
11:53Segundo o namorado, ele estava com outra garota na casa dele e ninguém tinha tido nenhuma notícia da Melissa.
12:07Quando falam com o JR, os investigadores descobrem que a vida amorosa da Melissa é complicada.
12:14Ela tinha um namorado, tinha um ex-namorado, tinha uma espécie de triângulo amoroso acontecendo.
12:25E ela estava tentando esconder do ex-namorado que tinha um novo namorado.
12:31Era bem complexo.
12:32A Melissa e o atual namorado, o JR, queriam esconder o relacionamento do ex-namorado dela, o Kenny.
12:46O Kenny tinha um temperamento muito forte.
12:51Ele brigava em bares, socava paredes, fazia ameaças, coisas desse tipo.
12:56O Kenny não sabia que o JR e a Melissa estavam juntos.
13:05Havia muita preocupação em relação ao que ele faria se descobrisse.
13:11Então agora tínhamos um namorado traidor e um ex-namorado muito bravo.
13:15Parecia uma novela.
13:17Uma espécie de drama que dava à polícia dois possíveis suspeitos pelo mesmo homicídio.
13:23Os investigadores levaram os dois rapazes para serem questionados e nenhum dos dois parecia envolvido no crime.
13:32Ambos passaram pelo detector de mentiras.
13:35Os dois foram muito claros sobre o que tinha acontecido.
13:38Ambos tinham álibis muito consistentes e não estavam envolvidos no homicídio.
13:43Então foram descartados como suspeitos.
13:47A polícia liberou o JR e o Kenny.
13:53Mas o crime não foi resolvido e isso não deixou ninguém tranquilo.
13:57Só ficou claro que não tinha sido nenhum dos dois.
13:59Mas e agora?
14:02Normalmente o suspeito seria o namorado universitário.
14:05Mas os dois rapazes foram descartados.
14:08E agora o pânico era ainda maior porque poderia ter sido um assassinato aleatório.
14:14Isso causa um medo generalizado.
14:16Se uma lata de lixo tomba, provoca medo.
14:19Se um carro quebra, também provoca medo.
14:22Todo mundo acreditava que havia um bicho papão no campus.
14:26Ao planejar o próximo passo, os investigadores percebem que pode haver semelhanças com os crimes de um assassino em série.
14:34Em Los Angeles, o assassino que a polícia vem chamando de estrangulador de Hillside, matou dez jovens mulheres e deixou seus corpos nas encostas das estradas.
14:44Às vezes o assassino em série usa algemas.
14:50Ele finge que é policial.
14:53É bem comum que sinalize para um carro, faça a motorista parar.
14:58A vítima é raptada, levada para um local isolado e então assassinada.
15:07Isso passou pela minha cabeça que talvez fosse um assassino em série.
15:14Pela primeira vez na vida, eu tive medo de ir para a Universidade de Toledo.
15:22Eu lembro que eu ficava olhando para todos os lados, num lugar em que normalmente me sentia segura e não pensava duas vezes antes de ir.
15:31Foi um pânico no campus.
15:34Todas as garotas estavam com medo nos alojamentos femininos, elas estavam assustadas.
15:39Foram organizadas escoltas para acompanhar as estudantes até as salas de aula.
15:45A imprensa veio e acampou no meio da universidade, porque queria encontrar alguém disposto a aparecer na TV e contar como estava se sentindo.
15:55E a nossa orientação era para ninguém falar, porque não se sabia absolutamente nada, a não ser que ela tinha sido pega e sido assassinada.
16:05Os policiais da Universidade de Toledo precisavam fazer várias escoltas e recebiam muitos relatos de diferentes incidentes.
16:19O medo no campus cresce nos dias que sucedem o assassinato da Melissa.
16:24Antes do corpo da Melissa ser encontrado no campus, foram disparados alguns tiros bem na direção do Makinon Hall, o alojamento feminino.
16:34E pouco depois, algumas alunas desse alojamento contaram que receberam telefonemas bem estranhos.
16:40Isso certamente contribuiu para o medo e para a sensação de que tinha alguém ali perseguindo as mulheres.
