PODCAST DEBATE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES
O novo episódio do podcast Direito Simples Assim, no canal do Portal Uai, discute violência doméstica, feminicídio e saúde mental feminina. Especialistas alertam para sinais silenciosos de abuso e para o impacto da sobrecarga emocional na vida das mulheres.
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O novo episódio do podcast Direito Simples Assim, no canal do Portal Uai, discute violência doméstica, feminicídio e saúde mental feminina. Especialistas alertam para sinais silenciosos de abuso e para o impacto da sobrecarga emocional na vida das mulheres.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, estamos aqui de novo com o nosso Direito Simples Assim.
00:04É sempre bom estar aqui com vocês para esse nosso bate-papo, essa nossa conversa.
00:09Hoje a gente está aqui para falar do mês das mulheres, né?
00:13O dia 8 de março é comemorado aí o Dia Internacional da Mulher,
00:18que é o marco das lutas das mulheres para serem devidamente inseridas
00:26no meio político, social, econômico e até religioso, mas com protagonismo.
00:34Mas a gente enfrenta aí ainda muitos problemas.
00:38E aí nós convidamos para conversar com a gente hoje a psicóloga Raquel Gusmão,
00:45que atua na área clínica, da psicologia clínica, e também na área da psicologia voltada para a família.
00:52Também estão aqui minhas companheiras, né? Tamara e Morgana.
00:58E lá no fundo está o nosso querido Léo.
01:00E tem um outro companheirinho aqui, o nosso fotógrafo, o Túlio.
01:03O Túlio também está aqui com a gente.
01:05Bom, Raquel, é uma alegria ter você aqui e queremos bater esse papo com você hoje.
01:11Boa tarde, gente. Fico muito feliz pelo convite da Rosane,
01:15de poder aqui falar com vocês um pouquinho da mulher,
01:19que eu acho que a gente precisa falar cada vez mais sobre a mulher.
01:23Então eu fico muito feliz.
01:24Eu sou psicóloga clínica, como a Rô falou, há 13 anos.
01:29Trabalho com família, casais.
01:31Então tenho uma experiência aí também com mulheres adultas lá no consultório.
01:36E é muito importante o tema, o assunto de hoje,
01:41justamente porque o mês da mulher não é somente para falar sobre comemorações e sobre avanços.
01:51Nós estamos aqui também para falar sobre uma reflexão social.
01:55Então, querendo ou não, por mais avanços que a gente tenha,
02:00nós mulheres ainda vivemos experiências que são ainda silenciadas, naturalizadas.
02:08Então eu fico muito feliz pelo convite, justamente porque eu acho que aqui é o momento da gente conscientizar
02:16e promover essa informação, esse novo olhar, essa mudança.
02:22Fico muito feliz pelo convite.
02:24É, e nós também, né?
02:25Porque a gente, primeiro, o dia da mulher são todos os dias.
02:30Sim, com certeza.
02:31Todos os dias, né?
02:33Mas esse dia 8, esse marco, é marco mesmo, marco da luta, da luta da mulher, né?
02:43Então, assim, quais são, na sua visão, os avanços da mulher, de forma geral, né?
02:58Nesses tempos de agora.
03:00Como é que está o avanço da mulher em todos esses setores?
03:07Olhando pelo aspecto psicológico.
03:09Sim.
03:09Se a gente for pensar no sentido das últimas décadas, né?
03:13A gente tem vários avanços aí.
03:16Falo de nós mulheres nos tornamos pesquisadoras, nós entramos em profissões de liderança,
03:23de poder, então, assim, quando a gente pensa em avanços emocionais, eu sinto ainda que
03:32precisa muito do avanço, justamente porque, como a gente vive nessa sociedade, em que ainda
03:38temos desigualdade social, que ainda vivemos violência, que ainda temos que lutar muito,
03:45o nosso emocional ainda fica bem abalado.
03:48Então, eu vejo no consultório o tanto que a gente precisa de cuidar mais emocionalmente
03:53nós mulheres, temos o índice aí de 11% de nós mulheres brasileiras que vamos ser
04:00atingidas pela depressão, o dobro aí em relação aos homens.
04:05Então, eu acho que é muito importante a gente aprofundar e realmente falar mais para
04:13que possamos atingir mais mulheres para esse âmbito, desse avanço mesmo, não só
04:18o que eu falei, né, de conquistas, mas no aspecto emocional.
04:23Tá, então deixa eu ver se eu entendi.
04:27Você está dizendo que embora nós estejamos crescendo na ciência, na cultura, na vida profissional,
04:36no aspecto emocional, não está acompanhando, o aspecto emocional ainda não está acompanhando
04:45esse ritmo, é isso?
04:46É, eu acho que nós ainda temos o lugar de uma exaustão mental.
04:52Até por conta da nossa carga, né, Raquel?
04:54Sim.
04:54Porque boa parte das mulheres, não vou falar todas, mas tem seu serviço lá fora, seu
04:59trabalho lá fora, né, fora de casa, mas tem seu trabalho dentro de casa.
05:03E tem a questão de educação dos filhos também, que acaba, muitas das vezes, a gente
05:07não pode generalizar, mas muitas das vezes isso é transferido somente para a mãe, né.
05:12Então, essa exaustão, pelo que eu estou entendendo, é mais nesse sentido, né.
05:16A mulher fica muito mais sobrecarregada, porque hoje praticamente todas as mulheres estão
05:20nas ruas trabalhando, independente da sua função que ela está exercendo.
