O ministro Fernando Haddad afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia deve ser fechado até dezembro. O comentário foi feito durante o evento FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030 – Uma Nação de Oportunidades, promovido em conjunto pelo Financial Times e o Times | CNBC. Confira o painel na íntegra!
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00:00Sejam muito bem-vindos ao nosso evento Brasil 2030, fomentando crescimento, resiliência e produtividade.
00:20Eu sou Michael Stott, editor para a América Latina do jornal Financial Times.
00:24Estamos felizes de apresentar-lhes aquele evento e especialmente estamos muito agradecidos pela presença aqui com nós do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
00:33Muito obrigado, ministro, por estar aqui com nós.
00:36Essa é uma iniciativa conjunta com os nossos parceiros CNBC e Times Brasil e é a primeira de uma série de eventos que a gente vai fazer juntos.
00:47Essa parceria representa uma convergência de credibilidade editorial, de influência na promoção de tantas discussões fundamentais, relevantes,
00:58que conectam líderes e antecipam tendências que serão fundamentais para a economia mundial.
01:05Ministro, muito obrigada. Sempre um prazer estar com o senhor e entrevistá-lo também.
01:10Ministro, nós vamos, claro, abordar vários temas como inovação, estratégias de competitividade, produtividade, crescimento do nosso país,
01:26mas antes nós queremos começar com os temas quentes, factuais do dia a dia do nosso noticiário.
01:33Eu vou passar a palavra para o Michael Stott abrir essa nossa entrevista.
01:36Bom, ministro, muito obrigado pela oportunidade.
01:41A gente está vendo agora esse desafio da guerra tarifária com os Estados Unidos.
01:46E sabemos que o senhor tentou, na semana passada, uma reunião com o Scott Besson para resolver, para discutir esse tema e ficou cancelado na última hora.
01:55Como fica, então, agora a estratégia do governo brasileiro para negociar com a administração Trump?
02:00Bom, em primeiro lugar, agradecer a oportunidade de falar com vocês.
02:08Olha, o que nós quisermos fazer semana passada foi, em primeiro lugar, demonstrar que não faltava, por parte do governo do Brasil,
02:20iniciativa no sentido de buscar uma aproximação com o governo dos Estados Unidos.
02:25E pairava no ar uma dúvida.
02:29Será que o governo brasileiro está disposto a negociar?
02:32Será que o governo brasileiro está fazendo gestão diplomática junto ao governo dos Estados Unidos para sentar à mesa?
02:39E nós quisemos dissipar essa dúvida, demonstrando cabalmente, até por documentos,
02:47de que a má vontade não partia do Brasil, de que a má vontade partia dos Estados Unidos.
02:52Quando eu recebi o e-mail do Besson, marcando o dia e hora da nossa reunião,
03:01eu sabia que, ao divulgar essa notícia, nós corríamos o risco de fazer com que a extrema-direita brasileira se mobilizasse nos Estados Unidos.
03:11E tem sido muito ativo, não?
03:13Nesse dia.
03:13Uma campanha muito forte.
03:15Isso.
03:16Nós entendíamos que a extrema-direita poderia se mobilizar nos Estados Unidos para reverter a situação.
03:21Mas ficaria demonstrado que a responsabilidade pela reunião não ocorrer não seria do Brasil.
03:30E eu penso que, não sei a quantos brasileiros essa informação chegou,
03:35mas hoje nós temos documentos oficiais demonstrando que a negociação só não ocorre
03:42porque os Estados Unidos estão tentando impor ao Brasil uma solução constitucionalmente impossível,
03:51que é o Executivo se imiscuir em assuntos de outro poder, que é o poder judiciário.
04:01Nós não temos uma situação constitucional que nos permitisse, política e juridicamente, atuar no caso.
04:09Então, gerou-se um impasse, que é pedir o que não pode ser entregue, pedir o que não pode ser oferecido.
04:17Então, quanto tempo poderia durar esse impasse, ministro?
04:21Um ano? Dois anos?
04:22Depende mais de lá do que de cá.
04:24Porque, do nosso ponto de vista, o Brasil é signatável de todos os acordos internacionais
04:31que dizem respeito a direitos humanos.
04:34O presidente Lula, acho que deu uma demonstração de respeito à Constituição,
04:41ao enfrentar todos os desafios exigíveis de um ser humano
04:46para que a justiça fosse feita no caso dele.
04:51Foi o único ser humano, estou falando do mundo inteiro,
04:53que recorreu ao Comitê de Direitos Humanos da ONU,
04:58ligado ao autocomissariado das Nações Unidas,
05:02para que a parcialidade do seu julgamento fosse atestada por um comitê internacional
05:08composto de 18 países,
05:11e foi, se não me engano, foi o Nenny a decisão a favor dele,
05:16não participou das eleições de 2018,
05:19com o julgamento feito pelas Nações Unidas,
05:23o STF brasileiro não reconheceu a decisão da ONU,
05:28e ele lançou um candidato, no caso fui eu,
05:31em sua substituição,
05:33disputei as eleições,
05:35perdi as eleições,
05:36do dia seguinte das eleições,
05:38cumprimentei meu adversário e fui dar aula,
05:41e eu penso que o Brasil, um país civilizado,
05:43é um país que age dessa maneira.
05:47Ninguém ficou contestando o resultado,
05:50ninguém ficou contestando fake news,
05:52ninguém ficou contestando nada.
05:53Eu acho que o Brasil, Michael,
05:55está dando, ao longo da sua história recente,
06:00uma demonstração de resiliência democrática,
06:03que deveria servir de exemplo.
06:06Muita resiliência democrática.
06:08Nós estamos com todos os eventuais defeitos
06:11do funcionamento de uma democracia,
06:13acreditando que ela é o melhor sistema de governo.
06:18E será que o Brasil tiver a resiliência econômica
06:21para aguentar uma guerra tarifária
06:23que durasse dois anos, três anos?
06:26Olha, eu não acredito que isso vá acontecer,
06:29em primeiro lugar.
06:30Segundo lugar, eu acredito que o Brasil,
06:34hoje o comércio com os Estados Unidos,
06:37representa metade do que já representou
06:39no começo do século.
06:41Nós tínhamos exportações da ordem de 25%
06:43para os Estados Unidos,
06:44hoje elas significam 12%,
06:47e pelo andar dos acontecimentos,
06:49eu acredito que o comércio bilateral,
06:51infelizmente, vai cair ainda mais.
06:55Ministro, existe alguma negociação
06:57para que haja, de fato,
06:59essa reunião com o Scott Bassett?
07:01E aí, lembrando que,
07:02no final da semana passada,
07:04o deputado Eduardo Bolsonaro
07:05postou uma foto
07:06dizendo que essa foto
07:09tinha sido tirada com o Bassett
07:11na quarta-feira,
07:12justamente no dia em que deveria haver
07:15a reunião do senhor com o Bassett.
07:18Então, eu queria saber,
07:19existe negociação
07:20para que haja essa reunião?
07:23E segundo...
07:24Vocês têm que perguntar para ele agora, não é?
07:26Não, mas eu quero saber,
07:27vocês...
