O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez sua primeira aparição pública neste domingo (14) após a condenação pelo STF para um procedimento médico. A oposição se mobiliza para aprovar uma anistia geral no Congresso. Rodrigo Prando, cientista político, analisa o cenário.
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NotíciasTranscrição
00:00Jair Bolsonaro fez sua primeira aparição pública após a condenação e recebeu o apoio de centenas de pessoas em sua ida ao hospital.
00:09No Congresso, a oposição pressiona pela anistia e articula a votação do texto ainda nesta semana.
00:15Para falarmos sobre esses muitos aspectos que envolvem a cena política brasileira, a gente recebe o Rodrigo Prando,
00:22cientista político e também professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a quem eu agradeço demais pela participação.
00:29Professor, seja muito bem-vindo mais uma vez aqui à Jovem Pan.
00:33Muito obrigado, Daniel. Prazer estar aqui contigo, meu amigo. Tudo bem por aí?
00:37Bem, graças a Deus. Ótimo domingo para você e para todos.
00:41Queria pedir uma análise sobre esse momento após a condenação de Jair Bolsonaro.
00:47Observamos cálculos e reflexões e diagnósticos que vêm sendo feitos pelos partidos de centro-direita e de direita.
00:56Quais são os desafios que se apresentam após a retirada desse, que é um ativo muito importante da direita brasileira, Jair Bolsonaro?
01:05Gostei muito. Cálculos, reflexões e diagnósticos. E é isso mesmo, Daniel. Por quê?
01:13Porque tem uma questão na política, e já até conversamos isso, eu e você, numa outra oportunidade.
01:21A política não permite que o poder deixe um vácuo.
01:25Ou, em outras palavras, o poder não fica órfão.
01:28Então, já se sabia que o ex-presidente Bolsonaro não estaria concorrendo em 2026, por conta da ineligibilidade.
01:37Foi condenado pela justiça eleitoral e não concorreria.
01:41E, claro, mas ainda assim a narrativa colocada pelo seu grupo de apoiadores, pela sua militância, pelo núcleo duro do bolsonarismo,
01:49era de que ele poderia estar presente na urna, mesmo com o Supremo Tribunal dando andamento a um julgamento em que ele era réu e agora já condenado,
02:00a situação ficou muito difícil, praticamente insustentável de uma perspectiva eleitoral.
02:06Mas, ainda assim, Bolsonaro é uma liderança.
02:09Bolsonaro é um líder incontestavelmente carismático, que sofre, provavelmente, o mais duro golpe de sua trajetória política.
02:16Pois bem, nesse sentido, a grande pergunta é quem no campo da direita ou da extrema-direita,
02:24e eu gosto também sempre de separar esses dois campos políticos,
02:28mas quem seriam os nomes à disposição de um eleitorado que se alinhariam a essa perspectiva ideológica
02:37e, obviamente, contrária ao PT e ao governo Lula?
02:41Então, a gente tem alguns nomes que já estão se articulando a fim de trazer para si esse espólio político eleitoral.
02:48Obviamente que, dentro da família, existem nomes que surgem.
02:52Os dois principais, de Michele Bolsonaro e também de Eduardo Bolsonaro.
02:58Este, com problemas, está no exterior, tem problemas e dificilmente se credencia a fazer uma campanha do exterior,
03:05porque tem, inclusive, contas a acertar numa investigação que tem sido feita por coação no curso do processo.
03:13Inclusive, o próprio pai, Jair Bolsonaro, também está sendo investigado por essa questão.
03:18Michele Bolsonaro, muitas vezes testada em termos quantitativos e qualitativos.
03:24Então, também é uma opção dentro da família.
03:26Agora, vamos pensar o seguinte, numa sociedade polarizada, e a polarização não é de agora, ela vem já há muito tempo,
03:34e o PT e Lula gostam da polarização, ter alguém com o sobrenome Bolsonaro é um sonho,
03:40porque permite, de fato, subir o tom na discussão política e continuar com essa disputa.
03:47Agora, se outro nome vier, e provavelmente é isso que acontecerá, a pergunta é qual será este nome?
03:54Este nome, a se credenciar, ele avançará num discurso de ruptura mais radical, como o Bolsonaro e o núcleo duro do bolsonarismo fez?
