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Luciano Amaral, CEO da Benx Incorporadora, fala sobre os efeitos dos juros altos no setor imobiliário e explica como o foco em empreendimentos de altíssimo padrão, como o Parque Global, tem garantido resiliência mesmo em um cenário econômico adverso. Já Bruno Patriani, CEO da construtora Patriani, revela como pretende revolucionar a construção civil no Brasil com o uso de robôs humanoides nos canteiros de obras.

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00:01Olá, boa noite, está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:08E no programa de hoje, uma edição focada no setor imobiliário.
00:13Vamos receber Bruno Patriani, CEO da companhia que leva o seu sobrenome e que, entre várias novidades,
00:21anuncia o investimento na compra de robôs humanoides para auxiliar as obras.
00:27Vamos receber também Luciano Amaral, CEO da Banks, uma incorporadora que toca o maior complexo imobiliário da América Latina.
00:38Eu sou Bruno Meir e seja muito bem-vindo ao Show Business, que começa em instantes.
00:43Ele comanda a Banks, incorporadora do Bueno Neto, um grupo que começou pequeno e hoje toca o maior complexo imobiliário da América Latina.
01:08Nós vamos conversar neste bloco do Show Business com Luciano Amaral, CEO da Banks, incorporadora.
01:16Luciano, obrigado pela presença em nosso estúdio e eu vou começar sendo muito direto.
01:22Em um país com taxa de juros a 15% ao ano, como andam as vendas do setor imobiliário?
01:32Muito obrigado pelo convite, queria agradecer a todo o grupo da Jovem Pan, você especialmente, Bruno.
01:40Prazer grande estar aqui.
01:42E eu digo que os juros têm uma influência no mercado imobiliário no seguinte range para mim.
01:51Juros de 5% a 8% o mercado voa, voa.
01:56De 8% a 10% é plana.
02:00De 10% a 12% é difícil, acima de 12% é muito, muito, muito danoso para o nosso mercado.
02:10Então, você começa com a pergunta dos 15% de juros.
02:15Eu respondi de uma maneira diferente, mas vou falar como estão as vendas no mercado imobiliário de São Paulo.
02:25Vou falar especificamente de São Paulo, onde a gente atua e capital São Paulo.
02:30Essa cidade tem uma dinâmica muito especial, muito diferenciada do resto do país.
02:38E comparável às grandes cidades do mundo, né?
02:43E São Paulo tem três mercados que são bastante resilientes, né?
02:50O primeiro é a quantidade de pessoas que casam e se separam.
02:55É mesmo?
02:56Porque as pessoas que casam, geralmente, dão demanda para o mercado imobiliário.
03:02E quando se separam, ou um fica na casa e o outro vai procurar outra casa,
03:07ou os dois vendem e vão procurar duas casas e, geralmente, não voltam para as casas dos pais.
03:12E isso vai aquecendo o mercado.
03:15Este é um mercado resiliente.
03:19É só você ver o número...
03:20Do casa e descasa, é isso?
03:21Casa e descasa.
03:23Muito bom.
03:24O segundo mercado são as pessoas que vêm de fora de São Paulo, do interior e dos outros estados,
03:33para estudar ou trabalhar em São Paulo.
03:37Eu, baiano, tenho dez filhos...
03:42Você tem dez filhos?
03:43Não, de amigos meus.
03:44Ah, tá.
03:45E de primos e de tios, que moram em São Paulo e deram origem a dez unidades de mercado imobiliário.
03:54Seja comprando, seja alugando.
03:56É mercado imobiliário.
03:58Então, a quantidade de pessoas da Bahia, por exemplo, que vêm, que estão em São Paulo,
04:03seja morando em São Paulo, por estudo ou por trabalho, é enorme.
04:10Isso você pode permear por todos os estados do Nordeste e do Centro-Oeste e até do Sul.
04:17E do interior de São Paulo, quanta gente vem.
04:20Você vai na SPM, na faculdade SPM, você vai ver que 50% que estudam na faculdade SPM é fora de São Paulo.
04:26É incrível isso.
04:27Então, esse é o segundo mercado.
04:29Terceiro mercado são pessoas que querem ter, por negócio, que vêm a São Paulo todo mês e gostam de ter uma base aqui.
04:39Então, esses três mercados, eles não estão dependendo do juros de 15%.
04:44Eles existem.
04:45Eles acontecem.
04:46Eles existem, eles acontecem, essa demanda.
04:48Essa demanda só existe na cidade de São Paulo.
04:51Agora, quando você fala que a partir dos 12% o mercado imobiliário brasileiro fica muito difícil,
04:59eu logo me questiono, né?
05:01Como sobreviver?
05:03E eu imagino um pouco a sua resposta, porque vocês têm buscado cada vez mais o público mais abastado.
05:13Os ricos entre os ricos.
05:16Isso é algo que tem acontecido nos últimos tempos com vocês.
05:21Por que essa decisão?
05:22Porque os ricos entre os ricos não existe crise nessa classe?
05:29Ela sofre muito pouco.
05:33O mercado de altíssimo...
05:36Eu quero aqui fazer uma observação que se existe mercado de alto padrão e altíssimo padrão.
05:43São duas coisas diferentes, né?
05:46O mercado de altíssimo padrão, que eu considero...
05:49Onde vocês estão inseridos.
05:50Exatamente.
05:50São apartamentos que custam acima de 30 mil, 40 mil ou metro quadrado.
05:57Então, estamos falando de apartamentos de 15 milhões para cima.
06:02É o altíssimo padrão em São Paulo.
06:04Este comprador, este público, ele cresceu nos últimos tempos.
06:10E também vou fazer aqui algumas colocações desse novo público de altíssimo padrão.
06:17Então, ele sofre muito menos.
06:20Muito menos.
06:21Porque ele tem um patrimônio bem protegido e uma capacidade financeira bem protegida.
06:33Então, ele sofre muito menos.
06:34Por isso que a gente foi para esse mercado.
06:38E em São Paulo, nós tivemos, nos últimos 10 anos, 10 a 15 anos, novos clientes do altíssimo padrão.
06:48Vou dizer aqui alguns novos clientes do altíssimo padrão.
06:52Fora as famílias tradicionais ricas.
06:56Mas essas famílias, que são ricas há 20, 30, 40 anos, 50 anos.
07:03Grandes grupos, Altorantim, Gerdau e outros.
07:11As famílias vão crescendo.
07:14Eram três.
07:16Na segunda geração viraram seis.
07:18Na terceira viraram 12.
07:22E na quarta, 24.
07:24Todas essas pessoas são riquíssimas.
07:28Mas não são três.
07:30Você precisa dar moradia aos 24.
07:31Então, esse é o primeiro.
07:34Nós temos grupos aí no mercado industrial e financeiro, setor.
07:41Já está na quarta geração, gente.
07:43Quarta geração.
07:45Haja apartamento de altíssimo padrão.
07:47Primeiro.
07:48Segundo.
07:50Muitas empresas de mercado financeiro.
07:54Setor financeiro.
07:57Esse setor adquiriu uma dinâmica muito forte.
08:00Porque esse país é incrível, Bruno.
08:03Com todo esse momento difícil que nós estamos vivendo.
08:08De juros.
08:10Crise entre os poderes.
08:12O maior país do mundo brigando com a gente.
08:17O maior país.
08:17Você não briga com o maior país do mundo, gente.
08:20O mais forte do mundo.
08:21Brigando com a gente.
08:22Um ex-presidente popular sendo preso.
08:30Todas essas duas guerras acontecendo no mundo, que complicam bastante, principalmente o comércio, a logística de comércio mundial.