16:54Por causa da natureza aleatória do crime, e como ninguém sabia quem podia ser o assassino,
17:08muitas alunas sentiam que podiam ser a próxima vítima.
17:14Existia uma sensação de que o assassino podia estar ali na esquina.
17:18Sem nenhum suspeito, os investigadores voltam para o início, a ligação original que levou à descoberta do corpo da Melissa.
17:48A ligação dizia que um taxista tinha sido roubado por três homens pretos.
17:55Quando a polícia universitária foi ao local, não encontrou nenhum taxista assaltado.
18:02Nenhum tiro foi disparado nem ouvido.
18:07A ligação deu uma informação falsa.
18:10Fizemos uma checagem e, na ligação feita para a emergência, o autor da chamada diz que estava ligando do celular.
18:22Resolvemos investigar mais a fundo.
18:25A chamada foi rastreada e ela não tinha sido feita de um celular.
18:29Ela foi feita do centro hípico que ficava no campus de Scott Park.
18:39O campus de Scott Park fechava no fim de semana.
18:42Tinha sido alguém que tinha a chave do local.
18:45A chamada recebida veio de uma parte fechada do campus.
18:52A única maneira de entrar neste local era com as chaves.
18:56Mas não podemos esquecer das algemas que foram usadas.
19:00Quem teria as algemas e quem teria as chaves de uma área fechada dentro do campus?
19:05A Universidade de Toledo tem sua própria força policial.
19:12Eles não são seguranças.
19:14São policiais armados da Polícia Estadual de Ohio.
19:20A foto da moça caída no campo mostrava as palmas das mãos viradas para cima.
19:25Esse é o procedimento policial padrão do uso de algemas.
19:28As palmas voltadas para cima.
19:29Se alguém tem as mãos algemadas nas costas, é assim que elas ficam quando as algemas são tiradas.
19:38Não era um assassino em série imitando a polícia.
19:42Era um policial de verdade.
19:45Detesto pensar que temos um colega policial envolvido num assassinato.
19:49Mas não podemos deixar nada sem averiguação.
19:53Eles precisavam falar com os policiais que encontraram o corpo.
19:56Talvez tivessem deixado de contar alguma coisa que não acharam relevante.
20:01E é preciso procurar fatos e também é preciso procurar indícios que foram deixados de lado,
20:06mas que podem ser importantes para finalizar o caso.
20:11Eles falaram com o Joseph Green e o Jeffrey Hodge, que encontraram o corpo.
20:18O Joseph Green foi quem descobriu o cadáver.
20:22O Joseph era um dos meus policiais preferidos.
20:27Eu falava o tempo todo com ele.
20:29Ele sempre era muito simpático.
20:32Contava piadas engraçadas.
20:35Ele era um cara muito bacana.
20:40Conhecia muito bem o policial Green.
20:42Conhecia ele trabalhando em eventos na universidade.
20:45Ele era um sujeito muito bom.
20:47Não tinha nada de ruim para falar dele.
20:53Aquilo não era coisa dele.
20:55Ele jamais faria aquilo.
20:56É muito hediondo.
20:57É uma coisa que só um monstro faria.
21:02Os investigadores se concentram em Green.
21:05Ele foi o primeiro policial a chegar ao local.
21:08E escreveu o primeiro relatório policial do crime.
21:11Na noite em que a Melissa desapareceu, tinha nevado às sete da noite.
21:17Era uma neve bem úmida.
21:18Eu sabia que ela tinha saído naquela madrugada às três horas.
21:23Então, a neve já estava no chão antes dela chegar.
21:28No local onde o corpo foi encontrado, não tinha nenhum rastro.
21:34E, com toda aquela neve, eu achei que deveria haver pegadas indo na direção do corpo e do assassino se afastando do corpo.
21:46O policial Green escreveu o relatório.
21:49E deixou bem claro que não tinha nenhuma pegada no local.
21:54Não havia nenhuma pegada.
21:56Todos sabem que se há neve, o criminoso vai deixar pegadas, mesmo que esteja só deixando o corpo.
22:01Por que o relatório era inconsistente?
