A revista The Economist analisou as tarifas de 50% anunciadas por Donald Trump e apontou que a medida tem caráter de retaliação política contra determinados países. A publicação avalia que o impacto real pode ser menor do que o discurso sugere, mas ainda pode gerar tensões comerciais globais.
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00:00e muito. Agora sim a gente volta com as repercussões internacionais, o que os jornais estão dizendo
00:05sobre esse anúncio do governo americano, o Fabrício Nikes, agora sim elegante aqui no Fast News,
00:13a elegância da notícia na Jovem Pan, para a gente entender o seguinte, o que eles estão falando lá fora
00:18sobre os impactos do governo americano. É muito mais uma ameaça ou é uma realidade esse anúncio de 50%?
00:28Anto, ótima tarde, seja bem-vindo, Fabrício.
00:32Boa tarde, Bruno, boa tarde a todos que acompanham o Fast News. O frio deixa todo mundo mais elegante,
00:38eu não seria a exceção nesse frio que está fazendo aqui em São Paulo, quase 10 graus nessa tarde gelada de sábado.
00:44Olha, na avaliação da revista britânica The Economist, essa tarifa que o Donald Trump implantou em relação ao Brasil de 50%
00:52é mais um latido do que uma mordida, ou seja, ela tem muito mais um caráter de ameaça do que propriamente um impacto real para a economia brasileira.
01:03E por que a The Economist está dizendo isso? Primeiro, porque diz que essa medida é puramente política,
01:10uma retaliação do presidente Donald Trump em relação ao processo judicial que enfrenta o ex-presidente Jair Bolsonaro
01:18por tentativa de golpe de Estado aqui no país e não uma medida com base econômica.
01:23Até porque, se a gente for falar de economia, o Brasil tem déficit comercial com os Estados Unidos,
01:28ou seja, importa dos Estados Unidos menos do que, melhor dizendo, importa dos Estados Unidos mais do que exporta para os Estados Unidos.
01:38Um outro ponto que a revista destaca também é o seguinte, que a economia brasileira não é tão dependente assim das exportações.
01:4713% do nosso PIB, segundo a The Economist, é composto por exportações.
01:52Um padrão consideravelmente menor do que o comparado, por exemplo, com o México,
01:57que é um país vizinho aos Estados Unidos, que é cerca de 30% do PIB, e países do Sudeste Asiático.
02:03Eles mencionam, por exemplo, o Vietnã e a Tailândia, que aí já passa, inclusive, dos 50%,
02:09também são países que foram afetados pelas tarifas.
02:13E no caso dos Estados Unidos, especificamente, a porcentagem das exportações brasileiras,
02:19que tem como destino o mercado americano, fica na margem dos 18%
02:24e tem reduzido gradativamente ao longo das últimas duas décadas.
02:27Hoje é inferior, por exemplo, à China, que está beirando ali os 30%.
02:32Ou seja, o Brasil não acaba sendo tão afetado quanto poderia ser.
02:36Na avaliação da revista The Economist, essas tarifas acabaram ficando menos pior para o Brasil
02:42do que o que poderia ter acontecido.
02:45Um outro ponto que a The Economist destaca em relação a essas medidas
02:50é a isenção de quase 700 produtos brasileiros que são exportados para o mercado norte-americano,
02:58incluindo o setor de aviação, caso da Embraer, por exemplo,
03:02que conseguiu um alívio muito grande com essa isenção,
03:06e também produtos energéticos, o próprio petróleo.
03:10Ela também destaca, claro, que outros produtos importantes da balança comercial brasileira,
03:15o mercado de carnes, o café e também as frutas,
03:18esses sim acabaram sendo taxados e aí vai ter um aumento no preço lá no mercado interno norte-americano,
03:25porque vão chegar lá 50% mais caros do que chegavam anteriormente.
03:30Agora, a The Economist também alerta para a postura do governo brasileiro.
03:34Ela disse que o presidente Lula não se diminuiu em relação às ameaças de Donald Trump,
03:40e ele falou sobre isso publicamente.
03:42Porém, eles destacam que houve uma participação das empresas brasileiras
03:46e dos próprios clientes, dos consumidores, dos compradores norte-americanos
03:51para fazer um lobby lá na Casa Branca e evitar que uma série de produtos fossem taxados.
03:57Agora, o que a gente precisa ficar de olho, principalmente segundo a revista,
04:01é na questão da resposta conjunta envolvendo os BRICS.
04:05O presidente Lula falou nessa semana que ele deve conversar com os outros países membros dos BRICS,
04:11os outros 10 países membros dos BRICS,
04:13para pensar, para planejar uma resposta ou uma ação conjunta
04:17para tentar minimizar o efeito das tarifas.
04:21E que isso poderia, sim, causar algum tipo de impacto,
04:25porque o presidente Donald Trump tem como objetivo, nessa guerra comercial,
04:28fazer frente à China, que é justamente um dos membros dos BRICS.
04:31Lembrando que, em relação a medidas políticas,
04:34outros dois países foram taxados fortemente pela Casa Branca nessas últimas semanas.
04:39O caso mais recente é da Índia, que já havia recebido 25% de tarifas
04:43e essa semana recebeu mais 25% por conta da compra de petróleo russo,
04:49algo que tem aumentado desde 2022.
04:51E também o Canadá, que recebeu 30%, vizinho, parceiro histórico dos Estados Unidos,
04:57onde Donald Trump alegou que o reconhecimento à Palestina,
05:00que foi anunciado pelo primeiro-ministro Mark Carney no mês passado,
05:05é um fator que dificulta as negociações e, portanto,
05:09ele ampliou as tarifas contra os canadenses,
05:12ou jogou as tarifas para 30%, melhor dizendo.
05:15Os BRICS preparando uma resposta conjunta,
05:17isso certamente pode fazer com que a Casa Branca
05:20repense a questão das tarifas com o Brasil e com outros países membros
05:24e até, possivelmente, volte a aumentar essas tarifas, Bruno.
05:27E o dia gelado com notícia quente com o Fabrício Nikes aqui dos Estados Unidos,
05:33informações que vão repercutindo sobre esse anúncio de 50%.
05:37A gente continua de olho e voltamos a conversar logo mais.
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