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O programa Fast News deste sábado (06) conversou com o cientista político Márcio Coimbra sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Lei da Ficha Limpa e a PEC da Anistia, que estão em pauta no Congresso. O especialista ressaltou a importância do projeto ser discutido na Casa e do papel da oposição nas propostas futuras do governo.

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Transcrição
00:00Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no Supremo Tribunal Federal,
00:06a semana política foi bastante intensa em Brasília.
00:10Entre as pautas que seguem e estão em discussão no Congresso,
00:13estão a mudança na Lei da Ficha Limpa e a PEC da Anistia.
00:18Sobre esses assuntos, a gente conversa agora com Márcio Coimbra,
00:22que é cientista político e também CEO da Casa Política.
00:26Márcio, boa tarde. Muito obrigada por participar aqui dessa edição do Fast News.
00:32Boa tarde, Bia. Uma satisfação estar conversando com você aqui essa tarde no Fast News da Jovem Pan.
00:39Márcio, começo então perguntando um pouco qual que é a expectativa.
00:42A gente falou aqui durante a programação que o Congresso ainda deve ter essa semana bastante parada,
00:48só de articulações acompanhando o julgamento,
00:51mas a gente tem discussões importantes que devem entrar em pauta depois.
00:55Apesar disso, já estamos quase no finalzinho do ano.
00:58Dá para pincelar o que vai ser tratado como prioridade,
01:02a anistia mesmo e outros temas vão ficar acabando sendo deixados de lado?
01:09Tem dúvida, Bia.
01:11Eu acho que a anistia é o ponto central,
01:14porque afinal de contas a gente está com esse julgamento
01:17do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal
01:21e é muito importante que o Congresso tome um posicionamento.
01:26O Congresso não pode ficar a reboque do que acontece no Supremo Tribunal Federal
01:31e nós sabemos também que o Senado Federal possui uma função constitucional
01:36muito importante, que é a única forma que existe constitucionalmente
01:41de haver algum tipo de controle externo referente ao Supremo Tribunal Federal.
01:46Então a anistia é uma forma do Congresso Nacional mostrar a sua voz,
01:53mostrar que ele está trabalhando em pautas que são importantes para ele mesmo
01:58e também nós estamos vendo um movimento de alguns senadores já contrários
02:04à confirmação do nome de Paulo Gonê,
02:08que foi indicado por um novo mandato pelo presidente Lula,
02:12já indicou que vai reconduzi-lo.
02:16E como existiam 41 assinaturas pelo impeachment de Alexandre de Moraes
02:21no Senado Federal,
02:22se comenta muito nos bastidores do Senado
02:25se esses 41 senadores iriam começar a se articular
02:30para mostrar uma força do Senado
02:34de alguma forma,
02:36evitando a recondução do Procurador-Geral da República.
02:39Então isso é uma pauta que realmente está no Congresso
02:42e também a questão da anistia.
02:45Então onde eu quero chegar com isso?
02:47É que o Congresso Nacional está com a pauta política
02:51muito forte nesse momento,
02:54até porque nós temos uma eleição no ano que vem,
02:58nós estamos tratando de assuntos que vão reverberar o ano que vem
03:03nas eleições, ou seja,
03:05se o Congresso Nacional começar a se impor,
03:09isso pode mudar os rumos da sucessão presidencial.
03:15Então o que se espera é que a oposição consiga evitar
03:20que pautas que beneficiem o governo avancem nesse segundo semestre
03:26e também discutir a PEC da anistia
03:29e forçar com que o presidente da Câmara coloque isso em votação.
03:35E também a questão do Paulo Gonê.
03:37Eu acho que isso tudo vai dentro de um pacote da oposição,
03:41Bia, e mira nas eleições do ano que vem.
03:45Então a gente está com a pauta do Congresso Nacional
03:49muito menos voltada para questões econômicas,
03:52para questões de reformas,
03:54mas muito claramente direcionada a questões políticas
03:58que podem influenciar o pleito presidencial.
04:01Márcio, e esse direcionamento mais político do Congresso
04:05pode ajudar planos, por exemplo,
04:07como a gente citava aqui agora há pouco,
04:09do presidente do PL, Valdemar Costa Neto,
04:11para o ex-presidente Jair Bolsonaro?
04:13Porque o plano é justamente tentar uma aprovação de anistia ampla,
04:18então que pegue o ex-presidente Jair Bolsonaro em caso de condenação,
04:22e depois tentar reverter o fato de ele estar ineligível no Tribunal Superior Eleitoral.
