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  • há 7 meses
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Felipe Moura Brasil e o colunista Guilherme Macalossi discutem denúncia dos “Guardiões de Crivella”.
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Transcrição
00:00E ontem veio essa notícia bomba, que traz aspectos muito interessantes em relação ao jornalismo e em relação a também assessores nomeados no Estado brasileiro.
00:14É o seguinte, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nessa terça-feira, hoje, uma operação contra os milicianos, aqui a gente chama pelo nome,
00:23do grupo autodenominado Guardiões do Crivella, em referência ao prefeito Marcelo Crivella.
00:29São nove mandados de busca e apreensão.
00:32Ontem, o que eu estava falando, repórteres da Globo revelaram um esquema de funcionários comissionados da Prefeitura do Rio,
00:37com salários de até 10 mil reais, que tem como objetivo atrapalhar o trabalho da imprensa em hospitais, intimidando jornalistas e entrevistados.
00:47O Ministério Público do Rio vai analisar a denúncia.
00:50O trabalho dos servidores e as escalas de trabalho eram coordenados através de grupos de WhatsApp, comandados por Marcos Paulo de Oliveira Luciano, o ML, um dos alvos da operação.
01:00Assim que as equipes de reportagem entravam ao vivo, com algum tema que contrariasse os interesses da Prefeitura,
01:06os assessores, é até difícil falar, entre aspas, porque eles de fato têm ali o cargo de assessor, mas a ação, a prática, o trabalho, entre aspas, é um trabalho de milícia.
01:19Eles interrompiam a transmissão, às vezes aos gritos, intimidando ali, cerceando o trabalho da imprensa.
01:26Segundo a reportagem, os servidores atuavam em duplas e enviavam nos grupos selfies em frente aos hospitais para provar que estiveram no local.
01:35Então, isso é a prestação de conta desse pessoal.
01:39Você imagina que assessor está auxiliando em algum trabalho importante para a população do Rio?
01:45Não, ele está lá impedindo que a imprensa mostre a realidade como ela é e está sendo pago com dinheiro público para isso.
01:51Continuando aqui, quando eles conseguiam atrapalhar as reportagens, eles enviavam mensagens comemorando.
01:58E de ontem para hoje, vários desses funcionários saíram do grupo.
02:02Um dos participantes relatou à emissora que o próprio prefeito, Marcelo Crivella, também era membro dos grupos
02:07e de vez em quando enviava mensagens parabenizando o trabalho dos milicianos pagos com dinheiro público.
02:13O chefe da Casa Civil, Ailton Cardoso da Silva, é um dos administradores de um dos grupos,
02:17que inclui também Marcelo da Silva Moreira Marques, procurador-geral do município,
02:22e a secretária de Saúde, Bia Busch.
02:24O secretário de Cultura, Adolf Konder, o fotógrafo pessoal do prefeito, José Edivaldo,
02:28a assessora da primeira-dama, Rosângela Gomes, e a consultora de comunicação da prefeitura, Valéria Blanc,
02:34também integram a lista.
02:36A prefeitura não nega a existência dos grupos e alega que eles têm o objetivo de informar melhor a população.
02:42O sujeito está lá para atacar a emissora, para atacar o jornalista, para intimidar o repórter, o entrevistado,
02:50impedir que aquela matéria seja feita, e eles dizem que é para informar melhor a população.
02:54Quer dizer, a demonização da imprensa justificando atos milicianos.
03:01Além do crime de associação criminosa, o Ministério Público vai avaliar a prática da conduta criminosa
03:07de responsabilidade de prefeitos.
03:10Nessa terça-feira, foi assim que eles colocaram lá, né?
03:12Nessa terça-feira, Crivella se encontrou com o governador interino do Rio, Cláudio Castro,
03:16e defendeu a União.
03:18E agora, pouco antes de eu entrar aqui no estúdio,
03:22saiu a notícia de que vai haver um processo de impeachment.
03:27Na verdade, a Câmara do Rio vai votar o pedido
03:30para abrir o processo de impeachment contra Crivella na quinta-feira.
03:35Então, essa notícia acabou de sair aqui.
03:38E ontem, para quem viu no Twitter, eu acabei aqui o programa, fui para casa,
03:42aí continuei a ver ali o noticiário,
03:44finalmente assisti aquela reportagem que já estava no ar,
03:47e eu falei, olha, isso aqui é motivo de impeachment.
03:50Eu mostrei a militância virtual bolsonarista,
03:54que não diz na internet que é remunerada com dinheiro público.