08:38A Rússia, a Ucrânia.
08:42Palestina.
08:43Enfim.
08:44Israel.
08:44E nós ainda vamos crescer.
08:48Incrível isso, né?
08:49Eu ontem falava num outro evento, né?
08:54Dessa capacidade que o Brasil tem.
08:56Nós estamos entre as dez maiores economias do mundo e as dez maiores populações do mundo.
09:01E somos um país super receptivo.
09:04Luciano, você falou de valor.
09:07A nossa audiência gosta de ouvir valor também.
09:10Qual que é o apartamento mais caro do Brasil?
09:15Essa é uma pergunta de um milhão de dólares.
09:18Já que você está falando em valor, vou dizer que é uma pergunta de um milhão de dólares.
09:20Eu diria que, no meu conhecimento, em torno de 150 milhões de reais.
09:28150 milhões de reais.
09:30Esse apartamento está em São Paulo.
09:33Com certeza.
09:33Esse apartamento é vendido por você?
09:36Nós temos um apartamento, uma cobertura de um dos prédios, que já foi vendido, mas o cliente pede na revenda 150 milhões.
09:45150 milhões de reais.
09:48Para mim é uma novidade isso que você está falando, porque eu tinha uma informação que você tinha um apartamento de 140 milhões de reais em São Paulo.
09:59A faixa de preço dos seus apartamentos que você comanda vai do quê?
10:05Os altíssimos padrões começam com 20, 24 milhões de reais e vão até 120, 140 milhões de reais.
10:15Essa faixa dos 100 milhões de reais, 100, 120, 140, 150 milhões de reais, quem é o comprador?
10:25Você está falando das famílias tradicionais brasileiras, das grandes companhias, mas assim, tirando essas famílias tradicionais.
10:32Mercado financeiro.
10:33Mercado financeiro.
10:34Mercado financeiro.
10:37Grandes profissionais liberais que tiveram grande sucesso.
10:41Eu vendi recentemente, recentemente não, ano passado, um apartamento a um advogado por 60 milhões de reais.
10:49E Bruno, eu leio, eu leio bastante, eu leio o valor, eu leio o estado, eu leio, eu leio, né?
10:54Leio internet e tal.
10:57E nunca tinha ouvido falar desse advogado.
11:02Incrível.
11:03Eu nunca, eu nunca, o cara estava, a pessoa estava comprando um apartamento de 60 milhões de reais.
11:10Vendi recentemente um apartamento duplex por 46 milhões de reais.
11:19Um mercado financeiro, mas também que nunca tinha ouvido falar.
11:25São dois exemplos que eu estou te dando.
11:27Então, grandes profissionais liberais e pessoas que venderam as suas empresas.
11:32Ah, tá.
11:32Houve uma abertura de mercado muito grande.
11:35O Brasil é um país extremamente atrativo.
11:38Tem os seus problemas, não vamos aqui, não estou falando aqui de problema, mas...
11:42O Brasil é um país bastante atrativo, porque ele é um país, ele não tem guerra.
11:46Ele não tem terremoto, ele não tem tsunami, é um país que não tem, né?
11:52Ele é um país, é um país que ele é receptivo para o estrangeiro, diferente de outros países, né?
11:59Tem dificuldades, dificuldade de língua e outras coisas.
12:02De cultura, o Brasil não.
12:04Então, você tem também muita gente que vendeu, principalmente no digital, que vendeu suas empresas para fundos de private equity e ficaram líquido.
12:20Bastante líquido, com bastante dinheiro.
12:22É um outro mercado que compra esse tipo de imóvel que a gente está falando.
12:28Deixa eu chamar a atenção da Benx, porque vocês são os responsáveis pelo Parque Global.
12:35O Parque Global simplesmente é um mega empreendimento imobiliário de São Paulo.
12:40A gente está com uma audiência nacional, então muita gente não sabe o que é o Parque Global.
12:45Eu queria que você explicasse para a nossa audiência o que foi essa ideia de vocês de construir, não um prédio, ou dois, ou três prédios,
12:59mas um ecossistema ali que você tem um hospital de ponta, você tem um shopping, você tem tudo ali no meio do bairro do Morumbi, né?
13:09Bairro do Morumbi.
13:10De onde veio essa ideia, Luciana Amaral?
13:12O empreendedor empresário, ele tem que sonhar grande, né?
13:22Diziam alguns empresários que sonhar grande dá o mesmo trabalho de sonhar pequeno, então sonhem grande.
13:29Então o Parque Global é fruto de um grande sonho de um empresário, o Dalberto Bonnetto, meu sócio,
13:36que comprou esse terreno em 2003, né?
13:40E aí foram vários passos, vários obstáculos até chegar ao que nós temos hoje.
13:49Eu costumo dizer que existem três projetos disruptivos no mercado de São Paulo nos últimos 40 anos.
13:59Essa palavra é uma palavra que está na moda, eu não gosto de usar, mas vou usar, tá?
14:04Porque disruptivo é aquele projeto onde jamais se pensou em fazer o que se fez.
14:11Existem grandes projetos em São Paulo, grandes.
14:15Jardim das Perdizes, Vila de Panambi, Parque da Cidade, Place de Voz, grandes.
14:20Parque Alto de Pinheiro.
14:21Disruptivo existem três nos últimos 40 anos.
14:24Cidade Jardim, morro, se coloca um shopping sem ar-condicionado,
14:37num país tropical, vai dar errado, vai dar errado.
14:41Shopping é lugar de conforto, num país tropical, se colocar um shopping...
14:45E foi o oposto.
14:46Com as maiores grifes.
14:49E se coloca nove torres residenciais com 321 apartamentos, conjunto habitacional.
14:54Conjunto habitacional.
14:55Ninguém vai querer morar.
14:56E foi o oposto.
15:00Cidade Matarazzo.
15:01Não, mas só nesse caso, deixa eu observar esse caso.
15:05Por que você acha que deu certo, sendo que todos os conceitos que você está falando
15:09era para ter dado muito errado?
15:11E ainda com o Rio, ainda, ali na frente, né?
15:15O Rio Pinheiros, ali na frente.
15:16É fácil falar depois, né?
15:20Já está pronto, né?
15:26Eu acho que a estratégia de fazer o shopping, primeiro,
15:34um shopping super inovador, né?
15:37Trazer grifes que não existiam em São Paulo.
15:42Ou que tinham uma loja no máximo.
15:45Muitas grifes internacionais.
15:48Né?
15:49É um conceito muito inovador.
15:52O menor apartamento desses 321 tinha 240 metros com duas suítes.
15:57Um apartamento de 300 metros tinha três suítes.
16:00Então, naquela época, apartamento de 240 eram quatro suítes.
16:03Ele foi lá e fez de duas suítes.
16:05O de 300 metros era de quatro suítes.
16:07Ele foi lá e fez três suítes.
16:08Então, é todo um conceito inovador que deu certo, tá?
16:13Shopping é um sucesso.
16:15Remou, mas é um sucesso.
16:17Segundo projeto, Cidade Matarazzo.
16:19Todos conhecem Cidade Matarazzo.
16:21Era uma maternidade tombada, a parte tombada.
16:27Que é incrível esse negócio.
16:28Que a Previ ficou durante muito tempo, 20 anos, tentando vender esse terreno.
16:32Não vendeu.
16:33Existiam seis hotéis cinco estrelas do lado de lá da Paulista.
16:37Cadoro, Brasilto, Cromplaza, Maxwood, Cisa Park e Della Volpe.
