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O Hora H do Agro acompanhou a Sessão Solene no Senado Federal celebrando os 35 anos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um evento que reacendeu o debate sobre o papel estratégico da companhia na formação de estoques públicos de alimentos para garantir abastecimento, controlar a inflação e proteger populações vulneráveis, especialmente em um momento de oscilação nos preços de grãos como arroz e feijão. A Conab, junto ao governo, discute a atualização das diretrizes de aquisição para reestruturar esses estoques, conforme reforçado pelo presidente Edegar Pretto, e a reportagem inclui o depoimento de uma agricultora familiar que destaca a importância da compra direta pela companhia.



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Transcrição
00:00A gente vai trazer um VT pra vocês também falando da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.
00:05Essa semana também teve um evento da Conab e a gente acompanhou, então você fica aí com a continuidade do nosso programa.
00:12Em uma cerimônia solene no Senado, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, Edgar Preto,
00:19anunciou que a expectativa é de que os estoques de arroz sejam restabelecidos até o mês de maio.
00:26Essa medida surge em resposta ao crescimento da produção do grão, que tem mostrado resultados significativos.
00:35Nós estamos prevendo uma safra histórica de 332,9 milhões de toneladas.
00:42Pra se terem uma ideia da magnitude desses números, representa 11,9% a mais,
00:50comparando a safra deste ano com o que foi a safra do ano passado.
00:53Ou então 35,42 milhões de toneladas a mais, em comparação à safra deste ano com a safra passada.
01:03Neste momento em que a Conab apresenta o oitavo levantamento previsto de safra,
01:08nós temos condições de afirmar, esta será a safra histórica do nosso país.
01:12O evento contou com a presença de diversas autoridades, servidores e representantes do setor agrícola,
01:19marcando os 35 anos de atuação da Conab, que responde ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
01:28A entidade que desempenha um papel importante na gestão dos estoques públicos
01:33e na realização de leilões de produtos agrícolas, além de monitorar as safras ao longo do ano.
01:41De acordo com dados da companhia, a safra de arroz deste ano apresentou um aumento expressivo de 14,7%
01:49em comparação ao ano anterior.
01:52Na safra 2023-24, foram produzidas 10,5 milhões de toneladas.
02:00E para a safra 24-25, esse número saltou para mais de 12 milhões de toneladas.
02:07A Conab enfrentou desafios em 2024, quando se viu no centro de uma polêmica
02:13envolvendo um leilão destinado à compra de arroz importado.
02:17A iniciativa tinha como objetivo conter a elevação dos preços do cereal,
02:23exarcebada devido às enchentes no Rio Grande do Sul, que é o principal estado produtor.
02:30Contudo, o processo foi suspenso por causa de suspeitas de irregularidades.
02:36A companhia atribui aumento na produção do arroz às linhas de créditos oferecidas em parceria com o governo,
02:44que visam a compra direta do grão cultivado por agricultores familiares.
02:50Até o momento, foram negociados mais de 162 milhões de reais em contratos de opção de venda de arroz,
02:58totalizando mais de 91 mil toneladas do cereal.
03:03A partir de abril, os agricultores já puderam comercializar o produto negociado em contrato com a Conab,
03:11antecipando a compra do arroz adquirido através dos contratos de opção de venda,
03:17autorizando vendas no final do mês de abril, com pagamento 20% superior ao valor mínimo estabelecido.
03:24O presidente da Conab ressaltou que a entidade aumentou a capacidade de armazenamento em mais de 40%,
03:32resultado de investimentos realizados em parceria com a Itaipu Binacional e o BNDES,
03:40com o objetivo de garantir um futuro mais assertivo para a produção de arroz no Brasil.
03:48Praticamente toda a colheita da soja está feita, em que pese a quebra da safra no Rio Grande do Sul,
03:56em função da escassez da chuva e daquelas ondas de calor extremo, diminuiu a produção gaúcha,
04:02mas essa produção da soja vem sendo compensada na região do Centro-Oeste,
04:06que é a grande região produtora, especialmente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás,
04:11sem dúvida nenhuma é uma excelente safra de soja para o nosso país.
