- há 7 meses
Em 22 de maio, Fabio Leite e Rodrigo Rangel revelaram, na Crusoé, a existência de um dossiê sobre a atuação suspeita do governo de Wilson Witzel na compra de respiradores para vítimas de Covid-19 internadas em UTIs no estado do Rio de Janeiro. O dossiê chegou ao Palácio do Planalto antes de a PGR abrir “de ofício” uma investigação que, coincidentemente, abordava os mesmos pontos do dossiê. Na semana passada, a revista confirmou com uma fonte do Planalto que o documento havia sido entregue à PGR, o que levanta a possibilidade de que a coincidência não seja uma coincidência tanto assim.
Num trecho da reportagem publicada em 22 de maio, está escrito o seguinte:
“A apuração sobre os contratos emergenciais do Iabas no Rio de Janeiro pode abrir uma nova frente em São Paulo. Isso porque a prefeitura da capital, administrada pelo tucano Bruno Covas, também contratou o instituto para gerir um hospital de campanha durante a pandemia. O contrato, de 75,2 milhões de reais, envolve 566 leitos provisórios instalados no Anhembi, ao lado do Sambódromo. Parte dos recursos para os contratos emergenciais foi repassada pelo governador João Doria, do PSDB – outro personagem das pistas elencadas no dossiê entregue ao Planalto.
Assim como no Rio, o Iabas ainda administra uma série de unidades públicas de saúde na capital paulista. Só em abril, recebeu 139 milhões de reais dos cofres municipais. A escolha do instituto sem licitação para ampliar sua atuação na pandemia, porém, desconsiderou graves irregularidades que têm sido apontadas há pelo menos quatro anos pelo Tribunal de Contas do Município. Uma auditoria realizada em 2016 constatou, por exemplo, que todo o dinheiro depositado pela prefeitura paulistana vai para contas bancárias no Rio de Janeiro e que, apenas em setembro daquele ano, houve uma diferença de 28,6 milhões de reais entre o valor repassado e o saldo disponível para pagar funcionários e fornecedores.”
Ou seja, João Doria é personagem do dossiê, assim como Witzel.
Não, ninguém tem bola de cristal para antecipar ações contra governadores, como ironizou Rodrigo Maia ao falar de Carla Zambelli. O que existe é um dossiê, segundo a Crusoé.
Leia a reportagem da Crusoé, aberta para não assinantes aqui: https://crusoe.com.br/edicoes/108/a-coincidencia-2/
--
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Num trecho da reportagem publicada em 22 de maio, está escrito o seguinte:
“A apuração sobre os contratos emergenciais do Iabas no Rio de Janeiro pode abrir uma nova frente em São Paulo. Isso porque a prefeitura da capital, administrada pelo tucano Bruno Covas, também contratou o instituto para gerir um hospital de campanha durante a pandemia. O contrato, de 75,2 milhões de reais, envolve 566 leitos provisórios instalados no Anhembi, ao lado do Sambódromo. Parte dos recursos para os contratos emergenciais foi repassada pelo governador João Doria, do PSDB – outro personagem das pistas elencadas no dossiê entregue ao Planalto.
Assim como no Rio, o Iabas ainda administra uma série de unidades públicas de saúde na capital paulista. Só em abril, recebeu 139 milhões de reais dos cofres municipais. A escolha do instituto sem licitação para ampliar sua atuação na pandemia, porém, desconsiderou graves irregularidades que têm sido apontadas há pelo menos quatro anos pelo Tribunal de Contas do Município. Uma auditoria realizada em 2016 constatou, por exemplo, que todo o dinheiro depositado pela prefeitura paulistana vai para contas bancárias no Rio de Janeiro e que, apenas em setembro daquele ano, houve uma diferença de 28,6 milhões de reais entre o valor repassado e o saldo disponível para pagar funcionários e fornecedores.”
Ou seja, João Doria é personagem do dossiê, assim como Witzel.
Não, ninguém tem bola de cristal para antecipar ações contra governadores, como ironizou Rodrigo Maia ao falar de Carla Zambelli. O que existe é um dossiê, segundo a Crusoé.
Leia a reportagem da Crusoé, aberta para não assinantes aqui: https://crusoe.com.br/edicoes/108/a-coincidencia-2/
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NotíciasTranscrição
00:00Obviamente que gerou, voltou à pauta, aquela brincadeira aí, aquela desconfiança para uns,
00:07piada para outros, né, da Carla Zambelli.