16:48Todos esses seis hotéis acabaram.
16:53Seis hotéis acabaram.
16:55Foram para o lado de lá do Jardins.
16:57Ou, no caso do Unique Garden.
17:00Ou foram para o Itaim.
17:03Ou foram para Chuque Zaidan com Berrini.
17:08Vem um cara e bota lá o hotel mais sofisticado do Brasil.
17:12Vai dar errado.
17:13Se todo mundo saiu, por que você vai botar?
17:16Tá lá o projeto.
17:17Vão lá e vejam.
17:18Parque Global.
17:20Era um terreno, bota fora do Rio Pinheiros, da Eletropaulo.
17:25Que todo mundo achava que era o estacionamento do supermercado Paz Mendonça,
17:28antigamente, e supermercado Extra, recentemente.
17:31Nós vamos lá, criamos um bairro.
17:35É um bairro, exatamente.
17:36Criamos um bairro.
17:38Criamos o conceito de cidade em sete minutos.
17:42Então, você tem residencial de vários tamanhos, né?
17:47Começa com setenta e sete até oitocentos metros.
17:51Você tem um shopping center que o shopping no Brasil se desenvolveu de uma maneira fantástica.
17:56O shopping não é loja.
17:57Quem achar que o shopping é loja hoje está errado.
17:59O shopping é o quê?
18:00É uma experiência.
18:02Tá.
18:02Shopping tem...
18:03Você tem hoje desde cabeleireiro.
18:08Você tem até, às vezes, faculdade.
18:10Você tem centro médico.
18:11Você tem toda a questão de serviço.
18:14Você tem uma academia.
18:17Você tem não sei quantos restaurantes.
18:19Cinema, teatro.
18:21É um ecossistema espetacular, né?
18:25Todos os serviços.
18:27E o brasileiro ama shopping.
18:30Eu lembro de meu pai, que eu detestava e detestava...
18:33Ele já faleceu, mas detestava a loja.
18:34Odiava a loja.
18:36Depois de velho, meu pai vivia no shopping.
18:39E eu perguntei a ele um dia.
18:40Meu pai, o senhor odiava a loja.
18:42Por que o senhor vai pra shopping todo fim de semana?
18:44Ah, meu filho é ótimo.
18:45Eu sento, tomo um café, tem ar-condicionado, para o carro.
18:49Quer dizer, né?
18:50Então, o shopping está inserido.
18:52E a gente faz isso.
18:54Bota o hospital mais avançado da América Latina, junto com a parceria com o Einstein,
19:00de hematologia, um centro de oncologia e hematologia.
19:02Centro Médico Triple A, um hotel, uma faculdade, uma escola bilingue.
19:07Ou seja, é um bairro, né?
19:09É um bairro.
19:09É quase um bairro dentro de um outro bairro.
19:13E é um... a gente recebe gente desde vários países.
19:18Nós temos 25% dos clientes que são de fora de São Paulo.
19:21É mesmo?
19:2225%.
19:22Mas é investidor?
19:24Investidor e morador.
19:25Tá, e morador.
19:26Muita gente do interior e muita gente do centro-oeste.
19:30Mas olha só, isso que você está contando para a nossa audiência, né?
19:33De você criar um bairro dentro de um bairro, né?
19:37Junto com um hospital de ponta, uma universidade, um shopping.
19:43Ou seja, a sua vida fica ali naquele ecossistema, vou chamar assim.
19:48Você... a ideia, o início, a gênese desse projeto foi por uma percepção de vocês,
19:58de mudança de comportamento da sociedade, de uma parcela da sociedade?
20:04As pessoas estavam buscando o quê?
20:06Ou estão buscando o quê a partir da construção desse empreendimento?
20:12Vários atributos, mas o conceito da pessoa poder fazer ali...
20:23Fazer a sua vida, né?
20:24Sua vida.
20:27Sem depender muito do automóvel, que a gente sabe a dificuldade que é São Paulo
20:36de se deslocar de automóvel, né?
20:39Tem um peso muito grande na qualidade de vida e na dinâmica de cada um.
20:46E a pessoa imaginar que ele tem...
20:48Se o filho é pequeno, ele tem uma escola para botar.
20:51Vai ter alguma universidade.
20:53A questão hospitalar vai ter PA, pronto, um centro diagnóstico.
20:57Ou seja, tudo está ali.
20:58O shopping tem todas as facilidades, né?
21:01Ele desce, ele vai tomar um café.
21:04Ele desce, vai para um restaurante.
21:06Ele desce, ele vai comprar algum presente.
21:09Ele vai no cabeleireiro.
21:11Ele vai na academia.
21:13Se não tem no prédio, mas ele quer fazer uma academia diferente, né?
21:16Ele tem toda essa gama de serviços.
21:19Vai jogar na loto, se quiser, né?
21:21Vai tomar um sorvete.
21:23Milhões de coisas que tem.
21:24Vai ser um shopping, realmente, de um mix muito bem estruturado.
21:30Então, tudo isso, quando ele imagina que ele vai ter tudo isso, leva ele...
21:37Quer dizer, é aqui que eu quero morar.
21:39E lógico que foi super bem embalado, foi super bem...
21:43As vendas foram boas?
21:47Sabe aquele negócio que a gente diz, putz, se falar muito, estraga?
21:52É mesmo?
21:53As vendas foram espetaculares.
21:54É, é.
21:55Mas está tudo vendido ou não?
21:57A primeira fase, que são 630 unidades, faltam 30 unidades só, que a gente até o final do ano vai acabar.
22:07E eu levei um empresário lá, uma vez, que não só é bem vendido, mas bem vendido economicamente.
22:15A gente conseguiu vender o Parque Global por o dobro do preço de qualquer apartamento ao redor do Parque Global.
22:24Isso é incrível.
22:25Agora, pergunta de um milhão de reais, porque você citou aí uma das perguntas, que é uma pergunta milionária.
22:35Quais os planos para exportar essa ideia do Parque Global em outras capitais, em outras cidades brasileiras?
22:44Tem essa ideia?
22:44Bruno, excelente pergunta, eu só não posso dizer que você foi o precursor desta pergunta, porque a gente...
22:54Porque tem muita gente perguntando isso?
22:55Já recebemos dois convites.
22:59Já receberam?
22:59Dois convites durante esse tempo, esses últimos...
23:02Quais estados, quais cidades?
23:03Para um estado do Nordeste e um do Centro-Oeste, Goiás e Bahia.
23:08E nós estamos, nesse momento, iniciando um trabalho na Benx de planejamento estratégico.
23:19Contratamos uma consultoria para fazer os próximos cinco anos, Benx próximos cinco anos.
23:24E com certeza, esta sua pergunta vai ser respondida nesse planejamento estratégico.
23:32Mas existe, com certeza, existe provocações internas, provocações externas.
23:37E o Parque Global virou um case, virou um exemplo, virou referência.
23:44Eu diria até mais do que nacional.
23:47Luciano, a Benx vai abrir capital?
23:50Eu diria, eu vou responder essa pergunta, a Benx está preparada estruturalmente para isso.
24:03A Benx tem uma...
24:05Alguns, vou dizer, alguns...
24:10Citar algumas coisas importantes para quando você pensa em abrir capital.
24:15Os investidores pedem isso.
24:16A auditoria de uma das Big Four.
24:20Nós estamos auditados pela UI.
24:22Modelo capital aberto.
24:25Então, nós já temos isso.
24:26Já há algum tempo.
24:29Conselho de administração com conselheiro independente.
24:34Dois conselheiros independentes.
