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  • há 1 ano
A nova CBO oficializa o trabalho das trancistas e fortalece o reconhecimento de uma atividade que representa autoestima, tradição e sustento para muitas mulheres negras.

Em Belém, Anne Beatriz Santiago, 24 anos, vive exclusivamente do ofício e destaca o papel das redes sociais na valorização da profissão.

Reportagem: Bianca Virgolino
Fotografia: Thiago Gomes

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Transcrição
00:00E eu comecei na pandemia, eu tinha muita vontade de trançar o meu cabelo, mas eu achava muito caro.
00:08E aí tinha tempo de sobra, então eu fui pro YouTube pra aprender.
00:12Quando flexibilizou mais a pandemia, eu fui atrás de curso pra me especializar e assim começar a atender a domicílio.
00:18Olha, eu sinto que a procura é maior no final do ano, né, e algumas datas específicas, dia das mães, dia das mulheres, né.
00:27E as tranças que mais saem é nagô e boxy braid, né, gypsy braid também, que são as tranças com os cachos.
00:35Eu acho que sim, hoje em dia a gente vê, né, repórteres, pessoas de influência, né, trançando o cabelo.
00:41Eu acho muito importante essa visibilidade, né, hoje em dia.
00:45E até pras crianças também, né, é importante desde pequeno mostrar que também não existe só beleza em cabelos lisos,
00:52que também em cabelos crespos, cacheados, cabelos trançados, pode haver beleza também.
00:56Olha, o trançado, ele mudou a minha vida, né, e eu acho que a trança pra mim, os trançados hoje em dia,
01:05é resistência, é autoestima, né, empoderamento, porque ela traz uma herança, né, dos nossos povos, dos povos negros.
01:13Olha, eu acho que trançar o cabelo é um ato de autoafirmação e racial, né, e de valorização da própria história.
01:20E ancestralidade, autoestima, empoderamento.
01:23E aí
01:28E aí
01:30E aí
01:31Legenda Adriana Zanotto
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