O líder russo, Vladimir Putin, afirmou que 'qualquer força ocidental enviada para a Ucrânia será considerada um alvo legítimo'. A resposta de Putin foi uma reação ao anúncio de garantias de segurança a Kiev. O correspondente internacional Luca Bassani detalha o assunto.
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00:00Vamos voltar para a política internacional, porque o líder russo, Vladimir Putin, afirmou que qualquer força ocidental enviada para a Ucrânia vai ser considerada um alvo legítimo.
00:12Então, praticamente, ele está dizendo o seguinte, gente, que quem apoiar a Ucrânia nesse momento pode virar um alvo da Rússia.
00:20Vamos detalhar esse assunto agora com o Luca Bassani, o nosso correspondente que volta ao vivo em tempo real com a gente.
00:26Luca, é uma ameaça para toda a parte eleita do mundo e, principalmente, para a União Europeia, que teve uma reunião recente com o Vladimir Putin, não é isso?
00:37Exato, Márcio.
00:38Com o Zelensky, perdão. Eu errei o presidente.
00:43Um Vladimir, outro Vladimir, mas o presidente Putin da Rússia continua, de fato, ainda na Ásia e falou à imprensa duas coisas importantes do dia de hoje.
00:54Primeiro, que convida novamente Zelensky a ir à Moscou para uma reunião com ele, ou seja, dizendo que vai garantir todas as necessidades de segurança para Zelensky e seu staff,
01:05mas que a conversa deve acontecer na capital russa, algo que Zelensky negou querer fazer durante as últimas semanas, exatamente por temores de que sua vida possa correr risco.
01:15Ao mesmo tempo, ele disse que qualquer tropa ocidental, seja dos Estados Unidos, países europeus, do Canadá, que estiverem na Ucrânia para garantir segurança do país,
01:26enquanto a guerra ainda for vigente, poderão ser alvos legítimos na doutrina militar russa.
01:32Ou seja, ele poderia atacar soldados de outros países que estariam tentando manter a paz na fronteira entre Rússia e Ucrânia,
01:41o que, obviamente, significaria uma escalada homérica dessa guerra.
01:45Lembrando que, por mais que os Estados Unidos e a OTAN participem por procuração, ajudando a Ucrânia militarmente com armamentos,
01:51não há soldados envolvidos, não há ainda nenhum tipo de confronto direto entre a OTAN e a Rússia através dos seus soldados ou pessoas militares.
02:03Exatamente por isso que essa fala tem repercutido muito mal na Europa, com o temor de que isso possa depois se desenrolar uma guerra regional,
02:11uma guerra continental, algo que ninguém quer nesse momento em que as perdas humanas na Ucrânia já são consideráveis,
02:17centenas de milhares de pessoas e as perdas econômicas são sentidas em todo o continente, com a alta inflação,
02:23o preço dos combustíveis e da energia muito caro, pelo menos três anos aqui na Europa,
02:28algo que também interfere na política local de cada um dos países, nos governos impundentes.
02:33Então, não é uma coisa fácil de se lidar durante esse momento, mas, obviamente, mais um desses acontecimentos
02:41para a gente ficar monitorando ao longo do final de semana.
02:43Obrigada, Luca Bassani, pelas informações. A gente volta agora com os nossos analistas do dia,
02:50a Mônica Rosenberg e o Túlio Nassa, começando pela Mônica, para dizer que Trump tentou colocar ali, né,
02:58alguma espécie de paz, tentou até, inclusive, ganhar o prêmio Nobel, ele quer muito, né,
03:04e está numa tentativa que, pelo jeito, não deu em nada, né.
03:09Rússia e Ucrânia continuam ali se alfinetando, a Ucrânia tentando mais apoio da União Europeia
03:15e agora Putin vem com essa fala forte de que qualquer projeto ocidental ali,
03:21qualquer tropa ocidental pode ser alvo também.
03:24Como é que você analisa, Mônica?
03:26Marcia, um processo de atingir um acordo de paz é um processo, é uma longa caminhada.
03:33Então, apesar de eu continuar achando engraçado Trump pensar no nome dele para ganhar um prêmio Nobel da Paz,
03:40essas incursões que ele faz, essas grandes bravatas, têm, com certeza, um efeito do outro lado.
03:48Neste caso, o efeito foi que o Putin quis falar mais alto e dizer que ele também sabe impor,
03:54quis ameaçar para deixar muito claro que, olha, não quero que comecem a chegar os aliados
03:59para dar força para os elenques, que houve um momento em que os elenques que estavam muito sozinhos,
04:05ele está menos sozinho agora, o Putin também subiu o tom.
04:08Mas, neste caso, pode ser que cada um falando mais alto sejam os passos necessários
04:14para se chegar numa situação de impasse, onde a única saída seja a paz.
04:18Eu sou uma pessoa muito otimista e acredito que a intenção de todos eles não é chegar num nível de guerra.
04:25Então, quem sabe, esses são os passos necessários para que a gente possa chegar no fim dessa guerra absurda.
04:31Agora, Túlio, e esse convite do Putin ao Zelensky para ir lá tomar um café com ele e conversar pessoalmente?
04:37O Zelensky tem medo, disse, não, não sei, a minha segurança não está, eu também teria.
04:44Olha, Marcia, uma situação muito peculiar e interessante, né?
04:50Lembrar aqui de Tolstói, em Guerra e Paz, que dizia que o tempo e a paciência são eternos beligerantes.
04:56Como bem disse a Mônica, é momento de paciência para que esse acordo possa prosseguir.
05:01E, nesse meio tempo, evidentemente que situações como as propagandas de guerra vão ser a tônica nesse momento, né?
05:09Então, de um lado, esse convite do Putin para Vladimir Zelensky, evidentemente que é uma retórica,
05:15uma propaganda para dizer que ele está disposto a negociar, mas, de outro lado também, ele bate forte
05:21ao dizer que se algum aliado, se alguém colocar algum soldado ali no conflito, isso vai ser uma declaração de guerra.
05:27Eu quero lembrar que ele já falou também que pode usar de arma nuclear, que esse conflito pode escalar para uma terceira guerra mundial.
05:34Então, por essas e por outras, Marcia, eu acredito que nós estamos num momento crucial aí da história, da geopolítica, né?
05:40Porque, de um lado, realmente pode acontecer o que aconteceu na Primeira Guerra Mundial,
05:44quando o Império Austro-Húngaro invadiu a Sérvia e a Rússia entrou nessa guerra e aí eclodiu realmente a Primeira Guerra Mundial.
05:51De outro lado, se prosseguir esse acordo de paz e aí a questão fundamental é a região de Dombés,
05:58é ali que está ainda o último problema, o último resquício, se houver um acordo sobre aquela região, a guerra acaba.
06:04Então, nós estamos entre a cruz e a espada.
06:07Obrigada, Túlio Nassa, pelas informações, pela análise e também pela análise da Mônica.
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