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Depois de 20 anos, não se fala mais de PCC na Cracolândia e no Brasil, só no programa Pânico mesmo. Mas parece que a saidinha de presos ainda tá deixando todo mundo preso dentro de casa, viu? O Secretário de Segurança, Guilherme Derrite, falou tudo sobre a polêmica do benefício e as dificuldades em manter criminosos no xadrez tão complicado que até Magnus Carlsen tem dificuldades - é um jogador famoso, galera. Além disso, o secretário (que é chefe de tudo) deu detalhes sobre o crime organizado, o plano do governo de São Paulo para desmantelar de vez as facções, além de revelar os bastidores das investigações do assassinato do delegado Ruy Ferraz. Derrite ainda deu um recado importante para os criminosos: “Eu não vou me intimidar, eu não vou me calar e a gente vai atrás de vocês”. Se você é bandido e não ficou com medo, deve estar com tanta coragem que o pessoal te chama de Cão Covarde!

Assista ao Pânico na íntegra:
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😹
Diversão
Transcrição
00:00Eu ia perguntar desse caso pelo seguinte, quando a gente vê os outros países que se transformaram em narco-estados
00:09além de operações parecidas com essa que vocês conseguiram pegar, existe também uma influência do grupo ou da máfia no caso
00:21na mídia, principalmente na política, existe um aparelhamento.
00:27Por essas investigações, vocês conseguiram ver isso? Porque uma hora que chega, por exemplo, na política, eles ganham muito mais força
00:36porque aí as leis começam também a agir de acordo com os interesses da máfia. O que pode ser feito para que isso não aconteça, Derritte?
00:45A gente tem que coibir e criar mecanismos para extirpar da vida política membros de organizações criminosas.
00:50Nós já tivemos delações, inclusive homologadas no STF no passado, dizendo que determinado partido recebia dinheiro do crime organizado
01:00para apoiar candidatos nas eleições.
01:03Na eleição municipal do ano passado, o Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, da Polícia Civil, da Polícia Militar,
01:10detectou inúmeros casos. Apresentamos um relatório de inteligência para a Justiça Eleitoral, dizendo, olha,
01:17esses 60 candidatos a prefeituras, essas centenas de candidatos a vereadores estão recebendo financiamento,
01:28segundo informações do crime organizado.
01:31O que a Justiça Eleitoral precisa colocar é algumas travas para impedir o ingresso na política,
01:36principalmente o apoio do crime organizado.
01:39Porque se não, Emílio, daqui a pouco vai acontecer, eu estou lá no Congresso Nacional discutindo um tema,
01:43como vocês acham que vai votar, por exemplo, um projeto para endurecer a legislação,
01:47para que o criminoso que cometa crime hediondo, equiparado, fique preso, não tenha direito à progressão de regime
01:52de cumprimento de pena, se o cara está sendo financiado pelo crime organizado.
01:55Então, essas amarras, principalmente na Justiça Eleitoral, é muito burocrático.
02:00Para um político perder um mandato, demora, é muito tempo, e nós detectamos, na última eleição,
02:07há um ano atrás, o cofinanciamento do crime organizado em vários municípios e para vários candidatos.
02:16Então, chegou a hora de alguém colocar a bola no chão, enfrentar com inteligência, com estratégia e com coragem.
02:24Esse ponto é um ponto de ruptura.
02:26Para se tornar um narco-estado, tem que entrar na vida política.
02:29A gente não pode permitir, de forma alguma, o ingresso do crime organizado na política, de forma descarada.
02:35Mas os caras falam que um quarto da população já está na mão de milícia.
02:40Se isso não é um narco-estado, eu não sei o que é.
02:44Eu vi esse estudo que fala com relação ao território.
02:47E aí, o pessoal critica muito a Operação Escudo e a Operação Verão que nós realizamos na Baixada Santista,
02:54mas nós evitamos que o crime organizado criasse um território paralelo em São Paulo.
03:00Estamos em São Paulo, Guarujá, uma hora daqui da capital.
03:03Nós desmobilizamos 27 barricadas na Baixada Santista.
03:07Ah, mas aconteceram 86 confrontos.
03:11Nós não temos interesse nenhum que haja confronto.
03:15É o policial nosso que arrisca a vida.