22:04Ele tinha alguma coisa para esconder ou só tinha cometido um erro?
22:09O Joseph Green falou como a neve estava intocada e não tinha pegadas no local.
22:17Então, por que ele continuou procurando por ali?
22:20Ou que podia encontrar? Não tinha nada aqui.
22:22Ah, falando nisso, aqui estão as chaves.
22:25Onde você achou essas chaves?
22:28A gente encontrou as chaves na lixeira.
22:32Tem outra coisa que o Joseph disse.
22:35Ele falou, quando eu vi o corpo, sabia que ela estava morta.
22:40Perguntei como ele podia saber.
22:41E ele disse que a família dele trabalhava no ramo das funerárias e que ele já tinha visto muita gente morta.
22:47Eu achei aquilo muito estranho.
22:49Tinha alguma coisa errada ali.
22:57Desconfiados do policial Green, os investigadores decidem se aprofundar.
23:02Decidimos revistar as viaturas que os policiais usaram naquela noite.
23:07Estávamos atrás de provas físicas que ligassem a milícia a uma das viaturas.
23:14Não conseguimos encontrar nenhuma impressão digital da vítima.
23:21Mas achamos um pouco de lã verde e fibras que combinavam com o suéter da milícia.
23:28Também encontramos fios de cabelo comprido no banco da frente.
23:31Na época, não era possível extrair DNA de fios de cabelo, mas eles tinham a mesma cor e consistência do cabelo dela.
23:40Eram indícios circunstanciais.
23:42Podiam não ser conclusivos, mas eram bons indícios.
23:47O policial Green escreveu um relatório inconsistente do local do crime.
23:51Depois, os investigadores encontraram alguns indícios, cabelos e fibras, e parecia que tudo estava apontando diretamente para o policial Green.
24:03Naquele momento, ele se tornou um suspeito do assassinato.
24:09Os investigadores ficaram de olho acompanhando seus movimentos.
24:12Fomos à casa dele, no meio da noite, para recolher o lixo.
24:18E tentar encontrar alguma coisa que o ligasse ainda mais ao crime.
24:24Ele foi tão enfático sobre a falta das pegadas no local.
24:30Ficou muito claro naquele relatório que ele estava escondendo alguma coisa.
24:35O policial pode cometer um erro no relatório, ou mexer no local do crime e tentar esconder esses fatos.
24:41Mas, nesse caso, era preciso perguntar.
24:44O policial que escreveu esse relatório é o assassino?
24:53Finalmente, decidimos pedir para todos os policiais envolvidos passarem pelo detector de mentiras.
25:01Eu fui treinado no uso do polígrafo pela unidade de investigações científicas.
25:07Eles precisavam perguntar ao policial Green por que o relatório dele era tão inconsistente com as provas físicas do local do crime.
25:25Eles também precisavam perguntar como aquelas fibras e fios de cabelo que eram possivelmente da vítima foram parar dentro da viatura.
25:35O detector de mentiras não é definitivo, mas pode mostrar se há intenção de enganar.
25:39Ele passou no teste sem nenhum problema.
25:46Por isso, pode ser liberado.
25:50A única coisa que me incomodava era por que ele era tão enfático com a questão da ausência de pegadas do local.
25:57Muitas vezes, quando um policial vê alguém em perigo, corre até a pessoa sem pensar em pegadas ou rastros.
26:06E, sinceramente, eu acredito que foi isso que o policial Green fez.
26:09Acho que ele foi convencido a dizer que não havia pegadas no local quando não tinha certeza disso.
26:17E assim se tornou suspeito de homicídio.
26:22Ele era o principal suspeito, mas agora eu tinha certeza de que ele não estava envolvido.
26:28Naquele momento, parecia um beco sem saída.
26:33Outro policial tinha vindo com o Joseph, o parceiro dele, o policial Jeffrey Hodge.
26:38O tenente me perguntou se queria fazer o teste com o Jeffrey,
26:43mesmo achando que ele não estava envolvido, só para poder descartá-lo.
26:47E disse que sim, que faria o teste.
