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  • há 7 meses
Jair Bolsonaro está convicto de que a Febraban capitaneou a divulgação do tal manifesto "em defesa da democracia" da Fiesp. Para o presidente, o ataque de cunho eleitoral é uma reação a medidas de seu governo que desagradaram o setor -- a interlocutores, ele cita a MP que aumentou a CSLL cobrada dos bancos, uma nova CPMF e o PIX, que zerou o tarifaço sobre transações bancárias.

O almoço de hoje é uma tentativa de baixar a fervura e foi costurado pelo ministro Paulo Guedes, que já sentiu o bafo na nuca meses atrás quando players do setor pediram sua cabeça. Naquele momento em que a popularidade de Bolsonaro derretia, lideranças do Centrão no Congresso e vários ministros pressionaram o presidente para trocar o comando da Economia.

Um dos mais dedicados à tarefa foi Fábio Faria, das Comunicações, que mantém relação fluída com André Esteves, considerado atualmente o "todo poderoso" da Faria Lima. Os dois chegaram a sugerir a Bolsonaro a divisão da pasta, recriando o Ministério do Planejamento e sugerindo o nome de Rodrigo Maia para o posto -- o ex-presidente da Câmara sempre se empenhou na defesa dos interesses do setor.

O assédio diminuiu recentemente, com a recuperação de Bolsonaro nas pesquisas e a melhora da percepção sobre a economia. Mas permanece intacto o objetivo dos banqueiros de impedir novas derrotas. A blindagem de seus negócios inclui uma articulação de bastidor para turbinar a Confederação Nacional das Instituições Financeiras a partir de 2023.

A ideia é atrair sob o guarda-chuva da CNF (ou até de uma nova entidade) todas as instituições do setor, como fintechs, bancos digitais etc, aumentando o poder de lobby em Brasília. O orçamento para tais atividades seria de aproximadamente R$ 50 milhões. Rodrigo Maia comandaria o show. 

O ex-deputado também é apoiado pelos mesmos atores a assumir a pasta da Economia (ou do Planejamento recriado) num eventual governo Lula, que, no Rio, atraiu César Maia para o palanque de Marcelo Freixo. Movimento que surpreendeu até petistas.

No almoço de hoje, Guedes deve levantar a bandeira branca, sinalizando com concessões, alertando para o retrocesso da agenda econômica de Lula e vendendo a ideia de que Bolsonaro tem chances reais de reeleição. Não será fácil.

