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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou nesta sexta-feira (29) que o país está disposto a cooperar com o Brasil para fortalecer o Brics e “resistir a atos de intimidação”. A fala ocorre em meio à ação do governo Lula (PT) que inicia o processo para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos, após o tarifaço imposto a produtos brasileiros. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Vladimir Feijó, professor de relações internacionais.
Apresentador: Thiago Uberreich
Entrevistado: Vladimir Feijó

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Transcrição
00:00Na semana em que o presidente Lula decidiu abrir o processo para aplicar a lei de reciprocidade contra os Estados Unidos,
00:06a China promete se unir ao Brasil para resistir a atos de intimidação de Donald Trump.
00:14O nosso entrevistado agora é o professor de Relações Internacionais da UniArnaldo, Vladimir Feijó.
00:19Tudo bem, professor? Como sempre, muito obrigado pela gentileza, por atender a Jovem Pan. Boa noite, bem-vindo.
00:25Boa noite, Tiago. É uma satisfação poder estar de volta contigo. Obrigado.
00:29Professor, são inúmeros os aspectos para se discutir aqui, mas eu pergunto, esse apoio da China tem qual peso nessa possibilidade do Brasil retalhar os Estados Unidos?
00:42Bem, de princípio, o discurso oficial da China não é em favor da retaliação.
00:47O discurso oficial veio na linha de defesa do sistema multilateral de comércio.
00:53Isso significa o pleiteio, que o conjunto de países não ceda à pressão dos Estados Unidos e siga respeitando a alíquota máxima de impostos de importação de 10%.
01:06Ou seja, o interesse é, de fato, manter o liberalismo comercial internacional.
01:12Acontece, Tiago, que a gente vê outros tantos movimentos da China, seja a elevação de investimentos direto,
01:20que subiu nesses seis primeiros meses 5%, totalizando 2,2 bilhões,
01:26mas de longe ainda não supre os investimentos diretos feitos por empresas americanas que somam anualmente, no mínimo, né, nos últimos ciclos, pelo menos 60 bilhões de dólares.
01:39E em parte é isso que o governo brasileiro parece, Tiago, estar optando.
01:43Nessa semana, houve a notícia que o Itamaraty não pretende fazer lobby interno junto ao parlamento americano, junto ao Donald Trump,
01:53acreditando que as empresas americanas prejudicadas em seus investimentos,
01:58já que produzem aqui parcialmente para vender para os Estados Unidos, têm o lobby suficiente para tanto.
02:05Enquanto isso, não surte efeito, o governo tem optado por comprar produtos prejudicados,
02:11em especial da agricultura, e buscado fortalecer oportunidades novas.
02:17O aspecto, portanto, da China aparece como pano de fundo nessa pressão do mercado chinês,
02:24que diz o mercado brasileiro não vai ser deixado de lado, e qualquer eventual abertura que a China obtenha,
02:31ao que parece também deveria ser negociado, ou está sendo negociada, como uma abertura aos BRICS e, por extensão, o Brasil.
02:39Bom, professor, acho que é importante explicar para a nossa audiência,
02:42porque o governo está fazendo consultas para saber se aplica a lei de reciprocidade.
02:49E não necessariamente se essa lei for aplicada, o Brasil vai impor as mesmas tarifas que os Estados Unidos estão impondo de 50%.
02:57Ou seja, são algumas medidas que podem ser tomadas, além disso, como as patentes de medicamentos e tal.
03:05De que forma o senhor acha que o governo brasileiro deveria responder, se é que deveria responder dessa forma,
03:13já que, ao que tudo indica, não há diálogo com os Estados Unidos, por mais que exista essa movimentação,
03:19principalmente do vice-presidente Geraldo Alckmin.
03:21Pelo direito internacional clássico, essas chamadas contramedidas são retaliações,
03:29medidas que podem ser desfeitas caso o outro lado volte à normalidade.
03:35Eu comentava que Brasil, Estados Unidos e um conjunto de mais de 100 países é parte da OMC
03:42e estabeleceram, entre eles, que é ilegal cobrar imposto de importação acima de 10%.