00:12Vocês vão lembrar, a Carla Zambelli deu uma entrevista para a CNN,
00:15falando que os governadores, que vários governadores seriam alvo da Polícia Federal.
00:20Eu disse aqui, no dia que estavam repercutindo essa história,
00:23como se ela tivesse informações privilegiadas da Polícia Federal,
00:26eu avisei a todos os nossos, a nossa audiência, a todos os nossos espectadores,
00:32que, na verdade, todas as informações sobre rolos envolvendo o governo do estado do Rio de Janeiro,
00:39o governo do Pará, o governo do São Paulo, já eram de conhecimento público,
00:43por denúncias de parlamentares, por investigações abertas pelos tribunais de contas,
00:48pelos ministérios públicos nos estados e também por investigação jornalística nossa.
00:54Nós, inclusive, publicamos, fomos os primeiros a publicar,
00:58que esses governadores já estavam sendo investigados no STJ,
01:01então não precisa ser muito inteligente, né, para saber que haveria operação e outras virão.
01:07Mas é claro, aí ela fez piada com isso, Mãe Zambelli acerta mais uma vez.
01:15Deixa eu... tem a foto da Mãe Zambelli aí?
01:17Ó, a Mãe Zambelli, só que aqui, ó, o que tem dentro da bola de cristal da Mãe Zambelli?
01:24É o antagonista, gente.
01:25Basta vocês assistirem o antagonista, leem o site, assinarem o A Mais,
01:31assistirem os nossos programas, vocês vão ficar sabendo antes de todo mundo, né,
01:35inclusive recomendo que os governadores façam o mesmo.
01:39Olha só.
01:39O Dória entrou nessa brincadeira, entrou na pilha, claro, ele sabe que está sendo investigado também.
01:46E aí falou que a deputada prefere cumprir o papel de mãe de Ná,
01:51ao invés de cumprir seu papel parlamentar.
01:54Trata a PF como polícia privada, não tem cargo nem mandato na PF,
01:58muito menos para ser porta-voz de polícia ou antecipar fatos.
02:01Se ela estiver exercendo ilegalmente essa função, estamos falando de uma polícia política.
02:06Blá, blá, blá, blá, blá.
02:08São Paulo tem todas as suas ações fiscalizadas pelos órgãos fiscalizadores que têm essa competência.
02:13Não precisa de vitrola parlamentar ideológica nem de uma deputada.
02:16Ele prefere engraxar as botas dos militares e principalmente do seu chefe, o presidente da república.
02:22Bom, é da política isso aí, né?
02:25Acusações.
02:26Aí, claro, se o seu inimigo está caindo, você vai, o político vai lá e faz piada.
02:32O outro que está sendo alvejado vai reagir.
02:35O Wilson Witzel, até a Polícia Federal bater a sua porta, ele, semana sim, semana não,
02:43ou semana sim, semana sim, estava naquela luta, naquela luta diária contra o Bolsonaro.
02:48Depois da PF, está querendo reatar.
02:52Então eu sempre aviso a vocês, não sejam torcedores de político.
02:56Porque, aliás, no final eles acabam se acertando, acabam dando jeito de fazer um acordo aí e ficar todo mundo bem.
03:03Mas o fato é o seguinte, tem coisa errada nos contratos de São Paulo e eu já vou comentar isso aí.
03:11O que a gente tem?
03:13Bota, bota lá.
03:14Que contratações acima de 10 milhões, e aí a procuradoria até cita o decreto,
03:22precisam passar pelo trigo pessoal do secretário da pasta.
03:27E, diferentemente do que ocorreu com outros contratos, como, por exemplo, os contratos dos hospitais de campanha,
03:35que foram disponibilizados na internet,
03:38outros contratos foram assinados, foram encabeçados pelo secretário da pasta.
03:45Este contrato em especial, ou esta contratação, ela foi toda feita por uma coordenadoria.
03:55Que foi um ponto que, para mim, desde o início, causou muita estranheza.
04:00Tanto é que eu falava para os meus assessores, não, eu quero que eu oficie o secretário.
04:05E eles diziam, mas a gente ligou na secretaria, e não é com secretária, é com uma coordenadoria.
04:10Isso me causou estranheza desde o primeiro momento.
