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O projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda de pessoas físicas para R$ 5 mil avançou na Câmara dos Deputados com a leitura do parecer do relator, Arthur Lira. A análise do texto foi adiada por causa de um pedido de vista coletivo. O projeto, de autoria do presidente Lula, prevê isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês, ou R$ 60 mil por ano. No texto também estava previsto desconto parcial para quem tem rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, mas Lira ampliou essa faixa para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. De acordo com o relator, essa ampliação deve beneficiar cerca de 500 mil brasileiros. A bancada do Linha de Frente, coordenada por Fernando Capez e com comentários de Paulo Loiola, Rodolfo Mariz, Renato Dorgan e João Belucci, analisa os desdobramentos.

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00:00O projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda
00:04das pessoas físicas para R$ 5 mil
00:07avançou na Câmara dos Deputados
00:11com a leitura do parecer do relator Arthur Lira.
00:15A análise do texto foi adiada por causa de um pedido de vista coletivo.
00:20O projeto de autoria do presidente Lula prevê a isenção total
00:24para quem ganha até R$ 5 mil por mês
00:26ou R$ 60 mil por ano.
00:29Multiplicando R$ 5 mil por 12 dá isso.
00:31No texto também está previsto desconto parcial
00:34para quem tem rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.
00:39Lira ampliou a faixa dos rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil 350.
00:45De acordo com o relator, essa ampliação deve beneficiar cerca de R$ 500 mil brasileiros.
00:51Meu querido João Beluti, vamos cumprimentar aqui.
00:54A gente está sempre criticando o Congresso Nacional,
00:56mas agora é hora de parabenizar porque está ampliando a faixa de isenção.
01:01era só para quem ganha até R$ 5 mil.
01:04O Congresso está ampliando para quem ganha até R$ 7 mil 350.
01:09Vai beneficiar mais R$ 500 mil brasileiros.
01:12E eu espero que amplie para R$ 10 mil,
01:15porque, a final de contas, quem ganha R$ 10 mil também tem dificuldades para isso.
01:20O governo não foi econômico apresentar só para quem ganha até R$ 5 mil?
01:24Eu queria ouvir você.
01:25Veja, me parece uma pauta que ocorre em uníssono.
01:29Todo mundo tem esse interesse em que não haja imposto de renda sobre os brasileiros.
01:34Todo imposto já é injusto, deslargado.
01:36O imposto de renda, então, nem se falha.
01:38Você trabalha, ganha o valor e o Estado participa dos seus rendimentos.
01:42O que se questionou à época foi a questão do chamado rombo fiscal.
01:46De, ó, vamos dar a isenção, aí você perde uma receita.
01:48De onde vai sair esse valor?
01:50Que foi tudo essa discussão que começou a gerar aumento de OF e outras coisas.
01:53Porque você, ao abrir mão de uma receita, como a do imposto de renda,
01:56você precisa informar, declarar o governo onde ele vai buscar esse valor.
02:00E aí começou essa questão do governo falar IOF, taxação de super ricos,
02:06entre essas coisas, para tapar esse buraco.
02:08Que é uma medida necessária e fundamental.
02:11É, também espero que se estenda para os R$ 10 mil.
02:13Que bom que o Congresso dá alguns gritos de existência.
02:16Às vezes a gente até esquece que tem Congresso no Brasil,
02:19mas que bom que ele reapareceu nesse sentido.
02:21Agora, essa é a questão.
02:23Vai tirar aqui o recurso, precisa surgir de outro lugar.
02:25É isso que o governo tem apontado.
02:26Eu vou tirar dos super ricos nessa narrativa,
02:28esquecendo que os super ricos podem mudar seu domicílio fiscal com muita facilidade,
02:32como sempre fazem países que querem adotar essas taxações.
02:37O governo tem apostado nessa narrativa de altíssimo risco.
02:40Até o momento, me parece que não tem dado certo.
02:44Agora, que o governo vá em frente no sentido de abolir o imposto de renda,
02:49seria o ideal para toda a nação, Capês.
02:50Meu querido Rodolfo Maris,
02:54como você vê essa questão aí de poder fazer essa justiça fiscal
02:58com o Congresso elevando o patamar da isenção
03:02para quem ganha até R$ 7.350?
03:05Eu acho sensacional, Capês.
03:07Vai beneficiar milhares e milhares de brasileiros.
