- há 4 meses
- #meiodiaembrasilia
O desfile de 7 de Setembro promovido pelo governo Lula em Brasília foi marcado pela baixa adesão e pela ausência de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto militantes gritavam “sem anistia”, o presidente buscava reforçar sua narrativa de defesa da soberania nacional.
A oposição apontou o esvaziamento do evento como sinal de fragilidade política do petista.
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NotíciasTranscrição
00:00O desfile de 7 de setembro na esplanada dos ministérios foi marcado por gritos de sem anistia.
00:06Lula desfilou em carro aberto ao lado da primeira-dama Janja.
00:10A cerimônia contou com a presença dos chefes das Forças Armadas, do vice-presidente Geraldo Alckmin,
00:17do presidente da Câmara Hugo Mota e dos ministros do governo, entre eles o Rui Costa, da Casa Civil,
00:24José Múcio, da Defesa, Ricardo Lewandowski, da Justiça e Simone Tebet, do Planejamento.
00:32Os ministros do STF não compareceram.
00:35Vamos ver esse momento em que os militantes gritam sem anistia.
00:54Durante o pronunciamento de 7 de setembro, divulgado no sábado, Lula reforçou a tese da defesa da soberania.
01:07Vamos assistir o pronunciamento dele à rádio e TV.
01:107 de setembro é dia de celebrarmos a independência do Brasil.
01:16É uma boa hora para a gente falar de soberania.
01:19O 7 de setembro representa o momento em que deixamos de ser colônia
01:24e passamos a conquistar nossa independência, nossa liberdade e nossa soberania.
01:30Na época da colonização, nosso ouro, nossas madeiras, nossas pedras preciosas,
01:36nada disso pertencia ao povo brasileiro.
01:39Toda a nossa riqueza ia embora do Brasil para ajudar a enriquecer outros países.
01:44Mais de 200 anos se passaram e nós nos tornamos soberanos.
01:50Não somos e não seremos novamente colônia de ninguém.
01:54Somos capazes de governar e de cuidar da nossa terra e da nossa gente,
01:59sem interferência de nenhum governo estrangeiro.
02:03Mantemos relações amigáveis com todos os países,
02:06mas não aceitamos ordem de quem quer que seja.
02:09O Brasil tem um único dono, o povo brasileiro.
02:14Por isso, defendemos nossas riquezas, nosso meio ambiente, nossas instituições.
02:19Defendemos nossa democracia e resistiremos a qualquer um que tente golpeá-la.
02:25É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil.
02:32Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro,
02:34mas defendem apenas seus interesses pessoais.
02:37São traidores da pátria.
02:39A história não os perdoará.
02:41Rodolfo Borges, muito boa tarde.
02:45Bem-vindo aqui ao nosso Meio Dia em Brasília.
02:47Qual o balanço que você faz do 7 de setembro do Lula?
02:51Boa tarde a todos.
02:53É esse, é o 7 de setembro do Lula, não é do Brasil.
02:56Esse é o tamanho do governo Lula.
02:58É um governo que não é um governo para o país, é um governo para ele.
03:00O esvaziamento da parada e a constatação disso.
03:09A se celebrar o fato de que os ministros do STF, dessa vez, não se prestaram a participar disso.
03:12Porque, infelizmente, o 7 de setembro deixou de ser, já faz alguns anos no Brasil, uma data cívica.
03:18Para ser uma data política.
03:19Principalmente durante os governos do Bolsonaro.
03:22Ele usou ali o evento como palanque para falar, inclusive, contra os ministros do STF e contra o tribunal.
03:31O Lula chegou a usar, nos seus primeiros anos, essa data, esse evento, para demonstrar proximidade com os ministros do STF.
03:40E aí foi péssimo também, dos ministros do STF, porque sempre que eles aparecem como atores políticos é ruim.
03:46Porque, quando você atua politicamente, geralmente você pende para algum dos lados.
03:52E o STF já está, há alguns anos, pendendo para o lado do Lula.
03:56Não só por conta dos ministros que foram indicados por ele.
03:59Inclusive, um que era ministro da Justiça dele, o outro que era advogado pessoal.