05:24E o homem ainda fica numa posição mais cômoda, né.
05:27Sim.
05:27Mas isso aí é derivado do nosso próprio contexto social, né, da nossa história, que
05:33vem aí de um patriarcado, né, primeiro a mulher era direcionada ao pai, depois ao marido,
05:39e hoje a mulher, ela consegue sair dessa posição.
05:43A gente não precisa do homem para se sustentar, a gente não precisa do homem para nos manter,
05:49para ter filhos, para ter uma casa, para nada.
05:54A gente não, nem no aspecto se bobear sexual, a gente precisa do homem.
05:59Então, se a gente for pensar, hoje, o homem, para ele entrar na vida de uma mulher, a mulher
06:04tem que querer.
06:05Ele tem que agregar alguma coisa.
06:07E é onde eu acho que os empecilhos começam, né, em decorrência, porque as mulheres estão
06:15avançando, estão lutando, eu estou aqui com o batom vermelho hoje, porque ele foi muito
06:20criticado há muito tempo atrás, ele foi proibido, e hoje eu falei assim, não, já que é para
06:26falar de mulher, a gente vai usar o batom vermelho, entendeu?
06:29Então, eu acho que a mulher consegue sair dessa posição, a gente tem lutado para sair,
06:36mas o homem não consegue ver a mulher numa posição de protagonismo, de senhora da sua
06:43própria vida.
06:44E isso tem causado, literalmente, matança.
06:49Mas é uma luta, né, Raquel?
06:51É uma luta, porque, assim, não são todas as mulheres que conseguem enxergar dessa forma,
07:01ainda ficam muito submetidas à situação, né, Valente?
07:05Mas só para finalizar, porque a gente acabou, porque eu te fiz a pergunta, né, esse esgotamento
07:10mental, talvez, da mulher que você falou que é um pouco superior ou emocional, né, mas
07:14fica mais prejudicado.
07:15Seria mesmo em virtude dessas múltiplas tarefas da mulher?
07:21Múltiplas, duplas, triplas, né?
07:23Nós temos muitas funções, o que eu acho que é importante, o que é bom, que faz com
07:29que a gente entre mais ainda, né, socialmente, culturalmente, em todos, em vários contextos,
07:35mas a gente tem esse prejuízo, desse esgotamento, dessa exaustão, né, não que os homens talvez
07:43não tenham, mas eu acho que como a mulher, ela tem mais funções, querendo ou não, ainda
07:48tem, né, não vamos generalizar, tem muitos homens aí que ajudam, que cooperam, mas ainda
07:54tem, porque a mulher, ela tem um sentimento de que ela precisa de deixar tudo organizado,
08:00de que ela precisa manter as coisas limpas, nós somos mais sensíveis em muitos aspectos,
08:05então, esse mental, ele realmente fica sobrecarregado, e eu vejo isso, sinto isso no consultório,
08:12que aí é uma linha tênue, justamente porque chega uma exaustão em que a mulher, ela
08:18não consegue perceber a sutileza de uma violência, ela não consegue perceber que esse cansaço
08:26vai trazer prejuízos, do qual ela pode estar vivendo, sim, uma violência dentro de casa,
08:33justamente porque 66% das violências contra a mulher, na estatística, acontece dentro
08:40de casa. Eu até trouxe um dado que fala exatamente isso, 60, vamos redondar, né, 70% das mortes
08:50de mulheres ou meninas ocorrem por familiares, por alguém muito próximo, né, em contrapartida
08:57do homem não tem nada disso, a porcentagem ali de homens que falecem por conta, são assassinados,
09:04a palavra é certa, né, são assassinados no contexto familiar, acho que é 10%, olha só
09:11para você ver como é que é discrepante, né, e aí, é igual você falou, praticamente a
09:16maioria das mulheres não consegue enxergar o caminho que está levando para esse feminicídio,
09:22né. Sim. E lá, você, na sua experiência em consultório, a mulher chega e vai, vai narrando
09:32algumas coisas ali e aí você percebe que ela está sofrendo violência. É comum, é
09:36muito comum você fazê-la enxergar que ela está sofrendo violência e ela levar um susto,
09:45vamos assim dizer, porque não acreditava? É muito comum, muito comum. Conta isso aí
09:50para a gente. É, a mulher, muitas vezes ela chega, sempre começa assim, uma queixa de uma
09:56demanda que eu estou com a autoestima péssima. Minha autoestima tá muito ruim, eu não tô sendo
10:02produtiva ou uma cobrança, eu não consigo organizar minha casa, eu não consigo ter tempo
10:08para o meu filho, eu não consigo, é, profissionalmente tô ficando com a cabeça muito cheia e aí a gente
10:13vai conversando, conversando e ela vai vindo, falando, né, que o meu marido cobra que eu
10:18me arrume mais, meu marido está falando que eu engordei, meu marido fala que eu sou muito
10:23sensível, porque eu estou entrando na menopausa, meu marido fala que, é, que eu
10:30preciso ser mais organizada, meu marido cobra o jantar e eu fico, saio do serviço
10:35pensando em como que eu vou chegar em casa e organizar todas essas tarefas, isso é
10:41uma violência sutil de alguma forma, é, a psicológica, inclusive, que eu falo que ela é...