04:15Edgar também explicou que com a volta do Plano Safra da Agricultura Familiar,
04:21quem tiver interesse em produzir alimentos para o mercado interno,
04:27como arroz, feijão, frutas e hortaliças, conta com juros menores ao ano.
04:34Se a produção for ambientalmente correta, os juros caem para 2% ao ano.
04:40Nós aumentamos a área de arroz em 6,9%, depois de 13 anos de queda da lavoura com arroz,
04:47depois da queda da lavoura do feijão, o agricultor brasileiro, especialmente a agricultura familiar,
04:53sentiu novamente a vantagem, o bom negócio que é produzir para o nosso mercado interno.
04:59Nós vamos continuar falando de milho agora aqui do estúdio em São Paulo.
05:05Isso porque a expectativa de uma safra melhor ajudou a aumentar a projeção
05:10para a produção agrícola brasileira total de 2025.
05:14Os dados do levantamento sistemático da produção agrícola de abril,
05:18divulgado pelo IBGE,
05:19mostram uma produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas.
05:26Crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023-2024.
05:33O Ações e Cotações te explica como isso vai impactar o mercado e as negociações.
05:41Ações e Cotações
05:42Para conversar conosco sobre esse assunto, eu convido o Cristiano Erhardt,
05:51que é corretor de milho e recém-impostado presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias.
05:57Bem-vindo, muito obrigada pela sua participação.
06:00Conversar sobre milho é um universo, né?
06:03Então a gente vai tentar fazer algumas perguntas mais específicas para você aqui.
06:07Eu gostaria de começar, inclusive, considerando essa projeção.
06:11A gente está falando de um aumento aí de quase 10%.
06:14Queria entender como que esse volume adicional impactará os preços, né?
06:19Se a gente já está falando aí de um impacto para o milho negociado no curto, no médio prazo.
06:24Bem-vindo, obrigada pela participação.
06:27Obrigado pelo convite.
06:30Boa tarde a todos.
06:33Essa questão do milho, né?
06:34Ele já vem sendo impactado os preços há mais ou menos uns 20 dias.
06:38A gente estava com uma dúvida referente à questão da área que será plantada no Brasil.
06:46Devido às questões climáticas, como a seca, estava trazendo uma dificuldade para conseguir definir a área plantada, né?
06:57Então, após a definição dessa área plantada, principalmente para a sardinha,
07:01os preços começaram a ser impactados, principalmente na Bolsa, né?
07:05Onde tínhamos preços para vencimento julho na faixa já de R$ 75,00.
07:09Agora, nos últimos dias, esses preços caíram R$ 12,00, chegando hoje a um patamar de R$ 60,00.
07:16Então, toda essa grande produção de milho já está impactando já os preços, né?
07:21De forma bem expressivas.
07:23Além também, né, claro, das cotações internacionais, com os Estados Unidos bem avançado no plantio,
07:31pressionando bastante os preços na Bolsa de Chicago.
07:34A gente ouviu agora, no comecinho do programa, falamos ali em relação ao Congresso da Abramilho.
07:41E eu queria...
07:42É claro, a gente já vem falando dessa questão de preços,
07:46mas uma das coisas que foi falado muito no Congresso,
07:48eu queria saber se é da avaliação de vocês, está dentro do radar de vocês,
07:52é essa questão relacionando as exportações.
07:57Porque à medida que a gente olha ali preços caindo,
08:01a gente tem uma negociação que talvez seja mais favorável olhar para o mercado interno
08:06ou produtores olhando ali mais para exportação.
08:10Como que vocês estão acompanhando isso na BBM?
08:12Quais que são, inclusive, os impactos dentro da BBM
08:16quando a gente olha para essa dúvida mercado interno e externo?
08:20É, a grande questão do mercado internacional hoje é que os preços internacionalmente também estão baixos,
08:26devido a essa grande produção de expectativa lá dos Estados Unidos
08:30e um arrefecimento da demanda.
08:33Todas essas questões de briga comercial nos Estados Unidos e China
08:38têm derrubado um pouco a demanda chinesa e acabam pressionando o milho no mundo inteiro.