04:04Este nome fará uma inflexão mais ao centro, moderando o discurso, acenando as instituições?
04:10Então, é um jogo que, neste campo político, está aberto e cada um faz o seu cálculo.
04:15Não vou me estender muito, porque imagino que você queira comentar outras questões.
04:19Não, mas na esteira, inclusive, desse seu comentário, professor, essa proatividade que a gente tem observado do governador de São Paulo,
04:27Tarcísio de Freitas, em prol da aprovação da anistia, dá o tom do que a gente pode acompanhar nos próximos capítulos?
04:36Você acha que é um movimento para que ele tente se viabilizar como candidato à presidência em 26,
04:42sinalizando, inclusive, para os eleitores de Jair Bolsonaro?
04:47Lhe parece o cenário mais factível?
04:50Olha só, o governador de São Paulo, independente de qualquer questão, é sempre um nome presidenciável.
04:58Todos nós sabemos disso.
05:00Agora, o Tarcísio, o governador Tarcísio, Daniel, eu tenho dito que tem duas opções.
05:05Ou ele tem a paciência histórica ou a ousadia.
05:10Vamos a cada uma delas e depois eu te respondo essa sua questão.
05:15A paciência histórica seria deixar que Lula concorresse à reeleição e não colocar o seu nome.
05:22Com isso, ele garantiria mais quatro anos no governo de São Paulo,
05:26porque é tida como uma reeleição bem mais confortável do que uma disputa com Lula.
05:33Ou então ele parte para a ousadia.
05:36Muita gente na política costuma usar o termo de que não pode o político deixar o cavalo encilhado passar e não montar o cavalo.
05:45O velho Maquiavel, lá no Príncipe, dizia que o político tem que conjugar para conquistar e manter o poder a virtude e fortuna.
05:52A fortuna é a ocasião, é a sorte.
05:55E virtude é aquilo que o candidato, que o governante constrói de suas qualidades.
06:00Então, o governador vai ter que optar pela ousadia de disputar com Lula,
06:05que concorre diretamente ou indiretamente com seus sucessores do partido desde 1989.
06:12Então, nós estamos falando de 1989.
06:14E lembrando um fato, que é este fato de disputar com Lula.
06:18Lula, em 89, foi para o segundo turno e ele perdeu para Collor.
06:22Lula foi, em 94 e 98, disputar e perdeu no primeiro turno para o Fernando Henrique.
06:29Em 2002 e 2006, Lula ganhou no segundo turno.
06:34Em 2010 e 2014, Dilma ganhou no segundo turno.
06:38Em 2018, Haddad perdeu no segundo turno.
06:42E em 2022, Lula voltou e ganhou no segundo turno.
06:45O que significa que perder, o PT perdeu duas vezes no primeiro turno, 94 e 98, para o Fernando Henrique Cardoso.
06:54No mais, o PT esteve em todos os segundos turnos.
06:58É bem provável que, se Tarciso buscar esse espólio político-eleitoral, ele vá para o segundo turno.
07:04Este é, assim, uma construção de cenário.
07:06Eu não estou dizendo que ele irá, de fato.
07:08Mas é uma probabilidade muito grande, dada a polarização, que a gente tenha Lula, num segundo turno.
07:14Dificilmente, até hoje, o PT nunca ganhou, só perdeu no primeiro turno.
07:18E o Tarciso estaria virtualmente no segundo turno.
07:20A grande questão é, essa busca pela amnistia, esse aceno ao bolsonarismo,
07:27seria colocado para Tarciso como alguém moderado ou alguém que aposta numa radicalização no discurso?
07:33Então, eu sempre tenho dito, usando uma metáfora, que Tarciso tem um pé em cada canoa.
07:38Numa canoa do bolsonarismo, e ele não pode prescindir desses votos,
07:43a outra canoa ele põe no pé, ele põe o pé na moderação, na institucionalidade.
07:48E, claro, que alguns dos movimentos, especialmente na fala de Tarciso, no último dia 7, na Avenida Paulista,
07:55ao atacar diretamente o ministro Alexandre Moraes, chamando ele de tirano,
08:00já mostra um pouco do que pode vir para o ano que vem, em 2026.
08:05O cenário político pós-condenação de Jair Bolsonaro, em análise, em discussão,
08:10com o Rodrigo Prando, cientista político, em entrevista ao vivo aqui na Jovem Pan.