10:46Eu ia falar isso agora. Isso. A psicológica. Põe os exemplos de violência psicológica. Sim, a
10:51psicológica é a que, talvez, a mulher, ela se sinta mais coagida no sentido que, às
10:57vezes, ela não percebe que são xingamentos, né, manipulações emocionais, é, humilhações,
11:06às vezes, dentro de casa ali, grita, xinga. E aí eu vou incluir nesse barco aí também
11:11a questão da violência econômica, porque muitas vezes a mulher é rebaixada nesse sentido
11:18da autoestima pela falta da contribuição econômica. Sim. Muitas vezes já existente
11:25ali no contexto em que ela tá vivendo e aí isso ainda sobrecarrega ainda mais essa
11:32questão emocional. Então...
11:35Mesmo quando ela trabalhe e ganhe menos que ele, vai, vai, vai acontecer, pode acontecer
11:41isso, né? Sim. Aí a gente pode entrar também na violência patrimonial, porque muitas das mulheres
11:47trabalham, ganham bem, às vezes, ou até mais, mas o recurso financeiro é tirado dela
11:53justamente porque ela tem que fazer tudo sozinha com as coisas da casa, escola de menino, plano
11:59de saúde, conta pra pagar, pra que, é, é, essa exigência do parceiro, pra que ela pague
12:05tudo justamente pra que não sobe nada pra ela. Ela não vai conseguir juntar dinheiro, ela
12:10não vai conseguir gastar com ela, né? Seja esteticamente, seja no momento de lazer ou de saídas, isso eu
12:17também escuto no consultório. E é um tipo de violência, né? Então, assim, é, eu falo que um recurso da
12:25psicoterapia, ele é muito importante porque tem esse autoconhecimento e essa informação, essa abertura
12:33pra que a mulher consiga enxergar se ela tá vivendo algum tipo de violência. E aí ela assusta, Rosane,
12:42ela assusta quando eu pontuo algumas coisas sutilmente, porque é o processo dela, né? A gente não sabe como
12:48que a mulher vai receber aquilo que a gente tá passando, mas ela assusta, às vezes chora muito, eu não
12:55acredito, ou vai embora, reflexiva sobre isso. Algumas não... Muitas vezes até desaparecem, né, Raquel?
13:03Isso. Algumas não conseguem voltar pro processo, então a gente tem que ter uma sutileza de um, de um, de
13:09um
13:09apoio, assim, com elas no consultório, justamente pra que elas possam voltar e conseguir se fortalecer
13:15mais. Porque isso que a gente tá fazendo aqui é tão importante justamente pra passar
13:20informação, né? Sobre como que isso acontece e como que elas podem também ter ajuda, né? Então, isso é comum
13:29no consultório.
13:30Nesse sentido, né, tem uma expressão que é chamada do ciclo de violência, né? Sim. Que a gente começa lá
13:40na
13:40lua de mel, depois tem o auge do conflito, né? E depois esse ciclo vem ele com a fase falando,
13:48olha, não, é
13:50percepção sua, você que tá errada, a culpa é sua, fica tranquila, isso nunca mais vai acontecer. E aqui eu
13:58não tô falando
13:58nem da violência física, né, gente? Porque geralmente quando a física acontece, todas as outras já passaram, já, já, já,
14:08já
14:08chegaram no seu cume pra que a violência física aconteça. E aí, Raquel, essas mulheres conseguem, com a ajuda
14:17terapêutica, sair desse ciclo? Conseguem, conseguem, principalmente quando você fala do ciclo da violência,
14:26o ciclo da violência, ele começa com tensões, brigas, discussões em casa, depois vem as explosões, quebra alguma
14:33coisa, bate a porta e, né, começa...
14:37Morro na mesa? Morro na mesa, então vem essas explosões, aí depois tem, a gente fala que é o ciclo
14:43da lua de mel, né, porque aí, às vezes tem uma noite
14:48prazerosa boa, ou às vezes o marido chega com um presente muito caro, ou chama pra jantar num lugar que
14:54ela queria muito, e aí novamente a gente
14:56volta pro ciclo, porque não vai ser resolvido dessa forma com, como é que fala? Com pagamento de algo, né,
15:05como se quisesse oferecer algo
15:06pra mulher, pra ela desculpar, mas esse ciclo volta. Então, quando elas percebem no consultório em que elas estão
15:12vivendo esse ciclo de violência, porque não chegou na agressão física, que é a mais visível, e que é assim
15:18que é...
15:19Ah, eu tô sendo agredida. E é isso que a Tamara falou, justamente que já tá acontecendo outras muito antes,
15:26então a gente tem que
15:27passar essa informação antes que chegue nessa agressão física.
15:31Mas, Raquel, se a gente for analisar, pode acontecer de muito homem que faz essas coisas, ele também não ter
15:40a ideia de que ele está
15:43fazendo violência.
15:44Porque talvez ele presenciou isso também dentro da casa dele, foi esse tipo de criação que ele recebeu, não vou
15:50falar criação, né,
15:51mas foi aquele tipo de exemplo que teve em casa, então pra ele é normal isso, né.
15:55Sim. Então, a gente tava conversando, né, Tamara, essa informação aqui, ela tem que ir pros homens também.
16:00Talvez, até, principalmente, né.
16:02Exatamente. Eu diria que esse programa, embora a gente tá aqui, né, se pautando, né, no dia 8 de março,
16:11e ele é de extrema
16:12relevância, sim, mas a gente precisa mudar esse viés, a gente precisa começar a falar para os homens.
16:18Porque, na verdade, são os homens que estão matando, são os homens que são os agressores, são os homens que
16:25praticam a violência.
16:27Mas, eles também precisam entender que isso é violência.