03:49Sem contar as outras tantas questões de barreiras não tarifárias,
03:55que, em parte, o governo americano acusa o Brasil, abriu a sua investigação.
03:59Essas aí, o Brasil, aparentemente, pretende argumentar e provar que está dentro da legislação correta.
04:07Essas medidas, ou contramedidas, só serão eficazes se realmente afetar e o outro país sentir-se prejudicado
04:15e ver, olha, eu sou, nesse jogo de forças, o prejudicado, portanto, devo voltar à normalidade.
04:24E, dessa forma, Tiago, eu acho que o comércio que o Brasil vende aos Estados Unidos
04:29não é tão essencial a justificar a retomada ao patamar de comércio,
04:36as alíquotas comerciais que existiam antes da opção do Donald Trump.
04:40E, de outro lado, a gente deve, inclusive, ponderar se essas contramedidas
04:46não vão mais nos prejudicar do que nos beneficiar.
04:50Portanto, não deve ser exatamente no alinhamento.
04:53A circunstância que você comenta sobre a dificuldade de diálogo com o Donald Trump
04:59vem por causa de convicção cada vez mais clara que o objetivo não é comercial.
05:05Não tem, desde início, uma justificativa de déficit com o Brasil.
05:09Não tem uma justificativa legítima e comprovada até por setores americanos,
05:15setores do governo americano, de práticas injustas do Brasil.
05:18Tudo parece ser um ganho ou político, de alinhamento político-eleitoral com setores da sociedade brasileira,
05:26dentre eles o Jair Bolsonaro, ou mesmo o alinhamento geopolítico global.
05:31Essa é a minha leitura.
05:32E, especificamente, as partes que eu vejo são as mais frágeis dos BRICS,
05:37são aquelas que estão tomando as tributações, esse tarifácio mais pesados.
05:44Quais são?
05:44África do Sul, Brasil e Índia.
05:47De alguma forma, tentando minar a coesão desse grupo.
05:50Por enquanto, a resposta dos cinco, mais os associados, tem sido reforçar o grupo
05:56e, eventualmente, até acelerar negociações, em vez de quebrar o grupo.
06:01Professor Vladimir Feijó, vou chamar o Diego Tavares, nosso comentarista do Jornal Jovem Pan,
06:05nesse sábado, que faz a próxima pergunta.
06:09Professor Vladimir, muito boa noite.
06:10Um prazer conversar com o senhor aqui no Jornal Jovem Pan.
06:12Professor, eu tenho duas perguntas, na verdade.
06:14A primeira é em relação a essa retaliação.
06:17O Brasil é um país que majoritariamente exporta itens de matéria-prima
06:22e importa itens manufaturados.
06:24Ou seja, nós exportamos para os Estados Unidos o nosso petróleo bruto
06:27e importamos combustível refinado, a título de exemplo.
06:29Essa retaliação não é muito mais prejudicial para o Brasil
06:33do que uma resposta em si, do que algo que pode efetivamente mobilizar
06:38a mudança de opinião de Donald Trump?
06:40E a segunda pergunta é em relação a esse alinhamento maior com os chineses.
06:44Os chineses já são o nosso maior parceiro comercial.
06:46Ancorar mais ainda a nossa balança comercial junto aos chineses
06:50também não seria uma manobra um pouco prejudicial
06:52à diversificação da nossa economia?
06:56Diego, as perguntas vêm bem na linha.
06:58Eu acredito que a lei de reciprocidade aprovada no Congresso
07:02não deve ser levada a ferro e fogo.
07:05No comentário passado, eu cheguei a dizer isso.
07:07Devemos ponderar se não vai nos prejudicar.
07:10Em especial, os chamados insumos da própria produção industrial,
07:16maquinário, maquinário também para a agricultura.
07:19A gente depende, em parte, de importação dos Estados Unidos.
07:22Algumas coisas não têm fornecedores alternativos.
07:26E outras, temos gargalos logísticos e problemas mesmo de regulamentação
07:31para comprar de outros fornecedores.