24:37Comitê de RH.
24:38Cuidar de pessoas.
24:39Comitê de gente.
24:42Comitê de investimento.
24:44Aprovação de investimento.
24:45Comitê de clientes.
24:49Cuidar dos clientes.
24:50Sem clientes você não existe.
24:52Então, a gente tem já uma estrutura de report, de acompanhamento dos empreendimentos.
25:02Padrão empresa de capital aberto.
25:04Até porque nós temos vários sócios que são fundos de investimento e que nos levou a nos aperfeiçoar nesse report e nessas características.
25:15Você pode falar para a nossa audiência.
25:18Eu acredito que tem muita gente aí.
25:20Muito corretor, inclusive, que está nos assistindo nesse momento.
25:24Qual que é o segredo da boa venda no setor?
25:27Eu ia falar do setor, mas eu acho que venda mesmo.
25:31Você, o bom vendedor, ele vende talvez qualquer coisa.
25:34Sim, isso está mudando bastante.
25:37Complementando a minha resposta, a dinâmica de venda está mudando bastante.
25:48Então, o corretor, para mim, ele tem que cada vez mais saber o que ele está vendendo.
25:59Ele vai se diferenciar por isso.
26:01Ele tem que conhecer aquele produto no detalhe.
26:06No detalhe.
26:08Principalmente se for autismo padrão.
26:11Ele tem que saber a marca do equipamento do fitness.
26:16Ele tem que saber a tecnologia que a gente está usando na sauna.
26:21Ele tem que saber o material de revestimento do lobby.
26:27Ele tem que saber a obra de arte que vai ser colocada.
26:29Então, para mim, o grande segredo da venda, a lógica, a empatia, a conversa, isso é sempre...
26:38O carisma.
26:39É, o carisma.
26:40A empatia de um baiano?
26:41Não, todo mundo...
26:42A empatia de um baiano?
26:44Todo mundo seria um bom vendedor, né?
26:46E a empatia é uma coisa que você nasce.
26:48Mas, eu acho que o corretor tem que saber cada vez mais do produto.
26:58Porque, como você falou e eu confirmei, o mercado se tornou mais exigente.
27:04Eu falei de Bahia.
27:05Há quanto tempo você deixou a Bahia e veio para São Paulo?
27:08Em 1990, 35 anos.
27:11Em 1990.
27:12Mas nunca deixou direito a Bahia?
27:14Não, eu tenho minha mãe, meus irmãos, amigos lá.
27:20Agora eu vou lá, agora em setembro.
27:22Eu vou três vezes por ano.
27:24Três a quatro vezes por ano.
27:25Luciano pergunta clássica aqui no Show Business.
27:29Quem são as suas referências como empresas?
27:33Como empresários, né?
27:34Referências no mundo dos negócios e na vida.
27:38Eu sempre admirei duas empresas no mundo.
27:50Uma mais antiga e uma mais nova.
27:55Então, a mais antiga é a Disney.
28:00Para mim, eu tive experiências pessoais na Disney
28:05que me fizeram olhando, e eu não estou falando de experiência profissional,
28:12experiência pessoal como criança, experiência pessoal como empresário.
28:18Olhando a cabeça de empresário.
28:19Então, isso me impressionou.
28:23Isso marcou a minha vida.
28:26Já li vários livros sobre a Disney.
28:28Já contratei gente que fala sobre a Disney, que são treinados na Disney.
28:34Então, a Disney seria o meu número um.
28:36E a segunda empresa, né?
28:42Chama-se Apple.
28:45Eu li alguns livros da Apple, vi o filme,
28:49e algumas coisas me marcaram, né?
28:53Tipo, a Apple cria produto que as pessoas não achavam que precisavam.
29:05Essa é uma frase.
29:06E a preocupação do Steve Jobs, que é o grande, já morreu,
29:13mas é o grande mentor disso, com a embalagem do produto.
29:19Com o design, né?
29:21Impressionante.
29:22E eu, quando abro um produto da Apple,
29:25você vê cada detalhe.
29:28Eu digo, puta, isso eu li.
29:30E é verdade.
29:32Então, essas duas empresas.
29:34Excelentes exemplos aí.
29:36Quer dizer, de um lado a Disney e do outro a Apple.
29:41Muito bom.
29:42Muito bom.
29:42E isso você usa no seu trabalho?
29:44Sim.
29:45Sim.
29:46E a Disney, pra mim, é cliente, cliente, cliente.
29:50Encantar o cliente.
29:51Encantar o cliente.
29:53Encantar o cliente.
29:54E a Apple é a preocupação com o detalhe.
29:58Muito bem.
30:00Nós recebemos, neste bloco do Show Business,
30:03Luciano Amaral, CEO da Banks Incorporadora.
30:08Luciano, obrigado pela presença aqui no Show Business.
30:11Obrigado, Bruno.
30:12Experiência.
30:14Eu sou apaixonado pelo que eu faço.
30:17Então, como eu sou apaixonado pelo que eu faço,
30:19fica fácil falar pra mim do que eu faço.
30:22Então, muito obrigado aí pela oportunidade.
30:25Tô sempre à sua disposição.
30:26Obrigado.
30:27E o Show Business faz uma breve pausa e volta em instantes.
30:37Ele comanda a Patriane, uma construtora criada em 2012 em Santo André
30:44e que faz imóveis residenciais e comerciais de alto padrão.
30:49Nós vamos conversar neste bloco do Show Business com Bruno Patriane,
30:54CEO da companhia que leva o seu sobrenome.
30:58Obrigado, Bruno, pela presença aqui em nosso estúdio.
31:02E o Bruno, a Patriane, vem aí com uma grande novidade.
31:05Uma grande novidade, inclusive, aqui para o programa,
31:08pois a construtora vai investir em robôs humanoides
31:14para ajudar nas obras, nas construções.
31:19Bruno, por que essa ideia de colocar robô na obra?
31:24É verdade, Bruno.
31:25A gente vê um apagão de mão de obra, não só no setor imobiliário,
31:30mas no país como um todo.
31:32E eu conversando com muitos clientes,
31:34a gente aprende muito conversando com nossos clientes
31:36que são empresários, industriais, comerciantes.
31:40A mão de obra, a falta de mão de obra é geral.
31:43E um dos papéis da construção civil
31:46é automatizar e trazer um pouquinho mais de inovação
31:50e tecnologia para os canteiros,
31:52que ainda assim não é um mercado muito tecnológico nos canteiros.
31:57E aí a gente veio com essa ideia de trazer humanoides
31:59que farão serviços mais repetitivos dentro dos prédios.
32:03Claro que a gente vai ter um momento de pesados repetivos
32:07e que a gente, claro, a gente vai ter um tempo de aprendizagem disso
32:12e ver como é que a gente faz.
32:13Mas nós já estamos atrás de trazer alguns fabricantes
32:17e ainda para o ano que vem.
32:18Mas está fechado o negócio?
32:20Ou vocês estão analisando com fabricantes de robôs?
32:23Como é que está esse processo agora?
32:26A gente tem algumas opções, mas todas elas bem maduras.
32:30Então nós já imaginamos para 2026 trazer novidades
32:34e já implantar nos canteiros.
32:36Mas isso é inédito?
32:38Falando de setor imobiliário brasileiro,
32:40isso é inédito ou isso tem sido comum?
32:45Olha, eu não conheço, do jeito que a Patrini desenha
32:48para começar já até o final de 2026 já implantado e funcionando,
32:53eu não conheço nenhuma outra construtora que esteja fazendo.
32:56Mas eu imagino que lá fora tem muitas que fazem isso.