03:11A questão é, e eu chamo aqui a atenção de quem está nos assistindo,
03:15é por que isso já não foi feito no país.
03:17por que isso não foi pensado em outros governos, por exemplo,
03:20ou por que não foi implantado até agora,
03:23se foi a principal bandeira desse governo que está gerenciando o nosso país?
03:27É benéfico para muita gente.
03:30Hoje, pouquíssimas pessoas, cerca de 23% das pessoas,
03:33ganha até R$ 5 mil,
03:34que é um absurdo no país onde 3 milhões de pessoas vivem à base da miséria.
03:39E segundo o IBGE, são pessoas que ganham até R$ 100 por mês.
03:42A gente consegue pensar numa pessoa que ganha R$ 100 por mês?
03:45É um absurdo.
03:46Nós temos um salário mínimo aqui que é para lá de fixioso.
03:51A gente parar para pensar que uma pessoa, uma família com pai, com filhos,
03:55sustentam a sua família ali com R$ 1.500,
03:58essas pessoas sustentam a sua família com R$ 1.500,
04:00beira o absurdo.
04:02Agora, está prorrogando demais.
04:04E na leitura da pauta, o Hugo Mota agora,
04:07junto com o parlamento lá,
04:10o que eles fizeram?
04:11Deram vista, uma vista coletiva,
04:13deixando isso para a semana que vem.
04:15Ou seja, adiando mais uma vez, adiando mais uma vez.
04:19E aí a questão é orçamentária.
04:21Mas nós estamos aqui e não falamos de emenda no dia de hoje.
04:24Vou trazer o programa às emendas parlamentares.
04:26Mais de R$ 52 bilhões de emendas parlamentares
04:28que poderiam estar sendo ressignificadas
04:31e trazer aí para esse déficit fiscal,
04:33caso fique, porque o grande problema do governo é
04:35tudo bem, nós vamos isentar essas pessoas
04:37e de que forma que nós vamos atribuí-las.
04:40Aí está uma grande solução.
04:41Acabe com as emendas parlamentares
04:42e coloque isso nos cofres públicos
04:45para que possa ser usado.
04:46Muito bem.
04:47Paulo Loyola,
04:48é importante que quem ganha pouco
04:51pelo menos não pague imposto
04:52para sobrar mais para gastar
04:54e que o maior número de pessoas
04:55que ganha pouco possa ser beneficiado?
04:59Capês, antes de tudo,
05:00eu quero celebrar aqui
05:01o companheiro Rodolfo,
05:03para o qual eu poderia pedir
05:05para tocar hoje
05:06a Internacional Socialista
05:07na versão russa
05:08e ele sairia dançando aqui.
05:10Meu Deus do céu.
05:11Ele está alinhado com o governismo
05:13no nível, meu amigo,
05:15que é muito bonito de ver.
05:16O que eu falei, Loyola?
05:17Você apoiou o fim das emendas,
05:19que foi uma proposta
05:20do governo Lula para o Congresso,
05:22travada pelo Congresso,
05:23inclusive com votos da direita,
05:25e você apoiou a isenção
05:27de imposto de renda,
05:28uma pauta clássica das esquerdas
05:30de diminuição
05:32e de proposta de justiça tributária.
05:34Então eu fico muito feliz
05:35de ver todo mundo
05:36indo nessa mesma direção.
05:37Nitidamente,
05:37eu falei isso,
05:38mas você distorceu o sentido
05:40daquilo que eu falei.
05:41Mas tudo bem, vamos lá.
05:42Não, tudo bem.
05:43Se você quiser ter a fala em retorno,
05:46mas eu fico feliz.
05:47Na verdade, eu só fico feliz.
05:48E fico genuinamente feliz
05:50porque eu acho que a gente
05:51está evoluindo como sociedade
05:52nesse lugar
05:53de entender
05:55que o pobre
05:56não pode ser
05:57quem carrega
05:58a carga tributária
06:00desse país
06:00nas costas.
06:01Eu acho que isso pode ser
06:02um consenso
06:03nesse país.
06:04E aí,
06:04brincadeiras à parte agora,
06:06querido?
06:06Claro.
06:06Eu acho que a gente
06:08tem de fato
06:09essa capacidade
06:10porque, sim,
06:11o governo propôs
06:13diminuição das emendas.