03:17É o policial nosso que morre no confronto.
03:19Mas no mundo real que a gente vive, não no mundo utópico,
03:23infelizmente, a hora que acontece uma operação dessa,
03:25o cara está com um fuzil atirando no policial.
03:27Não resta outra alternativa policial a não ser garantir a sua sobrevivência, a sua vida ter fim.
03:33É, porque a elite está segregada.
03:36A elite fica lá nos prédios com segurança, com condomínio fechado.
03:40Tem condomínio fechado e tal.
03:42Ficou lá, então aí é bonito.
03:43Chegar e falar, não, tal.
03:45O duro é o povão que mora lá, né?
03:47O deito.
03:47Que ficar refém.
03:48Esses caras que convivem com essa violência diariamente, né?
03:54Quem mais sofre com o avanço do crime organizado,
03:56em especial tentativa de domínios de territórios,
03:59é a população mais vulnerável.
04:01É o trabalhador que acorda quatro horas da manhã, cinco horas para ir trabalhar
04:04e fica com aquilo na cabeça.
04:06Meu filho vai ficar meio período na escola,
04:08a outra parte do dia,
04:10será que ele não está sendo cooptado a trabalhar no crime organizado?
04:13Porque ele vê ali, às vezes, o único exemplo que ele tem é...
04:18Então, o Estado tem que atuar.
04:20Não pode permitir que isso aconteça.
04:22E aqueles que criticam não têm noção
04:24que a população que mais se torna vulnerável
04:26é aquela que mora nas comunidades.
04:27Então, a polícia, o Estado tem que se fazer presente.
04:30Não estou dizendo que tem que ter operação de guerra toda semana.
04:33É claro que se atirar no policial,
04:34eu torço para que o policial saia vivo.
04:36Mas não podemos admitir,
04:38em São Paulo não existe, tá, Emílio?
04:40Não existe nenhum lugar que a polícia não entre.
04:42Mas a gente sabe de outros Estados que essa não é a realidade.
04:45Aí vem esse estudo que aponta
04:46que cerca de 25% do território nacional
04:50estão, de alguma forma, sendo dominados
04:51pelas organizações criminosas.
04:53Isso não pode acontecer.
04:54E, Derrite, falando do crime organizado...
04:55Agora, o custo é alto, né?
04:57Quem tem coragem de fazer...
04:58Primeiro, colocar uma estratégia que pare em pé.
05:02Colocar isso num plano de governo.
05:04Enfrentar, realmente, o crime organizado.
05:06É um custo político, é um custo até processual.
05:09Toda hora tem que responder.
05:11Enfim.
05:12Não, tem um...
05:13Não, o pessoal...
05:14A segurança da família das pessoas.
05:16O pessoal mais ainda.
05:17Mas, se você pegar a população brasileira,
05:20você pega qualquer pessoa.
05:21Desculpa.
05:22O principal...
05:23O principal...
05:25O problema maior do Brasil é a segurança.
05:27É a segurança pública.
05:28É o maior problema que a gente tem.
05:31Emílio, e eu provei aqui,
05:32e a gente...
05:34De forma transparente,
05:35foi o maior número de prisões da história,
05:38o maior número de apreensões de drogas da história.
05:40Quase 35 mil armas...
05:43Cara...
05:43Recuperadas das mãos de criminosos.
05:46É maior do que o armamento de muita polícia no Brasil.
05:49E por que nós não vivemos aqui numa Suíça brasileira?
05:51Porque ninguém fica preso no Brasil.
05:52A impunidade é o câncer.
05:54A reincidência criminal é o maior problema, hoje, da segurança pública.
05:57Está na mão do Congresso Nacional
05:59resolver isso e entregar isso para a população.
06:02Conversei bastante com o deputado Hugo Motta,
06:05o presidente da Câmara,
06:06falando para ele,
06:06Hugo, cara, você tem que apresentar essa pauta
06:09e ele está disposto.
06:10Ontem eu recebi o relator e o presidente da PEC da Segurança Pública,
06:14que é uma PEC que não ataca em nada esses problemas.
06:16Mas é uma janela de oportunidade que o Congresso tem
06:19de mudar aquilo que o governo federal apresentou
06:21e colocar algumas estruturas para melhorar a efetividade do trabalho das polícias.