16:31Precisa haver aí, tem que haver uma mudança estrutural de comportamento, de entendimento.
16:37A gente tava conversando ali fora, justamente sobre esse aspecto emocional.
16:42A Raquel tava até falando que mulher estuda sobre relacionamento, mulher estuda sobre amor, mulher busca entender mais como a
16:50mente do homem funciona.
16:51Mas você não vê um homem fazendo isso.
16:53O homem não consegue entender a estrutura feminina, né, o complexo feminino.
17:01A grandeza, por exemplo, de uma mulher grávida que vai dar à luz, toda a fisiologia dela que muda para
17:08que aquilo aconteça,
17:09inclusive psicologicamente, e ele não consegue dar o apoio ali.
17:13São poucos, eu não tô falando, né, gente?
17:15É óbvio que a gente não tá generalizando.
17:17A gente vê aí um progresso também nesse sentido.
17:21Mas, infelizmente, a grande maioria ainda é desse jeito.
17:25Exatamente.
17:27Justamente porque muitas vão para o consultório, ou às vezes conversam entre mulheres, assim,
17:34como que eu vou salvar meu casamento?
17:36Essa é uma responsabilidade que fica para a mulher, ela que tem que salvar o casamento.
17:41Ela que tem que ouvir podcast sobre relacionamento, ler os livros sobre amor, como que o homem funciona.
17:48E aí, vários livros, né, pesquisas científicas, livros de autoajuda.
17:52As mulheres, elas fazem muito essa busca.
17:54Eu realmente não vejo os homens tentando entender.
17:57Então, enquanto os homens não tiveram uma educação emocional ativa, os meninos e os homens ativa,
18:04em entender como a mulher é, como ela funciona, quais aspectos biológicos, emocionais nós vivemos,
18:15isso não vai acabar nunca.
18:18Precisa de ter isso.
18:19É, a gente vê aí, né, o amparo legislativo, social, a gente tem visto, né, o desenvolvimento de políticas públicas,
18:29a gente tem aí hoje várias leis que têm trabalhado, né, nesse sentido de proteção da mulher,
18:36em especial a lei Maria da Penha.
18:40Inclusive, gente, para todas aquelas que estão sofrendo algum tipo de violência,
18:44e eu não digo aqui só a física,
18:46a gente tem o DISC-180,
18:49e aí não é só a mulher que pode fazer a denúncia,
18:51é qualquer pessoa, né, fazer a denúncia.
18:54A gente tem as delegacias, né, especializadas de proteção à mulher,
18:59a gente tem as promotorias, né, de justiça,
19:03desenvolvidas para trabalhar nessa proteção,
19:05a gente tem outros programas, como a Casa da Mulher Brasileira,
19:10alguns hospitais que dedicam, né, alguns programas também específicos,
19:14salvo engano, como o Risoleta Neves,
19:17a gente tem o programa Justiceiras,
19:20então a gente tem várias formas dessas mulheres, né, nós mulheres, buscarmos ajuda, né,
19:27e realizar a denúncia,
19:30porque se está sofrendo uma violência,
19:33seja ela física, psicológica, patrimonial, moral, né,
19:38o agressor, de alguma forma, ele tem que ser responsabilizado,
19:42e ela tem direito ali de solicitar o que a gente chama
19:44as medidas protetivas de urgência, né,
19:47e recentemente, aliás, dia 10,
19:50é, ontem de ontem, né,
19:52foi aprovado pela Câmara, né,
19:56de deputados,
19:56o projeto que o juiz vai ter a possibilidade de analisar
20:00em relação ao risco, a questão do uso da torna dozeleira eletrônica
20:05para o agressor,
20:06e no caso para a mulher, um relógio,
20:09um monitoramento que ela vai ter
20:10esse controle
20:13de que quando o agressor
20:15chega perto dela,
20:17porque muito se questiona das medidas
20:19protetivas de urgência,
20:21é que como é que você vai conseguir
20:22fazer essa fiscalização,
20:25se a pessoa vai ou não chegar perto
20:27da vítima.
20:28Então, muitas vezes,
20:29a medida é solicitada,
20:31é conferida,
20:32o juiz dá lá para ficar
20:33300 metros da mulher,
20:36mas, no outro dia,
20:37ela está morta.
20:38E aí?
20:39Como é que a gente faz isso?
20:41E aí, eles estão desenvolvendo,
20:44trabalhando isso,
20:44a questão eletrônica, né,
20:46o uso da tecnologia
20:47para facilitar esse controle.
20:49Então, a gente vê mesmo
20:51o desenvolvimento, né,
20:53mas, nós estamos
20:54num alto índice de feminicídio.
20:57Sim.
20:58Né, e não só de feminicídio, né,
21:01de agressões,
21:02do crime de estupro,
21:04é...
21:05Então, assim,
21:06o que que está de errado?
21:07O que que precisa melhorar?
21:10A gente precisa,
21:11os homens precisam ouvir isso aqui.
21:13Eles precisam, né?
21:15Considerando essa questão, né,
21:16que vocês estão falando aí,
21:18que os homens, né,
21:19precisam ouvir,
21:20devia ter programas,
21:23devem ter, né,
21:24mas, assim,
21:24divulgar mais programas
21:29para homens.
21:30Na própria medida protetiva,
21:32eles costumam definir
21:33esses cursos, né,
21:34para que o agressor
21:35saiba lidar com a raiva.
