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O governo deve anunciar, nos próximos dias, um pacote de medidas para os setores mais afetados pelo tarifaço de Donald Trump. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (31) que café, carne e pescados estão entre os prejudicados. A repórter Janaína Camelo traz os detalhes. Acompanhe a análise de Priscila Silveira, Henrique Krigner e Márcia Dantas em Tempo Real.

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Transcrição
00:00E o governo deve lançar nos próximos dias pacotes de medidas para os setores mais afetados pelo tarifácio de Donald Trump.
00:08Como por exemplo, café, a carne, os pescados.
00:12O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já começou a falar sobre isso hoje.
00:16Vamos então com a Janaína Camelo, direto de Brasília, com mais informações.
00:20Oi Jana, boa tarde.
00:21Como vão ser então essas primeiras medidas?
00:24Quais serão os setores que vão receber esse benefício?
00:30Muito boa tarde para você, Márcia. Boa tarde a todos.
00:33Pois é, é o plano de contingência que desde a semana passada o governo já estava ali estudando medidas mitigadoras para diminuir pelo menos os prejuízos a esses setores produtivos que foram afetados com essa taxação de 50%.
00:49Porque é desde a semana passada que o governo fazia ali a equipe econômica de Fernando Haddad.
00:54Tinha montado vários cenários porque precisava primeiro esperar que ia vir ali dos Estados Unidos.
01:00Então tinha cenário A, cenário B, cenário C, cenário D.
01:03Agora com essa resposta ali dos Estados Unidos, de fato, com uma lista ali de produtos que vão ser afetados.
01:09Então agora sim o governo consegue ter ali um plano mais concreto de como pode auxiliar o empresariado.
01:16E é um plano que inclui, por exemplo, nas medidas, auxílio financeiro, crédito facilitado, tanto para pequenas, médias, grandes empresas, medidas de curto, de médio, de longo prazo.
01:28O ministro falou que agora, a partir de agora o ministro Fernando Haddad, ele começou com jornalistas mais cedo, assim que ele chegou ali no Ministério da Fazenda.
01:37Ele disse que a ideia, a partir de agora, é ter reuniões ali aqui com o governo federal, com o Palácio Planalto mais produtivas, com foco aí nesse auxílio aos setores que foram prejudicados.
01:47Ele disse que vai ser um plano de contingência ali muito bem calibrado.
01:51Vamos ouvir o que ele disse mais cedo.
01:52Nós vamos lançar parte do nosso plano previsto, vai ser apreciado para ser lançado nos próximos dias, né, de apoio à proteção à indústria brasileira, aos empregos no Brasil, ao agro também, quando for o caso, que há casos em que isso pode acontecer.
02:11Então, o governo espera também, Márcia, alguns posicionamentos dos setores nos estados, tá, dos setores de indústria, de agro, porque agora nesse exato momento, depois do anúncio ontem de Donald Trump, com essa lista ali já colocada,
02:27agora sim eles vão poder fazer um estudo ali, de fato, do que realmente no estado, em cada um dos estados ali, o que realmente vai ser prejudicado, quais vão ser esses impactos.
02:36E aí eles vão entregar isso ao governo federal, especificamente ali a equipe econômica de Fernando Haddad, para que então seja concluído ali esse plano de contingência para os empresários, para os setores produtivos.
02:48Márcia.
02:49Agora, Jana, Haddad também deu uma esperança de que mesmo o tarifácio nos setores que já foram aplicadas, que as taxas já foram aplicadas, ele acredita que isso ainda pode entrar em negociação e ser revisto, é isso?
03:01Exatamente, especialmente com relação ao café e à carne, né, o governo federal diz que vai, tem essa expectativa, vai continuar negociação, o ministro Fernando Haddad disse que agora sim começa a negociação de fato,
03:17que agora sim já sabe o que realmente o governo de Donald Trump colocou ali na mesa, então agora sim pode todo mundo sentar e conversar tranquilamente, negociar tempo para isso, né,
03:28Então tem a questão do café, tem a questão da carne, a indústria de café de alguns estados diz o seguinte, que o café, o prejuízo já era esperado de não ser tão grande assim, porque o café está escasso no mundo inteiro,
03:42então há países compradores interessados, né, no caso se não for os Estados Unidos tem outros países, isso vai depender de quem os Estados Unidos vai exportar, vai importar mais a compradores do mundo inteiro para o café,
03:55agora com relação à carne já é um pouco diferente, a gente vai ouvir o que o ministro disse mais cedo.
04:00Olha, eu não sei qual a avaliação que eles têm lá, mas a primeira coisa que eu disse quando foi anunciado o tarifácio foi, olha, vamos pagar mais caro o café da manhã,
04:08que era o açúcar, era açúcar de laranja, era café, era carne, né, então imaginava que alguma dessas coisas iam ser revertidas, né.
04:17Agora, nada do que foi decidido ontem, é...
04:21Não pode ser revisto, entendeu?
04:25Nós vamos poder sentar e ir, de novo, eu repito o que eu disse,
04:30Eu penso que essa semana é o começo de uma conversa mais racional, mais sóbria, menos apaixonada.