06:26que a polícia, infelizmente,
06:27eu falo com a população,
06:29quando eu vou tomar um café numa padaria,
06:30vou jantar com a família,
06:32pô, Derritte, admiro e tal,
06:33mas infelizmente vocês enxugam gelo.
06:36E é verdade, infelizmente,
06:37mas está na nossa mão
06:39e principalmente do Congresso Nacional
06:41de mudar essa realidade.
06:42E, Derritte, você está falando do crime organizado,
06:44da DPCC,
06:44onde que é a maior concentração?
06:47Seria aqui em São Paulo,
06:48Baixada Santista, Rio de Janeiro?
06:50Vocês têm essa informação?
06:52Eu tenho informação
06:52do que acontece no estado de São Paulo.
06:55eles se organizaram.
06:57Então, cada região tem uma liderança.
06:59Essa regionalização é colocada por meio do DDD.
07:04Então, a região 018,
07:05Presidente Prudente,
07:06tem um líder,
07:07eles têm uma estrutura hierarquizada,
07:09tem um colegiado lá dos sete principais líderes
07:12que tomam a decisão final
07:13e tem a figura do Marcola até hoje
07:15como líder principal.
07:16Eles entraram em guerra lá entre eles, né?
07:19Aconteceram os homicídios aqui
07:20fora dos presídios,
07:21até dentro,
07:23por conta da contestação
07:24de algumas lideranças,
07:27da continuidade da liderança
07:29do próprio Marcola.
07:32Mas a gente tem...
07:33Porque nós colocamos a estratégia bem clara.
07:36O Serviço de Inteligência tem que saber exatamente
07:38quem são esses líderes regionais.
07:40Então, o Serviço de Inteligência,
07:41lá de Arassatuba,
07:42monitora os principais líderes.
07:44Se o cara é procurado,
07:45tem um esforço
07:46para realizar a prisão.
07:48Ele consta no banco de dados.
07:49Com o programa Muralha Paulista,
07:50ajuda.
07:51Tornozeleira Eletrônica,
07:53ajuda também.
07:54Quando o cara é liberado,
07:55eventualmente,
07:55numa audiência de custódia,
07:56que, infelizmente,
07:57acontece bastante.
07:58E percebam
07:59como...
08:01A gente tem autoridades...
08:05O ministro da Justiça,
08:06o ministro da Vandóvia,
08:07chegando a comemorar
08:08o índice de soltura
08:08da audiência de custódia.
08:09Meu Deus do céu.
08:10Eu não estou criticando ele
08:11pura e simplesmente.
08:12Eu respeito muito o ministro.
08:13É um senhor que tem
08:14a trajetória dele,
08:16mas sob segurança pública
08:17não é o que a população espera.
08:18Pois é, claro que não.
08:20Aí fala que a culpa é da polícia,
08:21porque prende mal,
08:22já se desculpou,
08:23mas ficou um negócio...
08:24Um mal-estar.
08:25É, eu solto
08:26porque a polícia prende mal.
08:28Mas a polícia,
08:28cada vez mais,
08:29ela é cerceada
08:30no trabalho dos caras.
08:32Exatamente.
08:32Porque a lei
08:33é pro vagabundo.
08:34A lei aqui é pro vagabundo.
08:35É boa pro vagabundo.
08:36É lei boa.
08:37É lei gostosa
08:38pra vagabundo
08:39e pra bandido.
08:40E pra bandido.
08:41Bandido vive bem aqui.
08:43Agora,
08:44esses caras,
08:45o que ninguém entende,
08:46pô,
08:46a hierarquia das PCC
08:48é do Império Romano.
08:49É uma puta hierarquia.
08:50É uma coisa,
08:51é organização mesmo.
08:52É um negócio bonito.
08:53Financeiramente.
08:54se não abrir o olho,
08:56ferrou, meu amigo.
08:57É um passo.
08:57Não é,
08:58derrite.
08:59Eu tava falando isso
09:00com o Moro outro dia,
09:01o Moro falando,
09:01não,
09:01não,
09:02não vai,
09:03não,
09:03não vai,
09:03não,
09:04não,
09:04não vai,
09:05não vai chegar a isso.