07:28Não, mas o e-mail que eles trocam
07:29é com vocês.
07:31Então, existe alguma...
07:32Ele mandou um e-mail para o senhor...
07:34Cancelando e não houve outro tipo de...
07:38Vamos supor que eu tenha marcado
07:40o encontro com o Michael para almoçar.
07:42Aí, eu mando outro e-mail para o Michael,
07:44fala,
07:44Michael, eu não tenho horário
07:46para almoçar com você no dia marcado.
07:48E apareço almoçando no mesmo horário
07:51com o concorrente dele.
07:53Ele vai achar alguma coisa estranha
07:54no meu comportamento.
07:56Por que eu menti para ele?
07:58Bastaria de dizer, olha, eu estou...
07:59Então, foi uma provocação.
08:01Isso é você que está dizendo.
08:03Não, eu estou perguntando para o senhor.
08:04Olha, eu estou aqui
08:07numa condição muito específica
08:09de representar o Ministério da Fazenda
08:11de uma república federativa.
08:14Eu não posso cometer determinados deslizes
08:17porque já é uma situação tensa.
08:20Assim, qual é a dificuldade
08:21de tirar uma conclusão óbvia
08:23no caso desse?
08:25Sim, está tudo documentado,
08:27está na cara de todo mundo.
08:29Então, vamos partir
08:30de uma situação verdadeira
08:32em que o rei ficou nu.
08:35Não tem problema nenhum.
08:36Cada país tem a sua maneira
08:37de proceder.
08:38Eu nunca faria,
08:40cometeria uma deselegância dessa
08:41com o homólogo meu
08:43de outro país.
08:44Por mais hostil
08:46que o outro país fosse,
08:47se eu marquei um compromisso,
08:48eu cumpro.
08:50Entendeu?
08:50Ou então, eu não marco.
08:52Então, eu penso assim,
08:53se eu não tenho por que
08:55conversar com o ministro de finanças
08:57de outro país,
08:58eu sempre vendo não marco.
08:59Mas se eu marquei,
09:01eu tenho uma razão para isso.
09:03Então, se nós partimos da verdade,
09:05que as evidências demonstram,
09:07não estou aqui contando uma história.
09:10A história está documentada.
09:13E nem há um desmentido
09:14por parte do governo dos Estados Unidos
09:16de que a reunião estava marcada,
09:17até porque tem um e-mail oficial
09:19da Secretaria do Tesouro.
09:21Eu não quero aqui ficar fazendo julgamento,
09:24porque não é o meu papel
09:26ficar julgando os outros.
09:28O meu papel é dizendo isso aqui.
09:28Eu cumpri a minha função,
09:32dei a público os movimentos que eu fiz
09:34desde maio.
09:35Não é que eu esperei julho.
09:38Não esperei julho.
09:39Até porque a reunião em maio
09:40tinha sido boa, o senhor já disse.
09:42Excelente.
09:43Excelente.
09:44Agora, o que mudou de maio para julho,
09:46a gente tem que perguntar para eles.
09:48Porque eu estava cercado de assessores
09:50na reunião com o Bessent.
09:52Foi uma reunião de quase uma hora
09:53em que nós discutimos todos os assuntos.
09:56BRICS, Venezuela.
09:58O que você imaginar, nós discutimos.
10:00Relações bilaterais,
10:01possibilidade de parceria.
10:03E nós temos possibilidade
10:05de parcerias concretas.
10:07Eu reclamava muito com a Janet Yellen.
10:10E vocês podem perguntar para ela
10:11se não é verdade.
10:12Ela reclamava da falta da presença
10:15de investimentos americanos no Brasil.
10:19Ela dizia, olha, vocês não podem...
10:21Ela falou, não, nós não nos incomodamos
10:24com a aproximação de vocês com a China.
10:27Ela chegou a dizer isso em uma reunião oficial.
10:29E eu disse a ela, ela é uma pessoa muito agradável.
10:32Eu falei para ela, mas vocês deveriam se incomodar.
10:35Mas essa foi a administração passada, não?
10:38Então, agora temos uma administração
10:40que parece que está mais interessado
10:42em falar com a extrema direita brasileira
10:43do que com o governo.
10:44Eu, como ministro, não tenho relações com o governo.
10:47Eu tenho relações com estados.
10:50Para nós, é muito importante
10:52a parceria com os Estados Unidos.
10:54Para o Brasil.
10:55Porque o Trump tem
10:57seu tempo de mandato.
11:00O Brasil e os Estados Unidos
11:01têm 200 anos de relação.
11:04Se a gente não olhar para a relação entre os estados,
11:06nós vamos cometer um erro muito grande.
11:08É como se eu destratasse a Argentina
11:11por causa do milênio.
11:12Não tem sentido.
11:13Pergunta para o Caputo
11:14como é que eu trato a Argentina
11:15nas minhas conversas com ele.
11:19Eu trato o Caputo como parceiro do Brasil.
11:22Ah, ele tem outra cabeça.
11:23Mas qual é o problema?
11:24Ele tem outra cabeça
11:25e não achar os pontos de convergência
11:28para trabalhar juntos.
11:29Assim como os Estados Unidos,
11:31nós propusemos N possibilidades de parceria,
11:34sobretudo em torno da transformação ecológica.
11:37Eles sabem que nós temos um programa
11:39que está em curso
11:39e que representa,
11:41junto com a reforma tributária
11:42que o Brasil realizou,
11:44uma grande oportunidade de parceria.
11:47De transformar o Brasil em plataforma,
11:48inclusive, de exportação.
11:50E eles poderiam desenvolver
11:52cadeias produtivas integradas conosco
11:54para enfrentar a concorrência internacional
11:56em parceria com o Brasil.
11:59E nós temos biocombustível,
12:00nós temos minerais críticos,
12:02podemos fazer bateria aqui,
12:03podemos fazer carro elétrico aqui.
12:05Podemos fazer muita coisa conjuntamente.
12:08Nós temos o melhor vento,
12:09nós temos o melhor sol
12:10para a produção de energia limpa.
12:12Por que não explorar essas possibilidades?
12:15Então, para nós,
12:16não é porque mudou do Biden para o Trump
12:18que nós abrimos mão dessa parceria.
12:20Agora,
12:21a outra coisa que é o que está acontecendo
12:23é o Brasil.
12:24A América do Sul inteira
12:25tem uma tarifa de 10%
12:27e o Brasil tem uma extra,
12:29uma tarifa extra de 40%
12:32por conta de um mal entendido
12:34em torno do que o poder executivo brasileiro
12:36pode fazer.
12:38Então, qual é o sentido do governo de um país
12:40prejudicar os trabalhadores
12:42e os empresários de outro país
12:43em função de uma situação específica
12:48que cabe constitucionalmente a outro poder?
12:51Então, nós estamos com uma dificuldade
12:53de compreensão
12:54do que se passa no Brasil.
12:57E como,
12:58e se alguém tivesse dúvida,
13:01é o mesmo judiciário
13:02que julgou o presidente Lula?
13:05É o mesmo.
13:06Praticamente são as mesmas pessoas.
13:07Aliás,
13:08tem duas novas pessoas lá
13:10que são indicadas do governo anterior.