08:14Professor, peço licença.
08:15Luiz Augusto Durso, advogado, é o comentarista convidado, fará a próxima pergunta.
08:20Com você, Durso.
08:22Boa tarde, Rodrigo. Prazer em recebê-lo na Jovem Pan.
08:24Professor, nessa hipótese de nós termos um nome escolhido pelo Bolsonaro,
08:30eu hoje fazia uma reflexão aqui com a audiência do Jovem Pan, gostaria de ouvi-lo.
08:33O Bolsonaro perdeu o timing, porque agora, com o agravamento da sua situação
08:38e as medidas cautelares, inclusive o impossibilitando de postar nas redes sociais,
08:44de dar entrevistas e etc, e estas não foram revogadas com a condenação,
08:49vale dizer, ele permanece em silêncio, isso fica muito mais difícil do ponto de vista político
08:54ele passar o bastão para o nome que ele eleger, ou isto não faz diferença,
09:00porque ele sendo preso, ele simplesmente usa dos seus apoiadores, da família,
09:05Nicolas Ferreira, essas figuras muito populares na direita para dar o recado.
09:10Qual é a diferença entre o Bolsonaro falar ou não falar em razão dessa condenação
09:16ou dessas medidas cautelares?
09:17Olha só, doutor Durso, é um prazer estar aqui contigo, obrigado pela pergunta.
09:23Vamos olhar 2022 e vamos entender o seguinte,
09:26em 2022 nós tivemos uma disputa entre dois candidatos que têm carisma,
09:32Bolsonaro é carismático e Lula é carismático.
09:35Agora, olha que coisa interessante, quando eu estou falando de carisma,
09:38eu falo da perspectiva weberiana.
09:41Aquele que é liderado, que aceita um líder carismático,
09:46considera que esse líder tem qualidades acima da média dos humanos normais.
09:50E não há uma explicação racional para o carisma.
09:53O carisma é aquele que é dotado de um discurso, de uma presença física,
09:57de uma imagem que mobiliza, que eletriza, faz a sua militância,
10:03fica assim, eletrizada, é uma chama constantemente acesa.
10:07E isso, de fato, acontece com lideranças carismáticas.
10:11Só que toda vez que eu tenho falado, doutor Durso,
10:14do carisma para os meus alunos ou em palestras,
10:17alguém diz assim, ah, mas como assim que Bolsonaro tem carisma?
10:21Ele não tem.
10:22Como assim Lula tem carisma?
10:23Ele não tem.
10:24Aí que tem uma coisa interessante.
10:26Quando o Weber falou sobre o carisma,
10:28no final do século XIX e começo do século XX,
10:31não havia um fenômeno que você toca,
10:33inclusive na sua pergunta,
10:35que é a formação das bolhas.
10:36Hoje nós temos uma força imensa dos algoritmos das redes sociais
10:42e o Bolsonaro provavelmente é o candidato
10:45e depois o político eleito que melhor soube sozinho
10:49ou com ajuda profissional trabalhar as redes sociais.
10:53Nesta condição em que ele se encontra proibido de usar as redes sociais,
10:59isso dificulta muito a manutenção de sua força política.
11:05Ela não vai se extinguir.
11:06É óbvio que alguém que tenha uma declaração,
11:10uma carta que seja escrita de próprio punho,
11:13pensamos assim, até de forma bem analógica no século XX,
11:16ganha força.
11:18Qualquer um ganha força com o apoio de Bolsonaro.
11:21E eu gostei dessa sua pergunta também por um motivo que é o seguinte.
11:25Há muito tempo atrás eu estava numa palestra
11:27e lá estava um especialista em campanhas eleitorais e ele dizia que em política duas palavrinhas definem muito,
11:35que é timing e feeling.
11:37Então muitas vezes quando você bem coloca perder o tempo pode enfraquecer e ter sensibilidade também ajuda.
11:43A grande questão, doutor Dússio, é que Bolsonaro vem sistematicamente deteriorando suas condições políticas.
11:52Por quê?
11:53Porque ele ganhou em 2018, não conseguiu se reeleger, portanto, de 1989.
11:59E quando o Estatuto da Reeleição é aprovado no governo Fernando Henrique,
12:03ele é o único presidente que não consegue ser reeleito.
