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Nesta quarta-feira (16), a Comissão de Constituição e Justiça deve votar a PEC da Segurança, enviada pelo governo federal. Na última semana, o presidente da comissão, deputado Paulo Azi, acatou um pedido de vista coletiva apresentado por parlamentares. A discussão sobre a proposta tem gerado rusgas entre o Poder Executivo e os estados, que temem interferência federal nas decisões sobre segurança. Acompanhe a análise de Bruno Pinheiro, Priscila Silveira e Luiz Augusto D’Urso em Tempo Real.

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Transcrição
00:00Ainda falando sobre segurança pública, amanhã na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados
00:07deverá ser analisada aquela matéria enviada pelo governo federal na última semana.
00:14Essa discussão na comissão, tanto na CCJ, já foi indicado um pedido de vista coletiva,
00:22ou que seja quando se acha que é necessário analisar muito mais o assunto para colocar em discussão.
00:28E agora sim, essa matéria vai voltar para o colegiado após gerar rusgas entre o Executivo e os Estados,
00:37que estão com receio, inclusive, de uma interferência federal nas decisões sobre a segurança.
00:43Na última semana, o relator desta matéria, deputado Mendonça Filho, que conversou com a Jovem Panha, inclusive,
00:50ele acabou excluindo da redação aquele artigo que dava à União a competência exclusiva para legislar sobre segurança pública
01:00e defesa nacional e o sistema penitenciário.
01:04Esta matéria, inclusive, gerou uma discussão, teve uma ligação direta de Hugo Mota nos bastidores ali dentro da Câmara dos Deputados.
01:13Eu conversei com alguns nomes ligados ao Centrão, que me confidenciaram que o Hugo Mota fez este corpo a corpo,
01:20tentando incentivar a oposição a votar a favor desta matéria na CCJ e, ao longo da discussão, realizar algumas alterações.
01:30Mas a oposição não se convenceu.
01:33Quero ouvir os nossos comentaristas novamente, agora, ao vivo, na Jovem Panha, em tempo real,
01:37começando pela doutora Priscila Silveira, ao vivo com a gente nesta terça-feira.
01:43Há uma discussão, o governo já entendeu que no ano que vem será necessário falar sobre segurança.
01:50Mas a oposição alega que o governo está querendo chamar a responsabilidade e os estados ficarem sem essa autonomia.
02:00Existe um interesse do governo de assumir totalmente essa responsabilidade,
02:06ficar no centro dessa discussão ou a oposição está equivocada nesse discurso, doutora?
02:12Na verdade, Bruno, isso aqui, a PEC, é uma das grandes apostas do atual governo
02:18no sentido de trazer aqui o protagonismo da segurança pública.
02:22A gente tem, inclusive, aqui a campanha da Jovem Panha, ninguém aguenta mais.
02:24E o governo, para poder também trabalhar conjuntamente com os estados,
02:29já que a nossa Constituição Federal, ela coloca que é um dever dos estados
02:34trabalhar com relação à segurança.
02:36A grande crítica é de que os estados, se a gente faz uma leitura ali da PEC,
02:42os estados entendem que eles estariam afastados, já que o Brasil, na verdade o governo federal,
02:48estaria responsável de forma unitária para poder legislar a respeito de segurança pública.
02:53O que, na verdade, quando a gente faz a leitura da PEC da segurança,
02:56claro, existem críticas a serem feitas, e nem é o momento de a gente falar oportunamente sobre elas,
03:01mas a grande problemática é essa divisão de tarefas, já que o governo quer, na verdade,
03:06dividir a segurança para que nós possamos, entre outras situações,
03:10enfrentar as organizações criminosas, a questão de armamentos.
03:14Então, a crítica da oposição é exatamente nesse sentido,
03:18de não dividir e de não colocar de forma uníssona, ou seja, sozinho,
03:22o governo trabalhando a segurança pública, já que a Constituição determina que sejam feitas ali pelos estados,
03:28que é a grande crítica realmente dos governos, porque os governos estaduais ali,
03:33eles dizem que o Estado, o governo federal, estaria querendo colocar de forma prioritária
03:39essa pauta que vê ganhando força, inclusive vai ser um dos grandes temas
03:44para as eleições de 2026, já que a população está esperado por segurança pública
03:50e não aguenta mais tanta violência, Bruno.
03:53A gente continua com esse assunto, vou ouvir as reflexões do nosso analista,
03:58Luiz Augusto Durso também.
04:00Esta indicação do governo, feito a quatro mãos com o ministro da Justiça,
04:06Ricardo Lewandowski, resolve a segurança?
04:10Isso tudo que nós estamos vendo diariamente aqui nos nossos jornais da Jovem Pan,
04:15insegurança, reclamação, assalto, roubo, furto,
04:18essa indicação resolve isso tudo ou somente refresca o que estamos assistindo, doutor?
04:25Bruno, por óbvio, não resolve.
04:27Não é uma mágica que vai simplesmente se aplicar ao Brasil por uma PEC
04:31que acabou ali a criminalidade e a insegurança pública.
04:36Muito pelo contrário, essa PEC tem gerado um debate entre o poder público
04:41e esses governos que não tem sido muito saudável para a evolução do tema principal,
04:47que é melhorar a segurança pública.
04:50A PEC traz pontos bastante delicados que são muito criticados,
04:54principalmente do que foi destacado aqui pela doutora Priscila,
04:57porque a gente tem que entender que a previsão constitucional
05:00coloca a atribuição para o governo lidar com a segurança pública
05:03porque cada estado do Brasil tem um problema.
05:07Cada estado do Brasil tem uma criminalidade.
05:09Tem estados que têm problemas com facções criminosas,
05:12outros com outro tipo de crime,
05:14e ele, conhecendo ali o seu estado,
05:17é o melhor e o apto ali a, de alguma forma, combater a criminalidade,
05:21e não o governo federal.
05:22Mas isso não significa que o governo federal não pode colaborar,
05:25inclusive com colaborações financeiras, com temáticas,
05:30levando treinamento de alguma forma,
05:33aparelhando determinadas polícias dos estados.
05:36Então eles podem trabalhar em parceria.
05:38O que não pode acontecer é o governo querer dar as ordens
05:41ou estar acima dessa autonomia do governo estadual.
05:45E eu, quando falo no governo, estou falando federal.
05:47Então tem formas de melhorar,
05:49mas não me parece esta PEC ser a mais adequada.
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