09:06Eu falei,
09:06porra,
09:07a gente vê aqui,
09:08né?
09:08E essas cenas,
09:09essa cena aí,
09:10assusta, né?
09:12De execução, né?
09:12De execução, porra,
09:14aquilo lá é, porra,
09:15é pesado, né?
09:16Pois é,
09:17e quem é que vai querer
09:18continuar lutando essa guerra?
09:20Pois é.
09:20Eu tô nisso há 23 anos,
09:21Emílio.
09:23Será que algum dia
09:24eu vou poder andar sem escolta?
09:25Eu acho que não.
09:26O nosso amigo Lincoln Gakia,
09:28algum dia pode andar sem escolta?
09:29Eu acho que não.
09:30Não.
09:31Então,
09:32é,
09:33mas nós estamos num momento de,
09:35ou a gente enfrenta com inteligência,
09:37com coordenação,
09:38com o governo federal participando,
09:40deixando as vaidades políticas de lado,
09:42integrando os estados,
09:44ou a gente tá caminhando realmente,
09:45porque não pode depender
09:46da presença pessoal
09:48do Derrite aqui,
09:49do Tarcísio aqui,
09:50depois a gente sai,
09:51acabou o combate ao crime organizado,
09:53vamos fingir que não existe,
09:54ou pior,
09:55como já aconteceu no passado,
09:56de que fazerem acordos
09:57dentro do presídio
09:58com o crime organizado.
09:59É verdade.
09:59O meu único acordo
10:00que eu tenho aqui em São Paulo
10:01com o crime organizado
10:02é prender o máximo de criminosos
10:04e defender os policiais
10:06que atuam dentro dos limites da lei.
10:08Tem que ser assim.
10:09Antigamente,
10:10tirava-se o policial,
10:11o bom policial,
10:12do serviço operacional
10:13que se envolvia em confronto.
10:14Terrível.
10:14Exato.
10:14O cara faz um juramento
10:16de arriscar a própria vida,
10:18ele troca tiros com o criminoso,
10:20não é a vontade dele,
10:21mas ele atinge o ápice
10:23do juramento,
10:23da profissão,
10:24e aí ele era tirado da rua.
10:26Eu fui tirado da rua.
10:27Meu Deus.
10:28Por confronto.
10:29Exatamente.
10:29Na rota.
10:30Exato.
10:30Não,
10:30o cara te coloca lá no,
10:33transfere lá pra...
10:34Ou serviço administrativo,
10:36ou transfere de unidade.
10:37Agora,
10:38tá mais do que na hora do Brasil...
10:40Almoxarifado.
10:41Xerox.
10:42Derrito foi bom almoxarifado.
10:44Fazer o xerox dos belos.
10:45Eu fui pro Corpo de Bombeiros.
10:47Corpo de Bombeiros.
10:47E dei muita sorte,
10:48fui feliz do Bombeiro.
10:49Bombeiro é uma instituição
10:50maravilhosa também,
10:51mas a gente precisa,
10:54inclusive,
10:54dar respaldo
10:55pros bons juízes,
10:56bons promotores.
10:57tem um instrumento
10:59que foi usado na Itália,
11:00que os juízes,
11:02eles não revelam
11:03a identidade
11:04na hora de assinar ali
11:05uma decisão judicial.
11:07Então, ontem,
11:07conversando com o deputado
11:08Mendonça Filho,
11:10isso foi falado
11:11da possibilidade
11:12de incorporar isso
11:13no nosso ordenamento jurídico.
11:14Então, tem uma janela
11:15de oportunidade,
11:16coisa que o governo federal
11:16não apresentou,
11:18mas que o Congresso
11:18pode mudar,
11:19pode gerar um consenso
11:20e apresentar ferramentas
11:21pra que as pessoas
11:22continuem com coragem,
11:25idealismo de combater
11:26o crime organizado,
11:26mas tenham mais respaldo também.
11:28Quando você fala
11:28da população carente
11:29que é refém,
11:30a gente pega a favela
11:31do Moinho,
11:32recente,
11:32teve a operação
11:33que a gente falou
11:33da Cracolândia.
11:34Quais são as atualizações
11:36agora?
11:36Porque sempre,
11:37onde tá a turma?