32:59Colocam robôs...
33:00E quando a gente fala de robô humanoide,
33:03a gente pensa, por exemplo, nas gigantes de tecnologia.
33:06A gente pensa numa Amazon.
33:09A Amazon, nos centros de distribuição espalhados pelo mundo,
33:12tem os robôs que fazem isso que você está falando.
33:16Faz o trabalho repetitivo, faz o trabalho pesado mesmo.
33:22O curioso da sua companhia, da sua construtora,
33:26é que você vai colocar agora na obra os robôs humanoides.
33:29É, isso aí.
33:30Nas obras na China, na Europa, já funciona bem.
33:34Se a gente olha um pouquinho para fora,
33:36a gente consegue aplicar muita coisa aqui nos canteiros do Brasil.
33:41Não por conta só da falta de mão de obra também,
33:44que há uma fuga da mão de obra dos canteiros,
33:47mas também para trazer inovação e tecnologia para os canteiros.
33:50A gente acha que a construção civil tem sede por isso.
33:54Então, a gente vai apostar um pouquinho nisso
33:57e com certeza teremos bons frutos.
33:59Agora, vai ter demissão?
34:01Vai ter uma substituição aí dos robôs?
34:06Na verdade, uma substituição de mão de obra humana pelos robôs?
34:11Não.
34:11Não?
34:12Não, não tem nem como, né?
34:14O que vai haver, provavelmente,
34:16quando nós já estivermos mais maduros,
34:18vai ser uma alteração do trabalho.
34:19Eu vou precisar de gente para gerenciar esses robôs,
34:23para cuidar desses robôs.
34:24E serviço num prédio tem muito.
34:27O que vai acontecer é que, provavelmente,
34:30a gente faça o mesmo serviço mais rápido, por exemplo.
34:33Eu imagino.
34:34Bom, deixa eu chamar a atenção
34:35sobre os últimos três anos da companhia,
34:38porque os investimentos de vocês
34:42no interior de São Paulo,
34:44nos últimos três anos, foram muito altos.
34:46Eles tiveram mais de mil e trezentas unidades lançadas
34:51com um VGV de um bilhão e novecentos milhões de reais.
34:57Eu queria que você contasse para a nossa audiência,
35:00que é uma audiência nacional,
35:02como anda, por exemplo, o interior de São Paulo.
35:06Ele segue pujante, como sempre foi e como tem sido nos últimos tempos?
35:12Segue, Bruno.
35:13A Patrini desenhou, lá em 2012,
35:16um raio de 150 quilômetros ao redor de São Paulo.
35:19Então, a Patrini atua no ABC,
35:21aqui em São Paulo,
35:22e em cidades do interior até 150 quilômetros.
35:25Cidades como Sorocaba, Campinas,
35:28Jundiaí, São José,
35:29Indaiatuba,
35:30muito em Campinas,
35:31nossa segunda praça mais forte,
35:35fora o ABC e São Paulo, é Campinas.
35:37E o mercado imobiliário nessa região é fantástico.
35:40Inclusive, esse fim de semana, agora,
35:42a gente entrega o Sirius em Campinas,
35:46que é a torre mais alta da cidade,
35:48com 42 andares e, em cima, um rooftop com vista 360 para a cidade toda.
35:53E o prédio todo fechado, todo vendido, lindo.
35:57É um prédio icônico, o mais alto de Campinas,
36:00que é uma das cidades mais importantes do interior paulista.
36:03E, ao mesmo tempo, nós temos um lançamento grande,
36:06que é um dos maiores da Patrini também,
36:08em Jundiaí, uma hora e vinte, uma hora e trinta de carro aqui da capital.
36:13E nós temos quatro decorados no estande,
36:16são 320 apartamentos,
36:18num condomínio altamente tecnológico também,
36:20com fazenda solar, elevadores regenerativos.
36:23Quando você fala em um prédio,
36:26um apartamento altamente tecnológico,
36:29eu me questiono,
36:31e talvez a nossa audiência também se questiona,
36:33é o que é um prédio tecnológico,
36:36um prédio com tecnologia dentro.
36:39Boa pergunta.
36:40A Patrini nasceu porque nós não víamos construções com alguma tecnologia.
36:46E o que difere um apartamento do outro, na verdade,
36:49no mesmo prédio ou endereços parecidos,
36:52é o que ele vem de tecnologia.
36:54Então, você imagina que no Patrini, por exemplo,
36:57já vem gerador que abastece o apartamento todo,
36:59ou boa parte do apartamento.
37:02O apartamento, ele já vem com as janelas blackout ligadas nesse gerador,
37:07a geladeira ligada no gerador.
37:09Então, se acabar a energia no bairro ou na rua, por exemplo,
37:11o morador não fica sem energia.
37:13E não é por causa da cervejinha,
37:15é por causa da carne, do alimento, do remédio.
37:18Quem toma remédio para diabetes, por exemplo,
37:20não pode ficar na dúvida se acabando a energia,
37:22o remédio está ou não fazendo efeito ainda.
37:26Então, a gente pensa muito como é que a família vai morar,
37:28como é que a família vai viver daqui 10, 15 anos.
37:31Eu não sou engenheiro, o Walter não é engenheiro.
37:33O nosso papel é desenhar como é que as famílias estão se moldando
37:36para viver daqui 15, 20 anos.
37:39A própria mudança para a energia, para carro elétrico.
37:43Então, nós já estudávamos isso, mesmo há 4, 5 anos atrás.
37:47Nós já temos prédios entregues há 4, 5 anos atrás
37:50que já tem algumas vagas elétricas moldadas para a recarga de veículo elétrico.
37:54Nós temos a Fazenda Solar, outra energia limpa, bem legal também.
37:59A Fazenda Solar são placas solares que a gente coloca no topo dos prédios
38:03e o sol bate nessas placas e gera energia para o condomínio.
38:07Então, se o condomínio gasta mais ou menos 8 mil, 10 mil reais de energia elétrica,
38:11ele passa a gastar 4 mil, 5 mil reais de mensais por energia elétrica.
38:17Então, isso é uma economia direta no bolso do morador também.
38:20E o morador, o cliente, ele tem buscado cada vez mais isso?
38:24Tem.
38:25Eu vou chamar de prédio sustentável?
38:28Tem.
38:29E esse é um ponto forte, bem legal.
38:32A gente alia a tecnologia à sustentabilidade.
38:35Mas não adianta nada a gente aliar a tecnologia à sustentabilidade
38:39sem baratear esse custo, principalmente no condomínio.
38:43Não, mas isso que eu ia perguntar.
38:44Se você, com tanta tecnologia dentro de um prédio, com inovação,
38:50o que você está falando, o que você tem relatado aqui é inovação pura e simples.
38:56Se não deixa mais caro um apartamento?
38:59Não, não deixa mais caro.
39:00Tirando a conta de luz.
39:01Sim.
39:01Mas se o valor final de um apartamento não fica mais caro?
39:05Ele acaba até ficando, posso dizer que nos acabamentos ele pode até ficar um pouco mais caro.
39:12Mas aí é que entra o meu setor de compras, o meu setor de planejamento, o meu setor de projetos.
39:18É justamente colocar essa tecnologia, embarcar essa tecnologia sem eu ser o prédio mais caro do bairro.
39:24Então aí é que está a fama da Patrani até de vender rápido, muito por conta disso.
39:31Então a gente continua com preço atrativo, tendo um grande porcentual de vendas já concluída nos primeiros meses.
39:38Por quê?