07:34Provavelmente porque a qualidade, em especial, não é da altura
07:38e não geraria tantos benefícios.
07:40Você está certo.
07:41Eu tendo a acreditar isso.
07:43A dependência dos Estados Unidos de importações do Brasil,
07:46portanto, qualquer contramedida,
07:48ou mesmo a dificuldade de exportações dos Estados Unidos
07:52para o Brasil, que teria mercado interno,
07:56até mesmo internacional, para absorver essa perda,
07:59deve fazer com que a retaliação surta poucos efeitos.
08:02Dentre outras, imagino eu que existam.
08:05Espero até eu que existam pessoas muito inteligentes na gestão
08:09ou que estejam assessorando a gestão brasileira
08:11para, inclusive, essa lei de reciprocidade não ter sido aplicada até agora
08:15e nem ter urgência de aplicação.
08:18Parece que a aposta mesmo é a própria...
08:21O lobby interno dos Estados Unidos
08:24ou o ciclo histórico do Donald Trump voltar atrás
08:27tem sido a aposta.
08:29Sobre a questão do vínculo chinês,
08:31uma coisa eu tenho por certeza absoluta.
08:35O Brasil é dependente para o setor da agricultura,
08:39do setor de fertilizantes,
08:41tanto da Rússia quanto de um conjunto de outros países
08:46que hoje são parte dos BRICS,
08:48membros associados,
08:49e depende também da exportação desses produtos
08:53para a China e os parceiros do Sudeste Asiático.
08:56Então, o Brasil simplesmente não vai abandonar
08:58o que hoje representa 30% do comércio internacional
09:02para defender os 12% que até então
09:05tinha de comércio internacional com os Estados Unidos.
09:08Mas deve, como você bem chamou a atenção,
09:11ter muita atenção de que não deveríamos fazer aposta
09:14especificamente de reforçar o comércio com a China,
09:19quando muito, usar do peso chinês para abrir novos mercados.
09:23O caso específico da Indonésia,
09:26o caso específico do Vietnã,
09:28é um que já surtiu efeito
09:29porque houve essa tratativa em conjunto
09:32e pode ter outros mercados que venham na mesma linha.
09:36Acredito que as diferentes gestões do Brasil
09:39ao longo dos 20 últimos anos
09:41veio exatamente nesse sentido,
09:43diversificar não só a quantidade de parceiros,
09:47mas também a quantidade de produtos
09:48para que não fiquemos dependentes.
09:50Esse momento de crise, de chacoalho geral
09:54do comércio internacional
09:55não deve ser uma aposta de reforçar
09:58ou concentrar as exportações no mercado.
10:02Pelo contrário, o reforço da ampliação
10:06seria ainda maior.
10:07Não acredito que deveríamos fazer
10:10uma aposta cega na China.
10:12Investimentos que eles fizerem
10:13devem ser feitos dentro do nosso projeto
10:16de desenvolvimento e aproveitados
10:19para a diversificação.
10:20Cito o caso das ferrovias transoceânicas
10:23e eventuais licitações
10:26que estão aberto de infraestrutura.
10:28Deve ser agente dentro do Brasil
10:30a estabelecer a prioridade.
10:33Se eles vão entrar nas licitações
10:34como concorrentes,
10:36é em competição aberta
10:38e garantir também que eles não vão dominar
10:40e no futuro nos deixar dependentes deles.
10:43Bom, professor, nós temos três pilares.
10:46Primeiro, a questão econômica.
10:49A segunda, a questão política,
10:51como o senhor já citou.
10:51E temos uma situação jurídica também,
10:53porque o Tribunal de Apelação dos Estados Unidos
10:55afirmou que a maioria dessas tarifas
10:58são tarifas que não têm regularidade.
11:03E o próprio presidente americano
11:04disse que não vai cumprir essa determinação
11:06ou essa decisão,
11:07mas lá na frente a Suprema Corte
11:10deve tomar alguma decisão.
11:12De que forma essa questão
11:13que é econômica
11:16pode emperrar nessa situação jurídica?
11:18Porque por mais que ele fale
11:19que não vai cumprir determinações,
11:21se for a Suprema Corte,
11:22não tem saída, né?