11:38O que vai acontecer?
11:40Queremos saber,
11:40Derrute.
11:41Primeiro é o seguinte,
11:42na transição,
11:44a gente falou
11:44que era possível
11:45acabar com a Cracolândia.
11:46Aí todo mundo criticou,
11:47pô, mas todo mundo
11:48prometeu isso,
11:48ninguém acabou,
11:49são décadas.
11:51Calcinha,
11:51lembra do calcinha?
11:52Importante.
11:53Importante.
11:54É importante.
11:54A tecnologia dos drones.
11:56Tecnologia de Shanghai,
11:58vou trazer para a Cracolândia,
12:00vou acabar com a...
12:01Foi lá com as máquinas.
12:02Você dá risada, né?
12:04Você dá risada.
12:04Você dá risada.
12:05Um monte de pergunta.
12:06Ele dá risada.
12:07Com a Soninha.
12:07Temos aqui,
12:08a iniciativa privada,
12:10das PPPs.
12:11Estou aqui com a Soninha,
12:12vou mandar a Soninha embora,
12:13porque não soube acabar com a...
12:15Com o pau de selfie,
12:16a Soninha conseguiu.
12:16E aí quando o governador
12:18pediu para que a gente
12:19apresentasse um plano robusto,
12:21o governador foi muito feliz
12:21em colocar o vice-governador
12:23Felício Ramut,
12:24que é um cara
12:24extremamente preparado
12:26Emílio,
12:26que foi prefeito
12:27duas vezes em São Caetano,
12:29tem uma liderança nata
12:30para coordenar os trabalhos,
12:31para juntar a questão
12:32da prefeitura
12:33que poderia nos auxiliar.
12:35Montamos uma equipe
12:35multidisciplinar.
12:37Claro que o principal...
12:38A principal função
12:39coube à Secretaria
12:40de Segurança Pública.
12:41E quando eu falei,
12:41governador,
12:42dá para resolver?
12:42Dá.
12:44Investigação.
12:45E foi feita
12:46a operação da Untal.
12:47O doutor Ronaldo Saeg,
12:48que era diretor do Denar,
12:50que hoje é o diretor do DEIC,
12:51fez uma investigação
12:52de um ano.
12:52nós descobrimos
12:54todo o ecossistema criminoso
12:55que estava por trás
12:56da Cracolândia.
12:56O que era esse ecossistema criminoso?
12:59Uma rede de hotéis,
13:00hospedarias,
13:01ferro velho,
13:02que se aproveitavam
13:03e forneiam
13:05e tinham uma tripla função.
13:06A droga vinha
13:07de fora do país,
13:09majoritariamente da Bolívia,
13:10ia até a Baixada Santista,
13:11fazia o refi na mistura
13:12e vinha para a favela do Moinho.
13:15O bunker do PCC
13:16da Cracolândia
13:17era a favela do Moinho.
13:18De lá,
13:19ela era distribuída
13:19em vários,
13:20quase 100 pontos
13:22de pequenos pontos de tráfego.
13:24Esses pontos,
13:25que a maioria era hotel,
13:26eram hotéis e hospedarias
13:27pequenas,
13:29verdadeiras espeluncas ali,
13:30com três quartos,
13:31funcionavam para armazenar a droga,
13:33para fornecer o espaço
13:34para o usuário
13:35e o principal ponto
13:36que foi descoberto
13:37na investigação
13:38da Operação Dental,
13:40usava o CNPJ desse hotel
13:41para lavar o dinheiro
13:42do crime organizado.
13:43Então você tinha
13:44uma hospedaria
13:45que era essa espelunca
13:46que eu falei,
13:47com dois quartos
13:48faturando 20 milhões de reais por mês.
13:49Isso foi descoberto
13:51na Operação Dental.
13:52Depois veio a Operação
13:53Saúde e Dignidade,
13:54parceria com o Ministério Público,
13:55doutor Bechala,
13:56doutor Lincoln,
13:57o nosso procurador-geral,
13:58doutor Paulo Sérgio.
14:00Essa operação,
14:01nós conseguimos
14:02a determinação judicial
14:03de fechar
14:04esses 78 hotéis.