13:12Mas como mudar
13:14essa situação de compreensão
13:15se o governo americano,
13:17neste momento,
13:18estiver mais interessado
13:19em falar com o extrema-direito brasileiro
13:21do que com o mesmo governo brasileiro?
13:23Mas olha,
13:23você estudou história,
13:25eu estudei história.
13:26Você sabe que
13:27quando um governo
13:29adota uma...
13:31Olha,
13:31quem poderia imaginar?
13:32Eu dou aula de ciência política
13:34na Universidade de São Paulo.
13:35Um dos meus livros preferidos
13:37são os federalistas.
13:41Lê a carta número 10 do Madison
13:43e vê se você conhece
13:45o país que ele descreve.
13:48É uma coisa assim
13:48que você fala,
13:49não é possível
13:49que 200 anos depois
13:51do Madison ter escrito,
13:53a gente está lidando
13:54o oposto do que está ali.
13:56Aquilo é um exemplo
13:58de check and balances
13:59que serviu de inspiração
14:01para muitas democracias do mundo.
14:04E os check and balances
14:05não estão funcionando hoje.
14:07Aí você me pergunta,
14:08o que fazer diante disso?
14:09Eu pergunto para você também,
14:10o que você vai fazer diante disso?
14:12Porque isso afeta todos nós.
14:14Isso não afeta um país.
14:16Isso afeta a maneira
14:18de nós organizarmos
14:20a vida em sociedade.
14:22Quer dizer,
14:22a sociabilidade humana,
14:24ela tem várias formas
14:25de organização.
14:26Das mais deploráveis
14:27às mais edificantes.
14:30Às mais libertárias.
14:31Às mais igualitárias.
14:33O que nós estamos construindo
14:34com isso?
14:36Então, a minha preocupação
14:37é o que vai acontecer
14:39no último ano
14:41da minha gestão
14:43frente ao Ministério da Fazenda.
14:45O que me preocupa muito mais
14:46é como cidadão global.
14:49Porque é assim que eu me sinto.
14:50Eu não me sinto
14:51parte de um time.
14:54Eu me sinto parte
14:54de uma comunidade global.
14:57O que vai acontecer
14:58com essa comunidade
14:59se um país usar
15:01o seu poder econômico,
15:02o seu poder militar,
15:03para constranger
15:04os demais países
15:07a adotar regras
15:10que não estão previstas
15:11na sua legislação.
15:12Então, é uma coisa
15:13que afeta todos nós.
15:14E nós devíamos nos preocupar
15:16para além do Fla-Flu
15:17que está instalado no Brasil,
15:18que é horrível.
15:20Ele não consegue avançar
15:21na agenda
15:22com esse Fla-Flu
15:23porque a oposição
15:24não vota nem no que ela acredita
15:26se for favorecer
15:27a população
15:28de uma maneira geral.
15:29Então, nós temos que
15:30encontrar um caminho
15:31de superar essa polarização.
15:33Primeiro, internamente.
15:35O exemplo tem que começar
15:37do Brasil, na minha opinião.
15:38Porque eu não tenho como
15:39incidir sobre
15:41a cabeça do Trump.
15:43Eu não tenho como fazer isso.
15:45Mas, ministro, o senhor acredita.
15:46Então, o que eu tenho que fazer?
15:47Eu tenho que tentar agir
15:47aqui dentro, internamente,
15:50para falar para o povo.
15:51Pô, vamos baixar a bola aqui
15:52para a gente dar um exemplo
15:54de como reconstruir
15:55uma relação
15:57que hoje está abalada
15:59por razões
16:00que não dizem respeito
16:02aos dois povos
16:03dizem respeito
16:06a uma disputa
16:07que não deveria estar acontecendo.
16:09Hoje, então,
16:09a gente não tem
16:10um canal de interlocução
16:12com os Estados Unidos.
16:13É que, para ter um canal,
16:15precisa ter
16:15um orifício aqui
16:17e um orifício aqui.
16:18O daqui está aberto.
16:20Não, só tem isso.
16:22O senhor ainda acredita
16:24numa negociação?
16:27Mas, de novo,
16:28a pergunta tem que ser feita
16:29por lá de lá.
16:30Eu estou aqui aberto
16:32a discutir.
16:33Eu sei que quando eu falo isso,
16:34as pessoas falam,
16:35você não pode falar
16:36que está aberto a discutir
16:37o tempo todo
16:38depois do que aconteceu.
16:39Eu estou.
16:40Porque eu não estou
16:41defendendo o interesse
16:41do Fernando Haddad.
16:42Eu estou defendendo
16:43o interesse do povo brasileiro.
16:45Então, se eu estou investido
16:46desse poder,
16:47eu tenho que exercer
16:48na melhor condição
16:49para fazer com que
16:50os empresários
16:51e trabalhadores brasileiros
16:52vejam um horizonte
16:55diante de si.
16:56Vejam uma saída
16:57diante de si.
16:58Então, como é que vai faltar
16:59da nossa parte
17:00de exposição?
17:02Agora, o que o presidente
17:02Lula tem falado
17:04é o seguinte,
17:05olha, eu não estou sentindo
17:06do lado de lá
17:08vontade de conversar.
17:10Não estou sentindo isso.
17:12Porque, vamos dizer assim,
17:14goste-se ou não
17:15do presidente Lula,
17:16ele é uma pessoa
17:17que talvez seja
17:17o chefe de Estado
17:20que mais conhece
17:21gente do mundo.
17:23Ele fala com todo mundo.
17:25Vem, é só acompanhar.
17:26pega o telefone,
17:27fala com o Modi,
17:28fala com o Macron,
17:29fala com o Putin,
17:29fala com o Xi Jinping,
17:30fala para todo mundo.
17:32É uma pessoa...
17:33Menos o Trump.
17:34Mas daí é o Trump
17:35que não quer.
17:37Entendeu?
17:38É ele que não quer.
17:39Porque a hora que ele fala,
17:40olha, eu estou disposto
17:40a entender o que está acontecendo,
17:42igual do Brasil,
17:44vamos sentar à mesa,
17:46vamos trocar impressões,
17:48chama o jurista de cá,
17:49o jurista de lá,
17:51e pronto, entendeu?
17:51Agora,
17:53fica mais difícil,
17:55entendeu?
17:55De novo,
17:56nós temos
17:56exemplos históricos
17:58que demonstram
17:59que regimes mais duros,
18:02vou usar o termo duro,
18:04porque acho que
18:04todo mundo vai concordar,
18:06regimes mais duros
18:07têm mais dificuldade
18:09em se abrir
18:10para a negociação.
18:12A não ser que
18:12a contraparte
18:14seja tão dura
18:15quanto ele.
18:16Você vê como ele recebeu
18:17o Putin lá, né?
18:18Eu fico vendo
18:20essas coisas
18:20e acho curioso, né?
18:22Porque o Putin
18:24foi recebido
18:25com o tapete vermelho,
18:26era para um cessar fogo,
18:27ele falou,
18:28querido,
18:28não vai ter cessar fogo, não.
18:29Se não me der
18:30Dombás,
18:30não tem acordo.