06:14O governo propôs
06:15diminuição de supersalários
06:17e foi barrado
06:18por este mesmo Congresso
06:19com votação maciça
06:21da direita.
06:22Quando o governo propôs
06:24dentro da reforma tributária,
06:26por exemplo,
06:27a isenção
06:27da cesta básica,
06:29uma enorme parte
06:30da direita
06:31por rinha política
06:32votou contra
06:33a população também.
06:37Nicolas tentou
06:37fazer ali
06:38uma volta
06:39dizendo que votou
06:40a favor
06:40da pauta,
06:42mas votou contra
06:43a emergência.
06:44Enfim,
06:44nem ele conseguiu
06:45se explicar lá
06:46oito minutos de vídeo,
06:47não dá para entender
06:47na hora que aquele cara fala.
06:48E aí,
06:49o que a gente tem
06:50real
06:51é um país
06:53que está caminhando
06:54numa direção
06:54de uma discussão
06:55muito madura.
06:57Muito madura.
06:58De orientar
06:59que o pobre
07:00não deve
07:01carregar
07:02nas costas.
07:03E digo mais,
07:03o pobre
07:04e a classe média
07:05não podem carregar
07:07nas costas.
07:08E que,
07:08por isso,
07:09a gente precisa,
07:10sim,
07:11buscar um sistema
07:12de tributação
07:13mais justo.
07:14Repito,
07:14brincadeiras à parte,
07:16fico feliz
07:16da gente ver
07:17a mesa
07:19e as opiniões
07:20caminhando
07:20para uma mesma direção.
07:22Muito bem.
07:23Odor Ganso,
07:23só pedir licença
07:24pela oportunidade
07:25de ouvir com o João Belucci.
07:27É porque,
07:28já que brincadeiras à parte,
07:30então não vamos brincar, né?
07:31Com relação
07:32a uma pauta
07:34da esquerda
07:34do governo Lula
07:35contra as emendas
07:36parlamentares,
07:37queria ler aqui um enxerto
07:38do site da CNN Brasil.
07:41De janeiro
07:42a dezembro
07:42desse ano,
07:43o governo
07:43do presidente Lula
07:44mais que dobrou
07:46o empenho
07:46das emendas
07:47parlamentares
07:48em comparação
07:49com o último ano
07:49do governo
07:50do Jair Bolsonaro.
07:51Segundo dados
07:52da Secretaria
07:53de Relações
07:53Dicionais,
07:54em 2023
07:55foram empenhados
07:5634,6 bilhões
07:58em emendas.
07:59No ano anterior,
08:00sobre Bolsonaro,
08:0116,6 bilhões.
08:03A diferença
08:03equivale a uma alta
08:04de 106%
08:05com o governo Lula.
08:07E o orçamento
08:07agora é 64 bilhões.
08:10Se o governo
08:10é contra
08:11a pauta das emendas,
08:13então é um governo
08:13fraco que não consegue...
08:15Ou um governo
08:15que compactua
08:16com aquilo
08:16que não concorda.
08:17Eu queria ouvir você
08:18porque me impressionou
08:19essa fala
08:20do meu querido
08:21Paulo Loyola.
08:22É uma clareza
08:23de agenda
08:24do governo
08:24e é uma fraqueza
08:25política
08:26vide essa questão
08:26do Congresso
08:27ir para cima
08:28do Executivo
08:28com muita força.
08:29Vamos lembrar
08:29que o próprio Lula
08:30foi um dos grandes
08:31incentivadores
08:32desse Congresso
08:32com essa enorme
08:34musculatura
08:35para supostamente
08:36combater o Bolsonaro,
08:37o fascismo,
08:37o genocídio,
08:38todas aquelas questões
08:39de narrativa
08:40e agora o Lula
08:41teve que lidar
08:42com esse Congresso
08:43e ao chegar lá
08:43viu que a base
08:45que o elegeu,
08:46que era uma pauta
08:46essencialmente negativa,
08:47negativa
08:47não tinha os mesmos
08:50ideais
08:51e programas
08:52do Lula
08:53e agora o Congresso
08:54vai para cima
08:55e pega mais emendas
08:57e não tem jeito.
08:57Você vê,
08:58o Hugo Mota
08:58e o Alcolumbre
08:59só aparecem
09:00nesses momentos.