03:58Eu mostrei lá nome, sobrenome, cargo, remuneração,
04:01na Cruzoé, me atacam até hoje por isso.
04:03Eles mentem sobre a reportagem
04:05e é um pessoal que fica atacando jornalista.
04:11Vários militantes, de um modo geral,
04:15bolsonaristas, que nem estão na reportagem,
04:19atacam jornalistas.
04:21Então, eles fazem isso na internet, fazem isso virtualmente,
04:24e, no entanto, esses militantes a serviço do Crivella,
04:29eles fazem isso nas ruas, eles fazem isso dessa maneira brucutu.
04:35Você acompanhou essa notícia, Macalós?
04:36Quero ouvir sua visão.
04:38Eu acompanhei, sim.
04:42E eu acho que Crivella, no Rio de Janeiro,
04:45deu um passo além do Bolsonaro em Brasília.
04:48Além do gabinete do ódio, nós temos lá na capital federal,
04:53no Rio de Janeiro, nós temos o gabinete da pancadaria,
04:57o gabinete do pugilato.
05:01Acessores sendo pagos com recursos públicos
05:04para se comportarem, agirem como milicianos,
05:08indo para cima de profissionais da imprensa,
05:12com o objetivo de cercear a informação,
05:15intimidar as pessoas,
05:16e manter a sociedade longe dos fatos incômodos.
05:24O Rio de Janeiro, infelizmente, está numa penúria sem par.
05:29O Rio de Janeiro está devastado pela corrupção,
05:32pelas piores práticas, no nível estadual e no nível municipal.
05:37Entretanto, a prioridade não é dar solução
05:40a esses graves problemas históricos.
05:43É tentar, de todas as formas,
05:46restringir a possibilidade do exercício jornalístico,
05:51que é fundamental, inclusive,
05:53para a correção desses problemas.
05:56Quer dizer, eu imagino qual que deve ter sido
05:58o critério de seleção dessa gente
05:59para integrar o gabinete.
06:03Não deve ter sido currículo,
06:05deve ter sido folha corrida.
06:07É o Disque Capanga, né?
06:09É o Disque Capanga,
06:10Disque Miliciano de Crachá.
06:13É uma coisa inacreditável.
06:16É igual aqueles caras que trabalhavam para a máfia,
06:20e que iam cobrar,
06:23e que colocavam as pessoas sob risco de violência,
06:26se não estivessem de acordo
06:28com as regras da coisa nossa.
06:31Só que aqui não é pagamento,
06:36por assim dizer,
06:36dos profissionais de imprensa para o governo,
06:39mas sim a informação que prestam.
06:44Quer dizer, se a informação é negativa,
06:46então vamos lá,
06:47vamos botar os meganhas para cima dos jornalistas,
06:51para que eles não deem a notícia.
06:52Vamos tentar impedir.
06:54Quer dizer, é um método que se consagrou
06:56nas ditaduras
06:57que nós vimos recentemente aqui no continente,
07:01que ainda estão em vigor.
07:02Isso é coisa de chavista, meu Deus.
07:05Isso é coisa de chavista.
07:07Isso é coisa que se tornou prática comum na Venezuela,
07:12e que agora se vê no Rio de Janeiro.
07:15O Ministério Público tem que agir contra isso.
07:17A polícia tem que agir contra isso.
07:20Os órgãos de Estado que são responsáveis
07:23pelo cumprimento da lei e da ordem
07:25devem agir contra isso.
07:27E a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
07:31deve agir contra o fato de que
07:34o governo do Rio de Janeiro instaurou
07:36dentro das instituições de Estado
07:39uma milícia organizada
07:42para colocar um garrote de violência
07:47sobre a imprensa,
07:49sobre a liberdade de expressão.
07:51Isso é muito grave.
07:52Isso é crime.
07:53Isso tem que ser responsabilizado.
07:56A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro
07:57tem um dever.
07:58O dever de enquadrar o prefeito,
08:01que, aliás, foi ministro da Dilma Rousseff.
08:04Hoje é o queridinho do Bolsonaro,
08:06foi ministro da pesca da Dilma Rousseff.
08:08Gostava de andar de lanche, aliás, na época.
08:12Pois é.
08:12Eu realmente espero que essa investigação avance,
08:14que todas essas pessoas que atuaram
08:16dessa forma miliciana
08:19para intimidar o trabalho da imprensa,
08:20para impedir que o jornalista mostre
08:22a realidade, que elas sejam punidas
08:25nos termos da lei,
08:26eventualmente presas, se for necessário.
