00:00Hoje o doutor João explica o que está por trás de tantos casos de jovens depressivos.
00:06Não desanime, voltar a ter alegria na vida é possível. Vamos ver.
00:22Gente, a Iris está aqui com a gente. Ela tem 19 aninhos, super nova, né?
00:27Pois é, mas está fazendo um tratamento que muitos jovens, até crianças, têm feito contra a depressão.
00:33Como é que começou isso na sua vida, Iris?
00:35Começou há um ano atrás e eu estava muito triste, não conseguia sair de casa, não conseguia fazer as coisas que eu gostava antes.
00:44E minha mãe começou a perceber e me levou no psiquiatra e no psicólogo também.
00:50Aí foi aí que me indicou remédios para me melhorar e eu estou melhorando.
00:55Você está se sentindo melhor?
00:56Sim, graças a Deus.
00:58Consegue fazer suas atividades?
01:00Consigo, consigo. Agora está até trabalhando.
01:03Aí agora dá uma focinha, mais ou menos.
01:06E doutor João, jovens, até crianças, né?
01:08Têm precisado, às vezes, de um medicamento que ajuda.
01:11Não precisa ter preconceito com isso, né, doutor João?
01:14Na verdade, a depressão na sua idade, você é extremamente jovem, ela tem um gatilho.
01:19É muito difícil você pegar uma depressão nessa idade que a pessoa traz isso de berço.
01:23É chamada depressão endógena.
01:26Aquela que tem história na família que todo mundo é deprimido, a pessoa nasce triste e morre triste.
01:31Normalmente, na sua idade, ela tem os chamados gatilhos emocionais.
01:35Esse gatilho pode ter a ver com algum processo social.
01:39Às vezes, o jovem, ele não está legal no colégio, ele não está legal no trabalho, ele não está legal no namoro.
01:47Ele, às vezes, termina o namoro e vai para o chão mesmo, porque terminar o namoro dói, machuca.
01:52Às vezes, ele tem um problema familiar.
01:54Às vezes, o pai dele não está se dando bem com a mãe dele, a mãe dele não está se dando bem com ele.
01:58Isso começa a mexer com o jovem.
01:59Isso serve de gatilho para acionar a depressão.
02:01Agora, uma coisa muito favorável, esse tipo de depressão cura.
02:08Você toma a medicação na hora que você vai subindo na vida, ela desaparece e você toca a vida para frente.
02:15Porque todo mundo tem problemas sociais, problemas emocionais, problemas afetivos.
02:20Só que, como você não soube lidar com aquilo, até mesmo por ser muito jovem, muito criança,
02:27seus pais levaram você no psiquiatra e o que ele fez?
02:29Ele entrou com a medicação para readaptar você a uma realidade, para resocializar sua emoção.
02:38Então, você tomou, parou de tomar, curou e bola para frente.
02:44Você acha que ela tem que tomar por muito tempo? Como é que é isso?
02:47Você ainda está tomando?
02:48Não, eu parei.
02:50Eu parei, impossível.
02:51Você parou, tem quanto tempo?
02:53Eu acho que há alguns meses, eu não vou lembrar, assim, mais ou menos, mas foi isso.
02:56Mas aí, o que você foi sentindo? Como é que foi isso para você?
02:59Ah, eu fui vendo que eu estava começando a ficar bem, eu comecei a fazer uma nova etapa na minha vida.
03:05Aí, fui e deixei de lado o remédio.
03:08A terapia ajudou?
03:09Ajudou bastante, porque eu era muito fechada, eu não conseguia conversar.
03:13Aí, me ajudou muito, praticamente. Bastante.
03:16Você sabe o que o remédio foi buscar dentro de você?
03:20Autoestima.
03:22Autoestima.
03:22Autoestima voltou.
03:23Você voltou a se sentir bonita, linda, inteligente, social.
03:27E a depressão, ó, foi embora.
03:29Isso aí, sempre buscar ajuda.
03:39Autoestima.
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