18:31Ah, legal,
18:32Putin,
18:33sou um amigo,
18:33vou chamar os caras
18:34aqui para avisar.
18:35É outro padrão
18:36de relacionamento.
18:38Mas aí,
18:38o senhor está querendo dizer
18:39que a gente deveria
18:40endurecer também?
18:42Não é assim que funciona.
18:43Você não endurece
18:44porque você quer.
18:44Tem uma história
18:47por trás
18:48de você poder
18:50ou não endurecer.
18:51entendeu?
18:52O Brasil é signatário
18:53de acordos
18:55de não proliferação
18:57de armas nucleares.
18:59O Brasil é signatário
19:01de vários acordos
19:02internacionais
19:03relativos a direitos humanos.
19:05O Brasil é signatário
19:06de acordos internacionais
19:07em torno da questão
19:08da transição ecológica
19:10e da crise climática.
19:11O Brasil tem uma história
19:12de paz,
19:14de busca de cooperação.
19:16Então,
19:17essas coisas pesam,
19:18entendeu?
19:19Na negociação internacional.
19:21De novo,
19:21nós não podemos
19:22ser ingênuos
19:23e não podemos
19:25fazer brabata,
19:26não podemos
19:27entrar numa situação
19:29em que você não
19:29possa bancar
19:30uma decisão
19:31que você está tomando.
19:33Então,
19:34a correlação de forças
19:35faz parte
19:36da tomada
19:37de posição
19:38que você pode fazer.
19:39A inteligência diplomática
19:41exige isso.
19:42E o Brasil
19:43não é por falta
19:44de inteligência diplomática.
19:45O Brasil tem uma diplomacia
19:46reconhecida no mundo inteiro
19:47como das melhores
19:49do mundo
19:49e não está faltando
19:51disposição
19:52do Mauro Vieira
19:53que foi para lá
19:54inclusive sem audiência
19:55marcada
19:56e foi recebido
19:56pelo Marco Rubio
19:57que disse
19:58o que nós estamos ouvindo.
20:00Olha,
20:01não tem espaço
20:02para uma mudança agora.
20:04Nós temos que contar
20:05com essa realidade
20:06e o Brasil tem que se posicionar
20:08diante desta realidade.
20:10Qualquer
20:11tentativa
20:12tentativa
20:13de criar
20:14uma névoa
20:15em torno do assunto
20:16para fazer passar
20:18para a opinião pública
20:19que existe um caminho
20:20que não existe,
20:21eu penso que nós estamos
20:22prestando de serviço
20:23para a população.
20:24Então,
20:24quando a população
20:25estiver mais informada
20:26do que de fato
20:27está na mesa,
20:28tanto melhor
20:29para as pessoas
20:29se manifestarem
20:31publicamente
20:32e eleitoralmente
20:34quando forem
20:35convocadas a isso.
20:36Então,
20:37diante dessa situação,
20:38ministro,
20:39a solução
20:39poderia ser,
20:40por exemplo,
20:40como tem proposto
20:42o assessor internacional
20:43Celso Amorim,
20:44fortalecer
20:46a relação
20:47com os BRICS
20:48e tentar achar
20:49novos parceiros
20:50comerciais para o Brasil,
20:51aumentar o comércio
20:52com a Índia,
20:52com os países
20:53do Golfo Árabe.
20:55Isso poderia ser
20:55a solução
20:56para o Brasil.
20:57Você sabe que
20:58a editora
21:00da The Economy
21:01estava no Brasil
21:01esses dias.
21:02Eu encontrei com ela
21:04semana passada
21:05e ela falava
21:06muito dos BRICS
21:07para mim.
21:08Daí eu falei
21:08para ela,
21:09olha,
21:10o presidente Lula
21:11realmente é muito vocal
21:12em relação aos BRICS
21:13porque o principal destino
21:15das nossas exportações
21:16hoje
21:16são os BRICS.
21:18Mas o presidente Lula
21:19faz tanta gestão
21:21em relação aos BRICS
21:22quanto faz
21:23em relação
21:24a um acordo
21:24com a União Europeia.
21:25Ela falou,
21:26mas eu não ouço
21:27eu não ouço
21:29na mesma proporção.
21:31Eu falei,
21:32porque a sua audição
21:33é seletiva.
21:34O presidente
21:34tem sido
21:35muito mais vocal
21:36com o Macron
21:37muito mais.
21:40Faz dois anos
21:41que o presidente Lula
21:41conversa com o Macron
21:42quase trimestralmente,
21:45no mínimo.
21:47Isso que eu acompanhei,
21:48fora que eu não sei.
21:49Por quê?
21:50Porque ele sabe
21:50que uma hora entrada
21:51ao acordo
21:52é a França.
21:53E o presidente Lula,
21:55desde o primeiro dia
21:56de governo,
21:57quando nós discutimos
21:58relações
21:59internacionais
22:00geopolíticas,
22:02disse com todas as letras,
22:03nós vamos buscar
22:04o acordo
22:05com a União Europeia,
22:06nós vamos buscar
22:07o acordo
22:07com os BRICS
22:08e destacou
22:10o Ministério
22:11da Fazenda
22:11na minha pessoa
22:13para explorar
22:14as parcerias
22:15com os Estados Unidos.
22:17Então,
22:17não é que ele
22:18descuidou,
22:20ele olhou para...
22:22E quando a gente
22:22fala União Europeia,
22:23estamos falando de Mercosul,
22:24não estamos falando de Brasil.
22:26Então,
22:26veja que
22:27o presidente
22:28desde sempre
22:30tinha clareza
22:30que o Brasil
22:32não dá para ser
22:33quintal de ninguém
22:34pela sua dimensão,
22:35pela sua
22:36densidade política
22:38na América do Sul.
22:40Nós não podemos
22:40escolher bloco.
22:42O presidente usou
22:42essa expressão
22:43várias vezes.
22:44Olha,
22:44nós temos que nos abrir,
22:45né?
22:46E, às vezes,
22:47ter uma compreensão.
22:48Esses dias,
22:49eu vi um artigo
22:50dizendo que o Brasil
22:50é protecionista.
22:51Bom,
22:52falar de protecionismo
22:53hoje com o Brasil,
22:54o país mais liberal
22:56do mundo
22:56é o mais protecionista
22:57hoje.
22:59Tarifar em 30,
23:0050,
23:0115,
23:02o mundo inteiro.
23:04Quer dizer,
23:04falar de protecionismo
23:05hoje é quase
23:05uma brincadeira.
23:07Mas,
23:08se você pegar
23:09as alíquotas
23:10efetivas do Brasil,
23:12o que é cobrado
23:12efetivamente,
23:13tirando o ex-tarifário,
23:15tirando todos os expedientes
23:16de diminuição
23:17de alíquotas
23:18do ponto de vista
23:19administrativo,
23:20o Brasil tem uma
23:20pergunta para os industriais
23:22brasileiros.
23:23Eles vão ser
23:23os primeiros
23:24a dizer que
23:25não é verdade
23:26que o Brasil
23:27é protecionista.