04:14Quando eu li os pareceres da própria procuradoria,
04:18dizendo que, em caso de contratações maiores do que 10 milhões,
04:22teria que ser por meio do secretário,
04:24eu, vamos dizer assim, confirmei o sentimento de estranheza que eu tive no primeiro momento.
04:30Porque foi uma contratação de 500 milhões de reais.
04:37Outro ponto que eu acho muito complicado,
04:39numa contratação desse tamanho,
04:43num momento em que a lei de responsabilidade fiscal está afastada,
04:47é fazer um pagamento antecipado,
04:50muito embora eu tenha visto que há uma nota técnica,
04:53sem um contrato firmado.
04:55Porque houve lá um invoice,
04:59o documento de pagamento,
05:01inclusive antecipado,
05:03mas não houve um contrato, doutora,
05:06nem colocando garantias,
05:08toda essa formalização, vamos dizer assim,
05:11ela foi feita a posteriori.
05:14Mesmo a multa que o governador o tempo inteiro fala nas coletivas,
05:19ela foi estabelecida a posteriori.
05:22E os pareceres dos vários procuradores que funcionaram nos autos,
05:27eles exigem que...
05:29Assim, eles colocaram como requisito para o pagamento antecipado
05:33há um estabelecimento de garantias.
05:37Então, para mim,
05:38essa contratação foi toda feita, inclusive,
05:40contra os próprios pareceres.
05:43E tem um ponto que me chamou mais atenção ainda,
05:46porque em vários momentos,
05:48nos pareceres,
05:49existe uma exigência de que a empresa,
05:52na verdade,
05:54o nome que adere,
05:57que a utilização é um termo de adesão,
05:59que a empresa que adere
06:00tem que ser representada
06:02pelo seu representante legal
06:04com os documentos
06:07que mostrem e comprovem essa representação,
06:11e ele, inclusive, tem que fazer uma declaração
06:14de que não tem nada contra ele.
06:18E, assim, tem uma criatura
06:20que aparece nesse processo,
06:23na minha percepção do nada,
06:26que é um senhor chamado Basile Fantazes.
06:30Ele aparece como representante,
06:33ele aparece em e-mails, na verdade,
06:36como representante da empresa
06:39que foi contratada
06:42para fornecer os respiradores.
06:45ele faz ali algumas comunicações,
06:49inclusive referentes ao pagamento
06:51de antecipação,
06:53mas em nenhum momento,
06:55excelência,
06:55no contrato,
06:56no processo inteiro,
06:58é um processo de quase 400 páginas,
07:01existe um documento sequer
07:04ligando esse senhor
07:06à empresa Richens,
07:07acho que é essa a pronúncia da...
07:10que foi a empresa, vamos dizer assim,
07:12selecionada para fazer a venda.
07:14Então, eu queria entender
07:16se o papel da procuradoria
07:18é um papel, assim,
07:19de aconselhamento, vamos dizer,
07:22teórico,
07:24ou se a procuradoria
07:25não teria também o papel
07:27de identificar
07:28que a empresa selecionada
07:31estava sendo representada
07:33por alguém
07:34que não tinha sequer
07:35um instrumento de procuração.
07:37eu não sabia
07:39quem era esse senhor.
07:41Então,
07:41eu só atentei para ele
07:43quando saiu uma matéria,
07:44agora eu não sei
07:45se foi na Folha
07:46ou no Estadão,
07:47dizendo que ele tinha sido
07:48tesoureiro
07:49com o Partido Político
07:50e que já tinha sido
07:52alvo de buscas
07:53e apreensões
07:54em outros estados
07:55da federação.
07:57Aí eu fui buscar
07:58essas notícias
07:59das buscas.
08:01Ele tem uma empresa
08:02de informática,
08:03ele não tem nenhuma
08:04ligação com a área de saúde.
08:07Então, assim,
08:08é um contrato feito
08:09por uma coordenadoria
08:11onde a empresa selecionada
08:14é representada
08:15por um cidadão
08:16que, antes da contratação,
08:19com uma mera busca
08:20no Google,
08:20a gente identifica
08:21que tinha sido
08:22alvo de busca
08:23e apreensão.
08:24Então, eu queria entender
08:26se a procuradoria
08:27não precisaria ver
08:29essa situação
08:31na medida em que
08:32os próprios pareceres
08:34exigem
08:35um documento formal
08:36de representação.