39:38Porque eu falo para o cliente, olha, a gente entrega tudo isso com o mesmo valor de metro quadrado
39:43ou muito parecido do meu concorrente.
39:46Você está falando que vocês têm uma fama aí de vender rápido.
39:50Mas eu quero saber se vocês têm vendido rápido num país com taxa de juros a 15% ao ano.
39:59Estão vendendo rápido?
40:01Não.
40:03Eu logo imaginei.
40:05Não estão vendendo rápido.
40:06Não, esse é um ano atípico, né?
40:07O nosso concorrente, ele nem é mais outra construtora.
40:12E aí eu digo até pelo setor.
40:14O principal concorrente do setor, do construtor hoje, é o gerente do banco do cliente.
40:20Não é mais...
40:21As construtoras se ajudam muito.
40:23Mas o...
40:24É o gerente do banco.
40:25É o gerente do banco.
40:26Porque a hora que eu falar para o Bruno...
40:27Bruno, não, tira o teu dinheiro lá de um banco de grande escala.
40:32Me dá 200 mil, 300, 400, 500 mil reais que seja.
40:35E põe na Patriane.
40:36Mas você vai falar, pô, Bruno, eu também estou rendendo.
40:39Estou tendo uma rentabilidade legal lá, sem esforço.
40:42Sem preocupar se você não vai atrasar obra, vai entregar obra.
40:45Então, os nossos clientes, eles pensam muito.
40:48E a hora que ele liga para resgatar esse valor,
40:51a gerente fala, não, deixa aqui que eu te melhoro a tua valorização do dinheiro.
40:57Então, é um ano atípico.
40:5815% não é interessante para ninguém da construção civil.
41:02Mas a gente tem conseguido driblar isso através de tecnologias, o marketing assertivo.
41:07Mas quer dizer, então, que o setor imobiliário brasileiro, hoje, não vai bem?
41:13Não, não vai bem.
41:14É um ano mais travado, né?
41:17É um ano travado.
41:19Daqui, o ano que vem, a gente imagina que essa Selic,
41:22pelo menos apontando para baixo, comece a melhorar as vendas.
41:28Mas as vendas, hoje, se a gente pegar e comparar o mesmo semestre, por exemplo,
41:32de 22% ou 23%, mesmo na pandemia, né?
41:35E na pandemia, os juros mergulhou para 2,75%.
41:38Também não é nem saudável, também, um juros tão baixo assim.
41:41A gente imagina que um juros de até 9% seja o ideal, equilibrado,
41:45para todos os setores, inclusive para financiamentos.
41:48Mas 9% vai demorar, não vai?
41:50Vai.
41:50A gente recebeu aqui o Bassan, o presidente da UBS, o Bolonha, da Galápagos.
41:57Eles falaram, o Bassan falou que vai cair lá por março, abril.
42:01Vai começar a cair, 0,5.
42:04Que está altíssimo ainda, 14,5.
42:07E o Bolonha falou em dezembro.
42:09O que o pessoal está comentando aí no setor?
42:13A gente imagina que...
42:14Imagino que vocês estão na expectativa ali, né?
42:16Dessa queda de juros.
42:17Mas também tem um pouco de desmistificação disso.
42:21Porque os nossos contratos, as construtoras que vendem um apartamento na planta,
42:26ela não cobra nada atrelado à Selic.
42:28A gente cobra o INCC.
42:30O INCC, este ano, vai bater 7% ali.
42:34E se você pegar a média histórica dos últimos 2, 3 anos,
42:36também a gente está ali entre 6,5, 7,5.
42:39O INCC é o Imposto da Construção Civil, né?
42:41É, ele não é imposto, ele é uma correção, né?
42:43É uma correção.
42:44É o Índice Nacional da Construção Civil.
42:46É o que acaba regendo a mão de obra, a variação da mão de obra,
42:50e a variação dos materiais de construção que a gente usa para construir o prédio.
42:54E você imagina, o INCC hoje, o que é bom para nós, esse é o lado bom, né?
42:59Vendendo apartamentos na planta.
43:02É menos da metade da Selic.
43:04Então, a nossa dica é, compre apartamentos na planta.
43:07Muito bom, muito bom.
43:08Você falou, você abriu o programa falando dos robôs,
43:11e você falou sobre uma explosão de, uma escassez, na verdade, de mão de obra no Brasil.
43:19Eu queria que você falasse se isso é algo exclusivo do setor imobiliário ou se está generalizado.
43:27Eu creio que no setor da construção civil ele está um pouco acentuado.
43:32A média das idades dos canteiros de obra das construtoras, ela tem subido.
43:37Significa que o filho do mestre não está indo para o canteiro também.
43:41O filho do mocharife ou do pedreiro, ele não está seguindo a carreira.
43:45Então, a média das idades dos canteiros está subindo um pouco.
43:48O que preocupa a gente, o que força a gente a robotizar e aumentar, industrializar um pouco os canteiros.
43:54Mas tem uma explicação para esse apagão de mão de obra no Brasil?
43:58Tem uma explicação no seguinte.
44:00A fuga da mão de obra para ser registrada.
44:05Então, eu tenho que ter uma mão de obra registrada na Patriane, nas construtoras.
44:10E muitas vezes a gente vê os colaboradores que a hora que a gente fala que eu tenho que registrar,
44:14ele muda de ideia.
44:16Então, ele fala, não, então, obrigado.
44:17As pessoas não querem, então.
44:18Eu vou fazer outra coisa.
44:20Por exemplo, aplicativos de entrega, aplicativos de entrega de comida e pessoas.
44:25Estou falando aqui de... isso toma muito a mão.
44:28O povo não quer ser CLT, então.
44:30Não dá para... está difícil.
44:32Essa é uma das razões.
44:34Interessante.
44:34E um pouquinho mais registrado.
44:36Por quê?
44:36Você acaba não tendo um chefe, você tem a tua flexibilidade de horário.
44:40Na Patriane, não, né?
44:41Na construtora, não.
44:43Então, isso acaba atrapalhando um pouquinho.
44:45Deixa eu chamar a atenção.
44:46Para quem não conhece, você citou muito rapidamente, mas eu quero que você fale,
44:51porque eu imagino que você deve ter o maior orgulho dele.
44:54Você citou o nome de Walter.
44:58Walter Patriane, porque a companhia foi fundada por ele, que é seu pai.
45:04Como é que é a relação de vocês?
45:05É verdade.
45:06Walter é o nosso fundador, é o nosso mestre.
45:10Ele começou na CVC, de boy.
45:13Office boy.
45:14Office boy.
45:15Hoje, as empresas atuais nem têm mais isso, né?
45:18Mas ele fez uma carreira brilhante lá, de mais de 45 anos na empresa.
45:23E aí saiu da CVC.
45:26Teve um período ali de transição.
45:28E aí, muito novo ainda.
45:30Ele tinha, na época, 53, 55 anos de idade.
45:34Muito novo ele entrou na CVC.
45:37E com 55 anos de idade, ele falou, pô, eu acho que dá para eu começar alguma coisa minha.
45:42E na época, eu tinha 20 para 21 anos.
45:45E ele pegou para mim e falou, Bruno, o que você acha da gente começar uma pequena construtora?
45:51E eu fazia outra coisa também na época.
45:54Mas topei por trabalhar com ele.
45:56A gente sempre teve uma relação muito próxima, sem problema nenhum.
46:00No trabalho também, essa sequência, essa boa relação também se mantém.
46:04E a gente se divide e se completa, né?
46:07Ele com a experiência, com a tradição, já sabendo o que dá certo em produto, em marketing, em atendimento ao cliente.
