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Empresários brasileiros criticam o governo federal pela escalada da tensão com os Estados Unidos, causada por sanções e conflitos diplomáticos recentes. O setor produtivo cobra diálogo transparente e negociações sérias com a administração Trump para evitar impactos negativos na economia e comércio bilateral.
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NotíciasTranscrição
00:00Tem um outro destaque, destaque importante, inclusive, que trata da questão que envolve o tarifácio.
00:05O governo brasileiro virou alvo de críticas de empresários ao insistirem em provocar os Estados Unidos
00:11em vez de abrir negociações sobre o tarifácio.
00:14O Planalto preferiu buscar os líderes da China e também da Índia para discutir uma reação dos BRICS
00:21contra a gestão Trump, ao invés de apostar na diplomacia com os americanos.
00:26Segundo uma reportagem da revista Veja, os empresários rejeitam as alegações do governo sobre a demora nas tratativas,
00:34ressaltando que todos os países que buscaram uma negociação séria com Trump foram ouvidos.
00:40Além disso, integrantes do setor econômico brasileiro afirmaram que, enquanto o setor luta para tentar lidar com os graves efeitos dessa crise,
00:48o governo Lula politiza o assunto como se só tivesse olhos para a campanha eleitoral.
00:53Além dos empresários, vários governadores também passaram a cobrar publicamente uma mudança de postura do Planalto.
01:00Nesta terça, o governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha, ele enviou uma carta diretamente para Donald Trump,
01:07criticando o governo Lula e defendendo a abertura de diálogo direto com a gestão americana.
01:13Você, Cristiano Beraldo, empresários fazem críticas à estratégia adotada pelo Planalto
01:19e os governadores estão tendo que se virar, né? Estão enviando cartas diretamente para o presidente norte-americano.
01:25Aquela coisa. Vamos deixar de lado a etiqueta da diplomacia? Vamos dar um jeito aqui, né?
01:30E foi o que Ibanez Rocha fez. Enviou uma carta diretamente para Donald Trump.
01:36Pois é, Kenian. Até, assim, acho curioso, porque Ibanez Rocha, eu não sei exatamente qual é a produção industrial e agrícola do Distrito Federal,
01:45das cidades satélites, mas eu suponho que o Distrito Federal seja um dos menos afetados.
01:51E, mesmo assim, Ibanez Rocha está tentando criar uma comunicação direta com os Estados Unidos.
01:56Talvez até para deixar de forma clara qual é a sua posição em relação ao que está acontecendo,
02:02e já que ele vive em Brasília, governador do Distrito Federal,
02:05para ele já estabelecer uma diferença, para, de repente, não caçarem o visto dele para os Estados Unidos.
02:11Mas, enfim, de qualquer forma, Caniato, é realmente assustador o que está acontecendo.
02:17Porque a gente ouve o governo brasileiro reconhecer que ele é mais fraco na relação com os Estados Unidos,
02:27que é o segundo maior parceiro comercial do Brasil,
02:30e um país fundamental e estratégico para o mundo, mas, sobretudo, para as Américas.
02:35É um parceiro estratégico pela questão geográfica do Brasil em relação aos Estados Unidos.
02:43E aí a declaração do ministro da Fazenda é que o contato do governo brasileiro com a Casa Branca
02:51foi boicotado pelo filho do ex-presidente brasileiro,
02:55como se fosse dessa forma que os Estados Unidos tratam as suas relações internacionais.
03:02Não é na base da fofoca.
03:05Há um papel institucional a ser cumprido por Donald Trump, e ele sabe disso.
03:11Donald Trump, que foi a Coreia do Norte, que está indo se encontrar com o Putin,
03:16que não faz absolutamente nenhum tipo de restrição para cumprir o seu papel de presidente da República.
03:23E o governo brasileiro fica se colocando nessa posição humilhante.
03:27Quer dizer, como é que um presidente em exercício anuncia aos quatro ventos
03:33que a interlocução com o presidente de um outro país está sendo detida
03:37por alguém que sequer tem algum poder hoje?