04:03Então, a nota positiva, eu queria deixar aqui registrado, dessa parada do 7 de setembro em Brasília,
04:10é que os ministros do STF não participaram dela.
04:13Agora, ela foi exatamente do tamanho do governo Lula, que é muito pequeno.
04:18Wilson Lima.
04:21Não, sem dúvida, Rodolfo.
04:23Inclusive, eu vou até além.
04:25No caso específico do 7 de setembro do Lula, me chamou a atenção outros dois fatos.
04:30Uma outra ausência e alguns símbolos.
04:33Vamos lá.
04:34Ausência.
04:35Davi Alcolumbre.
04:36Importante.
04:37O presidente do Senado não compareceu.
04:39alegou conflito de agendas, etc, etc, etc.
04:43Mas, isso significa, na verdade, um sinal muito claro de que o Davi Alcolumbre
04:49não engoliu muito as divergências, os conflitos entre União Brasil, seu partido e o Palácio do Planalto.
04:57já indica até um possível distanciamento ali do Davi Alcolumbre com o governo Lula.
05:02Então, assim, essa ausência também a gente tem que mencionar aqui.
05:08E dois símbolos.
05:10Aí é uma questão muito da política.
05:11A política é muito feita de símbolos, né, gente?
05:13Muito feita de detalhes, né?
05:15De você pinçar detalhes e a partir daí você consegue extrair algumas anotações.
05:19gravata do Lula, no pronunciamento, ele voltou a adotar aquela gravatinha verde-amarela e tal,
05:26que foi marca das suas duas primeiras gestões.
05:30E Janja, tá?
05:32Ao contrário, no primeiro ano, no primeiro desfile cívico de 2023,
05:37a Janja marcou posição.
05:38Ela fez questão de ir com o vestido vermelho um ano em que o governo Lula retomava o poder.
05:43Agora não, pra incorporar essa pauta da anistia,
05:49a Janja resolveu adotar um vestido amarelo e branco, né,
05:52dando um tom ali, não foi totalmente verde-amarelo,
05:55mas dando um tom de nacionalismo.
05:59Então, isso mostra muito que o PT e o presidente Lula
06:03vai ficar martelando muito nessa pauta da anistia
06:06e acaba sendo um trunfo importante pro Palácio do Planalto
06:11pra tentar aí recuperar a popularidade do presidente da República.
06:13Ricardo Kertzmann.
06:17Olha, esse fragilizacionamento, difícil falar isso,
06:24fragilização, pronto, vai ficar mais fácil.
06:28Dessa data, né, o 7 de setembro, de fato, se tornou institucionalmente frágil,
06:33não é mais uma data ligada ao evento da independência brasileira,
06:38isso foi esquecido há muito tempo e foi totalmente sequestrado
06:41pelos agentes políticos, conforme o Rodolfo falou,
06:44conforme todos nós estamos analisando já há algum tempo,
06:48justamente porque a política e os políticos
06:51não têm mais a conexão com o país,
06:54a conexão com a pátria.
06:57Aliás, a própria população brasileira
06:59não se identifica com o país,
07:01não se identifica com a nação.
07:04Acabou de sair, eu estou até olhando aqui agora,
07:06uma pesquisa da Genial Quest, foi publicada agora,
07:09mostrando e reforçando justamente isso,
07:12mostrando que os brasileiros, a população brasileira,
07:15quando você pergunta pra população quais as instituições
07:19que ela mais confia,
07:20nos primeiros lugares vem igreja católica,
07:23polícia militar, militares e forças armadas,
07:27igrejas evangélicas,
07:29aí aparece, finalmente aparece a política,
07:31que é um prefeito da sua cidade,
07:33depois vem os bancos, depois vem o presidente da república.
07:37Como a política, como os agentes políticos
07:39já não têm mais o respeito e a confiança da sociedade,
07:42eles utilizam esse tipo de data
07:44pra poder de alguma forma se projetar.
07:47E como que eles se projetam?
