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O Cura 2026, idealizado por Janaína Macruz e Priscila Amoni, já começou e até 30 de agosto o público poderá acompanhar as pinturas na Praça Raul Soares.

Conversamos com a artista e fundadora do Cura Priscila Amoni para saber as novidades desta edição, a última do festival na Raul Soares, que recebe o evento desde 2021.

Nesta edição, as empenas serão assinadas pelo líder indígena e pensador mineiro Ailton Krenak, de 72 anos, e pela pintora e desenhista Mônica Nador, de Ribeirão Preto, de 71 anos.

Entre as novidades está a primeira pintura ao vivo realizada na própria Praça Raul Soares, nos dias 26 e 27 de agosto.

Também é a primeira vez que o processo de curadoria foi conduzido por uma Comissão Criativa.
O grupo escolheu como tema o mote “Descansar enquanto”, propondo uma discussão sobre o descanso como necessidade e direito, questionando quem consegue descansar em uma sociedade desigual.

Reportagem: Giovana Souza
Imagens: Giovana Souza e Leandro Couri

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#cura #bh #arte

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Transcrição
00:00O Cura foi amadurecendo ao longo dos anos, porque a gente começou como um festival que pensava cidade em geral.
00:10Só que com esse pensamento a gente foi trazendo os movimentos para perto de nós
00:16e vimos a necessidade de horizontalizar o nosso processo.
00:25E esse ano foi o ápice, que foi criar uma comissão criativa.
00:32E a gente pincelou, a gente pinçou, na verdade, pessoas da cidade que são agentes culturais muito importantes.
00:40E eles fizeram uma imersão com a gente para pensar o Cura.
00:45Então foi um processo de escuta muito profundo, muito importante para o festival,
00:50porque a gente fala que o Cura não é um evento, ele é um festival, um instituto hoje,
00:56mas que ele deixa legado para a cidade.
00:59Então a gente trouxe essas pessoas e o conceito que saiu esse ano, acho que foi quase unânime,
01:05que foi o cansaço, na verdade, o descanso.
01:09Então fomos convocadas a refletir sobre o descanso, sobre quem pode descansar,
01:19os privilégios do descanso na nossa sociedade, e trazer essa pergunta mesmo.
01:25Estamos todos descansando e como podemos descansar enquanto vivemos?
01:31Então é esse o tema, descansar enquanto, que é amplo, mas que traz uma série de reflexões
01:38até sobre a questão do trabalhador, a questão das classes sociais.
01:45Enfim, é um pensamento muito legal trazido pelo Ailton Krenak, que a vida não é útil.
01:53E é isso, a gente está incorporando isso nas empenas.
01:59O principal foi a convite do Ailton Krenak em si, que vai fazer o Mãe Pena.
02:05Primeira vez que ele vai pintar um prédio desse tamanho.
02:10Então a gente quer deixar na cidade o marco desse pensamento dele.
02:15A gente costuma dizer que uma pintura num prédio é uma palavra sendo dita o tempo todo.
02:21Então a gente quer dizer isso do Ailton Krenak, que é trazer a palavra dele para o centro de Belo
02:27Horizonte.
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