21:37É, mas tem que saber,
21:40eles têm que procurar mais
21:41a parte de psicoterapia
21:43para trabalhar a raiva,
21:46a ira, aquela coisa,
21:47porque, muitas vezes,
21:50eles agem
21:51de forma premeditada,
21:53mas,
21:54muitíssimas vezes,
21:55é por impulso,
21:57por não conseguir
21:58se conter, né?
22:00Controlar as emoções.
22:01Controlar as emoções,
22:02e vai pagar por isso, assim.
22:04É, não conseguem,
22:05por exemplo,
22:06receber um não.
22:08Recentemente,
22:09a menina estava sendo
22:10stalkeada, né,
22:11porque a gente tem aí
22:12o crime de stalker,
22:13estava sendo
22:15stalkeada pelo sujeito,
22:16e, de diferentes formas,
22:18inclusive,
22:19de forma educada,
22:21ela falou
22:22que não queria, né,
22:23nenhum relacionamento,
22:25nenhum envolvimento,
22:27falou, inclusive,
22:28né,
22:28que estava voltada ali
22:29para os estudos,
22:30mas, em contrapartida,
22:33ele invadiu a casa dela
22:34e desferiu contra ela
22:36quase 30 facadas.
22:37E todas aonde?
22:39No rosto.
22:41Né?
22:42Então...
22:42Você está querendo perguntar aí?
22:46Eu estou aqui matracando.
22:48Matracando, hein?
22:49É que a mulher
22:50toda hora olha ali,
22:51eu acho que ela está
22:51querendo perguntar.
22:53Né?
22:53Então, a gente tem aí
22:54esses fatos, né,
22:56acontecendo,
22:57e, querendo ou não,
22:58a gente tem esse índice também,
23:00esse aumento
23:01da questão
23:01da misoginia,
23:03da questão do ódio
23:05direcionado
23:05pelo único,
23:06simples fato
23:07da gente ser mulher.
23:08Ser mulher.
23:09Né?
23:09Você tem recebido
23:12muitas mulheres
23:12falando de perseguição
23:15de ex-companheiro
23:18ou namorado,
23:20desse medo
23:20de morrer,
23:23perseguição
23:23via rede social.
23:26Principalmente
23:27entre as meninas,
23:28as jovens.
23:29Nossa,
23:29que é a pior ainda.
23:30É,
23:31muito,
23:32muito,
23:32porque é um público
23:33mais vulnerável,
23:35né?
23:35Então,
23:35as meninas,
23:36né,
23:37aí vão colocar,
23:38sei lá,
23:3814 anos
23:39para cima,
23:40as mais jovens,
23:42de 18,
23:4220 anos,
23:43elas,
23:44como acessam muito,
23:45eu acho que a rede social,
23:46tem muito esse contato
23:47com a tecnologia,
23:49elas trazem muito isso,
23:50desse stalk,
23:53dessa perseguição,
23:54né?
23:55E aí,
23:55é realmente isso,
23:56é uma preocupação
23:57tanto dos pais
23:58quanto,
23:58né,
23:59delas mesmas,
24:00do que que elas vão fazer
24:01com essa perseguição,
24:03justamente porque elas
24:04são mais vulneráveis.
24:05às vezes,
24:05às vezes,
24:06para os meninos também,
24:08né,
24:08para os adolescentes,
24:09tem grupos,
24:09né,
24:10voltados,
24:11para o direcionamento
24:12desse ódio,
24:13para o direcionamento
24:14dessa misoginia,
24:17então,
24:17o cuidado que os pais
24:18têm que ter também
24:19de estar ali,
24:22fiscalizando o que que é
24:23feito ali nas redes,
24:24né,
24:24tanto enquanto você,
24:27a sua filha,
24:28né,
24:28pode estar ali sendo
24:29agredida,
24:30perseguida,
24:31como ao contrário,
24:32eles podem estar sendo
24:33inflamados,
24:34educados,
24:35nas redes,
24:36nesse sentido,
24:37né,
24:38para fazer o contrário.