08:44Como uma grande produção dos Estados Unidos, para o Brasil fica mais difícil essa competitividade internacional,
08:49pois a produção deles é muito elevada.
08:52Outra questão que impacta fortemente os preços do milho é a questão do petróleo.
08:56Ele também vem caindo fortemente após os anúncios do Trump.
09:01E como os Estados Unidos têm essa utilização do milho para o etanol,
09:05isso aí acaba forçando também os preços para baixo.
09:08Aqui no Brasil, ano passado, a gente teve até um início de pressão baixista nos preços do milho,
09:13que foram segurados, na verdade, pelas indústrias de etanol do Mato Grosso,
09:17porque as exportações não conseguiram chegar ao patamar que estava sendo a expectativa.
09:23Tudo isso impacta fortemente o milho, né?
09:26Mas eu vejo que o milho, hoje no Brasil, está tendo uma demanda muito forte,
09:31tanto para as empresas avícolas, que estão exportando bem franco,
09:35como para as empresas de venda de suínos.
09:37E também a questão do consumo de etanol,
09:40que nas últimas semanas a gente até viu o pessoal falando
09:43em um dobro de consumo de milho para etanol aqui no Brasil.
09:48Hoje o consumo fica na faixa de 20 milhões de toneladas,
09:51e acreditamos que possa faltar para 40 milhões nos próximos anos.
09:54Então eu vou aproveitar esse gancho de etanol de milho,
09:57porque a gente também viu isso ali com o Glauber Silveira,
10:00que é o diretor executivo da Abra Milho,
10:03e fala-se um pouco desse, talvez, esse freio na indústria do etanol
10:11no sentido de preços um pouco mais baixos,
10:14podem congelar um pouquinho investimentos das usinas, né?
10:18Você falou de Mato Grosso, mas a gente vê uma expansão.
10:21Das usinas de etanol de milho em várias regiões do Brasil, né?
10:25Vocês também dentro da BBM enxergam esse possível congelamento,
10:31ou pelo menos perder um pouco a velocidade desses investimentos?
10:36Como que isso inclusive também impacta os negócios acompanhados pela BBM?
10:39Com certeza, isso aí impacta bastante os planos da expansão da produção de etanol aqui no Brasil,
10:48mas eu vejo que como a gente tem uma produção tão elevada,
10:51vai acabar tendo essa necessidade para a utilização desse milho nas empresas de etanol.
10:56A gente está com uma perspectiva, que foi até comentada pela Conab ontem,
11:00de 100 milhões de toneladas para safrinha.
11:02Se calcularmos o consumo aí na faixa de 55 milhões e mais para a ração,
11:08mais uns 20 milhões de etanol, ainda tem uma sobra de 30 milhões de toneladas.
11:14Então, todo esse excedente acaba pressionando.
11:17E a gente não conseguindo exportar, acaba pressionando o mercado interno, né?
11:20Mas eu vejo que a exportação de frango, de suínos,
11:24acaba até ajudando o nosso país a exportar um produto já com um valor agregado maior,
11:30não precisando tanto dessa dependência da exportação do milho em si,
11:33que seria um valor agregado menor, seria um produto básico.
11:38Então, a gente vê que isso aí é bem impactante, né?
11:40E acredito que os produtores que tiverem condições,
11:44serem decapitalizados,
11:46que esperem um pouco para a comercialização após a safrinha.
11:50Porque o volume que vai vir nessa safrinha vai ser muito grande
11:53e acredito que pressionar bem os preços, né?
11:56Principalmente na questão do etanol,
11:58por causa dessa queda brusca do bucho, né?
12:01Vemos de 80 dólares o bucho para uma taxa de 60 hoje em dia.
12:05Então, tudo isso acaba impactando muito forte as empresas de etanol
12:08e reduzindo, assim, consequentemente, o preço do milho.
12:11Certamente é algo para se acompanhar aí dia a dia, né?
12:14Mas antes de terminar, Cristiano,
12:17eu queria falar um pouquinho sobre a sua posse, né?
12:20Enquanto presidente da BBM, super recente.