11:25Isso.
11:26E em especial,
11:27a gente não pode esquecer
11:28que o mandato legislativo
11:30nos Estados Unidos
11:31tem apenas dois anos.
11:32Ano que vem é ano eleitoral.
11:34E o peso dessas medidas,
11:36se estiverem afetando
11:37o bolso do eleitor,
11:39a despeito de estar beneficiando
11:42a redução do déficit, né?
11:43O Trump pretende,
11:44e falou muito essa semana,
11:46de estar resolvendo esse rombo.
11:48Por enquanto,
11:49ele só não está lembrando,
11:51e o povo americano parece
11:52não estar lembrando demais também,
11:54que está saindo do próprio bolso, né?
11:56Eles é que estão pagando mais impostos.
11:58E aí,
11:59as próprias candidaturas
12:01podem servir de freio.
12:03Um dos motivos
12:04que permitiu o Donald Trump
12:05fazer o tarifácio
12:07foi o atual poder legislativo
12:09ter passado um decreto
12:11que concedeu a ele
12:12poderes de responder
12:14à questão de segurança nacional
12:16emergencial.
12:18E boa parte
12:19das decisões
12:20do Donald Trump
12:21justificam exatamente
12:22nessa linha.
12:23Estamos numa emergência,
12:25emergência de segurança,
12:26emergência de saúde pública,
12:28emergência financeira.
12:29E foi isso que
12:30as cortes, né,
12:32dos Estados Unidos
12:33começaram a decidir.
12:34não está dentro
12:35do enquadramento típico
12:37do que no passado
12:38era o chamado
12:39precedente
12:40de emergência, né?
12:42Então, existe um conceito
12:43historicamente
12:44aplicado
12:45e é esse
12:46que é usado
12:47como referência.
12:48O Donald Trump
12:49não poderia
12:49alargar
12:50o que se entende
12:51de emergência nacional
12:53para aplicar
12:54o tarifácio.
12:55Muito menos
12:55quando a circunstância
12:57argumenta-se
12:58de um lado,
12:59mas o efeito
13:00prático
13:01tem outra
13:02determinação.
13:03As questões
13:04sobre a Suprema Corte,
13:06eu tenho aqui
13:07as minhas dúvidas
13:08porque diferente
13:09do caso do Brasil
13:10em que o recurso
13:11extraordinário
13:13ou recursos
13:13de apelação
13:14chegam
13:15à nossa Suprema Corte
13:16sem ela poder
13:17aceitar
13:18ou não aceitar
13:19o recurso,
13:20no caso dos Estados Unidos,
13:21no início dos trabalhos,
13:23a Suprema Corte
13:24escolhe quais temas
13:25são relevantes
13:27e devem ser discutidos
13:28ao longo
13:28daquele ano.
13:30Isso significa
13:30que o volume
13:31de causas
13:32que eles analisam
13:33não é imensa.
13:34Imagino eu,
13:35se houver pressão
13:36de lobby interno,
13:38se isso for discutido
13:39demais dentro
13:40da sociedade,
13:41os ministros
13:41podem ser
13:42que se sintam
13:43obrigados
13:43a ter que analisar
13:44a circunstância.
13:45Por agora,
13:46é apenas uma
13:47possibilidade
13:48e não uma certeza
13:49que o caso
13:50vai chegar
13:50na Suprema Corte.
13:51Se chegar
13:52sobre essa questão
13:53de separação
13:53de poderes
13:54do Trump
13:55ter exagerado
13:56na autorização
13:57do Legislativo,
13:58se foi essa a ideia
13:59que imperar,
14:00aí sim é possível
14:01que a Suprema Corte
14:02decida
14:03e a decisão
14:03vai ser aplicada
14:05porque o Legislativo
14:06viria junto
14:06na defesa
14:07da sua própria competência
14:09que teria sido
14:10afirmada
14:11na decisão
14:11da Suprema Corte.
14:12Por enquanto,
14:13é só hipótese.
14:14Professor,
14:14temos mais um tempinho.