09:01Vou fazer uma notinha
09:02protocolar
09:03para demonstrar
09:04que o Congresso
09:04ainda existe,
09:05está lá funcionando
09:06e para emendas
09:07parlamentares
09:08que são talvez...
09:09Muita gente é a favor
09:10da emenda,
09:11muita gente é contra.
09:12O fato é que elas
09:12são gigantescas
09:13e elas favorecem
09:14demais os parlamentares
09:15que lá estão
09:16e a utilizam.
09:17E o Congresso
09:17vai para cima do Lula
09:18porque está
09:18com uma fraqueza
09:19política,
09:20não sei agora
09:21com essa questão
09:21da taxação
09:22que ele já está
09:22subindo no palanque
09:23de novo.
09:24Renato Dorgan,
09:25vamos usar um pouco
09:26da sua expertise.
09:27essa questão
09:29da isenção
09:30para uma faixa
09:33até 5 ou 7.350 reais
09:36de assalariado,
09:37faixa salarial
09:38ou de renda.
09:39Muito bem.
09:40A luta
09:42para taxar
09:43os super ricos,
09:44muito embora
09:45experiências
09:45no exterior
09:46tenham mostrado
09:47que essa não é
09:47a solução,
09:49provoca evasão,
09:51fuga de ricos
09:51para outros países.
09:54Então,
09:54quando a França
09:54fez isso,
09:55foi chamado
09:55imposto inglês,
09:56foi todo mundo
09:56para a Inglaterra.
09:57Mas eu pergunto,
09:59do ponto de vista
10:00de uma narrativa
10:02de marketing político,
10:04de estabelecimento
10:04de um diálogo
10:05com a população
10:07de baixa renda,
10:09isso incorpora
10:10aquela figura
10:11fácil de compreender
10:12que é o pai
10:13dos pobres
10:14preocupado com aqueles
10:15que têm menos renda?
10:16Como, por exemplo,
10:17fica a imagem
10:18de Getúlio Vargas,
10:19que é o pai
10:19dos pobres.
10:21Isso é uma identificação
10:22que a esquerda
10:23pretende ter
10:24na sua visão?
10:25Eu é que protejo vocês.
10:26quem é de direita
10:28só é amigo
10:28dos ricos.
10:29Como é que fica
10:30essa questão
10:30do ponto de vista
10:30da colocação
10:31e como
10:33o segmento
10:34contrário
10:34pode reagir
10:36mostrando?
10:36Não,
10:36mas eu também
10:37cuido dos pobres.
10:38Como é que fica
10:39esse debate
10:40do ponto de vista
10:41do embate
10:43de narrativa
10:43política?
10:44uma coisa
10:46é a narrativa
10:46é a briga
10:47de argumentos.
10:49Outra coisa
10:49são os fatos.
10:50O Lula,
10:50de uma maneira
10:51ou de outra,
10:51a personificação
10:53do Lula
10:53é muito parecida
10:53com a do Getúlio
10:54que você trouxe
10:55aqui.
10:56É real isso.
10:57O Lula
10:57já entregou
10:59essa melhora
11:00para as classes
11:01mais pobres
11:01ali no Lula 1
11:02e no Lula 2
11:04com uma mudança
11:05radical ali
11:06de classes
11:07da E para D,
11:08da D para C1,
11:10da D para C2,
11:11da C2 para C1.
11:12tem uma mudança
11:13brasileira ali
11:14principalmente
11:14entre 2005 e 2014.
11:17Então,
11:17ele já é personificado,
11:18ele já vence
11:19em 2022
11:20com essa expectativa
11:23de melhora
11:23do custo de vida
11:24porque ele já tinha
11:25entregado no passado.
11:27Então,
11:28com o Lula
11:28é muito mais fácil.
11:29Quando o governo Lula
11:31consegue aprovar
11:32no meio
11:32do governo dele
11:33essa isenção
11:38de imposto de renda,
11:39ele com certeza
11:40vai capitalizar sim,
11:41principalmente
11:42entre os mais pobres,
11:43principalmente
11:44quem é atingido
11:45que é a classe C,
11:46a classe D também,
11:48a classe C
11:48e uma parte da B2
11:49porque se isso
11:51se estender um pouco
11:52para o 7 a 10 mil,
11:55você consegue também
11:56atingir a C1 ali
11:58logo na transição
11:59para a B2.