12:06Depois, em 2023, torna-se inelegível.
12:09E agora, em 2025, condenado por cinco crimes a uma pena alta.
12:15E isso tudo faz com que outros nomes se credenciem.
12:19E até agora, conectando, se me permite, com a primeira pergunta do Daniel,
12:23é a luta pela anistia, para mim, tem duas dimensões.
12:28Tem, de fato, aqueles que lutam pela anistia porque estão muito conectados ao Bolsonaro,
12:34ideologicamente aos seus valores e, de fato, creem que Bolsonaro foi perseguido,
12:40que o julgamento não deveria ter acontecido, que não houve crime.
12:43Então é um grupo forte e que se mobiliza.
12:46E tem um outro grupo que luta por uma anistia, mas luta até a página dois,
12:50porque sabe que muito da promessa da anistia não pode ser entregue.
12:54Mas, ao menos, se credencia para o eleitor bolsonarista dizendo
12:58eu tentei e eu lutei.
13:00Não foi possível, viramos a página e eu me coloco à disposição.
13:04Então a gente tem essas questões que estão todas conectadas.
13:08Pois é, agora tem o outro lado da moeda, né, professor Rodrigo?
13:12A esquerda, o Partido dos Trabalhadores, o presidente da República,
13:15observando esse movimento que vem sendo feito pelos partidos de centro-direita e de direita
13:21e análise sobre qual seria o melhor cenário para ele.
13:26Ele, o presidente Lula, tem a máquina na mão.
13:30Tem a questão que envolve as sanções norte-americanas.
13:34Muitos entendem que há um cenário até que cômodo, né?
13:38Muito, inclusive, possivelmente indicando que ele poderia ter um ganho no futuro com essa situação.
13:46Mas queria análise sobre como a esquerda deve se posicionar
13:51diante dessas articulações da direita,
13:53uma vez que ainda apostam no mesmo nome há tanto tempo, né?
13:59Lula.
14:00Não, sensacional a questão.
14:02Eu acho que se deixar a tela dividida assim,
14:03eu prefiro olhar vocês, interagir com vocês,
14:06mas aí deixa a produção fazer como quer.
14:09Mas eu prefiro assim, olhando, que é um diálogo que a gente está tendo.
14:11Se não me lembro os tempos da pandemia, que eu dava aula só para mim,
14:15porque todos os alunos com a câmera fechada.
14:17Eu não sei se o doutor Durst teve também essa experiência da aula online assim.
14:22Mas olha só, Daniel, você vê que coisa interessante?
14:25Se a gente pensar no campo da direita,
14:27no espectro político da direita,
14:29ou se a gente avançar mais para a extrema-direita,
14:32nós temos muitos nomes.
14:33Eu não vou distinguir agora, mas vou falar nomes.
14:36Existe, como você bem colocou, Tarcísio,
14:39você tem Michele Bolsonaro, você tem Eduardo Bolsonaro,
14:42você tem Zema, você tem Ratinho Júlio,
14:44você tem Ronaldo Caiado, você tem Eduardo Leite.
14:47Ou seja, quando se tem muito, também pode pulverizar o voto e atrapalhar.
14:52Mas o PT, a esquerda, tem um nome.
14:55E eu tenho dito há anos, da lulodependência.
15:00A esquerda e os progressistas, se assim quisermos colocar,
15:03são dependentes da figura de Lula.
15:06O pessoal costuma depois falar na internet, comentar,
15:10mas eu digo o seguinte, em 1989,
15:14eu que vos falo, tinha 11 anos.
15:1811 anos.
15:19O ano que vem, em 2026, eu terei 48 anos.
15:25Dos meus 11 anos, a primeira eleição após o regime militar,
15:30até agora, o nome do Lula é colocado.
15:33É claro que quem tem a máquina na mão, tem um conforto.
15:37Se nós pegarmos os índices de reeleitos nas prefeituras,
15:42ou depois governadores e tudo mais,
15:45a gente vê nitidamente a força da máquina nas mãos.
15:49Agora, ela não é determinante, porque vamos ver,
15:52se fosse assim, Bolsonaro teria sido reeleito.
15:55O gasto que Bolsonaro teve em programas que ele implantou
15:59no último ano de governo, a fim de conseguir a vitória,
16:03e não conseguiu, é algo estratosférico.