26:50O Jeffrey Hodge era um jovem policial.
26:53Ele trabalhava em vários eventos estudantis.
26:56Antes de se tornar policial, ele tinha sido atendente da emergência.
27:00Ele era um cara legal, apaixonado pelo trabalho.
27:03Todo mundo o descreveu como um sujeito muito cordial, tranquilo.
27:08E que tinha uma mentalidade de escoteiro.
27:13E que estava muito disposto a contribuir com a investigação.
27:20Alguns policiais universitários tinham visto Jeffrey Hodge antes do corpo ser encontrado.
27:26Antes de ir trabalhar naquela noite, o policial Hodge esteve em uma festa com alguns colegas da polícia.
27:35Ele estava nervoso.
27:36O Jeffrey fez muitas perguntas sobre quanto tempo um corpo fica em certas condições antes de começar a se decompor.
27:45Era estranho.
27:47Como era um cadáver, perguntou coisas desse tipo.
27:51Foi bem estranho.
27:53Os dois policiais que estavam dando a festa tinham o rádio da polícia.
27:57Ele ligou o rádio e ficou ouvindo as chamadas.
28:00Eles perguntaram para o Jeffrey o que ele estava fazendo.
28:02E ele disse que queria ver como estava a situação antes de trabalhar.
28:05Todo mundo achou aquilo esquisito.
28:10Enquanto aguardava os resultados do teste do Joseph Green, eu conversei um pouco com Hodge na delegacia.
28:17Só jogando conversa fora.
28:19Ele comentou como foi legal ver as garotas saírem correndo do alojamento quando o alarme de incêndio tocou.
28:25Porque elas estavam de camisola.
28:29E olha, eu achei aquilo muito estranho.
28:32Foi impróprio.
28:34Ele não falou dos rapazes correndo do alojamento de cueca, mas das mulheres de camisola.
28:39E aquele era o mesmo alojamento que recebeu telefonemas estranhos e onde os tiros foram disparados.
28:45Então chegou a hora de interrogar o policial Hodge para ver o que mais ele sabia.
28:52Eu entrei e encontrei o policial Hodge.
28:54Parte do processo do polígrafo envolve uma pré-entrevista antes do teste.
28:59Eu perguntei qual foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele.
29:02Ele disse que foi se tornar policial.
29:06Ele tinha se inscrito na polícia rodoviária, entre outros departamentos.
29:11E acabou sendo contratado para a universidade.
29:16Ele disse que o avô lhe deu uma arma de presente de formatura.
29:21E eu perguntei que arma era.
29:23Ele respondeu que era uma Smith & Wesson 5906.
29:28A bala que encontramos no local do crime, segundo a perícia, veio de uma arma Smith & Wesson 5906.
29:36Ele citou a marca e o modelo da arma, que era do mesmo calibre, marca e modelo da arma disparado no local do crime.
29:46É aquele momento da investigação que você precisa disfarçar o que sente, porque lá no fundo, o seu corpo e sua alma estão comemorando.
29:54No tipo de teste que o Sargento Snyder estava aplicando, fazemos perguntas e analisamos as reações do indivíduo, as respostas que só o suspeito poderia saber.
30:07O Jeff esteve no local do crime.
30:10Ele sabia o que a vítima estava vestindo, sabia a posição do corpo, sabia que havia estojos de balas de 9 milímetros no local.
30:15Então, tive que ser criativo.
30:18Eu fiz várias perguntas.
30:19Você sabe se ela foi presa com cordas, se foi presa com arame, se foi presa com meia calça.
30:26E uma das possibilidades ali eram as algemas.
30:30Ela foi presa com algemas?
30:32O teste acusou a mentira na hora.
30:34Foi inacreditável.
30:34Foi muito claro.
30:37Eu fiquei chocado, porque ninguém considerava o Jeff um suspeito e todo mundo dizia que ele era um policial exemplar.
30:47Acho que nesse momento a ficha dos investigadores caiu.
30:51Parece que estávamos investigando o cara errado esse tempo todo.
30:58Eu decidi interrogá-lo e decidi acusá-lo do crime.