03:40Porque é um deputado que já não está mais afastado,
03:43mas, enfim, está lá ausente da Câmara dos Deputados de cumprir o seu papel.
03:48Então, essa pessoa é mais forte do que todo o governo brasileiro.
03:51Então, desculpa, governo.
03:53Manda todo mundo para casa, acaba.
03:54Fechamos as eleições para amanhã, porque eles não têm absolutamente nada o que fazerem
03:58nas posições que estão ocupando.
04:01E o pior de tudo é ler a manifestação oficial da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China
04:08em relação à ligação feita pelo presidente Lula ao presidente chinês, Xi Jinping.
04:16Quer dizer, fica claro.
04:17E a diplomacia tem dessas coisas, essas nuances.
04:19O presidente brasileiro foi atrás do presidente chinês.
04:25E a manifestação da China é no sentido de dizer que a China está ali,
04:30pronta para ser parceira do desenvolvimento.
04:33Mas não é o desenvolvimento da China.
04:35Não é que o Brasil vai ajudar a China a se desenvolver.
04:38Não, é exatamente o oposto.
04:40A China está ali, passando uma mão na outra, só esperando a hora de atacar,
04:47como se fosse uma onça, vendo a presa andar ali, aquele bicho preguiça,
04:53passar tranquilamente na sua frente.
04:57E ela está pronta para devorar esse bicho preguiça.
05:00Vai entrar no Brasil e colocar aqui investimentos que são de interesse da China,
05:06não de interesse do Brasil.
05:07Então, Caneato, a forma como o Brasil está lidando com essa situação é temerária.
05:14E quem mais sofre com isso são os empresários.
05:17Porque é eles que têm a obrigação, todos os meses, de pagar salários,
05:22de pagar impostos, de honrar as suas obrigações com os bancos,
05:27os investimentos que fizeram e que agora precisam produzir resultado,
05:30e eles não estão conseguindo ir razão dessa posição do governo brasileiro.
05:33Então, eles estão desesperados.
05:35Porque o tempo não espera.
05:38Virou um mês, teve que pagar salário.
05:39O que eles fizeram?
05:41Correram?
05:41Foram embora?
05:42Pediram mais 30 dias aos funcionários?
05:44Não.
05:44Tiveram que honrar.
05:46Então, a situação deles é desesperadora.
05:48E a situação do governo brasileiro, ela é retórica, ela é eleitoral, ela é eleitoreira,
05:54é desqualificada.
05:55Então, Caneato, realmente é uma situação muito difícil.
05:58Pois é, o Beraldo mencionou a manifestação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
06:04que imputou a culpa ou o cancelamento daquela reunião a Eduardo Bolsonaro,
06:10que depois respondeu, inclusive, Fernando Haddad,
06:14e ele fez uma postagem e escreveu o seguinte,
06:16se eu vou pegar a primeira linha, vou abrir aspas para o deputado Eduardo Bolsonaro,
06:21Haddad prefere culpar terceiros pela própria incompetência,
06:24enquanto o presidente só fala besteira por aí e inflama a crise diplomática.
06:30E é pegando mais ou menos essa defesa, ou pelo menos esse posicionamento de Eduardo Bolsonaro,
06:37que eu queria passar para você, Dávila,
06:39a respeito dessa situação que envolve o governo federal,
06:42os mecanismos que o governo federal teria para tentar destravar essa crise.
06:48Há caminhos diplomáticos, né?
06:49Há figuras que poderiam puxar essa responsabilidade para si,
06:53para tentar avançar com essa negociação.
06:56Alguma coisa que não aconteceu até agora.
06:58E aí as pessoas começaram a se questionar,
07:00peraí, o Brasil então não consegue avançar com uma negociação como essa?
07:04E aí, claro que tem aquela tese, está muito confortável para o governo.
07:09O governo tenta capitalizar também com essa crise, Dávila?
07:12Tem isso?