04:28Como o senhor vê essa situação?
04:31Eu acho, Bia, que a PEC da anistia é muito difícil de chegar até o final.
04:39Acredito que a Câmara possa conseguir se impor,
04:42possa conseguir aprovar.
04:43Depois a gente vai ter uma outra etapa de votação no Senado Federal.
04:50A gente tem também ver como o presidente da República
04:54vai se posicionar em relação a esse assunto,
04:58ou seja, o que eu quero dizer é que são degraus
05:01muito distantes para se atingir.
05:06Eu acho muito difícil que ela chegue a uma efetividade,
05:08mas eu acho possível que o Congresso Nacional mostre força
05:14aprovando, que o Congresso Nacional, especialmente a Câmara dos Deputados,
05:20mostre força e musculatura diante disso.
05:24É claro que o presidente da Câmara,
05:27ele existe hoje uma situação muito difícil para ele.
05:31Primeiro em relação à relação que ele tem com o governo federal.
05:35Outra, porque as bases eleitorais dele na Paraíba
05:38são fortemente apoiadoras do presidente Lula.
05:44Então isso também regionalmente dificulta muito a vida dele.
05:49Mas como o presidente da Casa,
05:51e com tantas assinaturas apoiando,
05:54com tantos parlamentares apoiando uma anistia,
05:57de alguma forma ele vai ter que colocar isso para frente,
06:00ele vai ter que dar voz a esses parlamentares.
06:03Mas eu acho muito difícil que efetivamente isso chegue ao caso
06:09de tornar o presidente Bolsonaro elegível para o próximo pleito.
06:16Acho muito difícil com essa condenação praticamente certa no STF,
06:21que se avizinha, e também com a ineligibilidade no TSE,
06:27eu acho que são muitos obstáculos para que ele chegue
06:30a uma candidatura no ano que vem.
06:33Acredito que a direita pode mostrar sua força,
06:38vez e voz no parlamento,
06:41impondo uma agenda que facilite o seu caminho
06:45para as eleições do ano que vem,
06:48mas provavelmente o candidato não será Jair Bolsonaro.
06:52Estamos conversando com o Márcio Coimbra, cientista político e CEO da Casa Política.
06:58Aproveito para trazer para a conversa o nosso comentarista Rodolfo Maris,
07:02que também vai perguntar para o senhor Márcio.
07:05Rodolfo, por favor, sua pergunta.
07:06Boa tarde, Márcio. Obrigado por participar conosco aqui do Fast News.
07:11Antes de eu fazer a minha pergunta, que está relacionada à ficha limpa,
07:15só pegar aqui, embalo nas declarações que o senhor acaba de dar
07:18sobre a questão do Bolsonaro já estar quase preso.
07:22O senhor acabou de dizer que é uma condenação quase que certa, né?
07:24E eu venho discordar um pouco do senhor,
07:26porque eu assisti todo o julgamento e vi a ampla defesa do Bolsonaro,
07:31o que pode, de fato, ter uma mudança no jogo.
07:34Se, de fato, for colocado à mesa as provas,
07:37nós talvez não teremos uma condenação.
07:39Mas eu não sou advogado do Bolsonaro,
07:40eu estou só fazendo um ponto aqui de equilíbrio,
07:42como jurista e defensor da área jurídica que sou.
07:45Sobre a pergunta da ficha limpa, não seria um retrocesso?
07:49Abro aspas aqui na fala do presidente, então, Bolsonaro,
07:52dizendo que a ficha limpa é usada para perseguir a direita no país.
07:57Ele que, outra hora, defendia a questão da ficha limpa.
08:00E se esse texto for sancionado, de fato, o que muda?
08:03Seria um retrocesso para o nosso país?
08:07Rodolfo, obrigado pela sua pergunta, pela sua colocação.
08:12Eu acredito que o ex-presidente Bolsonaro está praticamente condenado,
08:17não levando em conta a questão das provas,
08:19mas levando em conta a questão do julgamento e dos juízes.
08:24Nós não estamos falando de um tribunal de justiça de um Estado.
08:29A gente está falando do Supremo Tribunal Federal,
08:31aonde, nas suas falas iniciais,
08:37nós já vimos a tendência de condenação do relator Alexandre de Moraes
08:43e a tendência dessa turma à condenação.
08:46Então, é nesse sentido.
08:48Agora, em relação à ficha limpa, eu vejo realmente um retrocesso.
08:54Se conseguiu evitar que o retrocesso fosse maior.