24:40Sim,
24:41então,
24:41isso acontece,
24:42e aí,
24:42quando a gente fala
24:43desse âmbito de
24:45psicoterapia,
24:46para ter esse autoconhecimento,
24:47tanto mulheres,
24:48quanto homens,
24:49é tão importante,
24:50justamente,
24:51para você,
24:52eu trabalho muito com famílias,
24:54a gente fazer essa
24:55quebra de padrão
24:56que a gente teve lá
24:58dos nossos ancestrais,
24:59de forma social mesmo,
25:01de como que nós mulheres
25:03tínhamos que aceitar
25:04ou como éramos tratadas,
25:06os homens,
25:07como eles aprenderam,
25:08né,
25:09ser o provedor,
25:10o macho,
25:12o que tem que fazer
25:13acontecer e
25:15controlar ali
25:16a situação familiar,
25:17então,
25:18na psicoterapia,
25:19eu trabalho muito
25:19com essa quebra
25:20desse padrão
25:21que a gente traz,
25:22porque,
25:23às vezes,
25:23a gente aprendeu
25:24com o nosso avô,
25:25a nossa avó,
25:26e sem a gente perceber,
25:28às vezes,
25:29inconscientemente,
25:30a gente traz isso
25:31para o nosso momento
25:34enquanto adulto,
25:35mas a gente está
25:36vivendo um outro contexto,
25:37a gente não tem
25:38que ficar repetindo isso,
25:39então,
25:40eu vejo muito isso
25:40no consultório,
25:41tanto de jovens,
25:42homens e mulheres,
25:44uma repetição
25:44de um padrão
25:46familiar,
25:47de um histórico
25:48social também,
25:50que não faz sentido,
25:52então,
25:52essa busca
25:53por melhorar,
25:54por ter essa consciência
25:55de melhorar,
25:56e isso é extremamente
25:58importante,
25:59é como se virasse
25:59uma chavinha ali,
26:01então,
26:02quando os homens
26:02vão e eles
26:06viram essa chavinha,
26:07às vezes,
26:08assustam,
26:08não voltam mais,
26:10porque ficam
26:11assustados,
26:12mas é um momento,
26:13quando eu atendo
26:13homem,
26:14eu fico muito
26:15feliz,
26:16assim,
26:16de poder ver
26:17que eles têm
26:17essa abertura,
26:18alguns mais vulneráveis,
26:19alguns querendo realmente
26:20ter essa mudança,
26:23eu falo,
26:23nossa,
26:24eu queria que a minha agenda
26:25fosse lotada de homens
26:26aqui,
26:27porque infelizmente
26:28ainda não é uma realidade,
26:30a grande maioria
26:31que busca ajuda
26:32também são mulheres,
26:33então,
26:34as mulheres com essa exaustão,
26:35com esse cansaço,
26:36com essa violência,
26:37também são as que mais
26:38buscam ajuda ali,
26:39no consultório,
26:40por exemplo,
26:41de tentar melhorar,
26:42não só resgatar o casamento,
26:44mas de tentar buscar
26:45de novo a autoestima,
26:47perder o medo excessivo,
26:48que são os prejuízos
26:49que tem da violência,
26:51a ansiedade,
26:53os sintomas ali,
26:54iniciais de depressão,
26:56que chegam já,
26:58vivenciam uma violência,
26:59já estão ali
26:59com o quadro de depressão
27:01inicial,
27:02às vezes profundo,
27:03porque entram
27:04numa tristeza prolongada,
27:06tão grande,
27:07que não tem como falar
27:08que ela não vai cair
27:10numa depressão,
27:11por exemplo,
27:12então,
27:12ainda assim,
27:14a gente ainda tem
27:15essa responsabilidade,
27:16essa busca ainda,
27:17por ajuda,
27:18por autoconhecimento,
27:19para tentar melhorar,
27:20muitas tentam melhorar,
27:21para ver se o casamento
27:22melhorar,
27:23a relação afetiva
27:24fica melhor,
27:25então,
27:25realmente,
27:25a gente precisa
27:26de conscientizar os homens
27:27também,
27:28que eles precisam
27:29de quebrar esse padrão
27:30e fazer essa busca,
27:31para eles também
27:32salvarem o relacionamento
27:33deles.
27:34O Raquel,
27:34acho que a gente só tem
27:35que frisar um pouquinho
27:36aqui,
27:36que você até mencionou
27:37novamente,
27:38essa questão de que
27:39quando o seu parceiro,
27:41te chama de gorda,
27:43fala que o que,
27:45tipo assim,
27:46te pede para preparar
27:47um jantar,
27:48depois de você ter
27:48toda essa jornada
27:50de trabalho,
27:51que tudo isso,
27:52a gente tem que reforçar
27:53isso,
27:53que são questões
27:54do dia a dia
27:54que passam despercebidas,
27:56eu acho que passaram
27:57despercebidas até
27:58para a gente,
27:58que lidam com a violência
27:59todo dia,
28:01que no escritório
28:01chega sempre muita
28:02questão de violência
28:03também,
28:04e passam despercebidas
28:05essas questões,
28:06então,
28:06assim,
28:07eu tenho certeza
28:08que a maioria das vezes
28:09que você atende
28:09uma mulher no seu consultório,
28:12que ela começa
28:13a narrar,
28:14e que você vira e fala,
28:15eu não sei se você
28:16vai falar assim,
28:17mas você entende
28:18que isso é uma violência?
28:19Acho que a maioria
28:20assusta,
28:21porque está no cotidiano
28:23das pessoas,
28:23né?
28:24Sim,
28:24sim,
28:25essa violência sutil,
28:27ela acontece
28:28todos os dias,
28:29e com a gente mesmo.
28:30É a violência visível
28:31e é invisível,
28:32né?
28:33Exatamente.
28:34Então,
28:34assim,
28:34a gente tem que deixar
28:35isso bem claro
28:36para as pessoas
28:36que estão ouvindo,
28:37que essas coisas
28:38do cotidiano
28:40precisam mudar.
28:41Pequenas, né?
28:41Pequenas,
28:42precisam mudar.
28:43Porque a princípio
28:43seriam pequenas, né?
28:44Porque é igual
28:45a Morgana falou,
28:46a gente lidar
28:46com essa questão
28:47da violência doméstica
28:48diariamente,
28:49né,
28:49no escritório,
28:52e quando chega
28:53para a gente
28:53é porque o trem
28:54já está muito feio.
28:55O trem já passou
28:56todos os limites
28:57possíveis e imagináveis.
28:59E é igual você falou,
29:01se busca essa ajuda,
29:02por exemplo,
29:03na questão psicológica,
29:05às vezes consegue
29:06trabalhar isso lá
29:08para não chegar,
29:09por exemplo,
29:09na gente,
29:10né?
29:11Então,
29:12é...
29:14Homens,
29:16procurem
29:17a psicoterapia,
29:20a trabalhar
29:20suas emoções,
29:23procure saber
29:24que atos
29:27são considerados
29:30violência
29:31contra a mulher.