08:38E aí,
08:38uma outra coisa
08:39que também,
08:40quando eu li,
08:41quando eu olhei
08:42a documentação
08:43a primeira vez,
08:43eu tomei o cuidado
08:44de pedir para uma assessora
08:45ler também,
08:46para a gente não ficar
08:47com nenhum vício,
08:48vamos dizer assim,
08:49de ordem política.
08:50é, na primeira vez,
08:54eu não tinha tentado
08:55para um detalhe
08:56que depois eu atentei
08:57quando saiu na imprensa.
08:59Quem indicou
09:00essa empresa
09:01a fazer a negociação
09:04com a secretaria
09:05foi a Investe São Paulo,
09:08que, teoricamente,
09:11seria como um equivalente
09:13do BNDES
09:14no nosso Estado.
09:16O BNDES
09:18é uma instituição
09:19financeira autônoma.
09:21Então,
09:22eu entendo
09:22que no campo federal,
09:25não sei,
09:25posso estar equivocado,
09:27jamais o BNDES
09:28poderia indicar
09:29uma empresa
09:30para ser contratada
09:32pelo governo federal,
09:34por exemplo.
09:35Então,
09:35a minha dúvida
09:36é o seu ponto de vista
09:36jurídico.
09:38É legítimo,
09:39é legal,
09:40é lícito
09:41que uma instituição
09:42financeira,
09:43o Investe São Paulo,
09:44indique uma empresa
09:46para ser contratada
09:48para vender
09:49para o governo
09:50numa época
09:51de calamidade pública.
09:54Porque, assim,
09:54eu trago
09:55para a Vossa Excelência
09:56essas indagações,
09:59porque, assim,
10:00esse contrato
10:01está me causando
10:02uma agonia
10:03muito grande
10:03como cidadã.
10:05Eu fui olhar
10:06os contratos
10:07dos hospitais
10:08de campanha,
10:10houve uma denúncia
10:11numa contratação
10:12na Secretaria
10:13de Assuntos Sociais,
10:15de Desenvolvimento Social,
10:16eu levantei
10:16um contrato,
10:17eu vi que,
10:18sob o ponto de vista
10:19jurídico,
10:20estou terminando,
10:21Excelência,
10:22ele é impecável,
10:23mas esse aqui,
10:25Excelência,
10:26ele, para mim,
10:26foge de todas
10:27as regras do direito.
10:29Por isso que,
10:30se possível,
10:30eu gostaria de ouvi-la.
10:32Obrigada,
10:32senhor presidente.
10:34Agradeço,
10:35agradeço,
10:35deputada,
10:37só vou
10:37corrigir
10:38ela numa coisa,
10:39não me chame
10:40de Excelência,
10:40por favor.
10:41Enfim,
10:46anotei todas
10:46as questões aqui
10:47e agradeço
10:50a leitura
10:51que a deputada
10:52fez dos nossos pareceres,
10:53agradeço
10:54os elogios feitos,
10:56são questões novas
10:57que nós estudamos
10:59internamente
11:00bastante
11:00e tudo muito novo
11:03chegando nessa pandemia,
11:04mas nós tivemos
11:05a cautela
11:06de criar,
11:07inclusive,
11:07um grupo aqui dentro
11:08que entende
11:09de legislação internacional,
11:10de contratos internacionais
11:12para fazer esse estudo.
11:14Então,
11:14quando nós falamos
11:15em termos de adesão
11:17e de contrato,
11:18aí batem um pouco isso,
11:19não teve garantia,
11:21mas tem uma menção,
11:24a mitigação
11:24de acompanhamento,
11:27uma medicação de danos,
11:29a forma de execução,
11:33tudo isso,
11:34nós amparamos
11:35tanto na legislação
11:37que nós temos
11:38que nós temos
11:38no país
11:38como estudos
11:39que foram feitos
11:40de contratos
11:41internacionais
11:42e que nós achamos
11:42viável,
11:44pareceres no TCU,
11:45a própria medida provisória
11:47e outras coisas.
