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A falta de espaços de armazenagem é um problema crônico que volta a assombrar o agronegócio brasileiro com o fim da colheita do milho safrinha. Nesta entrevista, fizemos um raio-x completo da capacidade de armazenamento no Brasil com o especialista Rafael Mingoti, analista da Embrapa Territorial. Entenda os pontos fortes e fracos da nossa estrutura, conheça a relevância da plataforma de macrologística da Embrapa para o setor, e descubra que tipo de políticas públicas podem ser pensadas para solucionar este gargalo.

Confira na íntegra: https://youtu.be/q8tTORzWccI

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Transcrição
00:00Com a finalização da colheita do milho safrinha e o início do calendário agrícola,
00:06o problema crônico de armazenagem e da produção volta a preocupar o setor, assim como todo ano.
00:12Para falar conosco sobre isso, nós recebemos o Rafael Mingotti, ele é analista da Embrapa Territorial,
00:19que realiza um trabalho importante para mostrar a distribuição e a organização da armazenagem no Brasil.
00:25Bem-vindo ao H do Agro, Rafael, muito obrigada por poder compartilhar um pouquinho dos conhecimentos,
00:31dos dados que vocês levantam.
00:33Eu queria primeiro começar te pedindo para fazer um raio-x de como estar a armazenagem no Brasil hoje.
00:40Queria que se for possível destacasse pontos fortes e fracos e também explicar rapidamente,
00:48depois a gente pode até mergulhar melhor, mas como que vocês fazem esse levantamento de dados,
00:52porque são dados oficiais também, a Embrapa recolhe de um banco que já existe.
00:58Olá, Mariana, também cumprimento a todos os telespectadores, agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês.
01:04Bom, falando em armazenagem no Brasil, nós temos um problema que se estende há muitos anos.
01:11E o que estamos vivendo hoje, vivemos todos os anos os agricultores com dificuldades para armazenar,
01:19com falta de armazenagem, e aí toda a sua complexidade na comercialização.
01:24Então nós, desde o começo do ano, tivemos a colheita da soja,
01:28depois o produtor tem que tomar sua decisão em que momento vender essa soja,
01:33e sabendo que viria uma safra, uma safrinha, uma segunda safra de milho,
01:38e foi se confirmando, safra recorde, e ela aconteceu.
01:42E aí o produtor que tem a sua estrutura de armazenagem
01:46pôde adiantar ou não a substituição da soja do armazém pelo milho.
01:52E quando, no momento da colheita da safrinha,
01:56nós tivemos um atraso nessa colheita,
02:00ali as dificuldades em caminhão, escoamento, para chegar aos portos.
02:04Ou seja, esse cenário nós vemos sempre.
02:06E falando em pontos fortes e pontos fracos,
02:10nós temos o ponto forte que o setor privado, o setor produtivo,
02:14ele está sedento pela armazenagem e vem investindo há muito tempo.
02:18Então nós vemos isso como um ponto positivo,
02:21ano após ano, a armazenagem dentro da propriedade rural avançando.
02:26E agora com o advento, a produção de etanol a partir do milho,
02:31nós vemos armazenagem voltada a essa finalidade cada vez maior,
02:36porque a produção do álcool se estende ao longo do ano,
02:39utilizando esse milho armazenado.
02:41E o ponto fraco também não é novidade,
02:45mas é a dificuldade do governo fornecer aos agricultores
02:49o que eles precisam de meios para expandir a sua armazenagem.
02:53Ano após ano, os agricultores, os empresários,
02:56eles dizem ao governo que precisam, sejam taxas, sejam fundos,
03:01sejam políticas, mas o governo tem dificuldade em atender.
03:07Então isso resume um pouquinho dos pontos fortes e fracos.
03:10E nós aqui da Embrapa Territorial,
03:12por meio da plataforma macrologística agropecuária,
03:16nós buscamos trazer não só aos produtores,
03:19mas também aos tomadores de decisão,
03:21seja órgãos públicos, seja iniciativa privada,
03:23a dados relevantes sobre a produção,
03:28também a armazenagem, o beneficiamento,
03:31o escoamento, por onde isso acontece,
03:35para 10 produtos agropecuários,
03:38aqueles que mais exportam no Brasil.
03:40E fazemos isso com base em dados oficiais,
03:43como você mesma disse, Mariana.
03:45E ali temos uma dificuldade,
03:48que é que os dados oficiais têm um atraso em relação à safra atual.
03:52Então nós temos parceiros, como a Conab e outros,
03:55que nos fomentam de dados atualizados,
03:58para nós levarmos ao governo e aos produtores rurais,
04:01essa visão e também as demandas.
04:04Quais são as demandas logísticas e armazenamento do agro?
04:06Nós procuramos atraso nesse meio.
04:09Pois é, eu vou pegar desse ponto que você trouxe,
04:12porque quando a gente pensa em Embrapa,
04:13a gente pensa em pesquisa.
04:15E esses dados coletados, por exemplo,
04:17como você menciona, da Conab,
04:19vocês coletam esses dados e pesquisam os cenários a partir disso.