07:14Ô, Canhato, quando eu era moço,
07:17Aquele tempo não tinha telefone celular, você tinha que ligar no telefone fixo.
07:21E aí quando começava a fazer barulho, entrar interferência,
07:25ou dava linha cruzada, a gente falava que tem boi na linha.
07:29Tem boi na linha na diplomacia brasileira e Estados Unidos.
07:32Há muito tempo, essa ausência de diálogo institucional,
07:37esta incapacidade de manter um diálogo franco.
07:41E pior, uma relação de 200 anos que vem deteriorando rapidamente nos últimos anos,
07:48principalmente no governo Lula,
07:51com esta diplomacia militante, de esquerda e de desaforo aos Estados Unidos e às democracias avançadas.
07:59Não é o Brasil que procura se aliar às ditaduras do mundo,
08:05como o Irã, a Venezuela, a Nicarágua?
08:07Não é o Brasil que propôs acabar com o dólar como moeda internacional?
08:13E aí o que acontece?
08:14Os seus grandes aliados do BRIC,
08:15agora o Brasil vai buscar para substituir as exportações para os Estados Unidos,
08:20foram os primeiros a levantar a mão,
08:22dizendo assim, esse negócio de desdolarização do comércio internacional,
08:25não é proposta dos BRIC, não.
08:28É do Lula, é do governo brasileiro.
08:30Ou seja, desmentiu ao vivo os seus supostos parceiros
08:35nesta questão que criou tanta tensão nos Estados Unidos.
08:41E terceiro, mostra esta incapacidade, incompetência do governo de negociar as tarifas.
08:49Então, é óbvio que qualquer ministro da Fazenda do Brasil
08:53teria o seu telefone atendido pelo secretário da Fazenda,
08:58secretário do Tesouro nos Estados Unidos.
09:01Quando essa relação não existe,
09:03é por causa das declarações desaforadas do Brasil nos últimos tempos.
09:08E depois, nenhum ato de alto escalão,
09:12ou seja, do presidente da República com o presidente Trump,
09:16para tentar aplanar o caminho,
09:19aplanar as relações para que os técnicos pudessem entrar em campo
09:24e começar a negociar.
09:26E terceiro, já se passaram mais de um mês caniato
09:30da famosa carta do presidente dos Estados Unidos
09:34dizendo que ia impor a tarifa de 50%
09:38e até agora não houve uma única negociação objetiva.
09:42tem uma defesa infantil de que o Brasil pode acabar exportando produtos
09:49para demais países para compensar a perda do mercado americano.
09:53Não é verdade.
09:54Vários desses produtos, como foi o caso do suco laranja,
09:58que graças a Deus escapou da tarifa de 50%,
10:01os aviões da Embraer,
10:02não existe um mercado global ávido para comprar esses produtos.
10:07E agora o café está sofrendo.
10:09Então, assim, não, nós vamos vender mais café para a Ásia.
10:12Não é assim.
10:13Veja os números.
10:14É um governo que não olha os números.
10:17Sabe quantas sacas nós exportamos?
10:20A China importou de café no ano passado?
10:23530 mil sacas.
10:25Sabe quantas sacas os Estados Unidos importaram no ano passado?
10:288 milhões.
10:30Não tem como ir de 530 para 8 milhões.
10:33Agora todo chinês vai começar a tomar café de manhã.
10:35Não é assim que funcionam as coisas.
10:37Então, é um governo que não olha para os dados.
10:42Não olha para os fatos.
10:43Não tem uma estratégia negocial.
10:45Aliás, eu ia perguntar o que o ministro Haddad ia falar para o Scott Besson.
10:50Olha, ô ministro, vamos negociar aí.
10:53Não, não tem uma proposta, não tem nada.
10:54Depois de um mês, ia ter uma ligação para marcar uma reunião e não ia falar nada.