23:28O Brasil tem
23:28reduzido muito
23:29as suas alíquotas
23:30efetivas
23:30de 20,
23:3130 anos
23:32para cá.
23:34Então,
23:35esse novo mundo
23:38exige
23:39outro tipo
23:40de visão,
23:41outro tipo
23:41de parceria.
23:42Eu estou falando
23:43dos acordos
23:44com os três blocos,
23:45fora os acordos
23:46bilaterais,
23:48que a todo momento
23:48estão sendo discutidos
23:49pelo Itamaraty
23:50com o apoio
23:51do desenvolvimento
23:52da Casa Civil
23:52e da Fazenda.
23:54Então,
23:54está havendo
23:55um movimento
23:56muito forte
23:57de aproximação
23:57do Brasil
23:58com o mundo.
23:59Pega o nosso
24:01comércio internacional,
24:03quando o presidente
24:03Lula tomou posse
24:04em 2003.
24:06Nós comemoramos
24:08100 bilhões
24:09de dólares
24:11de exportação
24:12com bom
24:13circunstância,
24:14bom
24:15banda de música,
24:16100 bi.
24:17hoje,
24:19veja o que é
24:20o comércio exterior
24:21brasileiro
24:21passados aí
24:2320 anos
24:24dessa comemoração.
24:25Então,
24:26não é verdade,
24:27o Brasil não está
24:27fechado,
24:28o Brasil
24:28está procurando
24:30parceria
24:30a todo instante
24:32com inteligência
24:33e com...
24:35Ou seja,
24:35não só os BRICS,
24:36o mundo inteiro.
24:37Com o mundo inteiro.
24:38Agora,
24:39alguém vai negar,
24:40pega o comércio
24:42dos Estados Unidos
24:43com os BRICS
24:44no mesmo período.
24:46Não é menor
24:46do que o aumento
24:47do Brasil.
24:48Pelo contrário,
24:50os Estados Unidos,
24:51a impressão que dá,
24:52sabe aquele cara
24:52que se arrependeu
24:53do que fez?
24:55Essa é a impressão
24:56que dá.
24:56Eles venderam
24:57para o mundo
24:58a globalização,
25:01a desregulamentação
25:02financeira,
25:03a descentralização
25:05das atividades
25:05produtivas,
25:06o ganho de eficiência
25:07que isso ia gerar,
25:10a acumulação
25:10flexível
25:11que começou
25:14na Ásia
25:14e foi espalhada
25:15para o mundo inteiro.
25:16E aí,
25:17quando eles perceberam
25:18que eles ganharam muito,
25:20porque eles ganharam muito,
25:21mas que a China
25:22ganhou mais,
25:24aí,
25:25vamos melar o jogo,
25:26vamos mudar o jogo.
25:27Não é que eles perderam,
25:29eles não perderam.
25:30Você está falando
25:30de um país
25:31que tem 90 mil dólares
25:32de renda per capita.
25:34É a maior renda per capita.
25:37Para um país grande,
25:38você vai achar
25:39um país pequenininho
25:40ou outro
25:40com renda maior que essa.
25:41mas um país
25:42de mais de 300 milhões
25:43de habitantes
25:44tem uma renda per capita
25:45de 90 mil dólares
25:47por ano,
25:48é uma potência.
25:50Mas,
25:51surgiu um desafio
25:52inesperado
25:53e aí,
25:53você vira a mesa
25:55para mudar
25:56as regras do jogo.
25:57Eu não sei
25:58se vai dar certo,
25:59se não vai dar certo.
26:00Eu até entendo,
26:01do ponto de vista
26:02da lógica econômica,
26:03o que ele está buscando.
26:05Ele quer
26:06ganhar competitividade
26:08com a tarifa
26:09e com a desvalorização
26:09do dólar,
26:10mantendo o dólar
26:11como reserva de valor.
26:13É uma quadratura
26:14do círculo.
26:14Tudo bem,
26:15vamos ver se vai dar certo
26:16ou não.
26:16Agora,
26:17o ritmo
26:18e a pegada
26:19dessa decisão
26:21está criando
26:22uma perplexidade,
26:25não é no Brasil,
26:26é no mundo inteiro.
26:28Voltando ao que o senhor
26:29estava falando
26:29em relação
26:30às possíveis parcerias
26:31comerciais do Brasil,
26:32aí ampliando o Mercosul.
26:34Quando o senhor acha
26:35de fato
26:35que vai ser assinado
26:36o acordo
26:37Mercosul-União Europeia
26:38que a gente
26:39está falando
26:40disso há anos.
26:41Olha,
26:41eu acredito
26:42que a superação
26:43do último
26:43entrave
26:44até o final do ano.
26:46Eu acredito
26:46que vai ser possível.
26:48E mesmo?
26:49Tomara.
26:50E mesmo?
26:50Mesmo?
26:51É.
26:51Porque a gente
26:52tem esperado 20 anos.
26:53É, pois é.
26:54Mais de 20 anos.
26:56Nós esperamos
26:5740 reformas tributárias
26:59e nós realizamos.
27:00Está vendo?
27:01Todo mundo dizia
27:02quando eu anunciei
27:03que a reforma...
27:04Olha só,
27:05Michael,
27:06se nós não tivéssemos
27:07feito a reforma tributária,
27:08eu estaria
27:10um milhão de vezes
27:11mais preocupado
27:12do que eu estou.
27:13Porque o Brasil
27:14não tem
27:14nenhuma competitividade
27:16de ser um grande player,
27:19de agregar valor
27:21às suas exportações
27:22sem a reforma tributária.
27:24A gente reclama
27:25que não agrega
27:25valor
27:26à nossa produção.
27:28E não agrega mesmo,
27:29sabe por quê?
27:29Porque é impossível
27:30com esse sistema tributário.
27:32A reforma tributária
27:33brasileira
27:34está vindo
27:35no melhor
27:36tarde,
27:37óbvio,
27:37mas no melhor momento,
27:38talvez no último
27:39momento possível.
27:41Porque agora
27:41que o mundo
27:42está se fechando,
27:43se a gente não tiver
27:44condições de competir,
27:45nós não vamos ter condição
27:46de disputar
27:48nesse mundo
27:48protecionista
27:49que está se anunciando.
27:51Então,
27:52de novo,
27:53a reforma tributária
27:53levou 40 anos,
27:54mas saiu.
27:55Saiu no primeiro ano
27:56desse governo.
27:57Quando eu anunciei
27:58que era a minha prioridade,
27:59a bolsa caiu
28:00e o dólar subiu
28:02porque disseram assim,
28:03pô,
28:03esse cara está brincando
28:04com a gente aqui, né?
28:05Faria Lima,
28:06aquela turma toda.
28:07Entregamos no primeiro ano
28:08de governo
28:08a maior reforma tributária
28:10já feita no Brasil
28:11e a única feita
28:13em regime democrático.
28:14Conversando com todos
28:15os setores da economia,
28:17conversando com
28:18com a sociedade toda.
28:21Toda a sociedade
28:22foi engajada
28:23em torno da reforma.
28:24Eu acredito,
28:25da mesma maneira
28:26que eu acreditava
28:26que a reforma tributária
28:27estava madura
28:28para provar,
28:29e criei uma secretaria
28:30extraordinária
28:31que só cuidou disso
28:32dentro do Ministério
28:33da Fazenda.