14:15O Diego quer fazer
14:16mais uma pergunta?
14:18Sem dúvida,
14:19Berraich.
14:20Professor,
14:21em relação
14:21aos BRICS,
14:22muito atribuiu-se
14:23à figura
14:24do ex-presidente
14:25Jair Bolsonaro
14:25a decisão
14:27de Donald Trump
14:28em taxar o Brasil,
14:29taxar as exportações
14:30brasileiras.
14:31Mas,
14:32em relação
14:32ao timing
14:33que isso ocorreu,
14:34ficou muito claro
14:35que ocorreu
14:35naquela mesma semana
14:36em que a cúpula
14:37do BRICS
14:37se reuniu
14:37aqui no Brasil
14:38e na qual
14:39o presidente
14:39Luiz Inácio Lula da Silva
14:40contestou
14:42a hegemonia
14:42do dólar
14:43enquanto o grande
14:44indexador
14:44da economia
14:45mundial.
14:46Na sua perspectiva,
14:47a questão
14:48de Trump
14:49é uma questão
14:49econômica
14:51em relação
14:51ao restante
14:52do mundo,
14:52em relação
14:52ao quintal
14:53de sua casa aqui,
14:54considerando a América
14:55Latina
14:56para se encaixar
14:57nesse termo
14:57ou de fato
14:58é uma questão
14:59política,
15:00Trump pretende
15:01cravar
15:02nos países
15:03da América Latina
15:03presidentes
15:04que são
15:04seus aliados
15:05e de fato
15:05saiu em defesa
15:06de Jair Bolsonaro?
15:08Eu tenho
15:09três hipóteses
15:10sobre esse aspecto,
15:11uma delas
15:11é essa
15:12da linha,
15:13ele gostaria
15:13de alinhamento
15:14automático,
15:15países democráticos
15:16ou não democráticos
15:18e portanto
15:18faz preferência
15:20sim por líderes
15:21que não
15:21o critica
15:23porque imagina
15:24que isso
15:24no futuro
15:25será uma vantagem
15:26para os Estados
15:27Unidos.
15:27A segunda
15:28hipótese
15:29minha
15:29é que está
15:30cada vez
15:30mais claro
15:31inclusive
15:31para o establishment
15:32dos Estados
15:33Unidos
15:33que eles
15:34são uma potência
15:35em declínio
15:36e que se eles
15:37não controlarem
15:38o processo
15:39de transição
15:40inclusive
15:40usando
15:41da força
15:41esse declínio
15:42seria ainda
15:43mais acelerado
15:44então Donald Trump
15:45estaria implementando
15:46essa medida
15:47e o terceiro
15:49elemento
15:49de hipótese
15:50é mesmo
15:51sobre o próprio
15:52poder do dólar
15:53o Donald Trump
15:54andou titubeando
15:55no passado
15:56chegou a defender
15:57o dólar fraco
15:58porque isso
15:58favoreceria
15:59as exportações
16:01americanas
16:02geraria novas
16:03oportunidades
16:04dentro do país
16:05mas parece
16:05que ele optou
16:06para o caminho
16:07oposto
16:08o caminho
16:08de defender
16:09o poder
16:10do dólar
16:11e minar
16:12as capacidades
16:13de meios
16:14alternativos
16:14e os tarifácios
16:15vem exatamente
16:16nessa medida
16:18pelo menos
16:18tentada por ele
16:19de reforçar
16:21a hegemonia
16:21da economia
16:22americana
16:23e a utilização
16:24global
16:24do dólar
16:25por enquanto
16:26a gente tem
16:27dois meses
16:28dessas medidas
16:30já em vigor
16:31ele anunciou
16:32para começar
16:32depois
16:33o que a gente
16:34tem visto
16:35é que na maioria
16:35das moedas
16:36o que houve
16:37foi o efeito
16:38oposto
16:38esperado
16:39do Donald Trump
16:40o dólar
16:41perdeu força
16:42e não está
16:44dentro dessa linha
16:45de fortalecimento
16:46a gente tem que aguardar
16:47um pouco mais
16:48porque as medidas
16:49realmente são
16:50de aplicação
16:51imediata
16:53sofrem
