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  • há 4 meses
Orientações mostram como reconhecer sinais de sofrimento e apoiar quem precisa.
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Transcrição
00:00E hoje é o dia mundial de prevenção ao suicídio, um assunto delicado e sem dúvida
00:06extrema aí, né? De extrema importância. Vamos conversar agora sobre esse assunto
00:11com a médica psiquiatra, doutora Fernanda Júdice. Boa noite, doutora. Obrigada pela sua presença.
00:17Obrigada, é um prazer estar aqui novamente.
00:19Doutora, infelizmente uma doença que preocupa, não é frescura, como muitas pessoas pensam.
00:25E é importante ficar atento aos sinais em qualquer idade, né? Criança, adolescente, idoso.
00:31Em qualquer idade e nem sempre dão sinais. Isso é o mais importante.
00:36Ficar atento que nem sempre essas pessoas vão lhe dar sinais.
00:39Mas tem que, ao mínimo sinal possível, é importante ficar atento.
00:42Ao mínimo sinal possível, com certeza, completamente importante dar valor aos sinais do suicídio.
00:47E procurar um atendimento, um profissional.
00:50Sim, logicamente. Se a pessoa já tentou o suicídio, já está numa situação muito grave, SAMU 192.
00:56Antes que isso aconteça, prevenção.
00:59Tem o CVV 188, o Centro de Valorização à Vida, né?
01:04Que é gratuito, sigiloso.
01:06E existe para essas pessoas que estão na iminência da morte, desesperadas,
01:10querendo uma palavra de acolhimento e não sabem com quem falar.
01:13E aí existe o CVV, existe a família para a pessoa procurar, existem os amigos.
01:20Depende muito da situação que a pessoa está inserida.
01:23E é importante, né? A família, esses amigos, ficarem atentos mesmo e buscar, e dar, oferecer ajuda.
01:29Porque a pessoa fica, né? Fica, muda, fica um pouco diferente.
01:33E é importante também o tratamento com psiquiatra e psicólogo.
01:37Tem muita diferença.
01:38Porque o psicólogo, ele não pode te atestar que você tem uma doença.
01:43O psicólogo, ele está ali para te dar um acompanhamento terapêutico, uma conversa, uma terapia comportamental.
01:53Ele não vai te dar um sídio, um diagnóstico.
01:55O psiquiatra, o médico, ele vai te dar um sídio, um diagnóstico, ele vai ser capaz de te prescrever.
02:01Coisas que o psicólogo, infelizmente, não é capaz, mas que também é capaz de fazer grandes outras coisas
02:06que nós, médicos, não somos capazes.
02:08Cada um tem a sua função, dependendo do seu cargo.
02:14E é importante medicar, não é isso?
02:16E o uso, normalmente, da medicação é um uso contínuo ou não?
02:21Então, nem sempre é importante medicar.
02:23Depende, se você está falando de uma pessoa que já está prestes a comer suicídio,
02:28ela já está depressiva, muito grave, a chegar a esse ponto, ela já deveria estar medicada.
02:33Agora, se for uma pessoa que está nos primeiros sinais da depressão, os primeiros sinais de ansiedade,
02:43nem sempre essa pessoa...
02:44O microfone está só, o cabelo aqui.
02:47Nem sempre essa pessoa vai precisar ser medicada.
02:50Então, depende do grau, do nível de ansiedade, do nível da depressão que a pessoa está.
02:55É importante mesmo ter esse cuidado.
02:58E adolescente, rede social, também os pais devem ficar atentos a isso?
03:02Isso acaba influenciando?
03:04Com certeza.
03:05Rede social é a questão que mais está gerando complexo de inferioridade, comparação.
03:12Então, isso é um fator muito importante que está gerando depressão, ansiedade nas pessoas.
03:18Principalmente nos adolescentes.
03:20Adolescentes.
03:20Adultos e idosos são outros fatores.
03:23Cada idade é um fator que determina um grau de depressão, um grau de ansiedade.
03:29Depende muito da idade.
03:30E adolescentes, costumam dar sinais?
03:34Dão, mas eles são vistos como rebeldes, né?
03:37Se trancam no quarto.
03:39E aí falam que é rebeldia e eles ouvem frases que não deveriam ser ouvidas, como
03:44é frescura, sai do quarto, ou para com isso, ou respira fundo, amanhã é um novo dia.
03:51Apesar de ser verdade, respirar fundo, amanhã é um novo dia, é mais...
03:55Essas frases clichês nem sempre vão ajudar.
03:59Não, doutora.
04:00Pode concluir.
04:01Não vão mais atrapalhar, às vezes, do que ajudar.
04:02Doutora, e como diferenciar a tristeza da depressão?
04:07Porque tem pessoas, tem um momento de tristeza, a pessoa que às vezes não está bem naquele dia,
04:11mas quando essa tristeza é prolongada, como avaliar a depressão e também a ansiedade,
04:17essa diferença?
04:18Porque também é natural, né?
04:19A ansiedade, às vezes, a pessoa, uma adolescente, vai apresentar um trabalho na escola,
04:23fica ansioso.
04:23Mas quando que, né?
04:25Aquele, olha, já agora é preocupante, precisa de acompanhamento médico.
04:29Eu diria que o tempo da manifestação dos sintomas, a recorrência, né?
04:34Se é duas semanas, se é um ano, se são três anos sentindo isso, depende muito do tempo
04:40e da frequência.
04:41Porque a ansiedade todo mundo tem.
04:43É comum, todo mundo tem uma ansiedade leve e a moderada.
04:47Agora, a moderada grave, com pensamentos suicidas, como estamos falando da prevenção do suicídio,
04:52aí já merece muita atenção.
04:55É uma pessoa que já está sofrendo há muito tempo.
04:57É uma pessoa que você olha e vê ela sorrindo e não sabe o que ela está passando.
05:02É uma pessoa que você...
05:03Pode ser uma pessoa que você...
05:05Ah, aquela pessoa ali nunca vai fazer isso.
05:08Talvez é ela que faça.
05:10O idoso também, às vezes, aposenta, fica em casa ansioso.
05:13O idoso é muito diferente, porque as coisas manifestam muito diferente nos idosos.
05:18Por quê?
05:18Geralmente, eles ficam mais isolados, eles demonstram uma dor inespecífica, um sintoma
05:28totalmente inespecífico.
05:30Nem um pouco, assim, que você diria, isso é ansiedade.
05:33Geralmente, não é uma coisa tão específica.
05:36Então, o idoso tem que ter muito cuidado, porque geralmente é um quadro de depressão,
05:40de ansiedade que você jamais imagina que é.
05:42E é importante atividade física também para todas as idades.
05:44Muito importante para todas as idades, adolescentes, jovens, idosos, até os mais novinhos.
05:51Está vendo como que a atividade física ajuda, né?
05:54Previne muitas doenças, inclusive as doenças mentais.
05:57Com certeza.
05:57Muito obrigada, doutora Fernanda e Júlia.
05:58Obrigada, Manoel.
05:59Muito obrigada pela participação.
06:01Obrigada.
06:01Vamos torcer aí para que as pessoas realmente busquem ajuda, né?
06:04Com certeza.
06:05Todos têm que buscar ajuda.
06:06Muito obrigada, doutora.
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