28:35Eu digo para você,
28:36tem tudo
28:37para ser assinado
28:38até o final do ano
28:39o acordo
28:40do Mercosul
28:40com a União Europeia.
28:41Vamos voltar aqui
28:42para o Brasil
28:42falando especificamente
28:44do plano de contingência
28:45para ajudar
28:46o setor exportador
28:47que está sofrendo
28:48com essa tarifa
28:49de 50%.
28:50É suficiente?
28:52Há chance
28:52dele ser ampliado?
28:54E há muitos
28:55especialistas
28:56dizendo que
28:57têm receio
28:58de que algo
28:59temporário
29:00vire permanente
29:02como a gente
29:02já viu
29:03outras vezes
29:04aqui no Brasil.
29:05Esses são
29:06os mesmos
29:06especialistas
29:07que falaram
29:08que ia ficar
29:09permanente
29:10e ajuda
29:10para o Rio Grande do Sul.
29:12Quando você tem
29:13um evento
29:13extraordinário,
29:14você tem que ter
29:15medida extraordinária.
29:17Pode ser uma pandemia,
29:18pode ser uma guerra,
29:19pode ser
29:19uma guerra comercial,
29:21pode ser o que for.
29:22são medidas
29:23extraordinárias,
29:25muito bem
29:26desenhadas,
29:28bem circunscritas
29:29aos problemas
29:30que ela está
29:30tentando resolver.
29:32O Rio Grande do Sul
29:33teve um apoio
29:35substancial
29:35do governo federal.
29:36Uma parte
29:37foi de gasto primário,
29:38a outra foi
29:39financeiro
29:40com um retorno,
29:42um empréstimo
29:43subsidiado.
29:44Tudo calculado
29:45para reerguer
29:46o Rio Grande do Sul,
29:47que tinha gente
29:48que dizia
29:48que ia levar
29:4810 anos
29:49para a gente
29:51reerguer
29:51o Rio Grande do Sul.
29:53O Rio Grande do Sul
29:53tem ainda
29:55questões a serem
29:55resolvidas,
29:57mas eu diria
29:57para você,
29:58das projeções
29:59que foram feitas
30:00para quem conhece
30:01tragédia climática,
30:03o que nós fizemos lá
30:04é uma coisa
30:05inédita.
30:07Foi muito rápida
30:08a recuperação
30:08e nós estamos
30:09cuidando
30:10do rescaldo ainda
30:12dessa inundação.
30:14A mesma coisa
30:15nós estamos fazendo aqui.
30:16Nós calibramos,
30:18ficamos 15 dias
30:18estudando,
30:19reunindo empresários,
30:20reunindo trabalhadores
30:21para calibrar
30:22o programa de emergência,
30:23o programa de contingência.
30:25Na minha opinião,
30:26ele está
30:26bem calibrado.
30:28Então,
30:28do meu ponto de vista,
30:30não sei que
30:30a repercussão
30:32macroeconômica
30:33seja diferente
30:34do que Fazenda
30:35e Banco Central
30:36estão estimando,
30:38porque está muito,
30:39também tem isso,
30:40está muito compatível
30:41a nossa avaliação
30:42macroeconômica
30:43com a do Banco Central,
30:44que tem outra equipe.
30:45As duas
30:46estão convergindo.
30:47para esse quadro
30:50que as duas equipes
30:51traçaram,
30:52eu penso que
30:54as medidas
30:54estão bem calibradas.
30:56Há chance
30:56de ampliar?
30:58Se o cenário
31:00se confirmar,
31:01não.
31:02Se o cenário
31:02das duas
31:03equipes
31:04se confirmar,
31:05eu não vejo razão
31:06para ampliar.
31:07Mas vamos ver
31:07o desdobramento
31:08da coisa.
31:09Nesse momento,
31:10eu diria para você
31:10que não.
31:11Em relação
31:12à contrapartida
31:13que foi pedido,
31:14que é
31:15a não demissão
31:16de funcionários.
31:17É possível
31:18mesmo fiscalizar
31:19isso,
31:20ministro?
31:20É possível
31:21fiscalizar
31:21e é possível
31:22flexibilizar também,
31:24porque a própria
31:24medida provisória
31:25prevê,
31:26em alguns casos,
31:27a flexibilização
31:28da regra.
31:29Tem empresas
31:30que estão
31:31tão afetadas,
31:32é uma minoria,
31:34mas ela está
31:34tão afetada
31:35que talvez
31:36quase nada
31:38resolva
31:39a não ser
31:39o fim
31:40da sanção,
31:42que é uma sanção
31:43que está sendo
31:43criada aí.
31:45Tem empresas
31:46que
31:47destinam
31:49mais de 80%
31:51da sua produção
31:52global
31:53para os Estados Unidos.
31:55Então,
31:56não é que ele exporta
31:5790%,
31:57ele exporta
31:5890%
31:58para um país.
32:01Então,
32:01essa empresa,
32:02por exemplo,
32:03vai...
32:04Eu não sei qual
32:05é o caminho
32:05para resolver
32:07o problema dela,
32:07porque ou a gente
32:09busca novos mercados,
32:11ou ela vai ter
32:12muita dificuldade,
32:13que o problema dela
32:14não é custo de produção,
32:15o problema dela não é...
32:16O problema dela
32:17é realmente
32:18destinação.
32:19Então,
32:21casos específicos
32:22existem
32:23e nós precisamos
32:25saber
32:25como resolver.
32:27Mas, assim,
32:28o plano geral
32:29de voo
32:29atende,
32:31sei lá,
32:3295%
32:33das empresas,
32:33talvez mais.
32:34E vai alcançar
32:35pequenos exportadores
32:36também.
32:36Porque nós fizemos
32:37também mudanças
32:38estruturais.
32:40Nós preferimos,
32:41nós estamos
32:42desenhando
32:43regras de crédito
32:45e seguro
32:45para exportação
32:46que o Brasil
32:48tem de forma
32:49muito insuficiente.
32:51Depois da reforma
32:51tributária,
32:52eu dediquei
32:53uma equipe
32:55do Tesouro
32:55para redesenhar
32:57crédito e seguro
32:58para exportação.
33:00Essas medidas
33:00estavam ficando
33:01prontas
33:02quando veio
33:02o tarifácio.
33:03Aí nós aceleramos
33:04a tramitação
33:07dentro da fazenda
33:08e mandamos
33:10junto com a MP.
33:11Então,
33:11além das medidas
33:12conjunturais,
33:14nós reestruturamos
33:15todo o fundo
33:16garantidor
33:16de exportações,
33:18o que foi
33:19muito elegiado
33:20pelos especialistas
33:21no assunto.
33:22Então,
33:22isso se combina
33:24com a reforma
33:24tributária
33:25para que em 2027,
33:27quando ela entrar
33:28em vigor,
33:29os mecanismos
33:30de fomento
33:31e impulsionamento
33:32da exportação
33:32já estejam
33:33plenamente testados.