11:00Então, mostra o despreparo absoluto da diplomacia comercial brasileira para negociar de maneira objetiva, pragmática e uma ligação do presidente dos Estados Unidos, do presidente brasileiro para os Estados Unidos, é fundamental para aplanar o caminho e dizer assim, olha, esquece as besteiras que eu falei, vamos começar a olhar daqui para frente as relações de 200 anos que o Brasil tem com os Estados Unidos.
11:25Isso é que deveria acontecer, mas nada disso vem sendo vislumbrado por um governo que continua a querer explorar a briga com os Estados Unidos como um grande bônus político eleitoral.
11:40Mas, Mota, eu acho que os empresários brasileiros até deram um voto de confiança para o governo, desde aquele anúncio de Donald Trump, aquela carta que foi divulgada, imagino eu, né, os empresários devem ter feito a seguinte reflexão, bom, a diplomacia e o governo brasileiro vai avançar com as negociações, tratativas, vamos ver o que eles vão conseguir.
12:03Só que, assim, aquele senso de urgência que todos esperavam que o governo teria, isso acabou não se concretizando e aí vários fizeram a seguinte pergunta para si próprio, bom, se não há senso de urgência, então querem capitalizar com uma situação como essa e aí a gente vai, a gente cai naquela situação que o Beraldo trouxe no início do comentário dele, né, muitos imputando a Eduardo Bolsonaro a culpa por tudo.
12:29Nas últimas semanas, Caniato, eu tenho conversado com muitos empresários e a preocupação deles com a situação é muito grande.
12:41Se não houver alteração, em breve, algumas empresas começarão a demitir funcionários.
12:48A impressão de alguns observadores e analistas é que há pessoas no governo partidárias da ideia de quanto pior, melhor.
12:56São pessoas que acreditam na possibilidade de ressuscitar o anti-americanismo como ferramenta político-eleitoral.
13:07É um anti-americanismo raivoso que sempre caracterizou a maioria da esquerda brasileira.
13:14Na verdade, é um anti-americanismo de conveniência.
13:19Quando o presidente americano era Joe Biden, os Estados Unidos foram elogiados por autoridades do Estado brasileiro por terem ajudado a salvar a democracia no Brasil.
13:34Inclusive, é um episódio que ainda precisa ser devidamente explicado.
13:38Mas agora, que o presidente é Donald Trump, que defende liberdade de expressão, eleições livres e pede a volta de Jair Bolsonaro à política,
13:51a esquerda volta a considerar os Estados Unidos como inimigo.
13:56Coerência é isso aí.
13:58Pois é, agora, diante dessa situação que envolve o tarifácio e alguns setores que certamente serão prejudicados,
14:06há uma grande discussão acerca da possibilidade desses setores começarem a demitir.
14:12Então, por esse motivo, o governo tem debatido questões que serão apresentadas em um chamado plano de contingência
14:20para ofertar algumas medidas para ajudar empresas, produtores e esses setores que seriam severamente impactados.
14:28Vou chamar o Cristiano Berado, acho que o Dávila não está conectado.
14:31Ah, o Dávila está de volta.
14:33Dávila, o plano de contingência.
14:35A gente viu medidas que foram tomadas na época da pandemia para ajudar e socorrer essas empresas.
14:43Há várias alternativas sendo estudadas.
14:46Renúncia fiscal, o mesmo financiamento.
14:50A contrapartida que se exige, ou que pelo menos se defende, é que essas empresas não demitam seus funcionários,
14:56mas me parece pouco provável que isso consiga ser respeitado.
15:00Enfim, não sabemos exatamente qual será o impacto para esses setores.
15:07Criato, esse plano de contingência é um plano furado, porque contingência é o seguinte,
15:14se soubesse que tem alguma perspectiva de resolver no curto prazo a questão com os Estados Unidos,
15:20você imagina você um empresário.
15:22Aí o governo fala assim, bom, olha, mas dá mais duas semanas aí que a gente resolve a questão com os Estados Unidos.
15:28Tudo bem, duas semanas eu vou pegar um dinheiro emprestado aí do governo para segurar emprego,
15:33para não desmobilizar, para não fechar a fábrica, para não desligar a máquina.