46:16E eu levando um pouquinho de tecnologia, um pouquinho de inovação, um pouquinho de umas ideias absurdas, às vezes, mas algumas boas.
46:23E aí a gente se compra.
46:24As ideias como a dos robôs.
46:26Como a dos robôs.
46:27Como tentar vender.
46:28Hoje a gente vende 30% das unidades da Patrena e são vendidas pelo celular.
46:3430%?
46:3530%.
46:36Ah, é bem relevante esse número.
46:37É.
46:37Mas é vendido o apartamento pelo celular?
46:40O cliente, ele é captado pelo celular.
46:43Mas eu não quero vender nenhum apartamento pelo celular sem ele ter conhecido o nosso espaço.
46:48Mas hoje, esses 30% que você está falando é gente que fecha o negócio pelo celular?
46:55Ele não fecha, mas ele entra no canal da Patrena pelo celular ou pelo notebook.
47:00Mas você não quer o que que você falou?
47:02A gente não gosta que o cliente, a gente nem incita isso, que o cliente feche pelo celular.
47:07Até porque o nosso padrão de acabamento, o nosso padrão de apartamento, eu tenho que levar esse cliente para tomar um cafezinho no stand.
47:13Eu quero mostrar para ele o que move o mercado imobiliário, que é a localização.
47:18Para vender um negócio, e essa frase a gente fala muito, eu vendo um negócio que chama imóvel.
47:24Então aquele apartamento, ele não vai sair daquela rua, ele não vai sair daquele bairro.
47:29Então o principal valor de um imóvel é onde ele está inserido, é onde ele vai ser construído.
47:34E aí os clientes procuram apartamentos onde eles vão ter a vida mais facilitada, onde o filho estuda, onde ele trabalha.
47:45Então para eu mostrar a localização, uma rua arborizada, uma rua legal, eu tenho que pegar esse cliente que eu achei pelo celular ou pelo notebook e fazer ele ir até o stand.
47:55E lá no stand tem uma experiência digital bem legal, que é o digital com o físico.
47:59Lá a gente tem simulador de vistas, bem legal também, que deixa a venda mais transparente.
48:04Temos os decorados, a gente tem uma experiência gastronômica no stand.
48:09O que hoje o cliente busca na hora de comprar um apartamento, Bruno?
48:13O primeiro é a localização.
48:15Esse é o item mais forte.
48:19Eu posso te vender um apartamento que até não sirva para a tua metragem que você está imaginando, Bruno.
48:25Mas se ele for na rua que você precisa, você ainda pensa.
48:28Mas o contrário não, pode ser a metragem que o nosso cliente está procurando.
48:33Mas se ele não for no bairro, ou na rua, ou numa proximidade que ele precisa, a venda fica muito mais difícil.
48:39Porque como eu disse, o nome do negócio é imóvel.
48:42Então ele tem que nascer bem e ir naquela localização.
48:45Então o primeiro é a localização.
48:49E depois da localização.
48:50Depois vem condomínio smart.
48:52Condomínio barato, condomínio smart, uma área de lazer equipada e decorada.
48:59E não pode ser caro.
49:00Nós temos que entregar piscina, piscina aquecida, um belo de um fitness, que esse item tem crescido muito.
49:06Um salão de festas.
49:08Mas eu não posso falar para o cliente que aquele condomínio vai ser mal gerido.
49:14Ou que não tem tecnologia para deixá-lo cada vez mais barato.
49:17Vocês têm um número ideal de apartamentos para um prédio?
49:21Por exemplo, um prédio ideal é ter 100 apartamentos.
49:26Vocês têm um número?
49:27Temos.
49:28Isso vai de acordo com o tamanho do terreno.
49:30Mas excelente pergunta que dá para explicar um pouquinho do valor do condomínio.
49:34Porque por mais tecnologia que tenha, e aí a gente tem que se comparar a quem está assistindo a gente,
49:39vai rapidamente fazer uma associação.
49:41Prédios mais antigos, por serem torres únicas e menos unidades, automaticamente o condomínio fica mais caro.
49:47Então a gente gosta muito de 200, 220 apartamentos ali, não muito mais do que isso.
49:53Menos a gente até faz, 100 apartamentos.
49:55Mas é que menos o condomínio fica mais caro.
49:57Exato.
49:58Mas aí também é menor.
50:00Aí a área de lazer também é menor.
50:02Mas dentro de um condomínio, o que mais pesa é a mão de obra.
50:06É o serviço, a portaria, um Honda.
50:09A folha de pagamento desse pessoal já é uma parcela muito grande do valor de condomínio que o prédio arrecada mensalmente.
50:16Vamos voltar a falar da fundação de Walter Patriani, o pai do Bruno e o chairman da companhia, você como CEO da companhia.
50:27Qual que foi a maior lição que o seu pai passou para você?
50:32Hoje a gente tem muita frase de é o foco do cliente, não é o foco no cliente.
50:39Então essa resposta é a seguinte, como é que eu respondo o que o cliente está procurando da Patriani?
50:46E aí a gente foi por uma vertente muito legal da Patriani que se difere um pouquinho do mercado como um todo,
50:51que é personalizar cada um dos apartamentos.
50:55Que dá trabalho, quem é engenheiro ou arquiteto e está ouvindo isso, já imagina a dor de cabeça que dá.
51:00Mas é um valor muito forte para a venda da Patriani e para a marca da Patriani.
51:05Então é muito fácil a gente fazer 10, 100, 120 apartamentos, 200 apartamentos iguais.
51:11Mas a gente chama o cliente para construir junto com a gente.
51:15Então durante o período de obras, de 3 anos, 3 anos e meio mais ou menos,
51:20o cliente faz inúmeras visitas na obra para escolher primeiro a planta, a parte hidráulica, elétrica e alvenaria.
51:27Se ele quer dois dormitórios, três dormitórios, sala ampliada, a gente já entrega com essas alterações.
51:35E numa segunda fase, os acabamentos.
51:37Porque o cliente não é obrigado a gostar do acabamento que eu coloquei, do piso que eu coloquei.
51:40Eu vou colocar lá um branquinho, um beijinho para atender a maioria dos clientes.
51:45Mas ele pode escolher um piso mais escuro, um piso mais rajado.
51:48E a gente entrega um nível muito bom de acabamentos.
51:50E se o cliente quiser uma outra cor, daí ele paga a diferença de valor do acabamento, se houver.
51:57Se for uma diferença de cor, por exemplo, nem tem.
51:59Porque eu já até cobrei dele a mão de obra, que eu vou instalar o piso.
52:03Então é o foco do cliente. O que ele espera de uma construtora em 2025?
52:07A gente se vende como uma construtora que pensa daqui 15 anos, né?
52:12Porque o imóvel vai ficar lá muitos anos.
52:14Então eu não posso atendê-lo do mesmo jeito que uma construtora de 40 anos atrás fazia,
52:18que é entregar o apartamento, e o cliente tem que terminar a obra, né?
52:24A gente faz muita comparação com o carro.
52:27Ninguém compra um carro hoje para ele ter que terminar de pintar o carro,
52:30ou trocar a roda, ou trocar o para-choque.
52:32Você já compra um carro pronto, e já quer ir jantar para comemorar a sua nova conquista.
52:36O apartamento é a mesma coisa.
52:39Então a ideia da Patrena é entregar esse imóvel cada vez mais pronto.
52:42E mais uma vez, voltando à dor de cabeça, que hoje é a mão de obra, né?
52:45O nosso cliente não tem tempo de ficar caçando a mão de obra para terminar o apartamento dele.