04:24Pesquisam essa relação, inclusive,
04:27do tamanho da produção com o tamanho da capacidade de armazenagem.
04:32E aí, essa que era a minha próxima pergunta,
04:34vocês fazem o que com essa pesquisa?
04:37Então, esses dados, esse consenso que vocês chegam,
04:41eles são, por exemplo, um direcionador para políticas públicas?
04:45Eles passam a ser uma coleta de dados ali
04:52em que o produtor também pode se apoderar e pleitear,
04:56enfim, espaços em políticas públicas para armazenagem?
05:00Qual que é a função para além dessa análise que vocês fazem?
05:06Muito bem, Mariana.
05:07Exatamente, nós fazemos a pesquisa.
05:09Uma parte do que fazemos é a organização e a disponibilização dos dados,
05:14o que já é algo difícil e valorizado pelos produtores
05:20e pelos tomadores de decisão,
05:22porque muitas das informações estão extremamente dispersas.
05:27Então, a partir desses dados,
05:28nós fazemos o que chamamos de modelagem.
05:30Modelagem logística, modelagem de transporte.
05:33É algo que nós estamos a cada dia trabalhando aqui na Embrapa.
05:38Então, por exemplo, tem um cenário de exportação simples,
05:44de soja, no interior do Mato Grosso.
05:47Qual a melhor saída pensando que tem que chegar na China?
05:50Então, modelagem de modal, modelagem logística,
05:54transporte envolvendo aí as dificuldades de cada safra.
05:59Então, tem safra em que nós temos melhorias em alguns modais,
06:03ferrovias, hidrovias, rodovias, portos.
06:09E em outras safras nós temos situações críticas, né?
06:12Então, seja dificuldades, por exemplo, em hidrovias, né?
06:16Como aconteceu com madeira há algum tempo atrás.
06:18Nós temos também contratos novos,
06:22seja em terminais, seja em ferrovias.
06:26Então, tudo isso entra nos nossos modelos
06:27para que nós possamos trazer ao tomador de decisão,
06:31incluindo aí o Ministério da Agricultura,
06:34onde estão as principais lacunas e as prioridades,
06:37pensando no agro, né?
06:39Porque quando a gente fala em transporte,
06:40nós temos todo um Brasil,
06:42toda uma produção nacional,
06:43seja de informática, de tecnologia, de informação,
06:47seja de agronegócio e tantos e tantas outras.
06:50Mas pensando no agronegócio,
06:52quem é que fornece essa informação
06:54para a priorização do governo?
06:56Uma delas somos nós, né?
06:58E todos esses dados estão organizados, como eu disse,
07:01e públicos.
07:02Todos os dados que produzimos
07:03estão disponibilizados no nosso portal.
07:06É importante a gente trazer essa informação, né?
07:08Exatamente, porque às vezes é muito mais fácil
07:11você ir num local onde já está tudo concentrado,
07:15onde as informações já estão concentradas,
07:17do que ficar pegando dados pulverizados.
07:19E aí eu imagino que esse trabalho aí de vocês
07:22também é isso, né?
07:23Consolidar dados para ser referência.
07:25Uma última pergunta, muito rapidamente.
07:27Você disse que são 10 produtos, então,
07:30olhando para esse trabalho de pesquisa de vocês,
07:34das commodities, da armazenagem das commodities.
07:37De alguma forma, existe um trabalho,
07:40ou vocês preveem trabalhar
07:42olhando para produtos como arroz e feijão?
07:45Como que está a armazenagem do arroz e feijão no Brasil?
07:48Onde que ela está?
07:49Como que ela está, enfim, posicionada geograficamente?
07:53Também tem algum tipo de trabalho
07:54ou expectativa de fazer
07:56para produtos da alimentação básica do brasileiro
07:59e que não necessariamente são exportados, né?
08:01Mas que ficam aqui
08:02para a segurança alimentar nacional?
08:05Sim, Mariana, você disse muito bem.
08:07Esse é o nosso novo desafio.
08:09É um desafio que envolve a coleta de dados,
08:13porque esses produtos que você mencionou,
08:15arroz e feijão e outros,
08:16nós temos poucos dados coletados e organizados.
08:22Por exemplo,
08:24o arroz e feijão, ele é produzido onde?
08:27Isso nós sabemos, né?
08:28Nós temos aqui todo um trabalho de mapeamento,
08:30censuramento remoto das culturas
08:31e nós temos também as informações da Conab,
08:35mas para onde é consumido cada produto produzido?
08:42Então, o arroz do Rio Grande do Sul,
08:45onde ele é mais consumido?
08:47Então, essas informações de destino, né?
08:50A produção nós sabemos que é a origem,
08:52mas qual é o destino?
08:52E isso vale também para leite
08:54e outros produtos,
08:56tantos daí da alimentação do dia a dia.
08:59O nosso,
09:00está no nosso horizonte de novos trabalhos,
09:02novas pesquisas,
09:03estamos buscando aí iniciar projetos nessa área
09:06e envolverá isso que eu te disse,
09:09que é a coleta das informações
09:11que para muitas dessas culturas básicas,
09:14essas informações não estão sequer coletadas, Mariana.
09:16E aí
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