31:03Foi o que eu fiz.
31:04Algumas pessoas da universidade ficaram bravas porque eu estava interrogando o rapaz.
31:10E o Jeff começou a chorar, dizendo
31:14Eu não acredito que você acha que eu fiz isso durante toda a vida.
31:20Eu quis trabalhar na polícia, quis trabalhar com vocês, trabalhar nas investigações.
31:25Eu não acredito que estão fazendo isso comigo.
31:27Então ele começou a ficar muito nervoso, começou a ficar agressivo.
31:33E percebi que ele estava chegando num ponto em que ia pedir um advogado,
31:39que eu não ia conseguir continuar o interrogatório.
31:43Eu senti que ele ia chegar nesse ponto, mas ele não chegou a pedir o advogado,
31:49porque eu recuei um pouco, falei de uma maneira mais amigável,
31:56como se fosse um colega de trabalho, sobre coisas que ele gostava de falar.
32:01Quando ele foi perguntado sobre as algemas, o aparelho detectou que ele estava mentindo.
32:11O que fazemos logo em seguida?
32:13Continuamos fazendo perguntas, sempre dando mais corda para que o suspeito se enfoque ainda mais.
32:20O que era o mais importante?
32:24O que o Jeff tinha que eu precisava?
32:27Eu precisava da arma e precisava das algemas.
32:30O teste mostrou a mentira em relação às algemas.
32:34Então eu queria ver as algemas, mas eu disse para o Jeff que queria ver a arma.
32:39Ele disse que tudo bem, não tinha problema nenhum.
32:41Eu perguntei onde ela estava e ele respondeu, ela está no meu armário, na universidade.
32:50Eu me lembro dele, na frente do armário, dizendo que alguém estava armando para cima dele,
32:56porque a arma tinha sumido.
32:57Eu pensei na hora que se alguém quisesse armar qualquer coisa para cima dele,
33:02a arma estaria exatamente ali.
33:04Para mim aquilo não fazia sentido.
33:07Os policiais encontram as algemas no armário do Hodge.
33:11Mandamos as algemas para o laboratório, ela foi examinada sob o microscópio.
33:16Dá para ver em uma das portas que uma bala atingiu o local.
33:20E é possível ver que o chumbo e o cobre do revestimento que estavam na bala
33:26derreteram nas algemas, no local onde a bala bateu em alta velocidade.
33:34Então, tinha uma bala partida.
33:38Isso significa que ela atingiu alguma coisa dura no caminho.
33:42Não foi difícil descobrir que a bala tinha atingido as algemas.
33:45E, então, também foram encontrados vestígios de pele nas algemas.
33:56Na manhã seguinte, eles chamaram um perito de Ohio para analisar a amostra.
34:01Mas ele disse que não havia tecido suficiente.
34:04Não havia material para um teste de DNA.
34:07O DNA ainda era uma novidade.
34:10Não é como é hoje.
34:11Eles tinham que cultivar o tecido para que houvesse mais substância para fazer o teste.
34:21Em 1992, o DNA era uma novidade para as autoridades.
34:27Era preciso esperar a análise e ninguém queria cometer nenhum erro.
34:31Os indícios estavam se acumulando contra o policial Rod.
34:35Mas o DNA seria definitivo.
34:43Então, vamos rever os indícios que a polícia tinha contra o policial Rod.
34:47A atividade suspeita no local do crime.
34:50As algemas danificadas.
34:52A posse de uma arma idêntica à arma usada no crime.
34:56E também todas as mentiras e inconsistências do depoimento.
35:01Agora já tinha provas suficientes para permitir que ele se enforcasse sozinho.
35:06O policial Jeffrey Hodge é preso em 1º de fevereiro de 1992.
35:14Seis dias após o assassinato de Melissa Hairstrom.
35:19Todo mundo ficou mais tranquilo porque alguém tinha sido preso.
35:23Mas ainda havia muito medo devido a quem ele era.
35:28O fato de ser um policial chocou todo mundo.
35:31Eu fiquei revoltada porque ele era uma pessoa que devia proteger e servir.