29:32porque a partir
29:35do conhecimento
29:36você pode
29:38evitar
29:39muitos
29:41transtornos
29:42na esfera
29:44criminal,
29:46na esfera
29:46cível.
29:48Gente,
29:49uma medida
29:50protetiva,
29:52ela não somente
29:53afasta
29:54o homem
29:55da residência,
29:56não,
29:56ela gera
29:57uma série
29:58de outros
29:58problemas,
30:00são transtornos
30:01jurídicos,
30:04né?
30:04Então,
30:04tem que tomar
30:05esse cuidado,
30:06procure saber
30:07o que que eu faço
30:09que pode ser
30:10considerado
30:11violência
30:12contra a mulher,
30:13que pode ser
30:15encaixado
30:15na lei
30:16da violência
30:18contra a mulher.
30:20É?
30:21Isso mesmo,
30:22que eu,
30:23que os homens
30:24possam
30:24enxergar
30:25a sua parceira
30:26como a sua
30:28parceira,
30:29a sua
30:30parceria
30:31de igual
30:32para igual,
30:33sua companheira,
30:34que vocês vão
30:34fazer as coisas
30:35de casa juntos,
30:36vocês vão
30:37dividir
30:37as responsabilidades
30:39domésticas,
30:41as responsabilidades
30:41com os filhos,
30:42sim,
30:43que eles possam
30:43perceber essa
30:44igualdade mesmo
30:46de uma companheira,
30:48Vai acrescentar
30:49tanto, né?
30:49Tanto para um
30:50quanto para o outro.
30:51Os conflitos
30:51nas relações
30:52existem,
30:55mas esse excesso
30:56de ofensas,
31:01de atos,
31:02né?
31:02Ah, vai trocar
31:03essa roupa?
31:04Sim.
31:04Não vai sair
31:05comigo com essa roupa,
31:06não?
31:07Não, tem um homem
31:08que justifica
31:09a traição,
31:11justifica assim,
31:12um momento ali
31:13de traição
31:13porque a mulher
31:14engordou
31:14depois de um parto,
31:15né?
31:16Isso é violência,
31:17gente.
31:17Isso é violência.
31:18E a mulher ainda
31:19acha desculpa,
31:21o problema das mulheres
31:21são esses, né?
31:22A maioria das vezes
31:23que ocorre
31:24aquela violência,
31:25elas tentam
31:26se culpar.
31:27Elas não conseguem
31:28enxergar o erro
31:29do outro, né?
31:30Elas acreditam
31:31que aquilo é verdade.
31:33Isso.
31:33E isso é uma
31:34questão psicológica
31:36justamente porque
31:37vivencia tanta violência
31:39que ela começa
31:40a perder a percepção
31:41dela mesma.
31:42Quem é ela?
31:43Quem eu sou?
31:43Como eu sou?
31:44Como eu quero ser?
31:45Como eu quero estar?
31:46É sempre pelo olhar
31:47do outro.
31:49E isso é preocupante
31:50por causa desses prejuízos.
31:51emocionais.
31:52Eu acho que
31:52tentar preservar
31:54a família
31:55é extremamente importante.
31:58Não é por qualquer
31:59discussão
32:00que o casal
32:02já tem que
32:03ir procurar
32:04o escritório de advocacia
32:06para se divorciar
32:07ou não é
32:09qualquer discussão
32:10que já tem que correr
32:11para a delegacia
32:12para falar que
32:14para pedir uma
32:15medida protetiva.
32:16Não é isso
32:17que a gente está falando.
32:18É uma questão
32:19de uma relação
32:20de respeito
32:22de respeito
32:23de um com o outro
32:24mas também
32:26de tentar
32:26compreender
32:27o momento
32:27que cada um
32:28está vivendo ali.
32:29Isso só não pode ser
32:30aquela coisa
32:31continuada.
32:32Isso a gente
32:33está falando
32:34da violência
32:37pouco visível
32:38porque quando
32:39já parte
32:40para a agressão
32:40física
32:41já mudou
32:42totalmente.