15:37Ok.
15:38Agora, quanto tempo foi demorar esse negócio da tarifa?
15:41E se demorar seis meses?
15:42E se demorar oito meses?
15:43Não tem dinheiro do governo que vai fazer com que essas empresas evitem demissão,
15:49ou fechar fábricas, ou fechar unidades, ou desligar máquinas.
15:54Não tem como.
15:56É um governo que parece que não entende a realidade empresarial.
16:00Eu digo que essa ajuda do governo é quase que um empréstimo ponto,
16:07um empréstimo para fluxo de caixa.
16:08Você precisa de um dinheiro de curto prazo para resolver o negócio que vai ser resolvido logo à frente.
16:12Agora, quando não tem nenhuma perspectiva de resolver o negócio,
16:17nenhum empresário vai tomar dinheiro numa hora dessa e manter empregos sem ter demanda.
16:23Isso não existe.
16:25Porque isso vai virar prejuízo à frente para a empresa.
16:28Então, o ponto hoje é o seguinte.
16:31Esta incompetência do governo para negociar com os Estados Unidos
16:36já implica em uma perda de mais de 130 bilhões de reais em exportações para os Estados Unidos
16:44e uma perda de 110 mil empregos estimados
16:49por causa da inabilidade do governo negociar a questão comercial.
16:55Por isso, os empresários estão pressionando os governos estaduais, diplomatas,
17:02associações empresariais nos Estados Unidos, os seus pares americanos,
17:07para ver se chega a um acordo.
17:09Porque não dá para depender do governo.
17:12Agora, eu acho que isso traz uma lição, Canhato, muito importante.
17:16Há muito tempo, no Brasil, tanto o governo quanto a iniciativa privada
17:22e os governos estaduais vêm menosprezando a relação com os Estados Unidos.
17:27Nós precisamos retomar essa relação em todos os níveis.
17:32No Congresso americano, com entidades de classe,
17:36os governos subnacionais com seus pares,
17:39o próprio Congresso Nacional, senadores e deputados com seus pares.
17:43É preciso manter relação, porque quando acontece uma crise,
17:47você tem essas artérias de diálogo.
17:50O ponto é que nós não temos uma relação bilateral forte
17:54nem a nível estadual, nem a nível empresarial
17:57e, muito menos, a nível de governo federal.
18:00E aí, quando surge uma crise dessa, não tem interlocução.
18:05E isso custa muito caro ao povo brasileiro.
18:10Pois é.
18:10Esse plano de contingência deve ser apresentado amanhã.
18:14Havia expectativa de que o governo fizesse um evento,
18:17pelo menos uma coletiva, para apresentar no dia de hoje,
18:20mas isso foi postergado para amanhã.
18:22E aí, Beraldo, o que se fala em relação a esse plano?
18:25Linhas de crédito para as empresas impactadas,
18:28também adiamento das cobranças de tributos e contribuições federais,
18:32além da previsão de compras públicas de mercadorias de perecíveis,
18:38especialmente peixes, frutas e mel.
18:42Enfim, essas são as informações preliminares que nós temos.
18:45E aí, é preciso considerar também essa ideia de remanejamento de exportações.
18:50Parece que os Estados Unidos não vão comprar esse lote.
18:53ligam para determinado país e falam,
18:56ó, estou com uma carga assim, estou mandando para ir.
18:58Não é assim, né, Beraldo?
18:59É preciso fazer ponderações a respeito da complexidade de um negócio,
19:04que muitas vezes já foi pago,
19:06muitas vezes foi produzido de maneira customizada
19:08para atender aquele mercado.
19:10O redirecionamento é muito difícil, né?
19:15Pois é, Caniato, são vários fatores que colocam o governo brasileiro
19:19na posição de simplesmente não entender a realidade.
19:24Porque, veja, mesmo essa conversa de que o governo, então,
19:27vai comprar produtos perecíveis para ajudar os produtores,
19:31vai comprar peixe para colocar na merenda escolar,
19:34como já andaram falando por aí.
