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A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levanta preocupações sobre os impactos na economia nacional. No Linha de Frente, a bancada debate as possíveis consequências do tarifaço, o cenário político e as medidas que o governo Lula pode adotar frente à ofensiva comercial americana.

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Transcrição
00:00Quando nós pensamos em exportações de perecíveis, por exemplo, pescados, produtos orgânicos, enfim,
00:07já se fala num impacto imediato, né, e que afeta vários estados da federação.
00:13Não somente São Paulo, em relação à laranja, exportação de laranja, de suco de laranja,
00:18que vai zerar, como estados como Rio Grande do Sul, extremamente afetado também.
00:24Também existem já mercadorias que estão, nesse momento, sendo transportadas e não se sabe exatamente o que acontecerá,
00:33se chegarão a tempo antes do dia 1º de agosto ou não.
00:38Estados que nem parece, assim, para a maioria das pessoas, mas que também tem um volume grande de exportações,
00:46como o estado do Ceará, por exemplo, né, e que também são afetados.
00:51E, por isso, as federações da indústria já estão se articulando, né, junto à CNI, assim também o pessoal do agro com a CNA,
01:02para que tentem algumas possibilidades para que minimizem, né, esses efeitos.
01:09Inclusive, tem uma articulação com, tanto com os empresários americanos, que também temem por essa questão,
01:17porque isso vai aumentar os preços, né, abruptamente no mercado americano, vai gerar inflação ou, então, desabastecimento.
01:28Isso tudo tem um impacto muito grande.
01:30Então, tem essa articulação junto aos parlamentares americanos, através dessas federações, junto com a CNI,
01:37e também o pessoal do agro via CNA, e diretamente com os próprios empresários americanos.
01:45É bastante grave a situação que nós nos encontramos.
01:48Helen, você vê chance de negociação, ou pelo menos de atraso dessas medidas, nesse pouco tempo que resta?
01:55Não parece uma chance concreta, uma vez que os canais diretos de interlocução estão fechados, né?
02:03A gente sabe, por exemplo, que a nossa embaixadora em Washington tentou procurar o Departamento de Estado dos Estados Unidos
02:08e recebeu uma negativa.
02:10Então, quais são?
02:12São as ações paralelas, seja via entidades com seus pares nos Estados Unidos, como mencionou aqui a Patrícia, né?
02:17A gente sabe que, por exemplo, os empresários brasileiros que exportam para os Estados Unidos
02:21estão pedindo a seus pares, aqueles que estão importando lá, que tentem fazer algum tipo de pressão.
02:26A gente tem o grupo de senadores que está se encaminhando para os Estados Unidos
02:30para falar com seus pares parlamentares, para tentar também, de alguma maneira,
02:36exercer pressão na sociedade americana, mostrando isso.
02:39Olha, vai encarecer ou a qualidade é inferior, para ver se essa pressão de empresários, de parlamentares,
02:47pode fazer algum tipo de volume na Casa Branca.
02:49O que nós temos, de fato, até esse momento?
02:52O que se tem, de fato, esse momento é que, agora, o Brasil é o único país que as negociações estão travadas.
02:59Na prática, estão travadas.
03:01Japão já avançou, União Europeia avançou, a gente tem Vietnã que avançou, vários países conseguiram destravar as negociações.
03:11Nós não conseguimos fazer isso até este momento.
03:15Inclusive, o presidente Lula disse nessa semana, fez algumas provocações ali ao presidente Donald Trump,
03:22disse, por exemplo, olha aqui, se Trump estiver jogando truco, truncando, está pronto para pedir um seis.
03:27E algumas entidades têm se manifestado que essas falas, elas são confusas para uma negociação.
03:34Thaís, a postura deveria ser essa, deveria ser outra?
03:38Não tem nada de confuso, gente.
03:40Ele está defendendo a soberania do nosso país.
03:43Nós estamos falando de um impacto de 0,04% no PIB.
03:48Quando a gente fala de suco de laranja, a gente está falando de 0,01% do PIB.
03:53Nós estamos falando de três empresas multinacionais que controlam a produção e a venda de suco de laranja para os Estados Unidos.
04:01Para!
04:01O que o Lula está fazendo é demonstrando que a soberania é mais importante do que qualquer forma de tentar pressionar o nosso país.
04:11Então, não é uma...
04:13Ah, mas ele...
04:14Tudo bem, poderia ser diferente, poderia...
04:16Mas o Lula é assim.
04:17O nosso presidente, o eleito pelo nosso país, é um presidente que preza a soberania nacional acima de qualquer coisa.
04:24E eu não consigo enxergar um outro caminho para essa criancice, para essa palhaçada que o Donald Trump fez.
04:32E está bancando isso até o final.
04:34Eu tinha uma impressão um pouco diferente da Ellen, mas acho que a experiência dela é muito maior que a minha em relação a prever cenários.
04:41Mas eu imaginava que ele ia chegar no dia 1º e falar, brincadeira, a gente não vai mais brincar disso.
04:46Porque ele é um fanfarrão.
04:47Então, eu acho que a gente muitas vezes leva o Trump muito a sério.
04:50E o Lula tem essa postura de desdenhar de certas posturas que não tem outro nome, a não ser infantis do Donald Trump.