33:36E, ministro,
33:37falando da economia
33:38em geral,
33:39estamos vendo
33:40já uma desaceleração
33:41econômica no Brasil.
33:43Os analistas
33:44estão esperando
33:46o crescimento
33:46do PIB
33:47para passar
33:48para só
33:481,7%
33:50o ano que vem.
33:51Como fazer
33:52para evitar
33:52uma queda maior
33:53na economia
33:54e conseguir
33:55acelerar
33:56de novo
33:56o crescimento,
33:57sobretudo
33:57diante de uma guerra
33:58tarifária,
33:59com todos os outros
34:00desafios,
34:01com pouco espaço
34:02fiscal também?
34:03Como vai conseguir
34:04o governo
34:05para acelerar
34:05o crescimento?
34:06Marco,
34:07quando a economia
34:08está acelerada,
34:09essas pessoas
34:10falam que ela
34:10está acelerada
34:11demais.
34:12Quando se acelera,
34:14vamos dizer
34:14que estão
34:14desacelerando
34:15demais.
34:16Então,
34:17é muito de...
34:17Assim,
34:18a economia...
34:19um dia eu brinquei
34:20com o presidente Lula,
34:22o presidente
34:22gosta muito de esporte,
34:23acompanha muito de esporte
34:24e tal.
34:25Eu falei,
34:26presidente,
34:26política
34:27se assemelha
34:28muito,
34:29se assemelha
34:29mais a futebol.
34:31Porque tem...
34:33Às vezes,
34:33a zebra acontece,
34:35o candidato
34:36que ninguém
34:37dava nada
34:37por ele
34:38ganha o campeonato.
34:40Acontece coisa,
34:40sai o gol
34:41na hora errada,
34:42tem gol de mão.
34:45Acontece o diabo
34:46na política
34:48e no futebol.
34:49Economia
34:50é mais parecida
34:51com o Fórmula 1.
34:52Você tem que fazer...
34:52Você me falou
34:53do Fórmula 1
34:54uma vez passada
34:54que a gente falou,
34:55que era como
34:56trocar pneus
34:56num carro que estava...
34:57Você tem que saber
34:58a hora de trocar o pneu,
34:59a hora de abastecer,
35:00a tangência
35:01de cada curva,
35:02como que você vai acelerar.
35:03É outro esporte,
35:06economia.
35:07E, às vezes,
35:08eu fico preocupado
35:09com a calibragem
35:10das variáveis
35:11que o governo controla.
35:14Basicamente,
35:15trajetória de fiscal,
35:16trajetória
35:16do...
35:17de Selic.
35:21Como é que você vai combinar
35:22corte de gasto
35:24com reposição...
35:25Corte de gasto primário
35:27com corte de gasto...
35:28Não tem perigo
35:29de sair da pista
35:30no ano eleitoral?
35:32Não,
35:32sair da pista
35:33já não vai.
35:35Muita gente imaginava
35:36que ia...
35:38Falavam que a economia
35:38não ia crescer,
35:39que a inflação ia explodir.
35:40A inflação,
35:41que todo mundo estava falando...
35:42Olha,
35:43nós estamos num país
35:44que em janeiro
35:46deste ano
35:47tinha gente
35:48com PHD
35:49nos Estados Unidos
35:50dizendo que
35:52o juro...
35:53que o câmbio
35:54ia a 7,
35:55que o juro
35:57ia a 18,
35:58que o...
36:00que a inflação
36:01ia a mais de 6.
36:03Tinha gente
36:03prevendo dois dígitos
36:04de inflação
36:04em janeiro.
36:06Não é que é...
36:07em janeiro.
36:09Eu um dia
36:11eu cometi até
36:12uma impropriedade
36:15que foi dizer
36:15na televisão
36:17que a pessoa
36:19ficava insistindo
36:20tanto comigo
36:21com o câmbio
36:21que uma hora
36:22eu falei
36:23eu não compro...
36:24eu não compraria
36:25dólar a mais de 5,70.
36:26Isso em janeiro.
36:27A mais de 5,70.
36:29Ele está 5,40 hoje.
36:32E esse...
36:32O senhor está comprando
36:33o dólar então agora.
36:34Hã?
36:34O senhor está comprando
36:35o dólar então agora.
36:36Eu não estou...
36:37A dava 5,70 em janeiro.
36:39Em janeiro
36:40pagaria 5,70
36:41e ia ganhar 50 centavos
36:42por dólar.
36:45Assim,
36:46esse tipo de
36:47astrologia
36:49que às vezes se faz
36:50acaba colocando
36:54a própria profissão
36:55em xeque, né?
36:56Porque o Delfim
36:58que falava
36:58que projeções
37:00de economistas
37:00em geral
37:01é para aumentar
37:02a reputação
37:02dos astrólogos.
37:04Acertam mais
37:05os economistas.
37:05eu acho que a gente
37:07tem que ter um pouco...
37:08Às vezes as paixões
37:09falam mais alto
37:10do que o bom senso.
37:12A economia brasileira
37:13cresceu
37:14quase 7%
37:15em dois anos.
37:16Esse ano
37:17todo mundo
37:17está revendo
37:18ainda para cima
37:19a projeção.
37:21Eu estou um pouco
37:21preocupado
37:22com o nível
37:22da Selic.
37:24Acho um nível
37:24ultra restritivo.
37:27Então,
37:27acho que isso
37:28pode pesar,
37:29mas enfim,
37:29o Banco Central
37:30está acompanhando
37:31e tem independência
37:33para fazer
37:34a curva
37:36correta,
37:37para fazer
37:38a calibragem
37:39correta.
37:39Tem independência,
37:40tem nove caras lá
37:41que tem competência
37:43para estar
37:43nas funções
37:44que estão
37:44e vão
37:45analisar
37:47o quadro.
37:48Todo mundo
37:50já está prevendo
37:51uma inflação
37:51esse ano
37:52igual ou menor
37:53do que a do ano passado.
37:54Olha a diferença
37:58de seis meses.
38:00Em seis meses
38:01a projeção
38:02de inflação
38:02ficou igual
38:04ou menor
38:04do que a do ano passado.
38:06Não pela Fox,
38:07mas muitas casas
38:08já estão apostando
38:09numa inflação
38:10de 4,70,
38:114,60,
38:124,80
38:13para este ano.
38:15O ano que vem
38:16eu acho que vai ser
38:17ainda menor.
38:18Ela já vai estar
38:19dentro da banda
38:20do regime
38:21de metas
38:22e a tendência
38:23é cair.
38:24Agora,
38:25a calibragem,
38:26de novo,
38:27é tarefa
38:28de piloto
38:29de Fórmula 1.
38:30Tem que saber fazer
38:31para não desacelerar
38:33demais,
38:34para não ter inflação.
38:35Você tem uma calibragem
38:36a fazer.
38:37Agora,
38:38ninguém no começo
38:39do atual governo
38:41apostaria
38:44que o Brasil
38:45ia crescer
38:46na média
38:46que vai crescer
38:47com o desemprego
38:49médio que vai ter,
38:50com o aumento
38:51da renda média
38:52que vai ter,
38:52com o Brasil
38:53fora do mapa
38:55da fome.
