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  • 20/06/2025
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O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), novo líder do governo Jair Bolsonaro, foi delatado por dois executivos da Galvão Engenharia. Segundo eles, o parlamentar teria recebido mais de R$ 5 milhões para intermediar negócios da companhia junto à Copel (a estatal de energia do Paraná).
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Transcrição
00:00Vocês viram aí, né? Ricardo Barros, novo líder do governo.
00:03Olha o que eu descobri e trouxe em primeira mão no site hoje de manhã.
00:08Não, essa não. Exclusivo Ricardo Barros. Volta. Calma, calma, calma, Fred.
00:13Sexta-feira, vamos com calma.
00:16Ricardo Barros acusado de receber mais de 5 milhões em propina da Galvão Engenharia.
00:22É, matéria exclusiva mostrando que ele foi delatado por dois executivos da Galvão Engenharia
00:28e que teria recebido então essa soma aí para intermediar negócios da companhia junto à Copel,
00:34a Estatal de Energia do Paraná. Volta aqui só para eu fazer um comentário.
00:40Os nossos políticos se transformaram justamente nisso, em lobistas, em intermediários.
00:46Eles estão sempre intermediando algum negócio.
00:48Então eles nunca, ou pelo menos na maioria das vezes, nunca estão trabalhando para o eleitor de fato,
00:55para a sociedade em seu conjunto, mas para pequenos grupos, empresas, grupos setoriais que têm poder político
01:02ou poder econômico e que ajudam a eleger esse parlamentar ou até um executivo municipal, estadual ou federal.
01:13E aí o que você vê é isso, depois o sujeito atuando aí para intermediar.
01:18Claro que nós estamos tratando aqui de uma delação, mas o Ricardo Barros é um personagem já conhecido da política.
01:25E a delação traz os detalhes.
01:28Foram negociados e pagos entre 2011 e 2014 esses 5 milhões.
01:36O Barros teria recebido 1,550 mil em espécie e outros 3,530 mil em doações eleitorais
01:45via o Diretório Nacional do PP, do qual ele era o tesoureiro.
01:49Ele era não, ele é o tesoureiro.
01:51Um dos delatores é o Dario de Queiroz Galvão Filho, então presidente da Galvão Participações Controladora do Grupo.
01:58Ele narrou que em 2011 a Galvão decidiu vender seus ativos na área de energia
02:03e queria ter acesso à diretoria da Copel, que é a Estratal de Energia do Paraná,
02:08que poderia ser um potencial comprador.
02:10Aí pediram lá, com a ajuda do Ricardo Barros, a Galvão conseguiu viabilizar em 30 de novembro de 2011
02:18a venda de 49,9% de sua participação na São Bento Energia,
02:22holding proprietária de quatro parques eólicos em construção para justamente a Copel.
02:27Barros funcionou como interlocutor do governo na transação
02:30e auxiliou a destravar o processo de negociação da venda à Copel.
02:34Ele mostrava ter influência e ascendência sobre os agentes públicos da Estatal.
02:41Ainda, segundo o delator, o parlamentar solicitou e recebeu um pagamento de vantagem indevida,
02:46no caso aqui, propina.
02:48O relato foi corroborado por outro diretor da companhia que participou das negociações.
02:52Restou acertado que ele faria jus ao recebimento de um milhão
02:55e 1,5% dos valores que a Copel viesse a aportar dentro da SPS São Bento Energia.
03:04O acerto ocorreu em Curitiba, em reunião realizada na sede do partido
03:09entre abril e novembro de 2011, possivelmente em 2014.
03:13Bom, restou acertado que ele faria jus ao recebimento, então, desse valor.
03:18Aí aqui estão os documentos, a cópia aqui dos documentos
03:22para vocês saberem que é um documento real, não é fake news.
03:26Além do registro da viagem para a capital paranaense naquele dia,
03:29o delator entregou anotações de 1º de outubro de 2013
03:32sobre o saldo devedor da companhia em relação a Barros.
03:36No total, foram pagos em espécie o valor de 1,5 milhão
03:39nas datas citadas na planilha abaixo.
03:42Põe a planilha.
03:44Olha aqui, isso é registro da empresa.
03:46A data, o valor, o débito, o saldo.
03:50Imagina, né?
03:51Ainda segundo os delatores, posteriormente, em 2013,
03:55Ricardo Barros foi novamente procurado para viabilizar a venda do restante
03:58dos ativos remanescentes.
04:00Desta feita, Ricardo Barros solicitou o pagamento de 1,2 milhão para si,
04:05acrescido de 2,5% do valor da transação em benefício do governo do Estado.
04:10O ajuste foi ratificado numa outra reunião em Maringá.
04:14Observem, em uma sala na prefeitura da cidade.
04:18Por indicação de Barros, dizem os delatores,
04:22a quitação da fatura se deu em doações eleitorais ao diretório do qual
04:25ele era e ainda é tesoureiro nacional.
04:28O parlamentar assina um dos recibos eleitorais.
04:32Procurado por um antagonista, ele disse desconhecer os termos da delação.
04:36Põe aí, tem o recibo?
04:37Olha o recibo aqui, com a assinatura do Ricardo aqui embaixo.
04:42Está vendo?
04:43Tudo muito bem, 700 mil reais.
04:46Bom, falei com o Ricardo, o Ricardo disse que não sabia,
04:50depois entrou com um recurso no STF, pedindo acesso a essa delação.
04:57E se disse aqui, surpreso pela informação, repudiando a criminalização das doações oficiais de campanha.