16:05E perdeu.
16:06Foi derrotado.
16:07Então, é óbvio que há um conforto.
16:10E eu lhe diria que, mais do que a máquina,
16:12que é muito importante, tem um outro aspecto que você coloca.
16:16Você sabe que eu saí de férias, terminei a aula na universidade,
16:20aqui no Mackenzie, fui para o Rio de Janeiro,
16:22e acordei numa manhã lá em Copacabana,
16:24com blindados nas ruas e o exército.
16:26O que estava acontecendo?
16:28A segurança dos BRICS.
16:30Quase todo mundo ali hospedado, as delegações estrangeiras.
16:33Ok, saí para caminhar, tudo tranquilo,
16:36e logo depois vem o quê?
16:38Vem a informação, não é nem uma carta,
16:41mas por meio das redes sociais, do Trump,
16:43dizendo que colocaria um tarifaço no Brasil,
16:47e conecta esse tarifaço a uma premissa,
16:50que é uma fake news,
16:52dizendo que na relação com o Brasil,
16:54os Estados Unidos estão em desvantagem,
16:56e o Brasil leva vantagem.
16:57Não é verdade que os números do próprio governo americano
17:01mostram que eles são superavitários,
17:03e o Brasil não.
17:04Pois bem, mas nessa carta ele conecta
17:06que estaria se ligando
17:08e este tarifaço como uma punição
17:11em relação ao julgamento de Jair Bolsonaro,
17:14que ele chamou de caça às bruxas.
17:16Era tudo o que Lula queria.
17:18Caiu no colo do presidente Lula,
17:20num dos piores momentos,
17:22porque a taxa de desaprovação do Lula
17:25estava altíssima,
17:26e a aprovação caindo,
17:28numa situação em que,
17:30para muita gente,
17:30colocaria em risco uma reeleição,
17:33e cai no colo a defesa da soberania,
17:36e especialmente uma narrativa e um discurso.
17:38E o Lula,
17:39ele não é um candidato desde 89 atua,
17:42é um animal político, né, Daniel?
17:44Ele entende do que ele está falando,
17:46e ele vai usar.
17:47Por exemplo,
17:47o Tarciso,
17:48candidato contra Lula.
17:50Ele vai usar a foto de Tarciso
17:52com o boné e apoio ao Trump,
17:54ele vai pegar as declarações do Tarciso,
17:56e ele vai querer entrevistar
17:58aquela fábrica que demitiu funcionários,
18:00porque, por exemplo,
18:01não consegue mais exportar para os Estados Unidos.
18:04Então é um jogo jogado,
18:05e cada um vai aproveitar do jeito.
18:07Então você tem...
18:07Agora, você tem o quê?
18:09Lula.
18:09Se não for Lula,
18:10qual é o nome no campo progressista?
18:12Qual é o nome na esquerda?
18:14Não tem.
18:15Não tem.
18:16E aí eu lhe diria o seguinte,
18:17se aparecer um nome
18:18mais moderado,
18:21que não queira se polarizar
18:22entre lulopetismo e bolsonarismo,
18:25abre uma possibilidade
18:26de que,
18:27para muitos,
18:28é a tão sonhada terceira via.
18:30a tão sonhada posição
18:32de centro democrático
18:33que se afasta
18:34do bolsonarismo
18:35e do lulopetismo.
18:36Mas dá para a gente
18:37conversar horas aqui,
18:38meus amigos.
18:39Sem dúvida alguma,
18:40e já lhe convido
18:41para outras edições,
18:42outros programas
18:43e telejornais.
18:44Professor Rodrigo Prando,
18:46cientista político,
18:48ele também
18:48que dá aula
18:49no Mackenzie,
18:50a Universidade Presbiteriana
18:52Mackenzie.
18:53Agradecemos demais
18:53pela participação,
18:54professor.
18:55Grande abraço
18:56e até a próxima.
18:57Para você,
18:59um abraço.
18:59Para o Dr. Durso,
19:01outro abraço.
19:02E para todos os telespectadores
19:03da Jovem Pan,
19:04meu fraterno abraço
19:05com desejo
19:06de para todos nós
19:07uma ótima semana
19:08de trabalho
19:09e de atividades.
19:10Muito obrigado.
19:11Para o senhor também.
19:11Grande abraço
19:12mais uma vez.
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