52:49E aí a gente fala, não, deixa que eu faço.
52:51E a gente cobra por isso, em alguns casos.
52:54Em outros casos, caso seja só substituição de cor, nem cobra.
52:57Muito bem, hein?
53:01Então, na verdade, são muitas e muitas novidades desse setor.
53:05Você falou dos 15 anos, né?
53:08A gente pensa daqui a 15 anos.
53:10Como é que você imagina que vai estar o setor daqui a 15 anos?
53:13Eu sei que tudo muda em relação à tecnologia em questão de um ano.
53:18Mas estou indo além porque você falou esses 15 anos.
53:21Como é que você imagina?
53:22O setor, os canteiros, nós imaginamos ele mais industrializados.
53:27Se a gente, de novo, olhar para a China...
53:29Mais automatizado, é isso?
53:31Mais automatizado.
53:32Então é o que a gente chama hoje de off-site.
53:35O contrapiso, a parede, as janelas, eles vão ser cada vez mais construídos fora do canteiro de obra.
53:43E o nosso canteiro, ele vai ser para montagem desses itens.
53:46Claro que não vai ser de uma hora para outra, né?
53:48Mas a gente já vê isso, prédios comerciais, residenciais, fora do Brasil, acontecendo já.
53:54E isso a gente não está falando de futuro.
53:57Isso já acontece hoje, né?
53:58Você vê construtoras em Balneário Camboriú, por exemplo, que são grandes construtoras, que fazem prédios gigantes.
54:04Prédios de mais de 100 andares.
54:06Muito industrializados.
54:07Prédios de mais de 100 andares.
54:08Muito industrializados.
54:09Lá industrializado?
54:11Cada vez mais.
54:12Cada vez mais.
54:13E isso é gradativo, né?
54:15Eu não acredito que haverá uma grande virada de chave.
54:19Até porque o cliente também precisa aprender um pouquinho desse processo.
54:23Mas é papel das construtoras de hoje puxar um pouquinho da tecnologia do amanhã.
54:28Então a gente imagina um canteiro de obra cada vez mais rápido e cada vez mais servindo de montagem do prédio, não de uma construção.
54:37Bruno, qual que é o segredo da boa venda de um apartamento?
54:40Cada vez mais transparente.
54:43A gente trabalha com sonhos e muitas vezes o planejamento de uma vida inteira de uma família.
54:49Então é por isso que a gente se esforça em a venda ser cada vez mais transparente.
54:54Então, olha, Bruno, é meu cliente.
54:56Eu vou te mostrar exatamente a vista que você vai ter do teu andar.
55:00Ah, Bruno, não gostei da vista.
55:01Ok, vamos para o outro final, para o final 2.
55:03Olha aqui.
55:03Aí a gente vira o nosso simulador lá no stand e mostra as vendas.
55:07A gente faz um test drive das vagas.
55:10Então você chega com o teu carro lá e a gente tem um espaço para você colocar o teu carro na vaga e ver se cabe o teu carro na vaga.
55:16E nós temos vagas muito boas.
55:18Vagas para cabine dupla ou para um grande SUV, que é o modelo de carro mais vendido hoje.
55:23Então a gente faz, no mínimo, uma vaga para SUV.
55:26Então a venda do amanhã é cada vez mais transparente e acho que esse é o segredo da gente ter um sucesso e estar crescendo com a marca.
55:37Você começou a trabalhar aos 21 anos na empresa fundada pelo seu pai e, como você falou aqui, ele levou essa ideia para você, para você trabalhar junto com ele desde o começo.
55:51Mas você virou um CEO, foi que ano?
55:54Foi recente ou desde sempre você é CEO?
55:56Olha, tem uns oito, nove anos.
55:59Oito, nove anos, tá.
56:00Mais ou menos isso.
56:01Mas, evidentemente, sempre eu comecei...
56:04A Patrana era muito menor.
56:06Então nós sempre fomos muito executivos, tanto eu quanto o Walter.
56:09Desde o começo, desde o primeiro prédio, a gente optava na planta do apartamento, na escolha do terreno, qual projetista ia fazer esses projetos.
56:17Ia aos estandes de fim de semana, então, desde... Sabe aquele dono presente?
56:23Isso a gente fala... A Patrana tem donos muito presentes.
56:27E quais as suas maiores lembranças de infância, já que você destacou que o seu pai começou como office boy, né?
56:35De uma operadora gigantesca aí, de turismo, né?
56:39Quais as suas lembranças de infância, com o teu pai trabalhando?
56:44Porque ele não era do meio do setor imobiliário, né?
56:46Não.
56:47Ele trabalhava com vendas.
56:48Trabalhava na CVC ainda.
56:50Mas, antes disso, eu muito menino também, de vez em quando acompanhava ele, mas o que tem muito marcado...
56:58Ele sempre... A CVC sempre abriu muitas lojas.
57:01Então... E ele visitava todas essas lojas.
57:04Em algumas dessas viagens... Não muitas também, mas em algumas eu ia.
57:08E é muito legal, porque era cansativo, mas a gente aprendia muito.
57:12Eu aprendia muito sobre as cidades.
57:13Aqui, nacional e fora, né?
57:15E você imagina, viajar com um executivo de viagem de companhia de turismo não é pra lazer, né?
57:23É pra justamente conhecer as cidades e ele voltava pro Brasil pra poder vender esse pacote.
57:28Então, eu amava viajar assim e aprender.
57:30E era uma loucura no bom sentido.
57:33Bem corrido, mas a gente absorvia muito e a gente traz muitas coisas de outros setores
57:38pro atendimento ao cliente da Patriane, né?
57:41Pergunta clássica aqui do Show Business, Bruno Patriane.
57:46Quem são as suas referências no mundo dos negócios e na vida?
57:52Na vida eu até suspeito quem é.
57:55Ah, não tem como.
57:57A gente olha grandes empresários, né?
57:59De outros setores.
58:01Mas eu vou aqui me ater ao grande Eli Horne, que a gente olha muito a Cirela.
58:05É uma inspiração, acho que, pra todos do setor.
58:08É uma empresa de mais de 8, 9 bi.
58:11Então, a gente olha muito o que eles estão fazendo e eles ditam o setor.
58:17Ele inspira os outros construtores.
58:20Mas do mercado imobiliário, o Eli Horne é uma grande inspiração.
58:26E pra vida, o Walter Patriane, o nosso mestre idealizador de muitas coisas.
58:31Mas a Patriane quebra muitos paradigmas de inovação e tecnologia nos apartamentos.
58:36E uma das frases que a gente gosta de falar é que a gente não quer entregar apartamento.
58:39A Patriane não entrega apartamentos, a Patriane entrega lares.
58:42Então, pra entregar lares, eu tenho que entregar o apartamento daquele jeito, daquela família.
58:46Não adianta ser do meu jeito, construtor.
58:48Ele tem que servir, tem que vestir como esse blazer pra aquela família.
58:52Muito bem.
58:53Nós conversamos neste bloco do Show Business com Bruno Patriane, o CEO da construtora,
59:01que, volto a repetir, leva o seu sobrenome.
59:05Bruno, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
59:07Obrigado, Bruno.
59:07Obrigado à equipe.
59:08Obrigado ao Show Business.
59:09É um prazer estar aqui e falar um pouquinho da Patriane pro mercado.
59:12E olha, eu agradeço a sua audiência, a sua confiança.
59:17O Show Business vai ficando por aqui.
59:18Até semana que vem.
59:19Tchau.
59:20Realização Jovem Pan
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