12:00Então,
12:00eu acho que ele capitaliza
12:01muito na classe C e D
12:02tudo isso
12:03porque não é só
12:04a guerra de argumentos,
12:06eu fiz,
12:07ele já tem
12:09essa pecha
12:10de alguém
12:10que faz pelos pobres.
12:12Por isso que o discurso
12:13dele de pobres
12:13versus ricos
12:14pega entre
12:15uma parte dos pobres.
12:17Acontece que
12:17no meio desse caminho
12:19existe uma questão
12:20chamada
12:21ascensão
12:22dos evangélicos
12:23no Brasil,
12:24principalmente na classe
12:25C2 e D,
12:27com o que faz
12:27que neutralize um pouco
12:29os efeitos
12:29do Lula 1 e 2
12:30em relação à esquerda.
12:32Então,
12:32aí ele também tem o problema,
12:34tem uma briga ali
12:35entre os pobres,
12:35que não adianta falar
12:36eu sou pai dos pobres,
12:37mas ao mesmo tempo
12:37tem questões de costumes
12:38que a esquerda
12:39defende
12:40que esbarram ali
12:41principalmente
12:42nesses cortes
12:43de evangélicos
12:44na classe C2 e D.
12:46Agora assim,
12:46a direita ela pode
12:47através de geração
12:48de emprego,
12:49desenvolvimento,
12:50da questão de assistência,
12:51a gente conhece
12:52vários prefeitos
12:53de direita
12:54que fazem um trabalho
12:55de assistência
12:56social muito grande,
12:58muito interessante,
12:59que a saúde pública
13:00funciona nas cidades,
13:02a educação
13:02ali municipal
13:04principalmente funciona,
13:06ele consegue vender
13:06isso sob formas
13:07de serviços,
13:08mas a pecha ali
13:09de quem faz
13:09pelos pobres
13:10é muito uma marca
13:11do governo Lula 1 e 2
13:12que ficou,
13:13porque ele mudou
13:14realmente as classes
13:16sociais do Brasil,
13:17existiu ali
13:18principalmente na classe D
13:19uma ascensão
13:20para a classe C
13:21que propicia
13:22um aumento de consumo,
13:23isso não se perdurou,
13:25a questão é que isso
13:27não se continua
13:28depois ali de 2014 e 15
13:30tem uma queda ali,
13:31mas sem dúvida nenhuma
13:33é mais fácil
13:33para o Lula
13:34vender isso.
13:35Então deixa eu dar
13:36a última colada em você.
13:38O PSDB
13:39aqui em São Paulo
13:40governou soberano
13:42desde 1995
13:44até 2022.
13:46Você tem dois mandatos
13:48do Covas,
13:49um que o Alckmin
13:49terminou,
13:51depois você tem
13:51um mandato do Serra,
13:53você tem mais dois
13:54mandatos do Alckmin
13:55e um mandato do Dória,
13:55são seis mandatos.
13:57E no Sul
13:58de maneira geral
13:59e até o Mato Grosso do Sul,
14:01comecinho do Centro-Oeste
14:02e a região Sul
14:03e também Minas Gerais
14:05sempre tiveram
14:06essa gestão mais
14:07ligada
14:08a centro-direita,
14:10centro-esquerda,
14:11que a esquerda
14:12chama de gestão
14:13tecnocrata,
14:14que não é vista
14:15como amiga dos pobres,
14:17mas é vista
14:18como de bons gestores,
14:20que mantém
14:21equilíbrio fiscal,
14:22cortam despesas.
14:23Aonde errou
14:25esta linha
14:26política de gestão
14:28ao não ser levada
14:30a todo o país?
14:31Lembrando que,
14:32apesar de tudo,
14:32o Aécio Neves
14:33quase ganhou da Dilma Rousseff
14:34e perdeu a eleição no Acre.
14:36Mas aonde que impediu
14:37que, por exemplo,
14:37governadores do Estado
14:38de São Paulo
14:38bem-sucedidos,
14:40nós temos o Tarciso,
14:41a possibilidade de ser
14:41candidata-presidente,
14:43chegassem a convencer
14:45todo o Brasil
14:46de que o modelo de São Paulo
14:47serviria para o país?