05:00Não existe um embasamento técnico para esse tarifaço.
05:03Então, eu entendo que a postura do presidente é importante.
05:06A presidente do México seguiu a mesma linha de tirar sarro, de desmoralizar o presidente dos Estados Unidos,
05:12quando ele vem pressionar, tentando mandar no mundo.
05:15Então, é uma oportunidade do Brasil buscar novos mercados, mostrar que, de fato, o Brasil está acima de todo, o Brasil acima de todos,
05:22e que a nossa soberania continuará sendo exercida por nós, como manda a Constituição Federal no artigo 1º.
05:28A Patrícia queria comentar.
05:31Eu concordo que é uma atitude infantil, de criança, do Trump,
05:35mas essa atitude infantil também merece que, do outro lado, no caso do Brasil,
05:41nós tenhamos atitudes adultas e articuladas internacionalmente.
05:46E quando a gente fala de novos mercados, é bem mais complexo do que pode parecer.
05:52É não só se adaptar às regras de cada mercado, que já compra de outros mercados,
05:58precisa de um estudo de mercado aprofundado, e isso demora meses.
06:02E quando a gente fala, por exemplo, de produtos perecíveis, como é o caso do estado do Ceará,
06:08por exemplo, que 52% das exportações do Ceará vão para os Estados Unidos,
06:14então, isso tem um efeito econômico de toda a sociedade.
06:19Não tem uma receita de bolo, né?
06:22Então, dizem popularmente, me perdoem aqui pelo exagero,
06:27mas a gente tem que ter um jeitinho para falar com uma pessoa que não está equilibradamente,
06:32emocionalmente equilibrada, né?
06:34Então, a gente tem que ter aí um pouco de psicologia também.
06:40Diga, Lu.
06:41Eu vou discordar, como sempre, o voto divergente está aqui.
06:45Eu pareço o ministro Marco Aurélio, lá no Supremo.
06:48Nós estamos falando em uma redução de 48% do volume de exportações do suco de laranja
06:56para os Estados Unidos, que é mais de 5 bilhões de reais que vamos deixar de vender.
07:02Nós temos redução na venda do café verde,
07:0574% de redução das exportações no mercado açucareiro,
07:10e 93% nas exportações de madeira.
07:13E aí, a minha opinião pessoal, o Planalto deveria falar de forma mais politizada
07:22no aspecto de diplomacia.
07:25Nós não temos hoje um governo que tenha um respeito do cenário
07:31lá para falar com o presidente norte-americano.
07:33Então, amenizar falando vamos procurar outros mercados,
07:37eu concordo com a Patrícia quando ela fala do risco que você tem
07:42de ter um longo período para trazer esses novos investidores aqui
07:45para adquirir esses produtos.
07:47Só que, quando a gente fala no Ceará, é um país pobre.
07:50Nós tivemos corte de mais de um milhão de pessoas beneficiárias do Bolsa Família.
07:55Essas pessoas vão ver com o quê.
07:57Eu estive, no ano passado, fazendo um trabalho de pesquisa no Ceará
08:00em escolas estaduais, e você vê que as pessoas,
08:04elas têm aula de como cuidar da terra seca, não tem o que comer.
08:08É muito fácil para nós que somos de São Paulo, que temos produtos do Brasil
08:13e do mundo inteiro, e temos acesso a esses produtos,
08:16comparar com o pessoal do Nordeste.
08:18É muito triste.
08:19O resultado vai ser catastrófico para a economia brasileira
08:22e para o povo brasileiro.
08:24Ela também está esperando para falar.
08:26Eu quero só colaborar com o que as minhas três colegas aqui colocaram,
08:32porque a gente tem na mesa hoje, sobretudo o Mercosul tem na mesa,
08:35uma série de acordos sendo negociados.
08:38A gente fosse fazer um acordo com a União Europeia,
08:40o Brasil tem acordos aí com o Emirados Árabes,
08:42eu não vou lembrar todos os países, mas a gente tem.
08:45O problema é que há, como pontuou bem aqui a Patrícia,
08:47uma transição para esses acordos efetivamente começarem a valer
08:51e o dinheiro entrar, traduzindo assim,
08:54e não é o mesmo volume.
08:56Não é o mesmo volume de exportação.
08:58Então, não é uma troca imediata que você diz,
09:01agora, não, beleza, perdemos aqui nos Estados Unidos,
09:02vem aqui, União Europeia.
09:04Não é o mesmo volume.
09:05Então, é muito difícil.
09:08A gente está diante de um quadro muito difícil.
09:10E mais, e aí parece que eu olho um pouco assim adiante
09:13no cenário, no tabuleiro geopolítico internacional.
09:16Nesse momento, o Brasil está sendo colocado numa posição
09:19de ter que se andar entre a briga Estados Unidos e China.
09:25E Trump empurra o Brasil para o colo da China.
09:29Mas essa não é uma escolha que está sendo feita por nós,
09:32é uma escolha que está sendo feita para nós.
09:34A nossa diplomacia não conseguiu se posicionar de uma forma
09:38de fazer uma mediação.
09:41E isso é muito preocupante.
09:44Isso é bastante preocupante no cenário daqui para frente.
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