08:28Parece, pelas primeiras informações
08:30a respeito dessa operação hoje,
08:32que há uma possibilidade, realmente,
08:34de enquadrar essas pessoas criminalmente
08:37e que elas cumpram pena na cadeia
08:39e é preciso avaliar a responsabilidade
08:42dos mandantes.
08:43Porque isso aí é funcionário
08:45que está sendo pago com dinheiro
08:47dos pagadores de impostos
08:48a serviço do político,
08:51para que a população da cidade,
08:54a cidade onde eu nasci,
08:56onde eu fui criado, onde eu cresci,
08:58ela não fique sabendo
09:00da precariedade,
09:01da incompetência administrativa
09:04na saúde pública.
09:06Então, isso é absolutamente grave.
09:09Foi uma reportagem espetacular.
09:10Vale a pena as pessoas assistirem.
09:13É muito bom quando as pessoas
09:14que atuam fingindo que são
09:16cidadãos comuns,
09:19agindo com espontaneidade,
09:21com voluntarismo,
09:23em nome de uma causa,
09:25são expostas como pessoas
09:26que estão sendo remuneradas
09:28com dinheiro público
09:29para fazer aquilo.
09:30que já é uma falta de caráter
09:33a pessoa agir publicamente
09:35no debate público
09:37ou aí nessa militância política
09:41de uma maneira agressiva,
09:44de uma maneira hostil,
09:46sem revelar para quem
09:47que está trabalhando.
09:48Mas é isso que a gente vê
09:49o tempo todo,
09:50esse senso moral
09:51que é individual,
09:53que as pessoas deveriam
09:55zelar por ele.
09:57Isso, eu não digo que se perdeu,
09:59porque quem age assim
10:00nunca teve.
10:02Isso é absolutamente grave.
10:04É motivo, sim,
10:04de impeachment do prefeito.
10:07Tinha nome dele lá
10:08no grupo de WhatsApp,
10:09onde esse pessoal
10:10prestava conta.
10:11É claro que cabe
10:12a averiguação
10:13para ver se aquele nome
10:14que estava lá
10:15é referente, de fato,
10:16a um telefone,
10:19a um número
10:19de posse do prefeito
10:21ou de alguém
10:22próximo a ele,
10:23mas que ele
10:24tinha acesso também.
10:26E mesmo que não tivesse,
10:28porque é um serviço
10:29para ele
10:30feito da maneira
10:31mais imoral,
10:32asquerosa,
10:33perversa.
10:35O dinheiro público
10:36que deveria estar
10:37sendo usado
10:38para o investimento
10:39na saúde,
10:40para cuidar dos pacientes,
10:42das pessoas doentes,
10:44cuidar da população,
10:45que foi, inclusive,
10:45bandeira de campanha
10:46do Marcelo Crivella.
10:47Ele falou que ele ia ser
10:48prefeito para cuidar
10:49das pessoas.
10:50Esse dinheiro está indo
10:51para impedir
10:52que a realidade
10:53seja mostrada.
10:55Então, isso é gravíssimo
10:57e isso foi filmado,
10:59foi documentado
11:00e agora cabe
11:01às autoridades competentes
11:03a sua tarefa.
11:04E a gente vai exercer
11:05a vigilância,
11:06vai cobrar
11:06que isso vá até o fim,
11:08porque há uma naturalização
11:10da sujeira no Brasil
11:11absolutamente impressionante.
11:13É que nesse pessoal aí
11:14falando,
11:14ah, um desviou
11:15tanto dinheiro público,
11:16ah, mas o outro
11:16desviou mais.
11:18Sim, e cadê
11:19o seu repúdio
11:19para todos que desviaram?
11:22Então, desviou muito,
11:23desviou médio,
11:24desviou pouco,
11:24se repudia
11:25e se pede
11:26a punição de todos.
11:27Existe o princípio
11:28de proporcionalidade
11:29que ele vai servir
11:29para o cálculo lá
11:30da dosimetria da pena.
11:33Agora,
11:33que a pessoa
11:34relativize
11:35para absorver,
11:36para inocentar,
11:37para impedir
11:38e cercear
11:39o trabalho da imprensa
11:40de trazer luz
11:41sobre esquemas criminosos
11:42obscuros,
11:43isso aí é coisa
11:44de vagabundo
11:44e a gente tem visto muito
11:45esses vagabundos
11:47atuando na internet,
11:48muitas vezes remunerado
11:50ou nas ruas,
11:51com dinheiro público,
11:52pago direta
11:53ou indiretamente.
11:54E aí
11:56a gente tem visto muito
11:58E aí
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