14:06Na Operação Dental,
14:07nós já conseguimos
14:07bloquear
14:08até 5 milhões de reais
14:10de cada conta.
14:11Porque tinha o voucher.
14:13Essa história dos hotéis
14:15tinha o voucher droga.
14:17Exato.
14:18Tinha o voucher droga.
14:18Eles davam um dinheiro
14:20para quem se hospedasse
14:21usava.
14:21Para quem se hospedasse,
14:22para usar.
14:23E usava esse CLPJ
14:24para lavar o dinheiro,
14:25levar para outras empresas
14:26e aí sim chegar
14:28nos destinatários finais
14:29que foi quando
14:29o Léo do Munho
14:31foi preso
14:32depois dessa investigação.
14:33E a gente continua avançando
14:35e aí eu falei,
14:36governador,
14:36mas para acabar de verdade
14:38tem que tirar todo mundo
14:39lá da favela do Munho.
14:40Daí ele veio
14:41com um plano habitacional.
14:41Por isso que é uma equipe
14:42multidisciplinar.
14:43E nós temos aqui...
14:44Tem comunicação, né?
14:45Então, mas isso aí também
14:46descer o pau em vocês
14:47porque ninguém acompanha.
14:49Você que vem sempre
14:51aqui no pânico,
14:52a gente meio que acompanha
14:53as histórias
14:53porque ele sempre está...
14:55Atualizando.
14:56Você sempre está atualizando
14:58tudo o que acontece.
14:59Mas, por exemplo,
15:00que nem a favela do Munho,
15:02vocês já sabiam lá
15:04onde estavam as drogas.
15:05A estratégia está lá atrás.
15:06Está lá atrás.
15:06Daí a gente desmobilizou,
15:09não tem mais a questão do bunker,
15:10não tem o hotel,
15:11quebramos a cadeia ilícita,
15:12o ecossistema
15:13e fornecemos para a população
15:14de bem da comunidade do Munho,
15:16o aluguel social
15:17e a casa própria.
15:20O governador está entregue,
15:21está dando para eles.
15:22Então, acabou o argumento.
15:23Aí fizemos a continuidade
15:24da operação
15:24e aquela pseudo-líder comunitária
15:27que criticou para caramba
15:29a PM, o Tarcísio, o Derrite
15:31e foi presa por tráfico.
15:33Porque a irmã do Léo do Munho...
15:34Bonito!
15:35É, e parece que ela recebeu
15:37o ministro lá.
15:37Acabou a boca lá, né, Delário?
15:39Acabou, né?
15:39Olha lá, o Delário ficou triste.
15:40O Delário está triste.
15:42A boca lá.
15:43O que mais?
15:43Eu queria saber do caso
15:45do empresário lá
15:47de Interlagos,
15:49porque o pessoal mandou
15:50perguntando.
15:51Pô, pergunta do caso
15:52de Interlagos,
15:53se tem alguma novidade aí.
15:56Ninguém sabia direito.
15:57É o caso do empresário
15:58que foi encontrado
15:59o corpo dele no buraco, né?
16:00Exatamente.
16:01Eu preciso me atualizar
16:02com o doutor Arthur,
16:02se ele puder contribuir, Arthur.
16:04O Arthur sabe tudo.
16:05A galera estava perguntando
16:06no chat.
16:07O caso está bem adiantado já.
16:09Nós estamos, inclusive,
16:10finalizando agora,
16:11dependendo de algumas diligências só,
16:13para já representar
16:15pela prisão
16:15dos culpados
16:17desse caso.
16:17Mas tem autoria
16:18e qualificação,
16:20tem pessoal
16:20a motivação.
16:23E alguns detalhes
16:23a gente não passa,
16:24como esse caso aqui.
16:25Claro, claro.
16:25Senão o cara foge.
16:26Exatamente.
16:27É o caso do doutor Rui.
16:28Tem bastante coisa
16:28que vai acontecer
16:29nos próximos dias.
16:30e, volta a dizer,
16:33ninguém vai ficar impune
16:34quem atira em policial,
16:35independente da motivação,
16:37que é um ponto
16:37que a gente vai chegar
16:39lá na frente.
16:39Mas o caso do empresário
16:41está sendo mostrado aí.
16:42Muito bom.