05:05O ativismo político do judiciário, com vazamentos seletivos, e provará sua inocência.
05:11Segundo ele, a suposta delação não corresponde aos fatos.
05:16Ele também encaminhou um pedido para a PGR para investigar esse suposto vazamento da delação.
05:23Está certo?
05:25Pode investigar, não tem problema.
05:27Está aqui o documento do Ricardo Barros.
05:31É isso aí.
05:34Esse é o novo líder do governo Bolsonaro.
05:37Que, aliás, o Fernando Henrique apoia.
05:41Libera o vídeo do CD, a videoreportagem do CD, que fala do Ricardo Barros.
05:45Para quem não conhece, está aí o perfil desse parlamentar novo líder do governo do Bolsonaro na Câmara.
05:50Vai assumir na terça-feira.
05:51Ricardo Barros é a nova cara do governo Bolsonaro.
05:57Nesta quarta-feira, dia 12, o deputado federal pelo PP do Paraná foi anunciado como o novo líder do governo na Câmara.
06:05Ele vai assumir o posto oficialmente nos próximos dias.
06:09Assim, substitui Vitor Hugo, do PSL de Goiás.
06:13Vitor Hugo é um líder tão fiel que já defendeu publicamente orientações do presidente, mesmo contra o ministro Paulo Guedes.
06:21Foi uma determinação do presidente da República, cumprida pelo líder do governo na Câmara,
06:27uma vez que eu sou o líder do governo e não o líder de qualquer ministério.
06:31Mas não adiantou.
06:32Agora, ficou assim.
06:34O líder do governo no Senado é Fernando Bezerra, do MDB do Pernambuco, ex-ministro de Dilma,
06:41e cujo gabinete foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal em setembro de 2019.
06:47O líder do governo no Congresso é o senador Eduardo Gomes, do MDB do Tocantins,
06:53que também já foi deputado federal por três mandatos e foi secretário do governo em seu estado por um mês.
07:00E o novo líder na Câmara é Ricardo Barros, que já foi ministro da Saúde no governo Temer,
07:07quando defendeu mais de uma vez o Mais Médicos.
07:10Em abril de 2017, Barros trabalhou para permitir às prefeituras contratar médicos cubanos por convênio
07:18diretamente com a Organização Pan-Americana da Saúde, a OPAS, sem passar pelo governo federal.
07:24Agora os novos gestores querem ter médicos do Mais Médicos,
07:28mas o nosso orçamento já está votado e em andamento eu não tenho como fazer essa ampliação.
07:32Então nós estamos criando um mecanismo para que esses municípios possam acessar diretamente a OPAS
07:37e fazer o convênio trazendo os médicos.
07:39Ricardo Barros também já foi líder no governo Fernando Henrique Cardoso.
07:44Matamos 30 mil, começando com o FHC, não deixar pra fora não, matando.
07:49Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem.
07:52E vice-líder no governo Lula.
07:54Nas contas da Folha de São Paulo, Barros já foi alvo de pelo menos 12 inquéritos no STF
08:00envolvendo suas administrações na Prefeitura de Maringá e no Ministério da Saúde.
08:05No começo de 2019, Ricardo Barros foi candidato a presidente da Câmara, disputando contra Rodrigo Maia.
08:13Na ocasião, discursou contra a prisão em segunda instância.
08:17O velho novo líder é um feroz crítico da Lava Jato e de Sérgio Moro.
08:22Nesta sexta-feira, o antagonista revelou com exclusividade que Barros foi delatado por dois executivos da Galvão Engenharia.
08:31Segundo eles, o parlamentar teria recebido mais de 5 milhões de reais para intermediar negócios da companhia
08:38junto a Copel, a estatal de energia do Paraná.
08:41Seus advogados disseram que o cliente está surpreso e que a delação não corresponde aos fatos.
08:48Barros é um perfeito representante do governo Bolsonaro.
08:52Durante sete mandatos na Câmara, Jair sempre foi do centrão.
08:56Durante todo o governo, Fernando Henrique e também nos governos Lula e Dilma,
09:01foi do PP, o mesmo PP de Barros e Paulo Maluf.
09:05Nesta sexta-feira, a aprovação a Bolsonaro subiu no Datafolha.
09:09Depois que o presidente parou de fazer gracinhas em frente ao Alvorada,
09:14sentou o dedo no Corona Voucher, largou as privatizações e agora namora a ideia de furar o teto de gastos.
09:22Absolutamente tudo contra a cartilha defendida da boca para fora pelos intelectuais e militantes bolsonaristas.
09:30Ricardo Barros é a perfeita cara do governo Bolsonaro.
09:35Mas acho que o meu acerto maior foi na escolha do Ricardo.
09:38Eu acho que o Ricardo...
09:42O nosso querido Michel Temer.
09:44Eu vejo o futuro, repetir o passado.
09:48Eu vejo um museu de grandes novidades.
09:52O tempo não para.
09:56Não para.
09:59Não para.
10:00CD, você está querendo dizer que o Temer é que escolheu o Ricardo Barros?
10:20Eu sei, eu sei.
10:22Eu falei um dia desse no Twitter, né?
10:24O Temer já é o primeiro-ministro desse governo.
10:28Mas muito bem colocado, né?
10:29O Bolsonaro sempre foi do centrão.
10:33Sempre foi do centrão.
10:34Na história política dele.
10:35Então não há surpresa, né?
10:38Ele retornar ao seio aí do centrão.
10:42As notas, na história política dele.

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