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Transcrição
00:00Hoje o Bolsonaro esteve na Febraban, isso é importante por quê, Cláudio?
00:06Bom, eu sempre digo para vocês aqui, de onde emana o poder?
00:10O poder político no Brasil é delegado, delegado do sistema financeiro.
00:15Os bancos, os bancões que controlam esse sistema sempre foi assim.
00:19Claro que isso está um pouco mais relativizado em função da disseminação de fintechs,
00:26bancos digitais, etc., e também da própria mudança na dinâmica da interação dos políticos com o eleitor.
00:37Então as redes sociais democratizaram a informação, houve aí um reajuste,
00:41mas ainda os políticos precisam pedir a benção aos banqueiros.
00:47Então o Bolsonaro foi à Febraban, por quê?
00:52Porque na sexta-feira a Fiesp soltou o tal do manifesto em defesa da democracia,
00:57manifesto que foi articulado pela Febraban.
01:00Então hoje ele foi lá, reagiu, já na sexta-feira, reagiu no fim de semana,
01:05e foi lá dar o recado dele em relação ao que ele pensa sobre esse manifesto.
01:11Eu publiquei antes do encontro também uma notícia com alguns bastidores importantes,
01:17eu queria que você colocasse na tela, Daniel, por favor.
01:22Pode baixar?
01:25Muito bem, olha só que interessante.
01:27Bom, leiam comigo aqui.
01:29Jair Bolsonaro está convicto de que a Febraban capitaneou a divulgação do tal manifesto em defesa da democracia da Fiesp.
01:36Para o presidente, o ataque de cunho eleitoral é uma reação à medida de seu governo que desagradaram o setor.
01:43A Interlocutores, ele cita a MP que aumentou a CSLL, cobrada dos bancos, uma nova CPMF e o PIX que gerou o tarifácio sobre transações bancárias.
01:54O manifesto da Fiesp, eu abro um parêntese aqui, também mostrei no fim de semana,
01:58ele foi assinado por apenas 18 sindicatos dos 106 que integram a Fiesp.
02:04Então, ele não teve apoio nem da maioria.
02:09Está sendo discutido lá, vai ter reunião esta semana na Fiesp para haver um questionamento de quem não concordou com a divulgação.
02:19Hoje a Fiesp é presidida pelo Josué Alencar, filho do José Alencar, que foi o vice-presidente da República, foi o vice do Lula.
02:28Então, há uma percepção na Fiesp de que a gestão do Josué lulou, naturalmente,
02:35mas que ela não encontra o respaldo necessário por parte dos outros integrantes.
02:39Então, isso ainda vai dar muita confusão.
02:41A gente está falando da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo,
02:45que tem um peso enorme no PIB e, por sua vez, na própria política.
02:52Volta para o artigo, por favor.
02:53O fato é o seguinte, o almoço deveria ser uma tentativa de baixar a fervura, acabou não sendo,
03:01costurado pelo Guedes, que já sentiu o bafo da nuca da Febraban,
03:05meses atrás, quando alguns players do setor pediram a sua cabeça.
03:10Vocês vão lembrar, mais ou menos, uns três meses atrás,
03:12naquele momento em que a popularidade do Bolsonaro derretia,
03:15lideranças do Centrão no Congresso, inclusive vários ministros,
03:18pressionaram o presidente para trocar o comando da economia.
03:21Um dos mais dedicados à tarefa foi o Fábio Faria,
03:25ministro das Comunicações, que mantém relação fluída com o André Esteves,
03:28considerado atualmente o todo-poderoso da Faria Lima.
03:31Os dois chegaram a sugerir a Bolsonaro a divisão da pasta,
03:34recriando o Ministério do Planejamento e sugerindo o nome de Rodrigo Maia para o posto.
03:40O ex-presidente da Câmara sempre se empenhou na defesa dos interesses dos banqueiros.
03:45O assédio diminuiu recentemente, com a recuperação de Bolsonaro nas pesquisas
03:48e a melhora na percepção sobre a economia, mas permanece intacto o objetivo dos banqueiros
03:54de impedir novas derrotas.
03:56A blindagem de seus negócios inclui uma articulação de bastidor
03:59para turbinar a Confederação Nacional das Instituições Financeiras a partir de 2023.
04:05A ideia é atrair sob o guarda-chuva da CNF, ou até de uma nova entidade,
04:12todas as instituições do setor, como fintechs, bancos digitais, etc.,
04:16aumentando o poder de lobby em Brasília.
04:18O orçamento para tais atividades seria de aproximadamente 50 milhões.
04:21Rodrigo Maia comandaria o show, comandaria essa confederação.
04:25O ex-deputado também é apoiado pelos mesmos atores
04:28a assumir a pasta da economia, ou até do planejamento recriado,
04:31num eventual governo Lula, que lá no Rio atraiu César Maia
04:36para o palanque de Marcelo Freixo,
04:39movimento que surpreendeu até os petistas.
04:42No almoço de hoje, o Guedes deveria levantar a bandeira branca,
04:45sinalizando com concessões, alertando para o retrocesso da agenda econômica de Lula
04:48e vendendo a ideia de que Bolsonaro tem chances reais de reeleição.
04:52Não será fácil, era o meu aviso, não foi fácil.
04:56E, na verdade, o que a gente teve foi
04:57só dois elementos daqueles três ali, não houve bandeira branca.
05:02O Bolsonaro fez um discurso alertando em relação à eleição do Lula,
05:11dizendo que será um atraso, será um retrocesso,
05:13a gente vai ter, vai ser feito, vai acontecer um alinhamento
05:16com outros governos de esquerda da América Latina.
05:19E, segundo ele, há o risco do Brasil virar uma Cuba.
05:24Solta o VT, por favor.
05:25Onde se valia tudo,
05:30o próprio Palocci falou que
05:32a única instituição que vai aparelhar
05:34foi exatamente o Banco Central.
05:41Em pouco tempo, estaremos no trenzinho.
05:43Cuba, Venezuela, Argentina, Chile e Corpo.
05:46O Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil,
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