16:42Gerou uma grande comoção
16:43pela crueldade
16:44que foi feita.
16:46E o nosso DHPP aqui
16:47tem um índice de elucidação
16:49de homicídio gigantesco.
16:51É referência
16:51para todo o país.
16:52E, Derrite,
16:53sobre a questão
16:54do crime organizado,
16:55a gente vê que, assim,
16:56é basicamente
16:57uma constante evolução
16:58e vocês sempre
17:00correndo para tentar
17:00desmantelar tudo
17:01de qualquer forma.
17:03A gente ouve falar também,
17:05lógico que não tem prova
17:06nem nada,
17:07mas que o próximo passo
17:08de algumas facções
17:10era entrar
17:10para o mundo da política.
17:12Você tem alguma informação
17:13sobre isso?
17:14Vocês já estão preparados
17:15para combater algo do tipo?
17:18Não, como eu mencionei
17:19um pouco tempo atrás,
17:21nós tivemos, assim,
17:22o PCC apoiando
17:23alguns candidatos
17:24e algumas prefeituras.
17:25Sim.
17:25Isso já é um indício.
17:26Elaboramos um relatório
17:28de inteligência,
17:29que não é um documento
17:30aberto, público, oficial,
17:31para o poder judiciário,
17:34em especial,
17:34justiça eleitoral.
17:36E aí, propusemos,
17:37participamos, inclusive,
17:38de uma audiência pública
17:38lá no CNJ
17:40e no TSE
17:42para falar,
17:43olha,
17:44a gente está acompanhando
17:45esses casos.
17:46A legislação tem que
17:47acompanhar também,
17:47porque, via de regra,
17:49a legislação penal,
17:50legislação eleitoral no Brasil,
17:52ela é muito reativa.
17:53Depois que acontece
17:53alguma coisa
17:54e pouco preventiva.
17:56Nesse caso,
17:56nós tomamos algumas medidas
17:57para propor preventivamente
17:59e evitar a infiltração
18:01do crime organizado
18:01na política.
18:02Agora,
18:04cada caso é um caso.
18:05O Brasil
18:06é um país
18:07com dimensões continentais,
18:08São Paulo
18:09é gigantesco,
18:11por isso que tem que investir
18:12muito no serviço de inteligência.
18:14Tanto da Polícia Civil
18:14quanto da Polícia Militar,
18:16cada um com a sua
18:16competência constitucional,
18:18mas para monitorar,
18:20acompanhar as principais lideranças,
18:21os familiares,
18:22se tem empresa envolvida,
18:25quem está financiando,
18:26qual candidato
18:26tem algum tipo de relação.
18:28Outra coisa,
18:28é um absurdo,
18:29tem cara que tem
18:3010, 15 antecedentes criminais
18:32e o cara pode disputar
18:33uma eleição.
18:34Será que é plausível isso?
18:36Faz sentido,
18:37não fecha a tampa.
18:37Ah, mas a justiça,
18:38a legislação não pode condenar
18:40alguém que teve
18:40um antecedente criminal.
18:42Olha,
18:42eu não concordo,
18:44desculpa.
18:45A legislação,
18:46tivemos lá atrás,
18:47a ficha limpa,
18:48tem que ser criteriosa,
18:49rigorosa,
18:50para evitar,
18:51às vezes,
18:52um bom gestor,
18:53por uma falha ali,
18:57orçamentária,
18:57de prestação de contas,
18:58acaba ficando impedido
19:00de participar do NLC,
19:00o cara que roubou um banco,
19:02ele pode ser candidato.
19:0615 passagens.
19:07O doutor Boquinha,
19:09olha o Boquinha lá.
19:10O sonho do Boquinha
19:11era ser delegado.
19:13Talvez,
19:14delegado Boquinha.
19:15Delegado Boquinha.
19:16Ele não passou nem na casa.
19:17Olha o que ele está
19:17de Botox.
19:20Vocês sacanearam
19:20o Capitão Júlio César,
19:21hein?
19:21Olha o que o homem...
19:22Vocês falaram da língua presa
19:23do fuzil,
19:25o Capitão Júlio.
19:26Talvez,
19:27possa até virar pauta,
19:28tem um tal de Recupera SP,
19:29que tinha um painel lá,
19:3118 milhões de reais em caixa,
19:32que agora o dinheiro do crime
19:34pode ser reinvestido
19:35na polícia, né?