19:36Mas e o fornecedor de proteína para a merenda escolar?
19:39O que vai acontecer com ele?
19:40Porque ele tem um contrato.
19:42Então, ele tem que fornecer peixe, carne, frango,
19:45seja lá o que for, para fazer a merenda.
19:48Agora, esse contrato não vai ser honrado?
19:50O governo vai encerrar o contrato?
19:53Vai ficar ali em falta com o compromisso assumido
19:57com essa empresa que fornece a merenda escolar?
20:01Ou ela vai adicionar o peixe que não precisa?
20:04Porque, suponho eu, que já é uma merenda balanceada aí,
20:08com todos os requisitos cumpridos para alimentar de forma adequada as crianças.
20:14Então, isso não é uma solução, Caniato.
20:16Porque, se for, aquele que vendia o frango para a merenda escolar vai ter que vender para outra pessoa.
20:23E aí você transfere o problema para outro setor.
20:26Quando você olha essa questão, por exemplo, do óleo diesel, que a gente está discutindo,
20:35que tem uma questão tarifária e tal, que por causa da relação com a Rússia,
20:40o que o governo fez?
20:41O governo não olhou para o futuro, não.
20:43O governo está pensando em uma solução estratégica.
20:46O governo está atônito.
20:48Não há uma solução colocada na mesa.
20:51O governo poderia, brasileiro, o governo poderia estar olhando para o futuro e identificar
20:55quais são as novas refinarias que estão entrando em operação no mundo.
20:59Aliás, há uma refinaria gigantesca na costa oeste da África,
21:04com uma logística maravilhosa para o Brasil,
21:06que hoje tem dificuldade de ter matéria-prima.
21:10Por que o governo brasileiro não bateu na porta deles para dizer
21:13olha, eu vou te fornecer o petróleo e você me vende o óleo diesel,
21:17porque assim eu substituo a minha dependência da Rússia
21:21e vou me livrar de tarifas?
21:22O governo não fez isso.
21:24Você tem produtos que são produzidos no Brasil para um determinado mercado,
21:29como você disse, aí não, vamos redirecionar para outro.
21:33Mas às vezes você pega, por exemplo, o mercado do Oriente Médio,
21:35dos países muçulmanos.
21:37Eles exigem uma série de procedimentos
21:41para atender coisas muito específicas deles,
21:44por causa de questões religiosas e tal.
21:47Se a tua planta de produção não estiver adequada a essas demandas,
21:53que não tem nada a ver com a qualidade do produto,
21:56mas são questões específicas no mercado,
21:58você não vai conseguir entrar naquele mercado.
22:00Então não adianta se iludir.
22:02O Dávila falou aqui mais cedo do café.
22:03Não, vamos exportar para a China.
22:05Não, o chinês não bebe café.
22:07O chinês bebe chá.
22:08Há um processo para tentar aumentar o consumo de café na China.
22:14Mas esse é um processo lento.
22:16Ele só vai produzir resultado daqui a algum tempo.
22:19E o que vai acontecer com a produção atual?
22:21Então são vários aspectos que o Brasil não leva a sério.
22:25O Brasil não pensa.
22:27Esse governo não pensa de forma estratégica, de longo prazo.
22:30E aí, para terminar, Caniato, vem a parte dos empréstimos,
22:35pós-terga imposto, abre linha de crédito.
22:38Caniato, nós estamos juntos, o país tem 15% de juros ao ano.
22:43Sabe o que vai acontecer se o governo entuxar empréstimo nesses empresários?
22:49Esses empresários vão quebrar.
22:50Porque vai passar o tempo de carência,
22:54essa dívida já vai ser o dobro do que ela é hoje.
22:56E aí, o empresário que já não está conseguindo pagar as contas agora,
23:00ele não vai ter a menor chance de conseguir pagar isso no futuro.
23:05É uma bomba relógio.
23:06O empresário que aceitar a postergação de imposto e empréstimo do governo,
23:11ele está liquidado.