35:37Um policial não devia tirar vidas.
35:39A função dele é salvar vidas.
35:42Eu lembro que na manhã em que o corpo foi encontrado,
35:45Jeff foi até a casa da sororidade.
35:47E pareceu um gesto muito atencioso da parte dele.
35:54Quando o corpo da Melissa foi encontrado, as garotas ficaram aterrorizadas.
35:58E nas escoltas, o Hodge fazia parte da equipe que acompanhava as alunas.
36:05Ele ia buscar essas jovens para levar até a sala de aula.
36:09E algumas delas reclamaram que o Jeffrey dizia que estava garantindo a segurança delas.
36:15E ficava dando em cima das jovens, tentando parecer um herói.
36:20O que o policial Hodge fez foi se aproveitar dessas mulheres numa situação em que elas acreditavam precisar da polícia.
36:29O policial Hodge aparecia como se fosse um cavaleiro em uma armadura brilhante.
36:35Depois que o Jeff Hodge foi preso, outras mulheres disseram que elas tinham sido paradas pelo próprio Jeff e acusadas de terem bebido.
36:43Várias mulheres com quem eu conversei para fazer a minha reportagem disseram que, quando viram o Jeffrey aparecendo na TV, ficaram horrorizadas, sem palavras.
36:56A Anna Collin disse que tinha sido parada pelo Jeffrey 24 horas antes do assassinato da Melissa.
37:02Eu fui parada na segunda vaga do estacionamento, bem na frente das quadras de tênis.
37:08E quando eu ia sair, ele parou a viatura atrás de mim e me bloqueou.
37:12A Anna não tinha bebido e não sabia por que estava sendo questionada.
37:17A Anna acredita que se o namorado não tivesse aparecido, ela teria sido a primeira vítima.
37:24Quando eu vi o rosto dele naquelas fotos da polícia, eu fiquei super assustada.
37:28Porque eu percebi o quanto eu estive perto de perder a minha vida naquela noite.
37:34O mais assustador é pensar que ele poderia ter matado outras mulheres.
37:41O caso contra Hodge permanece circunstancial, até que os resultados do teste de DNA chegam três semanas após a prisão.
37:50O tecido encontrado nas algemas pertence a Melissa Herstrom.
37:55Isso ligava as algemas dele à vítima.
37:59Era o fim da linha.
38:01A maior satisfação para o investigador de homicídios é conseguir apresentar um caso fundamentado para a promotoria.
38:10Esse é o tipo de crime hediondo que deve ser punido com a pena de morte.
38:16Houve o rapto e o assassinato, além também da prática de outros crimes.
38:21Se alguém merece a punição, é ele.
38:23Em 1993, 15 meses após o assassinato, Jeffrey Hodge se declara culpado em troca de pena de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.
38:37Quando ele fez o acordo, deu uma declaração covarde, dizendo que não lembrava de nada.
38:44Eu tenho certeza de que isso não é verdade e que ele lembra de cada detalhe.
38:49Mesmo sem uma confissão, os investigadores conseguem ter uma ideia do que aconteceu com a Melissa naquela noite.
38:56O Jeffrey estava trabalhando e não era raro que ele parasse alunas bonitas.
39:02E infelizmente a Melissa estava fora de casa, tarde da noite.
39:05Ela estava sem habilitação.
39:10Então ele a levou até o apartamento dela e ela foi buscar a habilitação para mostrar.
39:15Ela estava dentro da viatura e ele a fez tirar o suéter.
39:19Ele o colocou no banco de trás para ver melhor o corpo dela.
39:24Ele provavelmente tentou avançar para cima dela no carro, mas ela não ia aceitar o abuso de um policial.
39:32Alguma coisa perturbou ele.
39:35Meu palpite é que ela questionou a autoridade dele.
39:41Vou denunciar você.
39:44Meu pai vai fazer com que você seja demitido.
39:48A carreira dele estaria arruinada.
39:50Alguém como o Jeffrey Hodge, que sempre sonhou em ser um policial, achou que não conseguiria viver sem ser um policial.
39:57Acho que ele tirou ela do carro, aterrorizou ela, algemou ela e a levou para aquele local.
