O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, criticou as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo Amorim, as tarifas são apenas "a pontinha do iceberg" e refletem uma tentativa dos EUA de estabelecer uma nova divisão geopolítica, mantendo a América Latina sob seu controle.
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00:00O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Celso Amorim, afirma que as tarifas de Donald Trump aos produtos brasileiros são apenas a ponta do iceberg e novos ataques devem vir por aí.
00:14A repórter Vitória Bel, direto de Brasília, traz aos bastidores as últimas informações como é que foi essa declaração de Celso Amorim. Boa noite, Vitória.
00:22Boa noite, Tiago. Boa noite a todos aqueles que nos acompanham.
00:29Pois é, a gente conversou com Celso Amorim mais cedo por telefone e ele disse justamente essa expectativa do governo de que mais ataques devam vir de Donald Trump, do presidente americano Donald Trump.
00:42Isso porque as tarifas, ele avalia que foram parte ali de um início da tentativa de Trump coagir o Brasil, mas que ele avalia que não necessariamente essas tarifas terão algum efeito na relação entre Brasil e Estados Unidos, melhor dizer, não terão algum efeito no comércio brasileiro.
01:02Por isso, de acordo com ele, Donald Trump vem escalando, deve fazer novos ataques e uma representação dessa escalada foi a revogação do visto de familiares do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
01:16Para ele foi a grande representação de que autoridades brasileiras podem sim sofrer novos ataques do presidente americano.
01:23E daí então a gente perguntou para ele como que o governo brasileiro poderia responder a esses ataques ou essa perspectiva de piora.
01:32Ele avalia que a melhor forma de responder isso é se defendendo e a defesa deve acontecer justamente à procura de novos comércios internacionais, em parcerias com novos países, em relação à União Europeia, também em parcerias no Sudeste Asiático.
01:50A gente também comentou alguns dias atrás aqui no jornal Jovem Pan a possibilidade do Brasil avançar num acordo de livre comércio com o Canadá.
01:59E Salsamarin considera isso extremamente preocupante.
02:02A revogação do visto de Alexandre Padilha, por exemplo, ele considerou como um completo absurdo.
02:08Ele disse o seguinte para a gente, abre aspas,
02:10As tarifas são a ponta do iceberg. Cada dia eles apontam a mira para um lado e atiram. É uma coisa inaceitável.
02:18Há uma ação contra a América Latina, contra a América do Sul. É uma ideia de nova divisão do mundo.
02:25Eles estão procurando um novo tratado de Tordesilhas e a América Latina tem que ficar com eles, disse Celso Amorim para a gente.
02:34Portanto, mais cedo essa declaração foi para o telefone, por isso a gente não tem imagens para disponibilizar para a nossa audiência.
02:41Eu aproveito também para contar que uma avaliação de auxiliares aqui do Palácio do Planalto, também de integrantes do Itamaraty, em relação à eleição na Bolívia.
02:50A gente viu mais cedo que pela primeira vez, durante muitos anos, a esquerda não vai para o segundo turno na Bolívia.
02:58Serão dois candidatos de direita e de centro-direita, o Rodrigo Paz e o Jorge Quiriga, Quiroga, perdão, Jorge Quiroga e Rodrigo Paz.
03:09E, portanto, o governo avalia que isso não vai impactar diretamente na relação com o Brasil.
03:15Eles veem essa ascensão da direita com naturalidade, avaliam que os dois perfis são de pessoas moderadas, equilibradas e que o diálogo vai poder continuar mesmo com a queda da esquerda e, portanto, o escolhido de Luiz Arce perdendo as eleições.
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