07:49Não com os seus feitos, as suas realizações,
07:51porque não as têm,
07:52e muito menos com as suas bandeiras ligadas ao nacionalismo,
07:58ligadas ao Brasil,
07:59mas sim com as suas questões ideológico-partidárias
08:02e principalmente envolvendo a todo instante,
08:05e aí isso fica mais a cargo da direita,
08:08fica mais a cargo do bolsonarismo,
08:10a todo instante misturando a religião.
08:13Se você pegar lá os discursos que a gente acabou de assistir,
08:16você vai ver lá o Silas,
08:18você vai ver o próprio Tarcísio,
08:22falando que prenderam,
08:25que a polícia pegou,
08:26que prendeu o livro de orações do Silas Malafaia,
08:29lá vem a religião,
08:31aí você tem a própria primeira-dama também
08:33utilizando a religião nisso tudo,
08:35sem contar com a história das forças armadas,
08:37da polícia militar,
08:38que são instituições que o povo brasileiro confia.
08:41Então, infelizmente,
08:43a gente tem cada vez menos o apego pelo país,
08:46o apego pela nação,
08:47o apego pelo Estado,
08:49e começa a focar uma espécie de idolatria,
08:53não só por líderes políticos,
08:55mas pelas bandeiras ligadas à religião e à força
08:58que esses líderes políticos carregam.
09:03Rodolfo, pensando também na manifestação
09:05que houve aqui no centro de São Paulo,
09:08por parte da esquerda,
09:10foi uma manifestação bem diminuída,
09:12bem esvaziada.
09:14Talvez houve, seja um verbo muito forte
09:17para essa manifestação,
09:18porque ela praticamente não existiu.
09:20E aí é importante a gente destacar isso, Inácio,
09:23porque assim, assim como a do Lula,
09:25e a gente fala do Lula porque é o evento oficial,
09:28mas era do Lula,
09:30e a manifestação aqui chamada
09:32pelo Guilherme Boulos, deputado federal,
09:34para São Paulo, foram muito pequenas,
09:37e aí quando você compara
09:38com a dos bolsonaristas,
09:40a distância fica muito grande.
09:42E aí os bolsonaristas aproveitam,
09:43e isso está acontecendo agora,
09:45e é por isso que é importante pontuar isso aqui,
09:47aproveitam para, mais uma vez,
09:49desconfiar ou plantar a desconfiança,
09:51semear a desconfiança,
09:53sobre o resultado eleitoral de 2022 de novo.
09:57Ah, como é que eles ganharam nas urnas
09:59se eles não conseguem botar a gente na rua?
10:01São duas coisas muito diferentes.
10:04O poder de mobilização hoje do bolsonarismo
10:05é inquestionável.
10:06Eles conseguem mobilizar, sim, essas pessoas.
10:09Mas isso não quer dizer
10:09que porque você põe mais gente na rua,
10:12você vai ter mais voto na urna.
10:14Na urna é outra coisa que está sendo julgada, inclusive.
10:16Você pode até votar no Lula
10:18porque não gosta do Bolsonaro.
10:19Você pode não gostar do Lula
10:22a ponto de ir na rua por causa dele,
10:24ou sair e se manifestar.
10:26Mas na hora de escolher entre dois candidatos,
10:29você opta pelo que você considera menos pior.
10:31Então essa lógica não existe.
10:33Até que alguém consiga,
10:35desse lado bolsonarista,
10:37demonstrar que houve algum tipo
10:39de mal feito na apuração,
10:43ou na urna,
10:45ou que alguém lidou de forma errada com isso,
10:47até lá,
10:49isso vai ser meramente uma alegação.
10:52Não tem nada comprovado.
10:53Então não dá pra usar agora,
10:54como voltaram a fazer,
10:57o número de gente na rua,
10:59não dá pra associar isso
11:01ao número de votos na urna.
11:02E que não venham de novo alimentar isso aí,
11:04porque foi por conta disso, inclusive.
11:08Foi porque essa história começou
11:09que agora ela vai terminar,
11:11talvez essa semana,
11:12com a condenação do Jair Bolsonaro
11:13para a tentativa de golpe de Estado.
11:15Então vamos,
11:16um pouco de responsabilidade
11:17depois de tudo o que aconteceu.
11:19Se estão pedindo anistia,
11:20alguma responsabilidade,
11:21pelo menos tem que ter.
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