04:42Agora, Márcio, com relação a uma aproximação maior entre o presidente Lula e Donald Trump,
04:48porque tem se discutido isso, né?
04:50Se agora seria uma oportunidade, não agora nesse exato momento,
04:53mas oportunamente dos dois ali se encontrarem até presencialmente,
04:57nem precisa ser por telefone.
04:58O presidente Lula tem uma viagem marcada para os Estados Unidos,
05:01só que o Palácio do Planalto diz que não há nenhuma intenção ali,
05:05embora o líder do governo ontem no Senado, o senador Jax Wagner,
05:09ele disse, ele defendeu que deve sim haver essa aproximação entre Lula e Trump,
05:14mas aqui no Palácio do Planalto, que já se diz é outra coisa,
05:17que não há, por enquanto, nenhuma intenção ali de um encontro,
05:21de um pedido de encontro de Lula e Donald Trump.
05:25É, até porque não tem essa abertura do lado de lá também ainda, né?
05:29Jana, obrigada pelas suas informações, a gente volta com você já já,
05:33mas agora vamos chamar você para essa conversa,
05:35para continuar acompanhando com a gente em tempo real,
05:38mandando a sua opinião e também os nossos comentaristas convidados de hoje.
05:42A Priscila Silveira e o Henrique Kriegner, bem-vindos, boa tarde.
05:46A gente já começa falando sobre essas tarifas.
05:49Priscila, muito se diz que para o Brasil saiu mais barato até do que para a Europa.
05:55O tarifácio virou tarifinho? Qual a sua análise?
05:58Boa tarde, Márcia, Bruno, a todos que nos assistem.
06:02Na verdade, a gente não acha ali que foi uma tarifinha, né?
06:06Mas esperava-se que essa porcentagem de 50%
06:10tivesse uma expansão ainda maior do que no momento se aguarda,
06:15mas principalmente quando ele traz ali as exceções de alguns produtos, né?
06:20Retirando esse tarifácio, já dá um pouquinho de gargalo aí para o Brasil,
06:25de alguma forma, respirar.
06:26Muito embora a gente percebe, né, Márcia,
06:29que o governo brasileiro esperava que fosse retirado todo aí o tarifácio,
06:34tivesse a possibilidade de se argumentar com o Trump,
06:38mas o tempo está aí se acabando
06:40e a gente percebe que ele vai manter toda ali a base dos 50%,
06:45afetando de alguma maneira,
06:46mas não deixa também, né,
06:48aqui quando a gente ouve o ministro falar
06:50que vai fazer o plano de contingência
06:52de maneira a diminuir aí essas problemáticas
06:56que vão, claro, reverberar no Brasil,
06:58a gente espera que uma negociação, ainda que tardia,
07:02chegue aí com relação a esses 50% também, Márcia.
07:05Obrigada, Pri.
07:06Agora entrando já com o Krigner nesse ponto
07:09que a Priscila deixou em aberto,
07:11a Haddad faz uma fala otimista,
07:13que mesmo as taxas podem ser revistas.
07:15Você acredita que isso pode acontecer ou não, Krigner?
07:20Boa tarde, boa tarde ao Bruno,
07:22professora Priscila e todos que nos acompanham hoje também
07:25em tempo real.
07:26Olha, eu acho muito difícil
07:28e me pergunto de onde é que está vindo
07:31esse otimismo por parte do ministro Haddad, Márcia,
07:34porque justamente não é motivo de celebração.
07:38É claro que se esperava algo pior,
07:41mas ainda nós temos mais de um terço das exportações brasileiras
07:45para os Estados Unidos sendo, de fato, taxadas
07:49num nível aí bastante alto.
07:51Então, não é motivo de comemoração.
07:54A gente pode, sim, ter um alívio momentâneo
07:56de que não é tão ruim quanto se esperava,
07:58mas não podemos negar que o buraco é bastante profundo
08:02e que vai nos custar muito dinheiro.
08:05E quando eu falo nos custar,
08:06eu estou falando de setores fundamentais
08:09para a economia brasileira.
08:10Estou falando também até daqueles pequenos produtores,
08:14dos grandes produtores,
08:15ou seja, nós vamos ter um impacto significativo aqui.
08:19Já é estimado aí a perda de milhões e milhões de reais
08:24por esses produtores que estão tentando fazer tudo.
08:28É um otimismo que vem travestido bastante claramente
08:33de uma tentativa política, Márcia,
08:36de tentar trazer tranquilidade para o setor econômico.
08:39O próprio ministro Haddad, essa semana mesmo,
08:42eu lembro até que você noticiou aqui
08:43sobre a fala do ministro Haddad,
08:46dizendo que podíamos ter tranquilidade,
08:49que não era hora de se desesperar,
08:51que o presidente Lula estava com calma analisando tudo.
08:55Essa mesma tranquilidade não sente aquele que está pagando a conta,
08:58aquele que está vendo o dinheiro ir pelo ralo
09:00e que está vendo seus clientes fecharem as portas
09:03por razões políticas e por uma ineficiência
09:05da política externa brasileira.
09:07Quem paga a conta não está tranquilo dessa maneira não, Márcio.
09:10E aí
09:14E aí
09:24E aí
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