11:49Eu agora faço
11:50um convite especial
11:51porque realmente
11:52é uma questão
11:53um pouco complicada,
11:54é uma questão nova
11:55para todos,
11:56eu acho que a gente
11:56tem que bater muito
11:58nessa transparência,
11:59para dizer que
12:00nós temos segurança
12:01da orientação jurídica
12:02que demos
12:03e a convido
12:04aqui no meu nome
12:05a fazer uma visita
12:07na PGE,
12:07o gabinete está
12:08trabalhando,
12:09se quiser podemos fazer
12:11pelo sistema Zoom
12:12ou Teams,
12:13não há problema,
12:14com a equipe
12:15que cuidou disso
12:16exclusivamente
12:17de pareceristas
12:18que nós colocamos
12:19aqui no gabinete
12:20ou pessoalmente também,
12:22estamos todos aqui,
12:23podemos marcar um dia
12:24e bater ponto por ponto
12:27explicando que
12:28a nossa consistência jurídica
12:29nas orientações.
12:31Em relação
12:32à forma
12:34de execução
12:34mesmo
12:35dos atos administrativos,
12:37a PGE
12:38não tem essa competência
12:39e ela não entra
12:40na execução
12:41e na checagem
12:42de acompanhamento
12:43do que foi feito
12:44e não foi feito
12:45e isso compete à pasta.
12:47A nossa orientação
12:48sempre é opinativa,
12:50nesse sentido,
12:52fazemos reuniões
12:54de assessoramento,
12:56nesse caso
12:57foram sempre
12:58muito corridas,
12:59inclusive com o comitê,
13:00sim,
13:00o comitê participou
13:01não conosco
13:02em reuniões,
13:03mas eu sei
13:04que as decisões
13:04foram todas
13:05colegiadas
13:06e aí quando
13:08a deputada
13:09me pergunta
13:09por que o secretário
13:10da pasta
13:11não foi envolvido
13:12diretamente,
13:13eu acredito,
13:14porque não compete
13:15à minha
13:15essa decisão,
13:16mas por conta do decreto
13:18que criou o comitê
13:19que colocou
13:21num colegiado
13:22e não individualizou
13:24o secretário
13:24nessa atuação.
13:28Aferizamos
13:29contra a investe
13:30em São Paulo,
13:31também não tenho
13:32esse poder de decisão
13:33de verificar
13:34e eu acho
13:34que o governo
13:35deve ter tomado
13:36todas as coisas,
13:38salvo engano,
13:39agora o processo
13:40está muito grande mesmo,
13:41eu já olhei várias vezes,
13:43mas salvo engano,
13:45existem dois inclusive processos,
13:46um de execução
13:47e um que a gente chama
13:48que é o processo mãe,
13:49onde estão as votações
13:50de preço
13:51e essas cartas
13:52de recomendação
13:53da empresa
13:53pela investe.
13:56Posso depois,
13:57com o tempo,
13:58bater de novo
13:59com a deputada
14:00nesse contato
14:01mais próximo
14:01e explicar ponto a ponto.
14:03Acho muito importante,
14:05acho que as suas ponderações
14:06foram muito boas,
14:08inclusive para dar
14:09oportunidade para a PGE
14:10esclarecer
14:11a orientação,
14:13o que nos baseamos
14:14e quais são os estudos
14:15que fizemos
14:15para chegar a essa conclusão.
14:17Então,
14:17fico aguardando
14:19o contato
14:20e estou à disposição
14:21para o que quiser,
14:22eu acho que a transparência,
14:23o diálogo,
14:24a discussão
14:24é a coisa mais importante,
14:26principalmente nesses tempos
14:27aqui que nós estamos vivendo.
14:29Muito obrigada,
14:30eu que agradeço.
14:31Vocês viram aí,
14:35procuradora-geral,
14:37participou dessa live,
14:38procuradora-geral
14:39do Estado de São Paulo,
14:40a Lia Corona.
14:43É o seguinte,
14:44ela agora abriu lá
14:45o gabinete
14:46para a Janaína,
14:47Janaína que está
14:48investigando,
14:49já tem uma investigação
14:51no Tribunal de Contas Estadual,
14:52tem uma investigação,
14:54uma fiscalização
14:55um pouco mais ampla
14:56do grupo parlamentar
14:58que está fazendo
14:59a fiscalização
15:00de todos os contratos,
15:02tem também
15:02uma apuração
15:03no Ministério Público
15:05do Estado de São Paulo
15:05e agora também
15:07a Janaína está dedicada,
15:09pediu todo o processo,
15:11analisou todo o processo,
15:12como ela bem disse,
15:13as coisas não,
15:15elas não se encaixam.