38:56Ninguém apostaria
38:57isso.
38:58E isso aconteceu.
39:00E isso aconteceu
39:00no...
39:01Teve sorte também,
39:03mas não foi só
39:03por sorte.
39:05Tem gente
39:05trabalhando
39:06para isso acontecer.
39:07Tem gente
39:08atuando no crédito,
39:09no seguro,
39:10no fiscal,
39:11para isso acontecer.
39:12Houve muitas escolhas
39:14que aconteceram
39:15para isso acontecer.
39:17Escolhas,
39:17muitas vezes,
39:18difíceis,
39:19politicamente complexas
39:21e que foram
39:22decisões tomadas
39:23para isso acontecer.
39:25Então,
39:25nós podemos errar?
39:26Podemos.
39:27Nós somos seres humanos
39:28que podemos errar.
39:29Mas eu acredito
39:30que,
39:32assim,
39:32tudo somado,
39:34eu penso que nós
39:34estamos em um caminho
39:35interessante.
39:37O senhor defende
39:38corte da taxa Selic
39:39ainda esse ano?
39:42Olha,
39:43assim,
39:44é ruim da minha opinião
39:45sobre a coisa,
39:45porque tem gente lá
39:46para trabalhar por isso.
39:48Eu talvez
39:49não tivesse chegado
39:50a 15.
39:53Então,
39:53quando você está de fora,
39:54é mais fácil falar.
39:56Quando você está de fora,
39:57eu vejo comigo.
39:59Tem gente que fala,
40:00tinha que apertar mais,
40:01ou tinha que afrouxar o gasto,
40:02ou tinha que apertar o gasto.
40:04Mas, assim,
40:05você sentou aqui,
40:07dá um pulinho aqui,
40:08passa uma semana aqui,
40:09depois você fala.
40:11Então,
40:11tem muita...
40:13Quando você está
40:14no cockpit ali,
40:16voltando para a metáfora
40:18da Fórmula 1,
40:19é diferente.
40:20Agora,
40:21tem grandes pilotos
40:22e tem pilotos
40:23que não são...
40:23Todos são bons,
40:25porque senão você cai.
40:27Você sai da pista,
40:28como eu disse.
40:29Quando você fica,
40:31é que você consegue
40:32levar o carro
40:33até a linha de chegada.
40:36Mas,
40:37tem o que chega na frente
40:38e tem o que chega atrás.
40:40Então,
40:41eu
40:41sempre fico atento
40:44a saber se nós estamos
40:45com o melhor traçado
40:46para ter o melhor desempenho
40:48dadas as condições herdadas.
40:50Porque essa é outra situação.
40:52Depende muito
40:52de onde você partiu.
40:55Você sair na pole position
40:57é uma coisa.
40:58Você sair lá de trás
40:59é outra.
41:00Há sempre um temor
41:01em ano eleitoral
41:03de aumento de gastos.
41:04O que a gente pode esperar
41:05para o ano que vem,
41:06ministro?
41:07O cumprimento
41:07do que está pactuado.
41:09Tem lei,
41:10tem um arcabouço fiscal,
41:12tem uma LDO,
41:13tem uma lei orçamentária
41:14e nós vamos
41:16cumprir
41:17aquilo que está
41:19pactuado.
41:20E é interessante
41:21que no nosso modelo,
41:23quando você não cumpre,
41:25você dispara
41:26uma série de gatilhos
41:27para trazer
41:29para a trajetória
41:30correta
41:30o que se espera
41:32do fiscal.
41:34Então,
41:34não é que quando você não cumpre
41:35acabou o mundo.
41:36Quando você não cumpre,
41:37tem consequências
41:38previstas
41:39pela própria legislação.
41:40mas o nosso
41:42intuito
41:43é cumprir
41:44aquilo que nós
41:44encaminhamos.
41:46Fizemos isso
41:47no ano passado,
41:48tenho
41:49bastante certeza
41:50que faremos
41:51esse ano
41:51e vamos buscar
41:54o resultado
41:54do ano que vem também.
41:56Uma última
41:56pergunta minha,
41:57ministro,
41:58sobre o desenvolvimento
41:59sustentável.
41:59O Brasil
42:00quer ser campeão
42:01mundial
42:02de desenvolvimento
42:03sustentável,
42:04mas também o governo
42:05está apostando muito
42:06forte sobre a produção
42:07petroleira,
42:08aumentando a produção
42:09petroleira querendo
42:10tornar o Brasil
42:11um dos maiores
42:11produtores do mundo.
42:13Não tem aí
42:13uma contradição
42:14entre esses dois
42:15objetivos?
42:16Primeiro que o Brasil
42:17pode ser um dos grandes
42:19produtores do mundo,
42:20mas com prazo
42:20muito limitado.
42:22Nós não temos
42:23reservas
42:24assim,
42:26a produção,
42:28o fluxo,
42:29não é,
42:31não expressa
42:32o estoque
42:33que nós temos.
42:34Nós temos um estoque
42:35muito limitado
42:36perto do nosso fluxo.
42:37então nós temos
42:39que tomar cuidado
42:40com isso,
42:41porque nós não somos
42:42a Venezuela,
42:43nem a Árabe Saudita,
42:44nem nada disso.
42:46Nós temos aí
42:47um estoque
42:48de 15,
42:4916,
42:5017,
42:51vai,
42:51bilhões
42:51de barris
42:52e temos um fluxo
42:54forte,
42:55mas nós temos um
42:55horizonte
42:56diante de nós
42:57muito limitado.
42:59O Brasil
42:59em 2040
43:00na produção
43:01do petróleo,
43:03o que nós
43:04vamos significar?
43:05por isso que
43:06nós temos
43:07que correr
43:09com a transição.
43:11Não é?
43:12O olhar,
43:13a nossa atenção
43:14tem que ser
43:15voltada
43:16para o que
43:17o Brasil
43:17está fazendo
43:18para quando
43:20não o petróleo
43:21do mundo,
43:22mas o nosso
43:23acabar.
43:24Porque o nosso
43:25vai acabar
43:25antes do petróleo
43:27do mundo.
43:28Então,
43:29a nossa posição
43:30relativa
43:31é essa.
43:32Nós temos
43:32pouco petróleo
43:33estocado,
43:35certificado,
43:36e temos
43:36muita energia
43:37limpa
43:38certificada.
43:39Então,
43:40as atenções
43:41do Ministério
43:41da Fazenda
43:42dão em relação
43:43ao ritmo
43:44de transição,
43:45porque é essa
43:46que vai fazer
43:46valer um programa
43:48de sustentabilidade
43:48para o país.
43:49Ministro Fernando Haddad,
43:51muito obrigada,
43:52um prazer recebê-lo
43:53mais uma vez.
43:55Obrigada,
43:56ministro.
43:57Muito obrigado,
43:58ministro.
43:58Obrigado.
43:59Obrigado.
43:59Obrigado.
44:03Obrigado.
44:04Obrigado.
44:05Obrigado.
44:06Obrigado.
44:07Obrigado.
44:08Obrigado.
44:09Obrigado.
44:10Obrigado.
44:11Obrigado.
44:12Obrigado.
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