19:35Acabou de falar.
19:36Falou já.
19:37Você não presta atenção
19:37no programa.
19:38Voltando à próxima pauta,
19:39dá-nos parabéns.
19:40Você fala de uma reunião.
19:42Isso aqui é pra fazer perguntas.
19:45Não foi pergunta.
19:45Vamos falar do Botox,
19:46então.
19:46O comentarista aqui,
19:47sem microfone,
19:48não foi pergunta.
19:48Dá-nos parabéns
19:50pelo Recupera SP.
19:51Pode virar pauta
19:53pra uma próxima vez,
19:54eu falei.
19:54Aliás,
19:55eu vou fazer a pergunta
19:55que o fuzil queria fazer,
19:56ele não fez.
19:57A gente está chegando
19:58no Natal.
20:00E a sua...
20:00Tem a graça do Natal,
20:02agora a gente sabe
20:02da saídinha,
20:03que foi a maior pauta
20:04que você mais notou.
20:05Que passo que estamos...
20:06Essa era a pergunta
20:07que o fuzil ia fazer,
20:08ele acabou no futebol.
20:08Eu...
20:09Não, obrigado, fuzil.
20:11A gente pediu
20:11pro setor nosso
20:13de ter uma coordenadoria
20:16dentro da Secretaria
20:17só de estudos
20:18e pesquisas
20:19sobre segurança pública.
20:20Então, fazendo análise estatística,
20:21nós temos acompanhado,
20:22é um estudo preliminar ainda,
20:24mas nós temos acompanhado
20:25a queda do número
20:27de detentos
20:28que saem na saída temporária.
20:29Por quê?
20:30Pode ser que já seja
20:31reflexo da lei.
20:32O que a lei
20:33que impôs o fim
20:33da saída temporária,
20:35ela está prevendo?
20:36Acabam as saídas temporárias,
20:37nós aprovamos a Câmara,
20:39Senado,
20:40voltou pra Câmara,
20:40foi presidente,
20:42vetou,
20:42derrubamos o veto.
20:43Qual foi o entendimento
20:44do judiciário?
20:45Só vale,
20:46não tem mais direito
20:47à saída temporária
20:47quem cometeu o crime
20:48a partir da sanção da lei.
20:50Ou seja,
20:50não vai voltar
20:51nos que já estão
20:52cumprindo pena.
20:53Já é algo positivo.
20:55Pior seria
20:55se fosse declarado inconstitucional.
20:56Então,
20:57quem cometeu o crime
20:58de 12 de abril
20:59de 24
20:59pra frente,
21:01não tem mais direito
21:01à saída temporária.
21:02Nós tínhamos em São Paulo
21:03uma média de 35 mil
21:05em cada saída temporária,
21:06que são os presos
21:07do regime semiaberto.
21:08Caiu pra 32,
21:10pra 30,
21:11chegamos até 28 mil.
21:12Então,
21:13se a lógica
21:15e depois a análise
21:15quantitativa
21:17e debruçada
21:18comprovar isso,
21:19nós estamos
21:20literalmente vendo
21:21o fim das saídas
21:23temporárias de presos.
21:24Porém,
21:24quantos ficam?
21:25É,
21:26nós temos,
21:26nessa agora que está acontecendo,
21:2844 prisões em flagrante
21:30no estado de São Paulo
21:30já foram indivíduos
21:31que estavam sendo beneficiados
21:33pela saída temporária.
21:34Tivemos um caso
21:35de um indivíduo
21:36que assassinou
21:37uma mulher
21:38que tinha sido beneficiado
21:39pela saída temporária.
21:40Então,
21:40um caso,
21:41ele é muito prejudicial
21:42pra sociedade.
21:43Só lembrar do ciclista
21:44que aconteceu.
21:45Exato.
21:45A manhinha lá.
21:46Que foi condenada
21:4710 anos e 6 meses
21:50por organização criminosa
21:51e 2 anos estava na rua.
21:52Mas a questão
21:53da saída temporária
21:54num futuro
21:56muito recente aí
21:57não vai deixar de existir.
21:58Foi uma grande conquista.
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