15:17E aí,
15:18o que que tem
15:19de importante
15:19nesse negócio?
15:22A mesma tentativa
15:24de formalização
15:25da compra
15:26feita atropelada,
15:28a mesma tentativa
15:30de formalização
15:31a posteriori,
15:32exatamente o que aconteceu
15:34no Pará.
15:35Você compra,
15:36entra em contato,
15:37manda um e-mail
15:38para o sujeito,
15:38ah, beleza,
15:39vamos comprar,
15:40compra, assina,
15:41paga antecipado,
15:43sem garantia de nada,
15:44sem contrato,
15:45imagina,
15:47foram pagos
15:48do total,
15:51você tinha um contrato
15:51de R$ 550 milhões.
15:53Depois que veio a tona,
15:54toda a confusão,
15:55eles tiveram que repactuar
15:56para R$ 240 milhões.
15:58mas anteciparam
16:00vários desses pagamentos
16:01e isso sem nenhum contrato
16:04e sem garantia nenhuma.
16:07Pagaram para o cara
16:07que se apresentou lá,
16:09aliás,
16:09esse Basile Pantazzi,
16:10a gente já falou
16:11em outro programa
16:12sobre ele,
16:13ele aparece também,
16:15como o André Felipe,
16:16aparece como um intermediário
16:18entre a empresa,
16:19a Hitchens e Harrison,
16:20que diz que compra
16:22da China,
16:24mas na verdade,
16:25também precisa
16:26de uma intermediária,
16:27de uma trader
16:28para comprar da China.
16:29Então, gente,
16:30é a mesma situação.
16:33Os personagens
16:33até são diferentes,
16:35mas o mesmo esquema,
16:37vários intermediários,
16:39uma compra
16:40sem respeitar
16:41nenhum tipo de processo,
16:43toda atropelada,
16:45a tentativa posterior
16:47de se formalizar,
16:48para tentar colocar
16:49ali um mínimo de legalidade,
16:51e as dúvidas
16:52que permanecem,
16:53porque ninguém sabe
16:53quem são esses sujeitos,
16:56aliás,
16:56e com problemas também
16:57na entrega,
16:57atraso da entrega.
16:59Então, assim,
17:00é o mesmo filme,
17:01é filme repetido.
17:02Então, o filme
17:03que a gente viu hoje
17:03da Polícia Federal,
17:04a gente vai ver de novo,
17:06porque não é possível
17:07que São Paulo
17:08seja diferente.
17:10Você tem
17:10a mesma situação,
17:12contratos,
17:12inclusive,
17:13maiores,
17:13superiores,
17:14dez vezes o valor
17:15do contrato original
17:17do Pará,
17:19no caso de São Paulo,
17:20e, aliás,
17:22a investigação do MP,
17:24hoje eu publiquei mais cedo,
17:26o MP já ouviu
17:27os donos da empresa,
17:28da Richard Harrison,
17:30que eles disseram o seguinte,
17:31não, a gente conhece
17:32o Basile Pantazzi,
17:33esse consultor,
17:34mas ele não participou
17:35da negociação, não.
17:36Aí o consultor
17:38vai depor e diz,
17:39eu participei, sim.
17:41Aí perguntam,
17:42cadê o documento
17:43que prove que você tem
17:44procuração para representar
17:45a empresa?
17:45Não tem.
17:47Mas você conhece
17:48o sujeito?
17:48Conheço.
17:49E aí surge
17:51uma outra questão.
17:53A contratação,
17:55a indicação desse sujeito
17:56vem do escritório
17:57do Investe São Paulo,
17:59dessa agência de fomento
18:00do governo
18:00do Estado de São Paulo,
18:02da China,
18:04do escritório em Xangai.
18:06Ora,
18:07se você tem um escritório,
18:08se o governo de São Paulo
18:09tem um escritório em Xangai,
18:10por que precisa contratar
18:15um intermediário,
18:17dois intermediários,
18:18três intermediários?
18:20Esse é o questionamento
18:21que o Ministério Público
18:22tem que fazer,
18:23esse é o questionamento
18:23que a deputada tem que fazer,
18:25tribunal tem que fazer,
18:26todo mundo tem que fazer.
18:27é a
18:30grande
18:31área
18:32e
18:33é
18:35a
18:36brasileira.
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