12:23Então, eu queria que você falasse também, por gentileza, um pouquinho
12:26quais que são as suas prioridades, né?
12:28Num novo mandato, o que vocês estão olhando de prioridade?
12:32Se eu não me engano, a gente está falando aí de 2025 a 2027,
12:36pelo menos, certo?
12:37Perfeito, isso.
12:39Nós aqui na Bolsa, nessa nova gestão,
12:43a gente está querendo buscar bastante
12:45a trazer os negócios para dentro da Bolsa.
12:48A gente vê hoje o mercado de commodities agrícolas,
12:51negociações ainda um pouco desenvolvidas no nosso país,
12:55em detrimento dos outros países, como os Estados Unidos,
12:58que têm uma comercialização muito mais digitalizada.
13:02Hoje as comercializações são muito mais por telefone.
13:04Nós queremos buscar, assim como a gente tem já um exemplo muito bom
13:08do mercado de algodão,
13:09onde praticamente 60%, 70% dos negócios de algodão
13:13são registrados na Bolsa, né?
13:15A gente gostaria de estar trazendo isso para outras culturas,
13:18como o milho e como a soja.
13:20Qual é a grande vantagem?
13:21A grande vantagem seria a nossa câmara arbitral.
13:24Principalmente hoje, num momento bem difícil da economia,
13:27a gente vê essas brigas que acabam ocorrendo,
13:30tanto de qualidade como de preço,
13:32em todas as culturas, como trigo, milho,
13:34até o arroz aqui no Rio Grande do Sul.
13:36Então, as operações realizadas via Bolsa,
13:39elas têm a segurança da câmara arbitral.
13:41O Isto pode estar resolvendo essa situação
13:43sem precisar ir para uma esfera judicial,
13:46tornando o processo muito mais rápido e menos custoso,
13:50tanto para o produtor como para os compradores e treinos.
13:53Perfeito.
13:54E vocês têm uma atuação também olhando muito para as CPRs, né?
13:57De alguma forma, como que vocês estão olhando essa movimentação?
14:00Dentro da BBM também é uma prioridade para vocês incentivarem esse tipo de cédula?
14:06Com certeza.
14:07Acredito que a CPR é o financiamento agrícola,
14:11que já é realidade, né?
14:12Mas que acredito que vai ganhar muito espaço com o passar do tempo,
14:15pois é uma modalidade onde o próprio produtor consegue se financiar
14:19com a produção dele, né?
14:20Onde ele vai estar emitindo uma CPR para um futuro próximo
14:23estar entregando o seu produto, né?
14:25Nós temos diversas ideias dentro da Bolsa, né?
14:28Uma das ideias que a gente busca, gostaria de desenvolver,
14:31seria a parte de comercialização dessas CPRs, né?
14:34A gente sabe que é um mercado mais para o futuro,
14:37mas acredito que possa ser aí uma ferramenta
14:40para dentro do mercado do agronegócio,
14:42para a gente conseguir trazer mais liquidez ao mercado
14:45e, consequentemente, ajudar o produtor em financiamento de suas lavouras,
14:49pois os custos estão bem altos.
14:51É isso, com certeza.
14:53Há muito que se acompanhar.
14:54A gente espera você em outras participações aqui.
14:56Muito obrigada, Cristiano, pela sua participação.
14:59Inclusive, falando de outras commodities no futuro.
15:02Então, você é muito bem-vindo para voltar aqui outras vezes.
15:05Com certeza.
15:06Agradeço o convite.
15:07Estamos à disposição aí para comentar.
15:09Operamos com trigo, milho, soja, arroz.
15:11Estamos sempre à disposição.
15:13É isso.
15:13Muito obrigada.
15:14Obrigada.
15:14Obrigada.
15:14Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:15Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:16Obrigada.
15:17Obrigada.
15:17Obrigada.
15:18Obrigada.
15:18Obrigada.
15:18Obrigada.
15:18Obrigada.
15:19Obrigada.
15:19Obrigada.
15:19Obrigada.
15:19Obrigada.
15:20Obrigada.
15:20Obrigada.
15:20Obrigada.
15:21Obrigada.
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