14:49Eu acho que o segredo ali
14:50foi a eleição de 2002,
14:52foi emblemática,
14:54ali naquele momento
14:55existia uma crise
14:56de emprego nacional
14:57muito grande,
14:58porque os ajustes
15:00que o Fernando Henrique
15:01fez ali,
15:02os ajustes necessários
15:03de Estado,
15:04o ajuste fiscal,
15:06as grandes reformas
15:07que ele fez ali
15:08no FHC1,
15:09em 94, 98,
15:11elas propiciaram também
15:13um perfil brasileiro
15:15de uma indústria
15:16mais fraca,
15:17de uma desindustrializada
15:19no país,
15:20a questão financeira
15:23ultrapassou
15:24a questão industrial,
15:25a geração de empregos
15:26caiu demais ali
15:27entre 2000 e 2002,
15:29o que propiciou
15:30a derrota do Serra
15:31ali em 2002,
15:32ali Lula vence.
15:34Quando Lula vence,
15:35ele faz uma reforma social
15:37muito profunda
15:38no país
15:39através das bolsas
15:41que eram planos
15:42oriundos ali
15:43do Fernando Henrique,
15:45mas que não tinham sido
15:46colocados em prática
15:47a nível nacional
15:48com intensidade nacional.
15:49Então,
15:49aquele Lula
15:50para todos,
15:51Pronatec,
15:52o Bolsa Família,
15:54tudo isso,
15:54e daí o Lula
15:55consegue mudar
15:56a lógica social
15:58do Brasil.
15:59Eu acho que o Gap
15:59foi ali em 2002,
16:01porque ali sim,
16:02em 2002,
16:02se tivesse um emprego melhor
16:03e o Serra tivesse vencido,
16:05possivelmente,
16:06poderia ter vindo também
16:08uma mudança social
16:09profunda
16:09porque o Serra
16:10ia fazer
16:10um outro tipo de governo,
16:12um governo social,
16:14mas baseado
16:14no desenvolvimento econômico,
16:16que era o perfil
16:18dele, pessoal.
16:19Um aumento
16:21da industrialização
16:22do país,
16:23ou intensificação
16:24na questão
16:25do agronegócio,
16:26que foi o Lula 2,
16:28que o Lula 2 tentou
16:29ali com o PAC,
16:30que foi uma tentativa
16:31ali no desenvolvimento
16:32econômico,
16:33mas teve vários percalços,
16:34problemas ali
16:35de corrupção,
16:36tudo,
16:36e a roda ali
16:38saiu do eixo.
16:39Mas, de uma maneira
16:40ou de outra,
16:40o Lula,
16:40quando faz uma mudança
16:41social muito profunda
16:43no Brasil,
16:44ele vira o dono
16:45disso,
16:45ele reedita
16:48a questão do GV ali,
16:50do Getúlio Vargas,
16:51do pai dos pobres,
16:52e daí ele ganha
16:53um apelo eleitoral enorme.
16:54Por isso que essa questão
16:55do imposto de renda,
16:56com ele,
16:57vende sim,
16:59é fácil vender eleitoralmente,
17:01sem dúvida nenhuma.
17:03Perfeito.
17:04João Bellucci,
17:05eu quero propor,
17:06nesse finalzinho
17:07de linha de frente,
17:08essa discussão.
17:09Você é,
17:10claramente,
17:11mais alinhado
17:12à direita,
17:13ou não?
17:14Sim.
17:14Posso dizer isso?
17:15Pode.
17:15Existe espaço no Brasil,
17:18num curto prazo,
17:20para quem
17:20não tem uma visão
17:22bem convicta,
17:24firme,
17:25sobre as pautas
17:26conservadoras da direita,
17:28ou bem convicta
17:29sobre outras pautas
17:30da esquerda,
17:31como já houve no país,
17:33que é o chamado
17:33aquele centro,
17:34que pega um pouco
17:36da pauta aqui,
17:37um pouco da pauta ali,
17:38ou esse centro,
17:39hoje,
17:39é taxado como alguém
17:40sem opinião,
17:42sem posição,
17:43e murista.
17:44Ou seja,
17:45o país mantém
17:46essa dualidade
17:48de visões ainda
17:49por quanto tempo?
17:50Acho que vai perdurar
17:51ainda mais,
17:52as redes sociais
17:52fortaleceram
17:53o que se chama
17:53de polarização,
17:54mas ela sempre existiu,
17:55sempre houve,
17:56o candidato A contra o B
17:57e as pessoas se posicionando.