16:54alguns setores
16:54mas os efeitos
16:56esse de larga
16:57escala
16:57de reforçar
16:58a utilização
17:00do dólar
17:00o Donald Trump
17:01já saberia
17:02que demoraria
17:03um pouco mais
17:03de tempo
17:04para análise
17:05volto
17:06só para
17:07cravar
17:07a sua pergunta
17:08eu acredito
17:10que a primeira hipótese
17:11é verdadeira
17:12e que a segunda
17:13é também
17:14a mais provável
17:15concomitante
17:16as três
17:17que eu levantei
17:18primeira e segunda
17:18estão dentro
17:19da linha
17:20professor
17:20deixa eu fazer
17:21mais uma
17:21pergunta
17:22para o senhor
17:22a gente sempre
17:23sabe que
17:24quando há
17:25inflação
17:26o governante
17:27de plantão
17:28corre riscos
17:29de perder
17:30popularidade
17:31a gente já viu
17:31muito isso aqui
17:32no Brasil
17:32até com o presidente
17:33Lula
17:33e eu pergunto
17:35para o senhor
17:35o seguinte
17:35se essa inflação
17:37nos Estados Unidos
17:37por causa
17:38do tarifácio
17:39continuar incomodando
17:41a população
17:41até se falou
17:43do hambúrguer
17:44nos Estados Unidos
17:45que está bem mais caro
17:46e tudo mais
17:47o senhor acha
17:48que ele corre
17:48o risco
17:49de enfrentar
17:49manifestações
17:51protestos
17:52o próprio
17:53presidente
17:55pode perder
17:56essa popularidade
17:58ele tomou posse
18:00no começo do ano
18:01é bom lembrar
18:01a eleição
18:02é recente
18:03isso
18:05a inflação
18:06dos Estados Unidos
18:06segue dentro
18:07das metas
18:08estabelecidas
18:09entretanto
18:10a percepção
18:11de inflação
18:13junto ao eleitorado
18:14é diferente
18:15dos cálculos
18:15estatísticos
18:16e de fato
18:18nos Estados Unidos
18:19tendo eleição
18:20no ano que vem
18:21não só
18:22a questão
18:23da popularidade
18:24do Trump
18:25ou dos trumpistas
18:26está em risco
18:27mas está em risco
18:28o partido
18:29do qual ele faz parte
18:30estão em risco
18:31governadores
18:32que apoiaram
18:33o Donald Trump
18:34na eleição passada
18:35e todos esses
18:36agentes políticos
18:37podem fazer
18:38eventualmente
18:39ele ceder
18:40a força
18:41desse tarifácio
18:42e amenizar
18:43eu acredito
18:44Tiago
18:45que um segundo
18:45elemento
18:46entra em jogo
18:47não só
18:48a inflação
18:49do custo
18:50específico
18:51dos preços
18:51mas pouco a pouco
18:53o eleitorado
18:53americano
18:54começa a escolher
18:55onde gastar
18:56já que está
18:57mais pobre
18:58diante
18:59mês depois
19:00de mês
19:00está consumindo
19:01produtos
19:02mais caros
19:03do que estavam
19:04no passado
19:04e essa
19:05segunda percepção
19:07percepção
19:07de perda
19:08de qualidade de vida
19:09por substituição
19:10de produtos
19:11ou abdicar
19:11de usufruir
19:12de alguns serviços
19:13por exemplo
19:14o lazer
19:15também pode pesar
19:16na opção política
19:17na próxima eleição
19:18e isso acabar
19:19interferindo
19:20na manutenção
19:21ou não
19:22do tarifácio
19:22pelo governo Trump
19:24professor Vladimir Feijó
19:25de relações internacionais
19:27como sempre
19:27muito obrigado
19:28por atender
19:28a Jovem Pan
19:29um bom fim de semana
19:30e volto sempre
19:31professor
19:31um abraço
19:32sempre bom
19:33contribuir
19:34abraço
19:35bom resto de dia
19:36muito obrigado
19:37a Jovem Pan
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