08:57Foram essas as palavras do senador Sérgio Moro.
09:01Alguém que sempre se colocou a favor da ficha limpa,
09:07a favor de uma legislação dura,
09:09de uma legislação que repreendesse qualquer tipo de parlamentar
09:15que incorresse em qualquer tipo de ilegalidade.
09:19Mas, nós vimos um afrouxamento disso.
09:23O afrouxamento poderia ser maior.
09:25Nada desse afrouxamento, ele atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro.
09:31Não tem aí nenhuma correlação com o caso dele.
09:34Mas, o afrouxamento, ele é tanto que o sistema se uniu todo
09:38para que o afrouxamento fosse maior.
09:41Assim como o sistema todo se uniu também para derrubar a Lava Jato.
09:46Então, nesse caso, nós estamos vendo, sim, na minha opinião,
09:51um retrocesso.
09:52Um retrocesso em uma legislação é muito dura
09:56e que necessariamente precisa ser dura
09:59se nós queremos ser um país sério,
10:02se nós queremos ter leis
10:04e nós queremos que os políticos se submetam às leis.
10:08Não que os políticos fiquem revisando leis
10:11para torná-las mais brandas para si mesmos.
10:14Então, eu acredito que o senador Sérgio Moro
10:18foi um nome muito importante no debate desta semana
10:24porque ele ajudou que o afrouxamento não fosse maior.
10:28Então, eu acredito que, infelizmente, houve o afrouxamento.
10:32Mas, felizmente, esse afrouxamento,
10:35ele não foi maior como os políticos assim esperavam.
10:39Então, o Brasil precisa de leis justas,
10:43de leis rígidas
10:44e de leis que consigam coibir o mal feito
10:48e os desvios e a corrupção
10:50e parlamentares que não são muito afeitos à ética
10:55e que precisam ser, sim, retirados da vida pública
10:58quando cometem ilegalidades.
11:01Márcio, voltando um pouco à questão das eleições do ano que vem,
11:05a gente escutou agora há pouco numa reportagem
11:07em Valdemar Costa Neto, dizendo que não tem plano B para 2026.
11:12Ele fez uma publicação nas redes sociais mais cedo
11:14e reforçou o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.
11:16Na opinião do senhor, esse plano B já deveria estar mais próximo,
11:21sendo mais articulado?
11:23Isso está ainda no campo da narrativa?
11:24Como é que o senhor vê essa fala?
11:27Na verdade, Bia, essa é uma narrativa já sendo imposta
11:31pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
11:34Ele tem plano B, C, D, E, F.
11:37Ele tem vários planos, porque, afinal de contas,
11:41um político que elege 99 deputados federais,
11:45a maior bancada do Congresso Nacional,
11:47é um político que entende realmente como funciona o sistema.
11:52E é um político que não entende,
11:55que não deixa para depois um plano
11:58que seja um plano B, C ou D, ou qualquer outro tipo que seja.
12:03Já existe uma articulação em torno do governador de São Paulo,
12:09Tarcísio de Freitas, que envolvem vários partidos,
12:12vários partidos do Centrão em torno deles.
12:16O PSD, o Republicanos, a União Brasil, o próprio PL.
12:22O Tarcísio de Freitas, ele é o plano B dessa turma.
12:27Ou o plano A, né?
12:29Porque todos sabem que Jair Bolsonaro estará inelegível.
12:34Mas faz parte dessa narrativa,
12:37para conseguir fazer o acordo político necessário,
12:41que Valdemar Costa Neto vá até o fim
12:44dizendo que o plano A dele é Jair Bolsonaro.
12:48Porque, afinal de contas, ele quer manter a base bolsonarista
12:52que elegeu a maior parte dos seus 99 deputados federais.
13:18É manter o voto bolsonarista no ano para chegar à presidência da República
13:30não passa por ter Jair Bolsonaro como candidato a presidente,
13:37porque eles já acreditam que Jair Bolsonaro
13:40não conseguirá ser candidato no próximo ano.
13:43Portanto, o Tarcísio de Freitas, ele já é o plano B,
13:47se já não for o plano A.
13:50Nós ouvimos as análises do Márcio Coimbra,
13:53que é cientista político e CEO da Casa Política.
13:56Márcio, muito obrigada pela sua participação.
14:00Obrigado, Bil.
14:00Uma satisfação conversar contigo e Rodolfo nessa tarde.
14:04Volte sempre. Obrigada.
14:05Obrigada.
14:05Obrigada.
14:06Obrigada.
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