23:13Ele vai passar o tempo que ele tem tentando proteger o seu patrimônio pessoal,
23:19porque ele sabe que vai estourar.
23:21Então, Caniato, é um faz de conta que vai funcionar de forma contrária
23:25aos interesses do mercado brasileiro no longo prazo.
23:28Pois é, o Beral menciona um faz de conta,
23:31mas que tentará ser utilizado também como bandeira para uma possível campanha, né, Mota?
23:38Só que, assim, várias manifestações que eu acompanhei de pessoas que diziam,
23:41mas espera aí, já desistiram da negociação?
23:44Já vão lançar um plano de socorro às empresas?
23:47Então, quer dizer que tudo aquilo que poderia ser tentado em uma negociação
23:52para reverter ou diminuir as tarifas,
23:54vocês já desistiram, né, se referindo ao governo federal?
23:57Porque é essa impressão que se passa para a grande parte do público.
24:00Bom, vamos lançar um programa de socorro às empresas?
24:03Porque aquele um mês de tempo para você tentar negociar alguma coisa
24:09foi praticamente perdido, né?
24:11Não conseguiram avançar nem marcar uma reunião direito.
24:14E aí, passa-se essa impressão para o grande público, para a população, Mota.
24:19Caniato, tem uma frase, eu não me lembro de quem,
24:24que se aplica à política, que é muito interessante,
24:27que diz o seguinte,
24:28você não precisa procurar malícia
24:31quando a ignorância já é explicação suficiente.
24:36Essa situação é de uma clareza exemplar.
24:43A pergunta que precisa ser respondida é
24:45o governo ou o Estado brasileiro
24:49pode, de alguma forma,
24:51compensar as sanções americanas?
24:54A resposta é não.
24:55É curioso que a primeira ideia do governo
24:59seja sempre emprestar dinheiro,
25:01dinheiro público.
25:02Ou seja, a ideia do governo é que os empresários
25:06que agora tiveram as suas vendas diminuídas,
25:10que eles façam dívida.
25:11Que ideia genial.
25:14Olha só, dar empréstimo com dinheiro público
25:18é uma forma de criação de moeda.
25:20Então, é preciso sempre lembrar,
25:23um dos resultados disso vai ser inflação,
25:27vai ser um dos produtos dessa bolsa empresária
25:30que o governo quer criar.
25:31É óbvio que nenhum empréstimo
25:34substitui vendas.
25:37Se você tem uma loja de sapatos
25:39e os seus clientes sumiram,
25:42o que você vai fazer?
25:42Você vai pegar o empréstimo
25:44para substituir as vendas?
25:46O empréstimo no primeiro mês?
25:47O empréstimo no segundo mês?
25:49O empréstimo no terceiro mês?
25:50Só mesmo alguém do atual governo
25:53para achar que essa é uma estratégia razoável.
25:57É importante lembrar também
25:58o discurso do governo atual
26:00sempre foi de demonização de empresários,
26:05de ataque aos lucros.
26:07Quantas vezes a gente ouviu autoridades
26:10atacando o conceito de lucros?
26:13É de defesa de impostos,
26:15de aumento de impostos de todos os tipos.
26:17A mentalidade de quem está no governo
26:21hoje também é
26:22de achar que o Estado
26:24é um ente super poderoso,
26:26que os cofres do Estado
26:28têm dinheiro infinito,
26:29que o Estado pode tudo,
26:31consegue controlar a economia
26:33e resolver todos os problemas,
26:35mas esse é um governo incapaz
26:37de entender os fundamentos
26:38mais básicos da economia.
26:41Esse, só para lembrar,
26:44é o governo que aumentou o IOF,
26:47que o governo Bolsonaro,
26:49que Paulo Guedes,
26:51planejava eliminar,
26:53o que nos permitiria
26:55entrar para a OCDE.
26:58Agora, ao invés de entrar para a OCDE,
27:02o Brasil entrou para a lista Magnitsky.
27:05Obrigado.
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