32:42já chegou
32:43no limite
32:43que pode ser
32:45aliás
32:46o limite
32:47é o feminicídio
32:48não é à toa
32:49que ele se tornou
32:50crime
32:50há pouco tempo
32:51um crime autônomo
32:53porque antes
32:54ele era
32:56um parágrafo
32:58vamos dizer assim
32:58lá no crime
32:59de homicídio
33:00mas agora
33:01ele virou
33:02ele tem um artigo
33:03próprio
33:04ele criou
33:05um tipo penal
33:05próprio
33:06para ele
33:07não é à toa
33:07que ele existe
33:08se ele existe
33:09é porque
33:10está acontecendo
33:11de fato
33:11porque a lei
33:13sempre acontece
33:14depois
33:14que os fatos
33:16os fatos
33:17viram a lei
33:18então
33:19o feminicídio
33:20talvez aí
33:20é o ápice
33:21de tudo
33:23que a gente
33:23tem
33:25presenciado
33:26mas
33:26o fato
33:27de se ter
33:28uma agressão
33:29de se perder
33:29o controle
33:30e
33:31uma mulher
33:32ser violentada
33:34seja ela
33:35física
33:35sexualmente
33:36é muito triste
33:38é muito triste
33:40eu acho que
33:41ninguém
33:41nenhuma mulher
33:42merece
33:43passar por isso
33:44tem que passar
33:45por isso
33:45nenhuma criatura
33:47nenhuma
33:47nem homens
33:49nem mulheres
33:50nem homens
33:51aqui não é a guerra
33:53de mulheres
33:54contra homens
33:54não
33:55de forma nenhuma
33:56é uma conversa
33:58para fazer com que
33:59a relação
34:00entre mulheres
34:01e homens
34:01seja uma relação
34:03mais
34:04equilibrada
34:05sim
34:06limites saudáveis
34:08a gente precisa
34:09de entender
34:10as relações
34:12de forma
34:12saudável
34:13limites saudáveis
34:14eu acho que
34:15às vezes
34:15falta muito
34:16isso
34:16entender
34:17como que funciona
34:19um relacionamento
34:20saudável
34:20como que eu posso
34:21fazer isso
34:22não é numa primeira
34:22briga
34:23que a Rosane
34:24falou
34:24que eu vou terminar
34:25que eu vou divorciar
34:27para resolver
34:28não é sobre isso
34:29mas qual limite
34:30que a gente tem que colocar
34:31tanto o homem
34:32quanto a mulher
34:32mas para que
34:34todos nós
34:35possamos ter
34:35relações saudáveis
34:36igual assim como a gente
34:38tem relações
34:39de amizade
34:40familiares
34:41que a gente tenta
34:41manter de forma
34:42saudável
34:43eu acho que
34:43um relacionamento
34:44afetivo
34:45amoroso
34:46a gente precisa
34:47de entender mais
34:48sobre isso
34:48tanto os homens
34:49quanto as mulheres
34:50mas as mulheres
34:51tem que lutar
34:52para continuar
34:54progredindo
34:54crescendo
34:56avançando
34:56eu estou para dizer
34:58que a mulher
34:58ultimamente
34:59está tendo que lutar
35:00para viver
35:01está decidido
35:02Raquel
35:03faça suas considerações
35:04finais
35:07eu acho que a gente
35:08tem que pensar
35:08muito
35:09e falar muito
35:09sobre o que nós
35:10falamos aqui hoje
35:11sobre a mulher
35:14e principalmente
35:16que quando a mulher
35:17ela chega
35:17num processo
35:18de depressão
35:19a gente não está
35:20falando só
35:21biologicamente
35:22não
35:22a gente está falando
35:23de aspectos
35:24de desigualdade
35:26social
35:26aspectos
35:27de violência
35:28aspectos
35:29então não é
35:30simplesmente desenvolver
35:31uma depressão
35:33mas ela
35:34a gente brinca
35:35o buraco
35:36é mais embaixo
35:37então acho que
35:38todos nós
35:39temos que estar
35:39abertos
35:40às informações
35:42promover mudanças
35:43promover
35:45campanhas
35:46mesmo
35:46isso que a gente
35:47está fazendo aqui
35:48quanto mais
35:49pessoas a gente
35:50atingir
35:50homens e mulheres
35:51com essas informações
35:52eu acho que é uma
35:54forma de a gente
35:54poder tentar
35:56diminuir
35:56e amenizar
35:57isso
35:57que a gente
35:58está vivendo
35:58muito
35:59que é a violência
36:00contra a mulher
36:01então eu fico muito feliz
36:02pelo convite
36:04para poder contribuir
36:04um pouco aqui
36:05com vocês
36:06muito obrigada
36:07olha
36:09homens
36:10nós mulheres
36:11não queremos
36:12ver vocês
36:12processados
36:13por violência
36:14doméstica
36:15por violência
36:17contra a mulher
36:18não queremos
36:19então
36:20deixe de ser
36:21violento
36:22isso
36:24é isso
36:25gente
36:25nós
36:26fala para a gente
36:27aí as nossas
36:28redes sociais
36:29você também fala
36:30a sua rede
36:30a sua rede social
36:31vamos deixar a convidada
36:33a falar primeiro
36:34fala aí
36:35é minha rede social
36:37que o instagram
36:37é raquel
36:39gf psicóloga
36:41lá vocês conseguem
36:42acessar meu contato
36:43também
36:44e ver as minhas
36:45contribuições
36:46também lá
36:47nas postagens
36:49é a raquel
36:49é palestrante
36:50isso
36:51ela faz um trabalho
36:53muito bonito
36:54aí nessa área
36:55obrigada
36:56e a nossa
36:58é o direito
36:58simples a dever
36:59lá no instagram
37:01temos a página
37:02lá no facebook
37:02e nós também
37:04temos a nossa
37:05coluna aqui
37:06no EM digital
37:07e o nosso podcast
37:09no portal UI
37:10no canal do portal UI
37:11no youtube
37:12então eu convido
37:13todos vocês
37:14a vir
37:15para o lado de cá
37:16a buscar
37:17esse conteúdo
37:18porque tem
37:19muito conteúdo
37:20bacana
37:20e eu tenho certeza
37:21que o conteúdo
37:22de hoje
37:23de alguma forma
37:24se ele alcançar
37:26um pouquinho
37:27que seja
37:27já ajuda
37:29né
37:29e viva nós
37:31mulheres
37:31isso mesmo
37:32viva nós
37:34mulheres
37:35viva a liberdade
37:36né
37:37curte a gente aí
37:38passa a seguir
37:39tá
37:40a gente vai ficar
37:42muito agradecida
37:43então
37:45ficamos por aqui
37:47tchau
37:48tchau
37:49tchau
37:50tchau
37:51tchau
37:53tchau
37:54tchau
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