40:09Ele abaixou as roupas dela, humilhou ela e a brutalizou.
40:16E quando ele caiu em si e viu o que tinha feito, percebeu que a única saída seria matá-la.
40:22Foi quando ele atirou na cabeça dela.
40:23Em seguida, Jeffrey liga para a emergência, para que ele e seu parceiro pudessem responder a chamada e encontrar o cadáver.
40:36Ele fez o Joseph Green pensar que ele tinha sido o primeiro a encontrar o corpo.
40:41Ele não queria esse papel, ele queria que o Joseph tomasse a dianteira.
40:45Eu acho que o Jeff Hodge destruiu as pegadas intencionalmente.
40:48Ele sabia que as pegadas na neve eram suas, precisava acabar com elas.
40:53E usou o policial Green para fazer isso.
40:57O Jeffrey também confessou que deu telefonemas ameaçadores e que foi o responsável pelos tiros disparados no alojamento feminino pouco antes do assassinato.
41:08Ele queria responder as ocorrências e, mais uma vez, parecia uma espécie de herói policial.
41:14Sua violência estava aumentando e culminou com o assassinato de uma jovem mulher.
41:22A Melissa é lembrada como está nessa linda fotografia, aos 19 anos, com um belo sorriso em seu rosto.
41:32As jovens da sua sororidade dizem que nunca se esqueceram dela.
41:37Elas arrecadaram fundos, vários anos atrás, na Universidade de Toledo, para colocar um banco com o nome da Melissa e uma rocha.
41:46Um lugar onde os alunos podem ir para meditar e ficar ao lado da Melissa.
41:54A primeira audiência de liberdade condicional de Jeffrey Hodge aconteceu em 2021, 29 anos após o assassinato de Melissa.
42:03Eu escrevi uma carta para a comissão. Ele é um monstro e jamais deveria sair da prisão.
42:11Ele atirou na Melissa 14 vezes. As roupas dela foram parcialmente removidas.
42:16Ele queria ver o impacto das balas no corpo.
42:19Tive que reviver todas essas coisas. Na verdade, nunca saíram da minha memória.
42:24Mas ele é perigoso.
42:28A pressão foi bem sucedida.
42:30Jeffrey permanecerá preso até sua próxima audiência, marcada para 2031.
42:36Eu não consigo esquecer de como ela estava deitada no caixão.
42:39Eu não posso esquecer.
42:41Eu não vou esquecer. Eu não quero me esquecer dela.
42:44Jamais vou esquecer o que ele fez.
42:46E vou passar o resto da minha vida garantindo que ele fique preso como deve ficar.
42:50Não tenho dúvidas de que ele deve ficar preso longe da sociedade.
42:57Ele tem que ser tratado pior que qualquer criminoso porque era um policial.
43:01Eu acredito que nós paramos um assassino em série.
43:06Olha, policiais como Jeffrey Hodge são muito, muito raros de surgir.
43:11Ainda bem.
43:12É como um tapa na nossa cara.
43:16E torna o nosso trabalho ainda mais difícil.
43:18Ninguém quer se livrar tanto dos policiais maus quanto dos policiais bons.
43:23Melissa Herstrom, 1972-1992
43:28Talvez você não seja tão boa quanto pensa.
43:37Eu, Tonya.
43:42Para se destacar, você tem que ser no mínimo perfeita.
43:47As duas realmente provaram ser uma força a ser reconhecida.
43:52Essa garota entrou e ela estava saltando.
43:54Era quase como se ela pudesse andar no ar.
43:57Mas ninguém gosta de um perdedor, não é?
44:02Ela estava se transformando numa versão diferente do que era.
44:05Uma versão mais dura, mais amarga e mais furiosa de si.
44:12Alguém acredita nisso?
44:17Alguém?
44:19Dá para ver os danos que foram causados a ela.
44:23Todas as competidoras têm uma lista de alvos.
44:26Quem elas precisam se livrar para poder ter sucesso?
44:29Garotas malvadas.
44:37Garotas malvadas.
Comentários

Recomendado