17:58Agora,
17:58esse centro é quem
17:59decide a eleição,
18:00não é, Capês?
18:01Sempre tem o eleitor
18:02da direita,
18:02da esquerda,
18:03uma pequena porcentagem,
18:05e depois,
18:06esse eleitor de centro,
18:07que já elegeu o Lula,
18:08que já elegeu o FHC,
18:09que já elegeu o Bolsonaro,
18:09é ele que acaba
18:11sendo o fiel da balança,
18:12esse eleitor do centro,
18:13Capês.
18:14Muito bem.
18:15Rodolfo Maris,
18:16na sua avaliação,
18:18há espaço para o centro?
18:20O Tarcísio seria
18:21alguém de direita,
18:22mas bem aceito
18:24pelo centro,
18:25até pela centro-esquerda,
18:26porque tem esse perfil
18:27de gestor
18:28que o eleitor
18:30tradicional do PSDB,
18:32que é da região sul
18:33e sudeste,
18:33gosta,
18:34ele teria como avançar
18:36numa pauta,
18:36ou,
18:37se ele não se alinhara
18:38uma pauta mais à direita
18:40e ele tende a se prejudicar
18:41nas eleições?
18:42Capês,
18:42óbvio que há espaço
18:44para o centro.
18:45Por quê, Rodolfo?
18:47Porque Bolsonaro,
18:48enquanto presidente,
18:49se aliou ao PT,
18:50Valerio Marcos Neto,
18:51que sempre foi respeitado ali
18:52como o pai do centrão.
18:54E há espaço, sim.
18:55Na política,
18:56cabe todas as coisas.
18:58Alianças,
18:58cabe conversas,
19:00cabe prerrogativas,
19:00que a gente nem sabe
19:01de tantas prerrogativas
19:02que eles estão falando ali.
19:03mas tudo que for em benefício
19:05do nosso país,
19:06cabe diálogo,
19:07cabe conversa.
19:09O que não há espaço
19:10são para traidores.
19:12Paulo Loyola,
19:12há espaço
19:13para uma visão
19:15menos ideológica
19:18e mais de gestão
19:20ou a questão
19:21das pautas
19:22de ambos os lados
19:23hoje são muito fortes
19:24e quem tender
19:26a permanecer
19:27fora dessa discussão
19:29vai receber
19:31a pecha de isentão
19:33e tende a não agradável.
19:35Ou há espaço, sim,
19:36para um diálogo
19:37nesse centro?
19:38A pauta de isentão,
19:40a pecha de isentão
19:42em alguém ao centro
19:43é uma ferramenta
19:44ideológica narrativa,
19:45inclusive.
19:46Ser de centro
19:47também é uma posição ideológica,
19:48não é uma posição
19:49acima das ideologias.
19:51Ela está simplesmente
19:52em alguns momentos
19:53tendendo mais
19:54a um lado da ideologia
19:55e em alguns momentos
19:55indo mais ao outro
19:56lado da ideologia.
19:57Mas ela nunca é
19:58não ideológica.
20:00Isso é importante,
20:01a gente dizer.
20:02E justamente
20:02por não ser
20:03não ideológico,
20:04o que eu acho
20:04que o sistema brasileiro
20:06nesse sentido falha
20:07é por não ter lideranças
20:08ao centro
20:09que vão justamente
20:10de encontro
20:11a essa
20:12alguma ideologia
20:14que faça
20:15algum sentido
20:16para o país
20:17como a gente tem
20:18em alguns países europeus,
20:19por exemplo,
20:20um centro
20:20ou um campo moderado
20:21muito bem representado ali
20:23politicamente,
20:24partidariamente,
20:25por exemplo.
20:26O que a gente vê
20:26no Brasil
20:27é a esquerda
20:28muito bem organizada,
20:29a direita
20:29muito bem organizada
20:30e isso que a gente
20:31chama de centro
20:32acaba ficando
20:34muito ligado
20:35a estratégias
20:36mais assistencialistas
20:37que descaracterizam
20:38uma questão
20:39mais ideológica
20:40e por isso
20:40não conseguem
20:41organizar um campo
20:42que possa combater
20:43numa eleição majoritária.
20:44muito bem organizada.
20:45Obrigado.
20:45Obrigado.
20:46Obrigado.
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